TUMORES BENIGNOS DO ESÔFAGO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TUMORES BENIGNOS DO ESÔFAGO"

Transcrição

1 28 Walton Albuquerque Luiz Cláudio Miranda da Rocha Kleber Bianchetti de Faria INTRODUÇÃO Os tumores benignos do esôfago (TBE) são classificados em lesões epiteliais, pseudotumorais e submucosos, conforme a orientação da Organização Mundial de Saúde 87 (Quadro 28-1). Na fase inicial, os TBE não apresentam sintomas e, portanto, são achados de exames endoscópicos que obrigam o endoscopista à tomada de posição em relação à conduta. Para tal, deve-se conhecer perfeitamente a natureza da lesão e sua evolução natural para que se possa orientar o manejo. As principais possibilidades de conduta frente aos TBE são: 1) não será preciso endoscopia de controle; 2) deverão ser feitas endoscopias de controle em períodos determinados, sobretudo para avaliar a mudança de comportamento da lesão, principalmente seu crescimento; 3) deve-se avançar na melhor definição da lesão, como, por exemplo, realizar a ultra-sonografia endoscópica (USE), especialmente nas lesões de submucosa; Quadro 28-1 Classificação dos tumores benignos do esôfago, conforme a Organização Mundial de Saúde 87 Tumores epiteliais Lesões pseudotumorais Tumores submucosos Papiloma de células escamosas Pólipos fibrovasculares Leiomioma Papiloma viral Cistos Lipoma Adenoma Pólipo inflamatório Células granulares Acantose glicogênica Leiomiomatose difusa Heterotopias (melanoblásticas, de glândulas sebáceas, de glândulas pancreáticas, de nódulo tireoidiano) 4) deve-se indicar algum tipo de tratamento, sobretudo decidir entre a abordagem endoscópica e a cirúrgica, dependendo de vários fatores, principalmente a origem da lesão em relação às camadas do esôfago. Nos TBE mais avançados, principalmente os leiomiomas, a conduta terapêutica é mais clara, pois os pacientes são sintomáticos, sendo mais freqüente a disfagia, podendo haver também dor retroesternal, pirose, tosse, odinofagia, perda de peso e sangramento digestivo. 75 PAPILOMAS DE ESÔFAGO O papiloma escamoso do esôfago (PEE) é uma lesão rara, ocorrendo em 0,01 a0,04%deindivíduos 20,50 eemmenosde 1% dos exames de endoscopia. 68 Foi descrito, pela primeira vez, no final da década de É mais comum no homem em proporção de 2:1. 62 Embora existam relatos de casos em todas as idades, essas lesões ocorrem mais comumente entre a quinta e a sétima décadas de vida. 20 Vasculares Neurogênicos OPEEéumachadoacidentaldeexames endoscópicos, já que não provoca sintomas e geralmente é uma lesão simples, isolada, localizada no terço médio ou inferior do esôfago e comumente atribuído à irritação crônica do esôfago pelo refluxo gastroesofágico (RGE), existindo relato de associação do PEE com hérnia hiatal. 58,62 No entanto, a relativa freqüência de hérnia hiatal e RGE na população geral contrastam com a raridade do PEE, sugerindo uma relação mais de coincidência do que de causa eefeito. 62 Oalcoolismoeotabagismosão também comumente associados ao PEE, além da acantose nigricans e da tilose. Embora o PEE seja assintomático na maioria das vezes, foram relatados casos de disfagia em razão de seu crescimento polipóide, com melhora após a ressecção endoscópica e também de estenose acentuada do lúmen do esôfago com necessidade de dilatações freqüentes. 28,58 Endoscopicamente o PEE tem aparência característica, mas não patognomônica. Apresenta-se como lesão elevada de forma séssil, menos comumente subpediculada ou pediculada, medindo entre 3e5mmnomaioreixo,dificilmenteultrapassando 10 mm, de superfície granulosa, coloração esbranquiçada, normalmente solitária, embora possa ser encontrada em grupos 68 (Fig. 28-1). A aparência endoscópica pode ser confundida com acantose nigricans, hiperplasia de células escamosas com atipia (leucoplasia), borda verrucosa de um carcinoma de células escamosas e, especialmente, com o carcinoma verrucoso. 62 Histologicamente, o PEE é uma neoplasia epitelial benigna caracterizado por múltiplas projeções de delicados eixos fibrovasculares centrais recobertos por um 213

2 214 SOBED ENDOSCOPIA DIGESTIVA DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA A Papiloma de células escamosas do esôfago Papiloma de células escamosas do esôfago: aspecto endoscópico.observa-senoesôfagouma pequena lesão elevada, séssil, de coloração brancacenta e superfície verrucosa, aspecto endoscópico clássico de papiloma de células escamosas (A). Outra apresentação endoscópica desta lesão é a forma pediculada, um pouco maior e mais facilmente observada à tração com pinça de biópsias (B). epitélio escamoso estratificado, dando aspecto verrucoso ou digitiforme na superfície. 68,69 OPEEdeveserdistinguido do carcinoma verrucoso, que também é uma lesão papilar bem diferenciada, mas que apresenta displasia epitelial e invasão carcinomatosa superficial. Se houver dúvida baseada no aspecto endoscópico e na histologia dos fragmentos de biópsias colhidos por endoscopia, a ressecção endoscópica deverá ser realizada. 44 Apresençadepapilomatosedeesôfago (múltiplos papilomas) ocorre raramente e, quando presente no esôfago proximal, tem sido associada à infecção pelo papilomavírus humano (HPV) e denominado papiloma viral. 69 Embora a presença de papilomas na laringe e no trato genital feminino esteja relacionada à infecção pelo HPV e seja considerada condição pré-maligna, a associação de papilomatose, HPV e carcinoma do esôfago não está bem estabelecida. 85,86 Alguns autores 85,86 relatam casos isolados de carcinoma associado ou complicando pacientes com PEE ou papilomatose, enquanto outros 55,56 negam esta possível natureza pré-maligna, considerando que o PEE não predispõe ao câncer do esôfago e não está associado ao HPV. 55,56 Oaspectoendoscópico das lesões é mais grosseiro que opapilomaisolado,comlesõesmúltiplas ora esparsadas ora aglomeradas com tamanho variado, coloração brancacenta e superfície verrucosa (Fig. 28-2). Quando presente ao exame endoscópico, o PEE deve ser removido com a menor manipulação possível, normalmente usando uma pinça de biópsias e, ocasionalmente, alça de polipectomia, com confirmação do diagnóstico pela histologia. Na presença de papilomatose, a associação com o HPV é confirmada pelos efeitos citopáticos (alterações celulares de etiologia viral) e pela detecção do vírus no tecido (imunofluorescência). Uma vez confirmado o diagnóstico de PEE, ele é removido e não se justifica sugerir acompanhamento endoscópico em razão da natureza benigna desta condição e pela raridade de associação com lesões malignas. 20,62 B Papilomatose de esôfago PÓLIPOS FIBROVASCULARES DO ESÔFAGO O pólipo fibrovascular do esôfago (PFVE) é um tumor benigno raro que acomete mais freqüentemente o sexo masculino (71,5%) e o faz antes da quinta década de vida em 75% dos casos. 17 Araridade dessa lesão está documentada em séries de autópsias de mais de e exames, quando foram encontradas apenas 26e7lesões,respectivamente. 5 A maioria desses pólipos (80%) localiza-se no terço superior do esôfago e estes são tipicamente grandes, maiores que 7 cm, podendo atingir até 20 cm. 7 Histologicamente o PFVE consiste de uma mistura heterogênea de tecido fibrovascular, mixóide, células adiposas e estroma com vascularização variável, que emerge da mucosa ou submucosa, sendo recoberta por epitélio escamoso. 17,26,46 Esta variedade de tecidos levou ao uso de termos como fibroma, fibromixoma, fibrolipoma e por fim pólipo fibrovascular. 22 Não há relato de degeneração maligna da lesão, mas pode ocorrer associação com carcinoma. 17,26 Em relação à sintomatologia do PFVE, a disfagia ocorre em cerca de 70% e adorretroesternalemaproximadamente 25% dos casos. 48 Outros sintomas incluem regurgitação intermitente de resíduos alimentares, perda de peso, soluço, tosse, estridor inspiratório e até dispnéia. 83 Aregurgitação do pólipo após tosse ou vômi- Papilomatose de esôfago: aspecto endoscópico. Observam-se difusamente no esôfago várias lesões elevadas, sem pedículos definidos, com superfícies verrucosas e coloração brancacenta. As lesões foram removidas completamente com alça de polipectomia, em duas sessões. O anatomopatológico confirmou a impressão endoscópica de papilomas de células escamosas de esôfago (papilomatose).

