Grupo de Trabalho sobre Economia da Informação

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Grupo de Trabalho sobre Economia da Informação"

Transcrição

1 Português (Tradução) Liberado DSTI/ICCP/IE(2004)12/FINAL Organisation de Coopération et de Développement Economiques Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômicos 08-Jun-2005 DIRETÓRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INDÚSTRIA COMITÊ DE POLÍTICA DE INFORMAÇÃO, INFORMÁTICA E COMUNICAÇÃO Grupo de Trabalho sobre Economia da Informação Conteúdo de Banda Larga Digital: Música JT Document complet disponible sur OLIS dans son format d origine Documento completo disponível na OLIS em seu formato original

2 Este relatório foi apresentado ao Grupo de Trabalho de Economia da Informação em dezembro de 2004 e publicado pelo Comitê de Informação, Informática e Política de Comunicações em março de O relatório foi preparado pelos Doutores Sacha Wunsch-Vincent e Graham Vickery, do Diretório de Ciência, Tecnologia e Indústria da OECD e foi publicado sob a responsabilidade do Secretário Geral da OECD. OECD direitos autorais reservados, 2005 Autorização para aplicações de reprodução ou tradução de todo ou parte deste devem ser solicitdas à: Head of Publications Service, OECD, 2 rue André-Pascal, Paris Cedex 16, França 2

3 SUMÁRIO PREFÁCIO... 6 RESUMO... 8 INTRODUÇÃO Objetivo, esfera de ação e plano de estudo MERCADO DA INDÚSTRIA DA MÚSICA: HISTÓRIA, TAMANHO E DIFERENTES DISPOSITIVOS O papel dos novos dispositivos e o advento da tecnologia digital O mercado dos fonogramas musicais e sua evolução ESTRUTURA DA INDÚSTRIA: TRANSFORMAÇÃO DA CADEIA DE VALORES E MUDANÇA DOS MODELOS DE NEGÓCIOS Cadeia de valor, modelos de negócios e integrantes da gravadora tradicional Modelo de negócio tradicional da indústria fonográfica Nova cadeia de valores da indústria de música on-line, modelos empresariais e participantes. 52 Downloads Serviços de assinatura Cadeia de valor da música digital...67 Nova cadeia de valor e relações com novos modelos empresariais MÚSICA E REDES PEER-TO-PEER O rápido crescimento do compartilhamento de arquivos Natureza dos arquivos trocados...90 Vendas de música e compartilhamento de arquivos Ações da indústria da música contra o compartilhamento de arquivos Usos comerciais do compartilhamento de arquivos na indústria da música MÚSICA ON-LINE, ARTISTAS E CONSUMIDORES A Internet, os artistas e a diversidade de conteúdos Música digital, usuários e hábitos de consumo DESAFIOS E CONSIDERAÇÕES POLÍTICAS Infra-estrutura, inovação e tecnologia Questões sobre a cadeia de valor e os modelos empresariais Negociações de direitos Proteção dos Direitos de Propriedade Intelectual Lei nacional de proteção dos direitos autorais e a ratificação dos tratados de Internet da WIPO Ações governamentais relativas à proteção do IPR Gerenciamento do Direitos Digitais Adoção de estruturas legais adequadas Impostos sobre valor agregado Pluralidade, diversidade e apoio governamental para a indústria da música

4 ANEXO 1. TRATADOS WIPO DA INTERNET ANEXO 2. CASOS LEGAIS ENVOLVENDO COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS ANEXO 3. ESTATÍSTICAS ANEXO 4. RESUMO DO RELATÓRIO IFPI DE MÚSICA DIGITAL BIBLIOGRAFIA Figuras e Tabelas Figura 1. Vendas globais de música por formato, em bilhões de unidades, Figura 2: Evolução dos formatos de música digital entre 1985 a Figura 3: Comparação estimada das receitas geradas pelas vendas externas/exportação de fonogramas, nos EUA ( ) Figura 4: Valor da venda global de música, em bilhões de US$ (MPP=média de preço praticado) Figura 5: Vendas de CDs por unidade em países da OECD Crescimento / Figura 6: Vendas unitárias de CDs coreanos e total de vendas de música em KRW, 1999 a Figura 7: PIB dos EUA - crescimento x unidades de CDs destinados nos EUA, Figura 8: Conteúdos de Internet sem fio na Coréia, Figura 9: Cadeia de valor físico tradicional Figura 10: Participações de mercados totais globais e regionais das maiores gravadoras Figura 11: Royalties de direitos autorais de música no Japão, 2002 (Royalties recolhidos por JASRAC) Figura 12: Nova distribuição antes da distribuição digital Figura 13: Nova distribuição da música on-line Figura 14: Modelo de renda para downloads digitais nos EUA (2004) Figura 15: Cadeia de valor da distribuição on-line Figura 16: Cadeia de valor da música digital, participantes selecionados e integração vertical ao longo da cadeia de valor digital Figura 17: Participação dos áudios portáteis na Europa, como porcentagem do total do equipamento de áudio, 2002 e Figura 18: Crescimento nas redes P2P globais FastTrack e outras, audiência simultânea agosto de 2002 setembro de Figura 19: Planilha de compartilhamento de arquivos para países da OECD, 2002 e Figura 20: Acesso à banda larga em países da OECD por 100 habitantes, dezembro de Tabela 1: Classificações NACE e NAICS de produções e edições Tabela 2: Classificação de venda de música no varejo em países da OECD valores em US$ cálculos do varejo padrão (em níveis de intercâmbio variáveis) Tabela 3: Compilação de estimativas Tabela 4: Previsões para o mercado on-line dos EUA Tabela 5: Distribuição de rendas das vendas de CDs Tabela 6: Comparação dos downloads e modelos de assinaturas para um serviço específico de música on-line Tabela 7: Tamanho dos catálogos de música dos provedores de música on-line (outubro de 2004) Tabela 8: Comparação de preços de lojas on-line (Ponto de referência: CD físico no varejo da Internet), outubro de

5 Tabela 9: Tabela de estrutura de preços à la carte e possíveis variações de custo em um download de trilha de US$ 0, Tabela 10: Nível máximo de porcentagens, artistas e gravadoras Tabela 11: Diferentes incentivos empresariais dos provedores de música on line Tabela 12: Vendas de CD e MP3 em milhões de US$ Tabela 13: Compatibilidade entre o player e a loja de música (codec) Tabela 14: Fabricantes de players de música digital (por ordem alfabética) Tabela 15: Estudos Pew sobre a Internet: opinião dos artistas sobre o impacto do compartilhamento de arquivos sobre as vendas de música Quadros Quadro1. Recomendação da OECD do Conselho de desenvolvimento de banda larga, Quadro 1. Primeira queda nas vendas de música em Quadro 2. A cadeia de valor promocional...48 Quadro 3. Os altos custos do cartão de crédito para a música on-line e alternativas de pagamento através da rede e operadores de celular Quadro 4. Caso de estudo da Apple Quadro 5. Potenciais desafios para o desenvolvimento de novos modelos empresariais Anexo Quadro 1. Tratados WIPO da Internet Anexo Quadro 2. Processos legais contra as redes Grokster e Morpheus de compartilhamento de arquivos

6 PREFÁCIO O conteúdo digital e a transferência de conteúdo e de informações digitais estão se tornando cada vez mais onipresentes, guiados pela expansão das capacidades tecnológicas e performances das plataformas de transferência de dados, pelo rápido crescimento das tecnologias de banda larga e pela melhora nas performances dos equipamentos e programas. A convergência da rede de trabalho e a alta velocidade da banda larga têm atraído atenção quanto ao seu conteúdo e aplicações, que prometem novas oportunidades de negócios, desenvolvimento e serviço. No encontro de março de 2003, o Comitê de Política de Informação, Informática e Comunicação debateu a interligação da banda larga, o desenvolvimento do conteúdo digital e a política de produtos. O Comitê adotou dois caminhos para este trabalho: a) uma declaração sobre a promoção e desenvolvimento de banda larga; e b) o desenvolvimento de uma proposta de trabalho sobre conteúdo digital. No encontro de outubro de 2003, foi estabelecido que o Comitê deveria incumbir-se de análises mais amplas sobre o conteúdo da banda larga digital, concentrando-se no desenvolvimento e criação de valores, diretrizes e barreiras para incrementar mudanças das estruturas de mercado e surgimento de produtos com o aprimoramento de novas plataformas de transferência. Em fevereiro de 2004, seguindo a preparação do Comitê ICCP, a OECD adotou a Recomendação do Conselho de Desenvolvimento de Banda Larga (ver Quadro 1), designando dez recomendações para os países da OECD no estabelecimento ou na revisão de suas políticas de banda larga. Estas recomendações reconhecem o aumento da atenção dispensada pelas políticas aos avanços dos conteúdos de banda larga e suas aplicações. O Comitê ICCP foi convocado a controlar o desenvolvimento da banda larga no contexto de suas Recomendações dentro dos três anos de sua adoção e sua subseqüente regulamentação. Em abril de 2004, o Comitê ICCP concordou com um plano de trabalho em desenvolvimento de conteúdo de banda larga digital, o qual foi encaminhado para o Grupo de Trabalho na Informação Econômica (WPIE), junto com o Grupo de Trabalho em Políticas de Telecomunicações e Serviços de Informação (WPTISP). O WPIE é encarregado de inventariar os estudos dos setores onde o conteúdo digital está transformando cadeias de valores e modelos de negócios. Os setores estudados inicialmente são: publicações científicas, música, computadores, jogos on-line e conteúdos e serviços de telefonia celular. Os estudos são designados para, posteriormente, identificar temas analíticos, políticos e de medidas, e preparar a base para análises mais profundas das conseqüências horizontais e desafios para o desenvolvimento do conteúdo de banda larga e suas aplicações. O WPIE auxiliou o Painel de Conteúdo de Banda Larga Digital em junho de 2004, e um Workshop de Conteúdo de Banda Larga Digital, em dezembro de Outras análises políticas estão sendo empreendidas na área de conteúdo digital. Para mais informações, veja 6

