SINOPSE DE CLIPPING SEMANAL SINDISIDER

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1 SINOPSE DE CLIPPING SEMANAL SINDISIDER SEMANA DE 08 A 12 DE JULHO Nesta semana, o SINDISIDER recebeu destaque em uma reportagem publicada na versão online do jornal o Estado de Minas, sobre as consequências da interrupção das estradas pelos protestos dos caminhoneiros e a onda de aplicações em tecnologia e inovação das empresas, a fim de garantir eficiência e evitar os problemas na entrega. A matéria traz, ainda, uma declaração do superintendente do SINDISIDER, Gilson Bertozzo, que fala sobre a os investimentos no transporte da indústria siderúrgica. Segundo o executivo, algumas mudanças favoreceram a segurança do transporte, como a renovação da frota, além do rastreamento do caminhão via satélite. Na segunda-feira, foi abordada pela Reuters, a informação da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, que informou que, enquanto os países desenvolvidos estão ganhando ritmo, o crescimento nas principais economias emergentes desacelera. No caso do Brasil, o índice recuou para 99,1 ante 99,3. O jornal Valor Econômico apontou a nova aposta dos fabricantes de tubos: o saneamento básico. A situação mudou porque há investimentos previstos pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), para puxar o crescimento de suas receitas nos próximos 20 anos. O programa prevê investimentos de R$ 508,5 bilhões, porém o volume estimado para água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos corresponde a 78% do total - R$ 396 bilhões. O assunto que chamou a atenção no mercado de minérios foi o preço da commodity que registrou o maior ganho semanal desde o início de janeiro, com siderúrgicas chinesas recompondo seus estoques defasados, embora a precaução esteja dominando o mercado após a alta recente. A notícia foi divulgada pela agência Reuters. Boa leitura!

2 1- INDA TRANSPORTADORAS E FABRICANTES INVESTEM EM TECNOLOGIA A SERVIÇO DO CLIENTE A paralisação de linhas de produção da indústria e o desabastecimento nos postos de combustíveis que o Brasil enfrentou na semana passada, com a interrupção das estradas pelos protestos dos caminhoneiros, deixaram à mostra a sensibilidade do transporte de carga, como elo essencial da cadeia de fornecimento à população. Para ganhar eficiência e evitar problemas na entrega, as maiores empresas do setor lideram uma onda de investimentos em tecnologia e inovação. Dos pátios das operadoras para dentro, sistemas avançados de gestão, controle da entrega e do roteiro cumprido pela frota constituem tendência num mercado de grande competição, segundo a Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg). Os principais aportes estão sendo feitos na área de automação do recebimento de mercadorias, transporte e distribuição, informa o presidente da instituição, Vander Francisco Costa. Tecnologia e inovação são fatores de melhoria nos resultados, a começar da cobrança correta do frete. É muito interessante ver a forma como os caminhões de transporte de cargas evoluíram nos últimos 10 anos. O desafio agora é investir na redução de gases poluentes, afirma. Não há estatística sobre o montante que está sendo investido. As políticas das transportadoras têm sido executadas com a destinação regular de percentuais da receita para os investimentos. O sistema de rastreabilidade da carga é um dos itens mais frequentes dos programas de modernização e inovação tecnológica, acompanhando a mercadoria desde a coleta até a entrega ao cliente por meio de códigos de barras e coletores com chips. Especializada na fabricação de equipamentos e sistemas inteligentes de rastreamento e monitoramento de frota, a Maxtrack, de Betim, na Grande Belo Horizonte, está investindo na expansão de seu parque industrial, para atender demanda crescente. Quando o motorista sai da fábrica já seguirá a rota ideal, acompanhado por sistema on-line, que controla a entrega ponta a ponta e monitora a segurança. É algo transparente para quem contrata um sistema de frete e que impacta diretamente no resultado da empresa e na melhoria operacional, afirma o diretor-executivo da Maxtrack, Etiene Guerra. A empresa comercializa os equipamentos e as soluções de logística, executadas por uma rede de 350 operadores parceiros. No desenvolvimento tecnológico, aplica, ao todo, entre 6% e 8% do seu faturamento. O parque industrial está sendo ampliado

