FILOSOFIA 11º ano O CONHECIMENTO E A RACIONALIDADE CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FILOSOFIA 11º ano O CONHECIMENTO E A RACIONALIDADE CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA"

Transcrição

1 FILOSOFIA 11º ano O CONHECIMENTO E A RACIONALIDADE CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA Governo da República Portuguesa

2 Descrição e interpretação da atividade cognoscitiva 1.1 Estrutura do ato de conhecer 1.2 Análise comparativa de duas teorias explicativas do conhecimento

3 Questões O que é o conhecimento? Para que serve o conhecimento? Porquê o conhecimento? Para quê o conhecimento? Como podemos conhecer? O que é a fenomenologia? Quais são os elementos constituintes do ato de conhecer? Que relações estabelecem entre si? Quais os tipos de conhecimento?

4 Exercício Ao longo da sua vida, o homem constrói vários conhecimentos, desde coisas, pessoas, modos de proceder, valores, ideias, opiniões diversas, teorias científicas, entre tantas outras coisas. O modo como estas formas de conhecimento chegam ao ser humano não são todas iguais; isto significa que se podem estabelecer algumas distinções, quer da parte de quem conhece, quer da parte do que é conhecido, ou seja, quer da parte do sujeito, quer da parte do objeto.

5 Escher 1. Observe a imagem e interprete o que vê. 2. Olhe para fora da janela da sala de aula e descreva o que vê. 3. Coloque algumas questões filosóficas.

6 Explicação Galeria de Arte resultou da ideia de que teria de ser possível realizar um alargamento em forma circular. No canto inferior direito, vemos a entrada duma galeria, onde há uma exposição de quadros. Se nos voltarmos para a esquerda vemos um jovem em pé, olhando um quadro na parede. Neste quadro ele vê um barco e mais acima à esquerda, algumas casas ao longo dum cais. Se agora olharmos para cima para a direita, este quarteirão de casas continua e, à direita, na parte mais extrema da composição, o nosso olhar desvia-se para descobrir, em baixo, uma casa de esquina, com uma entrada que conduz a uma galeria de arte, onde se mostra uma exposição de quadros... Assim o nosso jovem faz parte do mesmo quadro que está a observar. Toda esta ilusão baseia-se no facto de que Escher criou como estrutura para esta gravura uma rede que marca um alargamento em círculo fechado que não tem nem princípio, nem fim.

7 A realidade como a vemos O nosso conhecimento depende da maneira como o interpretamos e da maneira como agimos no mundo. O nosso mundo é sempre circunstancial e prefigurado na própria linguagem. A realidade diz-se de diferentes maneiras e apresenta-se em contextos diferentes com significados diferentes, daí termos diferentes discursos sobre a realidade: filosófico, político, religioso, artístico, científico... Cada um deles corresponde a uma interpretação da realidade que pretende ser verdadeira.

8 Fenomenologia Fenómeno é tudo o que se apresenta à nossa consciência. O fenómeno é absoluto, pois dá-se ao sujeito de modo evidente e imediato. A fenomenologia descreve o conhecimento, pondo em evidência o processo do conhecer, indicando os elementos que intervêm neste processo (sujeito e objeto) e as relações que tais elementos estabelecem entre si. A fenomenologia não estabelece qualquer primado do sujeito ou do objeto. Limita-se a reconhecer a sua mútua necessidade no ato de conhecer.

9 Problema da possibilidade do conhecimento Pode o sujeito aprender o objeto?

10 Teorias Dogmatismo É a crença de que podemos obter conhecimentos certos e seguros e que o nosso poder de conhecimento pode abarcar progressivamente toda a realidade.

11 Teorias Ceticismo É a posição oposta. Na sua versão moderada, consiste em duvidar não só do que seja possível conhecer toda a realidade, mas sobretudo de que seja possível alcançar conhecimentos firmes e seguros, racionalmente justificáveis. Na sua versão radical, nega que seja possível semelhante tipo de conhecimento.

12 Teorias Criticismo A razão pode alcançar conhecimentos firmes e seguros, embora limitados no âmbito dos objetos empíricos. O conhecimento é conhecimento de um objeto. No entanto, nem sempre o objeto é o mesmo e, consoante esse objeto muda, também muda o tipo de conhecimento.

13 Tipos de conhecimento - O João sabe andar de Skate. Esta frase descreve um saber-fazer. É o que os filósofos chamam de conhecimento prático.

14 Tipos de conhecimento O João conhece o presidente da República Esta frase descreve uma entidade, objeto ou lugar. Refere-se a um conhecimento imediato e directo de uma entidade exterior. É o que os filósofos chamam conhecimento por contacto ou conhecimento de objetos.

15 Tipos de conhecimento O João sabe que D. Afonso Henriques foi o primeiro rei de Portugal. Esta frase descreve um tipo de conhecimento diferente a que os filósofos chamam conhecimento proposicional. O que se diz que o João conhece é uma proposição, isto é, algo que é verdadeiro ou falso. Na verdade, o que esta frase diz é que João sabe que a proposição: D. Afonso Henriques foi o primeiro rei de Portugal, é verdadeira. O conhecimento proposicional é, destes três tipos, o único que interessa aos filósofos.

16 Problema Quais são as condições necessárias e suficientes para que um sujeito conheça uma proposição?

17 Crença e verdade Duas condições normalmente aceites para que uma proposição seja considerada um conhecimento: - que ela seja uma crença - que seja verdadeira. Isto é assim, porque quando conhecemos uma proposição acreditamos que ela descreve a realidade tal como é.

18 No entanto, podemos acreditar em proposições falsas, embora julguemos que são verdadeiras. Neste caso não podemos dizer que temos conhecimento, pois embora possamos acreditar no que não é verdade, não podemos conhecer o que não é a verdade. Se aquilo em que acreditávamos não é a verdade, então não conhecíamos. Julgávamos apenas que conhecíamos.

