"A verdade jamais é pura e raramente é simples." (Oscar Wilde)

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1 "A verdade jamais é pura e raramente é simples." (Oscar Wilde)

2 Qual é a verdade? São possíveis várias realidades?

3 É possível que haja mais verdades na realidade do que podemos perceber?

4 As sensações podem confundir a percepção humana sobre as possíveis verdades?

5 A Verdade A porta da verdade estava aberta, Mas só deixava passar Meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, Porque a meia pessoa que entrava Só trazia o perfil de meia verdade, E a sua segunda metade Voltava igualmente com meios perfis E os meios perfis não coincidiam Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta, Chegaram ao lugar luminoso

6 Onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades Diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela E carecia optar. Cada um optou conforme Seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

7 Concepções de Verdade 1) Em Grego, verdade se diz Aletheia, significando o não-oculto, não escondido, não dissimulado. O verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e da mente. O verdadeiro se opõe ao falso (pseudo). Entende-se, portanto, em relação a Aletheia que, a verdade está nas próprias coisas ou na própria realidade e o conhecimento verdadeiro é a percepção intelectual e racional dessa verdade. A marca do conhecimento verdadeiro é a evidência.

8 Concepções de Verdade 2) Em latim, verdade se diz Veritas, e se refere a precisão, ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz com detalhes e fidelidade o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem como narrativa pura de atos acontecidos. A verdade como Veritas mostra que algo para ser verdadeiro depende do rigor e da precisão na criação e no uso de regras de linguagem que devem exprimir, ao mesmo tempo, nosso pensamento e os fatos exteriores a nós. A marca do verdadeiro é a validade lógica dos seus argumentos.

9 Concepções de Verdade 3) Em Hebraico, verdade se diz emunah, e significa confiança. Fidelidade à palavra dada ou a um pacto, é o que garante a verdade da ação. Quando predomina a Verdade como emunah, ela se estabece a partir de um conjunto de convenções universais sobre o conhecimento de algo, que deve sempre ser respeitado por todos.

10 Filme: Matrix o que é a verdade?

11 Conhecimento = cognoscere (ato ou efeito de conhecer) Dois elementos: Cognoscente (sujeito que conhece). Cognoscível (o que pode ser conhecido).

12 O Conhecimento pode ser Intuitivo e discursivo 1) Conhecimento Intuitivo: é caracterizado pelo conhecimento imediato, algo impossível de expressar não tem conceito (sensação do vermelho, amor e ódio) 1.1 Intuição empírica: baseada em uma experiência que pode ser sensível (quando percebemos, conhecemos pelos sentidos calor, frio, cheiros, sabores doces) ou psicológica (experiência interna dos sentimentos (desejos, emoções e sentimentos)

13 1.2 Intuição inventiva: resolução súbita para um problema cotidianos. Muito comum em artistas, cientista 2 Conhecimento discursivo: diferente da intuição, precisa da palavra, da linguagem. Caracteriza-se pela ideia, pela abstração (abstrair = isolar). Torna possível o conhecimento por meio da generalização (independente de cada copo temos a ideia de copo a matemática que abstrai os números dos objetos).

14 Conhecimento = intuição e razão + vivência e teoria + concreto e abstrato.

15 Podemos conhecer as coisas como elas são? Teorias sobre a verdade: 1) Dogmatismo. a) dogmatismo do senso comum. b) dogmatismo filosófico.

16 3) Ceticismo: para o cético o conhecimento de algo é impossível. Suspensão do juízo = não se apegar a nenhuma verdade visto que, em cada época, cultura e filosofias, existe uma forma diferente de se compreender a realidade (Pirro de Élida séc. IV III a.c). Quem eram os sofistas? Eram grupos de mestres que viajavam por vários lugares, na Grécia Antiga, ensinando estratégias do discurso e argumentação. Argumentavam, por exemplo, que as práticas culturais existiam em função de convenções ou "nomos", e que a moralidade ou imoralidade de um ato não poderia ser julgada fora do contexto cultural em que aquele ocorreu.

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