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2 APRESENTAÇÃO Na era da globalização, competitividade é uma questão de sobrevivência. Porém, o foco desta competitividade não se resume ao produto/serviço oferecido, pois o conceito de qualidade na sociedade atual é mais amplo, abrangendo questões subjetivas variáveis de acordo com o público alvo. Desta forma, a qualidade dos produtos deixa de ser um diferencial, tornando-se o mínimo esperado pelo cliente. Assim, para serem um diferencial no mercado, as empresas procuram oferecer o produto certo, na hora certa e com preços aceitáveis, buscando atualização constante naquilo que oferecem. O estudo da Logística busca criar uma compreensão mais abrangente em relação ao papel dos estoques das organizações, integrando processos de compra e gerenciamento em prol dos objetivos organizacionais.

3 PERFIL DE CONCLUSÃO O curso de Logística e Marketing visa a formação de um profissional capaz de lidar com as rotinas aquisição, estocagem e distribuição de recursos patrimoniais, desde matérias-primas até produtos acabados, partindo do ponto de origem até o ponto de consumo, com objetivo de atender às exigências dos clientes. Ao final do Curso o aluno estará apto a trabalhar com: Conhecer melhor o mercado de trabalho Aplicar conceitos de administração estratégica Desenvolver conceitos e práticas mercadológicos Analisar o ambiente e o mix de Marketing Planejar e Efetuar compras Controlar o estoque Realizar cálculos de demanda Fazer a análise ABC Trabalhar com o conceito de Just in time Conhecer os tipos de armazéns Controlar as rotinas do almoxarifado Desenvolver a armazenagem Utilizar o PEPS Realizar inventário físico Conhecer os tipos de equipamentos de movimentação de materiais Calcular custos de armazenagem Escolher os modais de transportes mais convenientes Administrar um canal de distribuição

4 Prefeito de Guarulhos Sebastião Almeida Secretária de Relações do Trabalho Maria Helena Gonçalves Gestor de Departamento José João Macedo Gerente Técnico de Qualificação Profissional Luciano Felintro da Silva Gerente II de Qualificação Profissional Sandra de Mauro Coordenadora Pedagógica Geral Isabel Cristina Bonome Coordenação Geral do CTMO Joildo Souza Silva Coordenação Pedagógica do CTMO Luciene Débora Santos Celes Duarte Educador Max Clayton Marques

5 SUMÁRIO MÓDULO 1: MARKETING PARA LOGÍSTICA PROPOSTA DO CURSO E CONCEITO DE LOGÍSTICA ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA MERCADOLOGIA MIX DE MARKETING MÓDULO 2: COMPRAS COMPRAS DEMANDA ANÁLISE ABC MÓDULO 3: ESTOQUES ARMAZENAGEM DESENVOLVIMENTO DA ARMAZENAGEM MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS CUSTOS DE ARMAZENAGEM MÓDULO 4: TRANSPORTES TRANSPORTES TIPOS DE TRANSPORTE CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO BIBLIOGRAFIA... 57

6 5 MÓDULO 1: MARKETING PARA LOGÍSTICA

7 6 1. PROPOSTA DO CURSO E CONCEITO DE LOGÍSTICA A Logística é a área da gestão que se responsabiliza pela provisão de recursos, equipamentos e informações, visando à execução das atividades de uma empresa, administrando os recursos materiais, financeiros e pessoais e gerenciando a compra e entrada de materiais, o planejamento de produção, o armazenamento, o transporte e a distribuição dos produtos, monitorando as operações e gerenciando informações. Planeja, programa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semiacabados e produtos, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com objetivo de atender às exigências dos clientes. As atividades da logística abrangem o processamento de pedidos, o transporte, a movimentação, a armazenagem de materiais e os canais de distribuição, buscando providenciar bens e/ou serviços no lugar, tempo e condição mais propícias e com os menores custos para o cliente MERCADO DE TRABALHO A Logística oferece um mercado crescente e em constante valorização, devido aos investimentos da iniciativa privada e do poder público em prol de ampliar a capacidade das empresas e melhorar a infraestrutura nacional, sobretudo na área de transportes. Assim, o mercado valoriza profissionais com formação específica na área, o qual será responsável pelo armazenamento e transporte de produtos, de forma segura e econômica, visando buscar alternativas que melhorem o setor de transportes da empresa. A área de trabalho envolve empresas de transportes de carga, operações e planejamento logístico, empresas de importação e exportação, distribuidoras de produtos e redes logísticas, além de atuar em setores de suprimentos e planejamento de operações em empresas de manufatura, refinarias, construção civil, hospitais, bancos, comércios, instituições de ensino e outros tipos de organização SISTEMA DE AVALIAÇÃO E FREQUÊNCIA Para ser certificado no curso de Logística e Marketing, o aluno deverá assistir a, no mínimo, 75% das aulas, inclusos filmes, visitas técnicas ou culturais e pesquisas que lhe sejam propostas. A avaliação do aluno é contínua, abrangendo a participação efetiva nas aulas, nas atividades propostas, sejam individuais ou em grupo, na realização de exercícios e testes práticos ou teóricos, sem intuito de aprovação ou reprovação,

8 mas para análise do aproveitamento do conteúdo, tanto para aluno quanto para o educador TRABALHO DE CONCLUSÃO Desde as primeiras aulas, será proposto o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), que se resume em um modelo de empresa que leve em consideração o conteúdo mercadológico e logístico estudado ao longo das aulas. Este deverá, sem exceções, ser realizado em grupos e apresentado pelos integrantes em data préestabelecida.

9 8 2. ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA Ao trabalhar Estratégia de Negócios, a figura do empreendedor é fundamental. Empreendedor é a pessoa que, com iniciativa e inovação, inicia um negócio ou projeto de trabalho, assumindo riscos e responsabilidades; as empresas de sucesso têm, em seu quadro de colaboradores, pessoas com perfil empreendedor, que trabalham suas carreiras com um propósito de intraempreendedorismo ADMINISTRAÇÃO Administrar vem do latim ad, tendência para e minister, subordinação ou obediência. A tarefa da administração é interpretar os objetivos da organização e transformá-los em ação organizacional por meio de planejamento, organização, direção e controle. Administrar é realizar coisas através de pessoas. Assim, a gestão de pessoas é de extrema importância para a boa administração empresarial. A administração é um sistema estruturado que une princípios, funções e regras visando alavancar o processo de planejamento de situações futuras e o controle de produtividade, direcionando a organização dos recursos para atingir os resultados esperados ESTRATÉGIA Do grego stratègós (stratos: exército e ago: comando), a palavra estratégia tem origem militar e foi apropriada para os negócios. A melhor definição de estratégia é a compreensão desta como a maneira adequada para alcançar os resultados da empresa através de objetivos e metas ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA A administração estratégica traça uma visão de futuro para a empresa, definindo com clareza sua atuação, prevendo possíveis reações às ações empreendidas e direcionando a empresa ao crescimento almejado e buscando em longo prazo - a direção e a organização dos recursos empresariais da forma mais adequada ao ambiente e às relações interpessoais. Uma faceta importante da administração estratégica diz respeito à gestão de Recursos Humanos. Terminologias como operário, trabalhador e funcionário são substituídas por colaborador. O operário deixa de ser apenas a mão-de-obra e

10 assume um papel humano que contribui no sucesso da organização. Esta é a administração participativa, que abre a empresa para ouvir e avaliar as iniciativas dos colaboradores, aproveitando a criatividade de seu capital intelectual PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO É um processo gerencial que permite estabelecer um direcionamento para a organização, é um processo que instrumentaliza a resposta que a organização precisa apresentar diante de um contexto de mudanças. Trata-se de uma formulação dos objetivos em longo prazo - para a criação de planos de ação e execução dos mesmos, considerando condições internas e externas, além da evolução esperada. Para estabelecer o planejamento estratégico, há cinco atividades envolvidas: 1) Definição dos valores, missão e visão da companhia; 2) Análise da situação; 3) Formulação dos objetivos; 4) Formulação de estratégias; 5) Implementação, feedback e controle VALORES, MISSÃO E VISÃO Valores são as qualidades adquiridas ao longo do tempo. São esforços, marcas reconhecidas em suas operações como tradição, qualidade, excelência. Missão é a razão de ser da organização, o papel que ela desempenha na sociedade e que justifica sua existência. É a diretriz de ordem superior e que permite alcançar a visão de futuro da organização. Visão de futuro deve refletir a imagem que o líder pretende para a sua organização nesse futuro. Não se resume a frases de efeito, mas o desejo sincero do empreendedor. Todos os esforços da organização visam alcançar esta visão.

