UMA ABORDAGEM À MODELAGEM DE PROCESSOS APLICADA A TAREFAS DE REFERÊNCIA PARA CENTRAIS DE SUPORTE PARA SITUAÇÕES EMERGENCIAIS

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1 UMA ABORDAGEM À MODELAGEM DE PROCESSOS APLICADA A TAREFAS DE REFERÊNCIA PARA CENTRAIS DE SUPORTE PARA SITUAÇÕES EMERGENCIAIS Márcia Marcondes Altimari Samed Fabiana Santos Lima Mirian Buss Gonçalves

2 UMA ABORDAGEM À MODELAGEM DE PROCESSOS APLICADA A TAREFAS DE REFERÊNCIA PARA CENTRAIS DE SUPORTE PARA SITUAÇÕES EMERGENCIAIS Márcia Marcondes Altimari Samed Universidade Estadual de Maringá Departamento de Engenharia de Produção Fabiana Santos Lima, Mirian Buss Gonçalves Universidade Federal de Santa Catarina Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção RESUMO Este artigo apresenta uma abordagem à modelagem de processos aplicada a tarefas de referência para centrais de suporte para situações emergenciais. Para tanto, o modelo propõe dois padrões de centrais para atuarem como suporte a situações emergenciais: central permanente e centrais temporárias. Primeiramente, apresenta-se a definição de cada central: tarefas de referência, fases de atuação em relação ao desastre, vantagens e desvantagens de suas instalações, entre outros. Em seguida, propõe-se um modelo de integração dos processos das centrais com base na metodologia Business Process Modeling Notation (BPMN). A modelagem visa à definição de fluxogramas operacionais que refletem o comportamento dos processos para que torne possível a utilização do modelo na melhoria da operação das ações humanitárias na fase de resposta ao desastre. Os resultados podem contribuir para estruturar e integrar os processos, estabelecer a sequência lógica e as relações de colaboração, cooperação e aprendizado entre eles. ABSTRACT This paper presents an approach to process modeling applied to tasks of reference for support centers for emergency situations. Thus, the model proposes two patterns of plants to act as support to emergency situations: permanent and temporary central. First, we present the definition of each central: reference tasks, phases of activity in relation to disaster, advantages and disadvantages of its facilities, among others. Then, we propose a model of integration processes of the central methodology based on Business Process Modeling Notation (BPMN). The modeling aims at defining operational flowcharts that reflect the behavior of the processes that make it possible to use the model in improving the operation of humanitarian actions during disaster response. The results may contribute to structure and integrate the processes, establish the logical sequence and relations of collaboration, cooperation and learning among them. 1. INTRODUÇÃO A logística humanitária está inserida em um ambiente caótico, onde impera a ausência de processos integrados e existem muitas incertezas, exigindo das organizações humanitárias uma visão sistêmica de seus processos para melhorar o entendimento de toda sua estrutura e, deste modo, buscar a melhoria dos resultados das ações de resposta a desastres. Centrais de suporte para situações emergenciais afetam o desempenho de operações de logística humanitária, já que o número, os locais de centros de distribuição e a quantidade de ações de fornecimento de socorro comprometem diretamente o tempo de resposta e o custo decorrente de toda a cadeia humanitária (Balcik e Beamon, 2008). Meirim (2005) aponta alguns desafios para a logística humanitária e cita a ausência de processos coordenados, incluindo informações, pessoas e materiais. Neste contexto incide a motivação para o desenvolvimento deste trabalho e assim, considerando-se o exposto, seu objetivo geral consiste em apresentar o desenvolvimento de uma abordagem para a modelagem de processos aplicada a centrais de suporte para situações emergenciais no contexto da logística humanitária. Dados qualitativos utilizados na construção do modelo 1