3 Capítulo to pode ocorrer em 45% dos pacientes, 26,83 embora, de forma espantosa, boa parte desses pacientes seja capaz de deglutir a massa regurgitada sem acidentes. 46 No entanto, a regurgitação do pólipo pode ser dramática, levando a obstrução da laringe, dificuldade respiratória grave e até morte súbita. 22 Há relato de erosão da traquéia pelo pólipo com formação de fístula e também pode ocorrer ulceração da mucosa da lesão, mas raramente leva à hemorragia. 17 Amortalidade relacionada ao PFVE pode atingir 30%. 22,83 Odiagnósticodopólipofibrovascular mudou nos últimos anos. No passado, a regurgitação de uma massa polipóide fazia o diagnóstico na maioria dos casos, mas recentemente isso ocorre em menos da metade dos pacientes. 17 Uma série de exames de imagens tem sido usada para o diagnóstico, porém a esofagoscopia rígida não faz o diagnóstico em 25% dos casos. 46 A endoscopia digestiva flexível revela uma massa no lúmen do esôfago, mas curiosamente, apesar do tamanho da lesão, ela pode passar despercebida nesse exame por sua localização, dificuldade de insuflação de ar, mobilidade e aspecto normal de sua mucosa. 17,46 Ahistologiadosfragmentos de biópsias endoscópicas mostra mucosa escamosa e não deve confundir o diagnóstico, 7,17 devendo-se associar ao achado endoscópico. A imagem característica ao esofagograma baritado é de uma falha de enchimento intraluminal, móvel, com passagem livre do contraste ao lado do tumor, sem irregularidade, estreitamento causado por uma lesão regular, simétrica. 17,26,48 Atomografiacomputadorizadae a ressonância magnética mostram uma massa intraluminal, de densidade ou intensidade variável de acordo com a quantidade de tecido adiposo e fibrovascular contidos no pólipo. 30 AUSEforneceinformações a respeito do tamanho da lesão, sua vascularização e localização do pedículo, o que é virtualmente impossível pela endoscopia. 7,46 Além disso, a USE pode definir qual a camada da parede do esôfago que dá origem ao pólipo. Lipomas originam-se da submucosa (terceira camada) e são homogeneamente hiperecóicos, enquanto os leiomiomas são hipoecóicos e se originam da muscular própria (quarta camada) e, menos comumente, da muscular da mucosa (segunda camada). O PFVE pode ser hipoecóico ou hiperecóico e a origem varia entre a mucosa e a submucosa. A heterogeneidade das características ecoendoscópicas está relacionada à proporção variável de tecidos adiposo, fibroso evascularquecompõemopólipo. 7,46 A identificação de estruturas vasculares no pedículo, que pode ser melhorada com uso de probes com Doppler, é importante para programar o tratamento, especialmente se a abordagem endoscópica estiver sendo considerada. 17,46 AressecçãodoPFVEérecomendada em razão das complicações potencialmente graves. 26,46 Aabordagemcirúrgica éclássicaeaviadeacessodependedatopografia da lesão, sendo a esofagotomia transcervical mais freqüentemente realizada, pois a maioria dos PFVE origina-se ao nível do músculo cricofaríngeo, e a toracotomia fica reservada para a localização no esôfago torácico. 26,46,81 Se o pólipo apresenta um pedículo suficientemente longo, pode ser ressecado por via oral. 26 Na cirurgia, a lesão é removida por técnicas que podem ser realizadas por endoscopia, incluindo alça de polipectomia, fórceps ou corte com ou sem coagulação. 17 Otratamentoécurativonamaioriados casos, mas pode ocorrer recidiva, se for deixado tecido residual. 26,46 Complicações cirúrgicas como infecção e sangramento, inclusive com óbito, foram descritas, e normalmente é necessária internação hospitalar em média por 4 dias. 17 A ressecção endoscópica com alça de polipectomia tem sido evitada pelo risco de sangramento de um pedículo muito vascularizado, que seria dificilmente controlável. 26,46 Existe relato de ressecção endoscópica pela técnica de piece meal (fatiamento), usando YAG laser, durante umpe- ríodo de 1 ano, em um paciente com risco cirúrgico proibitivo. 17 Atécnicaderessecção com alça de polipectomia é análoga à da abordagem de um grande pólipo do cólon, devendo-se considerar técnicas de hemostasia profilática no pedículo do pólipo como injeção de substâncias hemostáticas, clipe ou endoloop. 30 Otratamento endoscópico certamente deve ser considerado nas lesões menores, pois nelas é seguro, definitivo e menos invasivo que uma cirurgia convencional. 17 Todavia, a ressecção endoscópica em lesões maiores poderá ser viável, se considerar a possibilidade de dados confiáveis sobre tamanho da lesão, vascularização do pedículo e origem na parede esofágica fornecidos pela USE. 17,30 CISTOS Ocistodeesôfago(CE),apesardeser uma lesão rara, é o segundo tumor benigno do esôfago mais encontrado, superado apenas pelo leiomioma. 4,20 Aprevalência de cistos esofágicos em autópsias é de 1em8.200casos. 4 Eles seriam responsáveis por 20% de todas as massas mediastinais. 89 São sempre incluídos em discussões sobre tumores benignos do esôfago por sua apresentação clínica e seu aspecto radiológico. Na literatura, existem classificações do CE baseadas na origem, localização e no epitélio de revestimento da lesão. Não obstante, pela dificuldade em determinar essas características e pelo fato dos sintomas dessas lesões serem semelhantes, as classificações podem ser complexas e até mesmo se sobreporem. A classificação mais conhecida divide os cistos do esôfago em de desenvolvimento (de duplicação), de inclusão e de retenção. 20,49 Entretanto, o cisto de duplicação pode ser separado dos de desenvolvimento. 4,70 Outra categorização divide os cistos em broncogênicos, heterogênicos (incluindo a duplicação do esôfago e os cistos neuroentéricos) e cistos não-específicos. 89 Os cistos de esôfago serão divididos neste capítulo em congênitos (de duplicação, broncogênicos, gástricos e de inclusão), cistos neuroentéricos e adquiridos (de retenção). Os primeiros são anormalidades congênitas, originadas de alterações complexas de células embrionárias, durante o crescimento do mesoderma, que separam o trato digestivo superior do trato respiratório inferior durante a embriogênese. O último ocorre por obstrução e dilatação das glândulas esofágicas. Ocistodeduplicaçãofoidescrito pela primeira vez em A duplicação do esôfago é a segunda malformação congênita de duplicação mais comum no trato digestivo, compreendendo de 10 a 15% de todos os casos. 4 As duplicações são normalmente pequenas, redondas ou esféricas, porém em 20% dos casos podem ser longas estruturas tubulares que se estendem ao lado do esôfago, podendo se conectar com o lúmen esofágico 32 (Fig. 28-3). Os critérios para classificar este cisto são: duas camadas musculares e a presença de epitélio escamoso ou algum epitélio encontrado no esôfago embrionário (colunar, cubóide, pseudo-estratificado

4 216 SOBED ENDOSCOPIA DIGESTIVA DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA ou ciliado). Existe predominância do sexo masculino em relação ao sexo feminino com taxa de 2:1. A localização mais comum é o terço inferior em 60%, seguida do terço superior em 23% e terço médio em 17% dos casos. 4 Aduplicaçãotubular tem, em média, 25 cm de comprimento e aduplicaçãoesféricatem4,5cmdediâmetro, em média. Quando localizados no terço superior, podem causar sintomas respiratórios e são diagnosticados na infância. Nas outras localizações, o principal sintoma é a disfagia, seguido de desconforto epigástrico e dor retroesternal, mas 35% são assintomáticos. A degeneração maligna desses cistos é extremamente rara. 4 Os cistos broncogênicos do esôfago são raros, se comparados com os cistos broncogênicos do pulmão. A presença de epitélio ciliado ou cartilagem com apenas uma camada muscular são as principais características desses cistos. 70 Não obstante, critérios mais rígidos para o diagnóstico incluem localização intramural e presença obrigatória de cartilagem, tornando essa lesão ainda mais rara em algumas séries. 4 Otamanho,emmédia,éde4cmeossintomas similares aos dos pacientes com cisto de duplicação. Diferentemente dos pacientes com cisto de duplicação, os níveis de CA19-9 e CA125 estão sempre elevados Cisto de duplicação esofágico Cisto de duplicação esofágico.aoestudocontrastadocombáriodoesôfagoeestômago, observa-se uma estrutura tubular alongada, paralela ao esôfago e terminando na luz gástrica, caracterizando a duplicação cística do esôfago. em pacientes com cisto broncogênico e diminuem após a sua ressecção. 70 Amaioria élesãobenignacomalgunspoucoscasos de degeneração maligna. 47 Os cistos gástricos se localizam mais freqüentemente no lado direito do esôfago e no mediastino posterior. São caracterizados por estarem no lúmen esofágico, contendo uma ou mais camadas musculares e recobertos por mucosa gástrica. 20 Freqüentemente são diagnosticados nos primeiros meses de vida pela pressão que produzem sobre os brônquios e pela secreção ácida de sua mucosa. A despeito desta atividade mucosa, apenas um caso de ulceração péptica com perfuração e complicações pulmonares foi descrito. 4 Os cistos de inclusão do esôfago são intramurais e contêm epitélio respiratório ou do tipo escamoso. Eles não possuem duas camadas musculares, não contêm cartilagem, não podendo, desta forma, ser chamados de duplicação ou broncogênicos. São conhecidos também como cistos não-específicos. 89 Otamanho varia de 5 mm até 20 cm. Quando localizados no terço superior (10% dos casos), podem apresentar sintomas respiratórios antes dos 2 anos. Quando localizados no terço médio (24%) e no terço inferior (66%), podem causar disfagia, dor torácica etosse,geralmenteapósos30anosde idade, 4 porém podem ser assintomáticos em até 25% dos casos. Os cistos neuroentéricos se localizam no mediastino posterior, são formados por camadas musculares bem desenvolvidas, recobertos por mucosa gástrica ou outro tipo de mucosa gastrointestinal. Os sintomas são causados muitas vezes pela atividade dessa mucosa. Podem estar aderidos ao esôfago, à pleura ou ao pericárdio. 20,63 Estão associados, em incidência desconhecida, a variadas anormalidades da coluna vertebral, caracterizando a Split Notochord Syndrome. 20 Quando fundidos ao esôfago, não devem ser confundidos com os cistos esofágicos gástricos, já que estes são intramurais e não estão associados a anormalidades vertebrais. 4 Oesôfagonormalpossuiglândulas nas camadas mucosa e submucosa que comunicam com o seu lúmen por ductos de 1,5 mm de comprimento. Os cistos adquiridos ou de retenção são formados pela obstrução desses ductos, que leva à dilatação das glândulas. 63 Esses cistos são diagnosticados em 17% de exames de autópsias e, apesar disso, é raro o diagnóstico de lesões sintomáticas. Normalmente são únicos, localizados no terço superior, com tamanho variando de poucos milímetros até 3 cm, mas podem se localizar em qualquer parte do esôfago e, quando múltiplos, usa-se o termo esofagite cística, 63 pois a inflamação devida ao refluxo é ofatorcausalmaisimplicado(fig.28-4). Cistos de retenção de esôfago Cistos de retenção de esôfago.algumas pequenas lesões elevadas e arredondadas, com mucosa fina, deixando transparecer discretamente o conteúdo líquido-claro no interior, localizadas no terço inferior do esôfago, caracterizando os cistos de retenção.

5 Capítulo AsuspeitadiagnósticadoCEocorre em pacientes com alterações ao exame radiológico de rotina e/ou à endoscopia digestiva alta. Normalmente, a primeira hipótese é de um tumor benigno do esôfago. O esofagograma mostra uma falha de enchimento regular, lisa, com mucosa normal, e aendoscopiadigestivaconfirmaanatureza benigna da lesão, exclui ulcerações, mas as biópsias não alcançam a lesão. 4 Esses estudos não permitem a diferenciação entre cisto e tumor benigno intramural. Exames de ultra-sonografia transesofágica, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética oferecem mais dados sobre a morfologia da lesão, mas na maioria das vezes não firma o diagnóstico. 32 O diagnóstico diferencial inclui as lesões subepiteliais do esôfago, como o leiomioma, olipoma,ofibromaeoneurofibroma.alguns trabalhos mostram que punção e aspiração desses cistos, por via transesofágica, transbrônquica ou transcutânea guiada por fluoroscopia ou tomografia computadorizada, com análise citológica do conteúdo, auxiliam no diagnóstico. 89 Pequenas séries de pacientes e relatos de casos têm sugerido que a USE pode ser uma boa alternativa aos outros métodos de imagens 13,32,89 para o diagnóstico do CE, pois pode claramente definir a origem intramural ou extramural e a extensão do cisto, assim como distinguir entre lesão sólida e cística 32 (Fig. 28-5). Esse método poderá também definir a presença de camadas musculares e a relação da lesão com a parede esofágica. Além disso, é possível a punção e aspiração desses cistos guiada pela USE, existindo dados de que esta é uma técnica segura para o diagnóstico dessas lesões, existindo um pequeno risco de infecção nas lesões císticas, o que é minimizado pelo uso de antibióticos. 32,88,89 No entanto, os achados da USE de pacientes com cistos de esôfago têm sido menos uniformes que o esperado, não sendo possível ainda determinar com exatidão a acurácia do método. 88 Os cistos do esôfago têm sido tradicionalmente tratados por ressecção cirúrgica, mesmo em pacientes assintomáticos, para prevenir ou tratar complicações e estabelecer o diagnóstico. 70,89 Entretanto, com a experiência atual da USE, não se justifica a indicação de cirurgia unicamente para firmar o diagnóstico. 53,89 Cistos pequenos em pacientes assintomáticos podem ser acompanhados considerando a natureza benigna dessas lesões e a raridade da malignização. Uma vez indicado o tratamento, existe a opção de abordagem menos invasiva com aspiração completa e coleta de material para biópsias por mediastinoscopia ou toracoscopia ou mesmo por endoscopia com orientação ultra-sonográfica, levando à resolução completa e definitiva. 89 Arecidivapodeocorrerpela manutenção do epitélio secretor. 32 Outra opção é a ressecção endoscópica usando técnicas de injeção e mucosectomia ecoguiadas. 70 PÓLIPO INFLAMATÓRIO Opólipoinflamatórioétambémconhecido como pólipo sentinela e ocorre Pólipo inflamatório de esôfago em decorrência da doença do RGE. Alguns pacientes podem apresentar, no colo da hérnia gástrica hiatal, uma prega gástrica espessada, usualmente pelo lado da curvatura maior, e que termina na junção escamocolunar. Na margem cefálica dessa prega pode ser notada uma estrutura polipóide, arredondada, às vezes com uma pequena erosão (Fig. 28-6). Embora o aspecto endoscópico deste pólipo inflamatório seja característico, recomenda-se realizar biópsias para diferenciá-lo de adenoma, que pode ocorrer como manifestação macroscópica de displasia em pacientes com esôfago de Barrett. A histologia mostra epitélio colunar com inflamação aguda ou crônica. Com o tratamento anti-refluxo e a supressão ácida, há tendência de diminuição e até mesmo de desaparecimento desta estrutura polipóide. 20 ACANTOSE GLICOGÊNICA Aacantoseglicogênicaouglicoacantose é uma lesão benigna da mucosa do esôfago e sua prevalência exata é desconhecida. Quando pesquisada em autópsias, pode atingir até 100%, 10 porém, em exames endoscópicos, estaria em torno de 5 a 15%. 21,76 Adiscrepânciadessesdados é parcialmente explicada: pelo lado da endoscopia, haveria pouco interesse em diagnosticar essa alteração, e a distensão das pregas durante o exame endoscópico prejudicaria o diagnóstico; pelo outro lado, efeitos pós-morte poderiam aumentar a detecção nas autópsias. Cisto de esôfago distal Cisto de esôfago distal: aspecto ecoendoscópico.noesôfagodistal, identifica-se pequena lesão anecóica, sem comunicação com outras estruturas, comprometendo a mucosa profunda e submucosa, caracterizando lesão cística. Pólipo inflamatório de esôfago.natransiçãoesofagogástrica,identifica-sepequenapregade mucosa gástrica elevada, arredondada, convergindo para uma erosão no esôfago, conhecida como prega sentinela.

