Teorias do conhecimento. Profª Karina Oliveira Bezerra

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1 Teorias do conhecimento Profª Karina Oliveira Bezerra

2 Teoria do conhecimento ou epistemologia Entre os principais problemas filosóficos está o do conhecimento. Para que investigar o conhecimento? Para entender primeiro sua própria capacidade de entender. O que é conhecimento? Qual é o fundamento do conhecimento? É possível o conhecimento verdadeiro? Conhecimento é representação, isto é, uma imagem ou reprodução mental da coisa conhecida. Por exemplo: quando conhecemos um pássaro, formamos uma representação, uma imagem adequada desse pássaro em nossa mente.

3 Realismo e Idealismo De acordo com as teorias realistas do conhecimento, as percepções que temos dos objetos são reais, ou seja, correspondem de fato às características presentes nesses objetos, na realidade. Por exemplo: as formas e cores que o sujeito percebe no pássaro são cores e formas que o pássaro realmente tem em si. O objeto é determinantes no processo do conhecimento. Segundo as teorias idealistas do conhecimento, o sujeito é que predomina em relação ao objeto. Isto é, a percepção da realidade é construída pelas nossas ideias, pela nossa consciência. Assim os objetos seriam construídos de acordo com a capacidade de percepção do sujeito. Por exemplo: as formas e cores que o sujeito percebe no pássaro são apenas ideias ou representações desses atributos; não entra em questão se elas realmente estão no pássaro.

4 Ceticismo Ceticismo absoluto: consiste em negar de forma total nossa possibilidade de conhecer a verdade. Porque nossos conhecimentos são provenientes dos sentidos que não são dignos de confiança; e da razão que é diferente em cada pessoa. Ceticismo relativo: nega apenas parcialmente nossa capacidade de conhecer a verdade. O conhecimento limita-se as ideias e representações elaboradas pelo sujeito pensante, sendo impossível alcançar a objetividade, o conhecimento é subjetivo e pessoal; e não existem verdades absolutas, mas apenas verdades relativas ou verdade provável. Verdadeiro é aquilo que é útil, que dá certo, que serve aos interesses das pessoas na sua vida prática.

5 Dogmatismo Uma doutrina é dogmática quando defende, de forma categórica, a possibilidade de atingirmos a verdade. Dogmatismo ingênuo: predominante no senso comum, crê que, sem grandes dificuldades, percebemos o mundo tal qual ele é. Dogmatismo crítico: defende nossa capacidade de conhecer a verdade mediante um esforço conjugado de nossos sentidos e de nossa inteligência. Confia que através de um trabalho metódico, racional e cientifico, o ser humano se torna capaz de conhecer a realidade do mundo.

6 Criticismo Tal como o dogmatismo, acredita na possibilidade do conhecimento, mas se pergunta pelas reais condições nas quais seria possível esse conhecimento. O que o nosso conhecimento pode conhecer e o que não pode. Ou seja, o criticismo admite a possibilidade de conhecer, mas esse conhecimento é limitado e ocorre sob condições específicas, apresentadas por Kant na obra Crítica da razão pura. A análise crítica é o ponto de partida da reflexão filosófica

7 Empirismo De onde se originam as ideias, os conceitos, as representações? O empirismo defende que todas as nossas ideias são provenientes de nossas percepções sensoriais. Como disse John Locke: nada vem à mente sem ter passado pelos sentidos. Para Locke ao nascermos nossa mente é como um papel em branco, desprovida de ideias. De onde provém, então, o vasto conjunto de ideias que existe na mente humana? Da experiência.

8 Racionalismo Aqui racionalismo é empregado pra designar a doutrina que atribui exclusiva confiança da razão humana como instrumento de conhecer a verdade. Ou como recomendou o filósofo racionalista Descartes: nunca nos devemos deixar persuadir senão pela evidência de nossa razão. Somente a razão humana, trabalhando com os princípios lógicos, pode atingir o conhecimento verdadeiro, capaz de ser universalmente aceito. Penso, logo existo

9 Apriorismo Kant afirma que todo conhecimento começa com a experiência, mas que a experiência sozinha não nos dá conhecimento. Para Kant, portanto, a experiência forneceria a matéria do conhecimento (os seres do mundo), enquanto a razão organizaria essa matéria, de acordo com suas estruturas existentes a priori no pensamento Para Kant, o conhecimento resulta das faculdades da sensibilidade e do entendimento. Para Kant, a faculdade da sensibilidade permite que o objeto pensado por conceitos seja determinado espaço-temporalmente como objeto de uma experiência possível.

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