Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica"

Transcrição

1 Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0

2 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo. Diante de tantas possibilidades, podemos iniciar nosso trabalho procurando o significado da palavra, que é de origem grega. Trata-se da junção de dois termos: philos que significa amizade e sophia que significa sabedoria; portanto, Filosofia é o amor pela sabedoria. Philo = amizade filosofia Sophia = sabedoria Considerando essa ideia, podemos dizer que a Filosofia indica um estado de espírito, um desejo de procurar o conhecimento, cultivá-lo e respeitá-lo. Segundo a tradição, foi o grego Pitágoras de Samos que criou esse conceito. Pitágoras considerava que a sabedoria absoluta era um privilégio divino, mas os homens poderiam desejá-la e ao se dedicarem a obtê-la, tornavam-se FILÓSOFOS. A Filosofia é uma criação grega. Foram os gregos que, encantados com o mundo que os cercava e insatisfeitos com as explicações de caráter tradicional, procuraram entender os fenômenos com base na inteligência humana. Em suma, eles perceberam que o mundo poderia ser conhecido pelo homem e por isso, ensinado. Pitágoras de Samos 1 Para que Filosofia? 1

3 Marilena Chauí conta que quando você pergunta a um filósofo para que serve a Filosofia, a primeira resposta será Para não darmos nossa aceitação imediata às coisas, sem maiores considerações. 1 O que ela quer dizer com isso? Sua afirmação permite considerar que a Filosofia demanda uma atitude diferenciada perante o conhecimento e as suas formas. Trata-se da ATITUDE FILOSÓFICA. A atitude Filosófica é marcada por dois movimentos: a atitude crítica perante as Atitude Filosófica informações recebidas e o pensamento crítico, marcado por Atitude crítica e indagações rigorosas sobre o mundo. pensamento Esse tipo de atitude crítico aponta a necessidade de observar o conhecimento como algo em construção e que pode ser alterado, ampliado e acima de tudo criticado. O filósofo grego Sócrates dizia que a atitude filosófica fundamental era aceitar que: Sei que nada sei. A atitude filosófica, portanto, é uma atitude de indagação constante e as perguntas que marcam essas indagações são as mesmas, independentes dos objetos que a Filosofia pretenda conhecer. Observe o gráfico que segue: O quê? Atitude Significação de algo Filosófica Como? Estruturas e relações que constituem Por que? Origem ou causa das coisas algo 1 CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo, Atica, 2000, p.9. 2

4 Reflexão Filosófica = pensar o pensamento Aos poucos, a Filosofia volta as suas questões para o próprio pensamento, ou seja, o pensamento passa a interrogar a si mesmo e esse movimento é chamado de REFLEXÃO. A reflexão filosófica é considerada radical, pois coloca em discussão como é possível a existência do próprio pensar e como isso realmente acontece. A reflexão filosófica também procura observar as relações que estabelecemos com o mundo e como essas se efetivam. Observe o Gráfico Reflexão Filosófica Por que pensamos? Motivos O que pensamos? Conteúdo Para que pensamos? Finalidade Essas questões, contudo, não podem ser respondidas ao acaso ou com base em opiniões pessoais. A Filosofia é uma ciência que trabalha com raciocínios lógicos e enunciados precisos. No campo da Filosofia, o processo de pensar algo é acompanhado por um rigor sistemático que garante organicidade, lógica e sentido a tudo que é postulado. As respostas obtidas a essas questões, portanto, precisam formar um conjunto coerente, sistemático de ideias que possa ser comprovado e demonstrado logicamente. Filosofia: conhecimento sistemático Coerência Relação entre as ideias 3

5 Considerando o que já foi dito, voltamos a questão: Para que Filosofia? Ora, a Filosofia nos ensina a pensar de forma crítica, a criticar o pensamento. A filósofa Marilena Chauí aponta: Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum, for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos, for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história, for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política, for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos, for útil; então, podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes. 2 A Filosofia Ocidental tem seu estudo dividido em grandes momentos, que algumas vezes estão próximos à periodização utilizada na História e algumas vezes ficam bem distantes. Os principais períodos são: Filosofia Antiga do século VI a.c ao século VI d.c Esse período compreende os quatro grandes períodos da Filosofia greco-romana. São eles: Nome Período Característica Pré Socrático ou cosmológico Séc. VI a.c - Séc V a.c Mapear a origem do mundo. Mapear as causas das transformações da natureza. Período Socrático ou antropológico. Séc. V a.c - Séc IV a.c Mapear questões voltadas à questão humana como: ética, política. Período Sistemático Séc. IV a.c - Séc III a.c Sistematizar os conhecimentos sobre cosmologia e antropologia Tudo pode ser objeto da Filosofia Período Helenístico ou grecoromano Séc III a.c Séc IV d.c Ocupa-se de questões sobre ética, do conhecimento humano e das relações homem/natureza e natureza/deus 2 CHAUI, Marilena. Convite a Filosofia. São Paulo, Atica, 2000, p.17. 4

