Os sistemas de despoeiramento, presentes em todas as usinas do Grupo Gerdau, captam e filtram gases e partículas sólidas gerados na produção

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1 Os sistemas de despoeiramento, presentes em todas as usinas do Grupo Gerdau, captam e filtram gases e partículas sólidas gerados na produção siderúrgica. Ontário Canadá

2 GESTÃO AMBIENTAL Sistema de gestão ambiental segue padrões mundiais de ecoeficiência

3 O Grupo Gerdau investe continuamente na melhoria de suas práticas de ecoeficiência. A cada ano são realizadas novas atualizações tecnológicas para alcançar taxas de emissão cada vez menores e otimizar a utilização de recursos naturais no processo produtivo, pois a Empresa tem a certeza de que a perpetuidade do negócio também está relacionada ao seu desempenho na área ambiental. Seguindo esse princípio, investiu US$ 30,8 milhões em 2003, praticamente o dobro em relação ao exercício anterior, na modernização contínua dos equipamentos e em programas de conscientização ambiental junto aos colaboradores e às comunidades onde atua nas Américas. 64 Para proteger os recursos hídricos, o Grupo Gerdau trata e recircula as águas utilizadas no processo produtivo com avançadas tecnologias. Hoje, possui uma das melhores taxas de recirculação das Américas. Rio de Janeiro Brasil

4 Práticas de proteção ambiental O Grupo Gerdau produz aço com o compromisso de conservar a atmosfera, o solo, os recursos hídricos e as áreas verdes nas regiões onde atua. Suas usinas estão capacitadas com sistemas de despoeiramento que filtram com alta eficiência as partículas sólidas e os gases gerados no processo de produção do aço. As águas industriais são tratadas dentro das unidades e reaproveitadas por sistemas em circuito fechado, os quais possibilitam a sua reutilização no processo produtivo. Atualmente, 96% das águas são reaproveitadas e parte do restante evapora e outra pequena parcela é enviada para os rios, atendendo às exigências da legislação ambiental. A proteção do solo é realizada por meio de rigorosos métodos de controle e da preparação da sucata, reduzindo a geração de resíduos nos fornos elétricos. Também desenvolve novas aplicações para os subprodutos decorrentes da produção do aço em outros segmentos da economia. Pregos Há mais de 100 anos, o Grupo Gerdau iniciou a sua história produzindo pregos em equipamentos a vapor, com arames importados dos Estados Unidos e da Europa. Hoje, possui uma ampla linha de pregos e atua em sinergia com o consumidor final na busca de soluções para aplicações específicas nos setores da construção civil e da indústria. Relatório Anual 2003 Gerdau 65 Atualizações tecnológicas Para aumentar os níveis de proteção atmosférica das unidades, os sistemas de despoeiramento das usinas Gerdau Ameristeel Cambridge (Canadá) e Gerdau Laisa (Uruguai) foram totalmente substituídos. Também entrou em operação o equipamento no alto-forno 3 da Gerdau Divinópolis (MG). Atualmente, a capacidade total de captação do Grupo Gerdau, por meio dos sistemas de despoeiramento, alcança 23,5 milhões de m 3 /h, dos quais 12,6 milhões de m 3 /h na América do Norte, 10 milhões de m 3 /h no Brasil e 0,9 milhão de m 3 /h no Chile e no Uruguai. Com isso, as unidades estão plenamente capacitadas para atender às normas de emissão nos países onde estão localizadas.

5 GERDAU ESTIMULA A RECICLAGEM DE SUBPRODUTOS SIDERÚRGICOS O Grupo Gerdau desenvolve permanentemente alternativas para a utilização dos subprodutos decorrentes da produção do aço em parceria com centros de pesquisa e universidades. Atualmente, a escória, a carepa e os carboquímicos são aproveitados por diversos segmentos da economia, o que reduz o consumo de matérias-primas naturais e os impactos decorrentes da sua extração no meio ambiente, além de gerarem resultados financeiros para a Empresa. A escória, subproduto da fusão da sucata e do refino do aço, pode ser utilizada na pavimentação de rodovias e em ferrovias. Já outro tipo de escória, proveniente do alto-forno, é utilizado como componente na fabricação do cimento. A carepa, resultante da solidificação e da oxidação do aço, é aplicada principalmente como matéria-prima no processo de sinterização em usinas integradas e como insumo na fabricação do cimento. Os produtos carboquímicos provêm do tratamento do gás da coqueria, etapa industrial em que o carvão mineral é transformado em coque, um insumo siderúrgico. Atualmente, esses subprodutos possuem mais de 25 aplicações. São utilizados, por exemplo, na fabricação de alumínio, de plásticos, de solventes, de tintas, de pigmentos, de fibras sintéticas e como combustíveis. Escória proveniente da produção do aço. Bahia Brasil Aplicação da carepa na construção civil. Rio Grande do Sul Brasil

6 As práticas de proteção atmosférica também foram ampliadas com a conclusão, na Gerdau Guaíra (PR), do projeto de uso do gás natural um combustível ecologicamente mais limpo, utilizado em substituição ao óleo. A ampliação da eficiência no uso dos recursos hídricos no ano teve como destaques a implantação de novos sistemas de tratamento de águas industriais no lingotamento contínuo e na laminação da Gerdau Laisa (Uruguai) e na aciaria da usina de Cartersville (EUA). Nos Estados Unidos, nas unidades de Charlotte, Knoxville e Sayreville ocorreram melhorias no sistema automatizado de préaquecimento de sucata durante o carregamento do forno, o que reduziu em cerca de 3% o consumo global de energia. Preservação das áreas verdes nas usinas Gerdau O Grupo Gerdau preserva uma extensão de 7,4 mil hectares de matas nativas e cinturões verdes próximos às suas usinas. Em 2003, a Gerdau Cosigua (RJ) concluiu o Projeto Mata Atlântica, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro para mapear as espécies da flora e da fauna em uma área de cerca de 300 hectares pertencentes à usina. Na unidade de Jacksonville (EUA) foi iniciado um projeto de recuperação de uma área de 12 hectares, localizada no interior da fábrica, com o plantio de árvores e plantas nativas. Relatório Anual 2003 Gerdau 67 Educação Ambiental O Grupo Gerdau incentiva a conscientização ecológica das comunidades e dos colaboradores por meio de inúmeros projetos que envolveram 38 mil pessoas nas Américas. Internamente, treinou cinco mil profissionais em 2003, o que representou cerca de nove mil horas de capacitação. Seus projetos são realizados em parceria com universidades, o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e, em âmbito internacional, com o International Iron and Steel Institute (IISI).

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