O papel do servidor público num Estado democrático e participativo

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O papel do servidor público num Estado democrático e participativo"

Transcrição

1 Introdução Panel: Conversando sobre gestión pública : directivos, innovación y cambio en el proceso de modernización del Estado. Enfoques y perspectivas O papel do servidor público num Estado democrático e participativo Aragon Érico Dasso Júnior Secretaria da Coordenação e Planejamento Estado do Rio Grande do Sul Brasil O tema da Gestão Pública normalmente é tratado tecnicamente, quase como se a variável política não o influenciasse. A New Public Management, que no Brasil se denominou de Nova Gestão Pública ou Gerencialismo, passou a ocupar um espaço quase que hegemônico no Mundo, representando algo muito parecido ao que se poderia denominar de pensamento único na área da Gestão Pública. Este artigo pretende modificar um pouco a forma de abordagem desse tema, partindo da premissa de que o conceito de Estado é o balizador para o conceito de Aparelho do Estado ou de Administração Pública. O modo petista 1 de governar é o paradigma que as administrações do Partido dos Trabalhadores (PT) têm construído e que corporifica a lógica de ação à frente de governos, sejam eles municipais ou estaduais. Esse paradigma tem incorporado as inovações realizadas pelos governos petistas através dos tempos e tem se tornado uma referência para a administração pública brasileira. Durante esses últimos anos várias práticas de gestão pública foram introduzidas, especialmente no que se refere aos recursos humanos. O objetivo deste artigo é identificar os elementos desse paradigma, no que se refere à crise que o Estado enfrenta. Para tanto, ele está dividido em blocos. No primeiro está alinhavada a discussão que se trava em torno do papel do Estado e dos dilemas que a administração pública vem enfrentando nos dias de hoje. O segundo discute como o PT tem lidado com esse tema. O terceiro bloco objetiva fazer uma síntese, ainda que preliminar, sobre a experiência do governo petista no Rio Grande do Sul nessa área; apresentando para isso a lógica geral que a tem orientado, assim como as ações concretas desenvolvidas. No último bloco, a opção foi trabalhar sobre um perfil de servidor público para o setor público, tendo como objetivo central formar profissionais com uma compreensão crítica da formação do Estado brasileiro fundado nos princípios da participação popular e da cidadania plena. Este artigo, enfim, pretende aprofundar o tema da formação de quadros, a partir da experiência inovadora na gestão pública democrática e participativa do Partido dos Trabalhadores, especialmente no Estado do Rio Grande do Sul. 1. Comentários sobre a Reforma do Estado A Reforma do Estado se constitui um dos temas de maior importância na agenda contemporânea de políticas públicas e, certamente, um dos maiores desafios para da relação Estado e sociedade no mundo progressivamente democrático (?) e globalizado. Criar as condições para que o Estado e suas instituições funcionem melhor tornou-se uma das questões de primeira ordem a partir dos anos 90. Existe hoje um legado recente de formulação e implementação de políticas e programas nacionais de reformas do Estado. Raros são os casos de países que não implementaram programas nacionais de 1 Expressão normalmente utilizada para definir os governos do Partido dos Trabalhadores PT.

2 reformas do Estado a partir da década de 80. Crise fiscal e ajuste do papel do Estado aos novos desafios colocados pela democracia e dos processos de globalização se constituíram razões para as reformas do Estado. As reformas contemporâneas foram assumindo progressivamente uma natureza comum, e, hoje, infelizmente, se pode falar em uma agenda convergente de reformas. Em perspectiva histórica a literatura identifica duas ondas de políticas de reforma do Estado. A primeira onda teve por objetivo a gestão da crise econômica que afetou as economias desenvolvidas e em desenvolvimento no início da década de 80. A segunda onda tratou da estabilidade macroeconômica combinada com a reforma das instituições públicas. Enquanto as primeiras reformas visaram iniciativas voltadas para o ajuste fiscal envolvendo cortes nos gastos públicos, reformas tributárias, liberalização econômica e comercial, bem como desregulamentação e privatizações em setores específicos, as reformas da segunda onda, que se consolidou a partir dos anos 90, voltaram-se para mudanças institucionais mais profundas, tais como reformas do aparelho do Estado, das relações trabalhistas, do judiciário, legislativo, dos mecanismos regulatórios, tributárias, dos programas massivos de privatizações e revisão das relações entre governos centrais e subnacionais. A Reforma Administrativa ou a Reforma do Aparelho do Estado foi, portanto um componente de um processo mais amplo de reforma das instituições do Estado. O primeiro ponto de comparabilidade da maioria das reformas é o paradigma gerencialista que as norteia. Orientada por princípios teóricos oriundos das teorias da escolha pública, das teorias do agente-principal, e do novo institucionalismo econômico, a New Public Management foi a âncora teórica que inspirou os programas nacionais nos anos 90. Este paradigma tem por princípios gerais a ênfase na eficiência e na elevação da performance, a introdução de mecanismos de mercado na gestão pública, a orientação por resultados, a descentralização dos controles gerenciais no sentido de maior autonomia, responsabilização e flexibilização de procedimentos, bem como uma importante distinção entre as funções de formulação (policy-making) e implementação (service delivery) das políticas públicas. Em operacionais estes princípios moldaram as reformas em várias direções e sentidos. Todavia, é possível comparar algumas dimensões comuns, e falar de uma agenda comum de reformas. A primeira dimensão recaiu sobre a necessidade de dotar a administração pública de uma lógica administrativa construída a partir de mecanismos e incentivos capazes de produzir eficiência, efetividade, e qualidade na provisão dos serviços públicos. Para tal, o novo paradigma aderiu a uma lógica pós-burocrática na qual são preferidas estruturas descentralizadas de gestão nas quais as estruturas de decisão sobre a alocação de recursos e provisão de serviços sejam mais próximas dos cidadãos-consumidores. Modelos flexíveis de gestão operando em ambientes competitivos são os tipos ideais do paradigma gerencialista. Por fim, a cultura burocrática dos controles e meios deveria ser substituída por uma cultura gerencial voltada para os resultados, onde os gestores públicos operariam com mais autonomia, menos controles burocráticos, e maior atenção com os resultados. Em síntese, as reformas buscaram criar uma nova burocracia na qual um padrão de accountability por controles fosse progressivamente substituída pela accountability de resultados. A década de 80 foi fortemente marcada pelo debate sobre o papel do Estado, especialmente sobre o seu tamanho e os gastos do aparelho estatal. É assim que, do ponto de vista dos neoliberais, prevalecia e ainda prevalece a idéia de um Estado mínimo a quem caberia apenas garantir os direitos de propriedade, além de reservar ao mercado a total coordenação da economia. Como conseqüência, o receituário neoliberal compõe-se de um conjunto de elementos para restringir o Estado, para o ajuste fiscal e para as reformas orientadas para o mercado. Após duas décadas de experiências concretas de reformas, os resultados gerais não apontaram para a constituição de um Estado mínimo, mas sim para a reconstrução da forma de intervenção e gestão do 2

3 aparelho estatal. Dessa forma, firmou-se consenso majoritário, fortalecido pela realidade concreta, de que a solução real dos problemas estava na busca de novas formas de compatibilidade entre a esfera do mercado e a esfera do Estado, como salienta Przeworski (1998, p.43), mesmo na ausência de suas tradicionais falhas, a idéia de que os mercados são eficientes, parece estar morta ou, no mínimo, moribunda. Dessa forma, de maneira geral, firmou-se a visão de que nem a lógica pura do mercado nem a lógica estatal conseguem dar conta sozinhas do problema. Assim constituiu-se uma visão hegemônica de que não se tratava unicamente de redefinir o grau de intervenção do Estado na economia, mas sim de reformar o Estado através de uma série de ações para para dar poder ao Estado para fazer o que deve fazer e o impeçam de fazer o que não deve fazer (PRZEWORSKI, 1998, p.39). Entretanto, o novo papel do Estado frente à globalização nos induz a pensar que isto seja consenso universal e que frente a ela o único papel a ser desempenhado pelo Estado é desenvolver uma política de inserção no mundo globalizado, com eficiência. A globalização está fundamentada, basicamente em três mitos: - A globalização é uma resultante exclusiva das forças de mercado. Se assim fosse, tratar-se-ia de uma nova ordem econômica e que qualquer governo de bom senso deveria adotá-la. - A globalização é um fenômeno universal inclusivo e homogeneizador. Neste sentido, globalização é uma nova ordem mundial, dinâmica, e, os países que não aderirem a este projeto estão fadados a "nadar, nadar e morrer na praia". - A globalização promove uma redução pacífica e inevitável da soberania dos estados nacionais. Com isto muitos ideólogos mais eufóricos prevêem a inutilidade do estado. Toda a raça humana estaria agregada às nações desenvolvidas. Com relação a estes três mitos, percebemos que não só as forças de mercado, mas também determinações políticas e ideológicas atuam ao lado da economia, abrindo assim as portas para um processo de globalização restrito e excludente; um projeto que aumenta a polarização das riquezas entre os países e classes. Enfim, na globalização também há contradições. O impacto produzido por ela é sentido diferentemente em cada Estado Nacional e em cada classe social. O novo papel do Estado, juntamente com as forças sociais e políticas internas, é adotar medidas para conter a crescente desigualdade social. Quanto ao Estado, estamos assistindo o triunfo de grupos econômicos sobre o resto do mundo. Com isto nem indivíduos e nem nações tem seu direitos respeitados. Nações pobres são obrigadas à recessão, à não construção de escolas, a baixos salários, a não cuidar da saúde pública, muitas pessoas são condenadas à inanição por causa dos altos juros pagos aos credores. Diante desta situação os governos perdem a autonomia, não conseguem realizar uma política pública direcionada realmente ao bem comum de toda a nação. A globalização é o triunfo de um grupo econômico sobre o mundo. Tal triunfo não se preocupa com os problemas sociais que isto trás como conseqüência. Precisamos, urgentemente, redimensionar a globalização: ao invés de ser exploradora deveria ser uma globalização solidária. A despeito das diferentes visões a respeito do grau da intervenção estatal, há, no entanto, alguns pontos de análise comuns entre as diferentes concepções a respeito das causas essenciais da crise do Estado. O primeiro deles diz respeito ao caráter financeiro-fiscal dela, ou seja, à incapacidade de financiamento do Estado, pois os gastos públicos cresceram muito mais rapidamente que os meios para financiá-los. Em segundo lugar, à estrutura burocratizada e centralizada do Estado, que se demonstrava ineficiente e 3