19 Não basta ter uma crença para ter um conhecimento. É preciso que essa crença seja verdadeira. S conhece P se e só se 1) S acredita em P 2) P é verdadeira A maior parte dos filósofos pensa que não basta ter uma crença verdadeira para ter conhecimento. O primeiro a expressar esta ideia foi Platão num diálogo chamado Teeteto.

20 Justificação TEETETO A justificação pode ser de dois tipos: Um argumento para justificar afirmações por intermédio de outras. Algo que pode ser conhecido diretamente, por intermédio dos sentidos. Uma vez então que a justificação é uma das condições necessárias para que haja conhecimento, podemos reformular o esquema: S conhece P se e só se 1) S acredita em P 2) P é verdadeira 3) S tem uma justificação para acreditar em P

21 Teoria clássica sobre o conhecimento Teoria da Crença Verdadeira Justificada.

22 Gettier Em 1963, o filósofo americano Edmund L. Gettier publicou um artigo com o título: A crença verdadeira justificada é conhecimento? Nesse artigo apresentou duas experiências mentais (experiências imaginadas que servem para testar teorias quando não é possível testálas por intermédio da experiência) que afirma serem contraexemplos (exemplos que pretendem mostrar que uma afirmação é falsa) à teoria da crença verdadeira justificada.

23 Gettier Este autor mostra que a teoria da crença verdadeira justificada não descreve adequadamente o conhecimento, uma vez que é possível deduzir proposições verdadeiras de proposições falsas.

24 Exemplo de Bertrand Russel O relógio da igreja da tua terra é fiável e costumas confiar nele para saber as horas. Esta manhã quando vinhas para a escola, olhaste para o relógio e viste que marcava 8h20m. Em consequência formulaste a crença de que eram 8h20m. O facto do relógio ter sido fiável no passado justifica a tua crença. Contudo, sem que o soubesses, o relógio avariou no dia anterior exatamente quando marcava 8h20m. assim, tens uma crença verdadeira justificada que não é um conhecimento. Problema: Que condições deve uma proposição satisfazer para estar justificada?

Teorias do conhecimento. Profª Karina Oliveira Bezerra

Teorias do conhecimento. Profª Karina Oliveira Bezerra Teorias do conhecimento Profª Karina Oliveira Bezerra Teoria do conhecimento ou epistemologia Entre os principais problemas filosóficos está o do conhecimento. Para que investigar o conhecimento? Para

Leia mais

PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO

PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO Questão Problema: O conhecimento alcança-se através da razão ou da experiência? (ver página 50) Tipos de conhecimento acordo a sua origem Tipos de juízo de acordo com

Leia mais

Aula 01 O conhecimento vivo

Aula 01 O conhecimento vivo Metodologia da Pesquisa Científica Aula 01 O conhecimento vivo Bloco 1 Dra. Rita Mazaro Na nossa vida diária utilizamos e convivemos com conhecimentos construídos ao longo da história por diferentes povos

Leia mais

Curso TURMA: 2101 e 2102 DATA: Teste: Prova: Trabalho: Formativo: Média:

Curso TURMA: 2101 e 2102 DATA: Teste: Prova: Trabalho: Formativo: Média: EXERCÍCIOS ON LINE 3º BIMESTRE DISCIPLINA: Filosofia PROFESSOR(A): Julio Guedes Curso TURMA: 2101 e 2102 DATA: Teste: Prova: Trabalho: Formativo: Média: NOME: Nº.: Exercício On Line (1) A filosofia atingiu

Leia mais

Racionalismo. René Descartes Prof. Deivid

Racionalismo. René Descartes Prof. Deivid Racionalismo René Descartes Prof. Deivid Índice O que é o racionalismo? René Descartes Racionalismo de Descartes Nada satisfaz Descartes? Descartes e o saber tradicional Objetivo de Descartes A importância

Leia mais

Afirmação verdadeira: frase, falada ou escrita, que declara um facto que é aceite no momento em que é ouvido ou lido.

Afirmação verdadeira: frase, falada ou escrita, que declara um facto que é aceite no momento em que é ouvido ou lido. Matemática Discreta ESTiG\IPB 2011.12 Cap1 Lógica pg 1 I- Lógica Informal Afirmação verdadeira: frase, falada ou escrita, que declara um facto que é aceite no momento em que é ouvido ou lido. Afirmação

Leia mais

Volume 2 Fascículo 2 Filosofia Unidade 3

Volume 2 Fascículo 2 Filosofia Unidade 3 Atividade extra Volume 2 Fascículo 2 Filosofia Unidade 3 Questão 1 A ideia de que, pela Ciência e pela técnica, o homem se converterá em senhor e possuidor da natureza está presente no pensamento do filósofo

Leia mais

CORRENTES DE PENSAMENTO DA FILOSOFIA MODERNA

CORRENTES DE PENSAMENTO DA FILOSOFIA MODERNA CORRENTES DE PENSAMENTO DA FILOSOFIA MODERNA O GRANDE RACIONALISMO O termo RACIONALISMO, no sentido geral, é empregado para designar a concepção de nada existe sem que haja uma razão para isso. Uma pessoa

Leia mais

LISTA DE CONTEÚDOS PARA RECUPERAÇÃO FINAL Professor: Airton José Müller Componente Curricular: Filosofia

LISTA DE CONTEÚDOS PARA RECUPERAÇÃO FINAL Professor: Airton José Müller Componente Curricular: Filosofia LISTA DE CONTEÚDOS PARA RECUPERAÇÃO FINAL - 2015 Professor: Airton José Müller Componente Curricular: Filosofia 7º Ano Filósofos Clássicos. A filosofia clássica. Sócrates de Atenas: o poder das perguntas

Leia mais

A Filosofia e a Sociologia: contribuições para a Educação

A Filosofia e a Sociologia: contribuições para a Educação A Filosofia e a Sociologia: contribuições para a Educação Fundamentos Filosóficos e Sociológicos da Educação Semana I Prof. Ms. Joel Sossai Coleti O que é? O que é? Filosofia: disciplina que tem como objeto