7 Quadro 1. Recomendação da OECD do Conselho de desenvolvimento de banda larga, 2004 O Conselho da OECD recomenda que, no estabelecimento ou na revisão de suas políticas para auxiliar o desenvolvimento dos mercados de banda larga, sejam promovidas organizações eficientes e inovadoras de suprimentos e seja encorajado, de modo eficaz, o uso dos serviços de banda larga. Para isso, os países membros devem implementar. Competição efetiva e liberalização contínua em infra-estrutura, rede de serviços e aplicações através da convergência das diferentes plataformas tecnológicas que supram os serviços de banda larga e que mantenham políticas de mercado não discriminatórias e transparentes. Políticas que encorajem investimentos em novas infra-estruturas tecnológicas, conteúdo e aplicações, que possam assegurar o maior uso daquilo a que se propõem. Política tecnologicamente neutra e regulamentação por meio de tecnologias competitivas e em desenvolvimento, para encorajar a interoperabilidade, a inovação e a expansão de escolhas, levando em consideração que a convergência das plataformas e serviços requer a segurança e a consistente regulamentação da estrutura. Reconhecimento da regra primária do setor privado na expansão da cobertura e uso da banda larga, com iniciativas governamentais complementares que cuidem para não distorcer o mercado. Uma cultura de segurança que assegure a confiabilidade no uso do ICT pelos usuários comerciais e pessoais, a efetiva ação no cumprimento da proteção ao consumidor e sua privacidade. Em suma: o fortalecimento e o reforço da cooperação entre todos os envolvidos para atingir este objetivo. Abordagens baseadas no suprimento para estimular a provisão de infra-estrutura, conteúdo, serviço e abordagens baseadas na demanda, como uma aglutinação de demandas em áreas esparsamente povoadas, como num ciclo virtuoso para promover o aumento do uso efetivo dos serviços de banda larga. Políticas que promovam acessos justos a preços competitivos para todas as comunidades, independentemente de localização, de modo que sejam percebidos todos os benefícios dos serviços de banda larga. Tributação da disponibilidade direcionada pelo mercado e difusão dos serviços de banda larga para determinar se as iniciativas governamentais são apropriadas e como elas deveriam ser estruturadas. Estruturas que regulem e equilibrem os interesses dos provedores e usuários em assuntos como proteção dos direitos de propriedade intelectual, e gerenciamento dos direitos digitais, sem desvantagem à inovação de modelos de negócios eletrônicos. Estímulo à pesquisa e desenvolvimento no campo do ICT para o desenvolvimento de banda larga e aperfeiçoamento de sua eficácia econômica, social e cultural. O Conselho também instrui o Comitê de Política de Informação, Informática e Comunicação para monitorar o desenvolvimento da banda larga no contexto desta Recomendação dentro dos três anos subseqüentes, a partir da adoção e regularização da referida recomendação. Fonte: OECD (2004), Recommendation of the Council on Broadband Development, C(2003)259/FINAL, 7

8 RESUMO A convergência da rede de trabalho e a ampla difusão da banda larga em alta velocidade têm chamado atenção para o conteúdo e aplicações da banda larga, que prometem novas oportunidades de negócios, desenvolvimento e emprego. O conteúdo digital e a transferência de conteúdo e informações digitais estão se tornando cada vez mais onipresentes, guiados pela expansão das capacidades tecnológicas e performances das plataformas de transferência de dados, pelo rápido crescimento das tecnologias de banda larga, pela criação inovadora e pelo uso de conteúdos e progresso das performances das hardware e software. Desta forma, 2004 conduziu ao avanço da penetração da banda larga em países da OECD. Neste contexto, a música digital está atraindo muita atenção, com grande número de serviços on-line legalizados e disponibilizados em O acesso à banda larga e os desenvolvimentos tecnológicos geraram a rápida criação de serviços de música on-line, que mudaram a forma de acesso e consumo da música. No âmbito geral, a digitalização da música e a mudança nas maneiras de ouvi-la, bem como a diversificação das plataformas de transferência e o compartilhamento aumentam o tempo de se ouvir música, porém,o download de conteúdos pela Internet sem pagamento de direitos autorais tem trazido consideráveis preocupações. A música é uma das áreas em que o impacto de transformação da distribuição digital é intenso tanto no caso do mercado (artistas e a indústria da música) quanto no caso da demanda (novos estilos de consumo de música, escolha do consumidor e a rede de usuários como criadores de conteúdo). O mais importante é encontrar um equilíbrio entre a legitimidade do que é disponível e o uso inovador das novas tecnologias para música on-line, e a proteção necessária dos direitos e propriedade intelectual de seus associados. Os desenvolvimentos na música on-line também vêm gerando muitos desafios e questões que também parecem ser relevantes para outros setores do conteúdo digital. O estudo analisa os impactos da disponibilidade dos conteúdos da banda larga digital, e descreve transformações na indústria da música e impactos sobre os artistas e usuários. A parte 1, um dos estudos fornece uma análise histórica da indústria da música em termos de tamanho de mercado e desenvolvimentos tecnológicos. A parte 2 mostra os contrastes entre a cadeia de valor da indústria tradicional de gravação e os modelos de negócios para os novos serviços de música on-line. A parte 3 fornece dados e análises de compartilhamento de arquivos e música. A parte 4 fornece uma valoração inicial dos impactos sobre artistas e usuários. Finalmente, a parte 5 apresenta uma conclusão com uma análise de desafios e considerações políticas. Parte 1- Mercado da Indústria da Música: História, e diferentes tamanhos de condutores de música A música influi em cada cultura e nos diferentes níveis da sociedade. Em termos de fonte de renda e exportação, a música representa uma forte indústria nos países da OECD. Em 2003, o valor global do fonograma vendido chegava ao montante de US$ 32 bilhões. Os países da OECD contabilizavam aproximadamente 94% deste mercado. Enquanto EUA, Japão e Reino Unido formam os maiores mercados, a Noruega e o Reino Unido são os maiores consumidoresem termos de gastos per capita. 8

9 Ao longo da história da indústria da música, novos formatos e novos aparelhos a ela relacionados têm trazido oportunidades e desafios. Freqüentemente, os desafios iniciais para o modelo do negócio da indústria da música têm sido substituídos por oportunidades que, no futuro, irão gerar um crescimento. O compartilhamento de arquivos não autorizados e as novas formas de comércio digital via banda larga têm sido questões tecnológicas perturbadoras para a indústria da música. Após um período de crescimento sustentável, a indústria desse setor experimentou uma acentuada queda global em suas receitas (20% entre 1999 e 2003). Esse declínio não ocorreu de maneira uniforme em todos os países da OECD. Enquanto alguns amargavam grandes declínios (EUA, França, Holanda, Japão e Alemanha), outros mercados da indústria fonográfica tal como a Reino Unido experimentavam crescimento ou manutenção das vendas. Além da pirataria on-line, estão ocorrendo mudanças no ambiente do mercado da música nos últimos dez anos, como o surgimento de outras opções de entretenimento, o que pode explicar as mudanças nas vendas de música. O ano de 2004 marcou o momento da mudança, quando uma série de serviços legalizados de músicas on-line tornou-se disponível na maioria dos mercados da OECD. Diz-se que o itunes, da Apple, mudou o panorama da música on-line, oferecendo uma loja de fácil uso on-line com um amplo catálogo de canções, um serviço consistente, uniforme de downloads de dados (pay-per-download) a preços acessíveis. No final de 2004, 230 sites ofereciam mais de 1 milhão de trilhas on-line nos EUA e Europa. Durante 2004, mais de 200 milhões de canções foram baixadas de serviços legais: número superior aos 20 milhões do ano anterior. Além disso, alguns sites fizeram testes com produtos para consumidores de música com base em serviços de streaming (serviços de áudio e vídeo que são transmitidos via Internet) sob encomenda, rádio na Internet e serviços personalizados. A perspectiva do mercado de música em 2005 e em 2006 é mais positiva, devido ao rápido aumento das vendas de serviços de música digital, ao surgimento da música nos celulares (ringtones) e da popularização de outros novos formatos como os DVDs musicais. Embora o mercado de música on-line ainda se apresente muito pequeno, com rendimentos totais de 1-2%, ele é caracterizado pelo rápido surgimento de novos players (agentes de mercado) e um crescimento acelerado da demanda, além do número cada vez maior de faixas musicais disponíveis. A médio prazo a demanda global por música pode aumentar por meio da distribuição digital e de outras novas formas de consumo de música. A música e outros conteúdos digitais também direcionam os mercados de tecnologia global, tanto para os fabricantes de equipamentos eletrônicos quanto para os vendedores de computadores. O aumento das receitas de hardware dos computadores e eletrônicos, aumento este resultante da disponibilidade das músicas on-line, autorizadas ou não, é potencialmente maior do que as receitas atuais geradas pelo streaming ou download pago de músicas. Contudo, embora com os agentes existentes as gravadoras ainda mantêm uma função chave no impacto potencial das músicas on-line de seus artistas, na descoberta de talentos e no modelo da indústria como um todo, bem como em sua cadeia de valores sobre os usuários. Através da combinação de novas tecnologias, novas relações comerciais e inovações de serviços oferecidos aos consumidores, o mercado está se desenvolvendo rapidamente para liberar o potencial da música on-line. O desafio para o negócio é reduzir a pirataria on-line, desenvolver modelos atrativos aos consumidores e oferecer aos novos participantes e aos já existentes cadeia de valores no crescimento de receitas para a criação e distribuição legal de gravações originais. 9

10 Parte 2. Estrutura Industrial: Transformando cadeias de valores e mudando modelos de negócios O surgimento da música on-line tem gerado inovação de produtos e processos, entrada de novos players (agentes de mercado) e novas oportunidades para consumo musical gerando receitas, envolvendo diferentes formas de desintermediação e o fortalecimento contínuo de alguns participantes do mercado tradicional (especialmente as gravadoras). No novo modelo digital, artistas, empresas e editoras têm guardado parte de suas funções criativas relacionadas ao desenvolvimento de gravações de som. As vendas diretas dos artistas aos consumidores ou aos empresários dos artistas através do meio on-line ainda são raras. Todavia, a Internet permite novas formas de anúncios e possibilidades que diminuem as barreiras de entrada à criação artística e distribuição musical. A estruturação de uma loja virtual de música requer a criação, produção e digitalização do conteúdo, a liberação dos direitos autorais, ajustes tecnológicos, incluindo DRMs (gerenciamento de direitos autorais nos sistemas digitais), criação de páginas de apresentação, redes seguras de sistemas de cobrança, entrega e transferência de dados. Assim, em alguns pontos, a cadeia de valores da música digital é diferente da forma tradicional, mas, certamente, não menos complexa. Relevantemente, um novo conjunto de empresas que não estavam tradicionalmente envolvidas na distribuição musical entrou no cenário. Isto envolve os participantes que sempre estiveram ligados às indústrias de conteúdo (indústria de produtos eletrônicos), e que agora estão indo contra a corrente. Mas isto também encarrega novos participantes que normalmente não estão relacionados à área de distribuição de música (grandes marcas de consumo). Além disso, a nova cadeia de valores da música digital produz a formação de novos intermediários (liberação digital de direitos autorais, software, DRMs, cobrança on-line). Dependendo da natureza dos agentes envolvidos, eles são motivados de maneiras muito diferentes em suas atividades da música on-line (veja tabela abaixo), gerando novas cooperações nas suas tentativas de integração superior ou inferior ao longo da cadeia de valores. Neste movimento para se tornarem provedores triple play (voz, banda larga e TV/conteúdo), as operadoras de rede estão, por exemplo, mudando para serviços de maior valor agregado, como a junção de conteúdo e informação. 10