6 218 SOBED ENDOSCOPIA DIGESTIVA DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA Do ponto de vista endoscópico, são múltiplas placas elevadas, arredondadas, entre 2 mm e 4 mm de diâmetro, esbranquiçadas e facilmente vistas ao exame. Podem ser encontradas ao longo do esôfago, mas são mais comuns no terço inferior, comumente múltiplas, encontradas em grupos de 5 a 20, tendendo a se localizar sobre as pregas da mucosa, atingindo predominantemente a população mais idosa. 10,21 Essas placas podem ser mais bem evidenciadas com a cromoscopia com solução de Lugol, tornando-se de tonalidade marrom-escura em razão da grande concentração de glicogênio, enquanto lesões neoplásicas e inflamatórias persistem com amesmatonalidadeoriginal.histologicamente, a lesão se caracteriza por hiperplasia epitelial acantótica com grande número de células epiteliais alargadas e contendo glicogênio em abundância, sem hiperqueratose, atipias ou displasia. Aetiologiadaacantoseglicogênicaé desconhecida. Não é possível estabelecer relação com etilismo, tabagismo ou outro fator irritativo. 10 Tem sido sugerido que a presença dessas lesões seria um indicador do RGE, 21,84 baseado na histologia da mucosa adjacente, que mostra evidência de esofagite. Contudo, a acantose glicogênica tem sido encontrada no terço superior de pacientes sem sinais de esofagite, e as lesões se mantêm mesmo após períodos prolongados de tratamento clínico da doença do RGE. 10 Épossívelqueapresença da esofagite facilite o reconhecimento dessas lesões, mas certamente não está sempre presente entre as placas, não é necessária para a sua formação e nem para o seu diagnóstico endoscópico. 10,84 Estudos cinéticos não mostraram diminuição no turnover celular e na utilização de glicogênio ou aumento na capacidade de estocá-lo. Aacantoseglicogênicanãocausasintomas e seu significado clínico é desconhecido, porém por ser lesão sem potencial de malignização e por seu aspecto endoscópico característico, as biópsias sistemáticas não estão indicadas. Todavia, deve ser feito diagnóstico diferencial endoscópico com lesões de reconhecido significado clínico como a monilíase, leucoplasia e carcinoma precoce do esôfago. 10,76 Placas de leucoplasia na cavidade oral são relativamente freqüentes, com potencial de malignização de 5 a 10%. No esôfago, a leucoplasia é incomum e difere da acantose glicogênica do ponto de vista endoscópico, histológico e imuno-histoquímico. 10 Além disso, há evidências de que a acantose glicogênica não tem potencial maligno como a leucoplasia e não está associada ao carcinoma, pois não apresenta hiperqueratose, atipia celular ou displasia, e as lesões potencialmente malignas contêm pouco ou nenhum glicogênio. 21,76 Amonilíasetemaspecto endoscópico característico e à histologia mostra a presença de hifas e esofagite. HETEROTOPIAS As heterotopias mais comumente encontradas no esôfago são as de epitélio de mucosa gástrica. As heterotopias de mucosa gástrica no esôfago (HMGE) foram descritas pela primeira vez por Schaffer, 71 em A origem deste epitélio no esôfago ainda é incerta, existindo duas teorias para explicá-la. Uma delas é a congênita, em que há uma falha de diferenciação celular durante o período embrionário, pois até a décima semana de gestação oesôfagoérecobertopormucosacolunar e, por volta da vigésima semana, o epitélio estratificado escamoso aparece no terço médio e se estende proximal e distalmente recobrindo todo o esôfago; caso haja uma falha nesse processo, podem persistir ilhotas de mucosa gástrica no esôfago proximal ou distal. 8,34 Aoutra teoria, chamada também de teoria mista, denota que pacientes com alguma anormalidade congênita da lâmina própria, após a exposição a traumas repetidos, A RGE, processos infecciosos com cicatrização, evoluem para a perda do epitélio escamoso e aparecimento do epitélio gástrico embrionário formado por ilhotas de mucosa gástrica. 25 As HMGE se apresentam como áreas de mucosa alaranjada ou avermelhada, superfície levemente rugosa ou aveludada, de formato arredondado ou ovalado, únicas ou múltiplas; e, quando duplas, contralaterais e de tamanho semelhante, são chamadas lesões em espelho 39 (Fig. 28-7). As HMGE se constituem de tecido colunar típico de qualquer área gástrica como o antro, corpo ou fundo, podendo coexistir na mesma heterotopia mais de um tipo de epitélio gástrico. 40 Estas mucosas heterotópicas podem produzir ácidos, além de outros peptídeos, como a gastrina, bombesina e somatostatina. 24 Excepcionalmente é sede de complicações como erosões, úlceras, estenoses, fístulas, metaplasia intestinal, displasia ou adenocarcinoma. 8,12,54,64,79 Podem estar contaminadas pelo Helicobacter pylori, independentemente do tipo de mucosa gástrica que constitui a heterotopia e, quanto maior a densidade dessa bactéria no estômago, maior é o índice de infecção na heterotopia. 36 As biópsias endoscópicas simples selam o diagnóstico da HMGE, e como não provocam sintomas ou apresentem grandes riscos de degeneração maligna, as HMGE não devem ser ressecadas. Mais raramente, podemos encontrar no esôfago tecido heterotópico de glândulas sebáceas, tecido pancreático ou nó- Mucosa gástrica heterotópica no esôfago Mucosa gástrica heterotópica no esôfago.presençadeduasáreasdemucosaovalada, alaranjada, superfície lisa e brilhante, localizadas no esôfago proximal logo após o cricofaríngeo, aspecto clássico de mucosa gástrica heterotópica (A). A forma circunferencial da mucosa gástrica heterotópica no esôfago proximal (B)émenoscomume,nestecaso,houveimpactaçãodebolo alimentar em paciente idosa. A histologia das biópsias confirmou a suspeita endoscópica. B

7 Capítulo dulos tireoidianos, que se apresentam por lesões elevadas ou em placas, de coloração brancacenta, apagando o plexo vascular submucoso local, recobertas por mucosa normal. 6,52 Leiomioma de esôfago: aspecto em ferradura LEIOMIOMA E LEIOMIOMATOSE São os tumores benignos não-epiteliais mais comumente encontrados no esôfago. 20,65 Originam-se da muscular própria e, raramente, da muscular da mucosa. Ocorrem mais freqüentemente em homens do que em mulheres, na idade entre 20 e 59 anos, 72 sendo raros nas crianças. 14 Geralmente são assintomáticos, sendo um encontro casual em endoscopias digestivas de rotina ou até que atinjam grande tamanho para apresentar sintomas como disfagia, dor retroesternal, pirose, tosse, odinofagia, perda de peso e sangramento digestivo. 75 Aformadeapresentaçãomaiscomum é a ovalada, mas pode ser arredondada, semicircular ou em ferradura e até mesmo anular, simulando às vezes um quadro de acalasia 38 (Figs e 28-9). Localizam-se preferencialmente nos terços médio e inferior do esôfago, com tamanho variável, consistência endurecida, apresentando superfície lisa e regular e, em alguns casos, multilobulada, recoberta por mucosa de coloração normal, sem solução de continuidade, que desliza livremente sobre a lesão, a não ser que apresente erosão ou ulceração apical. Lesão de submucosa do esôfago Lesão de submucosa do esôfago.no esôfago proximal, identificou-se pequena lesão elevada, arredondada, com mucosa de revestimento lisa, elástica e deslizante sobre ela àtraçãocompinçadebiópsias.hánecessidade de se realizar a USE para melhor definir a natureza da lesão. A Leiomioma de esôfago: aspecto em ferradura.oaspectoendoscópicodoesôfagoéde2 abaulamentos regulares da mucosa (A), mas a ecoendoscopia mostrou uma lesão hipoecogênica, localizada na camada muscular própria e circundando o órgão, aspecto conhecido como em ferradura (B). Odiagnósticoendoscópicoédepresunção, não devendo o endoscopista se aventurar a um diagnóstico definitivo no seu laudo, pois se trata de lesão da parede do esôfago, não sendo de diagnóstico endoscópico e, portanto, é limitação do método e não do profissional; e, dificilmente, se consegue firmar um diagnóstico histológico, pois as biópsias não atingem o plano muscular de origem das lesões, exceto em casos onde exista uma ulceração e o tecido muscular se encontre exposto. Em virtude de sua natureza miogênica, o método de eleição para confirmação do seu diagnóstico é a USE, 15,35,42,67,78,82,92 seja esta realizada com miniprobes, 90 ecoendoscópios convencionais ou setoriais. Com facilidade, localiza-se a camada muscular própria (quarta camada) do esôfago de onde mais freqüentemente se origina oleiomioma,queseapresentacomolesão hipoecogênica e homogênea (Fig ). Quando se tem dúvida da natureza benigna da lesão miogênica, pode-se realizar o diagnóstico histológico da lesão através de biópsias ecoguiadas. 27 Em geral o leiomioma não necessita de ressecção, ficando esse tratamento indicado nos casos sintomáticos ou quando houver dúvida sobre a natureza da lesão, sendo realizada enucleação da lesão por toracotomia ou videotoracoscopia. 9 Aressecçãoendoscópicaédedifícil execução e com risco de perfuração e hemorragia, ficando reservada apenas quando a origem é da muscular da mucosa (segunda camada do esôfago), bem documentada pela USE e, às vezes, com ressecção ecoguiada. 29,11 Quando múltiplos, os leiomiomas são chamados de leiomiomatose, com características endoscópicas e ecoendoscópicas semelhantes. 80 LIPOMA Éasegundacausamaisfreqüentede lesão benigna não-epitelial de esôfago. Raramente apresenta sintomas, sendo na maioria dos casos achado de exame de rotina. 61 Geralmente está localizado no esôfago superior, tem consistência macia, quando tocado por pinça ou cateter, tende a abaixar ocentroelevantarasbordas,conhecido como pillow-sign ( sinal do travesseiro ). 74 Apresenta uma coloração amarelada característica, é macio e raramente ocorre erosão ou ulceração, podendo ser pedunculado quando atinge grande tamanho. 94 Lesão miogênica do esôfago Lesão miogênica do esôfago.a ecoendoscopia com miniprobe mostrou lesão miogênica, hipoecogênica localizada na quarta camada do esôfago (muscular própria), medindo 17 mm por 10,5 mm, compatível com leiomioma. B

