Prof. Roberto Macedo

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1 Perspectivas, Tendências e Impactos da atual Crise Econômica Palestra para o COFECON Brasília-DF, Prof. Roberto Macedo

2 A ECONOMIA MUNDIAL

3 Corrente de Comércio Mundial (Exportações + Importações) - US$ trilhões 35,0 30,0 27,1 28,7 25,0 24,6 20,0 18,4 21,0 15,0 10,0 7,0 7,2 7,7 7,6 8,6 10,3 10,8 11,2 11,0 11,4 12,9 12,5 13,0 15,2 5,0 0,0 Fonte: FMI / OCDE / Cortesia do economista Antonio Correa de Lacerda (*) Corrente de comércio = exportações + importações

4 Crescimento Mundial Comparado Fonte: FMI Cortesia do Economista Octávio de Barros

5 A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL: FOCO NOS EUA

6 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

7 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

8 Sistema americano de hipotecas e/ou crédito complexo $ funding Seguradoras Dívida/Equity EUA Devedor Originador comissão cliente Bancos (CDO) $ Securitização de hipotecas SPV $ Seguro (CDS) Dívida/Equity (CDO) rating $ hipoteca Alta securitização Agência de Rating Investidor Fundos, Institucionais, Bancos, etc Brasil Devedor $ hipoteca Bancos $ Dívida Investidor PF, PJ Baixa securitização Fonte: Cortesia do economista Oswaldo de Assis; modificado por R.M.

9 CDO (Collateralized debt obligation, ou obrigação de dívida, com garantia), é um derivativo financeiro em tese garantido por um ativo, como hipotecas imobiliárias. É emitido por uma SPV (Special purpose vehicle, ou uma sociedade de propósito específico criada por bancos não reguladas pelo BC americano). CDOs são agrupados em tranches que recebem ratings como AAA e de AA até BB. As tranches de maior risco recebem juros maiores. CDS (Credit Default Swap, ou troca relativa a inadimplência de crédito) é um derivativo de crédito na forma de um contrato envolvendo duas partes. O comprador paga um prêmio ao vendedor e em troca em tese recebe uma indenização se houver a inadimplência. Emitido nos casos mais conhecidos por companhias de seguros (como a AIG) e tampouco regulados pelo BC, têm versões em que o comprador nem precisa ser dono do crédito a receber, nem precisa ter uma perda que corresponda a esse crédito. É como um jogo em bolsa de futuros. Tanto os CDOs como os CDSs foram emitidos com grande grau de alavancagem (operações financeiras relativamente ao capital próprio). No caso, os CDOs são derivativos em que operações de longo prazo, as hipotecas Imobiliárias, são financiadas via operações de curto prazo.

10 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

11 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

12 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

13 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

14 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

15 A ECONOMIA BRASILEIRA E A CRISE

16 FELIZMENTE, NO BRASIL A CRISE ENCONTROU O PAÍS MUITO MAIS RESISTENTE E MENOS DEPENDENTE QUE NO PASSADO, EM PARTICULAR NA ESFERAS DA DÍVIDA PÚBLICA, DO SISTEMA FINANCEIRO E DAS CONTAS EXTERNAS

17 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

18 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

19 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

20 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

21 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

22 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

23 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

24 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

25 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

26 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

27 Gráfico Brasil - Taxa de Crescimento anual do PIB em % e 2009p* 5,7 5,7 5,1 3,2 4,0 1,1 1, p Fonte: IBGE *previsão

28 Gráfico Brasil - Inflação medida pelo IPCA em % e 2009p* 9,3 7,6 5,7 3,1 4,5 5,9 4, p Fonte: IBGE *pre vi são

29 Gráfico Brasil - Taxa Básica de Juros % ao ano e 2009p* 21,17 17,50 18,24 13,19 13,66 11,18 10, p Fonte: Banco Central *previsão

30 Gráfico Brasil - Déficit Fiscal como % do PIB e 2009p* p -1,6-1,3-2,3-2,2-3,3-2,8-2,9 Fonte: IPEA *pre vi são

31 Gráfico Brasil - Dívida Pública em % do PIB e 2009p* 52,3 47,0 46,4 44,7 42,8 36,0 35, p Fonte: IPEA *pre vi são

32 Gráfico Brasil - Balança Comercial em US$ Bilhões e 2009p* 33,6 44,8 46,5 40,0 23,8 24,7 13, p Fonte: IPEA *pre vi são

33 Gráfico Brasil - Balanço em Conta Corrente em US$ Bilhões e 2009p* 4,1 11,7 13,5 13,6 3,6-28,3-24, p Fonte: Central Bank *pre v is ã o

34 Gráfico Brasil - Taxa de Câmbio R$/US$ e 2009p* 2,9 2,7 2,3 2,1 2,3 2,3 1, p Fonte: IPEA *pre vi são

35 Gráfico Brasil - Investimento Estrangeiro Direto em US$ Bilhões e 2009p* 34,6 45,1 10,1 18,1 15,1 18,8 23, p Fonte: IPEA *pre vi são