3 da área atual de 3 mil metros para 5 mil metros quadrados, com aporte de R$ 5 milhões neste ano só em infraestrutura de galpões e maquinário. Longo caminho além da eficiência operacional, os investimentos no transporte e distribuição de mercadorias envolvem medidas para aumento da segurança de usuários, cargas e terceiros; melhoria e durabilidade de equipamentos e infraestrutura e eficácia no armazenamento, destaca José Henrique Diniz, coordenador da área de inovação e criatividade do Instituto de Educação Tecnológica (Ietec), de Belo Horizonte. Há enfoque, principalmente, nas tecnologias embarcadas, como as de rastreamento e localização de cargas e veículos, com uso intensivo de componentes eletrônicos e softwares de supervisão e controle. De acordo com Diniz, ainda há espaço para o surgimento de inovações voltadas para aumento de eficiência e segurança dos equipamentos e da infraestrutura, redução de custos e de emissões e aumento de vida útil. A preocupação faz todo o sentido, já que, ao estado precário das rodovias, se juntam desafios como a falta de equipamentos para controle do peso dos caminhões, o que encarece o transporte, elevando o custo de manutenção com estradas e veículos e, consequentemente, também o das mercadorias. No setor ferroviário, não é diferente. A mineradora Vale tem feito investimentos expressivos em inovações operacionais. Carlos Quartieri, diretor da Estrada de Ferro Vitória a Minas, informa que desde o ano passado a companhia vem adquirindo equipamentos em busca de economia, segurança e redução de mão de obra em atividade pesada, que é treinada e absorvida em outras áreas. Entre os grandes equipamentos adquiridos estão os carros controle, que medem mensalmente toda a linha por meio de sensores a laser e verificam pontos com defeitos e desgastes que precisam ser corrigidos, explica Quartieri. A partir dessa medição são gerados relatórios usados pela equipe de planejamento de manutenção de via permanente. Outros equipamentos realizam, posteriormente, procedimentos necessários, como a troca de dormentes e lastro. Tudo é feito de forma automática, com poucos profissionais envolvidos e com formação técnica maior, frisa o diretor. Arma contra avanço de concorrente chinês Das linhas de produção ao pátio do cliente, a indústria extrapolou seus controles para garantir a entrega, fator que interfere na disputa de mercado. O investimento se tornou vital nas fábricas de máquinas e equipamentos, observa Marcelo Luiz Moreira Veneroso, diretor regional da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Os sistemas acompanham do gerenciamento do projeto de engenharia à entrega da máquina, com rastreamento contínuo e interface junto ao cliente que deseja participar do desenvolvimento do produto.

4 O comprador recebe o histórico completo das peças e dos componentes empregados na fabricação, contendo certificados e resultados de todos os testes feitos até a conclusão do equipamento. Nas indústrias modernas, esse é um diferencial diante dos concorrentes chineses, herança que os europeus deixaram ao Brasil. Assimilamos muito bem essa cultura e os controles estão tão bem instalados aqui quanto na Europa, afirma Marcelo Veneroso. Na indústria siderúrgica, os distribuidores também investiram em ferramentas de gestão para gerenciar a entrega dos produtos. Gilson Bertozzo, superintendente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), afirma que o primeiro momento importante no trabalho é o da saída do produto bobinas e chapas da usina para os distribuidores. Algumas mudanças favoreceram a segurança do transporte, como a renovação da frota. O transporte exige veículos com no máximo cinco anos de uso, servidos de berço para as bobinas e amarração com cintas de náilon com pressão. As empresas investiram também na segurança dos caminhões, com rastreamento via satélite. As bobinas de aço inoxidável já saem da usina com chips de identificação, informando onde foram produzidas e o destino. O segundo momento consiste no armazenamento, especialmente no que se refere à aquisição de novos equipamentos capazes de lidar com bobinas quase três vezes mais pesadas que as produzidas há 10 anos. Antes, a bobina era cortada em pedaços e entregue em vários lugares. Hoje, a distribuidora transforma o material em partes ou componentes na medida que cada cliente necessita. A Usiminas modernizou suas ferramentas de gestão da informação para dar melhor qualidade e agilidade à logística. A empresa movimenta, todo mês, ao redor de 1 milhão de toneladas de matéria-prima e 580 mil toneladas de produtos acabados, o que exige sinergia entre as áreas de planejamento, suprimentos, vendas, produção, despacho e transporte. O sistema acessado pela intranet da siderúrgica disponibiliza informações atualizadas desde a produção ate a entrega do produto. Os clientes, por sua vez, passaram a contar, no fim do ano passado, com um novo sistema online que permite visualizar compras, gerenciar pedidos e monitorar entregas. Além disso, a equipe de logística desempenha o papel de otimizar a malha logística disponível para cumprir os fluxos com segurança, custo competitivo e dentro dos prazos, afirma Alejandro Laiño, diretor corporativo Supply Chain da Usiminas. Link: rtadoras-e-fabricantes-investem-em-tecnologia-a-servico-do-cliente.shtml

