As origens da filosofia. Os filósofos pré-socráticos

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "As origens da filosofia. Os filósofos pré-socráticos"

Transcrição

1

2 Na aula de hoje vamos estudar. As origens da filosofia. Os filósofos pré-socráticos

3 O que chamamos de filosofia surgiu na Grécia Antiga.

4 Os filósofos pré socráticos. Os jônios ou Escola de Mileto. Escola Eleática. Os atomistas. Os pitagóricos. O principal problema dos pré socráticos era a natureza, entendida como o princípio originário que faz as coisas se desenvolverem. Estavam interessados em descobrir as causas materiais que determinam a geração e a deterioração.

5 Tales de Mileto. De ascendência fenícia, nasceu em Mileto, antiga colônia grega, na Ásia Menor, atual Turquia, por volta de 624/625 a.c. e faleceu aproximadamente em 556 ou 558 a.c..

6 "O mundo evoluiu da água por processos naturais. Tales considerava a água como sendo a origem de todas as coisas.

7 Anaximandro ( a.c.) Afirmava que o princípio de todas as coisas era algo desprovido de limites, e não um elemento físico. Tal princípio foi por ele denominado Apeíron.

8 Anaxímenes de Mileto ( a.c.) Afirmou ser o ar o princípio das coisas. O ar se diferencia nas substâncias segundo o seu grau de rarefação.

9 Heráclito de Éfeso ( a.c.) Recebeu o cognome de "pai da dialética". Problematiza a questão do devir (mudança). Recebeu a alcunha de "Obscuro", pois desprezava a plebe, recusou-se a participar da política (que era essencial aos gregos), e tinha também desprezo pelos poetas, filósofos e pela religião. Sua alcunha derivou-se principalmente devido ao livro (Sobre a Natureza) que escreveu com um estilo obscuro, próximo a sentenças oraculares.

10 Escola Eleática Parmênides e Zenão.

11 Parmênides

12 O ser e o não ser Parmênides fundou a metafísica ocidental com sua distinção entre o Ser e o Não-Ser. Parmênides comparava as qualidades das categorias sensíveis umas com as outras e as ordenava em duas classes distintas. Por exemplo, comparou a luz e a escuridão, e para ele essa segunda qualidade nada mais era do que a negação da primeira. Diferenciava qualidades positivas e negativas e, esforçava-se em encontrar essa oposição fundamental em toda a Natureza.

13 Parmênides tomava outros opostos: leve-pesado, ativo-passivo, quente-frio, masculino-feminino, fogo-terra, vida-morte, e aplicava a mesma comparação do modelo luz-escuridão; o que corresponde à luz era a qualidade positiva e o que corresponde à escuridão, a qualidade negativa. O pesado era apenas uma negação do leve. O frio era uma negação do quente. O passivo uma negação ao ativo, o feminino uma negação do masculino e, cada um apenas como negação do outro. Por fim, nosso mundo dividia-se em duas esferas: aquela das qualidades positivas (luz, quente, ativo, masculino, fogo, vida) e aquela das qualidade negativas (escuridão, frio, passivo, feminino, terra, morte). A esfera negativa era apenas uma negação da esfera positiva, isto é, a esfera negativa não continha as propriedades que existiam na esfera positiva. Ao invés das expressões positiva e negativa, Parmênides usa os termos metafísicos de ser e não-ser. O não-ser era apenas uma negação do ser. Mas ser e não-ser são imutáveis e imóveis.

14 O Vir-a-Ser Parmênides chamou as mudanças que podemos perceber de Vir a Ser. O vir a ser é produto do conflito entre o ser e o não ser.

15 Parmênides chega então à conclusão de que toda mudança é ilusória. Só o que existe realmente é o ser e o não-ser. O vir-a-ser é apenas uma ilusão sensível. Isto quer dizer que todas as percepções de nossos sentidos apenas criam ilusões, nas quais temos a tendência de pensar que o não-ser é, e que o vir-a-ser tem um ser.

16 Zenão.

17 Argumentos contra o movimento Argumento da dicotomia Imagine um móvel que está no ponto A e quer atingir o ponto B. Este movimento é impossível, pois antes de atingir o ponto B, o móvel tem que atingir o meio do caminho entre A e B, isto é, um ponto C. Mas para atingir C, terá que primeiro atingir o meio do caminho entre A e C, isto é, um ponto D. E assim, ao infinito.

18 Argumento de Aquiles Imagine uma corrida entre um atleta velocista (Aquiles) e uma tartaruga. Suponhamos que é dada para a tartaruga uma vantagem inicial em distância. Aquiles jamais a alcançará, porque quando ele chegar ao ponto de onde a tartaruga partiu, ela já terá percorrido uma nova distância; e quando ele atingir essa nova distância, a tartaruga já terá percorrido uma outra nova distância, e assim, ao infinito.

19 Argumento da flecha Uma flecha em vôo está a qualquer instante em repouso. Ora, se um objeto está em repouso quando ocupa um espaço igual às suas próprias dimensões e se, a flecha em vôo sempre ocupa espaço igual às suas próprias dimensões, logo a flecha em vôo está em repouso.

20 Os atomistas Desde o século VII a.c., por todo o mundo grego surgem filósofos que procuram compreender a totalidade da experiência humana. Em termos históricos aoseleatas sucedem-se os Atomistas. O principal argumento dos atomistas consistia em afirmar que existe uma única base material ara todo o universo. Esta base era o Átomo, que seria único e indivisível.

21 Os principais pensadores desta nova corrente filosófica foram Leucipo (?-450 a.c.), Demócrito ( a.c.), Epicuro ( ), tendo como seu último representante o romano Lucrécio (96-55 a.c.).

22 Os pitagóricos. Os números são o princípio, a fonte e a raiz de todas as coisas Pitágoras

23 A confraria pitagórica foi uma seita secreta, de caráter religioso, que reuniu cerca de 300 jovens homens que se dedicavam ao estudo da Matemática e da Filosofia. Eles participavam ativamente da política local, apesar de não se misturarem com os outros cidadãos, e usavam essas duas disciplinas para a formação moral dos participantes, que viviam juntos no Centro em Crotona, cidade da península itálica, em regime de comunhão de bens

24 O símbolo da confraria pitagórica era uma estrela de cinco pontas (ou vértices) dentro de um pentágono. A divisão exata dos segmentos da estrela mostra que eles já sabiam como fazer a divisão de segmentos de retas e já conheciam os números racionais.

