Curso de Capacitação para Museus Módulo IV Ação Educativa 1/73

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1 Curso de Capacitação para Museus Módulo IV Ação Educativa 1/73

2 Exposições 2/73

3 Longa duração maior tempo para pesquisar e conhecer o acervo, pensar a comunicação e as ações, desenvolver estratégias, avaliar os resultados, conhecer o público e corrigir o que for necessário. Temporárias integram a programação do museu, agregam novos públicos e estimulam a revisitação, normalmente buscam a divulgação do acervo exposto e revigoram a exposição de longa duração, quando possibilitam relações entre ambas. Itinerantes difundem o acervo e os assuntos tratados no museu a outras instâncias, possibilitando assim ampliar a atuação da instituição. 3/73

4 O que se espera da linguagem expositiva? 4/73

5 A exibição de um acervo é um processo tão complexo quanto sua conservação na reserva técnica, envolve direta ou indiretamente todos os funcionários da instituição, mas é praticamente a única parte das atividades museais que o grande público pode conhecer, e por isso constitui o cartão de visitas do museu. 5/73

6 6/73

7 Além disso, o contato direto com as peças é o momento maioremqueseefetivaaverdadeiraeducaçãodopúblico,a qual se constitui num dos objetivos primários da exposição edoprópriomuseu.issoposto,atendênciaatualédeque todas as exposições sejam organizadas com objetividade e clareza, sob um planejamento curatorial decididamente voltado para a educação, devidamente identificando as peças e contextualizando o material exposto com informações ricas e exatas, mas acessíveis ao visitante médio, e providenciando variadas ações educativas complementares. 7/73

8 A reflexão sobre como as pessoas aprendem no museu e como os museus ensinam associada aos estudos psicoeducativos sobre os processos cognitivos trouxe aos museus e especialmente às exposições a preocupação de preparar exposições sob a ótica do público. Procura-se oferecer ao público oportunidade para um comportamento ativo cognitivo (intelectual e emotivo), interagindo com a exposição. Em síntese, procura-se a interação entre mensagem expositiva e o visitante, para que a exposição permita uma experiência de apropriação de conhecimento. (CURY,2005p.38) 8/73

9 A linguagem expositiva deve ser cuidadosamente estruturada para que o visitante atue basicamente de três formas: 9/73

10 Cognitivamente - o visitante poderá ler e compreender conhecimentos expostos por diversas mídias, ou seja, o conhecimento deverá ser exposto de maneira inteligível e respeitando os códigos culturais do público. 10/73

11 Afetivamente - o visitante se sentirá parte da problemática exposta e agente do processo, sejainteragindo demodofísicooumental, ea partir do envolvimento emocional alcançará a razão. 11/73

12 Criativamente - o visitante poderá atuar como agente de sua própria mudança atitudinal necessária mediante a problemática apresentada na exposição. 12/73

13 Como se dá oaprendizado equais conteúdos podem ser aprendidos em uma exposição? 13/73

14 O aprendizado em uma exposição se dá através de uma experiência significativa à própria vida do visitante, ouseja,oqueforaprendidotemdeter umsentidoclaroeumafunçãoparasuavida,não sendo algo isolado que não o motive a se esforçar, mas que desperte o desejo de assimilar ativamente o assunto, integrando-o ao seu novo modo de agir. 14/73

15 A visita orientada, como forma mediação, facilita a aprendizagem dos visitantes de conteúdos denominados como conceituais, pois abrange a apreensão de conceitos e fatos. 15/73

16 No entanto, os conteúdos de aprendizagem que podem ser trabalhados, pela Ação Educativa, no âmbito de uma exposição são estes; 16/73

17 Para sua melhor eficácia comunicacional, geralmente são empregados recursos de mediação, tais como; textos, impressos, áudio, vídeo e também o trabalho interpessoal realizado por educadores, que ocorre mediante a Ação Educativa, onde a visita orientada se apresenta, muitas vezes, como principal estratégia de mediação entre público/exposição. 17/73

18 Conteúdo factual informações memorizadas: datas e nomes; Conteúdo conceitual conceitos e princípios: o que sabemos; Conteúdo procedimental técnicas, métodos, regras e habilidades: saber fazer; Conteúdo atitudinal valores, normas, atitudes: quem somos. 18/73

19 Principais dificuldades encontradas para implantação de uma Ação Educativa. 19/73

20 Nem sempre as exposições são concebidas com uma linguagem expositiva cuidadosamente estruturada para que o visitante interaja na e com a exposição, mas apenas contemple um discurso fechado ou uma idéia pronta; 20/73

21 Geralmente não há a participação de educadores no seu processo de concepção. A AçãoEducativa é vista, pelos patrocinadores e dirigentes, como simples atendimento feito por guias ou até mesmo como atividades extras de entretenimento dirigidas ao público; 21/73

22 Muitas vezes as estratégias para atender a diferentes públicos são consideradas como um exagero nos custos, mas são bem aceitas se incorporadas ao marketing como estratégia para atrair visitantes; 22/73

23 É comum se investir muito na realização e divulgação do evento, mas pouco para atividades educativas; 23/73

24 Por não estarem diretamente relacionados a uma dimensão educacional mais ampla que visa o desenvolvimento cultural e social do cidadão, mas sim ligados a estratégias de mercado, geralmente essas mostras não apresentam temas relevantes, necessários para promover a construção da cidadania e da identidade. 24/73

25 O que é possível fazer educacionalmente em exposições "prontas", e quais são os limites? 25/73

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