5 2 SETOR MAQUINÁRIO DA SILAT PREVISTO PARA AGOSTO Os primeiros equipamentos da Siderúrgica Latino-Americana (Silat), em construção em Caucaia, devem começar a chegar ao Ceará em agosto. Esta é a expectativa do diretorpresidente do empreendimento, Luiz Eduardo Moraes. Segundo ele, as máquinas chegarão quando já houver áreas cobertas no terreno. No momento, estão sendo realizadas as obras de terraplanagem, concretagem e estruturas de elevação da usina. A terraplanagem da área que abrigará a siderúrgica, iniciada em janeiro passado, deverá se estender por mais três ou quatro meses De acordo com Moraes, os equipamentos da usina chegarão da Espanha, país do grupo Hierros Añon, sócio majoritário do empreendimento, e da Áustria. A terraplanagem da área que abrigará a siderúrgica, iniciada em janeiro passado, deverá se estender por mais três ou quatro meses. Existem, atualmente, cerca de 100 pessoas, entre contratados e subcontratados, trabalhando nas obras. Testes em dezembro O diretor-presidente trabalha com a estimativa de que, em dezembro próximo, sejam iniciados os testes da primeira unidade da planta, a fábrica de malhas acabadas, que produz estruturas de aço que são utilizadas, por exemplo, na produção de lajes. Já o laminador de aços longos, que produzirá vergalhões e fio-máquina, entrará em testes em junho de A Silat é uma siderúrgica laminadora, que realiza uma etapa posterior à que fará a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Entretanto, pelo menos inicialmente, as placas de aço para a Silat serão adquiridas de outros Estados ou países. A CSP produzirá placas de aço para laminação, mas as beneficiará na Coreia do Sul, pelas sócias internacionais da jointventure, Dongkuk e Posco.

6 A laminação na Silat ocorrerá em etapas. Na primeira fase, que está em processo de instalação, a planta produzirá vergalhões, fio máquina e malhas de aço acabadas, em uma área construída de 60 mil metros quadrados. A produção será de 600 mil toneladas por ano de vergalhões e fio máquina, e 60 mil toneladas por ano de malhas de aço acabadas. Nesta etapa, será feito um investimento de R$ 232 milhões. Somente na segunda fase, a Silat produzirá as chapas laminadas. Serão 700 mil toneladas por ano, em um investimento de mais R$ 700 milhões na instalação da estrutura. Por fim, a terceira fase contemplará uma aciaria, que produzirá o tarugo, matéria-prima para a laminação de aços longos. Link:

7 MINÉRIO TEM MAIOR GANHO SEMANAL EM 6 MESES COM COMPRAS CHINESAS Os preços do minério de ferro no mercado à vista asiático registraram o maior ganho semanal desde o início de janeiro, com siderúrgicas chinesas recompondo seus estoques defasados, embora a precaução esteja dominando o mercado após a alta recente. Um salto nos futuros do vergalhão de aço em Xangai nesta semana deram força ao minério, com as cotações atingindo uma nova máxima de seis semanas nesta sexta-feira e a melhor performance semanal desde dezembro. "Usinas têm mantido estoques reduzidos de minério de ferro nos últimos dois meses", disse um operador de Hong Kong. "Mas o minério de ferro pode ter atingido um pico de curto prazo por ora. Os preços subiram rápido demais e o mercado precisa digerir essa alta." O minério com 62 por cento de teor de ferro, referência no mercado, subiu 0,5 por cento para 122,60 dólares por tonelada nesta sexta-feira, conforme dados do Steel Index, maior valor desde 23 de maio. "Na China, muitos operadores estão agora segurando cargas com a expectativa de preços mais altos", disse o Steel Index. O minério de ferro, produto mais importado pela China em volume, teve alta de 5,3 por cento na semana. Os ganhos, tanto no minério quanto nos preços do aço na China, vieram após perdas fortes no primeiro semestre, que tornaram os preços dos produtos mais atrativos para compradores. O minério de ferro perdeu um quinto de seu valor entre janeiro e junho e o vergalhão em Xangai caiu 15 por cento.