Leia mais

INTRODUÇÃO À NATUREZA DA CIÊNCIA. O conhecimento científico é uma forma específica de conhecer e perceber o mundo!!! 2. A PRINCIPAL QUESTÃO: Modelos

INTRODUÇÃO À NATUREZA DA CIÊNCIA. O conhecimento científico é uma forma específica de conhecer e perceber o mundo!!! 2. A PRINCIPAL QUESTÃO: Modelos INTRODUÇÃO À NATUREZA DA CIÊNCIA 2. A PRINCIPAL QUESTÃO: 1. INTRODUZINDO A QUESTÃO: O QUE É CIÊNCIA, AFINAL????? Modelos Leis Por que estudar natureza da ciência???? Qual a importância desses conhecimentos

Leia mais

Exemplos de frases e expressões que não são proposições:

Exemplos de frases e expressões que não são proposições: Matemática Discreta ESTiG\IPB Lógica: Argumentos pg 1 Lógica: ramo da Filosofia que nos permite distinguir bons de maus argumentos, com o objectivo de produzirmos conclusões verdadeiras a partir de crenças

Leia mais

Aula 2 Teoria Geral do Processo. DEFINIÇÃO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO.

Aula 2 Teoria Geral do Processo. DEFINIÇÃO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO. Aula 2 Teoria Geral do Processo. DEFINIÇÃO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO. Teoria, qual o seu significado? É um corpo de conceitos sistematizados que nos permite conhecer determinado domínio da realidade.

Leia mais

A Teoria do Conhecimento

A Teoria do Conhecimento A Teoria do Conhecimento Objeto Conhecimento Objetivo Estudar a origem, natureza, valor e limites do conhecimento e da nossa capacidade de conhecer Problemas As formas do conhecimento A definição de conhecimento

Leia mais

Agrupamento de Escolas General Humberto Delgado Sede na Escola Secundária/3 José Cardoso Pires Santo António dos Cavaleiros

Agrupamento de Escolas General Humberto Delgado Sede na Escola Secundária/3 José Cardoso Pires Santo António dos Cavaleiros Agrupamento de Escolas General Humberto Delgado Sede na Escola Secundária/3 José Cardoso Pires Santo António dos Cavaleiros CURSO CIENTÍFICO-HUMANÍSTICO SECUNDÁRIO Planificação Anual 2012-2013 FILOSOFIA

Leia mais

Link para animação do mito da caverna. https://www.youtube.com/watch?v=xswmnm _I7bU

Link para animação do mito da caverna. https://www.youtube.com/watch?v=xswmnm _I7bU Link para animação do mito da caverna https://www.youtube.com/watch?v=xswmnm _I7bU A DOUTRINA DAS IDEIAS OU TEORIA DOS DOIS MUNDOS Para Platão existem, literalmente, dois mundos O mundo das ideias O mundo

Leia mais

Teoria do Conhecimento:

Teoria do Conhecimento: Teoria do Conhecimento: Investigando o Saber O que sou eu? Uma substância que pensa. O que é uma substância que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer,

Leia mais

Vocabulário Filosófico Dr. Greg L. Bahnsen

Vocabulário Filosófico Dr. Greg L. Bahnsen 1 Vocabulário Filosófico Dr. Greg L. Bahnsen Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto / felipe@monergismo.com GERAL Razão: capacidade intelectual ou mental do homem. Pressuposição: uma suposição elementar,

Leia mais

Programa de Matemática 1.º ano

Programa de Matemática 1.º ano Programa de Matemática 1.º ano Introdução A Matemática é uma das ciências mais antigas e é igualmente das mais antigas disciplinas escolares, tendo sempre ocupado, ao longo dos tempos, um lugar de relevo

Leia mais

MÉTODO CIENTÍFICO. Patrícia Ruiz Spyere

MÉTODO CIENTÍFICO. Patrícia Ruiz Spyere MÉTODO CIENTÍFICO Introdução Método científico Modelos de método científico INTRODUÇÃO Mitos Explicação da realidade e dos fenômenos naturais de forma simbólica, por meio de deuses, semi-deuses e heróis

Leia mais

DESCRIÇÃO E INTERPRETAÇÃO DA ACTIVIDADE COGNITIVA

DESCRIÇÃO E INTERPRETAÇÃO DA ACTIVIDADE COGNITIVA 110-136 2008.02.11 2 22:49 Página 110 DESCRIÇÃO E INTERPRETAÇÃO DA ACTIVIDADE COGNITIVA Capítulo 5. Estrutura do acto de conhecer, 111 Capítulo 6. A possibilidade do conhecimento, 137 Van Gogh a Pintar

Leia mais

Introdução. O que é Ciência? O que chamamos de conhecimento científico? Como separar a Ciência da pseudo-ciência? Isaac Newton (sec XVI)

Introdução. O que é Ciência? O que chamamos de conhecimento científico? Como separar a Ciência da pseudo-ciência? Isaac Newton (sec XVI) O Método Científico Introdução Platão e Aristóteles (sec V ac) Isaac Newton (sec XVI) O que é Ciência? O que chamamos de conhecimento científico? Como separar a Ciência da pseudo-ciência? O desafio da

Leia mais

Silogismos Categóricos e Hipotéticos

Silogismos Categóricos e Hipotéticos Silogismos Categóricos e Hipotéticos Resumo elaborado por Francisco Cubal Apenas para publicação em Resumos.tk Primeiros objectivos a alcançar: Reconhecer os quatro tipos de proposições categóricas. Enunciar

Leia mais

EJA 3ª FASE PROF.ª GABRIELA ROCHA PROF.ª QUEILA POLTRONIERI

EJA 3ª FASE PROF.ª GABRIELA ROCHA PROF.ª QUEILA POLTRONIERI EJA 3ª FASE PROF.ª GABRIELA ROCHA PROF.ª QUEILA POLTRONIERI ÁREA DO CONHECIMENTO Linguagens Matemática Ciências Humanas 2 TEMA 1º Bimestre Conhecendo a nossa história. 3 CONTEÚDOS E HABILIDADES Aula 7

Leia mais

Objetividade do conhecimento nas ciências sociais. - primeiro passo: evitar confusões entre juízos de fato e juízos de valor.