3 foram considerados no âmbito do estado de Santa Catarina, mas o modelo foi proposto de forma abrangente. Metodologicamente, este artigo apresenta a modelagem utilizando a notação Business Process Modeling Notation (BPMN). A modelagem é apresentada de forma gráfica, utilizando uma notação facilmente compreensível e que pode melhorar a operacionalização das atividades de referência das centrais nas fases de preparação e resposta ao desastre. O presente artigo está estruturado como descrito a seguir. Na Seção 2 apresentam-se alguns conceitos acerca da logística humanitária, gestão de desastres, modelagem de processos e finaliza com algumas aplicações de modelagem de processos na logística humanitária. Na seção 3 apresenta-se a metodologia e as considerações iniciais para a construção do modelo. Na seção 4 apresenta-se o modelo BPMN aplicado à referência de tarefas para centrais de suporte para situações emergenciais e algumas análises do modelo obtido. Na seção 5 são apresentadas as considerações finais. 2. REVISÃO DE LITERATURA Nesta seção apresentam-se brevemente os principais conceitos que fazem parte do contexto do desenvolvimento do modelo BPMN aplicado às centrais de suporte para situações emergenciais no contexto da logística humanitária. Primeiramente, serão apresentados os conceitos de Logística Humanitária e Gestão de Desastres e, posteriormente, serão apresentados os conceitos de Modelagem de Processos. Tendo em vista que a abordagem de Modelagem de Processos é ainda muito recente no contexto da Logística Humanitária, apenas algumas importantes contribuições serão descritas Logística Humanitária e Gestão de Desastres Situações de desastres naturais, situações causadas pelo homem, emergências complexas como situações de conflitos e guerras, são problemas que a logística humanitária se propõe a estudar (Oloruntoba e Gray, 2006). Logística humanitária consiste em um conjunto de atividades que incluem: preparação, planejamento, aquisição, armazenamento, transporte de bens e socorro, de informação, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de aliviar o sofrimento de pessoas vulneráveis (Thomas, 2004). De acordo com Haddow et al. (2011), os esforços emanados no sentido de reduzir a exposição dos indivíduos às conseqüências dos desastres e as medidas realizadas para tratar os impactos constituem os objetivos da gestão de desastres. Neste contexto, Tomasini e Van Wassenhove (2009) afirmam que a gestão de desastres é o resultado de um processo longo e estruturado de projetos de processos estratégicos (preparação) que estão fortemente relacionados com o sucesso da execução (resposta). Pesquisas referentes à gestão de desastres estão sendo desenvolvidas com o intuito de diminuir as dificuldades encontradas na coordenação de diversos tipos de catástrofes. Tradicionalmente consideram-se três fases na gestão de desastres (Tufingki, 2006): 1. Pré-desastre (prevenção, mitigação e preparação); 2. Resposta (advertência, impacto e resposta de emergência); 3. Pós-desastre (transição, reabilitação e reconstrução). Caunhye et al. (2012) definiram operações pré-desastre, como sendo aquelas que desempenham um papel fundamental no planejamento estratégico (localização de instalações e estoque de pré-posicionamento) ou mitigação de desastres (evacuação). Operações ativadas após a ocorrência de desastres foram nomeadas operações pós-desastre e que servem para atender a desastres. Os autores apresentam um modelo gráfico em que as instalações, ou centrais de suporte a situações emergenciais, possuem as funções de: abrigo, estoque de suprimentos e medicamento. 2