11 AGENTES Gravadoras (record labels) Artistas Fabricantes de hardware Administradores dos principais aspectos relacionados à loja de música digital Provedores de softwares ISPs (provedores de serviços Portais Grandes marcas (que não são da música) Operadores de cartão crédito INCENTIVOS DE NEGÓCIOS Gerar receitas com vendas digitais, enquanto tentam impedir perdas com a pirataria on-line, a canibalização do fluxo tradicional de receita e a transformação da música em commodity (bem comum) Gerar receitas através de vendas digitais enquanto combatem as perdas de faturamento devido à pirataria on-line. Estabelecer distribuição própria e ter baixo investimento inicial para construir base de fãs ou para interagir diferentemente com as gravadoras e fãs Promover interesse na utilização do conteúdo digital para vender equipamentos com novas funcionalidades e interoperabilidade Gerar receita oferecendo serviços para lojas virtuais de música Determinar o player (agente do mercado) e o software DRM (gerenciamento de direitos digitais) como padrão para a transferência de conteúdos Valer-se do uso do interesse nos conteúdos digitais para atrair consumidores para o uso de Internet) da Internet e dos serviços de conteúdo Produzir audiência na Internet para atrair os usuários e as receitas com publicidade Aumentar a fidelização de consumidores (exemplo: promoções relacionadas às produções musicais) Obter lucros através de comissões de transações eletrônicas fixas e baseadas em porcentagem Tem havido empenho destes interlocutores (agentes de mercado) para integrar algumas funções diferentes ao longo da cadeia de valores (desde a criação de conteúdos até a produção de dispositivos para se ouvir música, geralmente com o uso de padrões de propriedade). Já estão surgindo parcerias entre empresas de diferentes áreas. A música digital e o crescimento dos aparelhos portáteis também estão redefinindo as fronteiras que tradicionalmente eram separadas entre computador, softwares, celulares e setores de conteúdo e eletrônicos. A convergência dos dispositivos de áudio digital com os celulares e sua evolução dentro das aplicações de multimídia estão elevando as tendências. Os novos modelos de negócios são construídos principalmente em torno do download digital, dos modelos de assinatura de streaming (serviços de áudio e vídeo que são transmitidos via Internet) e mais recentemente assinaturas portáteis, sendo os downloads a opção mais popular. No caso dos downloads, a transição para um modelo de distribuição digital tem potencial para prover com os ganhos não só gravadoras e artistas, como também as outras partes envolvidas, especialmente os intermediários digitais identificados. Os provedores de música on-line ainda parecem lutar com as margens de lucro auferido com os preços atuais, com a demanda aumentando a partir de níveis mais baixos, tendo, também, que competir com o download ilegal. No mercado atual, com baixos volumes, a economia de escala na área digital ainda não se consolidou. Alguns dos custos fixos das produtoras continuam os mesmos. Além do mais, a distribuição de música digital está longe de custar menos. Os custos da transação e dos mecanismos de pagamento advêm da grande participação das receitas geradas pelos downloads de músicas digitais. A economia dos serviços de assinatura é menos transparente, mas os cálculos mostram que se os modelos de negócio de assinatura forem mais aceitos pelos consumidores, isto pode prover mais receitas de forma periódica. Os tamanhos dos catálogos de músicas variam entre os diferentes provedores e, apesar de, atualmente, alguns já atingirem cerca de 1 milhão de faixas, eles podem se 11

12 tornar pequenos. As incompatibilidades entre as faixas e os aparelhos podem impedir o potencial das vendas on-line de musicas. Mas em alguns casos, os padrões de direitos autorais vigentes também podem gerar incentivos comerciais para novos serviços. Parte 3. A música e as redes peer-to-peer O número de usuários simultâneos na rede P2P (rede de compartilhamento de arquivos de um HD para outro) atingiu quase 10 milhões em outubro de Os EUA são responsáveis por mais de 50% de todos os usuários simultâneos de compartilhamento de arquivos; a Alemanha tem cerca de 10%; o Canadá e França têm 8%. Em princípio, as redes de compartilhamento de arquivos representam uma tecnologia inovadora, com cada vez mais utilidades em novos serviços e no compartilhamento legalizado de arquivos. No entanto, o uso das redes P2P para troca ilegal de conteúdos com direitos autorais protegidos é um desafio significativo para a indústria da música e cumprimento dos direitos autorais. Há um volume considerável de infrações de direitos autorais entre os usuários de softwares da rede P2P. Esta concorrência injusta impõe pressões sobre a legitimidade da música on-line e outros serviços de conteúdo, diminuindo a oferta de serviços que oferecem acesso a conteúdos on-line. Entretanto, é muito difícil estabelecer bases que provem a relação entre o nível de diminuição nas vendas de música e o aumento do compartilhamento de arquivos. As vendas de CDs, assim como o sucesso dos serviços on-line legalizados de música, tendem a ser afetados por diversos fatores, como, por exemplo, a pirataria física, a concorrência com novos produtos de entretenimento e a diminuição dos gastos dos consumidores com música em alguns mercados. Se a pirataria na Internet for adequadamente coibida e, o compartilhamento de arquivos legalizado, as novas formas de superdistribuição eletrônica podem vir a ser fatores importantes de crescimento. O desafio, portanto, é transformar o compartilhamento de arquivos em um modelo de negócio para a transferência legalizada de dados protegidos por direitos autorais. Houve várias tentativas com esse objetivo inclusive com as gravadoras, mas a maioria das redes P2P permanece sem licenças de uso de direitos autorais (incluindo o interesse mais recente das gravadoras no uso dos recursos tecnológicos ou de compartilhamento de arquivos, por seus propósitos comerciais). Parte 4. Música, artistas e consumidores on-line Um tema que merece ser estudado com mais profundidade é o impacto que as novas tecnologias exercem sobre os artistas do ramo da música, sobre os usuários (abrangendo inclusive a relação artistas-usuários) e a diversidade de conteúdos disponibilizados. Os poucos estudos existentes sobre o assunto mostram que a maioria dos músicos adota a Internet como um local de trabalho onde podem criar, colaborar uns com os outros e promover suas obras. Para muitos, a Internet permitiu um relacionamento muito mais direto com seus fãs. Mas os artistas estão divididos quanto ao impacto do compartilhamento ilegal de arquivos no setor da música; alguns dizem que isto impulsionou as suas carreiras, outros são indiferentes, e outros alegam terem sido prejudicados. No vasto campo da seleção musical, as gravadoras continuam a ter um papel muito importante no descobrimento de músicas pelos consumidores. As vendas diretas dos artistas para os consumidores 12

13 ou o crescimento da carreira de um artista somente por meio de dispositivos on-line é raro. Mas a deficiência de transformações adicionais nesta área pode ter sido causada pela lenta migração para as novas formas de descoberta e distribuição do trabalho dos artistas. Isso não significa que a Internet deixe de afetar diretamente a comunidade criativa e as vendas de música. Pelo contrário, ela sempre oferece novas formas de divulgação a preços módicos, permitindo aos consumidores a oportunidade de ouvirem previamente as canções como se fossem uma degustação. Soma-se a isso a existência de poucas barreiras à criação artística e o reduzido investimento na busca de novos talentos que consolidem suas carreiras rapidamente. Certamente, o processo de descoberta de músicas também está mudando com a transferência digital, alterando as condições do mercado e as formas lançamento de artistas. Alguns artistas independentes já estão atingindo visibilidade e viabilidade comercial a partir da divulgação e distribuição pela Internet. Novos artistas são capazes de introduzir suas obras no mercado on-line sem ter que passar pelos canais tradicionais e sofrer pressões dos custos físicos e de distribuição (investimento inicial reduzido). Realmente, as redes existentes de distribuição via Internet ofereceram uma vantagem competitiva às grandes gravadoras se comparadas às gravadoras independentes, porém, isso pode causar um impacto positivo para as gravadoras menores, uma vez que elas são capazes de mover-se com mais rapidez diante da mudança de tecnologia. A Internet oferece oportunidades para a redução de despesas e, também, torna as pesquisas de mercado para se atingir o seu público alvo menos dispendioso e mais direcionado. Os gastos das gravadoras na busca de novos talentos também diminuíram, em função da distribuição digital. Entretanto, a distribuição digital é um canalcomplexo, longe de ser barato, e que exige a estruturação de vários relacionamentos comerciais novos não só para os participantes que já estão no mercado como para aqueles que estão começando. Além disso, as tecnologias digitais têm provocado efeitos duradouros sobre os hábitos de consumo. Através da música digital o usuário está experimentando um outro modo de consumo de conteúdo, que pode estar mais alinhado com as formas desejadas de consumo musical (por exemplo, playlists personalizados), e que agora está começando ser administrado pelo mercado. Finalmente, o impacto das mídias on-line sobre os usuários e a diversidade cultural por meio da disponibilidade das tecnologias on-line abre possibilidades para a criação de novos conteúdos pela rede de usuários. Além do onipresente acesso à música, os usuários da rede podem participar de uma cadeia de criação de novos conteúdos (mixagens autorizadas, distribuição de músicas por artistas amadores), divulgação e distribuição, apesar de a escala e os impactos a longo prazo não serem, atualmente, nítidos. Parte 5. Desafios e considerações políticas Enquanto os nichos de mercado criam novos modelos de negócios trazendo muitas soluções para a maioria desses desafios, é tarefa do governo estabelecer estruturas igualitárias que dêem condições para inovação, difusão e competição. Assegurar a criação artística, manter a proteção efetiva dos direitos autorais no ambiente on-line e reduzir a pirataria on-line, são prioridades. Com o surgimento de novas formas de propriedade intelectual, a integração ao longo da cadeia de valores e outros temas abordados nesse relatório, é preciso que se dê atenção especial à manutenção do ambiente no qual os profissionais inovadores e de pequeno porte possam competir. Este também pode ser um princípio a ser seguido nas áreas de distribuição digital (DRM). Seguindo a Recomendação de Desenvolvimento de Banda Larga do Conselho da OECD (ver Quadro 1), a regulamentação das estruturas deve equilibrar os interesses da indústria da música e dos usuários, em áreas como a proteção dos direitos de 13

14 propriedade intelectual, e gerenciamento digital de direitos, sem desvantagem para os modelos inovadores de negócios eletrônicos. É difícil prever os novos modelos e formas de uso. Conseqüentemente, a legalização e outras estruturações precisam ser formuladas para estimular e não bloquear inovações. Infra-estrutura, inovação e tecnologia: Um requisito-chave para a criação de uma transmissão eficiente de música on-line é o acesso competitivo, além do amplo acesso à infra-estrutura da banda larga. A transmissão de conteúdo on-line também precisa de novas tecnologias e de um ambiente que facilite a criação, aquisição, gerenciamento e envio de dados. Sistemas seguros de pagamento também são necessários. Além disso, a diversidade de padrões e hardware interoperáveis tende a mostrar-se mais benéfica para a competição e eficiência dos mercados de conteúdo on-line. Temas relacionados à cadeia de valores e aos modelos de negócio: A cooperação e as alianças entre os provedores de conteúdo, provedores de banda larga e tecnologias e os novos modelos de negócios têm papéis muito importantes no desenvolvimento de novas abordagens para a distribuição digital. A necessidade de diálogo entre os principais setores privados e a função potencial do governo para administrar esse diálogo são assuntos em pauta. Proteção dos direitos de propriedade intelectual: Com o surgimento das tecnologias e redes digitais foram criados oportunidades e desafios para o conteúdo digital. A pirataria pode ser uma importante barreira para o início e a criação de serviços legalizados para a distribuição de conteúdos registrados e para a sustentação de um ambiente que propicie a criação de trabalhos originais. A necessidade de condutas governamentais contra a pirataria na Internet é enfatizada no relatório. A proteção dos direitos autorais no ambiente on-line pode necessitar de uma adaptação das leis e práticas dos direitos autorais existentes nos países que assinam os Tratados WIPO para Internet. Alguns desafios relacionados aos direitos de propriedade intelectual são identificados com mais detalhes no estudo. Eles incluem a manutenção de um equilíbrio contínuo entre o desenvolvimento tecnológico e a difusão e o uso dos benefícios das tecnologias digitais, a manutenção significativa e a proteção efetiva dos direitos de propriedade intelectual e dos usuários. Por meio de suas habilidades para criar diversos esquemas de acesso ao conteúdo, os DRMS permitem oferecer conteúdo que pode ser mais elaborado sob medida para o consumidor, e pode aumentar a opção e satisfação dele, desde que os preços reflitam a natureza e qualidade dos serviços oferecidos. Entretanto, também há questões relativas à transparência, problemas tecnológicos e termos comparativamente restritivos dos direitos de uso. Em suma, a dimensão social e econômica dos DRMS, pode necessitar de estudos mais aprofundados. Adoção adequada de estruturas legais: A distribuição de conteúdo digital on-line é um fenômeno relativamente novo e, conseqüentemente, as estruturas legais para tais transações estão sendo revistas. Questões como assinaturas eletrônicas, tecnologias de proteção dos direitos (por exemplo, marca d água), sistemas de pagamento seguros, proteção da privacidade do usuário e taxação têm sido prioritariamente discutidas em diferentes áreas de mercados e setores governamentais. Pluralidade, diversidade e suporte governamental para a indústria da música: Novas tecnologias de distribuição de música, assim como mudanças estruturais na cadeia de valores digitais podem promover o volume e a diversidade de gêneros e serviços de música. Este é um assunto que merece um estudo futuro. Para concluir, é necessário enfatizar que as questões levantadas neste estudo as transformações do mercado e as considerações políticas vão além da esfera da indústria da música ou somente do consumo de música. Muitos outros desafios ou considerações políticas são de importância para outras formas de negócios de entretenimento digital e de conteúdo e precisam ser considerados como tal. 14