Objetividade do conhecimento nas ciências sociais. - primeiro passo: evitar confusões entre juízos de fato e juízos de valor. Objetividade do conhecimento nas ciências sociais Objetividade +> rejeição à posição positivista no que se refere à neutralidade valorativa: rígida separação entre fatos e valores; => demarcação entre

Leia mais

Profa. Dra. Maria da Conceição Lima de Andrade

Profa. Dra. Maria da Conceição Lima de Andrade Profa. Dra. Maria da Conceição Lima de Andrade Conceitos de pesquisa A Pesquisa é: procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis,

Leia mais

UNESP 2013 (Questão 12)

UNESP 2013 (Questão 12) UNESP 2013 (Questão 12) Do lado oposto da caverna, Platão situa uma fogueira fonte da luz de onde se projetam as sombras e alguns homens que carregam objetos por cima de um muro, como num teatro de fantoches,

Leia mais

A filosofia de Espinosa

A filosofia de Espinosa A filosofia de Espinosa Para tratar de qualquer âmbito da filosofia de Espinosa, é necessário de antemão compreender a imagem de Deus feita pelo filósofo, bem como a importância d Ele para sua filosofia.

Leia mais

Como elaborar um relatório

Como elaborar um relatório Francisco Carrapiço, 2001 Biologia Celular Como elaborar um relatório 1. O que é um relatório? Um relatório de uma actividade prática, é uma exposição escrita de um determinado trabalho ou experiência

Leia mais

O verdadeiro conhecimento ética utilitarista procede da razão

O verdadeiro conhecimento ética utilitarista procede da razão CONTEÚDO FILOSOFIA Avaliação Mensal Professora Célia Reinaux 6º ANO Módulo Unidade 3 A sombra na madrugada Páginas 34 até 39 Um obstáculo na trilha Páginas 40 até 46 Filósofos trabalhados: René Descartes

Leia mais

Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas

Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas 1 Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas Os seres humanos sempre buscaram formas de compreender os fenômenos que ocorrem em seu dia a dia, de modo a procurar soluções para

Leia mais

Um ensaio sobre criacionismo e evolucionismo. Judith Sonja Garbers Psicóloga e Especialista em Teologia

Um ensaio sobre criacionismo e evolucionismo. Judith Sonja Garbers Psicóloga e Especialista em Teologia Um ensaio sobre criacionismo e evolucionismo Judith Sonja Garbers Psicóloga e Especialista em Teologia História do Evolucionismo I A Teoria da evolução é fruto de um conjunto de pesquisas, ainda em desenvolvimento,

Leia mais

METODOLOGIA CIENTÍFICA

METODOLOGIA CIENTÍFICA EQE040 METODOLOGIA CIENTÍFICA www.liviajatoba.com/eqe040 Professora Livia Jatobá liviajatoba@eq.ufrj.br 1 /22 SOBRE A DISCIPLINA FUNDAMENTOS DA METODOLOGIA CIENTÍFICA ÉTICA NA PESQUISA E NOS TRABALHOS

Leia mais

CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA

CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Prof. Dra. Renata Cristina da Penha França E-mail: renataagropec@yahoo.com.br -Recife- 2015 MÉTODO Método, palavra que vem do

Leia mais

Informação Prova de equivalência à frequência

Informação Prova de equivalência à frequência Informação Prova de equivalência à frequência 3.º Ciclo do Ensino Básico 1ª e 2ª fases Ano Letivo 2013/2014 Disciplina: História Duração: 90 minutos Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho 1.INTRODUÇÃO

Leia mais

3ª edição Projeto Timóteo Como Dar a Razão de Sua Fé Apostila do Aluno

3ª edição Projeto Timóteo Como Dar a Razão de Sua Fé Apostila do Aluno Como Dar a Razão de Sua Fé Projeto Timóteo 1 Apostila do Aluno Como Dar a Razão de Sua Fé Projeto Timóteo Coordenador do Projeto Dr. John Barry Dyer Equipe Pedagógica Marivete Zanoni Kunz Tereza Jesus

Leia mais

Universidade Federal de Goiás Instituto de Ciências Biológicas Departamento de Ecologia

Universidade Federal de Goiás Instituto de Ciências Biológicas Departamento de Ecologia Universidade Federal de Goiás Instituto de Ciências Biológicas Departamento de Ecologia Filosofia da Ciência Epistemologia da Ciência www.ecoevol.ufg.br/adrimelo/filo Apresentação. O que é Ciência. O cientista

Leia mais

ESTUDO DA GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA NO AMBIENTE DE MATEMÁTICA DINÂMICA - GEOGEBRA

ESTUDO DA GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA NO AMBIENTE DE MATEMÁTICA DINÂMICA - GEOGEBRA ESTUDO DA GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA NO AMBIENTE DE MATEMÁTICA DINÂMICA - GEOGEBRA Marcelo Pirôpo da Silva 1 Universidade Estadual de Santa Cruz marcelopiropo@hotmail.com Resumo: O presente trabalho tem

Leia mais

Proposições e argumentos. Proposições tem de ter as seguintes características:

Proposições e argumentos. Proposições tem de ter as seguintes características: Ser uma frase declarativa (afirmativa ou negativa) Ter sentido Proposições e argumentos Proposições tem de ter as seguintes características: Ter um valor de verdade( ser verdadeira ou falsa) possível determinável

Leia mais

Universidade Salvador Curso de Licenciaturas em Letras com Inglês Disciplina de Pesquisas e Práticas Pedagógicas III

Universidade Salvador Curso de Licenciaturas em Letras com Inglês Disciplina de Pesquisas e Práticas Pedagógicas III Universidade Salvador Curso de Licenciaturas em Letras com Inglês Disciplina de Pesquisas e Práticas Pedagógicas III Apresentação temática do texto: DOMINGUINI, Lucas. A transposição didática como intermediadora

Leia mais

Os Sociólogos Clássicos Pt.2

Os Sociólogos Clássicos Pt.2 Os Sociólogos Clássicos Pt.2 Max Weber O conceito de ação social em Weber Karl Marx O materialismo histórico de Marx Teoria Exercícios Max Weber Maximilian Carl Emil Weber (1864 1920) foi um intelectual

Leia mais

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE. O que é Ciência?