11 10 3. MERCADOLOGIA Atualmente, a sociedade está rodeada de uma diversidade imensa de produtos e serviços. Logo pela manhã, o cidadão acorda ao som de um rádio relógio LG. Levanta-se e, no banho, utiliza um sabonete Dove. No café da manhã, uma xícara de café Melitta misturada com leite Parmalat e uma colher Tramontina de açúcar União. Ao escovar os dentes, passa o creme dental Colgate na escova de dente Oral-B; veste sua camisa Dorinhos e sua calça M.officer, acompanhadas por um tênis Nike e um celular Nokia e, por fim, entra no ônibus para o trabalho, um Mercedes Benz. As escolhas dentro dessa grande variedade de produtos são movidas pela força que as ações do mercado exercem sobre os consumidores. A Mercadologia é a ciência que estuda os mercados, sendo conhecida como Marketing (inglês: market = mercado e ing = sufixo que indica ação). Assim, a mercadologia é a ciência que estuda as forças ativas do mercado, a relação entre consumidor e fornecedor que é regida por objetos tangíveis e intangíveis, como dinheiro, crédito, desejos e necessidades MERCADO Mercado é o espaço onde as pessoas realizam trocas de bens e valores. Representa as relações entre consumidores e fornecedores. O estudo da mercadologia tem interessado empresas e Instituições orientadas pelo marketing, pois a partir do estudo aprofundado, estas passam a conhecer melhor seu mercado e seus clientes, através de pesquisas e diagnósticos dos seus comportamentos, obtendo êxito em suas operações comerciais. O estudo do marketing é bastante recente em comparação às ações mercantis, por se tratar de atividades primitivas desenvolvidas pelo homem. Mas, mesmo abordando a troca, uma das atividades mais antigas do homem, o estudo do marketing ganhou destaque em meados do século XX com o intuito de prover conhecimento sobre os relacionamentos comerciais existentes, que não eram contemplados pelas teorias econômicas, o que ocasionou a dissociação de sua matriz geradora, a economia.

12 3.2. MARKETING Secretaria do Trabalho 11 Ao contrário da opinião popular, marketing não se restringe à propaganda ou vendas. Vender é apenas uma ação de marketing e, para concretizar esta ação, é necessário a identificação dos consumidores (de suas necessidades e desejos) e o desenvolvimento do produto certo que vise à pessoa certa, com o preço condizente, no lugar e no momento ideais. Assim, marketing é um processo que visa ao planejamento e à implementação de estratégias de promoção, venda e distribuição de bens ou serviços em mercados onde os indivíduos sejam atendidos em suas necessidades, conhecidas por eles ou não, através da criação e troca de valores tangíveis ou intangíveis, de forma que os envolvidos na relação fiquem satisfeitos. Deste princípio surge a necessidade do estudo de marketing pelo profissional de logística, que atua desde a aquisição até a distribuição de produtos e serviços, buscando atender ao cliente da forma mais satisfatória, tendo em vista os fatores que determinam as atitudes de procura por produtos ou serviços: Necessidades: encerram um conceito do marketing. Um estado de privação ou limitação desencadeará a busca pela satisfação, como a sede, a fome, o frio. Desejos: necessidades moldadas pela cultura e características individuais, como sede por cerveja ou refrigerante, fome com desejo por hambúrguer O AMBIENTE DE MARKETING O ambiente de marketing é constituído por forças externas (macroambiente) e internas (microambiente) que afetam a capacidade das empresas em administrar, desenvolver e manter relacionamentos com seus consumidores e fornecedores. De acordo com o ambiente podem surgir oportunidades e ameaças a serem administradas, que podem representar o sucesso ou o fracasso, dependendo do aproveitamento das informações e da disposição em aceitá-las. É um diferencial da área de marketing perceber as mudanças como oportunidades, bem como a identificação das principais mudanças impostas pelo mercado, pesquisas de tendências, oportunidades e ameaças à política de marketing da empresa. Macroambiente (Ambiente Externo): As organizações operam em um macroambiente onde todas as forças são ativas e de ordem superior às suas vontades e desejos, portanto não podem ser controladas, mas observadas e, de acordo com a política da empresa, ajustadas às suas necessidades, pois podem configurar oportunidades ou ameaças. Alguns exemplos de forças externas que

13 atuam sobre determinados ambientes: demográficas, naturais, culturais, políticolegais, econômicas e tecnológicas. 12 Microambiente (ambiente interno): A administração de marketing de uma empresa deve atrair clientes e procurar relacionar-se com eles, através do oferecimento de valor e de satisfação. A empresa não deve apenas oferecer produtos, mas soluções para necessidades e desejos. Para que isso seja possível, é necessário que a empresa mobilize uma série de agentes atuantes no seu microambiente, como a própria empresa, os seus fornecedores, os seus intermediários, os seus clientes e até os seus concorrentes.

14 13 4. MIX DE MARKETING É possível perceber a presença do marketing em todos os lugares: nos shoppings, na TV, na caixa de s, nas páginas da internet, nas escolas, no trabalho, em casa, enfim. O processo de marketing visa estreitar os relacionamentos entre empresa e consumidor, de modo que aquela ofereça o que este necessita e este pague pela necessidade ou desejo satisfeito. Os elementos do composto de marketing o mix de marketing são os meios pelos quais as necessidades dos consumidores são atendidas. O marketing envolve as competências da empresa, as exigências dos clientes e o ambiente de marketing. Estas competências podem ser gerenciadas pelos profissionais de marketing, através do controle dos elementos do mix de marketing, os 4 Ps: Produto: os produtos vendidos; Preço: a política de estabelecimento de preços; Praça: os métodos de distribuição Promoção: a forma de se promover o produto PRODUTO A livre concorrência possibilita aos consumidores a comparação da grande diversidade de produtos no mercado. Dentre os 4 Ps, o produto é o mais importante. Todas as ações de marketing giram em torno dele e do que ele representa para a empresa e para o mercado. O produto é definido como um agregado de atributos físicos, simbólicos e de serviços, concebidos para atender a necessidade ou desejos dos clientes de forma satisfatória, seja através de itens tangíveis, serviços ou ideias. A empresa pode agregar valores à venda, elevando o nível dos produtos. Abaixo, alguns tipos de produtos quanto ao valor agregado: Produto básico: benefícios agregados à versão básica do produto. Um CD é adquirido para ouvir músicas; um cobertor para aquecer. É o mínimo que se espera de um produto. Produto ampliado: inclui benefícios extras na compra. Um computador traz benefícios básicos como programas, entretenimento e informação, além de

15 benefícios extras como garantia e assistência técnica. Com o tempo, os adicionais se tornam normais e básicos. Produto real ou esperado: são os benefícios que os consumidores estão acostumados a receber com o produto. A diferença entre o produto real e o ampliado é o que fará a diferença para o consumidor. É o algo a mais. Produto diferenciado: é um esforço do marketing para tornar um produto único. Através de pesquisas de mercado, é possível identificar as expectativas dos compradores sobre pontos que podem ser adicionados ao produto causando diferenciação. Por exemplo, um carro com opcionais personalizados integrados ou que seja vendido com seguro pago por determinado período. 14 Componentes de um produto: Marca: Marcas constituem fatores importantes de diferenciação, pois são associadas pelos compradores a uma série de atributos, com base nas informações recebidas ou em experiências reais. É através das marcas que a empresa cria lealdade dos clientes, quando associada à qualidade. Uma marca deve ser fácil de pronunciar, como Tang, caracterizar a qualidade do produto como Qualy ou revelar seus benefícios, como Bombril. Existem marcas de família, nas quais a empresa usa o nome de família para todos os produtos, como fazem a Sadia e a Arno, e as marcas individuais, nas quais a empresa utiliza marcas diferentes para cada produto, como faz a Unilever. Embalagem: facilita o uso e a armazenagem, protegendo o produto, dando instruções sobre a qualidade, quantidade, modo de usar, além de ser uma ferramenta de marketing, pois pode induzir o consumidor à compra e facilita o reconhecimento do produto. Rótulo: pode ser uma etiqueta que é presa ao produto ou uma peça gráfica complexa que integra à embalagem. Identifica o produto, mostra a marca e classifica o produto de acordo com o segmento a ser atingido. Ciclo de vida dos produtos: a) Introdução: O produto é apresentado ao mercado através de um esforço de marketing intenso e focado, com o objetivo de estabelecer uma identidade clara e promover ao máximo o seu conhecimento. Nessa primeira fase, compras de teste e por impulso serão realizadas pelos clientes, iniciando um crescimento lento das vendas. O lucro é inexistente e a empresa deve ter visão de longo prazo, pois grandes despesas de lançamento são necessárias.