8 220 SOBED ENDOSCOPIA DIGESTIVA DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA Odiagnósticoendoscópicoéfeito baseado nas características do lipoma e o histológico é realizado através de biópsias que atinjam a camada submucosa. Aecoendoscopiadolipomaevidencia uma lesão hiperecogênica, de bordas lisas e regulares, com origem na camada submucosa, ou seja, na terceira camada ecogênica da parede do esôfago. 15,35,42,67,78,90,92 Aressecçãodolipomanãoénecessária, desde que este não apresente sintomas ou complicações como hemorragia ou obstrução. TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES Otumordecélulasgranulares(TCG) foi descrito inicialmente por Abrikossoff, em 1926, 1 como de origem no músculo estriado e denominado mioblastoma de células granulares, embora exista controvérsia a respeito dessa origem. Entre as opiniões recentes, a maioria acredita numa origem neural e não muscular. 16,18 Por apresentar reação imuno-histoquímica fortemente positiva para proteína S-100 e para a enolase neuroespecífica encontrada no citoplasma, ambos marcadores específicos para as células de Schwann, é muito provável que essas células originem-se de tecido neural, mais especificamente das células de Schwann. 16,43 Outros autores inclinam-se para uma origem histiocística, um processo fibroblástico ou mesmo uma origem em células mesenquimais indiferenciadas. 59 OTCGélocalizadosubepitelialque foi encontrado inicialmente na língua. 16,31 Pode ser encontrado em vários outros locais, sendo os mais comuns: língua (40%), pele (30%), mama (15%) e trato respiratório (10%). 23 Acomete o tubo digestório em 5 a 11%, sendo um terço destes no esôfago, 23,77 com a seguinte distribuição: terço distal 65%, terço médio 20% e terço superior 15%. 23,45 Ocorre com maior freqüência em pacientes com idade inferior a 45 anos, masculinos (61%) e de raça negra. 41,45 Oaspectoendoscópicoédeumalesão elevada, séssil, nodular ou em placa, de cor cinza a branco-amarelada, superfície lisa ou levemente irregular, endurecida e tamanho entre 4 mm e 40 mm. 23,45,91 Os tumores maiores se apresentam como uma massa polipóide de coloração branco-amarelada, recoberta por mucosa muito fina e homogênea, podendo sugerir A Tumor de células granulares de esôfago que a lesão se origine na própria mucosa enãonasubmucosa. 55,57 Deve ser feito o diagnóstico diferencial com outras lesões benignas da submucosa, como leiomioma, neurofibroma e glândula sebácea heterotópica. 2 Pode ser único ou múltiplo e, quando múltiplo (5 a 14%), a maioria é sincrônico, mas há relato de lesões metacrônicas evidenciadas de 4 meses até 3 anos após o primeiro diagnóstico 31,45 (Fig ). Ao estudo contrastado, apresenta-se como um defeito de enchimento homogêneo, de fácil reconhecimento, exceção para as pequenas lesões. Nas lesões maiores, pode-se ter uma imagem de estenose. 16,33 Odiagnósticodecertezaédado pelo exame histológico das biópsias, pois, apesar de ser uma lesão de submucosa, apresenta ninhos de células imediatamente abaixo da mucosa. 23,41 Recomendam-se múltiplas biópsias no mesmo local para melhor acesso à submucosa (bite-on-bite). 45 Oaspectohistopatológicoé característico: células poligonais ou fusiformes, de citoplasma eosinofílico abundante, núcleo pequeno e centralizado, dispostas em ninhos separados por faixas de tecido conjuntivo oriundos da muscular da mucosa. 2,45 As células tendem a estar bem agrupadas e os nódulos de tumor bem individualizados, mas sem cápsula. 2 Em alguns casos, pode haver uma hiperplasia do epitélio que recobre a lesão, dificultando o diagnóstico diferencial com carcinoma de células escamosas invasor. 31,41,43 AUSEtemgrandevalorparadeterminar exatamente a localização, a profundidade e o tamanho da lesão 19,57 e, conseqüentemente, definir o tipo de tratamento a ser empregado. 73 Se a lesão está localizada na submucosa e não invade a muscular própria, o tratamento endoscópico pode ser realizado. 18,57,60,77,91 Seu aspecto ecoendoscópico pode ser confundido com o de um lipoma. 19,77 São descritas alterações da motilidade esofágica em razão da destruição dos plexos nervosos pelo próprio tumor. Por isso, alguns autores recomendam a realização de manometria em casos de tumores não obstrutivos com clínica de disfagia. 45 É considerado benigno, apesar de existirem casos relatados de malignidade, inclusive com metástases a distância 23, 33,41,43 e, aproximadamente, 2% comportam-se como malignos. 31,33,43 Os sinais macroscópicos que sugerem tal característica são: tumores com tamanho superior a 4 cm, crescimento rápido e recorrência. Os critérios histológicos que devem ser preenchidos para o diagnóstico de malignidade são pelo menos 3 dos seguintes: necrose celular, núcleo aumentado, nucléolo grande, atividade mitótica, pleomorfismo nuclear e alongamento das células. 33,43 Acitologiadomaterialaspirado por punção ecoguiada pode auxiliar no diagnóstico diferencial. 23,77 OtratamentodoTCGdependeda apresentação clínica, das características macroscópicas e profundidade da lesão. Casos de pequenas lesões assintomáticas podem ser apenas acompanhados endos- Tumor de células granulares de esôfago.nota-senoesôfagoumalesãoelevadaeovalada,com discreta retração da mucosa, endurecida à palpação com pinça de biópsias (A). A ecoendoscopia mostrou uma lesão hipoecogênica, originária da submucosa, mas atingindo a mucosa profunda (B). Esta lesão foi retirada com alça de polipectomia e a histologia mostrou tratar-se de tumor de células granulares. B

9 Capítulo A copicamente, com biópsias a cada 2 anos, orientando o paciente para retornar em caso de disfagia. 16,23,45,59 Aressecção,cirúrgica ou endoscópica, está indicada nas lesões que levam a disfagia, nas maiores que 2 a 3 cm, nas de crescimento rápido ou recente e nas circunferenciais. 23,45,59,91,93 Se alesãonãoacometeamuscularprópria,é permitido o tratamento endoscópico, com retirada da lesão com alça de polipectomia ou pinça de biópsias. 31,66,91 Nas pequenas lesões, pode-se usar a pinça de biópsias, porém, nas lesões maiores, a técnica mais indicada é a ressecção endoscópica com alça diatérmica, usando corrente ora de corte, ora de coagulação, precedida de injeção de solução salina na base em volume variável. 18,31,66 Outros autores consideram que a ressecção com alça diatérmica pode ser insuficiente e referem técnicas alternativas, usando dispositivos de aspiração e ligadura precedendo a ressecção. 73 Deve-se estar atento ao acompanhamento endoscópico desses pacientes, uma vez que existe alguma dificuldade na diferenciação histológica do tumor benigno e maligno 33,43 earecidivaocorreem 5% dos casos. 43 TUMORES VASCULARES Hemangioma de esôfago Tumor vascular do esôfago. Identifica-se, nos terços médio e inferior do esôfago, volumosa lesão protrusa e alongada, de coloração levemente avermelhada, macia e regular (A). A ecoendoscopia mostrou tratar-se de lesão anecóica, sem comunicação com outras estruturas, de origem na submucosa, projetando-se em direção à mucosa (B). Otumorvascularcommaiorrepresentatividade entre os tumores benignos não-epiteliais é o hemangioma, que poderia nem mesmo ser considerado uma neoplasia verdadeira por se tratar de tecido hamartomatoso, de provável origem congênita. Distribuem-se ao longo de todo o esôfago, variando de tamanho, com média entre 2 e 3 cm, podendo apresentar pedículo devido à propulsão do peristaltismo esofagiano, coloração variando de azulado ao vinhoso, podendo se esvaziar quando se aplica uma pressão com o endoscópio e retornando ao tamanho e à coloração normais ao se desfazer a pressão. 3,37 AUSEmostralesãoanecóica,de origem na submucosa (Fig ). Raramente os hemangiomas apresentam sintomas ou sinais, mas podem ser causa de hemorragia digestiva alta. 51 Quando existe a suspeita de um hemangioma, não se devem realizar biópsias da lesão pelo risco de hemorragia, o que torna um fator complicador para se excluir malignidade da lesão. Otratamentodoshemangiomasainda não é consensual, tendendo-se à realização de terapia fotodinâmica, que evitaria o sangramento em maior profusão. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Abrikossoff AI. Über Myome, ausgehend von der quergestreiften willkürlichen Muskulatur. Virchows Arch Pathol Anat 1926;260: Andrade JS, Bambirra EA, Oliveira CA et al. Granular cell tumor of esophagus: a study of seven cases diagnosed by histologic examination of endoscopic biopsies. Southern Medical Journal 1987;3: Araki K, Ohno S, Egashira A et al. Esophageal hemangioma: a case report and review of the literature. B Hepatogastroenterology 1999;46: Arbona JL, Fazzi JGF, Mayoral J. Congenital esophageal cysts: case report and review of the literature. Am JGastroenterol1984;79: Attah EB, Hajdu SI. Benign and malignant tumors of the esophagus at autopsy. JThoracCardiovascSurg 1968;55: Auld RM, Lukas WM, Bordin GM. Heterotopic sebaceous glands in the esophagus. Gastrointest Endosc 1987;33: Avezzano EA, Fleischer DE, Merida MA et al. Giant fibrovascular polyps of the esophagus. Am J Gastroenterol 1990;85: Avidan B, Sonnenberg A, Chejfec G et al. Is there a link between cervical inlet patch and Barrett s esophagus? Gastrointest Endosc 2001;53: Bardini R, Segalin A, Asolati M et al. Thoracoscopic removal of benign tumours of the oesophagus. Endosc Surg Allied Technol 1993;1: Bender MD, Allison J, Cuartas F et al. Glycogenic acanthosis of the esophagus. A form of benign epithelial hyperplasia. Gastroenterology 1973;65: Benedetti G, Sablich R, Bonea M et al. Fiberoptic endoscopic resection of symptomatic leiomyoma of the upper esophagus. Case report. Acta Chir Scand 1990;156: Berkelhammer C, Bhagavan M, Templeton A et al. Gastric inlet patch containing submucosally infiltrating adenocarcinoma. JClinGastroenterol 1997;25: Bhutani MS, Hoffman BJ, Reed C. Endosonographic diagnosis of an esophageal duplication cyst. Endoscopy 1996;28: Boourque MD, Spigland N, Bensoussan AL et al. Esophageal Leiomyoma in children: two cases reports and review of the literature. JPediatricSurg 1989;24: Boyce GA, Sivak MV Jr, Rösch T et al. Evaluation of submucosal upper gastrointestinal tract lesions by endoscopic ultrasound. Gastrointest Endosc 1991;37: Brady PG, Nord HJ, Connar RG. Granular cell tumor of esophagus: Natural history, diagnosis and therapy. Dig Dis Sci 1988;33: Burdick JS, Seidel SPL, Larsen BR et al. Echoendosonographic and histologic correlation of a fibrovascular polyp of the esophagus. Gastrointest Endosc 1994;40:81-4.