15 INTRODUÇÃO No contexto do conteúdo da banda larga, a distribuição da música digital está atraindo considerável atenção. Este interesse é motivado pelo aumento do uso da banda larga nos países da OECD em 2003/2004, e o crescimento da demanda domiciliar por downloads de música através de PCs ou celulares incluindo a demanda por compartilhamento ilegal de arquivos. Agora o acesso à banda larga está trazendo uma criação inovadora, a interação e utilizações de conteúdos, estimulando o surgimento de novas tecnologias no setor de aparelhos eletrônicos (como, por exemplo, aparelhos portáteis de áudio e vídeo) e novos formatos de mídia. Ao mesmo tempo, o download de dados protegidos por direitos autorais tem provocado sérias questões. Em junho de 2004, o número de assinaturas na banda larga da OECD atingiu a marca de 100 milhões de usuários 2. Enquanto os PCs demoraram bastante tempo para difundir-se, o acesso à Internet tem se espalhado com mais rapidez (OECD 2004a). Dependendo da disponibilidade de ofertas comerciais de conteúdo da banda larga, a simples mudança das lentas conexões discadas para as assinaturas de banda larga parece ser o próximo passo para muitos internautas. Como conseqüência, as restrições de largura da banda que inviabilizam o download de arquivos ricos em conteúdo estão acabando. Em certos países da OECD e em particular nas suas áreas metropolitanas, as velocidades de download são maiores que 2-5 MB, índices iniciais que eliminam a maioria das dificuldades para o download de grandes arquivos, assegurando fácil acesso e rapidez nos downloads do conteúdo eletrônico. Os internautas, hoje, estão, cada vez mais, passando para aplicativos ricos em conteúdo, isto é, passam mais tempo fazendo downloads de imagens, músicas e softwares (OECD, 2004a). Pode-se dizer que existe um relacionamento mútuo bastante forte entre a banda larga e os conteúdos existentes. Estudos feitos na Europa, por exemplo, mostram que 50% dos usuários da banda larga mudaram para este sistema para fazer o download das músicas (IDATE, 2003) 3. A música on-line é popular porque ouvir música e usar o computador como uma interface é uma mudança menos drástica para os usuários do que, por exemplo, ler um jornal na tela. (OECD, 2001a), o que mostra que a nova dimensão comercial da banda larga está se espalhando para o conteúdo do celular. Os efeitos da banda larga sobre a música, que geram muito interesse, podem ser resumidos em dois pontos chaves: Primeiro: O download de música não autorizada por meio de redes de compartilhamento de arquivos que não remuneram os artistas, de gravadoras, ou outros que participam do processo da criação, está testando os canais de vendas tradicionais e a proteção dos direitos autorais. Como a indústria da música é a primeira indústria de lazer a enfrentar o compartilhamento de dados não autorizados, dúvidas a respeito da eficiência do cumprimento dos direitos de propriedade intelectual (incluindo o gerenciamento de direitos digitais) e outras questões regulamentares têm sido abordadas. Segundo: O rápido surgimento de lojas virtuais de música on-line e os novos players (agentes do mercado) são assuntos que têm provocado muitas considerações. Os serviços de música on-line podem ser considerados mais maduros no mercado de conteúdo eletrônico, da mesma forma que a comparação comercial por serviços de vídeo por encomenda. Uma prova disso ocorreu em 2003/2004, quando o mercado de música digital na Internet e de celulares cresceu rapidamente, e as gravadoras do mundo todo tiveram notáveis receitas originárias destes segmentos pela primeira vez (IFPI, 2005). A distribuição digital de música gravada está atraindo novos sócios e intermediários com os novos modelos de negócios. O impacto econômico destas mudanças não está reservado apenas aos artistas e às indústrias de 15

16 conteúdo. O resultado econômico positivo tem sido observado no setor de softwares (softwares que tocam as músicas, softwares de gerenciamento digital dos direitos autorais) e no de hardware (tocadores de áudio portáteis, celulares ou computadores). O impacto sobre o cenário industrial pode ser estrutural, com entradas de novos participantes ou convergência de indústrias procurando novas oportunidades. Certamente, a criação de novas indústrias envolvidas no contexto digital de conteúdo, distribuição, gerenciamento e transferência tem significado uma profunda mudança no campo econômico. A música é uma área na qual o impacto de mudança da distribuição digital é fortemente sentido no mercado fonográfico (artistas e indústria da música) e no da demanda (novos estilos de música, usuários e criadores de conteúdo) 4. Esta transformação significativa do ICTs no setor da música foi detectada precocemente, no Projeto de Impacto nos Negócios Eletrônicos da OECD. (OECD, 2001a, b). Nos termos de cumprimento das leis dos direitos autorais e de oportunidades comerciais, as lições tiradas da indústria da música são de grande importância para as outras indústrias (como, por exemplo, a do cinema). O mais importante a respeito das possibilidades por trás da distribuição de música on-line é encontrar um bom equilíbrio entre as disponibilidades legalizadas e inovações tecnológicas para a música on-line e a necessária proteção dos direitos autorais. Enquanto as oportunidades para a música on-line e para os artistas são consideráveis, as tecnologias também podem, por meio da pirataria on-line, representar um grande desafio para a criação artística. Objetivo, esfera de ação e plano de estudo O escopo do estudo é analisar os impactos do conteúdo de banda larga digital disponível, e descrever as transformações na indústria da música e no seu consumo. O estudo está particularmente focado nas transformações da cadeia de valores, mudanças de modelos de negócios, impactos sobre a indústria e sobre os seus consumidores (oferta e demanda). Para concluir, há uma lista dos obstáculos e possíveis dúvidas políticas. A indústria das gravadoras inclui atividades que vão da seleção, gerenciamento e produção dos artistas para a fabricação, divulgação e distribuição da mídia gravada (física). Isto envolve as atividades de publicidade, reprodução e distribuição descritas na Tabela 1, que fornece as classificações NACE e NAICS correspondentes. Tabela 1. Classificações NACE e NAICS de produções e edições: NACE NAICS 2002 Publicação Publicação e gravação 5122 Gravadoras e serviços de rádio de som Produção de gravações Produção / Distribuição integradas das gravações Editoras Estúdios de gravações de som Outras gravadoras Reprodução Reprodução e gravação Reprodução de mídias gravadas de som Fabricação e reprodução de mídias magnéticas e óticas CD pré-gravado (exceto software), fita, e reprodução de gravação 16

17 Este estudo está concentrado na ligação entre conteúdo/aplicativos da música e de banda larga e, principalmente, na cadeia de distribuição digital e seus impactos sobre a demanda. Enquanto a distribuição de música está sendo conduzida por meio de novas formas e a música digital está complexamente ligada às mudanças de hardware, o estudo também analisa a entrada de novos intermediários de criação, publicação e distribuição de conteúdo, distribuição de conteúdo (incluindo, por exemplo, a crescente importância dos provedores de serviços de Internet), e a indústria de computadores/produtos eletrônicos (produtos eletrônicos digitais). Ele também analisa os efeitos sobre artistas e consumidores. Claramente, as tecnologias digitais têm gerado grandes impactos quanto aos instrumentos (por exemplo, as guitarras eletrônicas), a criação e a gravação de música (por exemplo, estúdios digitais de gravação). Entretanto, estas mudanças estão pouco relacionadas à banda larga e não serão o centro de atenções deste estudo. Já que o foco está na distribuição on-line, o crescente fenômeno de pedidos de músicas on-line para entrega off-line, no formato físico (via Amazon.com), ainda não foi abordado. Finalmente, a análise sobre o conteúdo de celular (incluindo a música) tem sido conduzida em um estudo independente (OECD, 2004f) e será tratado seletivamente neste trabalho. O estudo está estruturado em cinco partes. A Parte 1 traz uma análise no mercado da indústria da música em termos de tamanho e desenvolvimento tecnológico. A Parte 2 faz uma comparação entre a cadeia de valores da indústria tradicional e os novos modelos empresariais, com o desenvolvimento de novas lojas virtuais. A Parte 3 apresenta dados e análises a respeito do compartilhamento de arquivos. A Parte 4 apresenta dados iniciais sobre os impactos causados aos artistas e usuários. Finalmente, a Parte 5 conclui com alguns pontos sobre obstáculos e considerações. O estudo apresenta dados e comentários de ensaios anteriores, provenientes do Comitê Consultivo da Indústria e Negócios para a OECD (BIAC), Federação Internacional da Indústria de Fonogramas (IFPI) e de outros presentes durante o Painel de Banda Larga da OECD (junho de 2004) e o Workshop de Banda Larga da OECD (Dezembro de 2004). Também foram recebidos valiosos comentários e informações da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO), do Centro Berkman para Internet e Sociedade (Harward Law School), Samuelson Advocacia, Tecnologia e Política Pública (School of Law, Universidade da Califórnia, Berkeley), da Sociedade de Projetos e Informação (Yale Law School), Zohar Efroni (Max Planck Instituto da Propriedade Intelectual, Munique), e do Fórum Mundial Econômico (WEEF). 17