8 EM MAIO, PRODUÇÃO INDUSTRIAL RECUA EM NOVE DOS 14 LOCAIS PESQUISADOS O ritmo da produção industrial na passagem de abril para maio, na série com ajuste sazonal, reduziu-se também em termos regionais, com quedas em nove dos 14 locais pesquisados. Os recuos mais intensos foram em São Paulo (-3,7%) e Santa Catarina (-2,5%), seguidos por Ceará (-1,9%), Rio de Janeiro (-0,8%), Região Nordeste (-0,6%), Pará (-0,4%), Espírito Santo (- 0,3%), Amazonas (-0,2%) e Bahia (-0,1%) Por outro lado, Goiás (3,2%) mostrou o avanço mais acentuado, com Minas Gerais (1,1%), Paraná (0,9%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Pernambuco (0,6%) a seguir. A redução no ritmo da produção industrial nacional na passagem de abril para maio, série com ajuste sazonal, também foi observada em termos regionais, já que nove dos quatorze locais pesquisados tiveram quedas. Os recuos mais intensos foram em São Paulo (-3,7%), parque industrial mais diversificado do país, e Santa Catarina (-2,5%), que tiveram altas no mês anterior: 1,1% e 0,1% respectivamente. Ceará (-1,9%), Rio de Janeiro (-0,8%), Região Nordeste (-0,6%), Pará (-0,4%), Espírito Santo (-0,3%), Amazonas (-0,2%) e Bahia (-0,1%) também mostraram taxas negativas, embora menos intensas que a média nacional (-2,0%). Por outro lado, Goiás (3,2%), mostrou o avanço mais acentuado, recuperando parte da perda (-4,7%) acumulada em março e abril. Os demais resultados positivos foram em Minas Gerais (1,1%), Paraná (0,9%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Pernambuco (0,6%).

9 Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,2% no trimestre encerrado em maio frente ao nível do mês anterior, após também apontar taxas positivas em janeiro (0,4%), fevereiro (0,1%), março (0,4%) e abril (0,1%). Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, oito dos quatorze locais registraram taxas positivas, com destaque para Minas Gerais (2,6%), Paraná (2,1%), Pernambuco (1,9%) e Bahia (1,1%). Por outro lado, Pará (-2,1%), Santa Catarina (-0,9%), Ceará (-0,7%), São Paulo (-0,7%) e Goiás (-0,6%) assinalaram as perdas mais acentuadas nesse mês. Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial nacional avançou 1,4% em maio de 2013, com nove dos quatorze locais pesquisados apontando expansão na produção. Vale citar que maio de 2013 (21 dias) teve um dia útil a menos que igual mês do ano anterior (22). Nesse mês, as taxas positivas mais intensas foram observadas no Amazonas (6,6%) e Bahia (5,5%), impulsionados em grande parte pelo comportamento positivo dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (gasolina automotiva), máquinas e equipamentos (fornos de micro-ondas e aparelhos de ar-condicionado) e alimentos e bebidas (preparações em xarope para elaboração de bebidas), no primeiro local, e produtos químicos (resinas termoplásticas), metalurgia básica (barras, perfis e vergalhões de cobre), refino de petróleo e produção de álcool (óleo diesel, gasolina automotiva, álcool e querosenes de aviação) e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no segundo. Paraná (4,7%), Pernambuco (4,4%), Rio Grande do Sul (4,3%), Rio de Janeiro (3,0%), Região Nordeste (2,2%), São Paulo (1,3%) e Minas Gerais (1,0%) completaram o conjunto de locais que assinalaram taxas positivas nesse mês. Por outro lado, Pará (-19,6%) apontou o resultado negativo mais intenso no índice mensal de maio, pressionado, em grande parte, pelos recuos verificados em indústrias extrativas (minérios de ferro) e metalurgia básica (óxido de alumínio). As demais taxas negativas foram verificadas no Espírito Santo (-5,6%), Santa Catarina (-2,7%), Ceará (-0,6%) e Goiás (-0,4%). No acumulado no ano, a expansão observada na produção nacional alcançou oito dos quatorze locais pesquisados, com sete avançando acima da média nacional (1,7%): Rio de Janeiro (5,4%), Bahia (5,0%), Rio Grande do Sul (3,3%), São Paulo (2,8%), Amazonas (2,4%), Ceará (2,2%) e Goiás (2,1%). Região Nordeste (1,4%) completou o conjunto de locais com taxas positivas, enquanto Pernambuco (0,0%) ficou estável no índice acumulado dos cinco primeiros meses de Nesses locais, o maior dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados ao aumento na fabricação de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além da maior produção vinda dos setores de refino de petróleo e produção de álcool, produtos têxteis, calçados e artigos de couro e alimentos. Por outro lado, Pará (-11,0%) e Espírito Santo (-

