Caminho da Luz (Coletiva 2006)

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1 Caminho da Luz (Coletiva 2006) Introdução Este é um breve relato da nossa vivencia na coletiva do Caminho da Luz de Neste relato, procuraremos destacar fatos que nos chamaram a atenção bem como seus personagens que de uma forma ou de outra, tiveram algum relacionamento conosco durante os sete dias de peregrinação. É impossível relatar todos os fatos, pois o caminho é muito dinâmico e rico deixando um sabor diferente para cada um que o vivenciou. Para nós, foi uma agradável surpresa ver a quantidade de casais que fizeram o percurso juntos. Caminhar como casal é muito difícil, pois representa renúncia e sacrifício. Renúncia por parte daquele que tem mais resistência e é mais rápido de ter que segurar a ansiedade e andar um pouco mais lento para que o parceiro possa acompanhar. Sacrifício da parte mais lenta que procura ultrapassar seus limites para permitir que a outra parte esteja mais próxima do seu ritmo. Aí está a parceria. Cada um dá sua parcela de contribuição e o casal acaba encontrando um ponto de equilíbrio no ritmo que permite desfrutar de toda a beleza do passeio tendo ao lado a nossa outra metade. Mas é claro que o caminho não seria completo se não existissem as individualidades, os solteiros, as crianças (também destaque à parte) que melhoram o sabor da caminhada e tornam rico o passar das horas. Somos um casal que gostamos muito de caminhadas. Caminhar, além de ser um ótimo exercício, nos proporciona prazer na contemplação de belas paisagens. Também é cultura, pois atravessamos muitos povoados e passamos a conhecer seus costumes. Também nos dá maior conhecimento geográfico das regiões que atravessamos. Também é uma forma de aumentar nosso círculo de amizades, pois nas caminhadas fazemos sempre novos amigos, principalmente nas caminhadas coletivas. Todos que tomam a decisão de fazer uma caminhada procuram algo, mesmo que não saibam externar o motivo. Para nós, além de todos os motivos acima expostos, fazemos por fé e evangelização. Durante um dia de caminhada temos a oportunidade de estar mais juntos, temos momentos de individualidades (mesmo estando próximos) e temos mais momentos de oração, pois a cada hora de caminhada rezamos um terço (com nossos pedidos individuais e pela coletividade). Caminhar com oração é sinônimo de peregrinação, peregrinação é sacrifício e é agradável a Deus. Por isso, nos consideramos peregrinos e somos muito felizes e agradecidos a Deus por sermos assim. Primeiro porque nos foi concedido saúde e energia. Mas principalmente porque temos um ao outro. Tudo que fazemos procuramos fazer juntos, pois nos completamos. Como casal, somos melhor que como indivíduos, pois nossos defeitos são compensados pelas qualidades do outro. Percorrendo o Caminho de Santiago de Compostela, completamos bodas de prata e esperamos completar bodas de ouro com saúde para estar peregrinando. Por isso, nossas peregrinações são nossa forma de louvar e agradecer a Deus pela nossa família e por todos os amigos que coloca a cada dia perto de nós. Bem, não sabemos se lembram de nós, mas estivemos durante o caminho sempre carregando nossas mochilas (enfeitadas com pins e uma vieira). Às vezes estávamos segurando nas mãos um terço (quando em oração), ou conversando ou até cantando. Denominamos-nos Família Bernardo, Somos José Roberto (JR) e Maria Rita (Mara). Preparação Dia 15/07/20006, com nossas mochilas arrumadas, com todos os itens checados, tomamos o ônibus na Rodoviária de Vitória com destino a Carangola. No ônibus encontramos com Henoc e Luiz (Lula) que também estavam a caminho de Tombos. Já havíamos feito a reserva no Hotel Central, pois teríamos que dormir em Carangola porque o ônibus chega muito tarde, não havendo possibilidades de se deslocar para Tombos no mesmo dia. Assim, chegamos a Carangola por volta das 11:50 da noite. Estava um frio intenso (em torno de 10 graus) quando batemos à porta do hotel Central, fizemos o check-in e fomos para o apartamento. Acordamos por volta das 08:30, tomamos o café da manhã e fomos para a rodoviária fazer as reservas de passagens para Tombos. Ainda no hotel, encontramos com Rafael e família, preparados para a caminhada. A filha do Rafael, a Manuela com oito anos, mas com muita graça e energia disse que já estava preparada para caminhar. Com mochila e cantil camel back mostrava que estava equipada. Foi chegando e perguntando por que os pins nas mochilas. Explicamos que eram símbolos dos paises pelos quais peregrinamos. Demonstrando vivacidade e inteligência, disse: Olha! A bandeira da Itália e da Grécia! Vocês estiveram lá?. Muitos adultos não identificam uma bandeira estrangeira, mas aquela criança de olhos vivos e bochechas rosadas conhecia a bandeira da Itália e da Grécia. Resumindo, uma graça a Manoela, filha do nosso amigo capixaba Rafael e Fabíola. No início da tarde, tomamos o ônibus para Tombos e lá, fomos muito bem recebidos por Sandro, Secretário de Turismo local. A recepção este ano em Tombos foi muito boa, pois a prefeitura colocou uma barraca e o próprio Sandro encaminhava os peregrinos para suas respectivas destinações. Nós, por opção, fomos para a escola. Lá chegando, desmontamos nossas mochilas, arrumamos nossos colchonetes isolantes e nossos sacos de dormir. A cidade de Tombos estava numa efusão de movimento, com muita gente que havia feito o caminho do ano passado se reencontrando e também muita gente nova. Assim vimos muitos conhecidos chegarem: Na praça encontramos Antônio Falcão (Dom Antônio, líder dos andarilhos capixabas), Bia e Simone. Trocamos forte abraço enquanto conversávamos sobre o dia de viagem de cada um. Mais tarde, conversamos com Gláucia e Messias. Durante a Missa conhecemos o Maciel e a Ana, casal que havia entrado em contato conosco por . Eles foram os fotógrafos oficiais do evento e já estavam literalmente trabalhando. Muitas fotos durante a Missa. Após a Missa de envio os peregrinos se reuniram em torno de alguns restaurantes e bares para comer ou bebemorar. Os garçons estavam atrapalhados com tantos pedidos e tanto movimento. Faltavam mesas e cadeiras. Conseguimos uma mesa e pedimos uma pizza e refrigerantes, mas logo notamos dois peregrinos de pé. Antão e Darlan, também capixabas, aguardavam a liberação de uma mesa. Convidamos para tomarem lugar na nossa mesa ao que prontamente aceitaram, pediram também uma pizza e ficamos conversando enquanto aguardávamos os pedidos. Depois de comer fomos para a escola, no nosso canto da sala, nos enrolamos no nosso saco de dormir e apesar do frio, logo estávamos dormindo.