Pré-socráticos - Questões de Vestibulares - Gabarito

Pré-socráticos - Questões de Vestibulares - Gabarito Pré-socráticos - Questões de Vestibulares - Gabarito 1. (Uncisal 2012) O período pré-socrático é o ponto inicial das reflexões filosóficas. Suas discussões se prendem a Cosmologia, sendo a determinação

Leia mais

A Física na Grécia Antiga Primeira Parte: Os Pré-Socráticos. Antônio Roque USP Ribeirão Preto

A Física na Grécia Antiga Primeira Parte: Os Pré-Socráticos. Antônio Roque USP Ribeirão Preto A Física na Grécia Antiga Primeira Parte: Os Pré-Socráticos Antônio Roque USP Ribeirão Preto Grécia antiga Etapas da Filosofia Grega Período pré-socrático (c. 630 a.c. a 450 a.c.). Período clássico: Sócrates

Leia mais

3ª Filosofia Antiga (Pensadores antigos)

3ª Filosofia Antiga (Pensadores antigos) 3ª Filosofia Antiga (Pensadores antigos) Questão (1) - A filosofia se constitui, a partir das concepções de Sócrates, Platão e Aristóteles, como o pensamento que investiga: a) A questão da dívida externa.

Leia mais

PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO OU COSMOLÓGICO

PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO OU COSMOLÓGICO PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO OU COSMOLÓGICO Os primeiros filósofos gregos No século VII a.c., o comércio se intensificava na Grécia, gerando riquezas que favoreceram importantes progressos materiais e culturais.

Leia mais

O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO

O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO Ao longo da história da humanidade, crer na existência de Deus sempre esteve na preocupação do ser pensante, e foi no campo da metafísica

Leia mais

Filosofia. Professor Mardônio 30/01/2014. Aluno (a): PARTE I: FILOSOFIA ANTIGA

Filosofia. Professor Mardônio 30/01/2014. Aluno (a): PARTE I: FILOSOFIA ANTIGA Filosofia Professor Mardônio Aluno (a): 30/01/2014 AS ORIGENS PARTE I: FILOSOFIA ANTIGA 1. O SURGIMENTO DA FILOSOFIA NA GRÉCIA ANTIGA A. A PASSAGEM DO PENSAMENTO MÍTICO PARA O FILOSÓFICO- CIENTÍFICO Um

Leia mais

FILOSOFIA. a) Tales de Mileto; b) Anaximandro de Mileto; c) Pitágoras de Samos; d) Anaxímenes de Mileto; e) Zenão de Eléia

FILOSOFIA. a) Tales de Mileto; b) Anaximandro de Mileto; c) Pitágoras de Samos; d) Anaxímenes de Mileto; e) Zenão de Eléia FILOSOFIA 01 - Nem a água nem algum dos elementos, mas alguma substancia diferente, ilimitada e dela, nascem os céus e os mundos neles contidos. In Fundamentos da Filosofia. O texto acima se refere à busca

Leia mais

DAVID WALTER HAMLYN Uma História da Filosofia Ocidental

DAVID WALTER HAMLYN Uma História da Filosofia Ocidental DAVID WALTER HAMLYN Uma História da Filosofia Ocidental Tradução de Ruy Jungmann Jorge Zahar Editor 1990 D. W. Hamlyn SOBRE O LIVRO: O professor Hamlyn enfrenta com sucesso o desafio de escrever uma história

Leia mais

A HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA E A FORMAÇÃO DO PENSAMENTO OCIDENTAL

A HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA E A FORMAÇÃO DO PENSAMENTO OCIDENTAL A HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA E A FORMAÇÃO DO PENSAMENTO OCIDENTAL Cláudia Alves Fernandes Aluna do Curso de Filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora. clafer@nextwave.com.br Ricardo de Oliveira

Leia mais

ESCOLAS FILOSÓFICAS JÔNICA

ESCOLAS FILOSÓFICAS JÔNICA ESCOLAS FILOSÓFICAS Depois das reflexões iniciais sobre ética, moral e suas relações, vejamos resumidamente as escolas filosóficas. A melhor forma de se compreender a história do pensamento humano, é através

Leia mais

Ciência e Religião A psicologia da descoberta. Os sonâmbulos: a atualidade de Arthur Koestler, por Cláudio Saiani

Ciência e Religião A psicologia da descoberta. Os sonâmbulos: a atualidade de Arthur Koestler, por Cláudio Saiani Ciência e Religião A psicologia da descoberta Os sonâmbulos: a atualidade de Arthur Koestler, por Cláudio Saiani Seminários de Epistemologia e Didática Coord.: Nilson José Machado Objetivos Reduzir o fosso

Leia mais

FILOSOFIA. 1. O nascimento da Filosofia 1.1 Do pensamento mitológico ao filosófico

FILOSOFIA. 1. O nascimento da Filosofia 1.1 Do pensamento mitológico ao filosófico FILOSOFIA 1. O nascimento da Filosofia 1.1 Do pensamento mitológico ao filosófico A Filosofia se constitui por meio de uma passagem do mito ao logos (razão). Mas como a Filosofia chegou a se tornar um

Leia mais

HOMEM-NATUREZA: UMA RELAÇÃO CONFLITANTE AO LONGO DA HISTÓRIA

HOMEM-NATUREZA: UMA RELAÇÃO CONFLITANTE AO LONGO DA HISTÓRIA 171 HOMEM-NATUREZA: UMA RELAÇÃO CONFLITANTE AO LONGO DA HISTÓRIA GONÇALVES, Júlio César 1 Este texto surgiu como resultado de uma pesquisa pessoal na tentativa de buscar algumas respostas a diversos questionamentos

Leia mais

Era considerado povo os cidadãos de Atenas, que eram homens com mais de 18 anos, filhos de pais e mães atenienses.