4 incapaz de atender com qualidade as demandas dos cidadãos. Por último, trata-se de uma crise de legitimidade, de questionamento do modelo de relação entre o Estado e a sociedade, devido ao progressivo distanciamento entre a máquina pública e o cidadão. Dessa forma, a Reforma do Estado vem enfrentando as três dimensões - econômica, administrativa e política - assinaladas acima: a superação da crise fiscal, a reforma da administração pública e a reformulação do padrão de relação entre Estado e sociedade. Superação da Crise Fiscal No que se refere à superação da crise fiscal, tradicionalmente denominada de ajuste fiscal, trata-se de sinalizar uma mudança estrutural no tratamento das contas públicas de forma a reduzir o déficit público crescente. Nessa direção, há um conjunto de medidas que são adotadas e que, em geral, se sustentam em dois pilares: a redução do gasto público e o aumento da arrecadação tributária. Em relação à redução do gasto público, são recomendadas medidas de redução do tamanho e do custo do setor público, especialmente no que se refere ao quadro de pessoal, através de programas de privatização, terceirização e outros. Além disso, por sua relevância, destacam-se alguns gastos específicos como o do sistema previdenciário, que é o tema que mais afeta o equilíbrio das finanças públicas e que poderá inviabilizar a administração dos governos, com sérios prejuízos á população em geral e em particular no tocante aos programas sociais. O segundo pilar consiste na adoção de ações para aumentar a participação da receita pública no PIB. Dessa maneira, preconiza-se a melhoria da máquina arrecadadora estatal de forma a evitar a evasão e a elisão fiscal, e, eventualmente também a efetivação de uma reforma tributária. Reforma da Administração Pública Em relação à reforma da administração pública, trata-se de enfrentar a cada vez mais clara incapacidade do Estado em atender às demandas dos cidadãos, seja na quantidade ou na qualidade dos serviços prestados. Esse bloco de ação voltado à dimensão administrativa da crise do Estado, ao problema de sua capacidade gerencial, é comumente denominado de reforma administrativa. O cerne da proposta de reforma administrativa se concentra na reformulação do modelo de gestão vigente na administração pública, fundado no conceito weberiano de burocracia. O questionamento ao paradigma burocrático, caracterizado por procedimentos racionais e inflexíveis baseados no cumprimento impessoal das normas, ocorre por ele não conseguir mais dar conta das novas funções colocadas ao Estado, a partir de uma drástica transformação de contexto. A grande ênfase dada aos controles tornou a administração pública pesada e amarrada à formalidade técnica e processual. A estrutura hierárquica, rígida e verticalizada, não propicia a criatividade nem o compromisso com os resultados da prestação de serviços aos cidadãos. O comportamento dos funcionários é polarizado pelo cumprimento das normas e rituais internos em detrimento do benefício proporcionado à sociedade. O núcleo básico de um novo modelo de gestão, que pretende tornar o Estado eficiente, se compõe de três aspectos fundantes: a orientação da ação do Estado para o cidadão, com ênfase no controle dos resultados; a valorização da burocracia (empowerment) e a modernização dos sistemas de apoio à gestão pública. 4

5 O elemento talvez mais importante do novo modelo de gestão seja o de deixar de ser auto-referente e passar a ser focado nas demandas do cidadão. E a forma de avaliar se o Estado está orientado, de fato, para a prestação de serviços ao cidadão é a burocracia deixar de se preocupar com controles prévios dos procedimentos e se concentrar na formulação e gestão de políticas públicas capazes de atender às demandas dos cidadãos e no controle dos resultados da ação estatal, através de indicadores de resultado. Um segundo elemento relevante é o papel central que se reserva aos funcionários públicos nesse novo modelo de gestão, que requer, um processo de fortalecimento e aumento da autonomia da burocracia (empowerment). Para tanto, é necessário, em primeiro lugar, valorizar seu trabalho através de sua participação na formulação e na gestão das políticas públicas, garantindo-se, com isso, seu compromisso em relação aos resultados a serem alcançados. Em segundo lugar, é preciso priorizar a capacitação dos servidores construindo uma burocracia com maior capacidade técnica e gerencial para enfrentar o desafio de desenvolver políticas públicas capazes de garantir o desenvolvimento social e econômico. Essa capacitação, por outro lado, precisa estar orientada para romper com a excessiva especialização e para torná-lo capaz de desempenhar múltiplas funções. Um último elemento refere-se à necessidade de profissionalização dos servidores, ou seja, estabelecer, num prazo compatível, uma política remuneratória adequada às novas exigências profissionais e um sistema de carreira baseado na progressão funcional por mérito. Por último, trata-se de adotar modernos sistemas de apoio à gestão pública, tendo como objetivo reconstruir a capacidade analítica do Estado. Por um lado, através do aprimoramento da tomada de decisões - resgatando a cultura de planejamento, transformando o orçamento público num instrumento gerencial, vinculado ao planejamento e viabilizador do controle social; e, por outro, através da mudança das estruturas organizacionais, tornando-as leves, flexíveis, descentralizadas, horizontais e com menor número de níveis hierárquicos, podendo até mesmo ser temporárias. Reformulação do Padrão de Relação entre Estado e Sociedade. Entre as três dimensões da crise do Estado, a dimensão política somente mais recentemente tem sido abordada de maneira significativa. O descrédito do cidadão em relação ao Estado tem origem na sua ineficiência na prestação de serviços, como indicado anteriormente, mas também advém do aumento do distanciamento entre ele e a sociedade. Esse distanciamento, que acentua a perda de legitimidade do setor público, se configura pela baixa sintonia entre as demandas dos cidadãos e a capacidade do Estado de estabelecer e implementar metas coletivas. 2 Essa incapacidade é gerada pelo comportamento auto-referido da burocracia, que acredita ser possível implementar escolhas públicas imunes às pressões dos interesses particulares. No entanto, a prática indica que, à despeito dessa visão de que o Estado pode sobrepor-se às pressões, tem prevalecido interesses particulares - das elites da burocracia ou dos grandes interesses organizados, em detrimento 2 Diniz (1996, p.14) no que se refere à necessidade de recuperar a noção de interesse público diz que a ação estatal, ao ser dissociada de alguma noção de bem comum e da garantia da preservação de algum grau de responsabilidade pública na tomada de decisões, perde legitimidade. 5

6 daqueles mais dispersos e menos organizados. Esse enfoque provoca, por um lado, uma expressão desigual dos diversos interesses e, por outro, diminui a capacidade do Estado de gerar adesão e garantir sustentabilidade às suas decisões. Dessa maneira, o que está em questão é a necessidade de reformulação do padrão de articulação entre Estado e sociedade, assegurando maior responsabilização (accountability) daquele. É necessário, em primeiro lugar, tornar o Estado mais legítimo e democrático, através do aperfeiçoamento da democracia representativa e da consolidação do controle social, a partir de mecanismos de participação direta. No que se refere ao controle social, trata-se de adotar práticas de gestão pública que envolvam a participação conjunta de governos e de atores sociais relevantes. Tais práticas devem compreender a transparência total da maneira de atuar da administração e o estabelecimento de programas e canais de participação da sociedade civil, de forma a resgatar a esfera pública como instrumento de expressão da cidadania e fórum de aprendizado social. No entanto, é necessário compreender que essa nova relação entre Estado e sociedade tem natureza dual, exigindo esforços das duas partes. Em segundo lugar, é essencial estabelecer uma estratégia deliberada de ação para atingir uma melhor capacidade de intermediação dos interesses, a partir do aperfeiçoamento dos meios de interlocução entre governo e sociedade e da criação de novos espaços públicos onde desenvolver esse processo de interlocução e decisão. Servidores Públicos no Contexto da Reforma do Estado Primeiramente, é importante definir os agentes públicos na Administração Pública brasileira. São pessoas físicas incumbidas, definitiva ou transitoriamente, do exercício de alguma função estatal. O cargo ou função pertence ao Estado e não ao agente que o exerce, razão pela qual o Estado pode suprimir ou alterar cargos e funções. Os cargos são os lugares criados no órgão para serem providos por agentes, que exercerão suas funções na forma legal. O cargo integra o órgão, enquanto o agente, como pessoa física, unicamente titulariza o cargo para servir ao órgão. Órgão, função e cargo são criações abstratas da lei, são instituições encarnadas pelo agente, que é pessoa física. A função é o encargo atribuído aos órgãos, cargos e agentes. Na organização do funcionalismo, a administração cria cargos e funções, institui classes e carreiras, faz provimentos e lotações, estabelece vencimentos e vantagens, e delimita deveres e direitos. Portanto, cargo público é o lugar instituído na organização do funcionalismo, com denominação específica, atribuições também específicas e salário correspondente, para ser provido e exercido por um titular. Quanto à função administrativa, é a atribuição ou o conjunto de atribuições que a administração atribui a cada categoria profissional, ou comete individualmente a determinados servidores para a execução de serviços. Maria Di Pietro classifica os agentes públicos em agentes políticos, servidores públicos e particulares em colaboração com o Poder Público. Agentes Políticos são os formadores da vontade superior do Estado (encontram-se em todas as cúpulas dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e do Ministério Público). Ocupam cargos na alta estrutura da Administração Pública (são os que comandam). Exercem funções governamentais, judiciais, quase judiciais; elaborando normas legais, conduzindo os negócios públicos, decidindo e atuando com independência nos assuntos da sua competência. São autoridades supremas do Governo ou Administração. 6

7 Di Pietro divide os servidores públicos em estatutários, empregados públicos e servidores temporários. Quanto aos particulares em colaboração com o Poder Público, Di Pietro os divide em: gestores de negócios (pessoas físicas que por vontade própria assumem determinada função pública em momento de emergência - incêndio, enchente, epidemia, etc.); agentes por requisição, nomeação ou designação (mesário, jurado, etc.); e agentes por delegação do Poder Público (agem por delegação e sob a fiscalização do Poder Público, mas a sua remuneração não é paga pelos cofres públicos - concessionários e permissionários de obras e serviços públicos, serventuários de ofícios ou cartórios não estatizados, leiloeiros, tradutores e intérpretes públicos, etc.). Este artigo priorizará a análise a respeito do papel desempenhado pelos servidores públicos. Várias medidas foram adotadas com o propósito de mudar o perfil dos quadros de pessoal da administração pública brasileira. A prioridade passou a ser o recrutamento de novos servidores e a melhoria da remuneração, para um conjunto de cargos e carreiras de alta qualificação, qualificados como carreiras de Estado. Estas carreiras eram responsáveis pelas funções de competência exclusiva do Estado, tais como formulação de políticas, regulação, fiscalização e controle. A sua valorização atendia à diretriz de recuperar a capacidade de formulação de políticas, de coordenação e de controle no núcleo estratégico do Estado. Segundo a reforma implantada de forma quase hegemônica no Brasil, as funções do Estado e os modelos institucionais são os seguintes: Setor do Estado Funções Modelo Institucional Proposto Núcleo estratégico Formulação de políticas, Secretarias de política normatização e controle Serviços exclusivos Segurança, defesa, Agências executivas arrecadação, fiscalização, Agências reguladoras regulação e previdência social básica Serviços não-exclusivos Educação, saúde, assistência Organizações sociais social, cultura, pesquisa científica e tecnológica Produção e serviços para o Energia, transportes, Empresas privadas mercado comunicações, insumos industriais As atividades típicas de Estado, que permaneceriam no âmbito da administração pública, foram reorganizadas com autonomia administrativa ampliada e controle de resultados. A forma institucional adotada foi a da organização dessas atividades como agências executivas ou agências regulatórias. As agências executivas deveriam ser entidades operadoras de serviços, como a arrecadação tributária, a segurança pública e a previdência social básica. As agências reguladoras seriam entidades responsáveis pelo controle sobre os mercados monopolistas, que estão sendo criados ou ampliados com a privatização dos serviços públicos. Compreendem atividades como as de distribuição de energia elétrica, serviços de telecomunicação e produção de petróleo e derivados. As agências, em tese, desfrutariam de uma maior autonomia na sua gestão orçamentária e financeira, de pessoal e de compras e contratações. Em contrapartida, seriam submetidas a contrato de gestão com o respectivo ministério supervisor. A negociação e a celebração de um contrato de gestão pressupõe um complexo trabalho 7