10 222 SOBED ENDOSCOPIA DIGESTIVA DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA 18. Catalano F, Kind R, Rodella L et al. Endoscopic treatment of esophageal granular cell tumors. Endoscopy 2002;34: Chak A. EUS in submucosal tumors. Gastrointest Endosc 2002;54:S43-S Choong CK, Meyers BF. Benign esophageal tumors: introduction, incidence, classification and clinical features. Seminars in Thoracic and Cardiac Surg 2003;15: Clemencon G, Gloor F. Benign epithelial hyperplasia of the esophagus: glycogenic acanthosis. Endoscopy 1974;6: Cochet B, Hohl P, Sans M et al. Asphyxia caused by laryngeal impaction of an esophageal polyp. Arch Otolaryngol 1980;106: David O, Jakate S. Multifocal granular cell tumor of the esophagus and proximal stomach with infiltrative pattern. Arch Pathol Lab Med 1999; Dayal Y, Wolfe HJ. Gastrin-producing cells in ectopic gastric mucosa of the development and metaplastic origins. Gastroenterology 1978;75: De la Pava S, Pickren JW, Adller RH. Ectopic gastric mucosa of the esophagus. A study on histogenesis. J Med N Y State 1964;64: Devereaux BM, LeBlanc JK, Kesler K et al. Giant fibrovascular polyp of the esophagus. Endoscopy 2003;35: Dodd LG, Nelson RC, Mooney EE et al. Fine-needle aspiration of gastrointestinal stromal tumors. Am J Clin Pathol 1998;109: Dumot JA, Vargo JJ, Zuccaro G. Esophageal squamous papilloma causing dysphagia. Gastrointest Endosc 2000;52: Eda Y, Asaki S, Yamagata L et al. Endoscopic treatment for submucosal tumors of the esophagus: Studies in 25 patients. Gastroenterol Jpn 1990;25: Eliashar R, Saah D, Sichel J et al. Fibrovascular polyp of the esophagus. Otolaryngol Head Neck Surg 1998;118: Esaki M, Aoyagi K, Hizawa K et al. Multiple granular cell tumors of the esophagus removed endoscopically: a case report. Gastrointest Endosc 1998;48: Faigel DO, Burke A, Ginsberg GG et al. The role of endoscopic ultrasound in the evaluation and management of foregut duplications. Gastrointest Endosc 1997;45: Gleason JIO, Mirna JM, Mahendra T et al. Case report: malignant granular cell tumor disseminated. Skeletal Radiol 1991;20: Gray SW, Skandalikis JE. The esophagus. In: Gray SW, SKandalikis JE. Embryology for Surgeons.Philadelphia: WB Saunders, 1972;63: Gress F, Schimitt C, Savides T et al. Interobserver agreement for EUS in the evaluation and diagnoses of submucosal masses. Gastrointest Endosc 2001;53: Gutierrez O, Akamatsu T, Carbona H et al. Helicobacter pylori and heterotopia gastric mucosa in upper esophagus (the inlet patch). American Journal of Gastroenterologic 2003;98: Hanel K, Talley NA, Hunt DR. Hemangioma of the esophagus: An unusual cause of upper gastrointestinal bleeding. Dig Dis Sci 1981;26: Idenburg FJ, Akkermans LM, Smout AJ et al. Leiomyoma of the distal oesophagus mimicking achalasia. Neth J Surg 1991;43: Jabbari M, Goresky CA, Lough J et al. The inlet patch: Heterotopic gastric mucosa in the upper esophagus. Gastroenterology 1985;89: Jacobs E, Dehou MF. Heterotopic gastric mucosa in upper esophagus: a prospective study of cases e review of literature. Endoscopy 1997;29: Jardines L, Cheung L, Livolsi V. Malignant granular cell tumors: report of a case and review of the literature. Surgery 1994;116: Kawamoto K, Yamada Y, Utsunomiya T et al. Gastrointestinal submucosal tumors: evaluation with endoscopic US. Radiology 1997;205: Khansur T, Balducci L, Tavassoli M. Granular cell tumor: clinical spectrum of the benign and malignant entity. Cancer 1987;60: Koerfgen HP, Husemann B, Gield J et al. Verrucous carcinoma of the esophagus. Endoscopy 1988;20: Lack EE, Worsham GF, Callinhan MD et al. Granular cell tumor: a clinicopathologic study of 100 patients. JSurgOncol1980;13: Lawrence SP, Larsen BR, Stacy CC et al. Echoendosonographic and histologic correlation of a fibrovascular polyp of the esophagus. Gastrointest Endosc 1994;40: Lee MY, Jensen E, Kwak S et al. Metastatic adenocarcinoma arising in a congenital foregut cyst of the esophagus: a case report and review of the literature. Am J Clin Oncol 1998;21: Levine MS, Buck JL, Pantongrag-Brown Letal.Fibrovascularpolypsofthe esophagus. Am J Gastroenterol 1990;85: Lim LL, Ho KY, Goh PM. Preoperative diagnosis of a paraesophageal bronchogenic cyst using endosonography. Ann Thorac Surg 2002;73: Lombardi JP, Tang D, Myhre OA. Squamous cell papilloma of the esophagus: a case report and review of the literature. Int Surg 1980;65: Maluf-Filho F, Sakai P, Amico EC et al. Giant cavernous hemangioma of the esophagus: endoscopic and echoendoscopic appearance. Endoscopy 1999;31:S Marcial MA, Villafana M. Esophageal ectopic sebaceous glands: endoscopic and histologic findings. Gastrointest Endosc 1994;40: Massari M, De Simone M, Cioffi U et al. Endoscopic Ultrasonography in the evaluation of leiomyoma and extramucosal cysts of the esophagus. Hepatogastroenterology 1998;45: Mion F, Lambert R, Partensky C et al. High-grade dysplasia in an adenoma of the upper esophagus developing on heterotopic gastric mucosa. Endoscopy 1996;28: Moretó M. Diagnosis of esophagogastric tumors. Endoscopy 2003;35: Mosca S, Manes G, Monaco R et al. Squamous papilloma of the esophagus: long term follow up. JGastroenterol Hepatol 2001;16: Murata Y, Yoshida M, Akimoto S et al. Evaluation of endoscopic ultrasonography for the diagnosis of submucosal tumors of the esophagus. Surg Endosc 1988;2: Narayani RI, Young GJ. Recurrent proximal esophageal stricture associated with dysplasia in squamous cell papilomatosis. Gastrointest Endosc 2002;56: Orlowska J, Pachlewski J, Gugulski A et al. A conservative approach to granular cell tumors of the esophagus: four cases reports and literature review. Am JGastroenterol1993;88: Palazzo L, Land B, Cellier C et al. Endosonographic features of esophageal granular cell tumors. Endoscopy 1997;29: Peiser J, Ovnat A, Herz A et al. Lipoma of the esophagus. Isr J Med Sci 1984;20: Politoske EJ. Squamous papilloma of the esophagus associated with the human papillomavirus. Gastroenterology 1992;102:

11 Capítulo Postlethwait RW. Benign tumors and cysts of the esophagus. Surg Clin North Am 1983;63: Powel RW, Luck SR. Cervical esophageal obstruction by ectopic gastric mucosa. JPediatrSurg 1988;23: Rice TW. Benign Esophageal tumors: esophagoscopy and endoscopic esophageal ultrasound. Semin Thorac Cardiovasc Surg 2003;15: Rocha LCM, Lima GF, Carvalho MA, Sá RN, Albuquerque W. Ressecção endoscópica de tumor de células granulares do esôfago. GED 2002;21: Rösch T, Lorenz R, Dancygier H et al. Endosonographic diagnosis of submucosal upper gastrointestinal tract tumors. Scand J Gastroenterol 1992;27: Sablich R, Benedetti G, Bignucolo S et al. Squamous cell papilloma of the esophagus. Report on 35 endoscopic cases. Endoscopy 1988;20: Sandvik AK, Aase S, Kveberg KH et al. Papillomatosis of the esophagus. JClin Gastroenterol 1996;22: Sashiyama H, Miyazaki S, Okazaki Y et al. Esophageal broncogenic cyst successfully excised by endoscopic mucosal resection. Gastrointest Endosc 2002;56: Schaffer J. Ephitel und Drusen der Speidserrohre. Wien Klin Wschr 1898;11: Seremetis MG, Lyons WS, deguzman VC et al. Leiomyomata of the esophagus: an analysis of 838 cases. Cancer 1976;38: Shikuwa S, Matsunaga K, Osabe M et al. Esophageal granular cell tumor treated by endoscopic mucosa resection using a ligating device. Gastrointest Endosc 1998;47: Skinner MS, Broadaway RK, Grossman P et al. Multiple gastric lipomas. Dig Dis Sci 1983;28: Solomon MP, Rosenblum H, Rosato FE. Leiomyoma of the esophagus. Ann Surg 1984;80: Stern Z, Sharon P, Ligumsky M et al. Glycogenic acanthosis of the esophagus. A benign but confusing endoscopic lesion. Am J Gastroenterol 1980;74: Tada S, Lida M, Miyagahara T et al. Granular cell tumor of the esophagus: endoscopic ultrasonography demostration and endoscopic removal. Am J Gastroenterol 1990;85: Takada N, Higashino M, Osugi H et al. Utility of endoscopic ultrasonography in assessing the indications for endoscopic surgery of submucosal esophageal tumors. Surg Endosc 1999;13: Takagi A, Ema Y, Horri S et al. Early adenocarcinoma arising from ectopic gastric mucosa in the cervical esophagus. Gastrointest Endosc 1995;41: Taylor FH, Christenson W, Zollinger RW et al. Multiple leiomyomas of the esophagus. Ann Thor Surg 1995;60: Timmons B, Sedwitz JL, Oller DW. Benign fibrovascular polyp of the esophagus. South Med J 1991;84: Tio TL, Tytigat GNJ, den Hartog Jager FCA. Endoscopic ultrasonography for the evaluation of smooth muscle tumors in the upper gastrointestinal tract: an experience with 42 cases. Gastrointest Endosc 1990;36: Totten RS, Stout AP, Humphreys GH et al. Benign tumors and cysts of the esophagus. JThoracSurg 1953;25: Vadva MD, Triadafilopoulos G. Glycogenic acanthosis of the esophagus and gastroesophageal reflux. JClinGastroenterol 1993;17: Van Cutsem E, Geboes K, Visser L et al. Squamous papillomatosis of the esophagus with malignant degeneration and demonstration of the human papilloma virus. Eur J Gastroenterol 1991;3: Waluga M, Hartieb M, Sliwinski ZK et al. Esophageal squamous-cell papillomatosis complicated by carcinoma. Am J Gastroenterol 2000;95: Watanabe H, Jass JR, Sobin LH. Histological classification of esophageal tumours. In: Histological Typing of Esophageal and Gastric Tumours. World Health Organization.2.ed. Springer-Verlag, p. 88. Wiersma MJ, Vilmann P, Giovannini M et al. Endosonographic-guided fine-needle aspiration biopsy: diagnostic accuracy and complication assessment. Gastroenterology 1997;112: Wildi SM, Hoda RS, Fickling W et al. Diagnosis of benign cysts of the mediastinum: the role and risks of EUS and FNA. Gastrointest Endosc 2003;58: Xu GM, Niu YL, Zou XP et al. The diagnostic value of transendoscopic miniature ultrasonic probe for esophageal disease. Endoscopy 1999;30(suppl 1):A28-A Yasuda I, Tomita E, Nagura K et al. Endoscopic removal of granular cell tumors. Gastrointest Endosc 1995;41: Yasuda K, Cho E, Nakajima M et al. Diagnosis of submucosal lesions of the upper gastrointestinal tract by endoscopy ultrasonography. Gastrointest Endosc 1990;36:S17-S Yasuda K, Nakajima M, Yoshida S et al. The diagnosis of submucosal lesions of the upper gastrointestinal tract by endoscopic ultrasonography. Gastrointest Endosc 1990;36: Zschiedrich M, Neuhaus P. Pedunculated giant lipoma of the esophagus. Am J Gastroenterol 1990;85:

Tumores Benignos e Malignos de Esôfago

Tumores Benignos e Malignos de Esôfago Tumores Benignos e Malignos de Esôfago Isabel Fonseca Santos - R1 Gastroenterologia UFRJ Lesões Benignas Frequentemente assintomáticas, sendo achado incidental da EDA. Sintomas: o o o o o o o disfagia

Leia mais

Tumor carcinoide de duodeno: um tumor raro em local incomum. Série de casos de uma única instituição