16 Estratégias para a fase de introdução: As estratégias para a fase de introdução do produto devem atender a uma matriz que compare precificação e força de comunicação: Penetração rápida: baixo preço e forte comunicação Desnatamento lento: alto preço e baixa comunicação (skimming lento); Desnatamento rápido: alto preço e alta comunicação (skimming rápido); Penetração lenta: baixo preço e baixa comunicação. 15 b) Crescimento: É o estágio no qual acontece uma rápida aceitação de mercado e uma melhora significativa no lucro. O mercado apresenta uma abertura à expansão que deve ser explorada, caracterizado por vendas crescentes. Neste estágio surgem os concorrentes e as ações de marketing devem buscar sustentação e constantes vendas. Estratégias para a fase de crescimento: Melhoria da qualidade e adição de novas características; Acréscimo de novos modelos e produtos de flanco; Entrada em novos segmentos de mercado; Aumento da cobertura de mercado e novos canais de distribuição; Mudança do apelo de propaganda de conscientização para preferência do produto; Redução de preços para atrair novos consumidores; Segmentação demográfica. c) Maturidade: É o estágio no qual acontece a redução no crescimento das vendas, devido ao fato do produto já ter sido aceito pela maioria dos consumidores potenciais. Alguns concorrentes começam a deixar o mercado, a velocidade das vendas é reduzida e o volume destas se estabiliza. O lucro estabiliza-se até entrar em declínio graças ao aumento das despesas de marketing em defendê-lo da concorrência. Nesta fase, os consumidores fiéis repetem suas compras. Estratégias para a fase de maturidade: Modificação do mercado Expansão dos consumidores Expansão da taxa de consumo Modificação do produto Melhoria da qualidade, das características e do estilo (design) Modificação do composto de marketing: preço, distribuição, propaganda, promoção de vendas, venda pessoal, marketing direto, serviços e marketing de relacionamento.

17 d) Declínio: Este estágio é percebido quando ocorre forte queda nas vendas e no lucro. Pode ser causado pela competição, por condições econômicas desfavorecidas, por mudanças nas tendências, etc. É o momento de desaceleração, eliminação ou revitalização, com a introdução de um novo produto/serviço e seu próprio ciclo de vida. 16 Estratégias para a fase de declínio: Identificar, manter, modificar ou abandonar os produtos fracos; Retrair seletivamente; Recuperar ao máximo; Desacelerar rapidamente PREÇO Preço é o volume de dinheiro cobrado por um produto e/ou serviço. É o valor em dinheiro, bens ou serviços que deve ser dada para se adquirir a propriedade ou uso de um produto. O preço é o único componente do mix de marketing que gera receita e é um dos principais elementos na determinação da participação de mercado de uma empresa e de sua rentabilidade. Nesta faceta do mix de marketing, é necessária a definição do preço mais conveniente para o produto, incluindo descontos e financiamentos, tendo em vista o impacto não apenas econômico, mas também psicológico de uma precificação. O profissional de marketing deve cuidar da lista de preços e passar aos vendedores os descontos por quantidades adquiridas e, principalmente, se o preço será competitivo diante da concorrência. Para o cliente, o preço deve oferecer a melhor relação entre custo e benefício. São estratégias de marketing para o preço: alterar preços, prazos ou condições para grupos de produtos; adotar políticas diferenciadas para mercados diferenciados; estabelecer políticas de descontos PRAÇA O P de praça também é conhecido como ponto-de-venda ou canal de distribuição e pode ser descrito como uma rede organizada de órgãos e instituições que, em combinação, executam todas as funções necessárias para ligar os fabricantes aos usuários a fim de realizar a tarefa de marketing. De uma forma mais simples, distribuição em marketing significa disponibilizar o produto ou serviço ao cliente da forma mais fácil e conveniente para ser adquirido.

18 O produto desejado, com um preço justo, deve estar acessível ao cliente, isto é, num local onde ele possa comprá-lo no momento em que desejar. As decisões de canais de distribuição afetam diretamente as outras decisões da empresa e envolvem compromissos de longo prazo. Apesar de ser tão importante para as empresas, a distribuição ainda é um tema pouco trabalhado em relação aos demais elementos do composto de marketing, o que propicia um mercado atrativo para bons profissionais. Este é o elemento do mix de marketing mais importante para a logística: a definição dos canais de distribuição. Apesar disso, existem empresas que administram de forma eficaz a distribuição de seus produtos e esse acaba sendo seu maior diferencial competitivo. 17 Quer um produto seja música, um automóvel, uma garrafa de Coca-Cola, um computador pessoal, um relógio, um pão de forma ou qualquer outra coisa, de alguma forma ele precisará ser posto à disposição de, literalmente, bilhões de pessoas. (Rosenbloom, 2001, p. 296). São estratégias para a praça: mudar canais de distribuição; melhorar o nível de serviço ao cliente; melhorar o tempo de ressuprimento de estoque PROMOÇÃO A promoção refere-se aos diferentes métodos utilizados para promover o produto, a marca ou a empresa; inclui a propaganda, a publicidade, as relações públicas, a assessoria de imprensa, a venda pessoal e muito mais. Os profissionais de marketing usam estas variáveis para estabelecer um plano de marketing, o qual, para ser bem sucedido, deve traçar uma estratégia para os 4 Ps que reflita a melhor proposta de valor para os consumidores de um mercado-alvo bem definido. A administração de marketing é a aplicação prática deste processo. Propaganda é um item que está inserido dentro da promoção e juntas desempenham papel fundamental na criação de valor para o cliente. A propaganda se torna importante porque informa os clientes sobre os produtos e ativa a necessidade de comprá-los. Vale ressaltar que a propaganda influencia na escolha do consumidor, pois além de transmitir informações sobre os produtos, oferece informações sobre a empresa. A propaganda é necessária porque tem a capacidade de informar um grande número de clientes ao mesmo tempo e ajuda o consumidor a criar ou aumentar a percepção dos atributos dos produtos e dos pontos fortes da empresa. (...) a propaganda é uma das ferramentas mais comuns que as empresas usam para dirigir comunicações persuasivas aos compradores e públicosalvo. (Kotler, 1998, p.554)

19 Promoção de Vendas: utilizam ferramentas como cupons, concursos e prêmios e possuem três características distintas: Comunicação, que visa atrair a atenção dos consumidores; Incentivo, que visa estimular o consumo; e Convite, que objetiva convidar para uma transação imediata. São exemplos de promoção de vendas: o preenchimento de cupons para participação em sorteios; os consumidores que comprarem um valor superior a x reais estarão automaticamente concorrendo a prêmios. 18 Relações Públicas: Desenvolvimento de apelos junto ao consumidor, utilizando histórias da empresa ou da criação de produtos reconhecidos no mercado. Pode valer-se de institutos sociais e obras de caridade de que a empresa participa. Publicidade é toda comunicação que não é paga pela veiculação. Por exemplo, quando artigos sobre um produto são publicados em um jornal ou revista ou quando os simpatizantes do produto divulgam suas características. Mala direta: principal representante do marketing direto é uma forma de comunicação direta, dirigida a quem pretendemos informar sobre um produto ou serviço. Quanto mais personalizada a mensagem, maior será o impacto do destinatário ao recebê-la. Telemarketing: trata-se da utilização do telefone como ferramenta de marketing. Pode ser utilizado como forma de vender, comunicar, pesquisar ou prospectar clientes. Catálogo: ao mesmo tempo em que comunica a existência e os atributos de um produto, o catálogo é também uma forma de distribuição direta. Internet: utilização da rede mundial de computadores para comunicação e interligação virtual entre fornecedores e consumidores. Até agora não foi utilizado todo o potencial desta ferramenta, pois há desconhecimento por parte dos consumidores sobre o conjunto de recursos que ela pode oferecer. Vêm sendo utilizados s como forma de comunicação, com alguns casos de sucesso.