8 preparatório, especialmente nas áreas de planejamento interno de objetivos e metas e de melhoria da gestão. No caso das agências reguladoras, deveria ser ainda assegurado um saudável distanciamento e independência em relação aos governos, por meio da garantia de mandatos para os seus diretores. Uma visão que não contempla a variável política, por óbvio e tampouco a necessidade de uma sociedade civil mais organizada e, portanto, mais apta ao controle social. As atividades que não pressupõem o uso de prerrogativas exclusivas de Estado deveriam ser descentralizadas para a sociedade. O modelo propugnado entendia que estas atividades poderiam ser geridas com mais eficiência e submetidas ao controle direto pela sociedade, desde que organizadas como entidades públicas não-estatais, denominadas de organizações sociais. Este tipo de organização é uma invenção completamente nova que deveria permitir a gestão destas entidades nos mesmos moldes de uma empresa privada, mas submetida ao controle social por meio do seu conselho de direção e ao controle pelo Estado, por meio de um contrato de gestão. Além disso, as organizações sociais não têm finalidade lucrativa e seu patrimônio pode ser revertido ao Estado no caso de sua extinção. A intenção era possibilitar que as entidades estatais prestadoras de serviços não-exclusivos de Estado ficassem livres do conjunto de leis, normas, controles formais e mesmo da cultura burocrática que asfixiava os órgãos estatais. A solução proposta era bastante ousada: retirá-las do Estado. Este novo modelo institucional exigiria uma desestatização dos serviços nas áreas de educação, saúde, meio-ambiente e pesquisa científica e tecnológica. Esta desestatização, contudo, não resultaria na privatização destes serviços, mas na sua transferência para o setor público não-estatal. Dessa forma, o Estado estaria se afastando da gestão destas atividades, ao promover a extinção dos órgãos responsáveis pela sua realização, mas mantendo as suas responsabilidades com o financiamento destas atividades, sob novas bases, que asseguram melhores condições administrativas e institucionais para o efetivo atendimento às necessidades dos cidadãos. As organizações sociais seriam criadas fora do Estado, mas em conexão com a extinção de órgãos da administração pública, cujas atividades seriam absorvidas pelas organizações sociais, sem descontinuidade. Isso nunca se deu, por sorte. O recrutamento de servidores foi retomado de forma sistemática, mas foi adotado uma estratégia de seletividade que priorizava o preenchimento de cargos de alta qualificação técnica alocados nos ministérios e órgãos centrais do governo federal, onde se verificava uma acentuada carência de pessoal para as atividades de formulação de políticas e de gerência. O recrutamento de pessoal para cargos de menor qualificação (com nível de escolaridade médio e inferior) foi severamente restringido. Entretanto, não se chegou à formulação de uma política de recursos humanos mais abrangente e que pudesse gerar impactos sobre o conjunto dos servidores. Em particular, não foram enfrentados de forma mais decidida as questões relacionadas com a reorganização dos quadros da administração pública brasileira, implantação de um sistema de incentivos e de avaliação de desempenho e um sistema de treinamento. Dentre as razões para esta omissão está o desenho estratégico da reforma, que pressupunha um profunda reorganização dos quadros da administração federal como resultado da disseminação das organizações sociais. Todo o conjunto de instituições nas atividades não-exclusivas de Estado estaria fadado a ser deslocado para o setor público não-estatal, no qual o preechimento de novos cargos dar-se-ia pelo recrutamento de empregados regidos pelas mesmas regras do setor privado. Ou seja, a médio e longo prazo o quadro de servidores federais tenderia a encolher em todo o conjunto de autarquias e fundações. 2. O Partido dos Trabalhadores (PT) e a Reforma do Estado O tema da Reforma do Estado é relativamente recente na pauta de temas relevantes para as 8

9 administrações petistas, sejam elas municipais ou estaduais. Esse tema, tradicionalmente, ocupava uma posição menor em nossos programas de governo e nas nossas ações governamentais. Essa posição secundária ao tema conflitava claramente com a nossa posição histórica de defesa do papel do Estado para os cidadãos. Enfim, fragilizava e ainda fragiliza nossa defesa de um Estado capaz de cumprir sua função à sociedade, visto que é amplamente majoritária, a opinião de que o Estado não funciona e que não há como fazê-lo funcionar. Além disso, parte das forças conservadoras do país tem ocupado todo o espaço de discussão sobre o novo papel do Estado na conjuntura atual, tanto no nível do discurso quanto no da ação concreta. Se o PT e suas administrações pretendem seguir na defesa do papel do Estado é necessário aliar a ação concreta ao discurso ideológico, de forma a demonstrar claramente que, se organizado de outra forma, o Estado tem papel fundamental para a sociedade. É necessário sair da defensiva da defesa ideológica do papel do Estado para uma ação concreta que reconheça os limites da ação do Estado e que aponte na direção de seu fortalecimento como base para o desenvolvimento do país e para a redução da brutal da desigualdade social que enfrentamos. É fato, porém, que as administrações petistas vêem progressivamente incorporando o tema da Reforma do Estado às suas ações concretas, ainda que com amplitudes e ênfases muito diferenciadas. Os precursores desse movimento mais consistente foram as administrações municipais do período e as atuais administrações estaduais (Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul). 3. A Experiência do Governo Petista do Rio Grande do Sul Uma Síntese Preliminar O Contexto da Reforma do Estado em Nível Estadual As administrações públicas estaduais brasileiras são centrais no processo de Reforma do Estado em função do papel central que têm nas políticas de desenvolvimento e sociais e no ataque às desigualdades, com uma intensidade equivalente ou maior que a da própria ação do governo federal. Isto porque a grande maioria dos municípios depende do auxílio das máquinas públicas estaduais para realizar suas tarefas a contento. A experiência dos governos estaduais petistas, no que se refere à Reforma do Estado, se desenvolve num contexto de enorme interferência do governo federal, que tinha como centro o ajuste fiscal a qualquer preço. Além disso, constatado o elevado gasto com pessoal, o governo federal incentivou os estados a fazer programas de demissão voluntária (PDVs), inclusive financiando-os [...] Há dois grandes problemas nos PDVs realizados pelos estados [...] saem bons funcionários com salário razoável, ficam a massa de servidores com baixíssimos rendimentos e as categorias com alta remuneração. Descobre-se assim porque os PDVs tiveram papel irrisório tanto na diminuição do número de servidores como, principalmente, na redução dos gastos com folha de pagamento [...] Isso ocorreu em virtude do predomínio do ângulo financeiro sem se pensar em reconstruir as instituições estaduais. Ou seja, é preciso uma boa burocracia estadual [...] para fazer as reformas do aparelho estatal (ABRUCIO, 1999, p.188). A Lógica Geral das Ações Desenvolvidas pelo Governo Estadual Petista do Rio Grande do Sul As ações relativas à Reforma do Estado desenvolvidas no Estado do Rio Grande do Sul é claramente marcada pela novidade de administrar um governo de estado, pela cultura política local e pela falta de acúmulo do modo petista de governar em relação a esse tema. Isso resultou num conjunto de ações que 9

10 refletia aquelas condições e que levou a ênfases diferenciadas. O governo do Rio Grande do Sul centrou suas ações em três eixos. O primeiro deles refere-se à democratização do Estado, com ênfase no estabelecimento de uma gestão participativa e democrática - que garanta a participação do cidadão na definição do gasto público, na fiscalização das ações de governo e como beneficiário de uma ação ou serviço (Governo do Estado do Rio Grande do Sul, 2001, p. 5-6), cujo instrumento principal é o Orçamento Participativo Estadual. Uma segunda centralidade é a relação com os servidores, visto seu papel estrutural na busca de um novo modelo de gestão estatal. Por fim, investiu-se na melhoria da capacidade de gestão através da reorganização e recomposição da máquina administrativa e da introdução de novas técnicas e ferramentas de gestão. A concepção gaúcha também explicita o elemento da participação cidadã, mas com o peso que sempre caracterizou a busca da radicalização da democracia nas várias gestões petistas na Prefeitura de Porto Alegre. Cabe ressaltar, que tal concepção incorpora assim como no Acre, a importância dos servidores públicos, porém explicitando seu papel relevante na reconstrução da máquina pública. Por fim, ampliando o leque em relação à concepção acreana, essa concepção aponta explicitamente a necessidade de melhoria da capacidade gerencial do Estado, ao defender a utilização de novos instrumentos de gestão. A ausência de menção específica à questão da corrupção reflete a menor relevância desse tema na agenda política desse estado. O Governo Estadual do PT no RS e a Superação da Crise Fiscal No Rio Grande do Sul somente em 1996 os servidores ativos tornaram a contribuir para aposentadoria, após 22 anos, com uma alíquota de 2%, cabendo ao governo do estado cobrir 98% do total de aposentadorias. A contribuição para pensão é de 5,4% e desde 1990 há um déficit sistemático nessa conta, em função de critérios bastante elásticos para sua concessão. Em 1994 esse déficit somava R$ 33 milhões e em 1999 saltou para R$ 148 milhões. O governo criou uma Comissão Especial, composta por representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas, para elaborar estudo técnico sobre o tema. O Governo Estadual do PT no RS e a Reforma da Administração Pública O governo do Rio Grande do Sul estruturou sua ação a partir de 6 (seis) linhas básicas: recomposição da máquina administrativa, desconcentração da ação governamental, política de recursos humanos, monitoramento da qualidade do serviço público, gestão matricial de programas governamentais e sistemas de informação e apoio à decisão. A recomposição da capacidade do Estado em prestar serviços em setores essenciais foi estruturada a partir de cerca de trinta mil contratações nas áreas de educação, saúde e segurança pública e na reestruturação e criação de órgãos como os de Meio Ambiente, Habitação, Reforma Agrária, etc. O Programa de Regionalização Administrativa do Estado (PRAE) foi desenvolvido a partir da necessidade de regionalização da ação dos diferentes órgãos, com o objetivo central de otimização de todos os recursos (materiais, financeiros, funcionais e políticos) e a racionalização na prestação dos serviços. A regionalização estabelecida no Orçamento Participativo Estadual é a base a partir da qual se dá a estruturação do PRAE. A despeito das dificuldades de caixa, mas considerando o papel estrutural dos servidores na busca de um novo modelo de gestão estatal, as ações se concentraram na recomposição dos salários de carreiras estratégicas (educação e segurança pública, por exemplo) e de menor remuneração. 10

11 No que se refere à qualidade dos serviços prestados investiu-se na melhoria dos processos de trabalho visando sua racionalização. Se destacam nessa área a Rede RS, que facilita o acesso dos cidadãos a informações e serviços públicos on line; e a Central de Serviços ao Cidadão Tudo Fácil, que garante atendimento de qualidade e descentralizado. Outro grande desafio enfrentado nesse campo foi a instituição do Código Estadual de Qualidade do Serviço Público, para o qual já foram desenvolvidos critérios para avaliação dos serviços das áreas de Justiça e Segurança, Saúde, Educação e Meio Ambiente. O governo gaúcho apostou ainda em ações que alcançassem maior unidade e qualidade da ação governamental: criou-se a Coordenação do Governo, direção coletiva que atua como instância executiva do Secretariado; constituíram-se instâncias de articulação matricial, que asseguram mais unidade à ação política e qualidade na elaboração dos projetos e sua estratégia de implementação como, por exemplo, o Fórum das Políticas de Desenvolvimento, Fórum das Políticas Sociais, Fórum de Gestão etc. Por fim, investiu-se na introdução de novas técnicas e ferramentas de gestão. O destaque nesse âmbito é a adoção do planejamento estratégico participativo aliado ao desenvolvimento de sistemas de informação e apoio à decisão, especialmente àqueles relacionados ao monitoramento da ação governamental, seja dos projetos estratégicos, seja do desempenho da administração indireta. O Governo Estadual do PT no RS e a Reformulação da Relação entre Estado e Sociedade Se há uma política coincidente de Reforma do Estado entre os três governos estaduais petistas é exatamente a de introdução de mecanismos de controle social sobre a ação do Estado; seja através do Orçamento Participativo, da abertura de canais de participação para definição das políticas públicas e da prática consolidada de interlocução permanente com os diferentes atores sociais. É certo que, no que se refere ao Orçamento Participativo, a experiência gaúcha é com certeza a mais consolidada a despeito do choque com as estruturas administrativas burocratizadas e desaparelhadas, pois bebe do acúmulo obtido nas várias gestões da capital riograndense. No entanto, os outros dois traços têm peso semelhante nos três governos. É importante destacar também outros processos complexos de participação organizada, como a experiência de Constituinte Escolar realizada no Rio Grande do Sul. Aqui, cabe ainda ressaltar a importância das ações que garantem a transparência da ação governamental. Nessa caso, talvez o exemplo com maior potencial de garantir a prestação de contas sejam os sites governamentais na Internet, onde é possível explicitar o andamento das ações de governo, em especial as demandas do Orçamento Participativo; bem como, os relatórios gerenciais relativos à execução orçamentária e os indicadores de avaliação dos serviços públicos, a exemplo do Código Estadual de Qualidade do Serviço Público do Rio Grande do Sul. 4. O Papel do Servidor Público num Estado Democrático e Participativo Em palestra proferida por Bernardo Kliksberg, em 1990, na Câmara dos Deputados, o mesmo disse que "um dos pontos de partida é o da especificidade do setor público. Não acreditamos em que formar um gerente público seja pegar um bom programa de business administration de algumas universidades desenvolvidas, mas formar um gerente público é formá-lo em ciências do governo, em políticas 11