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE. O que é Ciência? CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE O que é Ciência? O QUE É CIÊNCIA? 1 Conhecimento sistematizado como campo de estudo. 2 Observação e classificação dos fatos inerentes a um determinado grupo de fenômenos

Leia mais

Revisão da literatura / Fundamentação teórica

Revisão da literatura / Fundamentação teórica Revisão da literatura / Fundamentação teórica Reunir obras relevantes Descrever o objeto analisado Expôr o que se pensa sobre o objeto Criticar o que se pensa sobre o objeto Página 1 PARTES PRINCIPAIS

Leia mais

Resolução da Questão 1 Texto Definitivo

Resolução da Questão 1 Texto Definitivo Questão Redija um texto dissertativo acerca dos dois sistemas da economia nordestina no século XVII, atendendo, necessariamente, ao que se pede a seguir: identifique e caracterize esses dois sistemas econômicos;

Leia mais

A árvore do conhecimento Humberto Maturana e Francisco Varela, 1995

A árvore do conhecimento Humberto Maturana e Francisco Varela, 1995 A árvore do conhecimento Humberto Maturana e Francisco Varela, 1995 Disciplina: Complexidade e conhecimento na sociedade em redes. Professor : Aires Rover Resumo dos capítulos 9 e 10 Grupo 4 Katia Wermelinger-Leclere

Leia mais

Matemática 3º Ciclo. Planificação Anual 7.º ano. N.º de aulas. Objectivos 1.º PERÍODO. Ano Lectivo 2009/2010. Apresentação 1. Teste Diagnóstico 2

Matemática 3º Ciclo. Planificação Anual 7.º ano. N.º de aulas. Objectivos 1.º PERÍODO. Ano Lectivo 2009/2010. Apresentação 1. Teste Diagnóstico 2 i Temas Sub-temas Objectivos 1.º PERÍODO Apresentação 1 Teste Diagnóstico 2 Múltiplos e divisores. Critérios de divisibilidade. Obter números, a partir de outros, por composição e decomposição; Números

Leia mais

Filosofia Moderna: a nova ciência e o racionalismo.

Filosofia Moderna: a nova ciência e o racionalismo. FILOSOFIA MODERNA Filosofia Moderna: a nova ciência e o racionalismo. Período histórico: Idade Moderna (século XV a XVIII). Transformações que podemos destacar: A passagem do feudalismo para o capitalismo

Leia mais

INDICAÇÕES º ANO AxBxC

INDICAÇÕES º ANO AxBxC INDICAÇÕES 2016-1º ANO AxBxC 1º ANO A / ENS. FUNDAMENTAL ORAÇÃO DO DIA: Pai Nosso / CANÇÃO DO DIA: Bom dia! / HORA DAS NOVIDADES: Observação de cenas em cartaz / TÉCNICA DE REDAÇÃO: Elaboração de texto

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SEBASTIÃO DA GAMA

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SEBASTIÃO DA GAMA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SEBASTIÃO DA GAMA ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias Ensino Recorrente de Nível Secundário GEOLOGIA (12º ano) Módulos 1,2

Leia mais

COLÉGIO CENECISTA DR. JOSÉ FERREIRA LUZ, CÂMERA, REFLEXÃO

COLÉGIO CENECISTA DR. JOSÉ FERREIRA LUZ, CÂMERA, REFLEXÃO COLÉGIO CENECISTA DR. JOSÉ FERREIRA LUZ, CÂMERA, REFLEXÃO UBERABA - 2015 PROJETO DE FILOSOFIA Professor coordenador: Danilo Borges Medeiros Tema: Luz, câmera, reflexão! Público alvo: Alunos do 9º ano do

Leia mais

21 dicas para aumentar sua produtividade e gerenciar melhor seu tempo. VIVER DE BLOG Página 1

21 dicas para aumentar sua produtividade e gerenciar melhor seu tempo. VIVER DE BLOG Página 1 21 dicas para aumentar sua produtividade e gerenciar melhor seu tempo VIVER DE BLOG Página 1 INTRODUÇÃO Como você usa seu tempo depende muito mais das habilidades que você procura desenvolver depois de

Leia mais

EGC - Engenharia e gestão do conhecimento Disciplina: Complexidade, conhecimento e sociedades em rede Professor: Aires Rover Aluna: Desirée Sant Anna

EGC - Engenharia e gestão do conhecimento Disciplina: Complexidade, conhecimento e sociedades em rede Professor: Aires Rover Aluna: Desirée Sant Anna OSHO - INTUIÇÃO EGC - Engenharia e gestão do conhecimento Disciplina: Complexidade, conhecimento e sociedades em rede Professor: Aires Rover Aluna: Desirée Sant Anna Maestri 2016/1 O LIVRO três partes

Leia mais

ÍNDICE. Lição 8 Conceitos Fundamentais da Teoria dos Conjuntos 49. Representação Simbólica dos Conceitos Fundamentais da Teoria dos