2 Primeiro dia (17/07/2006) Às três e meia da madrugada já havia gente se arrumando para caminhada. Com o barulho de sacolas não era possível dormir. Ficamos enrolando até as 5:00 quando fizemos nossa oração para levantar e arrumar nossas mochilas. Depois, fila para escovar os dentes, fila para ir ao banheiro e logo estávamos pronto para o caminho do dia. Um farto café da manhã foi servido na base da cachoeira de Tombos, onde também foram efetuadas as inscrições, pagamento, e distribuição das camisetas, cajados e livros. Depois a inauguração da capela com a benção do padre para os peregrinos. Fizemos nosso alongamento e iniciamos a subida da trilha ao lado da cachoeira. Uma fila indiana na trilha que só permitia um por vez, iniciava a caminhada bem lenta até deixar a cachoeira para trás. A manhã embora fria, estava muito clara e iluminada com um céu de brigadeiro isento de nuvens. Cruzamos a cidade de Tombos e logo estávamos em uma estrada de chão indo com destino a Catuné, distante a 25 km, nosso objetivo do primeiro dia. Logo passamos pelo mascote do caminho. João com apenas dois anos e já na sua segunda participação (com a ajuda do papai e da mamãe, é claro). Mais alguns kilometros e passamos por Simone que incrivelmente estava em silêncio (momento raro e digno de registro). Os carros que eventualmente passavam deixavam uma espessa nuvem de poeira, fazendo nela desaparecer os peregrinos, que corajosamente permaneciam firmes sem perder o ritmo da caminhada. Neste trecho, atravessamos fazendas sendo observados de perto pelo gado que pastava. Muitas subidas e descidas por colinas cobertas de pastos verdejantes. Foi quando conhecemos o Sr. Rafael (capixaba) que estava fazendo o caminho só, pois sua esposa estava trabalhando. Notamos que ele não tinha cantil e perguntamos como fazia para matar a sede. Ele nos confessou que estava com uma sede tremenda e todas as casas que encontrou pelo caminho estavam abandonadas. Explicamos que é muito perigoso sair para aquele caminho sem levar água. Naquele sol, há um forte perigo de desidratação. Peguei a caneca de alumínio e ofereci um pouco da minha água para amainar a sua sede. Ele tomou a água, agradeceu e fomos conversando pelo caminho. Contou-nos que começou a caminhar por recomendação médica, pois após um exame de rotina, um médico ao olhar sua radiografia lhe falou que estava com esclerose. Desconfiado foi a outro médico que estranhou aquele diagnóstico baseado apenas em uma radiografia. Pediu outros exames e afinal falou que ele estava com saúde perfeita, apenas com pouca resistência. Aconselhou caminhadas. Assim, nasce o andarilho Rafael. Depois um trecho dentro de uma mata muito agradável pelas sombras generosas que davam um alívio ao sol causticante do dia. Neste trecho, o lanche do dia onde os peregrinos aproveitavam para descansar enquanto o alimento refazia suas forças. Felizmente este ano, no apoio havia água para vender, de forma que ficamos mais tranqüilos em relação ao Rafael. O pequeno peregrino João, já dormia sobre uma toalha no chão, refazendo as forças da caminhada da manhã. Mais do que ninguém, ele precisava disso. Retomando o caminho, mais estradas de chão até um ponto onde se deixa a estrada e entra-se em um pasto com uma colina de difícil ascensão. Reduzimos o ritmo para a subida, mas de forma cadenciada e constante deixando alguns peregrinos para trás. Fomos ultrapassados pelos Silvios (pai e filho de Brasília) que havíamos conhecido na base da cachoeira, que subiram com muita disposição. Logo estávamos no alto da colina e tínhamos vencido o maior obstáculo do dia. Mais a frente ainda havia a subida da gruta santa, menos íngreme e menor, mas um peso para os peregrinos cansados pelo duro caminho do dia. Por volta das 13:00 estávamos chegando a Catuné. Catuné é um minúsculo povoado cuja receptividade é inversamente proporcional ao seu tamanho. As pessoas recebem os peregrinos com alegria, calor e carinho, oferecendo aipim cozido, bolo, água e refrescos bem gelados. Embora não tenha hotel e não possuir água quente no banheiro da escola, as famílias abrem suas portas para os peregrinos tomarem banho. Para nós, a melhor recepção do caminho. Eu e a Mara ficamos alojados na escola. No ano passado, procuramos ficar em pousadas para ter mais conforto, mas neste ano, decidimos por ficar nas escolas, pois entendemos que assim participamos mais. É onde está a maioria que as coisas acontecem. Além disso, nas noites de alojamento nas salas de aula ou nos ginásios, são momentos muito ricos de