12 públicas, em problemas próprios do setor público. Isso tem um amplo desenvolvimento a nível internacional, e é muito importante tratarmos de trabalhar sobre um perfil de funcionário público para o setor público. Em segundo lugar, consideramos que formar um gerente público significa formá-lo nos problemas do país, e que um gerente público deve ter uma alta porcentagem de formação sobre o contexto; que significa conhecer a fundo os problemas da sociedade nacional, com todos os detalhes, em todas as suas implicações, porque ele não será um gerente público no vácuo, mas será um gerente público perante um elenco de problemas, onde seu real conhecimento da situação social, da situação econômica, das implicações de todo tipo no país, é decisivo para a formação. Em terceiro lugar (...) consideramos que deve ser um gerente público formado para uma organização pública do tipo que estávamos mencionando, ou seja, uma organização flexível, aberta para a participação, ao invés de ser formado para reproduzir o modelo weberiano, o velho modelo de uma organização rígida, autocrática, vertical, autoritária, etc. E, em quarto lugar, consideramos que um gerente público deve ter um credo ético; que não deve ser formado à margem de valores, ou seja, não acreditamos em um gerente público neutro, mas em um gerente público comprometido. Comprometido com os grandes problemas nacionais. Interessado seriamente, envolvido com os grandes problemas nacionais". Nesse sentido, a constatação de que construir projetos e ações de governo é um processo complexo, dinâmico e criativo já justificaria a atenção especial com a formação e qualificação dos profissionais envolvidos na gestão pública para que aumente a capacidade de se governar. Entretanto No tempo presente, a formação de profissionais em gestão pública faz parte do desafio da reconstrução democrática do Estado brasileiro um Novo Estado - considerando que nesta reconstrução está envolvido o amplo conjunto dos atores sociais que participam na formulação e implementação de políticas públicas. Ademais, os cursos de formação profissional no Brasil, em sua maioria, não têm desenvolvido uma formação específica para o exercício das funções públicas, tornando-se assim a questão da capacitação ainda mais importante para a construção do Novo Estado democrático. E mais: como a Reforma do Estado desafia os governos que se opõem à proposta neoliberal de construção de um estado mínimo, a constituição de instrumentos para formação e capacitação dos profissionais da gestão pública torna-se um desafio incontornável e decisivo. Interessa reconstruir os processos de gestão em função de exigências de maior participação popular, da inclusão das parcelas excluídas do atendimento de serviços públicos qualificados, de qualificar as relações entre os atores que produzem políticas e serviços públicos, da busca de uma gestão eficaz e eficiente, de instaurar uma gestão pública participativa. É preciso ter clareza quanto à direção da política desejada, que pode ser entendida sob duas perspectivas: a. Uma, que se propõe, segundo uma concepção elitista de democracia, a selecionar e formar as elites dirigentes; e b. Outra, que se propõe a incorporar um princípio de democracia, que prevê a inclusão tanto de servidores efetivos quanto dos agentes políticos, potencializando, assim, re-significação das atitudes e práticas de trabalho. A primeira opção aponta para uma política de investimentos nas funções de gerência estratégica e intermediária, partindo do pressuposto de que a aplicação do princípio da unidade de comando, em 12

13 que uns pensam e outros executam, é suficiente para dar conta do complexo jogo de variáveis e influências que interferem na gestão da coisa pública. Esta, infelizmente, vem sendo a prática adotada por todos aqueles que defendem a Nova Gestão Pública ou o Gerencialismo. Já o segundo caminho aponta para uma concepção de gestão pública em que o servidor público e o agente de políticas públicas devem ser vistos como atores capazes de conceber e viabilizar novas práticas de trabalho articuladas com os princípios definidos anteriormente. A formação assim concebida passa a ser um instrumento de qualificação da gestão pública, que significa dotar a administração pública de capacidade para dar respostas às demandas sociais, definidas através de processos participativos. O Estado do Rio Grande do Sul pode ser visto como uma referência deste segundo caminho, pois crê que o agente público, especialmente o servidor público, é fundamental na relação existente entre o Estado e o cidadão. A Gestão Pública é um conceito que deve ser pensado, compreendido e operacionalizado na sua historicidade, o que implica na necessidade de se ter clareza das transformações pelas quais as sociedades estão passando, e em particular, as transformações que envolvem a Administração Pública, que não pode ser concebida como uma ilha, nem muito menos como uma realidade excluída ou marginalizada dos projetos das sociedades, consideradas em seus aspectos mais gerais, como também em questões regionais ou locais. As transformações nas relações entre o Estado e a Sociedade determinam formas de conceber a Gestão Pública, a sua inserção nas sociedades locais, bem como o seu fazer, como elemento integrante das mesmas. Sendo assim, é mais adequado pensar em Gestões Públicas, demandando uma ação coordenada de instâncias e níveis político e organizativo-administrativos. Em nossos dias, a expressão gestão pública vem sendo freqüentemente empregada em substituição à Administração Pública, que se referia a um momento passado do conjunto das instituições estatais nas sociedades capitalistas. O termo indicaria a maior incorporação de valores e técnicas de gestão oriundas da iniciativa empresarial privada e uma nova concepção de governança, em substituição à noção de governo. Em nossa proposta a expressão não assume esta visão limitada, mas reconhece que houve uma transformação na administração pública e que há uma área de política pública que pode ser chamada de gestão pública, sem ser estreita e equivocada, isto é, uma simples incorporação da gestão empresarial privada no setor público. A ação governamental e o serviço público seguem lógicas diferentes da empresa capitalista e a gestão pública é uma área (meio) de política pública, na qual diferentes visões estão disputando politicamente suas posições. A Gestão Pública Participativa que pretendemos engloba um conjunto de conhecimentos, processos e técnicas que vão desde os processos de escolhas públicas e da formação de políticas públicas aos métodos e técnicas que facilitam sua transformação e o seu acompanhamento e avaliação. Relacionase, portanto com questões do seguinte tipo: que escolhas públicas devem ser feitas e como devem ser feitas? que processos devem ser desenvolvidos, não só para a tomada de decisão democrática, mas para que haja eficácia e eficiência das instituições ou projetos decorrentes das escolhas públicas? 13

14 que instrumentos de gestão devem ser utilizados e/ou, possivelmente, criados? de que forma estas escolhas públicas, processos e instrumentos de gestão afetam a vida das comunidades locais e os indivíduos? qual o grau de poder efetivo as comunidades locais e os indivíduos têm sobre as escolhas públicas, os processos de transformação social e os instrumentos de gestão? Programa Escola de Governo Pensando em responder a essas questões, mesmo que de forma, mesmo que de forma ainda experimental, foi criado o Programa Escola de Governo, coordenado pela Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, instituição responsável pela capacitação dos servidores públicos do estado do Rio Grande do Sul. O programa Escola de Governo é um plano de formação, cujos objetivos principais são a possibilidade de revisão e o aprofundamento dos processos de compreensão e intervenção no serviço público e o estímulo ao desenvolvimento de uma cultura de educação continuada dirigida aos servidores públicos estaduais e não apenas aos gestores principais ou aos gerentes. É destinado a todos os servidores do estado do Rio Grande do Sul, sendo financiado com recursos próprios do Orçamento estadual, não havendo repasse de custo nem para os órgãos e nem para os servidores. O programa Escola de Governo se compõe de três frentes de atuação: a) Formação em Gestão Pública. b) Competências Básicas para o Serviço Público. c) Assessoria para Elaboração de Planos de Capacitação dos Órgãos da Administração Pública Estadual. Tratarei neste artigo especificamente do Programa de Formação em Gestão Pública. A estrutura do mesmo é dividida em três níveis: - Curso de Iniciação à Gestão Pública (52 h/a, com o objetivo de sensibilizar o participante no que diz respeito a conceitos e princípios que regulam a administração pública, em um Estado voltado para a cidadania não tem exigência de escolaridade); - Curso de Aperfeiçoamento em Gestão Pública (120h/a, com o objetivo de facilitar o aperfeiçoamento das capacidades técnicas para formular e gerenciar programas e estratégias que visem o fortalecimento da relação entre as demandas sociais e a eficiência na prestação do serviço público exige-se que o servidor tenha o Ensino Médio concluído); - Curso de Especialização em Gestão Pública Participativa (405 h/a). O Curso de Especialização em Gestão Pública Participativa, realizado em convênio com a 14

15 Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), possui uma carga horária de 405 horas aula, sendo 360 em disciplinas e 45 na Monografia de Final de curso (vide Quadro 1). O curso tem uma duração de mínima de 24 semanas (6 meses) e máxima de 12 (doze) meses, incluindo a elaboração e apresentação da Monografia de Final de Curso. As vagas serão preenchidas por portadores de diploma de nível superior selecionados pela avaliação de propostas de problema de pesquisa que conduza a elaboração da Monografia Final. O Curso de Especialização em Gestão Pública Participativa é oferecido em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. No caso específico da Especialização em Gestão Pública Participativa o perfil de aluno buscado é mais abrangente e está voltado para: a. servidores dos Poderes Executivos Municipais e do Poder Executivo Estadual (em atuação na Capital e no interior do estado); b. servidores dos Poderes Legislativos Municipais e do Poder Legislativo Estadual (inclusive assessores parlamentares/legislativos); e c. agentes de políticas públicas atuando em entidades não-governamentais e movimentos sociais. O projeto pedagógico da Formação em Gestão Pública busca formar agentes públicos capazes de: a. ter uma compreensão critica da formação do Estado brasileiro e em particular do Rio Grande do Sul, de forma a atuar na construção de um Novo Estado, fundado nos princípios da participação popular e da cidadania plena; b. identificar e solucionar os problemas decorrentes de sua prática profissional através da pesquisa aplicada e da elaboração de projetos de gestão pública participativa; c. construir uma nova organização estatal capaz de atender às necessidades dos diversos segmentos da sociedade e ao protagonismo que os movimentos sociais devem adquirir na relação com o Novo Estado; d. conhecer criticamente os instrumentos, regras e normas legais que regem hoje a relação do Estado com a sociedade; e. desenvolver os processos de trabalho que sejam necessários e viáveis para uma gestão pública participativa, isto é, efetivamente democrática, baseada em canais permanentes de participação popular; f. entender a gestão pública participativa no sentido de uma crescente e radical democratização da ação governamental. Os grandes objetivos do Programa de Formação em Gestão Pública são: a. criar condições para o exercício da capacidade crítica e reflexiva dos servidores e dos agentes de políticas publicas, a fim de que possam compreender melhor e repensar o seu trabalho; b. criar condições para que a Gestão Pública possa ser pensada pelos servidores e pelos agentes de 15