18 MERCADO DA INDÚSTRIA DA MÚSICA: HISTÓRIA, TAMANHO E DIFERENTES DISPOSITIVOS Desde o início, a indústria da música lucrou bastante com o rápido crescimento de vendas globais de músicas e com poucos contratempos. Com um mercado global de US$ 32 bilhões em 2003, a música é considerada a mais acessível e personalizável forma de entretenimento, que permeia praticamente todas as culturas e níveis das sociedades, e que, portanto, é considerada o mais importante negócio de entretenimento (Vogel, 2004). Ouvir música em qualquer hora e lugar é uma tendência socialmente estabelecida, que ainda não existe no caso das outras formas de entretenimento, como vídeo e TV. Em termos de tempo utilizado nas atividades de lazer selecionadas, em 2000, 9,1% (1970: 2,6%) dos consumidores dos EUA passavam o tempo com fonogramas (não incluindo concertos) e 30,6% com rádio (Vogel, 2004). Cerca de 46,1% passavam o tempo com a TV, 4,3% com jornal, e 0,3% com cinema. Este aumento de consumo com música pode ser analisado considerando-se que de 1970 a 2000, o tempo total de lazer também cresceu significativamente. Registrou-se o aumento de 30% de horas por pessoa por ano. A digitalização da música, a mudança nos hábitos de consumo de música, incluindo os aparelhos portáteis, a diversificação das plataformas de envio e a possibilidade de compartilhar músicas geram um aumento nas horas totais dedicadas a ouvir música. Enquanto a Internet parece ter um efeito de diminuição sobre o consumo de TV e jornal, estudos dos EUA sugerem que os usuários de Internet ouvem mais o rádio e fonogramas do que os não usuários de Internet (UCLA, 2003). Em meio a todas as novas atividades da Internet, a banda larga tem o maior efeito sobre o download de músicas em termos de tempo absoluto (OECD, 2004a). Os usuários de banda larga no Japão, EUA e França fazem significativamente mais downloads de música do que os usuários de banda estreita. Músicas e melodias estão entre os mais populares conteúdos de Internet sem fio na Coréia (Coréia Internet White Paper, 2004). O papel dos novos dispositivos e o advento da tecnologia digital Vários fatores determinam as receitas das indústrias de entretenimento. Entre eles estão os Fatores de demanda, ou seja, a disponibilidade de tempo de lazer, aumento de produtividade e questões relacionadas à disponibilidade da renda familiar, além de fatores demográficos. Há, também, os Fatores de produção da indústria, isto é, os obstáculos àentrada, disponibilidade, desenvolvimento e marketing de novos conteúdos, estruturas industriais e segmentos (particularmente, sistemas de distribuição) e Tecnologia de novos formatos. 5 Através da história da indústria musical, novos formatos e novos players (agentes do mercado) trouxeram oportunidades e desafios. No topo das condições econômicas gerais, o tempo disponível para o lazer e outros fatores são os responsáveis pelo forte crescimento da indústria da música. E esse crescimento tem sido influenciado, em larga escala, pelo surgimento e desaparecimento de diferentes formatos de venda de música (ver Figura 1). De um lado, novos formatos como CDs e tecnologias foram os responsáveis por incrementar as receitas de vendas de música, enquanto outros nunca foram amplamente adotados como por exemplo as fitas digitais de áudio. Novos formatos de música e tecnologias de playback que geraram o aperfeiçoamento da qualidade acústica e outras vantagens para o consumidor tiraram a indústria da música do marasmo temporário (no final dos anos 70 e início dos anos 80) e levaram-na a novas fases de crescimento. 18

19 De outro lado, a introdução de novas tecnologias costumava destruir os mercados anteriores de música e os seus mecanismos de distribuição. 6 Existe um delicado equilíbrio entre as novas tecnologias, os interlocutores da indústria e a utilização dos novos conteúdos criativos. A cada passo dos novos desenvolvimentos tecnológicos, ocorreram conflitos entre os grupos de interesses concorrentes. Freqüentemente, as novas tecnologias e conflitos com os consumidores de produtos eletrônicos obrigavam a legislação a especificar exigências técnicas, evitando ou permitindo a cópia em série. Muitas vezes, a resistência a algumas tecnologias devido às oportunidades lucrativas e inicialmente inesperadas foi substituída por uma aceitação da tecnologia específica. Até agora, o tempo e as forças do mercado têm conduzido a soluções por ele dirigidas ou, se necessário, regulamentadas, para equilibrar os interesses das companhias de tecnologia e detentores de direitos autorais, quando do surgimento das novas tecnologias. O equilíbrio de interesses ainda pode ser alcançado com relação às possibilidades que surgiram com as tecnologias digitais. O forte crescimento da indústria musical tem sido impulsionado pelo surgimento e desaparecimento de diferentes formatos de venda de música. Por volta de 1890, apareceram os fonógrafos domésticos. 7 Os long-plays e as primeiras experiências com gravações magnéticas surgiram no início de 1930, e os juke-boxes geraram novas fontes de receitas. O rádio, em particular, era popular em Mas os anos pós-guerra iniciaram o período de inovação, padronização e rápido crescimento. As principais inovações foram a introdução do LP de vinil em 1948, o estéreo em 1958 e a fita K-7 em Como foi mencionado anteriormente, o lançamento dos discos de vinil com a posterior introdução do hifi estéreo deu impulso à longa onda de crescimento. Porém, não eram somente os formatos: a situação de demanda em 1960, que coincidiu com o ciclo de adolescentes dos baby boomers do pósguerra, criou o ambiente econômico adequado para este crescimento (Vogel, 2004). Mais adiante, uma importante onda para o crescimento da indústria foi a crescente mobilidade da música. Sua portabilidade começou com o lançamento do Walkman da Sony, em No início de1980, o mercado de música fonográfica dividia-se em dois formatos principais: o disco de vinil doméstico e as fitas K-7 para aparelhos portáteis e estéreos de carros. O pico de venda dos LPs foi em 1981 um ano antes do advento do CD e desde então, suas vendas caíram para uma quantidade quase insignificante de unidades em 2003 (venda global de 7.3 milhões de LPs, ver Figura 1). Assim, no final dos anos 70 e após três décadas de expansão, o mercado fonográfico experimentou uma parada de crescimento em suas vendas. Isso também foi causado pelo envelhecimento da população, gerando uma redução de gastos com música. As fitas K-7 eram muito populares em 1990 e despencaram depois disso, embora tenham se tornado mais importantes que os LPs (vendas globais de 416 milhões de K-7s em 2003). Os K-7s, que permitiam a gravação doméstica, mas também cópias piratas no atacado, foram uma das evoluções tecnológicas que causaram preocupações à indústria da música. 8 Advento da tecnologia digital: Oportunidade e desafio da indústria O advento da tecnologia digital e a habilidade de digitalizar o som em alta qualidade geraram um impulso extra para o crescimento da indústria, fazendo-a alcançar o pico de vendas globais de música em 1998 ou dependendo do país da OECD em 1999 (ver Figura 1). Isto está ligado principalmente ao advento do CD em 1982 que, até os dias de hoje, é o formato dominante. O impulso das vendas foi muito significativo, já que a introdução do formato CD, com durabilidade e alta fidelidade, levou muitos consumidores a trocar seus LPs por CDs, ou seja, substituindo totalmente um formato pelo outro, mantendo 19

20 a mesma música. Pode-se dizer que o efeito desta substituição completa e o aumento correspondente das vendas criadas pelos CDs foi incomum e será difícil que os novos formatos tenham o mesmo desempenho. Outros formatos mais novos, como as fitas de áudio digitais (DAT), a fita K-7 digital (DCC) e o minidisc da Sony não foram sucessos comerciais. Muitas vezes a deficiência do avanço de novos formatos é resultado das diferenças entre os diversos fabricantes de hardware e conteúdo, que criaram formatos incompatíveis. Devido à ausência de novos formatos dominantes, o CD ainda contabiliza a parte principal das vendas de fonogramas (73% das unidades vendidas em 2003). Os K7s contabilizam minoritariamente (14,7% em 2003), restando aos LPs que um dia foram dominantes um pequeno nicho de mercado (0,3% em 2003). O surgimento de canais de TV de música, como a MTV, em 1981, também parece ter auxiliado na reversão da queda da música nos anos 80 (Vogel, 2004). O ano de 2001 viu o rápido surgimento de um novo formato: DVDs musicais (digital vídeo discs), formato este que que ganhou rapidamente uma parte do total das vendas de música (de 0% a 4% em três anos, ver Figura 1) Figura 1. Vendas globais de música por formato, em bilhões de unidades, Singles K-7s LPs CDs Vídeos musicais Fonte: OECD, com base no IFPI Embora não sejam o foco deste estudo, os canais de venda on-line representam a principal fonte de pedidos do e-commerce por mídias físicas (pedido eletrônico com envio físico posterior). Freqüentemente, estudos de e-commerce mostram que no caso de livros, flores e viagens, as vendas em sites como o EBay e Amazon.com, costumam incluir a compra e o envio físico da música. De acordo com novas estimativas do IFPI, as vendas on-line de CDs físicos também continuaram numa tendência ascendente, com um aumento de 3,4% para 5% ( ) nos EUA, em unidades totais, e de 5,6% para 6,6% ( ) no Reino Unido, em unidades totais. A Figura 2 retrata que nas últimas duas décadas, as possibilidades de lançamento de músicas e os produtos integrados a ela e, com eles, as oportunidades comerciais têm crescido de maneira estável. Particularmente notáveis são as rádios via satélite e digitais, os downloads e streamings on-line, a gravação de CDs, o streaming de vídeos musicais e os downloads para celulares (que também incluem exploração, reconhecimento e streaming serviços de áudio e vídeo transmitidos via Internet de músicas em dispositivos móveis). 20

Atividade Capitulo 6 - GABARITO

Atividade Capitulo 6 - GABARITO Atividade Capitulo 6 - GABARITO 1. A Internet é uma força motriz subjacente aos progressos em telecomunicações, redes e outras tecnologias da informação. Você concorda ou discorda? Por quê? Por todos os

Leia mais

Síntese Dinamizando Sistemas Nacionais De Inovação

Síntese Dinamizando Sistemas Nacionais De Inovação Síntese Dinamizando Sistemas Nacionais De Inovação Overview Dynamising National Innovation Systems As Sínteses constituem-se em excertos de publicações da OCDE. Elas são disponíveis livremente na biblioteca

Leia mais

NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES

NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES 1. Conectando a Empresa à Rede As empresas estão se tornando empresas conectadas em redes. A Internet e as redes de tipo Internet dentro da empresa (intranets), entre uma

Leia mais

Anderson L. S. Moreira

Anderson L. S. Moreira Tecnologia da Informação Aula 9 Telecomunicações e Rede Interconectando a Empresa Anderson L. S. Moreira anderson.moreira@ifpe.edu.br Instituto Federal de Pernambuco Recife PE Esta apresentação está sob

Leia mais

Produção de textos online. O modelo de consumo de uma nova era

Produção de textos online. O modelo de consumo de uma nova era Produção de textos online O modelo de consumo de uma nova era Introdução Novas tecnologias, ou mesmo o aprimoramento daquelas já existentes, tem transformado o modo como são consumidos os conteúdos disponibilizados

Leia mais

Rádio Digital. Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Senado Federal

Rádio Digital. Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Senado Federal Rádio Digital Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal Roberto Pinto Martins Secretário rio de Telecomunicações Ministério das Comunicações Sumário 1. Cenário