Era considerado povo os cidadãos de Atenas, que eram homens com mais de 18 anos, filhos de pais e mães atenienses. Trabalho de Filosofia Mito e Filosofia na Grécia Antiga Texto 1 1- (0,3) Democracia quer dizer poder do povo. De acordo com o texto, quem era considerado povo em Atenas Antiga? Explique com suas palavras.

Leia mais

EMANUEL CRISTIANO. (Médium) YVONNE DO AMARAL PEREIRA. (Espírito) A PENA E O TROVÃO

EMANUEL CRISTIANO. (Médium) YVONNE DO AMARAL PEREIRA. (Espírito) A PENA E O TROVÃO EMANUEL CRISTIANO (Médium) YVONNE DO AMARAL PEREIRA (Espírito) A PENA E O TROVÃO CAMPINAS SP 2010 Sumário Non Sibi... 1 A Pena A pena... 19 Literatura espírita... 27 Literatura mediúnica espírita... 31

Leia mais

FILOSOFANDO EM TORNO DA MATÉRIA. Ao longo dos séculos o homem utiliza as propriedades químicas da matéria para obtenção de produtos de seu interesse.

FILOSOFANDO EM TORNO DA MATÉRIA. Ao longo dos séculos o homem utiliza as propriedades químicas da matéria para obtenção de produtos de seu interesse. FILOSOFANDO EM TORNO DA MATÉRIA A constituição da matéria Ao longo dos séculos o homem utiliza as propriedades químicas da matéria para obtenção de produtos de seu interesse. Metais (a partir de minérios)

Leia mais

Evolução do Modelo Atómico

Evolução do Modelo Atómico Evolução do Modelo Atómico Desde a antiguidade que os homens se preocupavam em saber de que é que as «coisas» são feitas. No entanto, existiam perspectivas diversas sobre o assunto, a mais conhecida das

Leia mais

Teorias da imagem na Antiguidade

Teorias da imagem na Antiguidade Teorias da imagem na Antiguidade Marcelo P. Marques (org.) Teorias da imagem na Antiguidade Direção editorial: Zolferino Tonon Coordenação editorial: Claudiano Avelino dos Santos Assistente editorial:

Leia mais

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2 Educação Matemática Prof. Andréa Cardoso 2013/2 UNIDADE I Educação Matemática e Ensino HISTÓRIA DA ESCOLA Quando e como surgiram as escolas? ESCOLA, do grego SKHOLE que significa LAZER EDUCAR, do latim

Leia mais

Como surgiu o universo

Como surgiu o universo Como surgiu o universo Modelos para o universo Desde os tempos remotos o ser humano observa o céu, buscando nele pistas para compreender o mundo em que vive. Nessa busca incansável, percebeu fenômenos

Leia mais

HISTÓRIA DO DIREITO PARTE IV. Renascimento

HISTÓRIA DO DIREITO PARTE IV. Renascimento HISTÓRIA DO DIREITO PARTE IV Renascimento Também existe uma curiosidade que de forma insistente tem escapado aos historiadores nesse contexto da Reforma Protestante e Contra Reforma Católica, pelo menos

Leia mais

HISTORIA da GEODESIA. Geodesia na Antiguidade Idade Média na Geodesia O Renascimento na Geodesia A era Moderna na Geodesia

HISTORIA da GEODESIA. Geodesia na Antiguidade Idade Média na Geodesia O Renascimento na Geodesia A era Moderna na Geodesia HISTORIA da GEODESIA Idade Média na Geodesia O Renascimento na Geodesia A era Moderna na Geodesia É a mais antiga das Ciências da Terra (geociência) Compreender a geometria da Terra... observando o céu!

Leia mais

FILOSOFIA Do mito à f ilosofia filosofia M edieval Medieval

FILOSOFIA Do mito à f ilosofia filosofia M edieval Medieval FILOSOFIA Do mito à filosofia Medieval Avisos Observem: Muita calma... 1.O mural... Observem os 2. Entrem na sala prazos de entrega de bate-papo das atividades. 3. Dúvidas: utilizem o Correio 4. Material

Leia mais

PROVÃO 1 BIMESTRE CONTEÚDOS 2014

PROVÃO 1 BIMESTRE CONTEÚDOS 2014 6º ANO ALFA E BETA DO EF CIÊNCIAS: Grupo 3: Teoria páginas 119 a 131, e atividades páginas 132 a 138. Grupo 2 Fonema e Letras; Encontros consonantais e encontros vocálicos. PORTUGUÊS: Grupo 3 Definição

Leia mais

Unidade: Aspectos da filosofia Antiga e Medieval. Unidade I:

Unidade: Aspectos da filosofia Antiga e Medieval. Unidade I: Unidade: Aspectos da filosofia Antiga e Medieval Unidade I: 0 Unidade: Aspectos da filosofia Antiga e Medieval A Filosofia Grega A Civilização grega foi uma das civilizações mais marcantes da tradição

Leia mais

Gabarito de Matemática do 7º ano do E.F.

Gabarito de Matemática do 7º ano do E.F. Gabarito de Matemática do 7º ano do E.F. Lista de Exercícios (L5) a 1) As temperaturas acima de 0 C são representadas por números positivos e as temperaturas abaixo de 0 C, por números negativos. Represente

Leia mais

4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval. Introdução

4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval. Introdução 1 4ª. Apostila de Filosofia História da Filosofia: Filosofia Grega: Período Helenístico Filosofia Medieval Introdução O último período da Filosofia Grega é o Helenístico (Sec. III a.c.-vi d.c.). É um período

Leia mais

A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA

A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA O IMPÉRIO ALEXANDRINO A FILOSOFIA ESTOICA PARTE DA SEGUINTE PERGUNTA: COMO DEVO AGIR PARA VIVER BEM? COMO POSSO VIVER BEM E,

Leia mais

História do Pensamento Filosófico

História do Pensamento Filosófico História do Pensamento Filosófico Autora: Profa. Maria Alice Carnevalli Colaboradores: Profa. Silmara Maria Machado Prof. Nonato Assis de Miranda Profa. Renata Viana de Barros Thomé Professora conteudista:

Leia mais

TEMA 3 CIÊNCIA: ENTRE A RAZÃO E A FÉ

TEMA 3 CIÊNCIA: ENTRE A RAZÃO E A FÉ A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO A IMPORTÂNCIA DA A TEMA 3 42 A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO A IMPORTÂNCIA DA A Iniciando nosso diálogo Prezado aluno, No tema 1 FILOSOFIAS E FILOSOFIA enfatizamos as diferentes

Leia mais

ROTEIRO PARA AVALIAÇÃO PARCIAL 2ª ETAPA 5º ANO - MATUTINO ARTES

ROTEIRO PARA AVALIAÇÃO PARCIAL 2ª ETAPA 5º ANO - MATUTINO ARTES 5º ANO - MATUTINO - Leitura e interpretação de textos. - Verbo- modo indicativo: pessoa, número, tempo, conjugação e infinitivo -Terminações isar/izar e esa/esa - Formas verbais tem/têm e vem/vêm Unidade

Leia mais

Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II

Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II Na orientação dessa semana faremos questões objetivas sobre filosofia política. II. Questões sobre Filosofia Política 1. Foi na Grécia de Homero que

Leia mais

Édipo responde à Esfinge Ingres.

Édipo responde à Esfinge Ingres. Mito CONCEITO É a narrativa da origem divina das coisas: Universo, Natureza, Homem, Sociedade, Objetos, Instituições. A linguagem mítica é uma das primeiras tentativas de compreensão humana da sua existência

Leia mais

2. Só sei que nada sei

2. Só sei que nada sei 12 2. Só sei que nada sei Estamos em 399 a.c. Vive-se na Grécia um período de inovação científica e cultural. Heródoto (c. 484-420 a.c.) introduzira na Europa, havia menos de um século, a história científica

Leia mais

FILOSOFIA QUESTÃO 01 Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém, todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através

Leia mais

Uma breve história da Química

Uma breve história da Química INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA BAIANO Campus Valença Uma breve história da Química Professor: José Tiago Pereira Barbosa 1 História da Química A história da química tem início há aproximadamente

Leia mais

a) 138,6 m 2 b) 123,30 m 2 c) 115,5 m 2 d) 11.550 m 2

a) 138,6 m 2 b) 123,30 m 2 c) 115,5 m 2 d) 11.550 m 2 01 (Pucpr 0) A figura mostrada a seguir representa uma embalagem de papelão em perspectiva, construída pelo processo de corte, vinco e cola Determine a quantidade de material para fabricar 500 embalagens,

Leia mais

Filosofia Filosofia. Selvino José Assmann

Filosofia Filosofia. Selvino José Assmann Filosofia Filosofia Selvino José Assmann Copyright 2006. Todos os direitos desta edição reservados ao DEPTO. DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO (CAD/CSE/UFSC). Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida,

Leia mais

Divisão clássica da História da humanidade

Divisão clássica da História da humanidade 2. Pré-História e Idade Antiga: Protoquímica 1 Divisão clássica da História da humanidade Pré-história - desde o surgimento do homem (Homo sapiens) até a criação da escrita (~4.000 ac) Idade da Pedra Idade

Leia mais

Introdução a Filosofia

Introdução a Filosofia Introdução a Filosofia Toda a história da filosofia antiga é marcada por dois pontos centrais: Colégio Anglo de Sete Lagoas a) A verdade do mundo e dos humanos podia ser conhecida por todos, através da

Leia mais

Lição 3: Kanji. Um pouco de história. árvore bosque selva sol, dia lua, mês brilhante montanha pássaro. ilha. Relação com o japonês

Lição 3: Kanji. Um pouco de história. árvore bosque selva sol, dia lua, mês brilhante montanha pássaro. ilha. Relação com o japonês 3 Lição 3: Kanji Neste momento, temos que recarregar as energias, porque vamos conhecer um dos temas mais complicados, mas ao mesmo tempo imprescindíveis do idioma japonês. Estamos falando dos kanjis,

Leia mais

O princípio da não contradição como fundamento para o pensamento do eterno retorno nas filosofias de Platão, Aristóteles e Nietzsche

O princípio da não contradição como fundamento para o pensamento do eterno retorno nas filosofias de Platão, Aristóteles e Nietzsche 130 ARTIGOS O princípio da não contradição como fundamento para o pensamento do eterno retorno nas filosofias de Platão, Aristóteles e Nietzsche José Eduardo Costa Silva Resumo Um estudo sobre o pensamento

Leia mais

CEAP Curso de Direito Disciplina Introdução ao Direito. Aula 03. Prof. Milton Correa Filho

CEAP Curso de Direito Disciplina Introdução ao Direito. Aula 03. Prof. Milton Correa Filho CEAP Curso de Direito Disciplina Introdução ao Direito Aula 03 E Prof. Milton Correa Filho 1.Motivação: O que é o que é (Gonzaguinha) -Dialógo de Antigona 2.Apresentação dos slides 3.Tira duvidas 4.Avisos

Leia mais

AS ORIGENS DO PENSAMENTO MATEMÁTICO E A CRISE DOS FUNDAMENTOS. Joaquim Francisco de Carvalho * * Programa de Pós-Graduação em Energia da USP

AS ORIGENS DO PENSAMENTO MATEMÁTICO E A CRISE DOS FUNDAMENTOS. Joaquim Francisco de Carvalho * * Programa de Pós-Graduação em Energia da USP AS ORIGENS DO PENSAMENTO MATEMÁTICO E A CRISE DOS FUNDAMENTOS Joaquim Francisco de Carvalho * * Programa de Pós-Graduação em Energia da USP Introdução...nós percebemos objetos e entendemos conceitos. Entendimento

Leia mais

A RAZÃO E O SAGRADO: SUAS CONTRIBUIÇÕES FILOSÓFICAS PARA A DESSACRALIZAÇÃO DA NATUREZA

A RAZÃO E O SAGRADO: SUAS CONTRIBUIÇÕES FILOSÓFICAS PARA A DESSACRALIZAÇÃO DA NATUREZA A RAZÃO E O SAGRADO: SUAS CONTRIBUIÇÕES FILOSÓFICAS PARA A DESSACRALIZAÇÃO DA NATUREZA Renato Pirani Ghilardi 1 ; Flávio Roberto Chaddad 2 1 Doutor em Geociências (Geologia Sedimentar) pela Universidade