4 2.2. Modelagem de Processos Nesta subseção serão apresentados alguns conceitos de modelagem de processos que posteriormente serão aplicados à Logística Humanitária. De acordo com Chinosi e Trombeta (2012), um Processo de Negócio ou Business Process (BP) é um conjunto de um ou mais procedimentos ligados ou atividades executadas seguindo uma ordem pré-definida que coletivamente realiza uma meta objetiva de negócios ou política, normalmente dentro do contexto de uma estrutura organizacional que define papéis funcionais ou relacionamentos. Um processo pode ser inteiramente contido dentro de uma única unidade organizacional, assim como pode se estender por várias organizações diferentes. O Gerenciamento de Processos de Negócios ou Business Process Management (BPM) traz benefícios, tais como implementar metas de melhoria; eliminar retrabalho, burocracia e custos desnecessários; alinhar as atividades da organização à estratégia; padronizar atividades dentro das unidades organizacionais; melhorar informações para sistemas de gerenciamento; servir de base de conhecimento para treinamento e discussão sobre as atividades realizadas; permitir a troca de experiências entre setores correlatos e facilitar a implantação das diversas iniciativas de gerenciamento (Baldam et al., 2014). A Notação de Gerenciamento de Processos de Negócios ou Business Process Management Notation (BPMN) é uma linguagem de notação para modelagem de processos de negócios desenvolvida pela coordenação do Object Management Group (OMG). A modelagem BPMN pode ser empregada em diferentes fins, pois facilita a compreensão e a organização dos modelos (Juric et al, 2009). Os elementos básicos utilizados na representação da modelagem BPPM são apresentados na Figura 1. Objetos de Fluxo Tipo Representação Definição Tarefa: é uma unidade de trabalho, a tarefa a ser realizada. Atividades Subprocesso: indica que a atividade é um sub-processo e tem um nível inferior de detalhe. Início do evento: indica onde um determinado processo será iniciado. Evento Final: indica onde um processo vai acabar. Eventos Este objeto irá mostrar onde um fluxo de sequência deixa uma página. Este objeto irá mostrar onde um fluxo de sequência reinicia na próxima página. Timer: tempo específico, eventos cíclicos, intervalos de tempo 3

5 Gateway: é usado para controlar a divergência e convergência de sequência de fluxos em um processo. Determina a ramificação, bifurcação, mesclagem e união de caminhos. Gateway paralelo: são usadas para sincronização de fluxo paralelo. Ativa todos os caminhos de saída simultaneamente Gateways Gateway de Inclusão: pode ser usado para criar caminhos alternativos, mas também paralelos dentro de um Fluxo de processo. Ativa um ou mais caminhos. Gateway de exclusão (decisão): é usado para criar caminhos alternativos dentro de um fluxo de processo. Para uma determinada instância do processo, apenas um dos caminhos podem ser tomados. Objetos de Conexão Tipo Representação Definição Fluxo de sequência: conecta eventos, atividades e gateways. É usado para mostrar a sequência com que as atividades serão executadas em um processo. Sequence Flow Fluxo de mensagem: liga diagramas, conecta símbolos de mensagens para faixas participantes nas tarefas. É usado para mostrar o fluxo de mensagens entre dois participantes diferentes que enviam e recebem mensagem Associação: conecta objetos de dados para atividades ou eventos em diagramas de processo. É usado para associar dados, texto e outros artefatos com os objetos de fluxo. São usadas para mostrar as entradas e as saídas das atividades Swimlanes Tipo Representação Definição Pool Nome Pool: tem a representação gráfica de um container para a participação no processo de uns ou outros Pools. Representa um participante em um processo. Um participante pode ser uma entidade de negócio (ex: uma empresa) pode ser um papel de negócio (ex. vendedor, comprador, fabricante) NOME Nome Nome Lane: é uma subdivisão dentro de um Pool usado para organizar e categorizar as atividades. Representa uma função de negócio ou um papel de negócio Artefatos Tipo Representação Definição 4