20 19 MÓDULO 2: COMPRAS

21 20 5. COMPRAS Na atividade de compras, os gestores fazem a ligação entre a empresa e seus fornecedores para adquirir materiais e serviços, ligados ou não à atividade principal da empresa. As quantidades compradas são, geralmente, muito altas, o que implica em buscar melhores preços, condições de pagamento, prazos de entrega e outras vantagens que a negociação propicie. Fatores como qualidade, quantidade, preço e prazo dos produtos interferem diretamente nas vendas. No comércio, as compras de mercadorias realizadas em melhores condições proporcionam venda mais rápida e rentável. O processo de compras - procurar, adquirir e receber mercadorias e insumos necessários à manutenção, funcionamento e expansão da empresa - são responsáveis por uma margem de 50% a 80% dos gastos da empresa e, portanto, causa grande impacto nos lucros ORDEM DE COMPRA Materiais e produtos adquiridos na quantidade e qualidade certas, com entregas rápidas e precisas, flexibilidade e preço correto resultam em maior eficiência e, consequentemente, em lucro. Os fatores que influenciam no momento certo de efetuar compras são a necessidade da empresa, a disponibilidade de verbas para a compra, as condições do mercado para oferecer os produtos e a demanda pelos mesmos. REQUISIÇÃO DE COMPRA EMPRESA: SECRETARIA DO TRABALHO RUA JOÃO GONÇALVES GUARULHOS, SP TELEFONE: DATA / / DEPARTAMENTO: REQUERENTE: Qtd. Descrição Marca Modelo Observações Autorizado:

22 Para uma melhor organização da função de compras, as empresas costumam adotar a padronização dos processos, de modo que os departamentos nos quais surgem necessidades de materiais devem encaminhar uma requisição de compras para o departamento responsável PLANEJAMENTO DE COMPRAS Depois da emissão da requisição, o responsável dá início ao processo de compras, selecionando fornecedores e solicitando orçamentos. Feito isso, é necessário que se faça uma análise criteriosa e que leve em conta a necessidade da empresa, que pode ser o preço baixo, a melhor condição de pagamento, a rapidez na entrega, a qualidade dos produtos, entre outras. Preço: Muitas vezes o preço mais baixo não é a melhor opção, uma vez que Fatores como qualidade, condições de pagamento e prazos de entrega devem ser analisados. Condições de pagamento: Critério importante, dependendo da condição financeira da empresa. Se o prazo para pagar for maior, o departamento tem mais tempo para se organizar, planejar vendas e preparar o caixa. Prazos de entrega: Se a entrega de determinado material atrasa, a produção ou a venda dos produtos será prejudicada, ocasionando cancelamento de vendas, pois o cliente dificilmente espera, visto as opções de compra que o mercado lhe oferece. Quantidade: Preços especiais ou benefícios inclusos em compras acima de determinada quantidade podem ser atrativos para a empresa em determinados momentos. Qualidade: Critério essencial a ser analisado, uma vez que a qualidade é fator determinante na fidelização de um cliente. Fornecedores: São parceiros da empresa, portanto, é necessário manter bom relacionamento com os mesmos. Orçamento: Devem ser solicitados, pelo menos, três orçamentos diferentes antes de fechar uma compra.

23 5.3. DOCUMENTOS DE CONTROLE DO ESTOQUE 22 Documento De Para Função Requisição de Solicitar a aquisição de determinado item Estoque Compras Compra para a reposição do estoque. Requisição de Solicitar a fabricação de determinado item Estoque Produção Fabricação para a reposição do estoque. Solicitar informação sobre as condições de Pedido de Compras Fornecedores fornecimento de determinado item (preço, Cotação prazo, etc). Proposta ou Informar à empresa compradora as Fornecedores Compras Cotação condições de fornecimento. Pedido de Compra Compras Fornecedor Nota Fiscal Fornecedor Estoque Requisição de Material Solicitação de Inspeção Liberação para Consumo Usuário Estoque Controle de Qualidade Estoque Controle de Qualidade Estoque Solicitar a entrega de item ao fornecedor que melhor atender às condições de fornecimento. Formalizar, por meio de um documento legal, a entrega do pedido de compra. Formalizar o pedido de retirada de determinada quantidade de um item em estoque para consumo da empresa. Solicitar inspeções e ensaios para a verificação dos requisitos especificados do produto entregue, quando necessário. Informar a conformidade ou não do produto entregue aos requisitos especificados ROTATIVIDADE DOS PRODUTOS É necessário analisar periodicamente os tipos de produtos ou mercadorias que se compra. Nas empresas industriais, é necessário analisar os tipos de matérias-primas e insumos a partir das linhas de produtos fabricados pela empresa. Nas prestadoras de serviços, a análise é baseada em função dos tipos de serviços prestados pela empresa. No comércio, analisar que tipos de mercadorias estão sendo compradas é uma questão difícil e complexa. De modo geral, a classificação das mercadorias de um comércio é feita de acordo com a rotatividade de seus estoques: Mercadorias de alto giro geralmente dão pouco lucro, mas exercem um efeito de atração aos clientes. Mercadorias de médio e baixo giro apresentam uma rotação de estoque mais lenta, mas permitem taxas de marcação mais elevadas para compensar a demora de suas saídas. Assim, é necessário agrupar as mercadorias de acordo com a sua frequência de saída (alta, média ou baixa rotatividade); levantar os custos das mercadorias em

24 estoque por grupos, de acordo com o seu giro; somar os valores encontrados nos grupos de mercadorias; calcular o percentual correspondente a cada grupo, em relação ao somatório e analisar os percentuais encontrados COMÉRCIO ELETRÔNICO No passado, os meios eletrônicos eram usados por empresas para confirmar pedidos de compras e assegurar pagamento aos fornecedores. Com o advento da Internet estão ocorrendo mudanças fundamentais no comportamento de compras. Os fornecedores disponibilizam informações na rede, facilitando a busca por fornecedores alternativos. Assim, a Internet muda a economia do processo de procura e oferece potencial para buscas mais amplas. Além disso, compradores que requerem volumes relativamente mais baixos com maior facilidade conseguem agrupar-se de modo a criar pedidos de porte suficiente para garantir preços mais baixos. Na verdade, a influência da Internet no comportamento do comprador não está confinada ao comércio eletrônico. Geralmente, o comércio eletrônico significa a troca que de fato acontece na Internet. Presume-se que se trate, normalmente, de um comprador que visita o website de um vendedor, coloca um pedido por peças e efetua o pagamento. A Web, no entanto, é também importante fonte de compra de informação. Para cada 1% de transações de empresas diretamente efetuadas via Internet, devem existir 5% ou 6% de empresas que, em algum momento, envolveram a rede com compradores potenciais usando-a para comparar preços ou obter informações técnicas ELETRONIC DATA INTERCHANGE (EDI) O Eletronic Data Interchange (EDI) é uma tecnologia para transmissão eletrônica de dados, via computadores, através de linha telefônica, modem e software específico para tradução e comunicação de documentos entre a empresa e os fornecedores. Os pedidos ou ordens de compras são enviados via computador, compactados e criptografados e acessados por senhas especiais. O EDI pode estar conectado aos fornecedores, clientes, bancos, distribuidoras e transportadoras e as informações são transmitidas em tempo real, eliminando-se papéis, telefonemas, visitas e erros, proporcionando enormes vantagens, tais como redução nos custos do pedido; rapidez nas informações; segurança e precisão no fluxo de informação; facilidade de ter os pedidos na empresa; fortalecimento do conceito de parcerias.

25 24 6. DEMANDA A administração de estoque consiste em estimar qual será o consumo esperado de determinado item, num dado período de tempo futuro. A precisão da previsão consumo garante informações para a tomada de decisões sobre o nível de estoque necessário para atender às necessidades dos clientes MÉTODOS DE PREVISÃO DE DEMANDA Os métodos para a previsão da demanda podem ser qualitativos baseados em opiniões e estimativas de diretores, gerentes, vendedores e consultores especializados (feeling) ou quantitativos baseados em ferramentas estatísticas e de programação da produção, pressupondo a utilização de cálculos matemáticos. O uso de ambos os métodos garante melhor resultado, desde que levadas em conta as variáveis aleatórias e os imprevistos. A demanda pode ser analisada quanto ao seu comportamento como Demanda Constante: A procura pelo produto não varia significativamente ao longo do tempo ou Demanda Variável: A procura pelo produto tem significativa mudança ao longo do tempo, seja por tendência, sazonalidade ou ciclicidade Método da Média Móvel: Segue o princípio de que o consumo do próximo período será a média dos últimos períodos. Este método é estritamente matemático: Mês Demanda Cálculos JAN 80 FEV 180 MAR 160 ( ) / 3 = 140 ABR 140 ( ) / 3 = 160 MAI 60 ( ) / 3 = 120 JUN 40 ( ) / 3 = 80 Método da Média Móvel Ponderada: Este método atribui maior peso aos dados mais recentes, o que possibilita uma previsão mais aproximada, em termos de sazonalidade. Meses JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL Demanda Peso ( = 1) 0,05 0,05 0,10 0,10 0,20 0,50 JUL = (80 x 0,05) + (180 x 0,05) + (160 x 0,1) + (140 x 0,1) + (60 x 0,2) + (40 x 0,5) = 3,75 = 80. Logo, a demanda prevista para Julho, pelo método da média móvel ponderada é de 80.