relacionamentos. Temos a oportunidade de compartilhar o local de dormir, trocar idéias e conhecer melhor outras pessoas. Também são nesses locais que aflora a solidariedade com troca de remédios, massagens, curativos, etc. Escolhemos um canto entre algumas mesas e armamos nossos sacos de dormir. Na sala dormiram umas vinte pessoas. Dentre elas destacamos: Henoc, Miguel e Lula Trio de capixabas já conhecidos nossos de outras peregrinações. Luciano ficou ao lado do trio, mas falou que não conseguiu dormir em função do desempenho roncal do Henoc. Os Silvios Pai e filho de Brasília, o pai aposentado e o filho conseguiu uma folga para participar do caminho. Já havíamos conversado em Tombos e eles já fizeram o caminho da fé. Felipe e Dênia Casal que tivemos o prazer de ver sempre caminhando juntos. Dormiram apenas esta noite no coletivo, pois já haviam feito reservas nas pousadas para os outros dias. Fernando e Valdir Irmãos de Brasília que estavam com a família. O Valdir com esposa (Rejane) e filha (Carol). Tivemos o prazer de conhecê-los mais a fundo posteriormente. Após o delicioso jantar comunitário oferecido pelos moradores de Catuné, houve uma apresentação da cultura local com a presença de muitos peregrinos. Eu e a Mara optamos por descansar e dormir em função do cansaço e do frio que fazia naquela noite. Segundo dia (18/07/2006) Catuné a Pedra Dourada (19,25 km) Bem cedo já começou a movimentação na sala. Cada um arrumando suas coisas e a parte mais difícil da manhã. O banheiro. Logo a luz foi acesa e dava para ver os semblantes sonolentos desejando mais algumas horas de sono. Muitos tinham malas e bolsas e dava para perceber que não tinham experiência em caminhadas, pois em atividades como estas, temos que levar apenas o estritamente necessário, evitando volumes, pesos, etc. Mas como foi disponibilizado carro de apoio, as pessoas acabam trazendo excesso de carga.

3 De nossa parte, arrumamos rapidamente nossas mochilas (já estamos acostumados a montar e desmontar diariamente), colocando cada coisa no seu devido lugar, distribuindo corretamente o peso para mais conforto no caminho e evitar futuros problemas de postura ou de coluna. Assim, enquanto as pessoas levavam suas bagagens para o carro de apoio, Eu e Mara já tomamos o rumo do caminho que neste dia é mais formado de subidas. Encontramos a sorridente Dona Norinha que nos convidava para tomar o café na sua casa. Era um convite tentador, pois aquele café fresquinho com cheiro de interior, fatias de queijo de minas, combinava bem com aquela manhã. Mas, resistimos e agradecemos abraçando aquela família tão especial que abre suas portas com tanta generosidade. Queremos aqui, estender este comentário para todas as famílias daquela comunidade. Na saída encontramos a paraense Lourdes e sua filha Bárbara em sentido contrário ao nosso para levar sua bagagem. A Lourdes, sempre muito simpática e agradável quando havia visto que a maioria dos peregrinos carregava mochilas, ainda na escola em Tombos, disse: Ai que mico estou pagando com esta mala! Com certeza na próxima vez estaremos com equipamento correto.. A Bárbara, uma graça, sempre sorridente nos cumprimentou. No dia anterior a Bárbara havia resistido bravamente o caminho sem pegar carona. Para uma menina de 12 anos, um feito, pois o caminho não foi fácil. Não podemos prosseguir sem descrever a Bárbara. Uma menina de cabelos negros que escorriam pelos ombros. Aqueles meigos olhos negros dotados de brilho intenso demonstravam vivacidade e inteligência. O sorriso sempre constante naquele rosto angelical. De fala comedida, demonstrava uma educação refinada, pois conversava como adulta. Realmente, ela cativava as pessoas à primeira vista. Assim, nos cumprimentamos e prosseguimos nosso caminho enquanto as duas levavam suas bagagens ao carro de apoio. Embora muito frio, Eu optei por tirar minha blusa segunda pele, ficando com a camisa amarela, mais adequada para o calor que nos esperava quando o sol aparecesse para valer. A Mara sempre caminha as primeiras horas da manhã com a blusa e quando seu corpo esquenta, dá uma parada para tirar. Logo encontramos com Rafael, Fabíola e Manuela e fomos conversando até o local do café da manhã. Antes de chegar encontramos também com o pequeno João andando grudado na mão do Pai. Entre cumprimentos de bom dia matinais dos peregrinos chegamos ao clube onde estava sendo servido o café da Manhã. Do lado direito da estradinha, uma descida, uma travessia no riacho que era formado por uma pequena barragem, e chegamos ao