Leia mais

COMÉRCIO ELETRÔNICO UM BREVE HISTÓRICO

COMÉRCIO ELETRÔNICO UM BREVE HISTÓRICO UM BREVE HISTÓRICO COMÉRCIO ELETRÔNICO O comércio sempre existiu desde que surgiram as sociedades. Ele é dito como o processo de comprar, vender e trocar produtos e serviços. Inicialmente praticado pelos

Leia mais

OECD Communications Outlook 2005. Perspectivas 2005 das Comunicações da OCDE. Sumário Executivo. Summary in Portuguese. Sumário em Português

OECD Communications Outlook 2005. Perspectivas 2005 das Comunicações da OCDE. Sumário Executivo. Summary in Portuguese. Sumário em Português OECD Communications Outlook 2005 Summary in Portuguese Perspectivas 2005 das Comunicações da OCDE Sumário em Português Sumário Executivo Após a explosão da "bolha dot-com", a indústria de telecomunicações

Leia mais

Aprenda a Trabalhar com Telemensagens

Aprenda a Trabalhar com Telemensagens Aprenda a Trabalhar com Telemensagens 1 Incluindo dicas de Cestas, Flores, Presentes e Internet Do Iniciante ao Profissional www.as2.com.br 1 Aprenda a Trabalhar com Telemensagens FASCÍCULO 1 Adquira o

Leia mais

08 a 11 de outubro de 2014

08 a 11 de outubro de 2014 EMPREENDER NA MÚSICA COMO TRANSFORMAR UMA BANDA NUMA MICRO EMPRESA 08 a 11 de outubro de 2014 08 a 11 de outubro de 2014 Sumário Ecossistema da música A música no Brasil Gestão da carreira musical O ecossistema

Leia mais

Economia Móvel América Latina 2013 Sumário Executivo

Economia Móvel América Latina 2013 Sumário Executivo Economia Móvel América Latina 2013 Sumário Executivo Economia Móvel América Latina 2013 A GSMA representa os interesses da indústria mundial de comunicações móveis. Presente em mais de 220 países, a GSMA

Leia mais

Apostila. Comércio Eletrônico. e-commerce. Professor: Edson Almeida Junior. Comércio Eletrônico

Apostila. Comércio Eletrônico. e-commerce. Professor: Edson Almeida Junior. Comércio Eletrônico Apostila Comércio Eletrônico e-commerce Professor: Edson Almeida Junior Material compilado por Edson Almeida Junior Disponível em http://www.edsonalmeidajunior.com.br MSN: eajr@hotmail.com E-Mail: eajr@hotmail.com

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EXERCÍCIOS DO LIVRO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS ALUNO ADRIANO RAMPINELLI FERNANDES

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EXERCÍCIOS DO LIVRO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS ALUNO ADRIANO RAMPINELLI FERNANDES FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EXERCÍCIOS DO LIVRO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS ALUNO ADRIANO RAMPINELLI FERNANDES Capítulo 1 - Página 28 - Questões de revisão 1.2 O que é exatamente um sistema

Leia mais

O novo desafio das marcas: uma visão global dos hábitos dos clientes em dispositivos móveis e redes sociais

O novo desafio das marcas: uma visão global dos hábitos dos clientes em dispositivos móveis e redes sociais O novo desafio das marcas: uma visão global dos hábitos dos clientes em dispositivos móveis e redes sociais SDL Campaign Management & Analytics Introdução Prezado profissional de marketing, A ideia de

Leia mais

O que é comércio eletrônico?

O que é comércio eletrônico? COMÉRCIO ELETRÔNICO O que é comércio eletrônico? O comércio eletrônico ou e-commerce é a compra e venda de mercadorias ou serviços por meio da Internet, onde as chamadas Lojas Virtuais oferecem seus produtos

Leia mais

III Congresso Internacional de Direito Autoral Obras Musicais e Internet

III Congresso Internacional de Direito Autoral Obras Musicais e Internet III Congresso Internacional de Direito Autoral Obras Musicais e Internet Questões Atuais de Direito Autoral Cópia Privada Compartilhamento de Arquivos - Peer-to-Peer Panorama Atual Digital Music Report

Leia mais

Dinâmica Competitiva na Indústria de Cartões de Pagamento no Brasil

Dinâmica Competitiva na Indústria de Cartões de Pagamento no Brasil Dinâmica Competitiva na Indústria de Cartões de Pagamento no Brasil Juan Pérez Ferrés 4 de dezembro de 2009 2º SEMINÁRIO DE DIREITO CONCORRENCIAL DO BANCO DO BRASIL A Concorrência no Mercado de Cartões

Leia mais

E-BUSINESS AGENDA. Profª. Kelly Hannel

E-BUSINESS AGENDA. Profª. Kelly Hannel E-BUSINESS Profª. Kelly Hannel AGENDA Evolução da internet nos negócios Conceitos de E-BUSINESS e COMÉRCIO ELETRÔNICO Identificando tendências do E-BUSINESS Quadro das interações possíveis no meio eletrônico

Leia mais

O comércio eletrônico (CE) é, basicamente, a realização de transações empresariais vida rede de telecomunicações, especialmente a Internet.

O comércio eletrônico (CE) é, basicamente, a realização de transações empresariais vida rede de telecomunicações, especialmente a Internet. E-commerce Prof Marcus Regenold Disciplina Negócios pela Internet O comércio eletrônico (CE) é, basicamente, a realização de transações empresariais vida rede de telecomunicações, especialmente a Internet.

Leia mais

Cultura Livre, Uso Justo e o Direito Autoral

Cultura Livre, Uso Justo e o Direito Autoral Cultura Livre, Uso Justo e o Direito Autoral RESUMO A cultura livre é um movimento que propõe o livre acesso e uso de obras intelectuais e culturais. É um conceito mais genérico que o software livre, pois

Leia mais

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce).

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). A natureza global da tecnologia, a oportunidade de atingir

Leia mais

Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2013 O Setor Bancário em Números

Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2013 O Setor Bancário em Números Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2013 O Setor Bancário em Números Um sistema financeiro saudável, ético e eficiente é condição essencial para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do

Leia mais

Síntese dos debates ocorridos nos fóruns anteriores relacionados ao tema. Inovação e Empreendedorismo. Data: 02/04/2014 Versão 1.0

Síntese dos debates ocorridos nos fóruns anteriores relacionados ao tema. Inovação e Empreendedorismo. Data: 02/04/2014 Versão 1.0 Síntese dos debates ocorridos nos fóruns anteriores relacionados ao tema Inovação e Empreendedorismo Data: 02/04/2014 Versão 1.0 1. INTRODUÇÃO Os relatórios considerados para esta síntese foram: I Fórum

Leia mais

Música e internet: uma expressão da Cultura Livre

Música e internet: uma expressão da Cultura Livre Música e internet: uma expressão da Cultura Livre Auta Rodrigues Moreira Irene Guerra Salles Lilian Braga Carmo Luana Roberta Salazar Resumo: Atualmente, com a presença marcante das tecnologias, torna-se

Leia mais

Faça mais, com menos: Como crescer em um mercado de trabalho desafiador

Faça mais, com menos: Como crescer em um mercado de trabalho desafiador Faça mais, com menos: Como crescer em um mercado de trabalho desafiador Investir em pessoal com um programa de gestão de desempenho permite que uma operação de abastecimento não só sobreviva, mas cresça

Leia mais

Trilha 2 Propriedade intelectual na rede

Trilha 2 Propriedade intelectual na rede TEMA: Mudança de paradigma: do bem físico para o intangível POSICIONAMENTOS Governo - O conceito de propriedade está relacionado ao seu contexto. Passamos da noção de centralidade do bem físico na economia

Leia mais

Mercado Fonográfico Brasileiro 2009

Mercado Fonográfico Brasileiro 2009 Apresentação O relatório anual da ABPD - Associação Brasileira dos Produtores de Discos, intitulado Mercado Brasileiro de Música 2009 mais uma vez objetiva o desenvolvimento do setor e o melhor conhecimento

Leia mais

Bleez Agência Digital... 3. Quem sou eu... 4. Introdução... 5. Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7. Quem está comprando no ecommerce...

Bleez Agência Digital... 3. Quem sou eu... 4. Introdução... 5. Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7. Quem está comprando no ecommerce... Sumário Bleez Agência Digital... 3 Quem sou eu... 4 Introdução... 5 Quanto o ecommerce cresceu no Brasil... 7 Quem está comprando no ecommerce... 10 Por que os brasileiros estão comprando mais... 12 O

Leia mais

APDIF DO BRASIL Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos PIRATARIA MUSICAL. Aspectos Técnicos e Informações Complementares

APDIF DO BRASIL Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos PIRATARIA MUSICAL. Aspectos Técnicos e Informações Complementares PIRATARIA MUSICAL Aspectos Técnicos e Informações Complementares I Curso Regional de Capacitação para Agentes Públicos no Combate à Pirataria. Salvador/BA. Palestrante: Jorge Eduardo Grahl Diretor Jurídico

Leia mais

Fonte de Consulta: Sistemas de Informação e as Decisões Gerenciais na Era da Internet James A. O Brien NOTAS DE AULA

Fonte de Consulta: Sistemas de Informação e as Decisões Gerenciais na Era da Internet James A. O Brien NOTAS DE AULA NOTAS DE AULA 1. TENDÊNCIAS EM SISTEMAS DE MICROCOMPUTADORES Existem várias categorias principais de sistemas de computadores com uma diversidade de características e capacidades. Consequentemente, os

Leia mais

I Fórum Lusófono de Comunicações. Abril. 2010

I Fórum Lusófono de Comunicações. Abril. 2010 I Fórum Lusófono de Comunicações Abril. 2010 Evolução do Setor de Telecomunicações no Brasil Pré-Privatização Monopólio estatal Poucos investimentos Baixa qualidade dos serviços 98 Grande demanda reprimida

Leia mais

Competindo com Tecnologia da Informação. Objetivos do Capítulo

Competindo com Tecnologia da Informação. Objetivos do Capítulo Objetivos do Capítulo Identificar as diversas estratégias competitivas básicas e explicar como elas podem utilizar a tecnologia da informação para fazer frente às forças competitivas que as empresas enfrentam.

