A SOCIOLOGIA COMPREENSIVA DE MAX WEBER. Professora: Susana Rolim

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1 A SOCIOLOGIA COMPREENSIVA DE MAX WEBER Professora: Susana Rolim

2 MAX WEBER Sociólogo alemão, nascido em 21 de abril de Seu primeiro trabalho foi A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (1905). Economia e Sociedade - aparece para muitos como sua principal obra. Dedicou-se ao estudo da religião e política. Faleceu em 14 de junho de Sofreu grande influência de Immanuel Kant, filósofo alemão conhecido pela elaboração do idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori para a experiência do mundo.

3 Intenção de conferir à Sociologia uma reputação científica. Preocupação em estabelecer uma clara distinção entre o conhecimento científico, fruto de uma cuidadosa investigação, e os julgamentos de valor sobre a realidade. O saber é sempre fragmentário e a distância do real ao conceito é infinita. Afasta-se do materialismo histórico e defende que um estudo das sociedades deve levar em consideração o fator econômico, social e político. Para ele, somente uma pesquisa detalhada pode definir qual a dimensão da realidade condiciona as demais.

4 PRINCIPAIS IDÉIAS Para ele, o objeto de estudo da Sociologia deveria ser a compreensão da ação dos indivíduos e não a análise das instituições sociais ou grupos sociais. Seu trabalho voltou-se para o direito, a economia, a história e a religião. Especialista no fenômeno da burocratização e da burocracia. Procurou conhecer a fundo a essência do capitalismo e ao contrário de Karl Marx não o considerava um sistema injusto e irracional.

5 NEUTRALIDADE CIENTÍFICA Um cientista não deve assumir referências políticas e ideológicas, suas preferências não devem ser colocadas em seus trabalhos. Rigorosa separação entre o cientista (o homem do saber, das análises frias) e o político (homem de ação e decisão, comprometido com as questões práticas da vida). A ciência apenas pode oferecer ao político um entendimento de sua conduta, das conseqüências de seus atos. Esta posição weberiana isola a Sociologia dos movimentos revolucionários e constitui fator decisivo de profissionalização dessa disciplina. Sociologia como ciência neutra.

6 AÇÃO E RELAÇÃO SOCIAL Na ação social a conduta do indivíduo está orientada pela conduta de outros, já na relação social a conduta de todos orienta-se por sentidos reciprocamente compartilhados. Exemplo: aperto de mão (ação social), amizade (relação social). Sentido: é o responsável pelas ações e é através delas que ele se torna compreensível. Motivo: é o fundamento da ação, a causa.

7 DOMINAÇÃO A dominação, ou seja, a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato, pode fundarse em diversos motivos de submissão: Pode depender de uma constelação de interesses. Pode depender de um mero costume (hábito cego) Pode fundar-se no puro afeto, mera inclinação pessoal do súdito. No entanto, a dominação que apóia-se apenas nesses fundamentos é instável. A relação entre dominantes e dominados costuma se apoiar em bases jurídicas, nas quais se funda sua legitimidade. As bases da legitimação da dominação são somente três:

8 DOMINAÇÃO LEGAL É exercida em função ou em virtude de um estatuto. Seu tipo mais puro é a dominação burocrática. A associação dominante é eleita ou nomeada. Se obedece não à pessoa, mas à regra instituída e também quem ordena está submetida a regras. Não há influência de motivos pessoais e sentimentais. Exemplos: A estrutura do Estado e dos municípios, uma empresa capitalista privada, a burocracia, etc.

9 DOMINAÇÃO TRADICIONAL Existe em virtude da crença na santidade das ordenações e dos poderes senhoriais há muito existentes. Seu tipo mais puro é o da dominação patriarcal. Obedece-se à pessoas em virtude de sua dignidade própria, pela tradição. Existem princípio de justiça, de ética moral, mas não os de caráter formal, como no caso da dominação legal. As relações são reguladas pela tradição, pelo privilégio, pelas relações de fidelidade, pela boa vontade.

10 DOMINAÇÃO CARISMÁTICA Se dá em virtude de devoção afetiva à pessoa do senhor e a seu carisma e, particularmente a faculdades mágicas, revelações, heroísmo e poder intelectual ou de oratória. Seus tipos mais puros são a dominação do profeta, do herói guerreiro e do grande demagogo. O tipo que manda é o líder, o que obedece é o apóstolo. A dominação só existe enquanto existir o carisma.

11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FREUND, Julien. Sociologia de Max Weber. Rio de janeiro: Forense Universitária, MARTINS, Carlos Benedito. O que é sociologia. São Paulo: Brasiliense, ROCHA, José Manuel de Sacadura. Sociologia Jurídica. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, (p.89-99) WEBER, Max. Sociologia. Org. Gabriel Cohn. São Paulo: 1989.

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