café da manhã. Os peregrinos se deliciavam com aquele cheiro característico de café mineiro com pão, manteiga, bolos, sonhos com canela, sucos e muitas guloseimas que faziam os peregrinos reiniciarem o caminho um pouco mais pesados. Realmente não dá para esquecer a acolhida do povoado de Catuné. Devidamente alimentados, caímos na estrada, naquela manhã colorida pelo sol do inverno mineiro. A mata ainda molhada com orvalho exalava um perfume característico enquanto os pássaros saudavam os peregrinos com uma sinfonia inesquecível. Logo surge a primeira ladeira, que à medida que vamos subindo começa a transformar aquela temperatura gostosa em calor forte. Vamos subindo de olho na próxima curva, sempre esperando que naquela curva a subida vá acabar, mas, que nada! Vem mais subida e assim o peregrino vai vencendo a altitude. O suor indica que precisamos nos re-hidratar, pois o binômio ladeira x sol é implacável. Procuramos tomar água de meia em meia hora, antes de sentir sede para um melhor controle do estoque e nos manter hidratado. Tomar áqua com muita sede faz com que bebamos mais do que precisamos e acabamos desperdiçando. Então tomamos doses pequenas usando a seguinte tática: Enchemos bem as bochechas de água e depois vamos engolindo pequenos goles, respirando nos intervalos. Isto tira a sensação de boca seca e dá uma sensação de saciedade. A desidratação é um perigo nas caminhadas, deixando o corpo enfraquecido. Por isso, administrar o estoque do cantil é tão importante. É importante que o cantil não esvazie a não ser que se tenha certeza de uma fonte de água próxima. Sempre subindo, abrindo e fechando porteiras íamos passando por outros peregrinos que seguiam cada qual no seu ritmo. Logo passamos pelo Sr. Valter conversando animadamente com outros peregrinos no caminho. Havíamos sido apresentados ao Sr. Valter na noite anterior na escola em Catuné, pelo nosso amigo Messias. Um senhor de aparência agradável, com barba muito branca e muito bem aparada, sem os bigodes bem ao estilo dos escoceses. Já somava setenta e quatro anos e demonstrava muita energia naquelas subidas. De fala mansa e fácil com um timbre levemente grave lembrava o Joelmir Beting na voz e também na aparência. Naquele momento fazia apologia à utilização do metrô como solução para o transporte de massa no Brasil. Abrindo um parêntesis, concordamos com ele, pois não entendemos porque este meio de transporte tão aprovado em tantas cidades na Europa ainda não decolou no Brasil. Aliás, o transporte de passageiros por meio ferroviário é largamente utilizado na Europa entre cidades, estados e países. Embora este seja um meio barato, seguro e confortável de se locomover o Brasil continua preso ao sistema de transporte via ônibus, o que obriga a população assistir impotente a ridículas greves onde sempre o trabalhador perde. Atualmente o trabalhador sai de casa, toma condução até o trabalho e na hora de ir para casa, cansado, toma conhecimento que os ônibus estão parados. Ou seja, parece que a intenção é dificultar a vida de quem trabalha e depende deste meio de transporte. Bom, mas vamos retornar ao nosso paraíso e esquecer isto, por enquanto. Numa parte da subida chamada Lombo do Burro dá para ver bem longe o nosso destino final. O pico da Bandeira, tão distante que distinguimos apenas sua silhueta azul. O dia segue muito claro, com céu extremamente azul contrastando com o verde da mata deixando bem claro quão belo é o Brasil. Em oposição a isso tudo, muita poeira na estrada fazendo os pés afundarem levantando pequenas nuvens de poeira o que nos obrigava a de vez em quando, tomar um gole de água para tirar o barro da garganta. Mais na frente encontramos o carro de apoio com o lanche, aproveitamos para tomar um refresco gelado e comprar água para abastecer o cantil. Nesta hora é importante antes de encher o cantil, tomar o máximo de água para saciar por completo a sede. Depois encher o cantil e seguir em frente. Logo, estávamos sozinhos na estrada. Nem parecia ser uma coletiva. Numa subida bastante íngreme, um peregrino de calça camuflada e mochila nos alcançou, fez comentários sobre as bandeiras da Grécia na nossa mochila e seguiu em frente demonstrando muito preparo, pois estava num ritmo muito forte. Quando a subida terminou, em uma curva vislumbramos uma árvore com sombra e combinamos de parar para fazer um rápido alongamento. Neste momento passam num ritmo bem acelerado o Henoc e o Miguel. Logos atrás, a Margareth correndo para alcançá-los. Um rápido cumprimento e lá foram eles.