Leia mais

SISTEMAS PARA INTERNET

SISTEMAS PARA INTERNET Unidade II SISTEMAS PARA INTERNET E SOFTWARE LIVRE Prof. Emanuel Matos Sumário Unidade II Comércio Eletrônico Tecnologia de Comércio Eletrônico Categorias do Comércio Eletrônico M-commerce Comércio eletrônico

Leia mais

12 Aplicação do Modelo Delta

12 Aplicação do Modelo Delta 196 12 Aplicação do Modelo Delta Para Hax & Wilde (2001), a proposta do modelo delta é complementar às propostas de Porter e do modelo de visão baseada em recursos, e propõem a integração das diversas

Leia mais

Por dentro do mercado de médio porte: Uma perspectiva para 2011

Por dentro do mercado de médio porte: Uma perspectiva para 2011 Janeiro 2011 Exclusivamente para empresas de médio porte Por dentro do mercado de médio porte: Uma perspectiva para 2011 Relatório para o Brasil Panorama global: Pesquisa com 2.112 líderes do mercado de

Leia mais

BGAN. Transmissão global de voz e dados em banda larga. Banda larga para um planeta móvel

BGAN. Transmissão global de voz e dados em banda larga. Banda larga para um planeta móvel BGAN Transmissão global de voz e dados em banda larga Banda larga para um planeta móvel Broadband Global Area Network (BGAN) O firm das distâncias O serviço da Rede Global de Banda Larga da Inmarsat (BGAN)

Leia mais

Sistemas web e comércio eletrônico. Aula 02 Arquiteturas de comércio eletrônico

Sistemas web e comércio eletrônico. Aula 02 Arquiteturas de comércio eletrônico Sistemas web e comércio eletrônico Aula 02 Arquiteturas de comércio eletrônico Tópicos abordados Arquitetura do e-commerce Aspectos importantes do e-commerce Modelos de negócios Identificação do modelo

Leia mais

Peça para um amigo baixar o programa também, e você pode começar a experimentar o VoIP para ver como funciona. Um bom lugar para procurar é

Peça para um amigo baixar o programa também, e você pode começar a experimentar o VoIP para ver como funciona. Um bom lugar para procurar é VOIP Se você nunca ouviu falar do VoIP, prepare-se para mudar sua maneira de pensar sobre ligações de longa distância. VoIP, ou Voz sobre Protocolo de Internet, é um método para pegar sinais de áudio analógico,

Leia mais

O sucesso do comércio eletrônico depende tanto da infra-estrutura de negócio, quanto da infra-estrutura de tecnologia (Pickering, 2000).

O sucesso do comércio eletrônico depende tanto da infra-estrutura de negócio, quanto da infra-estrutura de tecnologia (Pickering, 2000). Comércio Eletrônico É a compra e a venda de informações, produtos e serviços por meio de redes de computadores. (Kalakota, 1997) É a realização de toda a cadeia de valor dos processos de negócios em um

Leia mais

As modificações promovidas pela nova lei vão sendo. Regulamentação da TV por assinatura

As modificações promovidas pela nova lei vão sendo. Regulamentação da TV por assinatura Visão Jurídica > Lei do SeAc Regulamentação da TV por assinatura Após vários anos de discussão no Congresso nacional, em setembro de 2011 foi finalmente promulgada a Lei n. 12.485/11, instituindo o chamado

Leia mais

fornecendo valor com inovações de serviços de negócios

fornecendo valor com inovações de serviços de negócios fornecendo valor com inovações de serviços de negócios A TI é grande. Tantos bits no universo digital quanto estrelas em nosso universo físico. é arriscada. Dois terços dos projetos de TI estão em risco,

Leia mais

Gestão de Documento. 1. Introdução

Gestão de Documento. 1. Introdução Gestão de Documento 1. Introdução Os documentos possuem um incrível poder em ambientes de negócios do governo e estão passando pela maior evolução que agitará os negócios governamentais e que os reformará

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

TI como serviço: Iniciativa em andamento

TI como serviço: Iniciativa em andamento TI como serviço: Iniciativa em andamento Resumo executivo Computação em nuvem, virtualização, mobilidade: Individualmente, essas tendências tecnológicas vêm trazendo mudanças enormes para as organizações

Leia mais

Unidade IV MERCADOLOGIA. Profº. Roberto Almeida

Unidade IV MERCADOLOGIA. Profº. Roberto Almeida Unidade IV MERCADOLOGIA Profº. Roberto Almeida Conteúdo Aula 4: Marketing de Relacionamento A Evolução do Marketing E-marketing A Internet como ferramenta As novas regras de Mercado A Nova Era da Economia

Leia mais

O Panorama da TV Digital no Brasil. Leandro Miller Leonardo Jardim

O Panorama da TV Digital no Brasil. Leandro Miller Leonardo Jardim O Panorama da TV Digital no Brasil Leandro Miller Leonardo Jardim Tópicos Abordados TV Aberta no Brasil Vantagens da TV Digital Padrões de TV Digital Sistema Brasileiro de TV Digital Oportunidades na TV

Leia mais

O desafio: A vantagem da Videojet:

O desafio: A vantagem da Videojet: Nota de aplicação Tinta Tintas coloridas para embalagens de ponto de venda O desafio: O ambiente de varejo é um mercado em constante evolução, com maior ênfase na embalagem, que não só protege os produtos

Leia mais

Tecnologia da Informação. Prof Odilon Zappe Jr

Tecnologia da Informação. Prof Odilon Zappe Jr Tecnologia da Informação Prof Odilon Zappe Jr Comércio Eletrônico Um breve histórico Comércio compra, venda, troca de produtos e serviços; Incrementado pelos Fenícios, Árabes, Assírios e Babilônios uso

Leia mais

Barômetro. Cisco. Banda Larga. Análise de mercado. 2 o Trimestre/2006. 3 a Edição Setembro/2006

Barômetro. Cisco. Banda Larga. Análise de mercado. 2 o Trimestre/2006. 3 a Edição Setembro/2006 Barômetro Cisco Banda Larga da Análise de mercado 2 o Trimestre/2006 3 a Edição Setembro/2006 Barômetro Cisco da Banda Larga Introdução Você está recebendo a nova edição do Barômetro Cisco da Banda Larga,

Leia mais

CONTRATAÇÃO DE ESPAÇO PARA EXECUÇÃO DE VÍDEOS E SPOTS PUBLICITÁRIOS EM JUKEBOX DIGITAL GUIA DE REFERÊNCIA PARA OPERADORES ASSOCIADOS

CONTRATAÇÃO DE ESPAÇO PARA EXECUÇÃO DE VÍDEOS E SPOTS PUBLICITÁRIOS EM JUKEBOX DIGITAL GUIA DE REFERÊNCIA PARA OPERADORES ASSOCIADOS 1 CONTRATAÇÃO DE ESPAÇO PARA EXECUÇÃO DE VÍDEOS E SPOTS PUBLICITÁRIOS EM JUKEBOX DIGITAL GUIA DE REFERÊNCIA PARA OPERADORES ASSOCIADOS 1. INTRODUÇÃO OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO 2. CONCEITO PARA A PRESTAÇÃO

Leia mais

E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS

E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS Central de Cases E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS www.espm.br/centraldecases Central de Cases E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS Preparado pelo Prof. Vicente Martin Mastrocola, da ESPM SP. Disciplinas

Leia mais

TAW Tópicos de Ambiente Web

TAW Tópicos de Ambiente Web TAW Tópicos de Ambiente Web Comércio Eletrônico rveras@unip.br Aula - 04 Agenda Comércio Eletrônico 2 Comércio Eletrônico Comércio Eletrônico 3 O que é o comércio eletrônico Evolução Transações convencionais

Leia mais

REDES SOCIAIS PARA PEQUENAS EMPRESAS

REDES SOCIAIS PARA PEQUENAS EMPRESAS REDES SOCIAIS PARA PEQUENAS EMPRESAS Entenda a importância da utilização das Redes Sociais para a sua pequena empresa e conheça os fundamentos necessários para obter resultados positivos com a sociabilidade.

Leia mais

Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005

Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005 Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005 O que é um produto inovador? Dois caminhos para oferecer melhores medicamentos aos

Leia mais

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica Desafios para a Indústria Eletroeletrônica 95 O texto aponta as características das áreas da indústria eletroeletrônica no país e os desafios que este setor tem enfrentado ao longo das últimas décadas.

Leia mais

NCR CONNECTIONS. CxBanking

NCR CONNECTIONS. CxBanking CxBanking NCR CONNECTIONS Nossa soluc a o multicanal permite aos bancos implementar rapidamente servic os empresariais personalizados em canais fi sicos e digitais. Um guia de soluções da NCR Visão geral

Leia mais

Objetivo da Aula. Enterprise Resource Planning - ERP. Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 23/4/2010

Objetivo da Aula. Enterprise Resource Planning - ERP. Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 23/4/2010 Enterprise Resource Planning - ERP Objetivo da Aula Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 2 1 Sumário Informação & TI Sistemas Legados ERP Classificação Módulos Medidas

Leia mais

Comércio eletrônico 05/05/15. Objetivos de estudo. Qual o papel do e- commerce nos negócios e quais as aplicações mais importantes?

Comércio eletrônico 05/05/15. Objetivos de estudo. Qual o papel do e- commerce nos negócios e quais as aplicações mais importantes? Escola Superior de Gestão e Tecnologia Comércio eletrônico Mercados digitais, mercadorias digitais Prof. Marcelo Mar3ns da Silva Objetivos de estudo Qual o papel do e- commerce nos negócios e quais as

Leia mais

O comércio eletrônico (e-commerce) é um setor em crescimento CONSUMIDORES (EM MILHÕES) 23,4 18,7 R$ 328 R$ 335 R$ 373 R$ 350 R$ 342 R$ 350

O comércio eletrônico (e-commerce) é um setor em crescimento CONSUMIDORES (EM MILHÕES) 23,4 18,7 R$ 328 R$ 335 R$ 373 R$ 350 R$ 342 R$ 350 ARTESANATO BOLETIM COMÉRCIO ELETRÔNICO O comércio eletrônico (e-commerce) é um setor em crescimento Em 2012, o faturamento foi de R$ 22,5 bilhões no Brasil, e de aproximadamente R$ 28 bilhões em 2013.

Leia mais

Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Cláudio Conceitos e-commerce PRINCÍPIOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Intranet e Extranet Rede privada baseada na mesma tecnologia utilizada na internet, sendo sua única diferença o objetivo por trás

Leia mais

Fabrício Aparecido Breve INTERNET E MUNDIALIZAÇÃO

Fabrício Aparecido Breve INTERNET E MUNDIALIZAÇÃO Fabrício Aparecido Breve INTERNET E MUNDIALIZAÇÃO Piracicaba, 2000 Fabrício Aparecido Breve INTERNET E MUNDIALIZAÇÃO Este trabalho se destina a avaliação da disciplina de Teoria da Comunicação Piracicaba,

Leia mais

O Mercado americano de Tecnologia 2014/2015

O Mercado americano de Tecnologia 2014/2015 O Mercado americano de Tecnologia 2014/2015 1. Considerações Gerais Os Estados Unidos, maior potência mundial e tecnológica, apresenta projeções cada vez mais otimistas. Desde 2008, no estouro da crise

Leia mais

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Índice Fora da sombra da área administrativa 3 Como atingir o equilíbrio financeiro 4 O Financeiro encontra várias barreiras até

Leia mais

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING Sumário Parte um Conceitos e tarefas da administração de marketing CAPITULO I MARKETING PARA 0 SÉCULO XXI A importância do marketing O escopo do marketing 0 que é marketing? Troca e transações A que se

Leia mais

MERCADO FONOGRÁFICO MUNDIAL E BRASILEIRO EM 2014

MERCADO FONOGRÁFICO MUNDIAL E BRASILEIRO EM 2014 MERCADO FONOGRÁFICO MUNDIAL E BRASILEIRO EM 2014 Rio de Janeiro, 14 de Abril de 2015 Segundo relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica IFPI, divulgado hoje, as receitas do mercado global

Leia mais

Conquistando vantagem competitiva com os sistemas de informação

Conquistando vantagem competitiva com os sistemas de informação Conquistando vantagem competitiva com os sistemas de informação slide 1 3.1 Copyright 2011 Pearson Education, Inc. publishing as Prentice Hall Objetivos de estudo Como o modelo das cinco forças competitivas

Leia mais

Barômetro. Cisco. Banda Larga. Análise de mercado

Barômetro. Cisco. Banda Larga. Análise de mercado Barômetro Cisco Banda Larga da Análise de mercado Barômetro Cisco da Banda Larga Índice Introdução Introdução...2 Metodologia...3 Barômetro Cisco da Banda Larga...3 Definições...4 Banda Larga no Mundo...4

Leia mais

Mais informações sobre e-commerce em: www.portalgerenciais.com.br

Mais informações sobre e-commerce em: www.portalgerenciais.com.br Mais informações sobre e-commerce em: www.portalgerenciais.com.br Extra, Extra notícias fresquinhas Você pode ter uma loja que funciona 24hs, inclusive aos domingos e feriados, não paga aluguel e nem condomínio

Leia mais

FMU - FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS E-COMMERCE, SOCIAL COMMERCE, MOBILE MARKETING E MARKETING DE PERMISSÃO.