6 Filosofia Patrística século I a século VII Trata-se de um esforço sistemático de conciliação da filosofia greco-romana, com o pensamento cristão e pode ser dividida em duas: a patrística grega (ligada à Igreja de Bizâncio) e a patrística romana (ligada à Igreja de Roma). A Patrística terá como questão principal a conciliação entre a fé e razão e seus autores vão introduzir no campo do pensamento a noção de que algumas verdades foram reveladas por Deus, trata-se dos dogmas. Com isso, surge uma distinção desconhecida aos pensadores antigos, entre as verdades reveladas por Deus (os dogmas) e as verdades da razão humana. As verdades divinas são tidas, para esses autores, como mais importantes e superiores ao pensamento racional humano. Filosofia Patrística conciliação entre a fé e a razão. Filosofia Medieval Século XIII ao século XIV Filosofia Medieval Método da disputa = Uma ideia seria considerada verdadeira ou falsa, dependendo da força e da qualidade dos argumentos Trata-se do surgimento de uma Filosofia que pode ser considerada realmente cristã. Suas questões centrais são: as relações entre Deus e o homem, a relação entre fé e razão, a diferença entre o corpo e alma, o Universo como uma hierarquia de seres e a subordinação do poder temporal ao poder espiritual. A Filosofia medieval sofreu grande influência do pensamento neoplatônico e das leituras árabes do pensamento de Aristóteles. Outra característica importante era o método desenvolvido, conhecido por disputa. Uma ideia seria considerada verdadeira ou falsa, dependendo da força e da qualidade dos argumentos apresentados pelo autor. O pensamento está subordinado ao princípio da autoridade, isto é, uma ideia era considerada verdadeira, dependendo se estava baseada na opinião de alguma autoridade reconhecida. Filosofia da Renascença Século XV ao Século XVI Trata-se de um período marcado pela descoberta de novas obras de Platão e Aristóteles, bem como a recuperação do trabalho de outros autores do mundo grecoromano. São três as linhas de pensamento no período. 5

7 A Natureza é um grande ser vivo. O homem é parte da natureza e pode agir sobre ela. O homem pode conhecer os vínculos estabelecidos pelos elementos da natureza e criar outros. Filosofia da Renascença Valorização da vida ativa, ou seja, a participação política. Renascimento da liberdade política. Homem como artífice de seu destino. Destino determinado pelo conhecimento, da política, das técnicas e da arte. Filosofia Moderna Século XVII a Século XVIII Esse período é conhecido como Grande Racionalismo Clássico. Nenhum outro período da história da Filosofia foi tão marcado pela crença na RAZÃO. Considerava-se que a razão seria capaz de conhecer a origem, as causas e os efeitos das paixões humanas e controlá-las, além disso, seria capaz de determinar o melhor regime político para as sociedades e de mantê-lo racionalmente. Filosofia Moderna Primado da RAZÃO É um período marcado por três grandes mudanças de atitude intelectual. A Filosofia deve começar pela reflexão. Indagar a capacidade humana de conhecer e demonstrar a verdade dos conhecimentos Filosofia Moderna Tudo que pode ser conhecido, pode ser transformado em um conceito claro, distinto, demonstrável e necessário. Natureza, Sociedade e Política podem ser conhecidas totalmente, pois são inteligíveis. A realidade é um sistema de causalidades racionais, rigorosas que podem ser conhecidas e transformadas pelo homem. Filosofia da Ilustração ou Iluminismo Século XVIII ao Século XIX. Esse período também crê no poder absoluto da razão e seus pensadores consideram que ela ilumina o caminho humano. O Iluminismo afirma que: 6

8 A Razão permite conquistar liberdade, felicidade social e política. Iluminismo A Razão é capaz de progresso. O homem pode atingir a perfeição através do conhecimento, das artes, da moral e da ciência. O Aperfeiçoamento da Razão se realiza pelo progresso das civilizações. As civilizações evoluem das mais primitivas para as mais desenvolvidas. Natureza é o reino das relações necessárias e imutáveis. Civilização é o reino da liberdade e da finalidade produzida pelo homem. Filosofia Contemporânea Século XIX até os nossos dias. O pensamento filosófico atual é marcado pelas questões sobre a relatividade do pensamento, a crítica à razão instrumental e a necessidade de perceber a pluralidade das sociedades humanas. Seus principais problemas são: Filosofia Contemporânea História e progresso A História é descontínua e não progressista. I Razão deve alertar para o perigo do pensamento instrumental. Trazer liberdade ao ser humano Filosofia afirmar sua posição de compreensão e crítica às ciências. Crítica às Utopias Revolucionárias somos capazes de criar uma sociedade mais justa? Cultura pluralidade cultural Crítica à Razão. O que podemos realmente conhecer? Interesse pela multiplicidade e pela diferença 7