Tumor carcinoide de duodeno: um tumor raro em local incomum. Série de casos de uma única instituição Tumor carcinoide de duodeno: um tumor raro em local incomum. Série de casos de uma única instituição Jaques Waisberg- Orientador do Programa de Pós Graduação do Instituto de Assistência Médica ao Servidor

Leia mais

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS NÓDULOS HEPÁTICOS BENIGNOS Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS NÓDULOS HEPÁTICOS

Leia mais

TUMORES DA VESÍCULA E VIAS BILIARES. Dr. Francisco R. de Carvalho Neto

TUMORES DA VESÍCULA E VIAS BILIARES. Dr. Francisco R. de Carvalho Neto TUMORES DA VESÍCULA E VIAS BILIARES Dr. Francisco R. de Carvalho Neto TUMORES BENIGNOS ( classificação de Christensen & Ishate A) TUMORES BENIGNOS VERDADEIROS 1) De origem epitelial adenoma papilar ( papiloma)

Leia mais

como intervir Héber Salvador de Castro Ribeiro Departamento de Cirurgia Abdominal A.C. Camargo Cancer Center

como intervir Héber Salvador de Castro Ribeiro Departamento de Cirurgia Abdominal A.C. Camargo Cancer Center Esôfago de Barrett: quando acompanhar e como intervir Héber Salvador de Castro Ribeiro Departamento de Cirurgia Abdominal A.C. Camargo Cancer Center Não possuo conflitos de interesse; Esôfago de Barrett

Leia mais

Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret

Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret Adenocarcinoma de Esôfago como conseqüência de Esôfago de Barret Serviço de Cirurgia Geral III Dr Antônio Borges Campos Denissa F. G. Mesquita Extensionista da Cir. do Ap. Digestório Samuel Luz Moreno

Leia mais

SISTEMATIZAÇÃO DA ANÁLISE ANÁTOMO-PATOLÓGICA NO CÂNCER GÁSTRICO. Luíse Meurer

SISTEMATIZAÇÃO DA ANÁLISE ANÁTOMO-PATOLÓGICA NO CÂNCER GÁSTRICO. Luíse Meurer SISTEMATIZAÇÃO DA ANÁLISE ANÁTOMO-PATOLÓGICA NO CÂNCER GÁSTRICO Luíse Meurer MANEJO DO CÂNCER GÁSTRICO: PAPEL DO PATOLOGISTA prognóstico Avaliação adequada necessidade de tratamentos adicionais MANEJO

Leia mais

Patologia Buco Dental Prof. Dr. Renato Rossi Jr. www.professorrossi.com

Patologia Buco Dental Prof. Dr. Renato Rossi Jr. www.professorrossi.com TUMORES BENIGNOS PAPILOMA: Papiloma é uma neoplasia benigna de origem epitelial. Clinicamente apresenta-se como lesão exofítica, de superfície irregular ou verrucosa com aspecto de couve-flor, assintomático,

Leia mais

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Biopatologia 2006/2007 16º Seminário: 14/02/07. Cancro e lesões pré-cancerosas do esófago e do estômago

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Biopatologia 2006/2007 16º Seminário: 14/02/07. Cancro e lesões pré-cancerosas do esófago e do estômago Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Biopatologia 2006/2007 16º Seminário: 14/02/07 Cancro e lesões pré-cancerosas do esófago e do estômago O esófago junta-se ao estômago no cárdia, constituindo

Leia mais

DIVERTÍCULO DIVERTÍCULO VERDADEIRO FALSO Composto por todas as camadas da parede intestinal Não possui uma das porções da parede intestinal DIVERTICULOSE OU DOENÇA DIVERTICULAR Termos empregados para

Leia mais

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê Neoplasias Gástricas Pedro Vale Bedê Introdução 95% dos tumores gástricos são malignos 95% dos tumores malignos são adenocarcinomas Em segundo lugar ficam os linfomas e em terceiro os leiomiosarcomas Ate

Leia mais

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P.

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. De Oliveira,J.V.C¹; SILVA, M.T.B¹; NEGRETTI, Fábio². ¹Acadêmicas do curso de Medicina da UNIOESTE. ²Professor de Anatomia e Fisiologia Patológica da UNIOESTE.

Leia mais

Linfomas gastrointestinais

Linfomas gastrointestinais Linfomas gastrointestinais Louise Gracielle de Melo e Costa R3 do Serviço de Patologia SAPC/HU-UFJF Introdução Linfomas extranodais: a maioria é de TGI. Ainda assim, linfomas primários gastrointestinais

Leia mais

DEFINIÇÃO ANATOMO-ENDOSCÓPICA DA TRANSIÇÃO ESOFAGOGÁSTRICA. HW,Boyce Gastrointest Endosc 51 (5) 2000

DEFINIÇÃO ANATOMO-ENDOSCÓPICA DA TRANSIÇÃO ESOFAGOGÁSTRICA. HW,Boyce Gastrointest Endosc 51 (5) 2000 DEFINIÇÃO ANATOMO-ENDOSCÓPICA DA TRANSIÇÃO ESOFAGOGÁSTRICA. HW,Boyce Gastrointest Endosc 51 (5) 2000 Tradução : Kendi Yamazaki / Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura A definição endoscópica do ponto de

Leia mais

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE Hospital Municipal Cardoso Fontes Serviço de Cirurgia Geral Chefe do serviço: Dr. Nelson Medina Coeli Expositor: Dra. Ana Carolina Assaf 16/09/04 René Lambert DEFINIÇÃO Carcinoma

Leia mais

Lesões císticas do pâncreas: abordagem diagnóstica e terapêutica

Lesões císticas do pâncreas: abordagem diagnóstica e terapêutica Lesões císticas do pâncreas: abordagem diagnóstica e terapêutica Gustavo Rêgo Coêlho (TCBC) Serviço de Cirurgia e Transplante de Fígado Hospital das Clínicas - UFC Tumores Cís+cos do Pâncreas Poucos tópicos

Leia mais

Agenda. Nódulo da Tireóide. Medicina Nuclear. Medicina Nuclear em Cardiologia 17/10/2011

Agenda. Nódulo da Tireóide. Medicina Nuclear. Medicina Nuclear em Cardiologia 17/10/2011 Agenda Medicina Nuclear Endocrinologia Walmor Cardoso Godoi, M.Sc. http://www.walmorgodoi.com O objetivo desta aula é abordar a Medicina nuclear em endocrinologia (notadamente aplicações Câncer de Tireóide).

Leia mais

TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES

TUMORES DE GLÂNDULAS SALIVARES Dr. Marcio R. Studart da Fonseca Cirurgia de Cabeça e Pescoço-HUWC/UFC Sistema Salivar 3 pares de Glândulas Salivares Maiores Parótidas Submandibulares Sublinguais Centenas de Glândulas Salivares Menores

Leia mais

Exames que geram dúvidas - o que fazer? SELMA DE PACE BAUAB

Exames que geram dúvidas - o que fazer? SELMA DE PACE BAUAB Exames que geram dúvidas - o que fazer? SELMA DE PACE BAUAB Exames que geram dúvidas - o que fazer? Como ter certeza que é BI-RADS 3? Quando não confiar na biópsia percutânea? O que fazer com resultados

Leia mais

Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal. Patologia Bucal. Prof. Patrícia Cé

Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal. Patologia Bucal. Prof. Patrícia Cé Hermann Blumenau- Complexo Educacional Curso Técnico em Saúde Bucal Patologia Bucal Prof. Patrícia Cé No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia,

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 61

PROVA ESPECÍFICA Cargo 61 11 PROVA ESPECÍFICA Cargo 61 QUESTÃO 26 São contra-indicações absolutas da Endoscopia Digestiva Alta, EXCETO: a) Gravidez. b) Intolerância do paciente. c) Perfuração de víscera suspeita. d) Perfuração

Leia mais

CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES

CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES Escrito por: Dr. Carlos Augusto Sousa de Oliveira 01. INTRODUÇÃO Os tumores carcinóides são incluídos em um grupo maior de neoplasias, os carcinomas neuroendócrinos

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

SÍNDROME DE MOUNIER-KUHN (TRAQUEOBRONCOMEGALIA): RELATO DE CASO

SÍNDROME DE MOUNIER-KUHN (TRAQUEOBRONCOMEGALIA): RELATO DE CASO Subespecialidade: Tórax / Tipo de trabalho: Relato de caso SÍNDROME DE MOUNIER-KUHN (TRAQUEOBRONCOMEGALIA): RELATO DE CASO Autores: Baptista RM, Nogueira HA, Nothaft MA, Coelho FH Apresentador: Dr. Rodrigo

Leia mais

7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax

7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax 7º Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Legenda da Imagem 1: Radiografia de tórax em incidência póstero-anterior Legenda da Imagem 2: Radiografia de tórax em perfil Enunciado: Homem de 38 anos, natural

Leia mais

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR MÓDULO ABDOME AULA 2 AVALIAÇÃO INTESTINAL POR TC E RM Prof. Mauricio Zapparoli Neste texto abordaremos protocolos de imagem dedicados para avaliação do intestino delgado através

Leia mais

CITOLOGIA ONCÓTICA CÂNCER

CITOLOGIA ONCÓTICA CÂNCER CITOLOGIA ONCÓTICA Neoplasia: crescimento desordenado de células, originando um tumor (massa de células) Tumor benigno: massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu

Leia mais

GABARITO DE CIRURGIA GERAL

GABARITO DE CIRURGIA GERAL GABARITO DE CIRURGIA GERAL QUESTÃO 1 Paciente com febre, tosse e escarro purulento bastante fétido, apresenta os exames abaixo. Qual é a conduta mais adequada? A. Antibioticoterapia e fisioterapia. B.

Leia mais

Perda da uniformidade nas células e desarranjo estrutural tecidual

Perda da uniformidade nas células e desarranjo estrutural tecidual .Leucoplasia: (grego: leuco = branco - plasis = formação) Transformação metaplásica do epitélio escamoso estratificado não ceratinizado consistindo em aumento das camadas de ceratina. Exemplos: mucosa

Leia mais

Distúrbios Gastrointetinais

Distúrbios Gastrointetinais Distúrbios Gastrointetinais Anatomia Gastrointestinal Doenças do tubo digestivo Patologias do Esôfago Classificação segundo o mecanismo da doença Anomalias do desenvolvimento (exs: Atresias; hérnias;estenoses)

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM)

Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM) Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM) Imagem 01. Radiografia anteroposterior do terço proximal da perna esquerda. Imagem 02. Ressonância magnética do mesmo paciente, no plano coronal

Leia mais

Prevenção do Câncer do Colo do Útero. Profissionais de Saúde

Prevenção do Câncer do Colo do Útero. Profissionais de Saúde Prevenção do Câncer do Colo do Útero Manual Técnico Profissionais de Saúde Ministério da Saúde Brasília, 2002 Apresentação No Brasil existem cerca de seis milhões de mulheres entre 35 a 49 anos que nunca

Leia mais

LINFOMAS. Maria Otávia da Costa Negro Xavier. Maio -2013

LINFOMAS. Maria Otávia da Costa Negro Xavier. Maio -2013 LINFOMAS GASTROINTESTINAIS Maria Otávia da Costa Negro Xavier Maio -2013 1 INTRODUÇÃO Cerca de 1 a 4% de todas as malignidades gastrointestinais são linfomas. Por definição os linfomas gastrointestinais

Leia mais

Relação entre as características ecográficas de um nódulo tiroideu e a sua benignidade/malignidade

Relação entre as características ecográficas de um nódulo tiroideu e a sua benignidade/malignidade Relação entre as características ecográficas de um nódulo tiroideu e a sua benignidade/malignidade Análise de 203 nódulos tiroideus do Hospital Geral de Coimbra Oliveira, C.M.; Costa, R.A.; Estêvão, A.;

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS NEOPLASIAS 1) INTRODUÇÃO Neoplasia significa crescimento novo. O termo tumor é usado como sinônimo e foi originalmente usado para os aumentos de volume causados pela inflamação.

