Sofistas ou Sophistés

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1 - Sofista (sophistés) vem da palavra sophos que significa sábio. Sofistas ou Sophistés Principais sofistas: - Protágoras de Abdera a.c. - Gógias de Leontini 487?-380? a.c. - Isócrates de Atenas a.c.

2 Sofistas Considerações importantes sobre os sofistas e suas reflexões: Pertencem, em regra, ao segundo período da filosofia antiga, conhecido como socrático, clássico ou antropológico V-IV a.c.; Considerado pela história da filosofia como falsos ou pseudos-filósofos, pois, em regra, não possuíam compromisso com a verdade; - Afirmam que não existem verdades absolutas mas apenas convenções, que são fruto da força do convencimento nos debates em Assembleias e nas praças-públicas, Ágora. Representação de uma Assembleia.

3 Sofistas: Pseudos-Filósofos Considerações importantes sobre os sofistas e suas reflexões: - São andarilhos em busca de alunos que pudessem pagar pelos seus ensinamentos, ou seja, cobravam para ensinar; - Eram professores de filosofia, literatura, matemática, astronomia, gramática etc., mas principalmente oratória, que é a arte da persuasão, do convencimento; - Foram os responsáveis por mudarem a referência de reflexão filosófica do cosmos para o antropo/homem; - Viveram no período auge da democracia ateniese, por isso seus principais pensamentos estão voltados à política e à moral.

4 Pensamento Sofístico Afirmavam, em regra, que: - Em filosofia tudo é possível... - Em filosofia tudo é verdade... Ignora os princípios da Lógica Formal Dessas afirmações nascem as duas principais teorias sofísticas: 1º. Relativismo Subjetivo 2º. Ceticismo Absoluto Logo:

5 Pensamento Sofístico As três principais características do pensamento sofístico são: - Relativismo subjetivo: afirma que a verdade é relativa e não absoluta, i. é, muda de homem para homem. - Ceticismo absoluto: afirma que se existe verdade absoluta o homem não pode conhecer, ficará em permanente dúvida. - Convencionalismo: afirma que as normas, os costumes, as leis são fruto de convenções e acordos criados através de diálogos, debates e consensos.

6 Sofistas: Pseudos-Filósofos Objetivo dos sofistas: Poder político; - Poder econômico; - Status social. Atenção! - Para os sofistas a felicidade humana só pode ser alcançada por meio do poder político e da máxima riqueza. Em resumo: sendo um tirano, um déspota. Porém, para os filósofos, a abundância dos bens materiais, em vez de preencher o homem, o tem esvaziado fazendo perder o significado espiritual do existir, o sentido da própria vida.

7 Sofistas: Pseudos-Filósofos Contribuições dos sofistas para o Ocidente na... Política: - fonte de remuneração; - criação da Oratória à defesa dos interesses públicos e privados. Educação: - reformulação dos conceitos pedagógicos; - criação de escolas científicas.

8 Filósofos vs. Sofistas Os filósofos... ensinavam aos seus discípulos que o conhecimento verdadeiro só poderia ser alcançado através do uso da razão/alma, e que o mesmo deveria ser válido para todos os homens, independentemente do tempo e espaço; qualquer concepção distinta dessa seria apenas uma opinião. Os sofistas... ensinavam aos seus discípulos que não pode haver conhecimento verdadeiro, mas só um conhecimento provável, por causa de sua origem sensível [sentidos], e que não existe uma lei moral absoluta, mas somente leis convencionais.

9 Filósofos vs. Sofistas Concepções de verdade para os... Filósofos: A verdade [absoluta]: - deriva da razão; - objetiva: universal e necessária. Pensar Não há relativismo, pois a verdade vale para TODOS. Sofistas: A verdade [relativa]: - deriva dos sentidos; - subjetiva: particular e possível. Há relativismo, pois a verdade vale somente para UM ou ALGUNS.

10 O que determina uma teoria como verdadeira? Proposição e sua quantidade: As proposições de uma teoria podem ser classificadas quanto a sua quantidade, proposta por Aristóteles em sua Lógica Formal, de três modos, a saber: Universal: refere-se ao todo ou nenhum: Filósofos (Antigos, Medievais e Modernos). Particular: refere-se à alguns, da - maioria : Filósofos (Modernos e Contemporâneos). - minoria : Sofistas. Singular: refere-se a um(a): Sofistas.