36 Gráfico Brasil -Reservas Internacionais em US$ Bilhões e 2009p* 180,3 196,0 190,0 49,3 52,9 58,0 85, p Fonte: Banco Central *previsão

37 O CONTÁGIO DO BRASIL OCORRE E SE DESENVOLVE DE VÁRIAS FORMAS Contração do crédito externo Contração das exportações Contração do crédito interno Queda do emprego e da renda Queda da confiança de consumidores e empresários

38 Fonte: Presidência do Banco Central do Brasil

39 EXPORTAÇÕES MENSAIS (Fev)

40 Concessões de Crédito Variação contra igual mês ano anterior (até jan/09) Em % 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 % 10,00 5,00 0,00-5,00-10,00-15,00 jan/08 fev/08 mar/08 abr/08 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 out/08 nov/08 dez/08 jan/09 Concessão PJ Concessão PF Concessão Total Fonte: Banco Central

41 Concessões de Crédito Variação Acumulada em 12 Meses (até jan/09) Em % Fonte: Banco Central % m a i / 0 2 se t / 0 2 j a n / 0 3 m a i / 0 3 se t / 0 3 j a n / 0 4 m a i / 0 4 se t / 0 4 j a n / 0 5 m a i / 0 5 se t / 0 5 j a n / 0 6 m a i / 0 6 se t / 0 6 j a n / 0 7 m a i / 0 7 se t / 0 7 j a n / 0 8 m a i / 0 8 se t / 0 8 j a n / 0 9 Concessão Total Concessão PF Concessão PJ

42 PRAZO MÉDIO DE FINANCIAMENTO AO CONSUMIDOR(*)-MESES Fonte: Cortesia do economista Fábio Silveira-RC Consultores

43 JANEIRO/2009 EMPREGO FORMAL POR SETOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA ATIVIDADE TOTAL TOTAL VARIACAO ECONOMICA ADMIS. DESLIG. SALDO EMPR % EXTRATIVA MINERAL ,27 IND. TRANSFORMACAO ,75 SERV.IND.UTIL.PUB ,20 CONSTRUCAO CIVIL ,59 COMERCIO ,72 SERVICOS ,02 ADMIN. PUBLICA ,29 AGROPECUARIA ,78 OUTROS TOTAL ,32 FONTE: MTE-CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS-LEI 4923/65

44 Taxa de Desocupação Março de 2002 a Janeiro de 2009 Regiões Metropolitanas de SP, RJ, BH, PA, REC e SALV

45 Regiões Metropolitanas de SP, RJ, BH, PA, REC e SALV - Em R$ milhões

46 ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR Jan-08 a Fev-09 Fonte: Cortesia do economista Octávio de Barros

47 PIB TIRMESTRAL - TRIMESTRE / TRIMESTRE IMEDIATAMENTE ANTERIOR (com ajuste sazonal) 3,0 2,0 1,0 0,0-1,0-2,0-3,0-4,0-5,0 2,6 1,6 1,5 1,8 0,9 1,0 1,2 1,6 1,6 1,7-0,5-3,

48 Fonte: IBGE

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52 COMMODITIES DEFINIRÃO PARTE IMPORTANTE DO AJUSTE E PODEM TAMBÉM SE REVELAR COMO UM DOS FUNDOS DO POÇO

53 Commodities Índice CRB de Alimentos (1967=100) CRB Foodstuffs Sub-Index (1967=100) (monthly close) January January 2009 Commodity Research Bureau Index Value Fonte: Commodity Research Bureau

54 Commodities Índice CRB de Metais (1967=100) CRB Metals Sub-Index (1967=100) (monthly close) January January 2009 Commodity Research Bureau Index Value Fonte: Commodity Research Bureau

55 Banco Central Focus Relatório de Mercado 6/3/2009 Fonte: Para receber semanalmente:

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58 Para saber o impacto nas organizações onde trabalhamos, é preciso ficar de olho na cadeia de clientes e fornecedores e no efeito do crédito neles e onde estamos. Efeitos sobre a demanda de bens e serviços vêm da queda ou menor expansão do emprego e da renda, da contração do crédito e do receio das pessoas em consumir e dos empresários em investir. Setores mais voltados para necessidades básicas e itens de baixo preço, sem relação com câmbio e juros tendem a sofrer menos. Exemplo: feijão Na outra ponta, setores que lidam com bens de capital, que concorrem com importados e são afetados por câmbio e juros sofrem mais. Exemplo: máquinas e equipamentos. Bens duráveis de consumo, como automóveis e eletroeletrônicos, ficam mais perto destes últimos. Impactos regionais e locais dependem dos setores que aí atuam. Há casos de investimentos específicos que devem resistir a crise, como na área de petróleo, gás e energia elétrica.

59 Crise em V U ou? L

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