26 TEMPO DE REPOSIÇÃO DO ESTOQUE É o período entre a detecção de que um item precisa ser reposto e a chegada de um novo lote. Compreende as seguintes etapas: Constatação da necessidade de reposição pelo Almoxarifado; Informação à área de Compras; Contato com fornecedores para obtenção de cotações; Análise da melhor opção e confirmação do pedido de compra; Tempo de separação e despacho do item pelo fornecedor; Transporte até o comprador; Desembaraços alfandegários, quando em importações; Inspeção do Controle de Qualidade, quando necessário PONTO DE PEDIDO Ponto de pedido é a quantidade em estoque que, quando atingida, deve acionar um novo processo de compra ou fabricação. É baseado na demanda média do produto, acionado quando o seu saldo atinge o nível de segurança (estoque de segurança) e, baseado no tempo de reposição. Abaixo, a fórmula: PP = DM x TR + E Seg. Onde: PP = Ponto de pedido DM = Demanda ou consumo médio no período TR = Tempo de reposição E Seg = Estoque de segurança Exemplo: Qual o ponto de pedido do produto Abi Solvente, cujo consumo médio diário é de 12 unidades e a empresa mantém um estoque de segurança de 20 unidades, levando em conta que o prazo de entrega do fornecedor é de 5 dias e os procedimentos internos de emissão do pedido de compra demoram 2 dias. 1º Montar a Legenda: PP =? DM = 12 unidades / dia TR = 5 dias E Seg = 20 unidades 2º Substituir na fórmula: PP = DM x TR + E Seg PP = 12 x PP = 80 unidades Ou seja, quando houver 80 unidades em estoque é necessário que o sistema ou o gestor faça um novo pedido do produto.

27 26 7. ANÁLISE ABC Para evitar uma análise individualizada dos itens em estoque e os custos que isso poderia gerar, é necessário desenvolver critérios de prioridade aos itens mais importantes, economizando tempo e recursos. Uma forma de realizar essa separação é através da análise ABC, comum em análise de estoques. Consiste, basicamente, em uma separação ou agrupamento dos itens de estoque em grau de importância. Não existe forma totalmente aceita para a definição de qual o percentual dos itens que pertencem à classe A, B ou C. Os itens da classe A são os mais significativos, podendo representar algo em torno de 35% e 70% do valor movimentado dos estoques, os itens da classe B variam de 10 a 45%, e os itens da classe C representam o restante. (Martins, 2005). Geralmente, de 10% a 20% do total de itens das empresas fazem parte da classe A, de 30% a 40% da classe B e aproximadamente 50% são da classe C CONSTRUÇÃO DA CURVA ABC A curva ABC é um método de classificação de informações, para que se separem os itens de maior importância ou impacto, os quais são normalmente em menor número (Carvalho, 2002, p. 226). É uma classificação estatística de materiais, baseada no princípio de Vilfredo Pareto, em que se considera a importância dos materiais, tendo como base as quantidades utilizadas e seus valores. É comum a utilização da curva ABC em organizações para a administração de estoques, além de ser usada para a definição de políticas de vendas, estabelecimento de prioridades, programação de produção, entre outros. Na administração de estoques, o administrador usa como um parâmetro que informa sobre a necessidade de aquisição de itens - mercadorias ou matérias-primas - essenciais para o controle do estoque, que variam de acordo com a demanda do consumidor. Como exemplo da construção da curva ABC, a empresa de confecções Kursolas movimentou em seu estoque, no ano anterior:

28 Item Consumo (unid./ano) Custo (R$/unidade) Calça Biquini ,65 Calcinha Biquini Bordado ,00 Calcinha costura baixa ,50 Calcinha Glitter ,25 Caleçon Boneca One ,60 Camisete Lisa ,65 Corpete Microfibra Floral ,65 Fio dental com renda ,90 Push-up com renda e fita ,70 Sutiã com Bojo ,00 Sutiã Conforto Liberty ,65 Sutiã de Bojo Drapeado ,35 Sutiã Estampado ,50 Sutiã Meia Taça Bordado ,90 Sutiã Push-Up ,60 Sutiã triangulo modelador ,65 Tanga em Bule Bordado ,60 Tanga Privê ,99 O primeiro passo é fazer o cálculo do valor monetário do período, multiplicando o total consumido pelo custo unitário: Item Consumo (unid./ano) Custo (R$/unidade) Custo total Calça Biquini , ,00 Calcinha Biquini Bordado , ,00 Calcinha costura baixa , ,00 Calcinha Glitter , ,25 Caleçon Boneca One , ,00 Camisete Lisa , ,00 Corpete Microfibra Floral , ,00 Fio dental com renda , ,00 Push-up com renda e fita , ,00 Sutiã com Bojo , ,00 Sutiã Conforto Liberty , ,50 Sutiã de Bojo Drapeado , ,00 Sutiã Estampado , ,00 Sutiã Meia Taça Bordado , ,00 Sutiã Push-Up , ,00 Sutiã triangulo modelador Tanga em Bule Bordado , ,00 6, ,00 Tanga Privê , ,00

29 Em segundo, a tabela deve ser reorganizada em ordem decrescente de consumo, de modo que seja possível perceber os valores consumidos por item e a importância de cada um deles em relação ao total gasto: 28 Item Custo total Calcinha costura baixa Sutiã triangulo modelador Sutiã com Bojo Calça Biquini Sutiã Meia Taça Bordado , , , , ,00 Push-up com renda e fita ,00 Sutiã Estampado Sutiã de Bojo Drapeado , ,00 Corpete Microfibra Floral ,00 Tanga em Bule Bordado ,00 Camisete Lisa ,00 Calcinha Biquini Bordado ,00 Tanga Privê ,00 Sutiã Push-Up ,00 Fio dental com renda ,00 Sutiã Conforto Liberty Calcinha Glitter , ,25 Caleçon Boneca One ,00 Total ,75 Assim, é possível analisar os resultados da demanda de cada item nas seguintes áreas: giro no estoque; proporção sobre o faturamento no período; margem de lucro obtida. De posse destas informações, é possível calcular o percentual de cada item em relação ao total, classificando-s em Classe A: de maior importância, valor ou quantidade, correspondendo a 20% do total (podem ser itens do estoque com uma demanda de, aproximadamente 65% num dado período); de Classe B: com importância, quantidade ou valor intermediário, correspondendo a aproximadamente 25do total e de Classe C: de menor importância, valor ou quantidade, correspondendo a 50% do total. Os parâmetros acima não são uma regra matematicamente fixa, pois podem variar de organização para organização nos percentuais descritos.

30 Calça Biquini Calcinha costura baixa Sutiã triangulo modelador Sutiã com Bojo Sutiã Meia Taça Bordado Push-up com renda e fita Sutiã Estampado Sutiã de Bojo Drapeado Corpete Microfibra Floral Tanga em Bule Bordado Camisete Lisa Calcinha Biquini Bordado Tanga Privê Sutiã Push-Up Fio dental com renda Sutiã Conforto Liberty Calcinha Glitter Caleçon Boneca One Secretaria do Trabalho 29 Item Custo total Percentual Calcinha costura baixa ,00 / ,75 13,64% Sutiã triangulo modelador ,00 / ,75 19,11% Sutiã com Bojo ,00 / ,75 14,83% 4 itens da classe A: 62,39 % dos gastos Calça Biquini ,00 / ,75 14,81% Sutiã Meia Taça Bordado ,00 / ,75 6,50% Push-up com renda e fita ,00 / ,75 5,13% Sutiã Estampado ,00 / ,75 4,73% Sutiã de Bojo Drapeado ,00 / ,75 4,72% 5 itens da classe B: 24,15% dos gastos totais Corpete Microfibra Floral ,00 / ,75 3,05% Tanga em Bule Bordado ,00 / ,75 2,30% Camisete Lisa ,00 / ,75 2,15% Calcinha Biquini Bordado ,00 / ,75 1,87% Tanga Privê ,00 / ,75 1,59% Sutiã Push-Up ,00 / ,75 1,44% Fio dental com renda ,00 / ,75 1,39% 9 itens da classe C: 13,46% dos gastos totais Sutiã Conforto Liberty ,50 / ,75 1,20% Calcinha Glitter ,25 / ,75 0,85% Caleçon Boneca One ,00 / ,75 0,65% Total ,75 100% Lançando estes resultados em gráfico, obtêm-se: CLASSE A CLASSE B CLASSE C