16 políticas publicas sob a ótica do pleno exercício da Cidadania. Resta claro, por fim, que o papel do servidor público num Estado Democrático e Participativo é bastante distinto do modelo proposto pela Nova Gestão Pública. Mesmo que ainda estejamos longe de atingir um padrão ideal de prestação de serviços públicos à cidadania, é inegável que o investimento feito nos servidores públicos, valorizando o papel desempenhado pelos mesmos no processo de democratização do Estado, pela via da participação, é o único caminho para a eficácia das organizações públicas, numa concepção de Estado orientado para o atendimento qualificado da sociedade. Conclusões No Brasil, desde a aprovação da Emenda Constitucional da Reforma Administrativa (EC nº 19, de 4/6/1998), muito se tem ouvido falar em Nova Administração Pública, Administração Gerencial ou Nova Gestão Pública. A escola ou movimento da Nova Administração Pública apresentou-se como um sistema de pensamento ideológico que pretendia transpor idéias geradas no setor privado para dentro da Administração Pública. A Teoria Administrativa, tradicionalmente aplicada às organizações privadas, e embasada numa racionalidade econômica e de mercado, desenvolveu-se sobremaneira nos grandes centros do capitalismo. Tal pensamento agora, na esteira do discurso da crise do Estado, que permeou o debate político e acadêmico nos anos 90, voltou-se mais recentemente para as organizações públicas, propondo uma reestruturação do setor público com base em conceitos, paradigmas, valores e idéias tradicionalmente aplicadas ao mercado. O economicismo de cunho neoliberal, pensamento único imperante nestes tempos de globalização, investe agora, de forma quase profética, contra o setor público, com a pretensão de modernizá-lo, resgatá-lo de atraso histórico e torná-lo mais eficiente. Em termos jurídicos, pretende-se, ao que parece, substituir-se o direito público pelo direito privado na condução dos negócios públicos. Enfim, ninguém, em sã consciência, pode ser contra o aperfeiçoamento da Administração Pública, em todos os seus níveis federativos. É a inexorável dinâmica da vida e das instituições. De tal aperfeiçoamento depende, em última análise, a realização dos fins imediatos do Estado e a prestação eficiente de serviços públicos à sociedade, no plano municipal, estadual, regional e federal. A Constituição Federal de 1988 ocupou-se sobremaneira com o setor público, tradicionalmente marcado por vícios antigos e persistentes, tais como o patrimonialismo, o autoritarismo, o clientelismo, o nepotismo, a corrupção generalizada, a impermeabilidade à democracia e à participação popular, a falta de transparência e ineficiência dos mecanismos de controle público, tanto estatais quanto nãoestatais. Na ânsia de estabelecer em toda a federação uma Administração Pública compatível com os postulados do Estado Democrático de Direito, o Texto Constitucional originário, de 1988, hoje irreconhecível, disciplinou vários aspectos do chamado setor público, tanto do ponto de vista de sua organização e funcionamento, quanto da conduta de seus agentes. Neste sentido fixou princípios rígidos para toda a Administração direta e indireta, disciplinou de forma rigorosa a investidura em cargos, empregos e funções públicas, bem como o preenchimento de cargos em comissão, estabeleceu regras para o funcionalismo público, seu regime jurídico, sua remuneração, bem como para questões importantes, tais como as licitações e os contratos públicos, além de outros aspectos. Embora tal modelo não fosse perfeito, sendo, sob este aspecto, passível de aperfeiçoamento, as novas diretrizes acima referidas, aliadas a outras espalhadas pelo Texto Constitucional, contribuíram sobremaneira, nos últimos 12 anos, para elevação dos níveis de legalidade, legitimidade, moralidade, transparência e democracia na Administração Pública brasileira, não lhe comprometendo, como querem alguns, a 16

17 eficiência e o desempenho. A ineficiência atribuída à Administração Pública pátria, como de resto a outros setores do Estado brasileiro, deve ser tributada a outros fatores, principalmente de natureza política e mesmo cultural, e não exclusivamente ao modelo jurídico-administrativo positivado no Texto Constitucional. O novo capítulo da Administração Pública, tal como plasmado na Constituição pela Emenda nº 19/98, iniciou-se sob o signo do princípio da eficiência (art. 37, caput), agora arrolado ao lado dos princípios tradicionais (legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidades). O novo modelo, plasmado pela Emenda 19/98, acenou para uma maior flexibilização do sistema positivado pelo Constituinte de Diversos são os indícios desta orientação, facilmente detectáveis entre nós. Citem-se alguns: adoção de uma programa de privatização em larga escala; terceirização de diversos serviços públicos importantes; adoção de valores gerenciais e de mercado na Administração Pública direta e indireta; mentalidade voltada para o mercado e orientação para o cliente; redução progressiva dos gastos sociais; administração hierarquizada; ênfase na mudança pelas cúpulas, e não pelas bases, relegadas ao descaso; separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional; ênfase no papel do gerente (daí a expressão Administração Gerencial ), do técnico, com aumento da tecnocracia e do deficit democrático das novas instituições (agências executivas e agências reguladoras); adoção em larga escala do regime celetista em substituição ao estatutário, com possibilidade de dispensa nos moldes privados; quebra da estabilidade; freqüentes cortes orçamentários e aviltamento da situação dos servidores públicos; ênfase nos resultados, nas metas, e menosprezo aos procedimentos, com a conseqüente flexibilização (entenda-se descaso) do princípio da legalidade em matérias vitais, tais como licitações, contratações de bens e serviços, nomeação/contratação/dispensa de servidores públicos. A Administração Pública é, assim, tratada como se fosse uma grande empresa, uma grande companhia, conduzida por uma nova tecnocracia de gestores, a quem incumbem atingir metas e resultados, sob pena se serem exonerados, à semelhança do que ocorre com grandes executivos no setor privado. Esta nova classe de gestores apresenta-se como dotada de grande autonomia, supostamente alheia aos interesses políticos e econômicos. Como toda tecnocracia, grande é também sua autonomia (pra não dizer impermeabilidade) em relação aos apelos coletivos, aos chamados controles sociais, inerentes à cidadania e ao Estado Democrático de Direito. Não resta dúvida que a complexa Administração Pública brasileira, tem-se revelado historicamente, e por influência de fatores diversos, patrimonialista, clientelista, burocrática, centralizadora, esbanjadora, ineficiente e com baixo nível de desempenho. Agregue-se a isso a ineficiência persistente dos mecanismos institucionais de controle externo (legislativo e tribunais de contas) e interno (controle administrativo), a impunidade histórica dos maus gestores (governadores e prefeitos, principalmente). Agregue-se, também, que, se estamos longe de ser um Estado de Direito, longe também estamos da fórmula do Estado Democrático. Incipientes ainda são os chamados controles sociais. Muitas vezes, em meio a uma lógica burocrática e perversa, desvinculada de políticas públicas, a Administração Pública parece esquecer sua vocação primeira, qual seja, o serviço da sociedade, serviço este que deve ser prestado de forma eficiente. Não se pode, contudo, pretender atacar tais males transformando-se a Administração Pública numa grande empresa. Para atender às cambiantes exigências coletivas, numa sociedade cada vez mais complexa, a Administração Pública deve estar em permanente processo de aperfeiçoamento e modernização, sempre ocupada com a eficiência dos serviços que presta à sociedade, às empresas e aos cidadãos. A prestação de serviços públicos é a razão de ser e condição de legitimidade de qualquer organização administrativa. 17

18 Entretanto, por sorte, o avanço do neoliberalismo no Mundo e o conseqüente avanço da Nova Gestão Pública ainda encontram resistências, como é o exemplo do Rio Grande do Sul, no Brasil, onde um governo do Partido dos Trabalhadores vem demonstrando que é possível criar alternativas a um modelo de administração pública privatista. A dimensão política da Reforma do Estado tem sido viabilizada com brilho pelas administrações petistas, especialmente através do Orçamento Participativo. No que se refere ao controle social, nossos governos têm estado na vanguarda, ao implantar mecanismos os mais diversos para garantir a participação direta dos cidadãos; mas ainda é necessário um investimento efetivo na melhoria da capacidade de intermediação de interesses por parte dos gestores públicos. A dimensão econômica da crise fiscal tem sido enfrentada em função da necessidade de garantir recursos para promover o desenvolvimento econômico e social, mas a atenção à qualidade do gasto público nem sempre tem sido privilegiada como necessário. A dimensão administrativa tem sido, comparativamente, a que menos avançou; e, é nesse campo, que está o maior desafio ao modo petista de governar. Os elementos de eficácia e eficiência, assim como o de incorporação de novas tecnologias de gestão, ainda não freqüentam com regularidade nosso discurso e nossa prática. O processo de empowerment da burocracia estatal também carece de ações mais consistentes, visto que a maior parte de nossas ações concentra-se na sua profissionalização. Enfim, como diz o velho, mas nunca esquecido, ditado, um outro Mundo é possível. Bibliografia ABRUCIO, Fernando Luiz. Os avanços e os dilemas do modelo pós-burocrático: a reforma da administração pública à luz da experiência internacional recente. In: BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos e SPINK, Peter (Orgs.). Reforma do Estado e administração pública gerencial. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1998, cap. 6, p O Longo Caminho das Reformas nos Governos Estaduais: Crise, Mudanças e Impasses. In: Reforma do Estado e Mudança Institucional no Brasil. Rio de Janeiro: 1998, p BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de direito administrativo. 12ª ed. São Paulo: Malheiros, BAQUERO, Marcello. A desconfiança como fator de instabilidade política na América Latina. In:, CASTRO, Henrique Carlos de Oliveira de e GONZÁLEZ, Rodrigo Stumpf (organizadores). A construção da democracia na América Latina: estabilidade democrática, processos eleitorais, cidadania e cultura política. Porto Alegre: Ed. Universidade / UFRGS / Centro Educacional La Salle, 1998, p Democracia e reforma eleitoral na América Latina. In: TRINDADE, Hélgio (organizador). Reforma eleitoral e representação política (Brasil anos 90). Porto Alegre: Editora da Universidade / UFRGS, 1992, p Partidos e cultura política na América Latina: uma combinação de instabilidade política? In: (organizador). Desafios da democratização na América Latina. Porto Alegre: Editora da Universidade / UFRGS / Centro Universitário La Salle, BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia: uma defesa das regras do jogo. 5ªed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, BONAVIDES, Paulo. Ciência política.10ªed. São Paulo: Malheiros Editores, BOS, Ellen. El rol de los actores en los procesos de transición. In: ARAUJO, Manuel Mora y (organizador). Los actores sociales y políticos en los procesos de transformación en América Latina. Buenos Aires: Fundación Konrad Adenauer Stifung, 1997, p CASTRO, Henrique Carlos de Oliveira de. Cultura política, democracia e hegemonia: uma tentativa de explicação do comportamento político não-democrático. In: BAQUERO, Marcello, CASTRO, Henrique Carlos de Oliveira de e GONZÁLEZ, Rodrigo Stumpf (organizadores). A construção da democracia na América Latina: estabilidade democrática, processos eleitorais, cidadania e 18