9 Os campos próprios de Estudo da Filosofia. A Filosofia realizou seus estudos em diversas áreas e ao longo de sua existência como uma disciplina do pensamento foi capaz de desenvolver alguns campos de estudo que lhe são próprios. São eles: História da Filosofia Estudo dos períodos Filosóficos Ontologia Fundamento últimos de todos os seres Lógica Formas e regras do pensamento verdadeiro Filosofia da Linguagem A linguagem como manifestação da humanidade Estética Estudo das formas da arte e do trabalho artístico Filosofia da História - Estudo da dimensão temporal da experiência humana Filosofia Filosofia Política Estudo da natureza do poder Ética Estudo dos valores morais Epistemologia Análise crítica das ciências. Teoria do Conhecimento Estudo das modalidades de conhecimento humano O conhecimento. As noções que discutimos até agora apontam que a questão central da Filosofia envolve a crítica ao ato de pensar e, conectado a ele, o ato de conhecer. O conhecimento permeia todo o nosso cotidiano; através dele, sabemos como nos portar, o que evitar, o que é adequado. Enfim, o conhecimento do mundo nos garante um grande repertório de ações e pode ser percebido de duas maneiras: 8

10 Conhecimento = relação objeto/observador Ato de conhecer Conteúdo produzido Na primeira, o conhecimento é a relação estabelecida pela consciência do observador e o mundo que o cerca e na segunda possibilidade, o conhecimento é o conteúdo dessa relação. Trata-se, portanto, do saber adquirido e transmitido. Quando interagimos com o mundo, criando o conhecimento, nunca o fazemos despidos de conceitos anteriores, pois, ao longo da nossa relação com o mundo, somos educados e absorvemos conceitos que nos permitem ampliar o saber que temos. Tratase de construir um edifício, em que cada um contribui com sua vivência. Existem muitas formas de conhecer e entre elas, destacam-se o senso comum e a ciência. O Senso Comum O senso comum é uma forma de conhecimento espontâneo que resulta das experiências cotidianas dos indivíduos para resolver problemas. Nesse processo, ele troca informações com seus contemporâneos e recebe informações de gerações anteriores. Trata-se de um conhecimento empírico e fragmentário que não estabelece relações com outros fenômenos. Suas características centrais são: 9

11 I Senso Comum Saber Imediato Saber Subjetivo Saber Heterogêneo Saber Não Crítico Observação Confunde a aparência com o real Observação Centrada nas opiniões do indivíduo Acúmulo não sistemático de informações Não analisa criticamente o conhecimento É importante perceber que o Senso Comum pode ser considerado uma etapa na construção do saber. Ele precisa ser substituído por uma abordagem crítica e coerente, ou seja, o senso comum deve ser transformado em BOM SENSO. O Bom Senso, segundo Gramsci é "o núcleo sadio do senso comum". 3 Qualquer pessoa, se não privada de sua liberdade de pensamento, e se teve condição de desenvolver sua atitude crítica, será capaz de autoconsciência, de perceber criticamente o próprio pensamento e de analisar o mundo que a cerca. Portanto, todos somos capazes de atingir o bom senso proposto por Gramsci e, a partir dele construir um conhecimento, fruto da crítica sistemática. Como fazer isso? É necessário assumir a postura de dúvida perante o mundo que nos cerca e considerar, que as informações que recebemos precisam ser alvo de critica. Dessa forma entramos no mundo das CIENCIAS. A Ciência Ao longo do tempo, podemos observar a existência de três formas de conceber as ciências ou noções do que é cientificidade. A primeira, chamada concepção racionalista, tem sua origem no pensamento dos gregos e pode ser percebida até o final do século XVII. As características centrais dessa abordagem são: 3 ARANHA, Maria Lucia. Filosofando, Introdução à Filosofia. São Paulo, Moderna, 1993, p

12 Conhecimento racional, dedutivo e demonstrativo tido como real Ciência- unidade sistemática de postulados natureza do objeto natureza e as propriedad es de seu objeto, Ciência- unidade sistemática de postulados relações de causalidade sobre o objeto Concepção Racionalista Objeto científico = representação intelectual universal, necessária, verdadeira e real Objeto científico é matemático = realidade possui uma estrutura matemática As experiências científicas = verificar e confirmar as demonstrações teóricas verdadeira das coisas - corresponde à Deve-se observar que, para essa perspectiva, própria realidade a ciência faz uma radiografia da realidade. Ela definia um objeto e dele procurava deduzir os efeitos e propriedades do fenômeno estudado, trata-se de uma abordagem hipotético-dedutiva. Já a abordagem empirista era hipotético-indutiva, ou seja, criava suposições ao objeto e, depois de realizar um conjunto de experiências, definia suas características e propriedades. A concepção empírica pode ser relacionada ao pensamento de Aristóteles e pode ser rastreada até o século XIX. Suas características centrais são: 11