6 Grupo: é usado para agrupamento de atividades e tarefas, também pode ser usado com objetivo de documentação ou de análise. Artefatos Objeto de dados: utilizado para representar documentos (por ex.: fatura, nota fiscal, ordem de serviço, requisição, e etc). Text Anotações: fornece informações adicionais e comentários para o leitor de um diagrama BPMN. Figura 1: Elementos Básicos da Modelagem BPMN Fonte: Lima (2014) Modelagem de Processos na Logística Humanitária A literatura que aborda a logística humanitária ainda é muito recente e são poucos os trabalhos que relatam aplicações de modelagem de processos. Quatro importantes contribuições foram selecionadas e estão resumidamente descritas a seguir. Tufinkgi (2006) descreve processos de modelagem logística em desastres desenvolvendo um Modelo de Processo Logístico de Socorro em Catástrofes Internacionais. O modelo de Tufinkgi faz uma descrição de todo o domínio da logística na gestão de desastres. Um dos pontos destacados refere-se à estrutura de rede. O autor afirma que configurações de estrutura de redes mais eficientes e eficazes poderiam melhorar as deficiências no sistema atual. McGuire (2006) desenvolveu um quadro para gestão da cadeia de suprimentos de produtos de saúde fornecidos como assistência humanitária em emergências complexas. A estrutura é um sistema de apoio à decisão para a logística e gestão da cadeia de abastecimento que pode ser aplicado a programas específicos de saúde de uma determinada organização humanitária em um contexto específico. Blecken (2010) apresentou um modelo denominado Reference Task Model (RTM) aplicado à Logística Humanitária. O RTM visa padronizar as tarefas de verificação, aquisição, estoque e transporte, relacionadas à logística humanitária e diferencia essas tarefas, hierarquicamente, em tempos de planejamento: estratégico, tático e operacional. Lima (2014) apresentou uma metodologia para o desenvolvimento da modelagem de processos em operações humanitárias referentes à função aquisição na coordenação de materiais para eventos em desastres naturais. A abordagem evidencia a integração de ferramentas para os fluxos de trabalhos e processos utilizando um modelo de referência de tarefas para a logística humanitária na linguagem BPMN. 3. METODOLOGIA E CONSIDERAÇÕES INICIAIS DO MODELO Segundo as classificações de pesquisa apresentadas por Gil (1991), este artigo se caracteriza como pesquisa aplicada, no que diz respeito à sua natureza. Quanto à abordagem do problema, se caracteriza como qualitativa. Do ponto de vista dos objetivos é considerada uma pesquisa exploratória. Entrevistas informais foram realizadas com integrantes da Defesa Civil (DC), com o intuito de auxiliar na definição das tarefas. Na Seção 3.1 são apresentadas as considerações realizadas pelos autores para promover o desenvolvimento de um modelo genérico, tomando-se como base os desastres naturais que ocorrem frequentemente no Vale do Itajaí, no estado de Santa Catarina. 5

7 3.1. Considerações Iniciais do Modelo A Figura 2 apresenta um diagrama esquemático do modelo de centrais de assistência humanitária em relação às suas respectivas fases de atuação e tarefas. Figura 2: Modelo de Centrais de Assistência Humanitária Como pode ser visto na Figura 2, o modelo proposto apresenta dois tipos de centrais: a permanente e as temporárias. A central permanente atua nas fases de preparação e resposta e tem que realizar as tarefas de planejamento, aquisição, estoque e transporte. Já as centrais temporárias, são instaladas apenas na etapa de resposta para atuar como abrigo, distribuição de medicamentos e suprimentos. Nas próximas subseções serão dados maiores detalhes que ajudarão a compor a modelagem de processos Central Permanente Este modelo considera que a central permanente possui localização fixa já estabelecida, assumindo o papel de um centro logístico regional. Na literatura internacional, o nome dado à central permanente adotada nesta proposta é armazém de pré-posicionamento (pré-positioning warehouse). Centrais de pré-posicionamento requerem nível de estoque de suprimentos para atendimento emergencial com rapidez e confiabilidade. Neste modelo, considerou-se que suprimentos são alimentos, produtos de higiene, materiais de primeiros socorros, medicamentos, entre outros. A necessidade de uma organização (governamental ou não-governamental) que faça o planejamento das operações em situações de desastres é um fator indiscutível. Para a boa coordenação entre a central permanente e as centrais temporárias é desejável organizar um eficiente sistema de distribuição, bem como deve-se considerar a coordenação entre outras centrais permanentes. Neste modelo, funções secundárias são atribuídas à central permanente, que consistem em consolidar doações de diversas origens, armazená-las, selecioná-las e distribuí-las para as centrais temporárias; separar as doações que não são apropriadas (produtos violados ou não próprias para consumo); transferir as cargas para os modais adequados, dando continuidade à distribuição Centrais Temporárias De acordo com a literatura sobre desastres, tem-se um consenso de que as primeiras 72 horas 6