19 cultura política. Porto Alegre: Ed. Universidade / UFRGS / Centro Educacional La Salle, 1998, p DAHL, Robert. Polyarchy: participation and opposition. New Haven: Yale University Press, DINIZ, Eli. Governabilidade, governance e reforma do Estado: considerações sobre o novo paradigma. Revista do Serviço Público, Brasília, v. 47, n. 2, p mai./ago.1996 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 11ª ed. São Paulo: Atlas, DUVERGER, Maurice. Ciência política: teoria e método. Rio de Janeiro: Zahar Editores, FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS. Site na Internet (www.fdrh.rs.gov.br) GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Site na Internet (www.estado.rs.gov.br) HABERMAS, Jürgen. Direito e Democracia: entre facticidade e validade, tomo II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997, p.92. HUNTINGTON, Samuel. The wird wave. Democratization in the late twentieth century. Oklahoma: University Press, KLIKSBERG, Bernardo. Palestra proferida na Câmara dos Deputados, em MARTINS, Luciano. Instabilidade política e governabilidade na construção democrática. In: VELLOSO, João Paulo dos Reis (coordenador). Governabilidade, sistema político e violência urbana. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994, p O DONNELL, Guillermo. Transições, continuidades e alguns paradoxos. In: O DONNELL, Guillermo y REIS, Fábio Wanderley (organizadores). A democracia no Brasil: dilemas e perspectivas. São Paulo: Vértice / Editora Revista dos Tribunais, ODRIA, Alberto Borea. En qué etapa se encuentra la consolidación política y económica de América Latina? In: ARAUJO, Manuel Mora y (organizador). Los actores sociales y políticos en los procesos de transformación en América Latina. Buenos Aires: Konrad Adenauer Stifung, 1997, p PRZEWORSKI, Adam. Democracia e mercado: reformas políticas e econômicas na Europa Oriental e na América Latina. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, Democracia y representación. Revista Reforma y Democracia, Caracas, nº10, p.7-44, Sobre o desenho do Estado: uma perspectiva agente x principal. In: BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos e SPINK, Peter (Orgs.). Reforma do Estado e Administração Pública Gerencial. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1998, cap. 2, p SANTOS, Luiz Alberto dos. Reforma admnistrativa no contexto da democracia: a PEC nº173/95 e sua adequação ao Estado brasileiro. Brasília: DIAP, SARTORI, Giovanni. A teoria da democracia revisitada (Vol.1). São Paulo: Editora Ática, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL. Site na Internet (www.uergs.rs.gov.br) Resenha Biográfica Aragon Érico Dasso Júnior é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais (PUCRS) e em Letras (UFRGS); especialista em Ciência Política (PUCRS), Estudos da Linguagem (UFRGS) e Políticas de Integración (UNLP); mestre em Ciência Política (UFRGS) e em Integración Latinoamericana (UNLP); e doutorando em Direito (UFSC) e em Derecho (UNLP). É Técnico Científico e docente da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), atualmente exercendo a função de Assessor Técnico da Secretaria da Coordenação e Planejamento do Estado do Rio Grande do Sul. Também exerce a docência na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e na Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (RS). 19

20 Secretaria da Coordenação e Planejamento do Estado do Rio Grande do Sul Avenida Borges de Medeiros 1501, 5º andar CEP Centro Porto Alegre Rio Grande do Sul Brasil Telefone: Fax: ou Quadro 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL - UERGS Área de Gestão Pública Programa de Pós-Graduação Lato Sensu CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA PARTICIPATIVA (De acordo com as normas do Conselho Nacional de Educação, Resolução CES nº 1, de 3 de abril de 2001). Módulos Temáticos (disciplinas) e Carga Horária do 1º Curso Módulo 1: Oficina de Pesquisa I - 15h Troca de experiências e de soluções de problemas com base nos pré-projetos apresentados para ingresso no curso com o objetivo de identificar questões de gestão pública que deverão orientar cada aluno na busca de sua Linha de Pesquisa para a realização da Monografia Final. Introdução à pesquisa. Módulo 2: Introdução à Construção do Novo Conhecimento - 30h Os principais paradigmas filosóficos e epistemológicos da contemporaneidade. A relação constitutiva entre processos vitais e processos de conhecimento. Tipos de saberes. Causalidade e complexidade. Módulo 3: Formação do Estado brasileiro - 45h Herança patrimonial e estamento burocrático. O público e o privado. A reforma neoliberal do Estado e da administração pública no Brasil (EC # 19/1998). Centralização e descentralização. Município e poder local. Formação histórica e política do Rio Grande do Sul. Módulo 4: Política e Cidadania - 30h Atores e instituições políticas no Brasil contemporâneo. A construção histórica dos direitos (civis, políticos e sociais): a cidadania. Instrumentos legais de controle social. Movimentos sociais: gênero e raça. Exclusão e inclusão social. Hegemonia e contra-hegemonia. Democracia e democracia participativa. Experiências inovadoras em gestão pública. Módulo 5: Agenda Contemporânea 30h Globalização, erosão do Estado-Nação, crises de identidade (nacional e regional). Agenda pública vs. agenda da mídia. Relações internacionais. A formação de blocos regionais. Módulo 6: Desenvolvimento, Tecnologia e Trabalho 30h Desenvolvimento autônomo e sustentável: as questões ambiental e urbana. Mercado e desenvolvimento regional. Novas tecnologias e as transformações no mundo do trabalho. Tendências e alternativas. Módulo 7: Comunicação Pública 30h Comunicações e contemporaneidade. Formação e pesquisa da opinião pública. Comunicações no 20

3. Experiências de Reformas Administrativas

3. Experiências de Reformas Administrativas A Máquina Administrativa no Brasil: da Burocracia à New Public Management 3. Experiências de Reformas Administrativas - 1930/45 A Burocratização da Era Vargas. - 1956/60 A Administração Paralela de JK.

Leia mais

Amigos concurseiros, Administração Pública (Banca FGV)

Amigos concurseiros, Administração Pública (Banca FGV) 1 Amigos concurseiros, Tendo em visto a iminência da realização de mais um concurso para a Secretaria de Fazenda do Estado RJ (SEFAZ/RJ), vamos analisar as questões de Administração Pública que caíram

Leia mais

3. Experiências de Reformas Administrativas

3. Experiências de Reformas Administrativas A Máquina Administrativa no Brasil: da Burocracia à New Public Management 3. Experiências de Reformas Administrativas - 1930/45 A Burocratização da Era Vargas. - 1956/60 A Administração Paralela de JK.

Leia mais

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola 3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola João Ferreira de Oliveira - UFG Karine Nunes de Moraes - UFG Luiz

Leia mais

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 A Constituição de 1988 criou a possibilidade de que os cidadãos possam intervir na gestão pública. Pela via do controle social, influenciam

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Por Agnaldo dos Santos* Publicado em: 05/01/2009 Longe de esgotar o assunto, o artigo Privatização, Terceirização e

Leia mais

REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado

REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado REFORMA OU DESMONTE? Análise crítica acerca do Plano Diretor da Reforma do Estado Ana Carolyna Muniz Estrela 1 Andreza de Souza Véras 2 Flávia Lustosa Nogueira 3 Jainara Castro da Silva 4 Talita Cabral

Leia mais

O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA

O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA O CURSO DE GESTÃO PÚBLICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: UMA CONCEPÇÃO AMPLIADA DE GESTÃO PÚBLICA Vera Alice Cardoso SILVA 1 A origem: motivações e fatores indutores O Curso de Gestão Pública

Leia mais

Gestão estratégica de pessoas e planos de carreira. Módulo4 Plano de Carreira e Remuneração

Gestão estratégica de pessoas e planos de carreira. Módulo4 Plano de Carreira e Remuneração Gestão estratégica de pessoas e planos de carreira Módulo4 Plano de Carreira e Remuneração Fundação Escola Nacional de Administração Pública Presidente Gleisson Rubin Diretor de Desenvolvimento Gerencial

Leia mais

VI política de recursos humanos. Gestão de Pessoas

VI política de recursos humanos. Gestão de Pessoas VI política de recursos humanos Gestão de Pessoas mensagem presidencial GESTÃO DE PESSOAS O Governo Federal estabeleceu, em todos os setores, um processo amplo de diálogo e de participação. Assim, a opção

Leia mais

ESTRUTURAÇÃO DA MÁQUINA ADMINISTRATIVA NO BRASIL DESDE 1930: DIMENSÕES ESTRUTURAIS E CULTURAIS

ESTRUTURAÇÃO DA MÁQUINA ADMINISTRATIVA NO BRASIL DESDE 1930: DIMENSÕES ESTRUTURAIS E CULTURAIS Wagner Rabello ESTRUTURAÇÃO DA MÁQUINA ADMINISTRATIVA NO BRASIL DESDE 1930: DIMENSÕES ESTRUTURAIS E CULTURAIS É pela perspectiva weberiana que podemos ver que o Estado brasileiro tem como característica

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

Fórum Região Sul. EIXO TEMÁTICO 3 - O trabalho e o trabalhador da Vigilância Sanitária. Curitiba. 7 a 9 de julho de 2015. Lenice Reis ENSP/FIOCRUZ

Fórum Região Sul. EIXO TEMÁTICO 3 - O trabalho e o trabalhador da Vigilância Sanitária. Curitiba. 7 a 9 de julho de 2015. Lenice Reis ENSP/FIOCRUZ Fórum Região Sul Curitiba 7 a 9 de julho de 2015 EIXO TEMÁTICO 3 - O trabalho e o trabalhador da Vigilância Sanitária Lenice Reis ENSP/FIOCRUZ Para lembrar... A Reforma Sanitária Brasileira, ao postular

Leia mais

Governabilidade = Poder de Governo

Governabilidade = Poder de Governo 6. Governabilidade, Governança e Accountability 1. Governança 2. Controle por Resultados 3. Accountability Esta tríade reflete os princípios da Nova Gestão Pública e serviu de fundamento para o desenho

Leia mais

www.concursovirtual.com.br

www.concursovirtual.com.br Questões de Administração Pública Brasileira I ESAF - 2012 - CGU - Analista de Finanças e Controle 1. O foco das atividades de monitoramento e avaliação na Administração Pública é a) garantir a legalidade

Leia mais

O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios

O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios 10 de Novembro de 2011 2º Congresso de Gestão do Ministério Público Informação confidencial e de propriedade da Macroplan Prospectiva

Leia mais

O Princípio da Eficiência na Administração Pública

O Princípio da Eficiência na Administração Pública O Princípio da Eficiência na Administração Pública Cristiane Fortes Nunes Martins 1 1. Introdução A Administração Pública é regida por princípios que se encontram discriminados na Constituição Federal

Leia mais

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Características da Federação Brasileira Federação Desigual Federação

Leia mais

Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro

Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro Uma Breve análise da FUNPRESP e a PL 1992/2007: mais uma vitória do capital financeiro * Fernando Marcelino A mundialização financeira, desde meados da década de 1960, em conjunto com uma série de medidas

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR Nº 141, DE 03 DE SETEMBRO DE 2009.

LEI COMPLEMENTAR Nº 141, DE 03 DE SETEMBRO DE 2009. LEI COMPLEMENTAR Nº 141, DE 03 DE SETEMBRO DE 2009. O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO: Dispõe sobre o Modelo Integrado de Gestão do Poder Executivo do Estado de Pernambuco. Faço saber que a Assembléia

Leia mais

Como calcular o número necessário de servidores? E QUANDO O PROCESSO DE TRABALHO NÃO É QUANTIFICÁVEL COM FACILIDADE? ALTERNATIVA 2 Uma possibilidade para transpor essa restrição seria a utilização de um

Leia mais

CURSO ON-LINE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ICMS-SP PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS. Prova Comentada

CURSO ON-LINE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ICMS-SP PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS. Prova Comentada Prezados, alunos! Prova Comentada Seguem abaixo os comentários da prova de Administração Pública do ICMS-SP, que ocorreu neste final de semana. Não vejo possibilidade de recursos. Abraço, Rafael Encinas.