Leia mais

478 a.c. Leucipo e seu discípulo Demócrito

478 a.c. Leucipo e seu discípulo Demócrito MODELOS ATÔMICOS 478 a.c. Leucipo e seu discípulo Demócrito - A matéria após sofrer várias subdivisões, chegaria a uma partícula indivisível a que chamaram de átomo. - ÁTOMO a = sem tomos = divisão - Esta

Leia mais

Introdução à Filosofia

Introdução à Filosofia Volume 1 Unidade 9 Filosofia Introdução à Filosofia Para início de conversa... Sejam bem-vindos à Unidade I do Curso de Filosofia. Pretendemos, neste primeiro momento, fazer com que você se familiarize

Leia mais

O Período Ético. Características Gerais

O Período Ético. Características Gerais O Período Ético Características Gerais Prof. Murillo Mendes O terceiro período do pensamento grego abrange os três séculos que decorrem da morte de Aristóteles ao início da era vulgar. Na história da civilização

Leia mais

Desde sempre as pessoas se perguntam:

Desde sempre as pessoas se perguntam: Desde sempre as pessoas se perguntam: do que tudo ao nosso redor é feito? Entender esta inquietação de nós humanos é fácil, pois existe uma grande diversidade de matéria a nossa volta e ainda ao alcance

Leia mais

FILOSOFIA 12º ANO 3ª UNIDADE: UMA OBRA DA ÉPOCA CONTEMPORÂNEA: A ORIGEM DA TRAGÉDIA, DE NIETZSCHE

FILOSOFIA 12º ANO 3ª UNIDADE: UMA OBRA DA ÉPOCA CONTEMPORÂNEA: A ORIGEM DA TRAGÉDIA, DE NIETZSCHE FILOSOFIA 12º ANO 3ª UNIDADE: UMA OBRA DA ÉPOCA CONTEMPORÂNEA: A ORIGEM DA TRAGÉDIA, DE NIETZSCHE SUBUNIDADE 1: Introdução CONTEÚDOS OBJECTIVOS / COMPETÊNCIAS ESTRATÉGIAS / RECURSOS T.L. AVALIAÇÃO Os objectivos

Leia mais

A MÁQUINA INTELIGENTE. O longo caminho do pensamento mecanizado Júlio Cesar da Silva - juliocesar@eloquium.com.br

A MÁQUINA INTELIGENTE. O longo caminho do pensamento mecanizado Júlio Cesar da Silva - juliocesar@eloquium.com.br A MÁQUINA INTELIGENTE O longo caminho do pensamento mecanizado Júlio Cesar da Silva - juliocesar@eloquium.com.br APRESENTAÇÃO Júlio Cesar da Silva Mestrando em Administração MBA em Gestão da Tecnologia

Leia mais

Colégio Cenecista Dr. José Ferreira

Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Colégio Cenecista Dr. José Ferreira MATEMÁTICA E MÚSICA ESTRUTURA MUSICAL EM ESCALA MATEMÁTICA Área de Concentração: Matemática, Ciências Naturais e Teoria Musical Disciplina de Concentração: Matemática

Leia mais

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA Marconi Pequeno * * Pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Montreal. Docente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e membro do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos

Leia mais

UNIDADE 1 FILOSOFIA ANTIGA

UNIDADE 1 FILOSOFIA ANTIGA UNIDADE 1 FILOSOFIA ANTIGA CAPÍTULO 1 ORIGEM DA FILOSOFIA Para uma melhor compreensão da matéria, é importante deixar bem claro que é um erro chamar as póleis gregas de cidades-estados, dentre tantos motivos

Leia mais

TÍTULO DO PROGRAMA. NASCER Série: Lendas da Ciência SINOPSE DO PROGRAMA

TÍTULO DO PROGRAMA. NASCER Série: Lendas da Ciência SINOPSE DO PROGRAMA TÍTULO DO PROGRAMA NASCER Série: Lendas da Ciência SINOPSE DO PROGRAMA O filósofo Michel Serres conduz o documentário ao mundo grego dos séculos 5 e 6 antes de Cristo, para mostrar o momento que ele considera

Leia mais

Pitágoras e os pitagóricos

Pitágoras e os pitagóricos Pitágoras e os pitagóricos ΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣΣ Mais do que um estudioso, Pitágoras foi um profeta, um místico, nascido na ilha de Samos (570 a.c).

Leia mais

Cap. 3 - O PRAZER E A DOR EM ARISTÓTELES Ramiro Marques

Cap. 3 - O PRAZER E A DOR EM ARISTÓTELES Ramiro Marques Cap. 3 - O PRAZER E A DOR EM ARISTÓTELES Ramiro Marques Aristóteles define prazer como "um certo movimento da alma e um regresso total e sensível ao estado natural" (1). A dor é o seu contrário. O que

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

A educação em geral e a educação para a cidadania, em especial, devem se tornar uma questão de Estado. Xesús Jares. Entrevista Escuela. Número 3.

A educação em geral e a educação para a cidadania, em especial, devem se tornar uma questão de Estado. Xesús Jares. Entrevista Escuela. Número 3. Entrevista Escuela Número 3.734 1 de fevereiro de 2007 Xesús Rodrigues Jares, coordenador de Educadores para a Paz, há poucos meses lançou seu livro Pedagogia da Convivência, obra concebida a partir de

Leia mais

O período helenístico

O período helenístico UNIDADE 6 O período helenístico Objetivos de aprendizagem 6 Identificar as principais etapas de desenvolvimento da filosofia helenística. Diferenciar as principais escolas do helenismo. Identificar os

Leia mais

FORTALECENDO SABERES CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA DESAFIO DO DIA. Conteúdo: A civilização cretense Os primeiros povos gregos

FORTALECENDO SABERES CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES HISTÓRIA DESAFIO DO DIA. Conteúdo: A civilização cretense Os primeiros povos gregos CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA Conteúdo: A civilização cretense Os primeiros povos gregos CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA Habilidades: Compreender o processo de formação da civilização grega.