Leia mais

VI Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia 2012 Pólipos de Vesícula Biliar Diagnóstico e Conduta

VI Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia 2012 Pólipos de Vesícula Biliar Diagnóstico e Conduta VI Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia 2012 Pólipos de Vesícula Biliar Diagnóstico e Conduta Júlio Coelho Universidade Federal do Paraná Pólipo de Vesícula Biliar Estudos Científicos Ausência

Leia mais

da Junção Esofagogástrica

da Junção Esofagogástrica HM Cardoso Fontes Serviço o de Cirurgia Geral Sessão Clínica 15/04/04 Carcinoma da Junção Esofagogástrica strica Diego Teixeira Alves Rangel Casos do Serviço (2001 2004) Nome Idade Diagnóstico Acesso Cirurgia

Leia mais

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA DIGESTIVO

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA DIGESTIVO DISCIPLINA DE RADIOLOGIA DIGESTIVO A avaliação por imagem do tubo digestivo fornece informações confiáveis quanto à morfologia, fisiologia e anormalidades dos segmentos em questão. Embora a tendência atual

Leia mais

Câncer do pâncreas. Orlando Jorge Martins Torres Professor Livre-Docente UFMA

Câncer do pâncreas. Orlando Jorge Martins Torres Professor Livre-Docente UFMA Câncer do pâncreas Orlando Jorge Martins Torres Professor Livre-Docente UFMA Diagnóstico A tomografia helicoidal com dupla fase é o melhor exame de imagem para diagnosticar e estadiar uma suspeita de carcinoma

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

Hipertrofia Muscular Idiopática Tratada Com Transposição Gástrica Completa. Relato de Caso e Revisão da Literatura

Hipertrofia Muscular Idiopática Tratada Com Transposição Gástrica Completa. Relato de Caso e Revisão da Literatura UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Hipertrofia Muscular Idiopática Tratada Com Transposição Gástrica Completa. Relato de Caso e Revisão da Literatura Serviço de Cirurgia Pediátrica IPPMG/UFRJ Douglas

Leia mais

Projeto Diretrizes Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva

Projeto Diretrizes Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva Projeto Diretrizes Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva Gestão 2009-2010 Presidente: Dr. Carlos Alberto Cappellanes Comissão de Diretrizes e Protocolos Presidente: Dr. Edivaldo Fraga Moreira Conduta

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Projetos de pesquisa. Patologia. Epidemiologia. Trato gastrointestinal.

PALAVRAS-CHAVE Projetos de pesquisa. Patologia. Epidemiologia. Trato gastrointestinal. 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X) SAÚDE

Leia mais

LESÕES QUÍSTICAS DO PÂNCREAS - ABORDAGEM DIAGNÓSTICA POR IMAGEM -

LESÕES QUÍSTICAS DO PÂNCREAS - ABORDAGEM DIAGNÓSTICA POR IMAGEM - LESÕES QUÍSTICAS DO PÂNCREAS - ABORDAGEM DIAGNÓSTICA POR IMAGEM - 6/04/2011 Célia Antunes Moderador: Dr. Luís Curvo Semedo Abordagem multidisciplinar das lesões quísticas pancreáticas Clínica Radiologia

Leia mais

CORPO ESTRANHO NA VIA DIGETIVA EM CRIANÇAS JULIANA ALVES DE SOUSA CAIXETA

CORPO ESTRANHO NA VIA DIGETIVA EM CRIANÇAS JULIANA ALVES DE SOUSA CAIXETA CORPO ESTRANHO NA VIA DIGETIVA EM CRIANÇAS JULIANA ALVES DE SOUSA CAIXETA 80% < 3 anos Meninos > meninas Internação Mortalidade 10% Centers for Disease Control and Prevention (CDC)2006;55:1296 300. Moeda

Leia mais

ISGE & SBE Joint Meeting I Congresso Brasileiro de Endometriose e Endoscopia Ginecológica 2009 Questões Pontuais

ISGE & SBE Joint Meeting I Congresso Brasileiro de Endometriose e Endoscopia Ginecológica 2009 Questões Pontuais ISGE & SBE Joint Meeting I Congresso Brasileiro de Endometriose e Endoscopia Ginecológica 2009 Questões Pontuais Prof Dr André Luis F Santos Disciplina de Ginecologia UNITAU / 2009 PÓLIPOS DEVEMOS RESSECAR

Leia mais

Tumor Estromal Gastrointestinal

Tumor Estromal Gastrointestinal Tumor Estromal Gastrointestinal Pedro Henrique Barros de Vasconcellos Hospital Cardoso Fontes Serviço de Cirurgia Geral Introdução GIST é o tumor mesenquimal mais comum do TGI O termo foi desenvolvido

Leia mais

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOSCOPIA

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOSCOPIA 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOSCOPIA QUESTÃO 21 A Hemorragia digestiva é uma complicação da Moléstia Diverticular dos Cólons. Assim é ERRADO afirmar: a) O tratamento das enfermidades

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia de Tórax

Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Figura 1: Radiografia de tórax realizada em decúbito dorsal Enunciado MHS, sexo feminino, 63 anos, foi atendida no Centro de Saúde de seu novo bairro. Apresentava

Leia mais

NEOPLASIAS. MSc. Isabela Brcko

NEOPLASIAS. MSc. Isabela Brcko NEOPLASIAS MSc. Isabela Brcko Proliferações locais de clones celulares cuja reprodução foge ao controle normal, e que tendem para um tipo de crescimento autônomo e progressivo, e para a perda de diferenciação

Leia mais

RADIOLOGIA DO ESÔFAGO

RADIOLOGIA DO ESÔFAGO RADIOLOGIA DO ESÔFAGO Esofagograma : administração de substância com densidade diferente do órgão. São elas sulfato de bário (rotina) e soluções iodadas (casos de suspeita de ruptura) na dose de 2 a 6

Leia mais

podem desenvolver-se até atingirem um tamanho considerável antes dos sintomas se manifestarem. Por outro lado, em outras partes do cérebro, mesmo um

podem desenvolver-se até atingirem um tamanho considerável antes dos sintomas se manifestarem. Por outro lado, em outras partes do cérebro, mesmo um Um tumor é uma massa anormal em qualquer parte do corpo. Ainda que tecnicamente ele possa ser um foco de infecção (um abcesso) ou de inflamação; o termo habitualmente significa um novo crescimento anormal

Leia mais

PROVA TEÓRICO-PRÁTICA

PROVA TEÓRICO-PRÁTICA PROVA TEÓRICO-PRÁTICA 1. Na atresia de esôfago pode ocorrer fistula traqueoesofágica. No esquema abaixo estão várias opções possíveis. A alternativa indica a forma mais freqüente é: Resposta B 2. Criança

Leia mais

Manuseio do Nódulo Pulmonar Solitário

Manuseio do Nódulo Pulmonar Solitário VIII Congresso de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro Manuseio do Nódulo Pulmonar Solitário Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Ciências Médicas Hospital Universitário

Leia mais

TUMORES GIGANTES DE OVÁRIO

TUMORES GIGANTES DE OVÁRIO TUMORES GIGANTES DE OVÁRIO Os autores apresentam três casos de Tumores Gigantes de Ovário, sendo um com alto grau de malignidade (Linfoma do tipo Burkitt), dois benignos (Cisto Seroso e Teratoma), porém

Leia mais

Solicitante: Marly Gonçalves Pinto - PJPI 3998-2 - Oficial de Apoio Judicial B - Escrivã Judicial da Comarca de Cláudio/MG.

Solicitante: Marly Gonçalves Pinto - PJPI 3998-2 - Oficial de Apoio Judicial B - Escrivã Judicial da Comarca de Cláudio/MG. NOTA TÉCNICA 91/2013 Data: 12/06/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura Solicitante: Marly Gonçalves Pinto - PJPI 3998-2 - Oficial de Apoio Judicial B - Escrivã Judicial da Comarca de Cláudio/MG.

Leia mais

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida DEFINIÇÃO: Pathos: doença Logos: estudo Estudo das alterações estruturais, bioquímicas e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar os mecanismos

Leia mais

PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA - INCA / 2016 PROVA DISCURSIVA - 2ª ETAPA PRM EM CANCEROLOGIA CIRÚRGICA

PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA - INCA / 2016 PROVA DISCURSIVA - 2ª ETAPA PRM EM CANCEROLOGIA CIRÚRGICA PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA - INCA / 2016 PROVA DISCURSIVA - 2ª ETAPA PRM EM CANCEROLOGIA CIRÚRGICA Você recebeu o seguinte material: 1. Um CADERNO DE PROVA ESCRITA

Leia mais

PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos

PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos PATOLOGIA DA MAMA Ana Cristina Araújo Lemos Freqüência das alterações mamárias em material de biópsia Alteração fibrocística 40% Normal 30% Alterações benignas diversas 13% Câncer 10% Fibroadenoma

Leia mais

Gradação Histológica de tumores

Gradação Histológica de tumores Gradação Histológica de tumores A gradação histológica é uma avaliação morfológica da diferenciação celular de cada tumor. Baseada geralmente em 03-04 níveis de acordo com o tecido específico do tumor.

Leia mais

NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL E NOMENCLATURA DAS NEOPLASIAS

NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL E NOMENCLATURA DAS NEOPLASIAS NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL E NOMENCLATURA DAS NEOPLASIAS Curso: Graduação em Odontologia 4 º e 5 º Períodos Disciplina: Patologia Oral http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira

Leia mais

Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT. Segundo diretrizes ANS

Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT. Segundo diretrizes ANS Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT Segundo diretrizes ANS Referencia Bibliográfica: Site ANS: http://www.ans.gov.br/images/stories/a_ans/transparencia_institucional/consulta_despachos_poder_judiciari

Leia mais

AFECÇÕES CIRÚRGICAS DA REGIÃO INGUINAL

AFECÇÕES CIRÚRGICAS DA REGIÃO INGUINAL AFECÇÕES CIRÚRGICAS DA REGIÃO INGUINAL MALFORMAÇÕES NA REGIÃO INGUINAL As afecções congênitas da região inguinal correspondem, na sua maioria, a alterações dependentes da persistência de uma estrutura

Leia mais

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186 Câncer de Pulmão Todos os tipos de câncer podem se desenvolver em nossas células, as unidades básicas da vida. E para entender o câncer, precisamos saber como as células normais tornam-se cancerosas. O

Leia mais

Doença do Refluxo Gastroesofágico

Doença do Refluxo Gastroesofágico Doença do Refluxo Gastroesofágico Gustavo Rigon Narciso Agosto 2014 Definições Inicialmente era sinônimo de esofagite e hérnia de hiato. Posteriormente foi definida como uma desordem de motilidade associada

Leia mais

PROCESSOS PROLIFERATIVOS NÃO NEOPLÁSICOS

PROCESSOS PROLIFERATIVOS NÃO NEOPLÁSICOS DISCIPLINA DE PATOLOGIA ORAL E MAXILOFACIAL Graduação em Odontologia - 5º Período PROCESSOS PROLIFERATIVOS NÃO NEOPLÁSICOS http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 GRANULOMA

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CIRURGIÃO TORÁCICO

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CIRURGIÃO TORÁCICO 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO CIRURGIÃO TORÁCICO QUESTÃO 21 Paciente portador de miatenia gravis e timoma, submetido a tratamento cirúrgico. Durante o ato operatório, constatou-se que o

Leia mais

Diagnóstico do câncer

Diagnóstico do câncer UNESC FACULDADES ENFERMAGEM - ONCOLOGIA FLÁVIA NUNES Diagnóstico do câncer Evidenciado: Investigação diagnóstica por suspeita de câncer e as intervenções de enfermagem no cuidado ao cliente _ investigação