4 Mais alguns kilometros e encontramos com eles novamente em uma casa descansando. Passamos ao largo e fomos em frente. Logo o Henoc nos alcançou, agora carregando nos ombros a pequena Manuela enquanto o Rafael, sua esposa Fabíola e Miguel vinham atrás. Assim chegamos à grande descida de onde se vislumbra o povoado de Pedra Dourada. O dedo mindinho do meu pé direito estava uma grande ardência incômoda. Enquanto descíamos a ladeira encontramos com um peregrino que nos perguntou sobre nossa caminhada em Compostela. Demos as informações enquanto pisávamos com cuidado no chão coberto de pó. Lembramos que no ano anterior toda aquela poeira era um lamaçal só, pois chovia. Junto com o peregrino, sua filha, uma bela jovem que permanecia calada, demonstrando muito cansaço e sofrimento do caminho. No pé da ladeira, entramos à esquerda para fazer uma visita à cachoeira de águas geladas. E lá estava o Henoc gritando debaixo daquela água gelada, o Rafael na água, mas molhado até as pernas e a Margareth se preparando para entrar. Tirei um pouco o tênis, verifiquei que ainda não tinha bolhas, fizemos um alongamento e fomos vencer o pedaço que faltava para chegar até Pedra Dourada. Escolhemos uma sala, arrumamos nosso local de dormir e fomos tomar banho. A água do banheiro dos homens estava caindo levemente morna, mas pelos gritos das mulheres no banheiro ao lado, parecia que a água estava gelada. Depois do banho, lavei as roupas e fui alongar os músculos na sala. Depois fomos para a praça ver a chegada dos outros peregrinos. Muita gente ainda estava aguardando a chegada de suas malas, pois o carro não trouxe todas. Logo chegam a Paraense Lourdes e sua filha Bárbara inteiras. Vimos a Simone chorando e fomos saber o que se passava. Era porque segundo ela, havia perdido sua japona, pois havia entregado para colocar na sua bagagem e não havia aparecido ainda. Tranqüilizamo-la que com certeza a japona ainda iria aparecer. Participamos da celebração antes do Jantar oferecido pela Prefeitura, onde Eu e a Mara fizemos as leituras do dia. Na celebração não esqueço o choro da Simone com a encenação do Evangelho pelos meninos locais. Muito apropriadamente o evangelho falava da Parábola do bom Samaritano, peregrino com nós. Também lembro bem do abraço apertado que recebemos do Messias na hora do abraço da Paz. Encontramos a Carol preocupada com o pai que não havia chegado. Na verdade ele e a Rejane estavam aproveitando a Cachoeira enquanto a filha se consumia de preocupação. Logo que chegaram avisamos da preocupação da Carol e foram procurar a filha para dizer que chegaram. Eles dormiram na sala conosco junto com outros 20 ou 25 peregrinos. Ao nosso lado, o casal Gustavo e Luana que percebemos também sempre juntos no caminho. Além da calma do Gustavo o que nos chamou a atenção foi um piercing enquanto na Luana tatuagens no braço e nas costas. Vizinhos perfeitos naquela noite. Nem imaginávamos que a tal japona da Simone estava com a Luana que estava procurando a dona da mesma. Mas, isso só veio a acontecer em outro dia. O destaque da noite foi a bolha no pé da Fabíola, que fazia par com o Gustavo, outro casal que só não andou junto em função do problema de joelho que a Fabíola teve. A Telma se prontificou para drenar a bolha do pé da Fabíola, mas não havia jeito de convencê-la. Nem a calma e a fala mansa da Telma conseguiram convencer a Fabíola de forma que ela continuou com sua bolha de estimação. O Henoc também se alojou conosco, com seu equipamento que comprou parecido com o nosso. Naquele ambiente de solidariedade e compartilhamento dormimos mais uma noite no caminho. Terceiro dia (19/07/2006) Pedra Dourada a Faria Lemos (25 km) Após a oração matinal, arrumamos as mochilas e fomos enfrentar o terceiro dia de caminhada. Dia limpo e claro, prometendo muitas belezas naturais no caminho. Neste dia Eu e a Mara caminhamos bastante solitários, sem muitos encontros no caminho. Eu havia colocado alguns esparadrapos no pé para prevenção de algumas bolhas que estavam querendo aparecer. O ardor no pé dava-se em função do meu tênis que não estava se mostrando adequado para caminhadas longas. Minha bota, eu havia deixado em casa, pois já não estava mais em condições de uso após Compostela. Com as dores no pé, estava pensando em adquirir logo uma nova bota assim que retornasse para Vitória e o tênis que estava usando, deixaria para pequenas caminhadas. Passamos pela Cachoeira Surpresa por volta das 09:00, estávamos ainda sem fome. A cachoeira este ano estava com pouco volume de água em função de pouca chuva. Isso permitiu que vislumbrássemos bons pontos para construir uma via de escalada ao lado da cachoeira. Às vezes preferimos o silencio de um paredão de pedra, onde passamos o dia dependurados qual um cacho de uvas. Eu, Mara, Roberto e Gabriel (nossos filhos) escolhemos uma pedra e passamos o dia escalando até chegar ao cume. É uma atividade que demanda muita adrenalina e energia física, mas que nos une como família. Para escalar um paredão, é preciso planejamento como equipe e isto fortalece nossos laços, fazendo com que estejamos sempre um pensando no outro. Os meninos são tecnicamente melhores que nós nas paredes, parecendo calangos que se prendem a qualquer agarra que a pedra oferece. A Mara age como elemento limitador, segurando o ímpeto dos jovens que por isso às vezes se colocam em situação de perigo. Eu arrasto pedra acima os sanduíches, as latinhas de refri e vou avaliando os pontos de costura e segurança que vão sendo montados parede acima. Quando chegamos ao topo (uma parede de 300 m dependendo do grau de dificuldade, pode levar umas 5 h de subida) comemoramos e fazemos nosso lanche e fotografamos. Depois fazemos Rappel parede abaixo até pisar em solo firme, cansados, mas felizes. Agora, víamos muitas pedras boas para escalar, mas apenas passávamos olhando e admirando. Parei para refrescar e fazer manutenção no meu pé e logo chegamos a uma ladeira onde de longe vimos uma boiada descendo. Felizmente não chegamos a encontrar com os animais, pois eles entraram em um pasto à esquerda e nós subimos tranqüilos. Estávamos no meio da ladeira quando na curva bem abaixo da coluna vimos o Felipe e a Dênia que vinham atrás de nós. Demos a mão e fomos subindo devagar. Chegando ao alto, se descortinou uma visão panorâmica de colinas com verde vibrante. Do alto dava para ver longe a estrada que serpenteava descendo até o pé da colina. Uma visão fantástica. Seguimos por aquela via pitoresca até chegar ao asfalto onde iniciava a parte final do caminho do dia. Numa bica à frente advinhem que vimos tomando banho frio? Acertou! Henoc. Como gosta de água. Assim, chegamos a Faria Lemos e na porta da escola lá estava a Fabíola acariciando a sua bolha de estimação. Ela havia tomado o carro de apoio, mas por causa de um problema novo: O Joelho. O Gustavo, no entanto estava vindo a pé.