Leia mais

Prof. Dra. Vera Clotilde Garcia, Acad. Fabiana Fattore Serres, Acad. Juliana Zys Magro e Acad. Taís Aline Bruno de Azevedo.

Prof. Dra. Vera Clotilde Garcia, Acad. Fabiana Fattore Serres, Acad. Juliana Zys Magro e Acad. Taís Aline Bruno de Azevedo. 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE MATEMÁTICA SECRETARIA DE ENSINO À DISTÂNCIA O NÚMERO DE OURO Prof. Dra. Vera Clotilde Garcia, Acad. Fabiana Fattore Serres, Acad. Juliana Zys Magro

Leia mais

Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia

Pré-Vestibular Popular da UFF na Engenharia UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE DISCIPLINA: FILOSOFIA PROFESSOR: FÁBIO DOS SANTOS Aula 1 - e mito A filosofia ocidental teve seu início na Grécia antiga. A palavra "filosofia" - philosophia - é uma palavra

Leia mais

SOBRE OBSTÁCULOS E ERROS: A CONTRIBUIÇÃO DE BACHELARD PARA PENSAR O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO PEDAGÓGICO

SOBRE OBSTÁCULOS E ERROS: A CONTRIBUIÇÃO DE BACHELARD PARA PENSAR O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO PEDAGÓGICO SOBRE OBSTÁCULOS E ERROS: A CONTRIBUIÇÃO DE BACHELARD PARA PENSAR O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO PEDAGÓGICO Aurélia Lopes Gomes [1] Paula Rosane Vieira Guimarães 1 RESUMO: Este trabalho visa oferecer

Leia mais

Prof. Rogério Porto. Assunto: Cinemática em uma Dimensão III

Prof. Rogério Porto. Assunto: Cinemática em uma Dimensão III Questões COVEST Física Mecânica Prof. Rogério Porto Assunto: Cinemática em uma Dimensão III 1. Um atleta salta por cima do obstáculo na figura e seu centro de gravidade atinge a altura de 2,2 m. Atrás

Leia mais

PEDAGOGIA FILOSOFIA E EDUCAÇÃO

PEDAGOGIA FILOSOFIA E EDUCAÇÃO PEDAGOGIA FILOSOFIA E EDUCAÇÃO Universidade Estadual de Santa Cruz Reitor Prof. Antonio Joaquim da Silva Bastos Vice-reitora Profª. Adélia Maria C. M. Pinheiro Pró-reitora de Graduação Profª. Flávia Azevedo

Leia mais

CINEMÁTICA - É a parte da mecânica que estuda os vários tipos de movimento, sem se preocupar com as causas destes movimentos.

CINEMÁTICA - É a parte da mecânica que estuda os vários tipos de movimento, sem se preocupar com as causas destes movimentos. INTRODUÇÃO À CINEMÁTICA REPOUSO OU MOVIMENTO? DEPENDE DO REFERENCIAL! CINEMÁTICA - É a parte da mecânica que estuda os vários tipos de movimento, sem se preocupar com as causas destes movimentos. REFERENCIAL.

Leia mais

Planificação Anual ANO LECTIVO - 2010/ 2011 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS TEMA(S) / CONTEÚDOS AVALIAÇÃO CALENDARIZAÇÃO

Planificação Anual ANO LECTIVO - 2010/ 2011 COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS TEMA(S) / CONTEÚDOS AVALIAÇÃO CALENDARIZAÇÃO ANO LECTIVO - 010/ 011 ÁREA DISCIPLINAR DE HISTÓRIA HISTÓRIA 7º ANO COMPETÊNCIAS GERAIS 1. Tratamento de informação; utilização de fontes;. Compreensão histórica:.1. Temporalidade.. Espacialidade.3. Contextualização

Leia mais

PITÁGORAS DE SAMOS: SEU MITO E SUA HERANÇA CIENTÍFICO CULTURAL

PITÁGORAS DE SAMOS: SEU MITO E SUA HERANÇA CIENTÍFICO CULTURAL PITÁGORAS DE SAMOS: SEU MITO E SUA HERANÇA CIENTÍFICO CULTURAL Carla Regina Gomes Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - Campus Nova Iguaçu caregomes@yahoo.com.br 1. Introdução Admite-se que os

Leia mais

Thomson denominou este segundo modelo atômico de Pudim de Passas.

Thomson denominou este segundo modelo atômico de Pudim de Passas. EVOLUÇÃO DOS MODELOS ATÔMICOS Durante algum tempo a curiosidade do que era constituída a matéria parecia ser impossível de ser desvendada. Até que em 450 a.c. o filósofo grego Leucipo de Mileto afirmava

Leia mais

MÉTODO CIENTÍFICO. BENEFÍCIOS DO MÉTODO: execução de atividade de forma mais segura, mais econômica e mais perfeita;

MÉTODO CIENTÍFICO. BENEFÍCIOS DO MÉTODO: execução de atividade de forma mais segura, mais econômica e mais perfeita; MÉTODO CIENTÍFICO CONCEITO: palavra de origem grega, significa o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação da verdade; IMPORTÃNCIA DO MÉTODO: pode validar ou invalidar

Leia mais

IDEIAS SOBRE OS SERES VIVOS NA ANTIGUIDADE: A PROCURA DE TEMAS ESTRUTURANTES DA BIOLOGIA CONTEMPORÂNEA 1

IDEIAS SOBRE OS SERES VIVOS NA ANTIGUIDADE: A PROCURA DE TEMAS ESTRUTURANTES DA BIOLOGIA CONTEMPORÂNEA 1 IDEIAS SOBRE OS SERES VIVOS NA ANTIGUIDADE: A PROCURA DE TEMAS ESTRUTURANTES DA BIOLOGIA CONTEMPORÂNEA 1 IDEAS ON LIVING BEINGS IN ANTIQUITY: THE SEARCH FOR THEME STRUCTURANT OF CONTEMPORARY BIOLOGY Antonio

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA 5ª. SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL 1º BIMESTRE - Sistemas sociais e culturais de notação de tempo ao longo da história, - As linguagens das fontes históricas; - Os documentos escritos,