8 após a ocorrência do desastre são cruciais. A este período, denomina-se etapa de Resposta. Esta etapa consiste de uma avaliação da situação dos locais atingidos pelo desastre, visando a elaboração de planos de ação e coordenação ágil e flexível. Na etapa de resposta ao desastre, centrais temporárias devem ser localizadas para atender às necessidades das pessoas atingidas pelo desastre. As centrais temporárias podem assumir as seguintes funções: abrigo para pessoas que tiveram suas resistências atingidas ou destruídas; central de suprimentos de medicamentos e central de suprimentos alimentícios. Uma vez que a central temporária encontra-se instalada (localização definida), uma série de tarefas deve ser desenvolvida para dar atendimento às vítimas do desastre. A primeira tarefa da consiste em promover a adaptação do local que funcionará como abrigo. Em seguida, deve-se receber os kits para acomodação de solteiros enviados pela central permanente e então proceder a instalação de pessoas desabrigadas. Neste modelo, considerou-se que as centrais temporárias devem receber os kits de suprimentos emergenciais e medicamentos, controlar a entrega desses kits e elaborar pedidos de reabastecimento Fonte de Obtenção de Dados para o Modelo Os dados utilizados para a elaboração deste modelo foram obtidos por meio de entrevista estruturada aplicada aos especialistas em desastres que fazem parte da Defesa Civil do Estado de Santa Catarina e do Estado do Paraná, bem como ao material impresso e digital disponibilizado pela Defesa Civil. Complementarmente, foram realizadas pesquisas nos meios de divulgação científica, informações veiculadas na imprensa, informações disponíveis no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e ainda foi possível contar com a ajuda de pesquisadores de instituições de ensino brasileiras Delimitações As delimitações deste estudo de acordo com as fases do desastre, tipo de desastre, origem do desastre, intensidade do desastre e tipo de ajuda humanitária necessária apresentam-se descritas conforme segue: Fases do Desastre: preparação e resposta; Tipo do Desastre: eventos de início súbito e gradual; Origem: desastres naturais; Intensidade do Desastre: médio e grande; Abrangência da Assistência Humanitária Necessária: local, regional e nacional. De um modo geral, os desastres que fazem parte do escopo deste projeto são aqueles em que são decretadas: Situação de Emergência que possuem reconhecimento pelo poder público de sistema anormal provocado por desastres, causando danos que são superáveis pela comunidade; Situação de Calamidade Pública que possuem reconhecimento pelo setor público de sistema anormal provocado por desastres, causando sérios danos à comunidade afetada inclusive à vida de seus integrantes (DEFESA CIVIL, 2014) Modelo de Coordenação de Resposta ao Desastre Este modelo contempla a coordenação da cadeia de suprimentos humanitária, estabelecendo os níveis hierárquicos, os atores e suas respectivas áreas de atuação operacional. As Situações 7