11 Filósofos vs. Sofistas Portanto para os... Filósofos: - A razão produz conhecimento verdadeiro (absoluto); - Os sentidos produzem opiniões - falso. Sofistas: - A razão produz conhecimento verdadeiro (relativo); - Os sentidos produzem verdades (relativas).

12 Protágoras de Abdera Pai da Sofística Obras: - A verdade; - Sobre os Deuses. Máximas: - O homem é a medida [juízo] de todas as coisas [fatos, experiências particulares]; daquelas que são enquanto são; daquelas que não são enquanto não são. Ideia de relativismo. - Não existe verdade absoluta. Ideia de ceticismo.

13 Protágoras de Abdera Assim podemos concluir que... se os homens são a medida de todas as coisas ( ), nenhuma medida pode ser a medida para todos os homens. As coisas assim vão ser definidas... [por cada indivíduo], o que vale para determinada situação [e pessoa] não vai valer para outras. Relativismo Subjetivo ou Ceticismo Relativo é: - Subjetivo: a verdade é pessoal; - Relativo: a verdade depende de um certo tempo e espaço, contexto histórico; - Provável: na medida em que não existe verdade plena, a mesma se torna provável.

14 Relativismo Subjetivo ou Ceticismo Relativo Afirma que uma coisa é verdade se para o meu eu parecer verdade, independentemente da opinião do eu do outro; em contrapartida, uma coisa é verdade para o eu do outro, independentemente da opinião do meu eu.

15 Relativismo Subjetivo

16

17 Górgias de Leontini -Considerado por muitos o Pai do Ceticismo Absoluto; Obra: - Um dos maiores oradores da Antiguidade. - Do não ser ou da natureza. Máximas: - Não existe realidade alguma... - se existe o homem não pode conhecê-la... - e, ainda que a conhecesse, não a poderia expressar nem comunicar. Ideia de ceticismo. Ideia de relativismo.

18 Ceticismo Absoluto O ceticismo absoluto, como concepção sofística, afirma não existir a possibilidade de se encontrar o conhecimento absolutamente verdadeiro, mas somente o saber relativo. Como consequência, haveria uma permanente dúvida, sendo essa utilizada na sofística como um fim e na filosofia, exceto para o filósofo Pírron de Élis, como um meio.

19 Górgias de Leontini Ceticismo Absoluto: a verdade é impossível devido a duas fontes principais de erro, são elas: - os Sentidos: não são dignos de confiança, pois induz o homem ao erro, ao alternar, a todo o momento, os desejos do corpo. Ex.: saciedade e fome. - a Razão: por produzir diferentes opiniões que se apresentam divergentes entre si, revelando assim os limites e as capacidades da inteligência humana.

20 Ceticismo Sofístico vs. Ceticismo Filosófico O que é ceticismo? Independentemente do ceticismo ser sofístico (relativo ou absoluto) ou ser filosófico, o ceticismo deve ser entendido como a impossibilidade de universalização do saber, ou seja, nunca existirá conhecimento válido para todos. Atenção! - Os filósofos posteriores irão utilizar a dúvida como meio e não como fim.

21 Diferença do Ceticismo Sofístico e Ceticismo Filosófico - Ceticismo Sofístico: nega o saber para todos e maioria. Dito de outro modo: o conhecimento será possível somente para a minoria ou um. - Ceticismo Filosófico/Pirrônico: nega o saber para todos. Todavia, ao contrário ceticismo sofístico, afirma que o conhecimento deve ser entendido como possível apenas à maioria, e não para minoria ou um.

22 Referências Bibliográficas ABBAGNANO, Nicola. História da Filosofia. Lisboa: Presença, ARANHA, M. L. & MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, CHALITA, G. Vivendo a filosofia. São Paulo: Atual, COTRIM, G. Fundamentos da filosofia. São Paulo: Saraiva, 2002 [e 2006]. GILES, T. R. Introdução à Filosofia. São Paulo: EDUSP, MANDIN, B. Curso de filosofia. Os filósofos do ocidente. São Paulo: Paulus, OLIVEIRA, A. M. (org.). Primeira filosofia. São Paulo: Brasiliense, REZENDE, A. (org.). Curso de filosofia; para professores e alunos dos cursos de segundo grau e graduação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2002.

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