Leia mais

Sociedade das Ciências Antigas. O que é um Iniciado? por Papus

Sociedade das Ciências Antigas. O que é um Iniciado? por Papus Sociedade das Ciências Antigas O que é um Iniciado? por Papus Publicação feita na revista L'Initiation nº 4, de 1973. Uma das causas mais reiteradas da obscuridade aparente dos estudos das Ciências Ocultas

Leia mais

ROTEIRO DA EXPERIÊNCIA QUEDA LIVRE GALILEU GALILEI

ROTEIRO DA EXPERIÊNCIA QUEDA LIVRE GALILEU GALILEI PIBID Física/FSC/UFSC ROTEIRO DA EXPERIÊNCIA QUEDA LIVRE GALILEU GALILEI Objetivos Discutir os elementos que influenciam o movimento de queda livre, principalmente refletindo sobre as ideias de Aristóteles

Leia mais

Adaptado de Professora: Miwa Yoshida. www.colegionobel.com.br/2004quimica1oano/atomo.ppt

Adaptado de Professora: Miwa Yoshida. www.colegionobel.com.br/2004quimica1oano/atomo.ppt Adaptado de Professora: Miwa Yoshida www.colegionobel.com.br/2004quimica1oano/atomo.ppt Leucipo de Mileto ( 440 a.c.) & Demócrito (460 a.c. - 370 a.c. ) A ideia de dividirmos uma porção qualquer de matéria

Leia mais

Frases Célebres de Albert Einstein

Frases Célebres de Albert Einstein Frases Célebres de Albert Einstein Convencido de que o ser humano é capaz de desenvolver seu intelecto tanto quanto deseja em certas ocasiões, julgava com as palavras criando frases de acordo com as circunstâncias.

Leia mais

1º Ano Artes 4ª Aula 2015 Prof. Juventino

1º Ano Artes 4ª Aula 2015 Prof. Juventino 1º Ano Artes 4ª Aula 2015 Prof. Juventino Contrapondo-se a Egípcia vida pósmortem. Arte grega fundamenta-se na inteligência Os governantes não eram deuses, mas seres mortais Usavam a razão e o senso de

Leia mais

uma divisão da História da Química

uma divisão da História da Química 1. Introdução: Conceitos e cálculos fundamentais 1 uma divisão da História da Química 1. Protoquímica desde a descoberta do fogo até o início da era cristã 2. Alquimia ~ entre o início da era cristã até

Leia mais

A realidade grega como parteira da filosofia: uma exposição didática sobre o nascimento e os primeiros passos da filosofia

A realidade grega como parteira da filosofia: uma exposição didática sobre o nascimento e os primeiros passos da filosofia A realidade grega como parteira da filosofia: uma exposição didática sobre o nascimento e os primeiros passos da filosofia Marcos Francisco Martins 1 Paulo Romualdo Hernandes 2 Toda a vida social é essencialmente

Leia mais

REVISTA PANDORA BRASIL, n. 37, Dezembro de 2011 ISSN 2175-3318, p. 43-60 Existência e tragicidade em Nietzsche Leonardo Araújo Oliveira

REVISTA PANDORA BRASIL, n. 37, Dezembro de 2011 ISSN 2175-3318, p. 43-60 Existência e tragicidade em Nietzsche Leonardo Araújo Oliveira EXISTÊNCIA E TRAGICIDADE EM NIETZSCHE RESUMO: O presente texto busca articular, através das idéias de Nietzsche, as concepções filosóficas de existência e de tragicidade. A investigação de Nietzsche acerca

Leia mais

Teoria Atômica. Constituição da matéria. Raízes históricas da composição da matéria. Modelos atômicos. Composição de um átomo.

Teoria Atômica. Constituição da matéria. Raízes históricas da composição da matéria. Modelos atômicos. Composição de um átomo. Teoria Atômica Constituição da matéria Raízes históricas da composição da matéria Modelos atômicos Composição de um átomo Tabela periódica Raízes Históricas 6000 a.c.: descoberta do fogo 4000 a.c.: vidros,

Leia mais

João Hobuss. Introdução à História da. Filosofia Antiga

João Hobuss. Introdução à História da. Filosofia Antiga João Hobuss Introdução à História da Filosofia Antiga Introdução à História da Filosofia Antiga Comitê Editorial: Prof. Dr. João Hobuss Prof. Dr. Carlos Ferraz Prof. Dr. Manoel Vasconcelos Prof. Dr. Juliano

Leia mais

1. (1,0) APONTE o nome da região em que foi desenvolvida a civilização grega.

1. (1,0) APONTE o nome da região em que foi desenvolvida a civilização grega. PARA A VALIDADE DO QiD, AS RESPOSTAS DEVEM SER APRESENTADAS EM FOLHA PRÓPRIA, FORNECIDA PELO COLÉGIO, COM DESENVOLVIMENTO E SEMPRE A TINTA. TODAS AS QUESTÕES DE MÚLTIPLA ESCOLHA DEVEM SER JUSTIFICADAS.

Leia mais

UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA UNOESC CENTRO DE CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO, HUMANAS E LETRAS ORIENTADOR: PROF. DR

UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA UNOESC CENTRO DE CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO, HUMANAS E LETRAS ORIENTADOR: PROF. DR UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA UNOESC CENTRO DE CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO, HUMANAS E LETRAS ORIENTADOR: PROF. DR. ROQUE STRIEDER MESTRANDA: NATALINA SALETE BORTONCELLO DA SILVA DISSERTAÇÃO FILOSOFIA:

Leia mais

ESCALAS. Escala numérica objeto. é a razão entre a dimensão gráfica e a dimensão real de um determinado. d/d = 1/Q

ESCALAS. Escala numérica objeto. é a razão entre a dimensão gráfica e a dimensão real de um determinado. d/d = 1/Q ESCLS Importância da escala: O uso de uma escala é indispensável quando se faz necessário representar um objeto graficamente mantendo a proporção entre suas partes ou em relação a outros objetos. Escala

Leia mais

Elementos de Astronomia

Elementos de Astronomia Elementos de Astronomia Astronomia Antiga, Esfera Celeste, Coordenadas e Movimento Diurno dos Astros Rogemar A. Riffel Sala 1316 e-mail: rogemar@ufsm.br http://www.ufsm.br/rogemar/ensino.html Por que estudar