Leia mais

Caso Clínico. Andrea Canelas

Caso Clínico. Andrea Canelas Caso Clínico Andrea Canelas 28-06 06-2006 Identificação Sexo: Idade: 79 anos Raça: a: Caucasiana Naturalidade: Coimbra História da doença a actual Seguida na consulta de Gastro desde Novembro de 2005:

Leia mais

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar:

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar: A cirurgia endovascular agrupa uma variedade de técnicas minimamente invasivas mediante as quais CIRURGIA ENDOVASCULAR = CIRURGIA SEM CORTES! Técnicas Minimamente Invasivas As técnicas de cirurgia endovascular

Leia mais

Centro Universitário Cesmac CAMILA MARIA BEDER RIBEIRO

Centro Universitário Cesmac CAMILA MARIA BEDER RIBEIRO Centro Universitário Cesmac CAMILA MARIA BEDER RIBEIRO TUMORES ODONTOGÊNICOS Tumores odontogênicos - grupo de doenças heterogêneas que vão desde hamartomas ou proliferação de tecido não neoplásico a neoplasias

Leia mais

TUMORES CERVICAIS GIGANTES, NO PERIODO NEONATAL CAUSAS CIRÚRGICAS E TRATAMENTO

TUMORES CERVICAIS GIGANTES, NO PERIODO NEONATAL CAUSAS CIRÚRGICAS E TRATAMENTO 1 TUMORES CERVICAIS GIGANTES, NO PERIODO NEONATAL CAUSAS CIRÚRGICAS E TRATAMENTO RESUMO Os autores apresentam uma série de patologias do ponto de vista cirúrgico, as quais entram no diagnóstico diferencial

Leia mais

NEWS: ARTIGOS CETRUS Ano VI Edição 59 Outubro 2014. O novo BI-RADS Ultrassonográfico (Edição 2013) - O que há de novo?

NEWS: ARTIGOS CETRUS Ano VI Edição 59 Outubro 2014. O novo BI-RADS Ultrassonográfico (Edição 2013) - O que há de novo? NEWS: ARTIGOS CETRUS Ano VI Edição 59 Outubro 2014 O novo BI-RADS Ultrassonográfico (Edição 2013) - O que há de novo? O novo BI-RADS Ultrassonográfico (Edição 2013) - O que há de novo? AUTORA Dra. Patrícia

Leia mais

Trocando Idéias XVII 29 de agosto de 2012

Trocando Idéias XVII 29 de agosto de 2012 Trocando Idéias XVII 29 de agosto de 2012 Infecção extragenital por HPV Câncer Oral Clique para editar o estilo do subtítulo mestre Flávia de Miranda Corrêa Divisão de Epidemiologia Coordenação Geral de

Leia mais

Alexandre de Lima Farah

Alexandre de Lima Farah Alexandre de Lima Farah Declaração de conflito de interesse Não recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade pública ou privada para pesquisa ou desenvolvimento de método diagnóstico

Leia mais

Autópsia-Carcinoma de Reto

Autópsia-Carcinoma de Reto Autópsia-Carcinoma de Reto RESULTADO DE EXAME ANATOMOPATOLÓGICO N.º PG 163 NOME: PCQ RESID.: CIDADE: São Paulo - SP FONE: ( ) SEXO M IDADE 31 COR P PROFISSÃO: PEDIDO pelo Dr Clínica Cirúrgica TEL. ( )

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia computadorizada

Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia computadorizada Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia computadorizada Figura 1: Radiografia de tórax em incidência póstero anterior Figura 2: Tomografia computadorizada de tórax com contraste em corte coronal e sagital

Leia mais

Tumores Benignos dos Tecidos Moles

Tumores Benignos dos Tecidos Moles Tumores Benignos dos Tecidos Moles Classificação - OMS (2005) Hamartoma: crescimento dismórfico de tecido original de uma região. Geralmente autolimitante e pode sofrer involução Neoplasia: crescimento

Leia mais

UICC HPV e CÂNCER CERVICAL CURRÍCULO

UICC HPV e CÂNCER CERVICAL CURRÍCULO UICC HPV e CÂNCER CERVICAL CURRÍCULO 01 Capítulo 2.c. Triagem e diagnóstico - Colposcopia Charité Universitätsmedizin Berlim, Alemanha Câncer cervical - 02 Estágios pré-cancerosos Diagnósticos - Citologia

Leia mais

Estadiamento dos Tumores do Tubo Digestivo

Estadiamento dos Tumores do Tubo Digestivo Liga Acadêmica de Gastro-Cirurgia - 2010 Estadiamento dos Tumores do Tubo Digestivo Giuseppe D Ippolito EPM DDI Setor do Abdome Hospital São Luiz scoposl@uol.com.br Câncer do Esôfago, Estômago e Cólon

Leia mais

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM. Radiografia simples e contrastada (sulfato de bário e iodinas) Endoscopia

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM. Radiografia simples e contrastada (sulfato de bário e iodinas) Endoscopia AFECÇÕES CIRÚRGICAS DO ESÔFAGO Carmen Helena de Carvalho Vasconcellos DIAGNÓSTICO DA DOENÇA ESOFÁGICA SINAIS CLÍNICOS Regurgitação Disfagia, dificuldade de preensão Ptialismo Tosse, estertores Dispnéia

Leia mais

Alta morbidade e mortalidade nas cirurgias pancreáticas

Alta morbidade e mortalidade nas cirurgias pancreáticas Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina Departamento de Diagnóstico por Imagem LESÕES CÍSTICAS DE PÂNCREAS 02/07/2009 Matheus Gonzalez Lopes R3 Contexto Atual Prevalência crescente

Leia mais

Colposcopia na Gravidez

Colposcopia na Gravidez Colposcopia na Gravidez José Eleutério Junior A colposcopia é um método de excelência, associado ao Papanicolaou, no rastreio de lesões intra-epiteliais escamosas e neoplásicas, sendo usada para identificar

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele

Leia mais

Carcinoma Escamoso Invasor

Carcinoma Escamoso Invasor Carcinoma Escamoso Invasor Lesões Precursoras do Carcinoma Cervical de Células C Escamosas Morfogênese do Carcinoma Cervical Mucosa ectocervical Mucosa endocervical Hiperplasia de Células de Reserva Displasia

Leia mais

14º Imagem da Semana: Cintilografia para pesquisa de mucosa gástrica ectópica

14º Imagem da Semana: Cintilografia para pesquisa de mucosa gástrica ectópica 14º Imagem da Semana: Cintilografia para pesquisa de mucosa gástrica ectópica Enunciado Paciente de 13 anos, sexo masculino, foi levado ao PA-HCUFMG queixando melena. Peso e estatura adequados para a idade

Leia mais

leiomioma de esôfago tratado por via endoscópica em mulher de 41 anos etários

leiomioma de esôfago tratado por via endoscópica em mulher de 41 anos etários leiomioma de esôfago tratado por via endoscópica em mulher de 41 anos etários wendel dos santos Furtado, diego Antonio Calixto de Pina Gomes Mello, Vitorino Modesto dos santos, wilian Pires de Oliveira

Leia mais

Benign lesion of the biliary ducts mimicking Kastskin tumor

Benign lesion of the biliary ducts mimicking Kastskin tumor Benign lesion of the biliary ducts mimicking Kastskin tumor Giordani, L. 1 ; Santo, G.F.E. 1, Sanches, M.C.O 1., Tenorio, L.E.M. 2 ; Morais, L.L.G 2 ; Gomes, F. G. 1 1 Department of General Surgery, University

Leia mais

DOENÇA DE REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO NORMAS DE ORIENTAÇÃO CLÍNICA

DOENÇA DE REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO NORMAS DE ORIENTAÇÃO CLÍNICA DOENÇA DE REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO NORMAS DE ORIENTAÇÃO CLÍNICA INTRODUÇÃO A Doença de Refluxo Gastro-Esofágico (DRGE) é reconhecida como entidade nosológica desde meados dos anos trinta do século passado.

Leia mais

REUNIÃO DE CASOS. Aperfeiçoando de RDI da DIGIMAX (A2) RAPHAEL SALGADO PEDROSO. www.digimaxdiagnostico.com.br

REUNIÃO DE CASOS. Aperfeiçoando de RDI da DIGIMAX (A2) RAPHAEL SALGADO PEDROSO. www.digimaxdiagnostico.com.br REUNIÃO DE CASOS www.digimaxdiagnostico.com.br RAPHAEL SALGADO PEDROSO Aperfeiçoando de RDI da DIGIMAX (A2) Nome: I. G. A. B.; Idade: 28 anos; Sexo: Feminino; CASO Queixa: Atraso menstrual há 45 dias.

Leia mais

NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL

NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL NEOPLASIAS DE ORIGEM MESENQUIMAL Curso: Odontologia 4 º e 5 º Períodos Disciplina: Patologia Oral http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 NEOPLASIAS NOMENCLATURA - O critério

Leia mais

10º Imagem da Semana: Ultrassonografia Transvaginal

10º Imagem da Semana: Ultrassonografia Transvaginal 10º Imagem da Semana: Ultrassonografia Transvaginal Enunciado Paciente de 28 anos, nuligesta, procura atendimento devido à infertilidade conjugal presente há 1 ano. Relata também dismenorreia, disúria

Leia mais

II Curso de Atualização em Coloproctologia

II Curso de Atualização em Coloproctologia II Curso de Atualização em Coloproctologia Estratégias de Prevenção de Câncer nas Doenças Inflamatórias Intestinais Dr. Marco Zerôncio LIGA NRCC Considerações Iniciais As DII (RCUI e colite por Crohn)

Leia mais

04/06/2012 INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX. Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX

04/06/2012 INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX. Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX INTRODUÇÃO À RAGIOLOGIA SIMPLES DO TÓRAX Dante L. Escuissato RADIOGRAFIAS DO TÓRAX INCIDÊNCIAS: FRONTAL (PA) PERFIL TÓRAX 1 RADIOGRAFIAS AS RADIOGRAFIAS APRESENTAM 4 DENSIDADES BÁSICAS: AR: traquéia, pulmões,

Leia mais

Simone Maia, CMIAC ANACITO / SLAC sevaristo@uol.com.br

Simone Maia, CMIAC ANACITO / SLAC sevaristo@uol.com.br Simone Maia, CMIAC ANACITO / SLAC sevaristo@uol.com.br Coleta do Canal Endocervical As células da endocérvice são um componente chave do esfregaço, o qual indica que a zona de transformação está representada.

Leia mais

Caso Clínico 30 de Novembro de 2005 Olga Vaz

Caso Clínico 30 de Novembro de 2005 Olga Vaz Caso Clínico 30 de Novembro de 2005 Olga Vaz Serviço de Imagiologia dos H.U.C. História Clínica J.L.O.C. Sexo: Masculino Idade: 42 anos Raça: Caucasiana Natural e residente: Coimbra Profissão: motorista

Leia mais

ADENOMA PLEOMÓRFICO: ASPECTOS CLÍNICOS, HISTOLÓGICOS E CIRÚRGICOS RELATO DE CASO. PLEOMORPHIC ADHENOMA: CLINICAL, HISTOLOGICAL AND SURGICAL ASPECTS.

ADENOMA PLEOMÓRFICO: ASPECTOS CLÍNICOS, HISTOLÓGICOS E CIRÚRGICOS RELATO DE CASO. PLEOMORPHIC ADHENOMA: CLINICAL, HISTOLOGICAL AND SURGICAL ASPECTS. ADENOMA PLEOMÓRFICO: ASPECTOS CLÍNICOS, HISTOLÓGICOS E CIRÚRGICOS RELATO DE CASO. PLEOMORPHIC ADHENOMA: CLINICAL, HISTOLOGICAL AND SURGICAL ASPECTS. MARCELLO GAIETA VANNUCCI, Especializando em CTBMF e

Leia mais