Leia mais

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E GESTÃO: INICIATIVAS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO E ESTADO DE SÃO PAULO

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E GESTÃO: INICIATIVAS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO E ESTADO DE SÃO PAULO AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E GESTÃO: INICIATIVAS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO E ESTADO DE SÃO PAULO Sousa, S. M. Z. L.; Alavarse, O. M.; Arcas, P. H.; Machado, C. e Steinvascher, A. Faculdade de Educação - Universidade

Leia mais

Conselho Regional de Administração de São Paulo CRA-SP

Conselho Regional de Administração de São Paulo CRA-SP Conselho Regional de Administração de São Paulo CRA-SP Grupo de Excelência de Estudos em Administração Pública - GEAP 04.10.2012 CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO - CFA CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

Política Nacional de Gestão de Pessoas no Governo Lula. uma construção negociada e inovadora

Política Nacional de Gestão de Pessoas no Governo Lula. uma construção negociada e inovadora Política Nacional de Gestão de Pessoas no Governo Lula uma construção negociada e inovadora POLÍTICA DE GESTÃO DE PESSOAS A construção de uma política de gestão de pessoas para o Governo Federal tem por

Leia mais

A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ

A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ 1 A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ Mayara de Freitas Orientadora Profa. Dra. Sandra Aparecida

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS CAPÍTULO II DA FINALIDADE, VINCULAÇÃO E SEDE

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS CAPÍTULO II DA FINALIDADE, VINCULAÇÃO E SEDE LEI N. 2.031, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2008 Institui o Serviço Social de Saúde do Acre, paraestatal de direito privado, na forma que especifica. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que

Leia mais

Fundo de Previdência Complementar da União PL nº 1.992 de 2007

Fundo de Previdência Complementar da União PL nº 1.992 de 2007 Fundo de Previdência Complementar da União PL nº 1.992 de 2007 Assessoria Econômica - ASSEC Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Brasília, maio de 2008 Roteiro Situação atual do Regime Próprio

Leia mais

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR 1 Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR A Definição e organização do sistema: 1 O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial

Leia mais

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ Princípio A segurança pública deve promover a cidadania e prevenir a criminalidade. Princípio As políticas de segurança pública devem ser transversais.

Leia mais

Características das Autarquias

Características das Autarquias ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Professor Almir Morgado Administração Indireta: As entidades Administrativas. Autarquias Define-se autarquia como o serviço autônomo criado por lei específica, com personalidade d

Leia mais

Fundações Estatais como estratégia para Novos Modelos Públicos de Gestão Hospitalar. Pedro R. Barbosa ENSP/FIOCRUZ

Fundações Estatais como estratégia para Novos Modelos Públicos de Gestão Hospitalar. Pedro R. Barbosa ENSP/FIOCRUZ Fundações Estatais como estratégia para Novos Modelos Públicos de Gestão Hospitalar Pedro R. Barbosa ENSP/FIOCRUZ 1 O Problema I Reconhecimento da inadequação e da rigidez do modelo da administração pública

Leia mais

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal

Autarquia. Administração Indireta. Figura sujeita a polemicas doutrinárias e de jurisprudência. Ausente na estrutura do Executivo Federal Administração Direta Fundação Publica Direito Público Consórcio Público Direito Público Fundação Publica Direito Privado Empresa Pública Consórcio Público Direito Privado Sociedade Economia Mista Subsidiária

Leia mais

3.2. Gestão financeira descentralizada: planejamento, aplicação e acompanhamento de recursos

3.2. Gestão financeira descentralizada: planejamento, aplicação e acompanhamento de recursos 3.2. Gestão financeira descentralizada: planejamento, aplicação e acompanhamento de recursos João Ferreira de Oliveira UFG Karine Nunes de Moraes UFG Luiz Fernandes Dourado UFG O objetivo deste texto é

Leia mais

POLÍTICA DE GESTÃO DE CARGOS E SALÁRIOS

POLÍTICA DE GESTÃO DE CARGOS E SALÁRIOS POLÍTICA DE GESTÃO DE CARGOS E SALÁRIOS I. Introdução Este Manual de Gestão de Cargos e Salários contempla todas as Áreas e Equipamentos da POIESIS e visa a orientar todos os níveis de gestão, quanto às

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA ANÁLISE DOS INDICADORES E METAS DO ACORDO DE RESULTADOS DA DIRETORIA DE FISCALIZAÇÃO DO DER/MG.

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA ANÁLISE DOS INDICADORES E METAS DO ACORDO DE RESULTADOS DA DIRETORIA DE FISCALIZAÇÃO DO DER/MG. CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, PESQUISA E EXTENSÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO/MBA GESTÃO PÚBLICA ANÁLISE DOS INDICADORES E METAS DO ACORDO DE RESULTADOS DA DIRETORIA DE FISCALIZAÇÃO

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS

DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA REGIONAIS OBJETIVOS Dotar as Promotorias de Justiça

Leia mais

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS 2014 1 Índice 1. Contexto... 3 2. O Programa Cidades Sustentáveis (PCS)... 3 3. Iniciativas para 2014... 5 4. Recursos Financeiros... 9 5. Contrapartidas... 9 2 1. Contexto

Leia mais

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler

Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler Faculdade Internacional de Curitiba MBA em Planejamento e Gestão Estratégica Mapas Estratégicos Prof. Adriano Stadler AULA 5 - PERSPECTIVA DE APRENDIZADO E CRESCIMENTO Abertura da Aula Uma empresa é formada

Leia mais

Ajuste Fiscal Gaúcho - Fase 2. fazer o que precisa ser feito para um rs sustentável

Ajuste Fiscal Gaúcho - Fase 2. fazer o que precisa ser feito para um rs sustentável FASE 1 Redução de secretarias Contingenciamento de CCs em 35% Reprogramação orçamentária com redução média de 21% do custeio Revisão de contratos com fornecedores Limitação de cedência de servidores Implementação

Leia mais

Fundações Estatais e Contratos de Gestão: fortalecimento do Estado na área social e em particular para hospitais públicos -SUS

Fundações Estatais e Contratos de Gestão: fortalecimento do Estado na área social e em particular para hospitais públicos -SUS Fundações Estatais e Contratos de Gestão: fortalecimento do Estado na área social e em particular para hospitais públicos -SUS VI Fórum Brasileiro sobre Reforma do Estado Rio de Janeiro Pedro R. Barbosa

Leia mais

Empreendedores Públicos. Outubro de 2007

Empreendedores Públicos. Outubro de 2007 Empreendedores Públicos Outubro de 2007 CONTEXTO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MINEIRA Equilíbrio Fiscal Déficit Zero Qualidade Fiscal Reorganização Institucional Racionalizar o setor público Estratégia GERAES

Leia mais

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO, TRABALHO E SOLIDARIEDADE

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO, TRABALHO E SOLIDARIEDADE LEI nº, de de (Projeto de Lei nº 00/04, do Executivo) Institui o Programa Oportunidade Solidária, estabelece princípios fundamentais e objetivos da Política de Fomento à Economia Popular Solidária do Município

Leia mais

Gestão de Recursos Humanos e Contratualização. Nelson Marconi

Gestão de Recursos Humanos e Contratualização. Nelson Marconi Gestão de Recursos Humanos e Contratualização Nelson Marconi Estágios das Políticas de Recursos Humanos 1º estágio: controles e ajuste das despesas 2º estágio: definição de políticas consistentes porém

Leia mais

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES 1 Apresentação 1. As comunicações, contemporaneamente, exercem crescentes determinações sobre a cultura,

Leia mais

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS DESAFIOS DO CAPITALISMO GLOBAL E DA DEMOCRACIA Luiz Carlos Bresser-Pereira A Reforma Gerencial ou Reforma à Gestão Pública de 95 atingiu basicamente os objetivos a que se propunha

Leia mais

EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS

EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS EXPANSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU CAPTANDO DESAFIOS Maria da Graça Ramos GEUIpesq/UFPel Resumo: No presente texto procura-se estabelecer as relações fundamentais entre a produção da ciência com a

Leia mais

Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU

Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU O Papel dos Tributos Imobiliários para o Fortalecimento dos Municípios Eduardo de Lima Caldas Instituto Pólis Marco

Leia mais

O NOVO INCRA 1. POR QUE MUDAR O INCRA

O NOVO INCRA 1. POR QUE MUDAR O INCRA O NOVO INCRA Apresentação Estamos chegando ao final do processo de reestruturação do Incra. Foram alguns meses de árduo trabalho, construindo nosso futuro. Chegamos agora ao termo de uma mudança que foi

Leia mais

Oficina Cebes DESENVOLVIMENTO, ECONOMIA E SAÚDE

Oficina Cebes DESENVOLVIMENTO, ECONOMIA E SAÚDE RELATÓRIO Oficina Cebes DESENVOLVIMENTO, ECONOMIA E SAÚDE 30 de março de 2009 LOCAL: FLÓRIDA WINDSOR HOTEL No dia 30 de março de 2009, o Cebes em parceria com a Associação Brasileira de Economia da Saúde

Leia mais

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes 1 Introdução A ascensão do sistema capitalista forjou uma sociedade formatada e dividida pelo critério econômico. No centro das decisões econômicas, a classe proprietária de bens e posses, capaz de satisfazer

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo)

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo) PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo) Institui a Lei da Meritocracia, através do Planejamento Estratégico da Administração Pública Brasileira e do Sistema Nacional de Gestão de

Leia mais

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE

DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE Fernando Luiz Abrucio DIMENSÃO DO ESTADO Principais Problemas Precariedade das informações Falta de Bancos de Dados compartilhados

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

Gestão Por Competências nas IFES

Gestão Por Competências nas IFES Goiânia 22 de Novembro de 2012 Gestão Por Competências nas IFES Anielson Barbosa da Silva anielson@uol.com.br A G E N D A 1 Desafios da Gestão de Pessoas nas IFES. 2 3 Bases Legais da Gestão de Pessoas

Leia mais

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES 202 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ALGUNS COMENTÁRIOS ANTES DE INICIAR O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO: a) Os blocos a seguir visam obter as impressões do ENTREVISTADO quanto aos processos de gestão da Policarbonatos,

Leia mais

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Página 1 de 8. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Página 1 de 8 LEI Nº 3325, de 17 de dezembro de 1999 Dispõe sobre a educação ambiental, institui a política estadual de educação ambiental, cria o Programa estadual de Educação Ambiental e complementa

Leia mais

GESTÃO DAS POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS NOS GOVERNOS ESTADUAIS BRASILEIROS

GESTÃO DAS POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS NOS GOVERNOS ESTADUAIS BRASILEIROS Inter-American Development Bank Banco Interamericano de Desarrollo Banco Interamericano de desenvolvimento Banque interámericaine de développment BR-P1051 Departamento de Países do Cone Sul (CSC) Rascunho

Leia mais

CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS

CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS 1. LEGISLAÇÃO - Fundamentação Constitucional: Art. 241 da CF/88 - Fundamentação Legal: Art. 116 da Lei 8.666/93, 2. CONCEITO - CONVÊNIO - é o acordo firmado por entidades políticas

Leia mais

CONTRATUALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE:

CONTRATUALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE: CONTRATUALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE: INSTRUMENTO DE CONTROLE E AVALIAÇÃO DOS CONTRATOS DE GESTÃO XXVI Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo 06/03/2012 Secretaria de Saúde

Leia mais

Análise da Prova ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA

Análise da Prova ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA Concurso de Auditor da Receita Análise da Prova ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA I. A liderança, a direção e a gerência são um mesmo papel que necessariamente deve ser desempenhado pelo administrador. II.