13 A ciência é uma interpretação dos fatos, baseada em observações experimentos. A ciência é uma interpretação dos fatos, baseada em experimentos A concepção empirista Métodos experimentais rigorosos A experiência tem a função de produzir conhecimento A concepção construtivista combina elementos vindos do empirismo e do racionalismo e indica uma nova perspectiva para a noção de ciência. Procura-se explicar a realidade e não construir um raio X do mundo que nos cerca, trata-se de um conhecimento que pode ser ampliado e corrigido. Trata-se da concepção de ciência que domina o conhecimento atual. As características dessa concepção são: 12

14 o objeto uma construção lógicointelectual coerência entre os princípios que orientam a teoria Concepção Construtivista modelos explicativos construídos - observação e experimentação Os resultados obtidos possam ser alterados e alterem a própria teoria Deve-se observar que, apesar de a concepção racionalista e a empirista terem sua origem no pensamento grego, a concepção dos gregos do que era ciências é radicalmente diferente da nossa. Existem muitas diferenças; contudo, a que merece destaque é a relação entre a ciência e a técnica. Tecnologia é um saber teórico que pode ser aplicado praticamente No mundo grego, que era escravista, a técnica era considerada um saber inferior. Ela estava ligada a práticas necessárias à vida e nada tinha a oferecer à ciência nem a receber dela. Já a ciência moderna está intimamente ligada à intervenção no mundo natural e, nesse sentido, a ciência moderna não se separa da questão técnica, pois no mundo, o controle da natureza é considerado fundamental para a ciência. Na verdade, a ciência moderna coloca em evidência a questão da tecnologia que pode ser 13

15 definida como um saber teórico que pode ser aplicado praticamente. A Filosofia, com sua atitude crítica, é a alma mater da ciência e permite ao ser humano interferir no seu meio, procurando um mundo melhor, como aponta Marilena Chauí: Penso que quem busca a filosofia como forma de expressão de seu pensamento, de seus sentimentos, de seus desejos e de suas ações, decidiu-se por um modo de vida, um certo modo de interrogação e uma certa relação com a verdade, a liberdade, a justiça e a felicidade. É uma decisão existencial, como nos aparece com tanta clareza nas primeiras linhas do Tratado da emenda do intelecto, de Espinosa. Essa decisão intelectual, penso, não é possível a menos que aceitemos aquilo que Merleau-Ponty chamou de nossa vida meditante em busca de uma razão alargada, capaz de acolher o que a excede, o que está abaixo e acima dela própria. Essa decisão, penso também, não é possível se não admitirmos com Espinosa que pensar é a virtude própria da alma, sua excelência. O desejo de viver uma existência filosófica significa admitir que as questões são interiores à nossa vida e à nossa história e que elas tecem nosso pensamento e nossa ação. Significa também uma relação com o outro na forma do diálogo e, portanto, como encontro generoso, mas também como combate sem trégua. 4 BIBLIOGRAFIA ARANHA, Maria Lucia. Filosofando, Introdução à Filosofia. São Paulo, Moderna, CHAUI, Marilena. A Filosofia como vocação para a liberdade. Estudos Avançados 17 (49), São Paulo, Convite a Filosofia. São Paulo, Atica, CHAUI, Marilena. A Filosofia como vocação para a liberdade. Estudos Avançados 17 (49), São Paulo, 2003, p

16 15 Campus Liberdade R. Galvão Bueno, São Paulo SP Brasil Tel: (55 11)

Caracterização Cronológica

Caracterização Cronológica Caracterização Cronológica Filosofia Medieval Século V ao XV Ano 0 (zero) Nascimento do Cristo Plotino (204-270) Neoplatônicos Patrística: Os grandes padres da igreja Santo Agostinho ( 354-430) Escolástica:

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

A Filosofia A origem da Filosofia 1

A Filosofia A origem da Filosofia 1 A Filosofia A origem da Filosofia 1 A PALAVRA FILOSOFIA A palavra filosofia é grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito

Leia mais

5. Autoconsciência e conhecimento humano de Jesus

5. Autoconsciência e conhecimento humano de Jesus 5. Autoconsciência e conhecimento humano de Jesus Através do estudo dos evangelhos é possível captar elementos importantes da psicologia de Jesus. É possível conjeturar como Jesus se autocompreendia. Especialmente

Leia mais

AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO)

AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO) AGOSTINHO DE HIPONA E TOMÁS DE AQUINO (3ª SÉRIE, REVISÃO TESTÃO) PERÍODOS DA FILOSOFIA MEDIEVAL 1º Patrística: século II (ou do V) ao VIII (Agostinho de Hipona). 2º Escolástica: século IX ao XV (Tomás