10 10,0%) assinalaram as perdas mais acentuadas, refletindo especialmente a menor produção de indústrias extrativas e metalurgia básica, no primeiro local, e de metalurgia básica e alimentos e bebidas, no segundo. Também com resultados negativos figuraram: Minas Gerais (-0,6%), Santa Catarina (-0,5%) e Paraná (-0,1%). A taxa acumulada nos últimos doze meses, ao recuar 0,5% em maio de 2013, mostrou redução no ritmo de queda frente às marcas registradas em março (-2,0%) e abril (-1,0%). Em termos regionais, oito dos quatorze locais pesquisados também apontaram taxas negativas em maio desse ano, mas nove assinalaram maior dinamismo frente ao índice de abril último, com destaque para Amazonas, que passou de -5,4% para -3,7%, Espírito Santo (de -8,9% para -8,2%), São Paulo (de -1,1% para -0,4%) e Rio de Janeiro (de -0,6% para 0,1%). Link:

11 INDICADOR DA OCDE APONTA DESACELERAÇÃO DE EMERGENTES Os países desenvolvidos estão ganhando ritmo enquanto o crescimento nas principais economias emergentes desacelera, afirmou na segunda-feira a OCDE. A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, informou que seu último indicador antecedente composto mensal como um todo subiu para 100,6 em maio, de 100,5 em abril. A ligeira melhora levou a medida, que cobre 33 países membros da OCDE e busca indicar momentos de virada na atividade econômica, para mais acima da média de longo prazo de 100. No caso do Brasil, o índice desacelerou para 99,1 ante 99,3. "O indicador aponta para melhora moderada do crescimento na maioria das principais economias da OCDE, mas em grandes economias emergentes o indicador aponta para uma estabilização ou desaceleração da força", disse a OCDE em comunicado. O Japão, beneficiando-se de uma forte rodada de estímulo monetário, liderou entre os países desenvolvidos com uma leitura de 101,3, ante 101,1 em abril. A leitura para os EUA ficou inalterada em maio em 101,0, o que segundo a OCDE sinaliza crescimento firme, conforme o banco central do país avalia se reduzirá seu programa de estímulo. Mesmo a zona do euro, que há tempos luta para sair da crise de dívida, viu melhora com sua leitura subindo para 100,3 ante 100,1. A OCDE destacou uma mudança de tendência na Itália, cuja leitura também subiu para 100,3 ante 100,1. A tendência foi menos encorajadora em economias emergentes. A China perdeu mais velocidade com uma leitura de 99,5, ante 99,6, enquanto a leitura para a Rússia caiu para 98,9, ante 99,2. Na contramão da tendência de economias emergentes, a Índia viu seu índice subir para 97,6 ante 97,5. Link:

12 FABRICANTES DE TUBOS APOSTAM NO SANEAMENTO Empresas que fornecem tubos para o setor de saneamento apostam nos investimentos previstos pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) para puxar o crescimento de suas receitas nos próximos anos. Saint-Gobain Canalização, FGS e Brastubo, por exemplo, estão de olho em projetos que podem ser impulsionados no pacote de R$ 396 bilhões previstos pelo plano para água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos até O Plansab prevê investimentos de R$ 508,5 bilhões nos próximos 20 anos, mas o volume estimado para água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos corresponde a 78% do total - R$ 396 bilhões. O restante estão orçados para a gestão dos projetos. "O plano de saneamento vai mostrar a necessidade de mais investimentos", diz David Molho, diretor geral da Saint-Gobain Canalização. A companhia, que faz tubos de ferro-fundido, espera crescer em torno de 10% ao ano, puxada principalmente pelo setor. Essa área corresponde por 66% de sua receita. A empresa também vende tubos para o transporte de água em outras atividades industriais, como petroquímica e bebidas. Na expectativa de um aumento dos projetos de saneamento, a fabricante de tubos de polietileno FGS investiu recentemente R$ 60 milhões em novas linhas de produção de tubos com diâmetros maiores, usados em projetos de água e esgoto, e contratou 140 funcionários, elevando seu quadro a 200 pessoas. A empresa atua na área há apenas quatro anos, e a maior parte de suas vendas ainda vem do setor de óleo e gás, com o qual trabalha há 16 anos. "No médio prazo, identificamos uma necessidade grande no segmento de tubos para saneamento e mineração", diz Roberto Gadotti, diretor-superintendente da empresa. Embora considere que o saneamento tenha como desafios a falta de regulamentação e a dependência do governo, Gadotti espera que o setor passe a ser a principal fonte de recursos da empresa e ajude a elevar sua receita em 69% neste ano, para R$ 110 milhões, e 18% no ano que vem, para R$ 130 milhões. Já a Brastubo, fabricante de tubos de polietileno e de aço carbono, está com um plano de investimentos parado à espera dos pedidos relacionados com o Plansab, segundo Luis Antônio Paiva, diretor comercial da empresa. "Estamos há dois ou três anos aguardando uma alavancada no setor", afirma. Segundo ele, a empresa optou por esperar os movimentos de

13 seus clientes. "Preferimos estar atrasados nos investimentos a nos adiantar." A Brastubo tem cerca de 70% de suas receitas vindas do saneamento e os demais 30% dos setores de portos e mineração. Para que as propostas do plano se concretizem, serão necessários investimentos de R$ 15 bilhões ao ano em água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos, comenta Edison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil. O valor é o dobro do que foi desembolsado nos últimos anos - cerca de R$ 8 bilhões. "Se o prazo de 30 anos for cumprido, dobrará o volume de obras no país", diz. No momento, o plano está em avaliação no Conselho Nacional de Meio Ambiente e já foi aprovado pelos Conselhos Nacionais de Saúde, de Recursos Hídricos e das Cidades. Em seguida, o Ministério das Cidades encaminhará o texto à Presidência da República. Link:

14 AÇO É SOLUÇÃO DURÁVEL E SUSTENTÁVEL Ecoeficiente em seu processo produtivo e 100% reciclável, material pode ser utilizado em qualquer tipo de obra, do projeto mais simples até o mais elaborado. Optar por um sistema construtivo baseado em estruturas metálicas garante maior rapidez e menor impacto no canteiro, se comparado a uma construção tradicional. O uso do aço proporciona a precisão de medidas, possibilitando a realização de uma obra aprumada e nivelada, o que facilita a inserção dos demais componentes. É uma solução que pode ser adotada em terrenos com os mais variados tipos de desníveis, evitando gastos com grandes movimentações de terra e aterros. Em grandes centros urbanos, com altos índices de congestionamento e dificuldade de mobilidade, permite menor movimentação de carga, auxiliando na redução da emissão de CO2. O engenheiro Fernando Matos, gerente executivo do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), comenta que na construção com aço pode-se ter uma redução de até 40% no tempo da obra. "A fabricação da estrutura é feita em paralelo às fundações, permitindo trabalhar em diversas frentes de serviços simultaneamente. A diminuição de formas e escoramentos e o fato da montagem da estrutura ser menos afetada pela ocorrência de chuvas são outros fatores que contribuem para esta redução", explica. O material oferece também a possibilidade de reabilitação e utilização para construção de áreas anteriormente consideradas ruins ou inadequadas para suportar edificações convencionais. "A estrutura em aço mostra-se especialmente indicada nos casos onde há necessidade de adaptações, ampliações, reformas e mudança de ocupação de edifícios, em melhor aproveitamento do espaço interno e aumento da área útil", complementa o engenheiro. Mais leve, a modalidade pode reduzir em até 30% o custo das fundações e ainda tornar viável o uso de solos com baixa capacidade de carga. "A estrutura em aço mostra-se especialmente indicada nos casos onde há necessidade de adaptações, ampliações, reformas e mudança de ocupação de edifícios, em melhor aproveitamento do espaço interno e aumento da área útil" Especificação