5 Arrumamos nosso cantinho, tomamos banho e lavamos nossas roupas e depois fomos para a rua apreciar a chegada dos outros peregrinos. No bar da esquina encontramos o Antônio Falcão que andava sumido nos dias anteriores Em uma mesa, o Messias, Antonio Falcão, Simone, Bia e Lula comemoravam a chegada. Logo chegou o casal Gustavo e Luana que perguntaram pela dona da japona que eles estavam carregando. Assim, a Simone achou sua japona. Reencontramos o Dê neste dia. Ele prometeu que estaria com o grupo nos dias seguintes. Não encontramos com o Miguel, pois o louco havia feito passado direto de Pedra Dourada chegando a Faria Lemos no dia anterior. Por isso estava um dia na nossa frente. Nesta noite o André ficou na nossa sala. Lá ficaram também o Henoc, Seu Valter, Carol, Rejane, Valdir, Fernando, Gustavo, Fabíola, Silvio pai, Silvio filho e muitos outros. Após o jantar, vimos a apresentação da pequena orquestra local, apresentação de capoeira e uma quadrilha. Quarto dia (20/07/2006) Faria Lemos a Carangola (22,85 km) Neste trecho, andamos um bom pedaço na acompanhados pelos nossos amigos de Brasília, Silvio pai e Silvio filho. Nas horas de nossas orações, ficávamos em silencio durante uns vinte minutos. Íamos conversando animadamente enquanto contávamos nossas aventuras o Sr. Sílvio nos falava um pouco de sua vida. Aposentado, gosta muito de pescaria e agora planeja comprar um barco a remo para exercitar também os braços. Com o dia ensolarado as estradas brilham com a alta concentração de mica no solo. O trecho neste dia é relativamente fácil e bastante agradável, exceção feita ao trecho final de chegada em Carangola. O sol causticante castigava-nos naquela estradinha que dava acesso a Carangola. O rio, bastante poluído exalando mau cheiro e a paisagem um tanto monótona tornam o final deste trecho um sacrifício. Chegamos junto com a Carol que reclamava de dores no joelho. Na Faculdade nos acomodamos no ginásio com direito a muito divertimento que muitos peregrinos proporcionavam ao grupo. O jantar, muito farto, servido no restaurante Jurandais foi um espetáculo à parte. Depois, na praça, noite de autógrafos no lançamento do livro um caminho dentro do caminho cujos autores, Albino, Paulo e André preenchiam as dedicatórias aos peregrinos que solicitavam, tudo isso regado a uma boa música. Como o frio estava intenso, resolvemos retornar para nosso alojamento no ginásio da faculdade, acompanhados pela Lourdes e Bárbara. No caminho, a Bárbara ia nos interrogando a respeito de nossas viagens. Neste ambiente, dormimos nossa quarta noite do caminho. Quinto dia (21/07/2006) Carangola a Espera Feliz (25,50 km) Este foi o dia que literalmente comemos poeira pois muitos peregrinos resolveram pular o trecho da entrada para Carangola. Para não ter que enfrentar este trecho, muita gente contratou táxis que os levava até a ponte onde prosseguia o caminho para Espera Feliz. Alguns aproveitaram para esticar a mordomia até a Parada General, evitando a inclinada e cansativa ladeira de acesso. Assim, enquanto caminhávamos neste trecho, tínhamos que suportar o intenso transito de táxis que levava muitos peregrinos, deixando atrás de si nuvens e nuvens de poeira que respiramos em todo decurso deste trecho. Após a subida, entramos na trilha da antiga linha ferroviária que unia as estações Parada General e Ernestina. Neste trecho, caminhamos na sombra com uma temperatura agradável tendo à nossa direita o panorama da extensa planície, tendo ao fundo varias colinas verdejantes. Na Parada General encontramos o pequeno João montado na porteira brincando de vai-e-vem. Encontramos também os fotógrafos Maciel e Ana que catalogavam cada detalhe do caminho. Mais a frente passamos pelo casal Felipe e Dênia já chegando ao carro do lanche. Passamos pela Telma que fotografava a paisagem e íamos revivendo aquela bela paisagem daquele trecho. Mesmo com toda proteção que coloquei, meu dedinho continuava a doer muito. Estava realmente me incomodando mas não havia o que fazer a respeito. Chegamos à Caiana e aproveitamos a bela mesa com frutas e bolos. Em especial, gomos de cana caiana bem gelado que estava realmente uma delícia. Água fresca, laranjas, cana e muitas outras guloseimas para os peregrinos. Prosseguimos adiante e logo alcançamos a ultima ladeira daquele trecho de cujo cume já se divisa a cidade de Espera Feliz. Agora, basta descer a ladeira e chegar ao ginásio poli esportivo. No ginásio, ainda estavam instalando os chuveiros para banho quente de forma que preferi enfrentar um banho de água gelada. Acho que fui o primeiro a tomar banho naquele banheiro. A Mara ficou aguardando a instalação do chuveiro quente. Fizemos nossa cama na arquibancada do ginásio. Depois percebi que havia uma camada de poeira nos degraus e fui procurar uma vassoura para limpar, pois o material que depositamos no chão ficava manchado de poeira. O casal Gustavo e