Leia mais

1.1. O que é a Filosofia? Uma resposta inicial. (Objetivos: Conceptualizar, Argumentar, Problematizar)

1.1. O que é a Filosofia? Uma resposta inicial. (Objetivos: Conceptualizar, Argumentar, Problematizar) INICIAÇÃO À ATIVIDADE FILOSÓFICA 1.1. O que é a Filosofia? Uma resposta inicial (Objetivos: Conceptualizar, Argumentar, Problematizar) As primeiras perguntas de qualquer estudante, ao iniciar o seu estudo

Leia mais

A Busca pela Construção do Conhecimento e a Transformação das Realidades

A Busca pela Construção do Conhecimento e a Transformação das Realidades A Busca pela Construção do Conhecimento e a Transformação das Realidades Como vimos na unidade anterior, é próprio do homem buscar e produzir conhecimento para tentar melhorar sua realidade. Portanto,

Leia mais

Conteúdo Básico Comum (CBC) de FILOSOFIA do Ensino Médio Exames Supletivos/2015

Conteúdo Básico Comum (CBC) de FILOSOFIA do Ensino Médio Exames Supletivos/2015 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS SUBSECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DO ENSINO MÉDIO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Conteúdo

Leia mais

LIDERANÇA, ÉTICA, RESPEITO, CONFIANÇA

LIDERANÇA, ÉTICA, RESPEITO, CONFIANÇA Dado nos últimos tempos ter constatado que determinado sector da Comunidade Surda vem falando muito DE LIDERANÇA, DE ÉTICA, DE RESPEITO E DE CONFIANÇA, deixo aqui uma opinião pessoal sobre o que são estes

Leia mais

FILOSOFIA. 1. TURNO: Vespertino HABILITAÇÃO: Licenciatura. PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos

FILOSOFIA. 1. TURNO: Vespertino HABILITAÇÃO: Licenciatura. PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos FILOSOFIA 1. TURNO: Vespertino HABILITAÇÃO: Licenciatura GRAU ACADÊMICO: Licenciado em Filosofia PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 4 anos Máximo = 8 anos 2. OBJETIVO/PERFIL DO PROFISSIONAL A SER FORMADO O

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS 11) Assinale a alternativa correta que completa as lacunas da frase a seguir. No sentido geral, a ontologia, cujo termo tem origem na, se ocupa do em geral, ou seja, do ser, na mais ampla acepção da palavra,

Leia mais

PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica.

PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. António Mora PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. Uma metafísica é um modo de sentir as coisas esse modo de

Leia mais

GABARITO - FILOSOFIA - Grupo L

GABARITO - FILOSOFIA - Grupo L GABARITO - FILOSOFIA - Grupo L Os comentários e indicações relativos a cada questão constituem apenas uma dentre linhas possíveis de abordagem. Como buscamos formular questões que combinassem os conhecimentos

Leia mais

SIMULADO 4 JORNAL EXTRA ESCOLAS TÉCNICAS HISTÓRIA

SIMULADO 4 JORNAL EXTRA ESCOLAS TÉCNICAS HISTÓRIA SIMULADO 4 JORNAL EXTRA ESCOLAS TÉCNICAS HISTÓRIA QUESTÃO 01 De uma forma inteiramente inédita, os humanistas, entre os séculos XV e XVI, criaram uma nova forma de entender a realidade. Magia e ciência,

Leia mais

FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE)

FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE) FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE) SÓCRATES (469-399 a.c.) CONTRA OS SOFISTAS Sofistas não são filósofos: não têm amor pela sabedoria e nem respeito pela verdade. Ensinavam a defender o que

Leia mais

FILOSOFIA. Platão. OpenRose

FILOSOFIA. Platão. OpenRose FILOSOFIA Platão OpenRose 1 PLATÃO Filósofo grego (427 a.c.?-347 a.c.?). Um dos mais importantes filósofos de todos os tempos. Suas teorias, chamadas de platonismo, concentram-se na distinção de dois mundos:

Leia mais

A origem dos filósofos e suas filosofias

A origem dos filósofos e suas filosofias A Grécia e o nascimento da filosofia A origem dos filósofos e suas filosofias Você certamente já ouviu falar de algo chamado Filosofia. Talvez conheça alguém com fama de filósofo, ou quem sabe a expressão

Leia mais

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE EDITH STEIN. Prof. Helder Salvador

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE EDITH STEIN. Prof. Helder Salvador ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE EDITH STEIN Prof. Helder Salvador 3 - A ANTROPOLOGIA COMO FUNDAMENTO DA PEDAGOGIA. Para Edith Stein existe uma profunda relação entre os termos metafísica, antropologia e pedagogia