FMU - FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS E-COMMERCE, SOCIAL COMMERCE, MOBILE MARKETING E MARKETING DE PERMISSÃO. FMU - FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS E-COMMERCE, SOCIAL COMMERCE, MOBILE MARKETING E MARKETING DE PERMISSÃO. São Paulo - SP 2016 RENAN ROCHA ALVES - RA: 6448758 E-COMMERCE, SOCIAL COMMERCE, MOBILE MARKETING

Leia mais

O CONSUMIDOR MOBILE. Uma visão global

O CONSUMIDOR MOBILE. Uma visão global O CONSUMIDOR MOBILE Uma visão global A PRÓXIMA POTÊNCIA EM MÍDIA Quando a primeira chamada foi realizada por um telefone móvel em 1973, o protótipo utilizado tinha bateria com duração de 30 minutos e levava

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

Agregando valor com Business Service Innovation

Agregando valor com Business Service Innovation Agregando valor com Business Service Innovation A TI é enorme. Existem tantos bits no universo digital quanto estrelas em nosso universo físico. é arriscada. Dois terços dos projetos de TI estão em risco,

Leia mais

Northern Telecom Ltd (Nortel). Isto devido ao seu atraso na substituição da tecnologia analógica pela digital.

Northern Telecom Ltd (Nortel). Isto devido ao seu atraso na substituição da tecnologia analógica pela digital. MOTOROLA A empresa alcançou um faturamento global da ordem de US$ $37.6 bilhões em 2000. É líder mundial em sistemas e serviços eletrônicos avançados. Atuando de maneira globalizada em 45 países, mais

Leia mais

POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4

POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4 POLÍTICA EMRPESARIAL DA INT.4 INTRODUÇÃO Desde que foi fundada em 2001, a ética, a transparência nos processos, a honestidade a imparcialidade e o respeito às pessoas são itens adotados pela interação

Leia mais

Síntese. Perspectivas das Comunicações da OCDE : Edição 2003

Síntese. Perspectivas das Comunicações da OCDE : Edição 2003 Síntese Perspectivas das Comunicações da OCDE : Edição 2003 Overview OECD Communications Outlook : 2003 Edition As sínteses são excertos de publicações da OCDE, encontrando-se livremente disponíveis na

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

Unic Tecnologia Digital

Unic Tecnologia Digital Unic Tecnologia Digital Sistema Mix For Me M4M Evento AA - 2004 Out/04 HISTÓRICO Em 1999 Napster Novo Conceito Em 2001 RIAA consegue fechar Napster Sites não pagos -Morpheus, Kazaa, Grokster Sites pagos

Leia mais

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS.

USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. USE O PODER DA NUVEM. VEJA COMO A NUVEM PODE TRANSFORMAR SEUS NEGÓCIOS. A computação em nuvem é uma mudança de paradigma no gerenciamento de TI e de datacenters, além de representar a capacidade da TI

Leia mais

O futuro do YouTube - VEJA.com

O futuro do YouTube - VEJA.com Entrevista O futuro do YouTube 29/08/2009 10:49 Por Leo Branco Nesta semana, Chad Hurley, de 32 anos, um dos criadores do YouTube, esteve no Brasil e falou a VEJA sobre o futuro do maior site de vídeos

Leia mais

TI no Século XXI. Cesar Bezerra Teixeira 2006

TI no Século XXI. Cesar Bezerra Teixeira 2006 TI no Século XXI Cesar Bezerra Teixeira 2006 Sumário Propósito; Histórico; Tendências Atuais; O Futuro; 2 Propósito Cesar Bezerra Teixeira 2006 3 Propósito Apresentar um histórico da TI e as tendências

Leia mais

Acelere o valor da computação em nuvem com a IBM

Acelere o valor da computação em nuvem com a IBM Acelere o valor da computação em nuvem com a IBM Obtenha soluções em nuvem comprovadas para as suas prioridades mais urgentes Destaques da solução Saiba sobre os benefícios mais comuns de implementações

Leia mais

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes Unidade IV Marketing Profª. Daniela Menezes Comunicação (Promoção) Mais do que ter uma ideia e desenvolver um produto com qualidade superior é preciso comunicar a seus clientes que o produto e/ ou serviço

Leia mais

A empresa digital: comércio e negócios eletrônicos

A empresa digital: comércio e negócios eletrônicos Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Administração Tecnologia e Sistemas de Informação - 06 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti

Leia mais

APRESENTAÇÃO CORPORATIVA

APRESENTAÇÃO CORPORATIVA APRESENTAÇÃO CORPORATIVA Julho de 2011 Mercado Brasileiro de Telecomunicações Oi: Perfil, Cobertura e Estratégia Resultados Operacionais e Financeiros Aliança com a Portugal Telecom e Aumento de Capital

Leia mais

Sheet1. Criação de uma rede formada por tvs e rádios comunitárias, para acesso aos conteúdos

Sheet1. Criação de uma rede formada por tvs e rádios comunitárias, para acesso aos conteúdos Criação de um canal de atendimento específico ao público dedicado ao suporte de tecnologias livres. Formação de comitês indicados por representantes da sociedade civil para fomentar para a ocupação dos

Leia mais

agility made possible

agility made possible RESUMO DA SOLUÇÃO Gerenciamento da infraestrutura convergente da CA Technologies Como posso fornecer serviços inovadores ao cliente com uma infraestrutura cada vez mais complexa e convergente? E com gerenciamento

Leia mais

WP Board No. 980/05 Rev. 1

WP Board No. 980/05 Rev. 1 WP Board No. 980/05 Rev. 1 International Coffee Organization Organización Internacional del Café Organização Internacional do Café Organisation Internationale du Café 12 janeiro 2006 Original: inglês Projetos/Fundo

Leia mais

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES

NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES Por cerca de 50 anos, a série Boletim Verde descreve como a John Deere conduz os negócios e coloca seus valores em prática. Os boletins eram guias para os julgamentos e as

Leia mais

Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte

Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte IBM Global Technology Services Manutenção e suporte técnico Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte Uma abordagem inovadora em suporte técnico 2 Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável

Leia mais

2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia. Declaração Conjunta

2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia. Declaração Conjunta 2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2008. Declaração Conjunta Sumário Os empresários europeus e brasileiros apóiam com entusiasmo a Parceria Estratégica Brasil-

Leia mais

Terceirização de Serviços de TI

Terceirização de Serviços de TI Terceirização de Serviços de TI A visão do Cliente PACS Quality Informática Ltda. 1 Agenda Terceirização: Perspectivas históricas A Terceirização como ferramenta estratégica Terceirização: O caso específico

Leia mais

Tarifas de banda larga na América Latina e Caribe: Avaliação comparativa e tendências. Hernan Galperin, Universidade de San Andrés (Argentina).

Tarifas de banda larga na América Latina e Caribe: Avaliação comparativa e tendências. Hernan Galperin, Universidade de San Andrés (Argentina). Tarifas de banda larga na América Latina e Caribe: Avaliação comparativa e tendências. Hernan Galperin, Universidade de San Andrés (Argentina). As características de oferta são um indicador chave no desempenho

Leia mais

LEGALIZAÇÃO DO COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS DIGITAIS

LEGALIZAÇÃO DO COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS DIGITAIS Anteprojeto de lei para LEGALIZAÇÃO DO COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS DIGITAIS Considerações gerais A expansão da internet trouxe facilidades sem precedentes para o compartilhamento e reprodução de obras,

Leia mais

7 Passos Para a Criação de Uma Boa Loja Virtual. Índice

7 Passos Para a Criação de Uma Boa Loja Virtual. Índice 2 Índice Introdução... 3 Passo 1 Entender o que é Venda Online e E-commerce... 4 Passo 2 Entender o Mercado de Comércio Eletrônico... 5 Passo 3 Canais de Venda... 6 Passo 4 Como identificar uma Boa Plataforma

Leia mais

Painel 12: A ANCINE e a distribuição de conteúdo audiovisual pela Internet

Painel 12: A ANCINE e a distribuição de conteúdo audiovisual pela Internet XXXIV Congresso Internacional de Propriedade Intelectual - ABPI Painel 12: A ANCINE e a distribuição de conteúdo audiovisual pela Internet Rosana Alcântara Diretora Agosto de 2014 Agenda Atuação da ANCINE

Leia mais

Comércio eletrônico: mercados digitais, mercadorias digitais. slide 1

Comércio eletrônico: mercados digitais, mercadorias digitais. slide 1 Comércio eletrônico: mercados digitais, mercadorias digitais slide 1 Nexon Games: o comércio eletrônico torna-se social Problema: concorrência com outras empresas de jogos on-line e off-line; aumentar

Leia mais

CONECTANDO FUTURO. Capacitação digital: superando a exclusão digital para conectar as pessoas e a sociedade

CONECTANDO FUTURO. Capacitação digital: superando a exclusão digital para conectar as pessoas e a sociedade CONECTANDO FUTURO Capacitação digital: superando a exclusão digital para conectar as pessoas e a sociedade 1 2 conteúdo A EXCLUSÃO DIGITAL ESTÁ DIMINUINDO PG. 4 POR QUE A CAPACITAÇÃO DIGITAL É IMPORTANTE?

Leia mais

Especialização em Marketing Digital - NOVO

Especialização em Marketing Digital - NOVO Especialização em Marketing Digital - NOVO Apresentação Previsão de Início Agosto/2013 Inscrições em Breve - Turma 01 - Campus Stiep O ambiente de negócios tem sido modificado pelas Novas Tecnologias da

Leia mais

AS NOVAS TECNOLOGIAS COMO MEIO DE DISSEMINAÇÃO DA MÚSICA

AS NOVAS TECNOLOGIAS COMO MEIO DE DISSEMINAÇÃO DA MÚSICA Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Instituto de Artes (IA) Campinas, 2013 AS NOVAS TECNOLOGIAS COMO MEIO DE DISSEMINAÇÃO DA MÚSICA CS200 Captação e Edição de Áudio Profº. Dr.: José Eduardo Ribeiro

Leia mais

transferência da gestão de atendimento para o modelo SaaS

transferência da gestão de atendimento para o modelo SaaS WHITE PAPER Setembro de 2012 transferência da gestão de atendimento para o modelo SaaS Principais problemas e como o CA Nimsoft Service Desk ajuda a solucioná-los agility made possible Índice resumo executivo

Leia mais