ÍNDICE. Lição 8 Conceitos Fundamentais da Teoria dos Conjuntos 49. Representação Simbólica dos Conceitos Fundamentais da Teoria dos ÍNDICE Prefácio PARTE I LÓGICA ARISTOTÉLICA Lição 1 Introdução. Lógica Aristotélica: Noções Básicas 9 Lição 2 O Quadrado da Oposição 15 Lição 3 Conversão, Obversão e Contraposição 21 Lição 4 A Teoria do

Leia mais

CONTINUANDO A TROCA DE IDÉIAS 1

CONTINUANDO A TROCA DE IDÉIAS 1 Diálogos, DHI/PPH/UEM, v. 10, n. 2, p. 69-71, 2006. CONTINUANDO A TROCA DE IDÉIAS 1 José Maria de Paiva O sentido de unidade merece consideração. A comunicação entre as pessoas só é possível na medida

Leia mais

PROGRAMA e Metas Curriculares Matemática A

PROGRAMA e Metas Curriculares Matemática A PROGRAMA e Metas Curriculares Matemática A Funções exponenciais e logarítmicas António Bivar, Carlos Grosso, Filipe Oliveira, Luísa Loura, Maria Clementina Timóteo Podem seguir-se diversos caminhos para

Leia mais

ESTÉTICA E FILOSOFIA DA ARTE - DOUTORADO

ESTÉTICA E FILOSOFIA DA ARTE - DOUTORADO ESTÉTICA E FILOSOFIA DA ARTE - DOUTORADO Inscrição Título do Projeto RESULTADO A EXPRESSÃO DO INEXPRIMÍVEL NA ARTE: SOBRE O TEOR COGNITIVO DO CONCEITO DE CONTEÚDO DE VERDADE DAS D001 OBRAS DE ARTE E SUA

Leia mais

SOMOS LIVRES AO DECIDIR

SOMOS LIVRES AO DECIDIR FILOSOFIA 2º ano Partindo do principio de que liberdade é LIBERDADE DE ESCOLHER Afinal, até onde alcança o poder da nossa liberdade? Nossas escolhas estão ligadas aos princípios morais da nossa sociedade;

Leia mais

Informação Prova de equivalência à frequência

Informação Prova de equivalência à frequência 1. INTRODUÇÃO O presente documento publicita a informação relativa à prova de equivalência à frequência do Ensino Secundário da disciplina de Psicologia B, a realizar em 2016, a nível de escola, de acordo

Leia mais

ARTE DE AMAR EM BUSCA DO PERFEITO AMOR

ARTE DE AMAR EM BUSCA DO PERFEITO AMOR A ARTE DE AMAR EM BUSCA DO PERFEITO AMOR O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam isto proclamamos a respeito da Palavra

Leia mais

Empirismo. Principais ideias e autores

Empirismo. Principais ideias e autores Empirismo Principais ideias e autores EMPIRISMO Empeiria (grego): forma de saber derivado da experiência sensível e de dados acumulados com base nessa experiência. Nada esta no intelecto que não tenha

Leia mais

Aula 08 Terceiro Colegial.

Aula 08 Terceiro Colegial. Aula 08 Terceiro Colegial Cristianismo: Entre a Fé e a Razão Busca por uma base racional para sustentar a fé Formulações filosóficas se estendendo por mais de mil anos Cristianismo Palavra de Jesus, que

Leia mais

FILOSOFIA. Comentário Geral:

FILOSOFIA. Comentário Geral: 1 FILOSOFIA Comentário Geral: A prova apresentou algumas mudanças em relação à dos anos anteriores. Isso tanto na utilização de textos que levaram os candidatos a ultrapassar a leitura e interpretação

Leia mais

VERDADE E VALIDADE, PROPOSIÇÃO E ARGUMENTO

VERDADE E VALIDADE, PROPOSIÇÃO E ARGUMENTO ENADE 2005 e 2008 1 O que B. Russell afirma da matemática, em Misticismo e Lógica: "uma disciplina na qual não sabemos do que falamos, nem se o que dizemos é verdade", seria particularmente aplicável à

Leia mais

O legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu

O legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu O legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu Marilena Chauí Por causa da colonização europeia das Américas, nós também fazemos parte - ainda que de modo inferiorizado e colonizado - do Ocidente

Leia mais

PREFÁCIO. Agradeço a DEUS, a minha família, aos meus pastores e a todos que acreditam no nosso sucesso. TEMA: NATAL

PREFÁCIO. Agradeço a DEUS, a minha família, aos meus pastores e a todos que acreditam no nosso sucesso. TEMA: NATAL BOM NATAL PREFÁCIO Agradeço a DEUS, a minha família, aos meus pastores e a todos que acreditam no nosso sucesso. TEMA: NATAL Que essa mensagem venha ser de grande valia para você caro leitor.que possamos

Leia mais

INTERATIVIDADE FINAL CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA. Aula 3.2 Conteúdo: A escola Platônica

INTERATIVIDADE FINAL CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA. Aula 3.2 Conteúdo: A escola Platônica Aula 3.2 Conteúdo: A escola Platônica 2 Habilidades: Conhecer os principais pontos das ideias de Platão para interpretar a realidade diária. 3 REVISÃO Sócrates: o homem Grande questão: o que é a essência

Leia mais

Planificação da disciplina de Geografia 9º Ano Ano letivo 2014/2015

Planificação da disciplina de Geografia 9º Ano Ano letivo 2014/2015 Planificação da disciplina de Geografia 9º Ano Ano letivo 2014/2015 Nº de aulas (45 minutos) 1º Período 2º Período 3º Período Total Previstas 41 31 27 99 /Correção 6 6 6 18 Tema 4: As atividades económicas*

Leia mais

MÉTODOS EM PESQUISA 01/07/ INTRODUÇÃO TÓPICOS A SEREM ABORDADOS 1.1 CONCEITO DE MÉTODO. 1. Introdução. 2. Método Indutivo