Luana então informou que não adiantava apenas varrer. Era preciso passar um pano úmido para uma boa limpeza. Como eles haviam conseguido um lugar melhor, generosamente nos cedeu o latifúndio que haviam preparado (já passado pano úmido) no outro lado do ginásio. Aceitamos e carregamos nosso material sendo ajudados pelo Gustavo. Agora sim, estávamos bem instalados. Quando a noite chegou percebemos dois problemas: A Bárbara estava febril e não havia completado o caminho a pé pois se sentiu fraca. A Fabíola bastante preocupada porque o Gustavo ainda não havia chegado. Felizmente a Bárbara no outro dia já estava melhor e o Gustavo na verdade chegou bem tarde acompanhado pelos soldados. Na verdade enquanto a Fabíola se consumia de preocupação, o marmanjo estava em Caiana se deliciando com muita cana (destilada, é claro). No outro dia a Fabíola informou que ele chegou falando pastoso e enquanto falava dormiu de repente como se alguém lhe houvesse desligado o interruptor. Após o jantar uma apresentação da dança das fitas pelo grupo de terceira idade da cidade. O grupo foi muito aplaudido pela animação e beleza do espetáculo. Para nós foi a noite mais fria do caminho, nos obrigando a dormir com todas as roupas que tínhamos.

6 Sexto dia (22/07/2006) Espera Feliz a Alto Caparaó (33,90 km) Com bastante frio saímos em direção à Alto Caparaó. Também neste caminho um certo movimento de veículos que levantavam muita poeira sobre os peregrinos. É um trecho muito bonito pois já estamos na região montanhosa e vemos sempre ao fundo a cadeia de montanhas. Neste dia o incômodo no meu pé estava terrível, e eu tinha que fazer um esforço tremendo para não mancar. O tempo de apoio dos pés direito e esquerdo no solo precisa ser o mesmo ao longo da caminhada, para que o trabalho seja igual. Quando algum fator externo cria uma bolha, por exemplo, a dor naquele pé tende a nos forçar a diminuir o tempo de apoio daquele pé no solo. Isto acarreta uma sobrecarga no outro pé que fatalmente ficará sujeito a um maior esforço. Neste quadro, fatalmente o peregrino vai ter problemas também no outro lado, seja muscular ou de bolhas. Por isso minha preocupação de manter o ritmo sem mancar. O lado comprometido não vai piorar mais se mantivermos o equilíbrio. Este trecho é mais difícil, de forma que neste dia muitos peregrinos aproveitaram carona nos carros para chegar ao destino. Olha que vi muitos peregrinos experientes chegando de carro, digo isso só para destacar a dificuldade deste trecho. Assim chegamos a Alto Caparaó onde o trecho final de asfalto (já dentro da cidade), com aquele transito torna o final desta caminhada um suplicio. No meio do asfalto já identificamos a Simone exibindo as meias manchadas de sangue, resultado da dura caminhada. Ela colocou seus pertences no chão e correu para nos abraçar. Falou que haviam saído bem cedo de Espera Feliz. Por isso, Toninho Falcão, ela e a Bia chegaram cedo a Alto Caparaó. Como muita gente chegou de carro, quando chegamos à escola tivemos dificuldade de achar um lugar para dormir. O Henoc então descolou um lugar na sala onde ele havia arrumado sua cama. Ficamos então na mesma sala do pequeno João, filho do Paulo. O João estava demais neste dia e deu até show de capoeira. Quando eu estava tomando banho notei que a água estava acabando. Mesmo ensaboado, com o filete de água que escorria consegui tirar a espuma excedente. O restante tive que tirar com a toalha. A falta de água durou até as 5:00. A Mara ainda tentou pedir asilo em uma casa de vizinhos mas infelizmente em Alto Caparaó a acolhida não é igual a Catuné. A Mara precisou esperar o retorno da água para tomar o banho. Em função disto, acabamos perdendo a Missa de encerramento do caminho. Muitas pessoas estavam se preparando para subir ao pico durante a noite para ver o nascer do sol, de forma que na hora de dormir já haviam muitos lugares vagos nas salas. O João fazia da sala um parque de diversões e seus pais tiveram dificuldade em colocá-lo para dormir. Após o jantar, houve a entrega dos certificados aos peregrinos presentes com muitas palmas, gritos e alegria. Depois, cada qual se preparou para dormir na expectativa do dia seguinte. Sétimo dia (23/07/2006) Alto Caparaó ao Pico da Bandeira (18 km) Durante a noite dava para perceber que muitas pessoas estavam aguardando ansiosas pelo dia seguinte, quando enfrentariam a montanha. Assim, pela madrugada alguns já estavam de pé aguardando o dia clarear. Nosso amigo, o pequeno João, acordou às 05:30 querendo mamadeira. Os pais tentaram convencê-lo a dormir mais um pouco mas, que nada! O pequeno estava com fome. Providenciaram a mamadeira que ele logo tomou. Quando pensaram que ele ia voltar a dormir, ele exclamou: Quelo meu boné!, logo depois quelo andar na rua. Mesmo quem estava sonolento teve que rir. Bom, depois que todos estavam literalmente acordados o João exclamou: Vamos dormir!. Realmente, uma