Leia mais

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004. O GOVERNADOR DO ESTADO DE RORAIMA: Faço saber que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 445 DE 07 DE JUNHO DE 2004 Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental, cria o Programa Estadual de Educação Ambiental e complementa a Lei Federal nº 9.795/99,

Leia mais

Poder e Dominação Segundo Max Weber. Dominação Legal, Dominação Tradicional, Dominação Carismática. Dominação Legal. Dominação Tradicional

Poder e Dominação Segundo Max Weber. Dominação Legal, Dominação Tradicional, Dominação Carismática. Dominação Legal. Dominação Tradicional Poder e Dominação Segundo Max Weber Poder significa toda oportunidade de impor sua própria vontade, no interior de uma relação social, até mesmo contra resistências, pouco importando em que repouse tal

Leia mais

Gestão por programas: uma nova concepção de orçamento

Gestão por programas: uma nova concepção de orçamento ... Cadernos FUNDAP n. 22, 2001, p. 111-116 Gestão por programas: uma nova concepção de orçamento Sandra Lúcia Fernandes Marinho SINOPSE A Portaria n. 42, de 14 de abril de 1999, do Ministério de Planejamento,

Leia mais

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP

PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP PROPOSTA PARA O AVANÇO DO MODELO DE GESTÃO DA SABESP OUTUBRO, 2002 ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS UNIVERSITÁRIOS DA SABESP - APU INTRODUÇÃO A Associação

Leia mais

Comentários à Consulta Pública do Ministério das Comunicações sobre o atual modelo de prestação de serviços de telecomunicações

Comentários à Consulta Pública do Ministério das Comunicações sobre o atual modelo de prestação de serviços de telecomunicações Comentários à Consulta Pública do Ministério das Comunicações sobre o atual modelo de prestação de serviços de telecomunicações São Paulo, 29 de dezembro de 2015. 1 INTRODUÇÃO A Associação Brasileira de

Leia mais

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável Este artigo é cópia fiel do publicado na revista Nu e va So c i e d a d especial em português, junho de 2012, ISSN: 0251-3552, . Aprofundar mudanças rumo a um modelo de desenvolvimento sustentável

Leia mais

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações CIDADES DIGITAIS CONSTRUINDO UM ECOSSISTEMA DE COOPERAÇÃO E INOVAÇÃO Cidades Digitais Princípios

Leia mais

DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL Com o advento da nova Constituição em 1988 e a promulgação e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em fins de 1996, novas perspectivas foram colocadas

Leia mais

Carta de Joinville 1) Sobre o Financiamento

Carta de Joinville 1) Sobre o Financiamento Carta de Joinville Os Secretários e Secretárias Municipais de Saúde, reunidos no XXIII Congresso Nacional das Secretarias Municipais de Saúde e IV Congresso Brasileiro de Saúde, Cultura de Paz e Não-Violência,

Leia mais

Experiência: Sistema de Custos e Informações Gerenciais do Banco Central do Brasil

Experiência: Sistema de Custos e Informações Gerenciais do Banco Central do Brasil Experiência: Sistema de Custos e Informações Gerenciais do Banco Central do Brasil Ministério da Fazenda Banco Central do Brasil Responsável: José Clovis Batista Dattoli, Chefe do Departamento de Planejamento

Leia mais

Plano de Trabalho 2013/2015

Plano de Trabalho 2013/2015 SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO REGIONAL UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FUNDAP SEADE CEPAM CONVÊNIO SPDR USP FUNDAP SEADE CEPAM ANEXO I Plano de Trabalho 2013/2015 OUTUBRO DE 2013 I. JUSTIFICATIVAS

Leia mais

Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras

Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras Plano de Trabalho e Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras 1. Introdução O Projeto Político-Pedagógico da Escola Legislativa de Araras foi idealizado pelo Conselho Gestor da Escola,

Leia mais

PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO PLANO PLURIANUAL

PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO PLANO PLURIANUAL APRESENTAÇÃO O Plano Plurianual - PPA 2014 / 2017, intitulado BELÉM 400 ANOS, Reconstrução da Cidade rumo ao Desenvolvimento Sustentável, foi concebido tendo como balizador 04 (quatro) Dimensões Estratégicas:

Leia mais

EDUCAÇÃO: DE POLÍTICA GOVERNAMENTAL A ESTRATÉGIA DO ESTADO

EDUCAÇÃO: DE POLÍTICA GOVERNAMENTAL A ESTRATÉGIA DO ESTADO EDUCAÇÃO: DE POLÍTICA GOVERNAMENTAL A ESTRATÉGIA DO ESTADO Guiomar Namo de Mello Diretora Executiva da Fundação Victor Civita No apagar das luzes do século XX, o mundo constata preocupado o quanto os recursos

Leia mais

PRINCÍPIOS PRÁTICOS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

PRINCÍPIOS PRÁTICOS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PRINCÍPIOS PRÁTICOS DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Luiz Carlos Bresser-Pereira Comunicação à Quarta Reunião Anual do Comitê de Especialistas em Administração Pública do Conselho Econômico e Social (Ecosoc) das

Leia mais

VII - GESTÃO DE PESSOAS

VII - GESTÃO DE PESSOAS VII - GESTÃO DE PESSOAS Política de Recursos Humanos Mensagem Presidencial Política de Recursos Humanos Reestruturação da Força de Trabalho do Poder Executivo Desde 2003, o Governo investe na reestruturação

Leia mais

PROJETO PILOTO DE GESTÂO COMPARTILHADA

PROJETO PILOTO DE GESTÂO COMPARTILHADA Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância Departamento de Planejamento e Desenvolvimento de Projetos Especiais. Coordenação Geral de Planejamento de Educação a Distância. PROGRAMA TV ESCOLA

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL - PNEF A EDUCAÇÃO FISCAL COMO EXERCÍCIO DE CIDADANIA CONTEXTO Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das

Leia mais

Secretaria de Saúde e Segurança no Trabalho

Secretaria de Saúde e Segurança no Trabalho PLANO DE DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA NACIONAL DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR DA FORÇA SINDICAL Projeto FORTALECIMENTO DA POLÍTICA DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR DA FORÇA SINDICAL PROTOCOLO DE

Leia mais

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global Página Artigo: 6º Parágrafo: Único Inciso Alínea EMENDA MODIFICATIVA O parágrafo único do Artigo 6º do PL n 8035 de 2010, passa a ter a seguinte redação: Art. 6º... Parágrafo único. O Fórum Nacional de

Leia mais

PROPOSTAS APROVADAS NA PLENÁRIA FINAL DA VII CONFERÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

PROPOSTAS APROVADAS NA PLENÁRIA FINAL DA VII CONFERÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PROPOSTAS APROVADAS NA PLENÁRIA FINAL DA VII CONFERÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL EIXO 1 Processo Histórico da Participação Popular no País: nossa cidade e territórios em movimento; Trajetória e

Leia mais

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública

Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Artigo Especial Reforma gerencial do Estado, teoria política e ensino da administração pública Luiz Carlos Bresser-Pereira 1 1 Fundação Getúlio Vargas. Ministro da Fazenda (1987). Ministro da Administração

Leia mais

Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras Fundada em 19 de dezembro de 1978

Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras Fundada em 19 de dezembro de 1978 GT HUE s e SEMINÁRIO Realizado no período de 12 a 14 de abril de 2010 PROPOSTA PRELIMINAR DE HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS E DE ENSINO E CENTROS HOSPITALARES DE SAÚDE ESCOLA (HUE S) CAPÍTULO I Artigo 1º. Este

Leia mais

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08 1 www.romulopassos.com.br / www.questoesnasaude.com.br GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS Professor Rômulo Passos Aula 08 Legislação do SUS Completo e Gratuito Página 1 2 www.romulopassos.com.br

Leia mais

BOA SORTE! Não deixe de preencher as informações a seguir. Nome. Nº de Identidade Órgão Expedidor UF Nº de Inscrição AATENÇÃO

BOA SORTE! Não deixe de preencher as informações a seguir. Nome. Nº de Identidade Órgão Expedidor UF Nº de Inscrição AATENÇÃO FUNDAÇÃO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA DE PERNAMBUCO PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Não deixe de preencher as informações a seguir. Prédio Sala Nome Nº de Identidade Órgão Expedidor UF Nº de Inscrição ASSISTENTE

Leia mais

Fundações Estatais como estratégia para Novos Modelos Públicos de Gestão Hospitalar

Fundações Estatais como estratégia para Novos Modelos Públicos de Gestão Hospitalar Fundações Estatais como estratégia para Novos Modelos Públicos de Gestão Hospitalar Conselho Nacional de Saúde Pedro R. Barbosa Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca/FIOCRUZ 1 Primeiro Alerta

Leia mais

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Art. 1 - A Política Estadual

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO

MINISTÉRIO DA SAÚDE GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO MINISTÉRIO DA SAÚDE GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO AGENDA ESTRATÉGICA DA GESTÃO (2012-2015) AGENDA ESTRATÉGICA DA GESTÃO (2012-2015) Este documento tem o propósito de promover o alinhamento da atual gestão

Leia mais

CATÁLOGO DE AÇÕES EDUCACIONAIS DA ESCOEX PREVISTOS - 2013 CURSOS A DISTÂNCIA- EAD PARA SERVIDORES DO TCE E JURISDICIONADOS

CATÁLOGO DE AÇÕES EDUCACIONAIS DA ESCOEX PREVISTOS - 2013 CURSOS A DISTÂNCIA- EAD PARA SERVIDORES DO TCE E JURISDICIONADOS CATÁLOGO DE AÇÕES EDUCACIONAIS DA ESCOEX PREVISTOS - 2013 CURSOS - EAD PARA SERVIDORES DO TCE E CURSOS OBJETIVO PÚBLICO-ALVO CARGA HORÁRIA N. DE VAGAS MODALIDADE 1. As Novas Normas de Contabilidade Aplicada

Leia mais

CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL

CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CARTA DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO OS TRIBUTOS COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL Recomendações para a construção de um sistema tributário mais justo, que aumente a competitividade do

Leia mais

Cria o Sistema Municipal de Ensino de Porto Alegre.

Cria o Sistema Municipal de Ensino de Porto Alegre. LEI N.º 8.198 18/08/1998 Cria o Sistema Municipal de Ensino de Porto Alegre. O PREFEITO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE. Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei: TÍTULO I PRINCÍPIOS

Leia mais

Considerações sobre a aplicação das Leis 10.973 e 8.958 nas Unidades de Pesquisa

Considerações sobre a aplicação das Leis 10.973 e 8.958 nas Unidades de Pesquisa Considerações sobre a aplicação das Leis 10.973 e 8.958 nas Unidades de Pesquisa 1 Introdução Este documento tem como objetivo apresentar um conjunto de reflexões sobre a implementação das disposições

Leia mais

V - Modelo de Gestão, Planejamento e Acompanhamento

V - Modelo de Gestão, Planejamento e Acompanhamento 24 V - Modelo de Gestão, Planejamento e Acompanhamento Orçamento Participativo e demais fóruns de planejamento e gestão O Planejamento e a Gestão do município do Recife estão hoje apoiados por um sistema

Leia mais