9 Emergenciais podem requerer ajuda em nível regional, a qual envolve o Governo Estadual, lideranças municipais, Organizações Não Governamentais (ONG), empresas públicas ou privadas, a sociedade civil e ainda pode contar com a ajuda de outros estados. Já, os desastres em que são decretadas Situação de Calamidade Pública requerem, além da ajuda descrita para Situações Emergenciais, a ajuda do Governo Federal. O modelo considerado para a coordenação da fase de resposta ao desastre está representado na Figura 3. Figura 3: Modelo de Coordenação de Resposta Este modelo de coordenação deve contribuir para a modelagem de processos na linguagem BPMN, visando propiciar a colaboração mútua entre os atores, tal que resulte na otimização dos recursos, autonomia dos atores para atuar em campos distintos, padronização de tarefas e, principalmente, o compartilhamento de informações. Após a definição dos elementos que irão compor a modelagem de processos, estas serão sistematizadas na representação do modelo de integração utilizando a linguagem BPMN. 4. BPMN APLICADO ÀS CENTRAIS DE SUPORTE A SITUAÇÕES EMERGENCIAIS A estrutura de construção do modelo aplicado às centrais de suporte a situações emergenciais consiste em integrar as informações descritas na seção anterior na forma de um modelo de referência de tarefas e construir o modelo de integração por meio da linguagem BPMN. Os processos são definidos seguindo a hierarquia de tarefas propostas na seção anterior e a validação do modelo se dará de forma empírica, visto que ainda não foi desenvolvida uma aplicação para o modelo proposto. A Figura 4 apresenta a modelagem BPMN para o problema de referência de tarefas de centrais permanente de suporte a situações emergenciais na fase de preparação ao desastre. Como pode ser visto na Figura 4, o processo está relacionado ao centro logístico regional. Na tarefa de planejamento realizam-se a missão da central, o planejamento estratégico, o planejamento de emergência e formação de equipes. Na tarefa de aquisição realizam-se o desenvolvimento de kits, a padronização dos itens, o estabelecimento de parceria com fornecedores e a manutenção de um registro de preços. Na tarefa de estoque realizam-se o planejamento do tamanho dos estoques, desenvolvimento de um sistema de informações para controlar os estoques, estabelecimento de medidas de retorno de itens não conformes, descarte ou repasse de itens em estoques que se aproximam do vencimento. Na tarefa de transporte realizam-se o planejamento da estratégia de transporte (frota própria, terceirizada, entre outras possibilidades), planejamento da consolidação de cargas, definição dos modais e das rotas. 8

10 Figura 4: Modelo BPMN para a Central Permanente na Fase de Preparação A Figura 5 apresenta a modelagem BPMN para o problema de referência de tarefas de centrais permanente e temporárias de suporte a situações emergenciais na fase de resposta ao desastre. De acordo com a Figura 5, tem-se como pano de fundo a etapa de resposta e dois processos que estão relacionados ao centro logístico local. No processo referente à etapa de planejamento, a central permanente realiza a avaliação do local do acidente, a avaliação da capacidade do local de atendimento, previsão da demanda e a coordenação do grupo de apoio que irá atuar no desastre. Esta tarefa está integrada com a tarefa da central temporária destinada a promover a adaptação do local destinado como abrigo. Em seguida, realizam-se a recepção dos kits para instalação de solteiros. Ressalta-se a importância dos kits para solteiros, pois segundo especialistas da DC, estes kits facilitam o transporte, acomodação e armazenagem, devido ao seu tamanho e volume. Simultaneamente, dá-se prosseguimento à instalação de pessoas desabrigadas. No processo referente às tarefas de aquisição e transporte na central permanente realizam-se as atividades relacionadas à mobilização de fornecedores, a 9

11 definição de prioridades, validação de pedidos, definição de itens não contemplados e aquisição de itens de alívio. Esta tarefa de aquisição está integrada com as tarefas de transportes, em que tem-se como atividades: montagem de kits, rotulação de mercadorias, descarte de doações não-conformes, transporte e rastreamento de mercadorias. Estas tarefas estão coordenadas com a tarefa de distribuição da central temporária, que consistem em realizar o recebimento dos kits de medicamentos e/ou kits de suprimentos emergenciais para então ter o controle das entregas dos kits e elaboração de pedidos de reabastecimento, finalizando assim o processo. Figura 5: Modelo BPMN para as Centrais Permanente e Temporárias na Fase de Resposta 10