MÉTODOS EM PESQUISA 01/07/ INTRODUÇÃO TÓPICOS A SEREM ABORDADOS 1.1 CONCEITO DE MÉTODO. 1. Introdução. 2. Método Indutivo DISCIPLINA: METODOLOGIA CIENTÍFICA CURSO: ENGENHARIA AMBIENTAL PROF. ALEXANDRE PAIVA DA SILVA MÉTODOS EM PESQUISA TÓPICOS A SEREM ABORDADOS 1. Introdução 2. Método Indutivo 3. Leis, regras e fases do método

Leia mais

Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905)

Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905) Textos / Seminário de Orientação - 12 de Março de 2005 - Fernando Janeiro Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905) Assume-se que o objecto de uma teoria semântica é constituído

Leia mais

AULA 02 O Conhecimento Científico

AULA 02 O Conhecimento Científico 1 AULA 02 O Conhecimento Científico Ernesto F. L. Amaral 06 de agosto de 2010 Metodologia (DCP 033) Fonte: Aranha, Maria Lúcia de Arruda; Martins, Maria Helena Pires. 2003. Filosofando: introdução à filosofia.

Leia mais

INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA

INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Ciências Naturais 2016 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO O presente documento visa divulgar as características da prova de equivalência à frequência do 3.º Ciclo

Leia mais

Edição Revisada. São Paulo,

Edição Revisada. São Paulo, Edição Revisada São Paulo, 2012 Esta aula pode ser impressa apenas para uso pessoal. Proibida a reprodução e transmissão parcial ou total desta publicação, por qualquer forma ou meio. Copyright 2012 Equipe

Leia mais

Pesquisa em. propaganda. Faccat Profª Me. Taís Vieira

Pesquisa em. propaganda. Faccat Profª Me. Taís Vieira Pesquisa em propaganda Faccat Profª Me. Taís Vieira Tipos de pesquisa - Na escolha da melhor metodologia para uma investigação, tudo depende do que se deseja conhecer: o que e quanto ou como e por quê?

Leia mais

Disciplina: Físico-Química. Ano: 8.º

Disciplina: Físico-Química. Ano: 8.º ESCOLA SECUNDÁRIA/3 RAINHA SANTA ISABEL 402643 ESTREMOZ Disciplina: Físico-Química Ano: 8.º Professores: Ana Padilha e Alberto Morgado Ano Letivo: 2016-2017 Índice 1. Previsão do número de aulas de 45

Leia mais

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E PROGRAMAS

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E PROGRAMAS 4. a EDIÇÃO 1 O CICLO ENSINO BASICO ORGANIZAÇÃO CURRICULAR E PROGRAMAS EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA EVANGÉLICA PROGRAMA DO 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO À DESCOBERTA DE UM MUNDO DIFERENTE OBJECTIVOS GERAIS:

Leia mais

Versão B. Grupo I (10 x 3 = 30 pontos) Assinala a alternativa correta

Versão B. Grupo I (10 x 3 = 30 pontos) Assinala a alternativa correta Versão B Grupo I (10 x 3 = 30 Assinala a alternativa correta 1.Dizer que a filosofia é uma atividade reflexiva é afirmar que: a) A filosofia é um saber puramente racional. b) A filosofia é um método puramente

Leia mais

OBRA DA ÉPOCA MODERNA: FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES, DE KANT

OBRA DA ÉPOCA MODERNA: FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES, DE KANT Ano lectivo de 2004 / 2005 FILOSOFIA 12º ANO PLANIFICAÇÃO OBRA DA ÉPOCA MODERNA: FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES, DE KANT ESCOLA SECUNDÁRIA ALBERTO SAMPAIO 1 Ano lectivo de 2004 / 2005 FILOSOFIA

Leia mais

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE FILOSOFIA

ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE FILOSOFIA ROTEIRO DE RECUPERAÇÃO DE FILOSOFIA Nome: Nº 9 a. Série Data: / /2016 Professor: ALESSANDRO Nota: (valor: 1,0) 2º semestre A - Introdução Neste semestre, sua média foi inferior a 6,0 e você não assimilou

Leia mais

A contribuição do movimento humano para a ampliação das linguagens

A contribuição do movimento humano para a ampliação das linguagens A contribuição do movimento humano para a ampliação das linguagens Movimento humano e linguagens A linguagem está envolvida em tudo o que fazemos, ela é peça fundamental para a expressão humana. Na Educação

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PÓVOA DE LANHOSO

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE PÓVOA DE LANHOSO INFORMAÇÃO - PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA BIOLOGIA Abril 2016 Prova 302 2016 12º Ano de escolaridade (Decreto-Lei nº 139/2012, de 05 de julho) O presente documento divulga informação relativa à prova

Leia mais

Antes de começar, precisamos reconhecer que

Antes de começar, precisamos reconhecer que Antes de começar, precisamos reconhecer que toda pessoa de fé tem dúvidas toda pessoa cética tem fé A dúvida do crente: Uma fé sem algumas dúvidas é como um corpo sem anticorpos Tim Keller A fé do cético:

Leia mais

Disciplina de Filosofia Ciências Humanas e suas tecnologias

Disciplina de Filosofia Ciências Humanas e suas tecnologias Disciplina de Filosofia Ciências Humanas e suas tecnologias 2º ano Prof. Queridos Alunos, A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original. Pois, [...] não existem sonhos impossíveis

Leia mais

SPN DESAFIOS PARA O FUTURO: Uma organização focada na estratégia

SPN DESAFIOS PARA O FUTURO: Uma organização focada na estratégia Editorial SPN DESAFIOS PARA O FUTURO: UMA ORGANIZAÇÃO FOCADA NA ESTRATÉGIA Rev Port Nefrol Hipert 2004; 19 (4) : 187-192 SPN DESAFIOS PARA O FUTURO: Uma organização focada na estratégia José Vinhas Presidente