Leia mais

As formas de vida grega que prepararam o nascimento da filosofia

As formas de vida grega que prepararam o nascimento da filosofia As formas de vida grega que prepararam o nascimento da filosofia A Arte: (faculdade da imaginação) De modo mítico e fantástico mediante a intuição e a imaginação, tende a alcançar objetivos que também

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Departamento de Ciência Política Programa de Pós-Graduação em Ciência Política Área de Concentração: Teoria Política e Interpretações do Brasil Título da Disciplina: Ceticismo

Leia mais

COMPORTAMENTO ÉTICO NA PROFISSÃO CONTÁBIL

COMPORTAMENTO ÉTICO NA PROFISSÃO CONTÁBIL COMPORTAMENTO ÉTICO NA PROFISSÃO CONTÁBIL Osvaldo Américo de Oliveira Sobrinho Professor Universitário osvaldo.sobrinho@hotmail.com Ida Pereira Bernardo Rondon Acadêmica do Curso de Ciências Contábeis

Leia mais

UNIDADE I OS PRIMEIROS PASSOS PARA O SURGIMENTO DO PENSAMENTO FILOSÓFICO.

UNIDADE I OS PRIMEIROS PASSOS PARA O SURGIMENTO DO PENSAMENTO FILOSÓFICO. UNIDADE I OS PRIMEIROS PASSOS PARA O SURGIMENTO DO PENSAMENTO FILOSÓFICO. PARTE 1 O QUE É FILOSOFIA? não é possível aprender qualquer filosofia; só é possível aprender a filosofar. Kant Toda às vezes que

Leia mais

Leone Alves. O fim da cegueira intelectual. 1ª Edição. São Paulo - Brasil

Leone Alves. O fim da cegueira intelectual. 1ª Edição. São Paulo - Brasil Leone Alves O fim da cegueira intelectual 1ª Edição São Paulo - Brasil 2015 1 Apresentação O fim da cegueira intelectual é um livro filosófico que tem como objetivo despertar na sociedade a capacidade

Leia mais

As evidências do cotidiano

As evidências do cotidiano Para que filosofia? Autora: Marilena Chauí Fonte: Convite à Filosofia As evidências do cotidiano Em nossa vida cotidiana, afirmamos, negamos, desejamos, aceitamos ou recusamos coisas, pessoas, situações.

Leia mais

CURSO DE HISTÓRIA: EMENTAS DAS DISCIPLINAS NÍVEL I

CURSO DE HISTÓRIA: EMENTAS DAS DISCIPLINAS NÍVEL I CURSO DE HISTÓRIA: EMENTAS DAS DISCIPLINAS NÍVEL I 15201-04 Introdução ao Estudo da História Introdução ao estudo da constituição da História como campo de conhecimento, ao longo dos séculos XIX e XX,

Leia mais

ARTE E LINGUAGEM UNIVERSAL

ARTE E LINGUAGEM UNIVERSAL ARTE E LINGUAGEM UNIVERSAL ANGELO JOSÉ SANGIOVANNI - Professor da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR)/CAMPUS II FAP) Email: ajsangiovanni@yahoo.com.br Resumo: A partir da análise da tragédia antiga,

Leia mais

Antropologia, História e Filosofia

Antropologia, História e Filosofia Antropologia, História e Filosofia Breve história do pensamento acerca do homem Um voo panorâmico na história ocidental Cosmológicos 1. Embora o objeto não seja propriamente o homem já encontramos indícios

Leia mais

Revisão geral de conteúdo Avaliação do 1º trimestre Roteiro de Estudos. Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Professor Danilo Borges

Revisão geral de conteúdo Avaliação do 1º trimestre Roteiro de Estudos. Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Professor Danilo Borges Revisão geral de conteúdo Avaliação do 1º trimestre Roteiro de Estudos Colégio Cenecista Dr. José Ferreira Professor Danilo Borges Pensamento Medieval Roteiro de Estudos Na Idade Média, a Filosofia se

Leia mais

Revista Linguasagem 15 Edição / www.letras.ufscar.br/linguasagem

Revista Linguasagem 15 Edição / www.letras.ufscar.br/linguasagem Revista Linguasagem 15 Edição / www.letras.ufscar.br/linguasagem A FRAGMENTAÇÃO E O REDUCIONISMO DO SABER: A DESESTRUTURAÇÃO DO CIENTISTA CRÍTICO E REFLEXIVO Lafity dos Santos Silva 1 Como definirmos o

Leia mais

ORIGEM DA FILOSOFIA GREGA O NASCIMENTO DO LÓGOS

ORIGEM DA FILOSOFIA GREGA O NASCIMENTO DO LÓGOS ORIGEM DA FILOSOFIA GREGA O NASCIMENTO DO LÓGOS O QUE É A FILOSOFIA? A filosofia é uma forma de pensamento que nasceu na Grécia, por volta do século VI.a.C. Contrapondo-se ao pensamento mítico, que o antecede,

Leia mais

Gestão Pública. Ética e cidadania. Tema: Ética e Cidadania

Gestão Pública. Ética e cidadania. Tema: Ética e Cidadania Gestão Pública Profa. Márcia Velasques Ética e cidadania Seminário de políticas locais/regionais: as dimensões da ética, da cultura e dos serviços prestados ao público Tema: Ética e Cidadania Núcleo de

Leia mais

Kant Uma Filosofia de Educação Atual?