31 É evidente o peso maior dos itens da classe A, pois, sendo apenas quatro dos dezoito itens, são responsáveis por mais de 60% dos gastos dos estoques. Os cinco itens seguintes, da classe B, representam juntos quase 25% e os nove itens restantes representam apenas 13% dos gastos dos estoques APLICAÇÃO DOS DADOS DA CURVA ABC Essa ferramenta de análise permite gerenciar cada item segundo sua importância para todas as áreas da empresa: negociar descontos para os itens mais relevantes, dedicar maior espaço físico no estoque e mais próximos da saída para a área de vendas, uma vez que o giro destes produtos é maior, ao passo que os produtos da classe C devem estar mais afastados, uma vez que giram muito menos. Estes detalhes economizam tempo, dinheiro e trabalho para a organização e seus gestores JUST IN TIME Just in time (JIT, no tempo justo ) consiste em entrega de produtos e serviços, na hora certa para o uso imediato, visando a busca contínua pela melhoria do processo produtivo, que é obtida e desenvolvida através da redução dos estoques. É uma proposta de melhoramento contínuo dos processos e do ambiente produtivo, através da eliminação dos desperdícios, com o fim de melhorar a posição competitiva da empresa, sobretudo no que se refere a fatores como velocidade, qualidade e preço dos produtos. É um conceito simples: produzir e entregar os produtos a tempo (just in time) de serem vendidos, peças a tempo de serem montadas e materiais a tempo de serem transformados em peças.

32 31 MÓDULO 3: ESTOQUES

33 32 8. ARMAZENAGEM Armazenar consiste em manter bens e materiais em instalações adequadas, conservando as características ideais para consumo. Para que este processo seja eficiente, é necessário que haja instalações, métodos e recursos adequados. O sistema de armazenagem a ser empregado difere para cada tipo de material, política de estoques que a empresa emprega e mercado em que atua. Assim, existem diversos tipos e sistemas de armazenagem, com diferentes tecnologias, mediante as necessidades da empresa. São alguns tipos de armazéns: 8.1. TIPOS DE ARMAZÉNS Armazéns Frigoríficos: Para armazenar mercadorias que necessitam de refrigeração controlada. Armazéns Portuários ou Aeroportuários Públicos e Privados: Armazenam cargas retidas na alfândega, em recintos controlados. Armazéns Contêineres: Armazenamento de contêineres, sejam ou não retidos na alfândega. Armazéns Granéis para Líquidos ou Sólidos: Para o armazenamento de mercadorias sem embalagem, em estado natural. Armazéns Industriais ou Comerciais - Centros de Distribuição: Têm o objetivo de realizar a gestão dos estoques de mercadorias na distribuição física, englobando atividades como recepção, expedição, manuseio e armazenagem de mercadorias, administração de informações, emissão de notas fiscais, conhecimentos de transporte e outros documentos ou, ainda, a agregação de valores, como a colocação de embalagens, rótulos e preparação de kits comerciais TIPOS DE ESTOQUES Além de conhecer os tipos de armazenagem é importante saber que tipos de materiais são depositados nestes armazéns. Para cada tipo de estoque, dispensa-se uma diferente postura gerencial e uma diferente forma de controle. Estoques são bens físicos conservados de forma improdutiva por algum intervalo de tempo (Francischini e Gurgel 2002).

34 Estoques de matérias-primas: Materiais e componentes ainda não processados que são armazenados na empresa, como tecidos para uma confecção, couro para uma sapataria, etc. Estoques de materiais em processo: Materiais e componentes que sofreram algum tipo de processamento e estão no aguardo de nova utilização. Podem ser encontrados em transição na linha de produção, aguardando liberação ou conclusão de um processo de produção. Materiais em processo não são mais matérias primas, mas ainda não são produtos prontos. Estoques de produtos auxiliares: Peças de reposição, materiais de limpeza, de escritório, entre outros, estando ou não ligados diretamente ao processo produtivo. Podem ou não sair da empresa no produto final (como os pneus de um carro). Estoques de produtos acabados: Produtos prontos para a comercialização que estejam na empresa, em consignação (se não vendidos pelos representantes retornam para a empresa) ou em trânsito ALMOXARIFADO Em empresas públicas ou privadas, o Almoxarifado é um setor que consiste no lugar destinado à armazenagem em condições adequadas de produtos para uso interno. É o setor responsável pelo controle do estoque, mercadorias e produtos de uso interno como materiais de limpeza ou escritório, aquisição, entre outras. Critérios do almoxarifado: Racionalização: cálculos de quantidades de produtos que se deve possuir em estoque; Acondicionamento: otimização das distâncias entre o local de estocagem e área de vendas ou de uso dos materiais e adequação do espaço físico Localização: organização que permita a facilidade em encontrar materiais; Exatidão de operação: informações exatas no que se refere ao controle dos materiais armazenados, como quantidades, validade, etc. Padronização: A padronização e a organização dos materiais do almoxarifado permitem melhor controle de compras Documentação: a confecção de um manual técnico de almoxarifado, em que se defina de modo preciso as normas de identificação dos produtos, inventário, inclusão de novos itens, entre outros.

35 34 9. DESENVOLVIMENTO DA ARMAZENAGEM A armazenagem, seja ela própria ou terceirizada, deve ser embasada em um processo que agregue valor á logística, com a realização de tarefas que ganhos que sejam percebidos em toda a cadeia de abastecimento, desde a paletização, a embalagem, a etiquetagem, a precificação, etc PLANO DE ARMAZENAGEM Passos para desenvolver um plano para a armazenagem adequada, profissional e lucrativa: Conhecer os processos de armazenagem: Dados como variedade dos SKUs (itens de estoque unitário) oferecida, quantidade adicional solicitada pelos clientes, quantidade adicional dos SKUs solicitada pelo marketing e os processos de atendimento realizados pelo armazém. Alinhar as políticas de armazenagem ao Planejamento Estratégico da Organização: De acordo com o planejamento estratégico da organização, estabelecer os objetivos de curto, médio e longo prazos para a Armazenagem, adequando-os com as prioridades da organização com relação ao serviço ao cliente, à análise SWOT e a outros fatores que podem impactar a direção estratégica da armazenagem. Criação de um Banco de Dados: Obtenção de informações operacionais, como previsão de mercado, histórico de pedidos para determinar o perfil do pedido e análise ABC, características do produto, layout da instalação, local e restrições, custos de armazenagem, critérios de avaliação e fatores econômicos, procedimentos de estocagem, separação e embalagem, visão mensal dos níveis de estoque por produto e grau de informatização utilizado no armazém. A partir destes dados, é possível identificar e documentar estratégias alternativas para armazenagem adequada, incluindo o desenvolvimento das necessidades de equipamento, materiais, mão de obra, sistemas e capital. Manter planos estratégicos alternativos de Armazenagem: A partir da definição dos custos de investimento, instalação e operação, o gestor deve ter a visão no futuro, para aproveitar oportunidades de inovar, baseando a tomada de decisões nas avaliações econômicas e qualitativas globais.

36 9.2. SISTEMAS DE ARMAZENAGEM 35 Estes sistemas são conjuntos de equipamentos que servem para a organização conveniente das matérias-primas ou produtos acabados, seja esta organização manual ou através de equipamentos de movimentação de materiais como empilhadeiras ou porta paletes. Existem vários tipos de sistemas de armazenagem, utilizados de acordo com o tipo de produto a armazenar e área disponível, entre outros parâmetros (Guerra, 2007). A determinação do sistema de armazenagem mais conveniente para a organização depende das características do produto como peso, dimensões e a possibilidade do uso de paletes, e das condições do terreno e dimensões. Estruturas de armazenagem: São elementos básicos para a paletização e o uso racional de espaço. Devem atender aos mais diversos tipos de carga. São estruturas constituídas por perfis em L, U, tubos modulares e perfurados, dispostos de modo a formar estantes, berços ou outros dispositivos de sustentação de cargas. Paletes: São estruturas de madeira, cujas dimensões padronizadas são: 1,00 m Sobre estes devem ser dispostas as mercadorias, levando em conta as dimensões das caixas, o limite de empilhamento e a possibilidade de fazer amarração entre as caixas, evitando quedas. 1,20 m Porta-paletes: Estrutura empregada na seletividade das operações de carregamento quando as cargas dos paletes forem muito variadas, permitindo a escolha da carga em qualquer posição da estrutura sem que haja obstáculos. Exige espaço grande para corredores, mas compensa por sua seletividade e rapidez na operação. Existem porta-palestes para corredores estreitos, para transelevadores, autoportantes, deslizantes, estruturas tipo Drive-trough, estruturas tipo Drive-in, estruturas dinâmicas, estruturas tipo Cantilever, estruturas tipo Push-Back e estantes comuns.