15 Novos sistemas construtivos estão sendo implementados no Brasil. Hoje, há opções como a estrutura moldada in loco, a metálica, a pré-moldada em concreto, a metálica com pilar misto, a metálica com pilar pré-moldado e o light steel framing. "A partir da década de 80, observou-se um incremento na construção industrializada com a criação de novos sistemas, cada um com suas características e aplicações. Esta modalidade construtiva caracteriza-se pela velocidade de execução aliada à qualidade do produto final e elevada produtividade. A escolha do melhor sistema deve ser realizada com base nas necessidades de cada obra", afirma Matos. Segundo ele, a pergunta que deve ser feita pelos profissionais, construtores ou investidores, preocupados com o melhor resultado para o conjunto da obra, é qual o tipo de estrutura mais adequada para cada necessidade. "Na construção em aço, o setor conta com uma metodologia de avaliação, disponibilizada no Manual de Viabilidade Econômica do CBCA que utiliza planilhas interativas e possibilita a fácil simulação dos resultados de um empreendimento com estruturas de aço, podendo também fazer a comparação com outros sistemas estruturais", diz. O projetista de estruturas em aço é o profissional responsável por definir os tipos de materiais que serão utilizados e os sistemas de ligações a serem adotados. Em geral, são engenheiros civis e devem ter experiência em cálculo estrutural e especialização em estruturas de aço. "No que diz respeito aos materiais, o projeto deverá ter indicações explícitas dos elementos adotados, como os tipos de aço e seus limites de escoamento e de ruptura mínimos, tipos de parafusos, eletrodos para solda e conectores", menciona o gerente executivo. Normatização Para a elaboração de projetos estruturais em edifícios de aço, o profissional deverá ter pleno conhecimento das normas técnicas brasileiras vigentes. "Uma das principais inovações introduzidas pela norma de projeto de estruturas de aço e estruturas mistas de aço e concreto para edifícios, a ABNT NBR 8800:2008, diz respeito às exigências para garantir que, independente da estrutura projetada, seja obtida a vida útil prevista para o ambiente existente, com a manutenção preventiva especificada, dentro das condições de carregamento impostas. No Anexo N (normativo) dessa norma, que trata da durabilidade de componentes de aço frente à corrosão, são apresentadas informações sobre a qualificação do ambiente, escolha do sistema de proteção e detalhamento de projeto. A conformidade dos produtos de aço com as normas técnicas brasileiras, bem como o combate às importações fraudulentas, são ações que o setor já vem praticando há um bom tempo", argumenta Matos.

16 Aplicação "Estruturas em aço consomem apenas 6,3% do ciclo de vida total da energia de uma residência, o restante é utilizado na climatização e iluminação" As estruturas de aço são constituídas por um grupo de peças que, após serem unidas, formarão um conjunto estável que sustentará a edificação. A fabricação destes elementos acontece em uma unidade industrial, onde estão centrados os meios de produção, tais como, máquinas e equipamentos, matérias-primas, operários etc. "Na construção cada peça possui seu lugar específico na estrutura e desempenha um papel. O ato de unir os elementos no canteiro de obras para formar um conjunto é conhecido como montagem", explana o engenheiro. Para a montagem, são necessários equipamentos mecânicos que possibilitem o içamento das peças, tais como gruas estacionárias ou móveis, guindastes etc. Esta ação exige do montador habilidades específicas e conhecimento dos riscos envolvidos. "A segurança do acesso dos operários aos pontos de montagem deve ser garantida com todas as medidas preventivas cabíveis, tais como, andaimes, cabos-guia para ligação do cinto de segurança e trava-quedas", adverte o profissional. Manutenção A vida útil das estruturas envolve uma análise abrangente de todas as etapas do processo construtivo. Os engenheiros, que já pensam normalmente no ciclo de vida das estruturas, estão cada vez mais conscientes da necessidade de manutenção e se preparando para fazer o monitoramento e a manutenção preventiva e corretiva das estruturas. "Hoje, é fato conhecido que cada sistema construtivo tem as suas características e seus cuidados específicos. Portanto, a durabilidade das estruturas dependerá basicamente do cuidado com os detalhes no projeto, do nível de exposição da estrutura e de uma proteção adequada à agressividade do ambiente", alerta Matos. Vantagens As estruturas em aço apresentam um conjunto de características que as destacam como solução construtiva para determinadas aplicações. "Na fase de montagem a estrutura de aço chega a ser muito mais eficiente se comparada com outros tipos de estruturas. Qualidade que viabiliza um retorno mais rápido do capital investido, proporcionando ganho adicional pela ocupação antecipada do imóvel", afirma o gerente executivo. Outras importantes distinções das estruturas metálicas são a sua flexibilidade, precisão em milímetros e elevada resistência mecânica, que possibilitam a utilização de elementos