Kant Uma Filosofia de Educação Atual? juliana_bel@hotmail.com O presente trabalho retoma as principais ideias sobre a pedagogia do filósofo Immanuel Kant dentro de sua Filosofia da Educação, através dos olhos de Robert B. Louden, professor

Leia mais

11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na segunda coluna:

11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na segunda coluna: TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS 4 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 25 11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na

Leia mais

1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES

1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES Sem limite para crescer! Resumo das aulas de Filosofia 1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES Esses três filósofos foram os inauguradores da filosofia ocidental como a que

Leia mais

A Crítica do Discurso Poético na República de Platão

A Crítica do Discurso Poético na República de Platão A Crítica do Discurso Poético na República de Platão Adriana Natrielli * Na República Platão descreve o diálogo no qual Sócrates pesquisa a natureza da justiça e da injustiça. Para isso, transferindo a

Leia mais

O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO

O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO Ao longo da história da humanidade, crer na existência de Deus sempre esteve na preocupação do ser pensante, e foi no campo da metafísica

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS John Dewey (1859-1952) FERRARI, Márcio. John Dewey: o pensador que pôs a prática em foco. Nova Escola, São Paulo, jul. 2008. Edição especial grandes pensadores. Disponível

Leia mais

SEÇÃO RESENHAS / RESUMOS. ResenhaAcadêmica, por *Afonso de Sousa Cavalcanti

SEÇÃO RESENHAS / RESUMOS. ResenhaAcadêmica, por *Afonso de Sousa Cavalcanti SEÇÃO RESENHAS / RESUMOS ResenhaAcadêmica, por *Afonso de Sousa Cavalcanti WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. 4. ed. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1985. Maximilian Carl

Leia mais

Escola de Ensino Fundamental e Médio Augusto Ruschi PLANO DE AULA

Escola de Ensino Fundamental e Médio Augusto Ruschi PLANO DE AULA Escola de Ensino Fundamental e Médio Augusto Ruschi PLANO DE AULA Professor: Marcelo Garbin Santa Maria RS. Brasil. 2009 INTRODUÇÃO Destaca-se ao longo deste pequeno relatório de planejamento das aulas

Leia mais

Convite à filosofia. Por que filosofia?

Convite à filosofia. Por que filosofia? Convite à filosofia A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo. Maurice Merleau-Ponty Não se pode aprender a filosofia; somente se pode aprender a filosofar. Immanuel Kant Por que filosofia? Entre

Leia mais

HABILIDADES CONTEÚDO METODOLOGIA/ESTRATÉGIA HORA/ AULA

HABILIDADES CONTEÚDO METODOLOGIA/ESTRATÉGIA HORA/ AULA CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA ENSINO MÉDIO ÁREA CURRICULAR: CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS DISCIPLINA: FILOSOFIA SÉRIE 1.ª CH 68 ANO 2012 COMPETÊNCIAS: Contextualizar

Leia mais

DICAS MENSAIS SOCIOLOGIA 1ª SÉRIE

DICAS MENSAIS SOCIOLOGIA 1ª SÉRIE DICAS MENSAIS SOCIOLOGIA 1ª SÉRIE INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro pôs uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia

Leia mais

O SUJEITO EM FOUCAULT

O SUJEITO EM FOUCAULT O SUJEITO EM FOUCAULT Maria Fernanda Guita Murad Foucault é bastante contundente ao afirmar que é contrário à ideia de se fazer previamente uma teoria do sujeito, uma teoria a priori do sujeito, como se

Leia mais

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Escolas Europeias Bureau du Secrétaire général du Conseil Supérieur Unité pédagogique Referência: 1998-D-12-2 Orig.: FR Versão: PT Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Aprovado pelo Conselho Superior de

Leia mais

QUESTÕES FILOSÓFICAS CONTEMPORÂNEAS: HEIDEGGER E O HUMANISMO

QUESTÕES FILOSÓFICAS CONTEMPORÂNEAS: HEIDEGGER E O HUMANISMO QUESTÕES FILOSÓFICAS CONTEMPORÂNEAS: HEIDEGGER E O HUMANISMO Bernardo Goytacazes de Araújo Professor Docente de Filosofia da Universidade Castelo Branco Especialista em Filosofia Moderna e Contemporânea

Leia mais

CIÊNCIA E PROGRESSO: notas a partir do texto de Pierre Auger denominado Os métodos e limites do conhecimento científico.