Leia mais

Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal Colégio Militar Dom Pedro II Departamento de Ensino. Seção Técnica de Ensino

Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal Colégio Militar Dom Pedro II Departamento de Ensino. Seção Técnica de Ensino Aluno: Série: 6º ANO Turma: Data: 24/05/2012 Disciplinas: Matemática, CFB, Filosofia e Artes. Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal Colégio Militar Dom Pedro II Departamento de Ensino 2º Bimestre

Leia mais

Os Sete Termos Sinônimos de Deus Satisfazem a Necessidade que o Mundo Tem de um Novo Sistema de Referência

Os Sete Termos Sinônimos de Deus Satisfazem a Necessidade que o Mundo Tem de um Novo Sistema de Referência Os Sete Termos Sinônimos de Deus Satisfazem a Necessidade que o Mundo Tem de um Novo Sistema de Referência Joel Jessen Traduzido para o Português do Brasil por Guita R. Herman a partir da versão inglesa

Leia mais

QUEM DESEJAR A PAZ, PREPARE-SE PARA A GUERRA. O Período republicano, foi marcado pelas conquistas territoriais que tornaram Roma a cidade-mundo

QUEM DESEJAR A PAZ, PREPARE-SE PARA A GUERRA. O Período republicano, foi marcado pelas conquistas territoriais que tornaram Roma a cidade-mundo QUEM DESEJAR A PAZ, PREPARE-SE PARA A GUERRA O Período republicano, foi marcado pelas conquistas territoriais que tornaram Roma a cidade-mundo EXPANSÃO ROMANA = teve duas fases INTERNA EXTERNA Conquista

Leia mais

POR ANA FLÁVIA ALONÇO 1. Pedagoga e mestranda pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Atualmente é capacitadora do Projeto DICA.

POR ANA FLÁVIA ALONÇO 1. Pedagoga e mestranda pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Atualmente é capacitadora do Projeto DICA. O conhecimen como eixo POR ANA FLÁVIA ALONÇO 1 O necessário é fazer da escola um âmbito onde leitura e escrita sejam práticas vivas e vitais, onde ler e escrever sejam instrumentos poderosos que permitem

Leia mais

MÓDULO DE RECUPERAÇÃO

MÓDULO DE RECUPERAÇÃO DISCIPLINA História 6º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II MÓDULO DE RECUPERAÇÃO ALUNO(A) Nº TURMA TURNO Manhã 1º SEMESTRE DATA / / 1) A função da História é investigar os fatos ocorridos, levando em consideração

Leia mais

HOMOFOBIA E VIOLÊNCIA: O DESAFIO EDUCACIONAL NA PERSPECTIVAS DE HANNAH ARENET

HOMOFOBIA E VIOLÊNCIA: O DESAFIO EDUCACIONAL NA PERSPECTIVAS DE HANNAH ARENET 1 HOMOFOBIA E VIOLÊNCIA: O DESAFIO EDUCACIONAL NA PERSPECTIVAS DE HANNAH ARENET Marlesson Castelo Branco do Rêgo IFPE Doutorando em Ciências Humanas pela UFSC Introdução Em 2004, o governo federal lançou

Leia mais

Censo Demográfico 2010. Características Gerais da População, Religião e Pessoas com Deficiência

Censo Demográfico 2010. Características Gerais da População, Religião e Pessoas com Deficiência Censo Demográfico 2010 Características Gerais da População, Religião e Pessoas com Deficiência Rio de Janeiro, 29 de junho de 2012 A presente publicação dá continuidade à divulgação dos resultados do Censo

Leia mais

CONTATOS Web: http://filosofojr.wordpress.com email: grupophipsi@gmail.com Telefone: 11 98237.4645 (tim 2 com o editor responsavel)

CONTATOS Web: http://filosofojr.wordpress.com email: grupophipsi@gmail.com Telefone: 11 98237.4645 (tim 2 com o editor responsavel) 1 Editorial - Sob um Novo Olhar N.2 Edição Geral Erisvaldo Correia (MTB: 68.624/SP) Camila Infante Edição Executiva Lucia Silva Vânia Sousa Comitê Editorial Osvaldo Rinaldi Lucia Silva Flabiana Kyriakis

Leia mais

Quantificadores. Quantificador Universal. Quantificador Existencial. Seja um conjunto não vazio e ) uma propriedade associada aos elementos.

Quantificadores. Quantificador Universal. Quantificador Existencial. Seja um conjunto não vazio e ) uma propriedade associada aos elementos. Quantificadores Seja um conjunto não vazio e ) uma propriedade associada aos elementos. Quantificador Universal Se é verdade que todos os elementos de possuem tal propriedade, podemos afirmar que: Todo

Leia mais

Geometria Plana Noções Primitivas

Geometria Plana Noções Primitivas Geometria Plana Noções Primitivas Questão 1 (CESGRANRIO-85) Numa carpintaria, empilham-se 50 tábuas, umas de 2 cm e outras de 5 cm de espessura. A altura da pilha é de 154 cm. A diferença entre o número

Leia mais

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA Fernando Pessoa FILOSOFIA FILOSOFIA Se há um assunto eminentemente filosófico é a classificação das ciências. Pertence à filosofia e a nenhuma outra ciência. É só no ponto de vista mais genérico que podemos

Leia mais

DEPARTAMENTO DE LETRAS

DEPARTAMENTO DE LETRAS DEPARTAMENTO DE LETRAS UM BREVE COMENTÁRIO SOBRE OS RELATOS DE VIAGENS E AS CITAÇÕES NA OBRA OS ENSAIOS, DE MICHEL DE MONTAIGNE Antonio Carlos Lopes Petean (UFOP) acpetean@yahoo.com.br Michel de Montaigne

Leia mais

CURSO: LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO EMENTA DAS DISCIPLINAS

CURSO: LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO EMENTA DAS DISCIPLINAS CURSO: LICENCIATURA EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO EMENTA DAS DISCIPLINAS PRODUÇÃO E RECEPÇÃO DE TEXTOS Lingüística Textual : Recepção e Produção de Textos Visão Sistemática e Particular. Gêneros e Estruturas

Leia mais