37 9.3. PRINCÍPIOS DO ARRANJO FÍSICO Secretaria do Trabalho 36 O arranjo físico utiliza princípios que devem ser estabelecidos ela empresa em estudos e obedecidos, de modo a atingir seus objetivos: Integração: Os diversos elementos (fatores diretos e indiretos ligados a produção) devem estar integrados, pois a falha em qualquer um deles resultará numa ineficiência global. Todos os pequenos pormenores da empresa devem ser estudados, colocados em posições determinadas e dimensionados de forma adequada; como a posição dos bebedouros, saídas do pessoal, etc. Mínima Distância: É necessário buscar a redução das distâncias entre as operações para evitar esforços inúteis, confusões e custos. Obediência ao fluxo das operações: As disposições das áreas e locais de trabalho devem obedecer às exigências das operações de maneira que pessoas, materiais e equipamentos se movem em fluxo contínuo, organizado e de acordo com a sequência lógica do processo de manufatura ou serviço. Devem ser evitados cruzamentos e retornos que causam interferência e congestionamentos. Eliminar obstáculos a fim de garantir melhores fluxos de materiais e sequência de trabalho dentro da empresa, reduzindo materiais sem processo mantendo o contínuo movimento. Racionalização de espaço: Melhor utilização do espaço e se possível as três dimensões. Satisfação e segurança: A satisfação e a segurança do colaborador, através da adaptação de um melhor aspecto para as áreas de trabalho. Melhora o ambiente e reduz riscos de acidentes. Flexibilidade: Princípio a ser considerado pelo projetista do espaço físico, uma vez que as necessidades de mudança são frequentes e rápidas no que se refere aos métodos e sistemas de trabalho. A falta de atenção a essas alterações pode levar uma empresa a se tornar obsoleta PEPS - PRIMEIRO A ENTRAR, PRIMEIRO A SAIR Critério para a organização de entradas e saídas de produtos do estoque. O produto que entra primeiro deve ser o primeiro a sair. A unidade que primeiro entra entrar no estoque é a primeira a ser utilizada no processo de produção ou a ser vendida, assim, a gestão de estoques deve registrar saída dos materiais e produtos a partir das primeiras unidades compradas ou produzidas, para que o controle das saídas de estoque sigam uma ordem lógica e sistemática, o custo real dos itens específicos usados nas saídas e o movimento estabelecido para os materiais evite a deterioração, decomposição ou mudança de qualidade.

38 9.5. INVENTÁRIO FÍSICO Secretaria do Trabalho 37 Periodicamente, as organizações efetuam contagem física dos itens em estoques ou processos, comparando a quantidade física com os dados contabilizados em seus registros, a fim de eliminar discrepâncias entre os valores contábeis e reais. Serve também, para a apuração do valor total de estoques para efeito de balanço do ano fiscal e seu imposto de renda. O inventário pode ser geral ou rotativo. O inventário geral é elaborado no fim de cada exercício fiscal da empresa, abrangendo a contagem física de todos os itens, incluindo-se almoxarifado de recebimento, almoxarifado intermediário, peças em processos e produtos acabados. O inventário rotativo é feito durante o ano fiscal, sem necessidade da interrupção do processo operacional. Os inventários são elaborados e executados sob orientação e controle da área financeira e com documentação específica. A contagem física é feita duas vezes e por duas equipes diferentes. Coincidindo os dados, o inventário do item estará encerrado; havendo divergência, nova equipe realizará nova contagem. Ao fim do inventário, os itens que apresentam divergência de quantidades passarão por processo de análise para ajuste de acordo com as políticas da empresa.

39 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS A administração eficiente do fluxo de movimentação de materiais gera reduções de custos e ganhos em produtividade e pode ser um diferencial de competitividade. Para tanto, é preciso eliminar as movimentações desnecessárias, que levam à perda de tempo e produtividade e ao aumento dos custos operacionais, como consumo de combustível, mão de obra, manutenção preventiva e corretiva, depreciação, entre outros. A análise sistemática e pormenorizada de um fluxograma simples da movimentação em uso nas empresas pode promover a redução de movimentos desnecessários, apontando entradas e saídas adequadas ou não, sobreposições, lacunas, trabalhos feitos em duplicidade e indefinição de papéis. Existem, ainda, softwares fluxograma que podem auxiliar no processo de análise PRINCÍPIOS DA MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Estes princípios (adaptados pelo Instituto IMAM do Material Handling Institute - USA) são princípios flexíveis que resultam da experiência prática e aplicação do bom senso, oferecendo resultados positivos. Planejamento: Determinação do método mais econômico para a movimentação de materiais, considerando-se as condições particulares de cada operação. Sistema integrado: Planejamento de um sistema que integre o maior número de atividades de movimentação, coordenando sob uma visão holística. Fluxo de materiais: O fluxo contínuo e progressivo. Simplificação: Redução, combinação e eliminação da movimentação e dos equipamentos desnecessários. Gravidade: A força motora mais econômica é a gravidade, que deve ser levada em conta para evitar empilhadeiras, esteiras etc. Utilização dos espaços ou princípio da verticalização: Aproveitamento dos espaços verticais de modo a descongestionar as áreas de movimentação e reduzir os custos da armazenagem. Tamanho da carga: A economia em movimentação de materiais é diretamente proporcional ao tamanho da carga movimentada. Segurança: Condições seguras de trabalho contribuem para o aumento da produtividade.

40 10.2. EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO 39 Na escolha de equipamentos para a movimentação é necessário levar em conta o tipo, o peso e as dimensões da carga a ser movimentada, além do ciclo de movimentação das cargas, do tipo de terreno e do percurso a serem percorridos. Para a movimentação de materiais existem equipamentos e utensílios importantes, como veículos industriais, equipamentos de elevação e transferência, transportadores contínuos, embalagens recipientes e unitizadores, paletes, contêineres, mariner-slings e big-bag. a) Veículos Industriais: São equipamentos, motorizados ou não, usados para movimentar cargas intermitentes, em percursos variáveis com superfícies e espaços apropriados, onde a função primaria é transportar e ou manobrar. Os tipos mais comuns são: Carrinhos industriais, empilhadeiras, rebocadores, autocarrinhos (AGV) e guindastes autopropelidos. São utilizados tanto junto ao processo de produção como no de armazenagem, não só para transportar cargas, mas também coloca-las em posição conveniente. b) Equipamentos de elevação e transferência: Equipamentos destinados a mover cargas variadas para qualquer ponto dentro de uma área fixa, onde a função principal é transferir. Os tipos mais comuns são: talhas, guindastes fixos, pontes rolantes, pórticos e semi-pórticos. São destinados à transferência de materiais pesados, volumosos e desajeitados em curtas distâncias dentro de uma fábrica. c) Transportadores Contínuos: Destinados ao transporte de graneis e volumes em percursos horizontais, verticais ou inclinados, fazendo curvas ou não e com posição de operação fixa. São formados por um leito, onde o material desliza em um sistema de correias ou correntes sem fim, acionadas por tambores ou polias. São utilizados onde haja grande fluxo de material a ser transportado em percursos fixos. d) Embalagem: Com o fim de que o produto possa ser comercializado e manipulado durante todo o seu clico de vida, a embalagem é o processo de dar forma ao produto, para sua apresentação, proteção, movimentação e utilização. Deve ser idealizada, considerando as fases que a mercadoria passa: 1ª fase: Embalagem e armazenamento no local da produção; 2ª fase: Transporte. O deslocamento de um ponto a outro, incluindo transbordos 3ª fase: Outras manipulações no seu destino final.