12 A modelagem BPMN apresentada nas Figuras 4 e 5 proporciona uma visão sistêmica dos processos referentes às centrais temporária e permanente nas etapas de preparação e resposta ao desastre aplicada a centrais de suporte para situações emergenciais no contexto da logística humanitária. Assim, torna-se possível identificar o encadeamento das atividades das centrais integrando as tarefas logísticas e as etapas do desastre. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os problemas no campo da logística humanitária estão inseridos em um cenário caracterizado como caótico, de grande imprevisibilidade, no qual as decisões devem dinâmicas e em tempo real, exigindo das organizações humanitárias uma visão sistêmica de seus processos para melhorar o entendimento de toda sua estrutura e, deste modo, buscar a melhoria dos resultados das ações de resposta a desastres. Visto que a literatura sobre logística humanitária ainda é muito recente, ainda faltam estudos que considerem a integração de processos relacionados a pessoas, informações e suprimentos de alívio ao desastre. Neste contexto, a proposição deste artigo consistiu em apresentar sequência de tarefas de forma a fazer uma abordagem a modelagem de processos aplicada às centrais de suporte para situações emergenciais no contexto da logística humanitária. A obtenção de informações para a modelagem de processos foi realizada por meio de entrevistas com especialistas da Defesa Civil do estado de Santa Catarina. Deste modo, a modelagem proposta teve como referência os desastres naturais de Santa Catarina, porém, procurou-se criar uma modelagem genérica, tal que possibilite a adequação para outras situações de desastres naturais em localidades distintas. A metodologia BPMN foi utilizada para a modelagem e foi possível concluir que houve uma contribuição para estruturar e integrar os processos, estabelecer as relações de colaboração, possibilitando estabelecer cooperação e aprendizado entre as centrais permanente e temporária. Os resultados apresentam-se como uma ferramenta gráfica, que permite fácil entendimento e simplicidade para futuras operacionalizações em preparação e resposta a desastres. Deste modo, os impactos esperados podem ser refletidos em termos de padronização dos processos, profissionalização da cadeia humanitária, redução do tempo de resposta e minimização dos impactos à sociedade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BALCIK, B., BEAMON, B. M. (2008). Facility location in humanitarian relief. International Journal of Logistics: Research and applications. 11(2), pp BALDAM, R., VALLE, R, PEREIRA, H., HILST, S., ABREU, M., SOBRAL, V. (2014). Sistemas avançados de gestão da produção. Disponível em Acesso em: julho/2014. BLECKEN, A. (2010). Supply chain process modeling for humanitarian organizations. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management.40 (8/9), pp CAUNHYE, A. M., NIE, X., POKHAREL, S. (2012). Optimization models in emergency logistics: A literature review. Socio-Economic Planning Sciences, 46, pp CHINOSI, M., TROMBETA, A. (2012). BPMN: An introduction to the standard. Computer Standards & Interfaces, v. 34, pp DEFESA CIVIL (2014). Disponível em Acesso em fevereiro de GIL, A. C. (1991). Como Elaborar Projetos de Pesquisa. Editora Atlas. São Paulo. HADDOW, G. D., BULLOCK, J. A., COPPOLA, D. P. (2011). Introduction to Emergency Management. 4th Edition. Elsevier. JURIC, M. B.; Sasa, A.; Rozman, I. (2009). WS-BPEL extensions for versioning. Information and Software Technology, v. 51, n. 8, p LIMA, F. S. (2014). Logística Humanitária: Modelagem de processos para a fase de aquisição na resposta a 11

13 desastres. Tese. Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas. Florianópolis, SC. MCGUIRE, G. A. (2006). Development of a supply chain management framework for health care goods provided as humanitarian assistance in complex political emergencies. PhD Thesis, Wirtschaftsuniversität Wien, Vienna. MEIRIN, H. (2005) Logística Humanitária e logística empresarial. Disponível em: Acesso em: abril/2010. OLORUNTOBA, R., GRAY, R. (2006). Humanitarian aid: an agile supply chain?, Supply Chain Management, 11 (2), pp THOMAS, A. (2004).Elevating humanitarian logistics. International Aid & Trade Review. TOMASINI, R. M., WASSNHOVE, L. N. V. (2009). From preparedness to partnership: case study research on humanitarian logistics. International Transactions in Operational Research, 16, pp TUFINKGI, P. (2006). Logistik im kontext internationaler katastrophenhilfe: Entwicklung eines logistischen referenzmodells für katastrophenfälle. Ed. Haupt Verlag. Bern. Stuttgart Wien. 12

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