Leia mais

O Ensino religioso nas escolas Públicas

O Ensino religioso nas escolas Públicas O Ensino religioso nas escolas Públicas Scates Dias¹ Humberto Resumo O presente artigo tem como finalidade abordar a questão do ensino religioso nas escolas. Através de uma pesquisa bibliográfica procuraremos

Leia mais

DISCIPLINA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA 5.º Ano

DISCIPLINA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA 5.º Ano 1. COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS COMPETÊNCIAS GERAIS - Pesquisar, seleccionar e organizar informação para a transformar em conhecimento mobilizável. (C. G. 6) - Usar adequadamente linguagens das diferentes áreas

Leia mais

sumário 1 Abrindo as portas do novo mundo 2 Como fica a eficiência diante da força

sumário 1 Abrindo as portas do novo mundo 2 Como fica a eficiência diante da força sumário Palavras do autor... 9 Questões que merecem grande consideração... 11 Introdução... 15 1 Abrindo as portas do novo mundo das competências... 17 2 Como fica a eficiência diante da força da competência?...

Leia mais

Profa. Andréa Cardoso UNIFAL-MG MATEMÁTICA-LICENCIATURA 2015/1

Profa. Andréa Cardoso UNIFAL-MG MATEMÁTICA-LICENCIATURA 2015/1 Profa. Andréa Cardoso UNIFAL-MG MATEMÁTICA-LICENCIATURA 2015/1 Aula 17: O Problema da Medida 30/04/2015 2 Contagem e medida A Aritmética auxiliou o Homem a fazer calendários, mas também a medir campos.

Leia mais

Fatos passados e verdades atuais

Fatos passados e verdades atuais ã ã Fatos passados e verdades atuais 1 Jair Alves Fatos passados e verdades atuais na visão cristã. 2014 de Jair Alves Primeira edição 2014 Todos os direitos reservados por: Jair Alves de Sousa Nenhuma

Leia mais

Moscovici (2011) propõe um conjunto de habilidades de comunicação a serem desenvolvidas para o processo de feedback:

Moscovici (2011) propõe um conjunto de habilidades de comunicação a serem desenvolvidas para o processo de feedback: Moscovici (2011) propõe um conjunto de habilidades de comunicação a serem desenvolvidas para o processo de feedback: Entre as principais habilidades de comunicação interpessoal podem ser indicadas a paráfrase,

Leia mais

Quem faz arte? O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de

Quem faz arte? O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de ROTULAÇÃO Rotulação na arte A arte é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. É um

Leia mais

SONA E Deus criou o sol, a lua e o homem

SONA E Deus criou o sol, a lua e o homem SONA E Deus criou o sol, a lua e o homem Os sona, plural da palavra lusona, são desenhos feitos na areia oriundos do povo Tchokwe, que ainda hoje habita o nordeste e leste da Angola (região Lunda) e países

Leia mais

Síntese da Planificação da Área de Língua Portuguesa 1º Ano

Síntese da Planificação da Área de Língua Portuguesa 1º Ano Síntese da Planificação da Área de Língua Portuguesa 1º Ano Período Dias de aulas previstos 2.ª 3.ª 4.ª 5.ª 6.ª 1.º período 13 12 12 12 14 2.º período 10 11 11 12 12 3.º período 9 9 9 9 10 (Carga horária:

Leia mais

30 de setembro de 2015

30 de setembro de 2015 Página 1 / 6 Ficha de Avaliação Sumativa de Matemática A Colégio ACR de Fornelos - Ensino Secundário - 10.º Ano 6 Páginas Duração da Prova: 90 minutos 30 de setembro de 2015 Indique de forma legível a

Leia mais

Liderar-se a si mesmo

Liderar-se a si mesmo Liderar-se a si mesmo Todo nosso potencial de liderança começa por nós mesmos Apresentador : Lic. Sergio Ledesma Autor: Thomás Köttner Observador Aprendendo a aprender Emoções Confiança Crenças #1 Consciência

Leia mais

Matemática Régis Cortes. Lógica matemática

Matemática Régis Cortes. Lógica matemática Lógica matemática 1 INTRODUÇÃO Neste roteiro, o principal objetivo será a investigação da validade de ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um é a CONCLUSÃO e os demais PREMISSAS. Os argumentos

Leia mais

DICAS DE ESTUDO Orientações para ler, escrever e aprender cada vez melhor

DICAS DE ESTUDO Orientações para ler, escrever e aprender cada vez melhor DICAS DE ESTUDO Orientações para ler, escrever e aprender cada vez melhor A seguir são propostos alguns procedimentos que, caso sejam exercitados cotidianamente, podem ser muito eficientes para o desenvolvimento

Leia mais

O Mito da Caverna de Platão

O Mito da Caverna de Platão O Mito da Caverna de Platão Imagine uma caverna grande, úmida e escura. Nessa caverna vivem algumas milhares de pessoas. Essas pessoas desde que nasceram, vivem com correntes nos braços, pescoço e pés,

Leia mais

1. Objeto de avaliação

1. Objeto de avaliação INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Biologia Maio de 2015 Prova 302 Escrita e Prática Ensino Secundário (Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho) 1. Objeto de avaliação A prova de equivalência

Leia mais

Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora, Matosinhos Prova de Equivalência à Frequência do Ensino Básico

Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora, Matosinhos Prova de Equivalência à Frequência do Ensino Básico Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora, Matosinhos Prova de Equivalência à Frequência do Ensino Básico INFORMAÇÃO PROVA DE HISTÓRIA 2016 9º ANO DE ESCOLARIDADE (DECRETO-LEI N.º 139 / 2012, DE 5 DE JULHO)

Leia mais

Conteúdos Programáticos Português Oralidade Leitura e escrita

Conteúdos Programáticos Português Oralidade Leitura e escrita Conteúdos Programáticos 4º ano de escolaridade Português Oralidade Informação essencial Informação implícita Planificação de discurso Ideia-chave Ideia principal Articulação, acento, entoação, pausa Facto

Leia mais