41 40 A embalagem pode ser primária: embalagem de consumo que proteger diretamente o produto, tendo por finalidade identificar, informar PRIMÁRIA SECUNDÁRIA características, demonstrar o modo de usar o produto e, conferir uma aparência atraente para a venda. Estas podem ter os mais variados tamanhos e formatos, e ser constituídas de vários tipos de materiais, como vidro, plástico, alumínio, papel, papelão, PET, etc. Pode, também, ser secundária: embalagem de transporte que serve para proteger a embalagem primária. Visa unitizar as embalagens primárias em pequenas unidades, de maneira uniforme, permitindo a sua comercialização, possibilitando ou facilitando a manipulação mais adequada da mercadoria. Uma embalagem inadequada pode gerar grandes perdas ou avarias nas mercadorias durante a armazenagem, manuseio e transporte; assim, é necessário que esta atenda aos requisitos mínimos de proteção e segurança. A embalagem está diretamente ligada à Logística de Distribuição de mercadorias. e) Unitização: é a alocação de um conjunto de mercadorias em uma única unidade com dimensões padronizadas, o que facilita as operações de armazenamento e movimentação da carga de forma mecanizada. Não constitui propriamente uma embalagem, é um acessório para o deslocamento ou transporte de carga, não integrando o produto ou o conjunto de produtos armazenados. f) Paletização: Utilização do pálete, estrutura de madeira ou estrado destinado a suportar carga, fixada por meio de cintas, permitindo sua movimentação mecânica com o uso de carrinhos hidráulicos, empilhadeiras ou guindastes mecânicos específicos. g) Conteinerização: É a colocação da carga em contêineres, que é um recipiente constituído por material resistente para suportar uso repetitivo, destinado a propiciar o transporte de mercadorias com segurança, inviolabilidade e rapidez. Facilita o carregamento e descarregamento, a movimentação mecânica e o transporte por diferentes equipamentos. Existem contêineres de teto aberto (Open Top); Conteiner térmico (aquecido ou refrigerado); Conteiner ventilado; Conteiner seco; Conteiner tanque; e Conteiner para granéis sólidos.

42 h) Mariner Slings: Cintas de material sintético que formam uma rede, com dimensões padronizadas, geralmente utilizadas para sacaria. Dependendo do embarque, seguem com a carga até o destino ou apenas até o porão do navio, quando são retirados. 41 i) Big-Bag: São sacos de material sintético, com fundo geralmente circular ou quadrado, utilizados para produtos industrializados em grãos e pós, em substituição a sacaria. Por causa de sua composição, estes sacos permitem o reaproveitamento e cada unidade pode suportar entre oitocentos qulos e duas toneladas PRINCÍPIOS NO USO DE EQUIPAMENTOS DE MOVIMENTAÇÃO Mecanização - automação: O uso de equipamentos mecanizados ou automáticos. Seleção de equipamento: Na seleção do equipamento de movimentação, considerar todos os aspectos dos materiais e os métodos de movimentação. Padronização: Dos métodos de movimentação e das cargas utilizadas. Flexibilidade: Priorização do uso de equipamentos versáteis, pois o seu valor é diretamente proporcional à sua flexibilidade. Redução do tempo ocioso: Reduzir tempo ocioso ou improdutivo dos equipamentos e da mão-de-obra empregada na movimentação de materiais. O equipamento projetado para movimentar materiais deve ser mantido em movimento. Manutenção preventiva e corretiva: Planejar a manutenção preventiva e corretiva de todos os equipamentos de movimentação. Substituição por obsolescência: Substituir os métodos e equipamentos de movimentação obsoletos sempre que métodos e equipamentos mais eficientes vierem a melhorar as operações. Controle: Empregar o equipamento de movimentação de materiais para melhorar o controle de produção, controle de estoques e preparação de pedidos. Capacidade: Usar equipamentos de movimentação para auxiliar a atingir a plena capacidade de produção. Desempenho: Determinar a eficiência da movimentação de materiais em termos de custo por unidade movimentada.

43 CUSTOS DE ARMAZENAGEM É impossível a previsão exata da demanda. Assim, é inevitável a formação de estoques, o que gera a necessidade de quantificar os mesmos. A compra de bens para os estoques gera um custo com o departamento de compras; o recebimento do produto comprado envolve custos; os itens recebidos geram custos de estocagem. É de suma importância a atenção e o controle dos custos básicos de uma operação de armazenagem. Estes custos abrangem o espaço para armazenagem e atendimento de pedidos, a forma de ocupação do espaço físico destinado à armazenagem, o equipamento utilizado, a mão de obra empregada e o sistema de controle da armazenagem CUSTOS DIRETAMENTE PROPORCIONAIS Estes custos aumentam com o aumento do volume estocado, ou seja, quanto maior o estoque, mais capital investido e maior a área necessária para armazenamento. São custos relacionados à armazenagem (maior a área necessária), ao manuseio (mais mão de obra e equipamentos para manusear), às perdas (mais chances de danos aos produtos), obsolescência (mais chances de os produtos se tornarem obsoletos), furtos e roubos (maiores chances de materiais furtados). Cada carregamento do produto tem um custo, que se chama Custo de Carregamento (Cc). Para realizar o cálculo, é necessário conhecer os Custos de Armazenagem (Ca), que se referem à soma de todos os custos (armazenagem em si, manuseios e perdas); a taxa de juros (i) e o preço de compra ou de fabricação dos produtos (P). Assim: C c = C a + (i x p), onde: C c = Custo de carregamento; C a = Custo de armazenagem; i = Taxa de juros P = Preço de compra ou custo de fabricação Pode ser feito este cálculo em $/unidade.mês ou $/unidade.ano. Assim, é necessário que as unidades de cálculo sejam as mesmas; custos por mês exigem taxas mensais e custos por ano exigem taxas anuais. Exemplo:

44 Um item no estoque tem custo anual de armazenagem de R$ 1,00 por unidade e o preço de compra é de R$ 2,50 por unidade, estando submetido a uma taxa de juros de 12% ao ano. Para calcular o Custo do Carregamento, elabora-se a legenda: C c =? C a = R$ 1,00/unidade.ano; P = R$ 2,50/unidade; i = 12% ao ano. Assim, é feita a substituição na fórmula: C c = C a + (i x p) Cc = 1,00 + (0,12 x 2,50) Cc = 1,00 + (0,30) Cc = 1,30/unidade.ano Ou seja, o custo do carregamento é de R$ 1,30 por unidade ao ano CUSTOS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS Estes custos reduzem com o aumento do volume estocado, ou seja, quanto maior o estoque, menores os custos de obtenção ou preparação, pois estoques maiores resultam de compras maiores e repetidas menos vezes em determinado período. Visto que, quanto mais freqüentes os pedidos de produtos ou matérias-primas, mais custos serão envolvidos, tornamse mais vantajosas as compras de lotes maiores e menos frequentes. O exemplo abaixo mostra essa relação, onde: D = Demanda Q = Lote de compra Em = Estoque médio* Número de pedidos Tamanho do lote Estoque médio efetuados durante o ano 1 Q = D Em = Q/2 = D/2 2 Q = D/2 Em = Q/2 = D/4 3 Q = D/3 Em = Q/2 = D/6 *O estoque médio corresponde ao lote de compra dividido por 2.

45 Desta forma, quanto mais pedidos forem realizados durante o período, menores serão os estoques e maiores serão os custos envolvidos no processo. Exemplo: Se uma empresa gasta o total de R$ 25,00 por emissão 1 de pedido de compra. Quais serão seus custos na obtenção de um item de estoque cujo insumo anual seja de unidades? 44 Solução: a) Se efetuar uma compra no ano A empresa irá realizar uma única compra de unidades e os totais custos do pedido serão de R$ 25,00. b) Se efetuar duas compras no ano A empresa realizará duas compras de unidades e os custos serão de R$ 25,00 em cada compra, no total de R$ 50,00. c) Se efetuar doze compras no ano A empresa efetuará compras mensais de unidades. Seu custo de R$ 25,00 será repetido doze vezes no ano, atingindo um total de R$ 300,00. A tabela abaixo faz um contraste mais claro: Número de pedidos Custo de obtenção Estoque Médio* anuais total (em R$) 1 25, /2 = unidades 2 50, /2 = unidades , /2 = 1500 unidades *O estoque médio corresponde ao lote de compra dividido por 2. Assim, quanto maior o volume em estoque, menores os custos de armazenagem e vice-versa. Estes custos são inversamente proporcionais CUSTOS FIXOS Existem custos que não se modificam, independente do aumento ou diminuição dos estoques médios. Pode ser exemplo o aluguel de um galpão. 1 Estes custos envolvem mão de obra, encargos, materiais administrativos, aluguéis, correios, etc.

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