17 estruturais com menores dimensões e capacidade de vencer grandes vãos. "Com a utilização desta solução, há a possibilidade de abrir diversas frentes de serviço simultâneas, tais como lajes, paredes e instalações. O aço apresenta também um ótimo desempenho termoacústico", explica o profissional. Ele menciona que o principal entrave ao sistema está relacionado aos fatores culturais. "Trata-se de uma casa leve confrontando com os tradicionais elementos pesados utilizados no mercado. Porém, a leveza dos materiais não traz nenhuma desvantagem em relação à segurança ou conforto", comenta. Sustentabilidade Obras feitas em aço têm menor impacto negativo sobre o meio ambiente em termos de uso de energia, consumo de matérias-primas, geração de detritos e de impactos no canteiro de obras, como a criação de resíduos, emissão de poeira, tráfego e ruídos sonoros. "O material economiza água, justamente no momento em que este recurso vem se tornando mais escasso. Estruturas em aço consomem apenas 6,3% do ciclo de vida total da energia de uma residência, o restante é utilizado na climatização e iluminação. Além disso, em uma casa de 200 metros², por exemplo, a estrutura em aço pode gerar apenas um metro cúbico de resíduos recicláveis durante a construção", afirma o engenheiro. Há também uma melhor organização do canteiro devido, entre outros motivos, à ausência de grandes depósitos de areia, brita, cimento, madeiras e ferragens, reduzindo o inevitável desperdício desses materiais. O ambiente limpo oferece, ainda, melhores condições de segurança ao trabalhador contribuindo para a redução dos acidentes. "Além disso, é um material 100% reciclável e ecoeficiente em seu processo produtivo, podendo ser reciclado em sua totalidade sem perder nenhuma de suas qualidades", diz o gerente executivo. É bom saber Com a criação do CBCA em 2002, que tem como gestor o Aço Brasil, o mercado da construção e seus profissionais, passaram a contar com um centro dinâmico de serviços, com foco exclusivamente técnico e capacitado para promover e ampliar a construção em aço no mercado nacional. "Disponibilizamos manuais técnicos da construção em aço para download gratuito e oferecemos cursos à distância. O Guia Brasil da Construção em Aço é outra iniciativa que visa o crescimento do setor, mapeando e divulgando toda a cadeia produtiva que participa da construção em aço, facilitando o acesso dos consumidores aos diferentes produtos, serviços e soluções disponíveis no mercado", finaliza Matos.

18 EIKE BATISTA DEVE VENDER MMX EM 2 MESES Eike Batista deve vender uma fatia controladora da MMX dentro de apenas dois meses, segundo informou fonte próxima ao assunto à Dow Jones nesta sexta-feira, 5. Os banqueiros que gerenciam a reestruturação dos ativos de Eike aceleraram as conversas com possíveis compradores na tentativa de gerar caixa e restaurar o restante do Grupo EBX. As negociações envolvem a mineradora suíça Glencore Xstrata e a holandesa Trafigura, assim como siderúrgicas locais como a CSN, disse a fonte. A pessoa envolvida nas negociações afirmou que o nome da MMX pode sofrer alteração semelhante à da MPX, que vai retirar o X do nome - marca registrada das empresas do Grupo EBX. A fonte disse também que Eike Batista pode deixar completamente a gestão da companhia. Segundo outra fonte, se os planos de reestruturação forem bem-sucedidos, o valor total dos ativos de Eike pode cair para cerca de US$ 1 bilhão. A CSN não comentou o assunto. Já a Gerdau, que vinha sendo citada como possível parte das negociações com a MMX, negou interesse na compra dos ativos da empresa. Link:

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