figurinha, um show do caminho à parte, nosso pequeno João. Café tomado, fomos para a fila dos jipes para iniciar a subida até a Tronqueira. Os jipes iam chegando, e a fila diminuía muito devagar. Olhei para o relógio e já era 08:00. Às 08:15 Eu e Mara estávamos na cabeça da fila quando chegou um jipe de oito lugares. Subimos nos alojamos quando o motorista falou que tinham 10 no veículo e que duas pessoas tinham que descer pois não podia sair com excesso. Esperamos que os últimos se habilitassem a aguardar o próximo veiculo mas ninguém se pronunciou. Para não atrasar mais ainda, a Mara e Eu saímos para aguardar o próximo. Parece que tivemos que esperar os jipes irem até a tronqueira para voltar a nós. Assim, quando chegamos à Tronqueira já eram 09:15 e iniciamos nossa subida. Com o problema do meu pé combinamos de fazer um ritmo mais lento. Subimos então a uma taxa de 3 km/h dando certo conforto para nossos pés pois a Mara estava usando um tênis ainda anão amaciado. E assim fomos encontrando as pessoas pelo caminho. Levamos 1h e 15m para chegar ao Terreirão. Ali vimos muitos peregrinos dos jipes anteriores descansando da primeira etapa. Como estávamos confortáveis apenas completamos a água do cantil na bica e prosseguimos a subida. Logo passamos pelo casal Ana e Maciel, trocamos cumprimentos, tiramos fotos e prosseguimos enquanto descansavam um pouco. Mais à frente encontramos Felipe e Dênia e mais na frente, o Antonio Falcão, a Bia e a Simone. Neste ritmo chegamos ao pico exatamente às 12:00. No pico sempre é bom ver a emoção daqueles que chegam pela primeira vez. Muito choro, gritos, risos e abraços tendo ao fundo aquela paisagem inesquecível. Permanecemos por 45 minutos no pico e quando começamos a sentir frio, resolvemos iniciar nossa descida. Neste momento estava chegando a Telma muito emocionada. Na descida encontramos com o casal Gustavo e Luana, o fotógrafo Maciel, O Valdir e a Rejane e muitos outros. As 03:20 estávamos chegando à Tronqueira. Pegamos um jipe, acompanhados pelo Messias e logo estávamos na escola. Como íamos dormir em Carangola, não tomamos banho, colocamos tudo nas mochilas (de qualquer jeito) e fomos para o ônibus. Estava anoitecendo quando chegamos à rodoviária de Carangola. Fomos para uma pensão (Príncipe Hotel), diária bastante barata (R$6,00 por pessoa) que nos dava direito a um quarto com cama de casal, banho quente e café, leite, pão e manteiga pela manhã (o peregrino cansado não precisa mais do que isto). Tomamos um bom banho quente, mudamos nossa roupa e fomos comer um pouco. Após um lanche, na rodoviária encontramos com Lourdes e Bárbara que aguardavam o ônibus para Belo Horizonte para de lá retornarem para o Pará. Conversamos um pouco, nos despedimos e retornamos ao hotel para arrumação da viagem no

7 dia seguinte. Pensamos em passar no Jurandais pois haviam nos informado que muitos peregrinos estavam lá relembrando o caminho. Mas nosso cansaço pedia mesmo um bom sono. No dia seguinte, tomamos o ônibus para Vitória às 08:10. Nas mochilas, muita roupa suja e um grande peso de Saudades...! Nas nossas orações a recordação de todos aqueles peregrinos que agora retornavam para o cotidiano de suas vidas, para que no ano seguinte possam retornar para compartilhar novamente o caminho. Que o caminho não tenha passado em branco e que tenha causado alguma transformação em cada um. Que estejam agora melhores que antes, renovados na força para tocar a vida com alegria e simplicidade, vendo no próximo sua própria imagem. De nossa parte, abraços fraternos com lembranças daqueles momentos felizes que podemos recordar nas fotos que trocamos pela internet. No peito uma pressão que impulsiona o coração numa batida descompassada, culminando com um nó na garganta cujo nome é: Saudades! A todos, o nosso Obrigado! Custos do caminho Item Custo unitário (R$) Custo do casal (R$) Passagem Vitória Carangola 30,24 60,48 Hospedagem em Carangola 6,00 12,00 Passagem Carangola Tombos 3,90 7,80 Jantar em Tombos (Pizza e refrigerante) 7,25 14,50 Inscrição (2006) 150,00 300,00 Hospedagem em Carangola (retorno) 6,00 6,00 Passagem Carangola Vitória 30,24 60,48 Gastos extras 35,00 70,00 Total 268,63 531,26 Na tabela acima, os nossos custos durante o caminho. Com os valores acima, passamos a semana de caminhada dormindo em escolas ou ginásios, Jantares coletivos, café da manhã coletivo e um lanche (sanduíche e refresco) durante o dia. Os gastos extras, parte foi consumido naqueles dias em que sentimos necessidade de um almoço. O restante com lanches, refrigerantes, doces, etc. É claro que este custo irá variar de acordo com a região de cada peregrino, pois os valores de passagem são diferentes. No caso de um grupo de mais de dois peregrinos, a opção de uso de carro parece oferecer um melhor custo/benefício. José Roberto (JR) e Maria Rita (Mara)

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