CIÊNCIA E PROGRESSO: notas a partir do texto de Pierre Auger denominado Os métodos e limites do conhecimento científico. CIÊNCIA E PROGRESSO: notas a partir do texto de Pierre Auger denominado Os métodos e limites do conhecimento científico. Rafael Augusto De Conti 1. Pensar no progresso da ciência, nos conduz, necessariamente,

Leia mais

Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito

Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito 1. (Uel 2012) Leia o texto a seguir. No ethos (ética), está presente a razão profunda da physis (natureza) que se manifesta no finalismo

Leia mais

ÉTICA APLICADA Ética e Moral

ÉTICA APLICADA Ética e Moral ÉTICA APLICADA Ética e Moral ÉTICA é o ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais, é ciência que se ocupa do estudo do comportamento humano e investiga o sentido que o homem confere às suas ações.

Leia mais

Parte Terceira Capítulo XII Da perfeição moral

Parte Terceira Capítulo XII Da perfeição moral Parte Terceira Capítulo XII Da perfeição moral Caracteres do homem de bem Questão: 918 O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro do seu coração e o mau tira as más do mau tesouro do seu coração; porquanto,

Leia mais

INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO

INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO EM SEGURANÇA DO TRABALHO IMPORTÂNCIA INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO Quando do início de um empreendimento, de um negócio ou qualquer atividade; As expectativas e desejos de início são grandes:

Leia mais

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo.

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. Rorty e o realismo como instrumento da emancipação humana Alguns filósofos 1

Leia mais

Tecnologia. < Questões conceituais >

Tecnologia. < Questões conceituais > Tecnologia < Questões conceituais > Pressupostos tradicionais (últimos 5 séc.): "tecnologia é a simples aplicação da ciência"; "a tecnologia é sempre benéfica" ou "a tecnologia é sempre maléfica"; Pelo

Leia mais

RESENHA. 1. Indentidade da Obra JUNG,C. G. Psicologia e religião oriental. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1991.

RESENHA. 1. Indentidade da Obra JUNG,C. G. Psicologia e religião oriental. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1991. RESENHA AGOSTINHO, Márcio Roberto Mestre em Ciências da Religião MACKENZIE SÃO PAULO/SP BRASIL Coordenador do Curso de Psicologia - FASU/ACEG GARÇA/SP BRASIL e-mail: casteloagostinho@yahoo.com.br 1. Indentidade

Leia mais

MITO: vem do vocábulo grego mythos, que significa contar ou narrar algo.

MITO: vem do vocábulo grego mythos, que significa contar ou narrar algo. ORIGEM DA FILOSOFIA Nasce no século VI a.c., em Mileto (cidade situada na Jônia, região de colônias gregas na Ásia menor). Filosofia representa a passagem do saber mítico (alegórico, fantástico, fantasioso)

Leia mais

Atividades lúdicas na educação o Caminho de tijolos amarelos do aprendizado.

Atividades lúdicas na educação o Caminho de tijolos amarelos do aprendizado. Atividades lúdicas na educação o Caminho de tijolos amarelos do aprendizado. Vania D'Angelo Dohme (Mackenzie) 1. Considerações iniciais Johan Huizinga foi um importante historiador alemão, que viveu entre

Leia mais

Mito, Razão e Jornalismo 1. Érica Medeiros FERREIRA 2 Dimas A. KÜNSCH 3 Faculdade Cásper Líbero, São Paulo, SP

Mito, Razão e Jornalismo 1. Érica Medeiros FERREIRA 2 Dimas A. KÜNSCH 3 Faculdade Cásper Líbero, São Paulo, SP Mito, Razão e Jornalismo 1 Érica Medeiros FERREIRA 2 Dimas A. KÜNSCH 3 Faculdade Cásper Líbero, São Paulo, SP Resumo Este trabalho tem como objetivo relacionar os temas mito, razão e jornalismo. Com uma

Leia mais

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios RESENHA Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios Sustainable Development: Dimensions and Challenges Marcos Antônio de Souza Lopes 1 Rogério Antonio Picoli 2 Escrito pela autora Ana Luiza de Brasil

Leia mais

Filosofia O que é? Para que serve?

Filosofia O que é? Para que serve? Filosofia O que é? Para que serve? Prof. Wagner Amarildo Definição de Filosofia A Filosofia é um ramo do conhecimento. Caracteriza-se de três modos: pelos conteúdos ou temas tratados pela função que exerce

Leia mais

Módulo II - PERSPECTIVAS, TENDÊNCIAS E LEGISLAÇÃO NO BRASIL Unidade I - História da EAD

Módulo II - PERSPECTIVAS, TENDÊNCIAS E LEGISLAÇÃO NO BRASIL Unidade I - História da EAD Módulo II - PERSPECTIVAS, TENDÊNCIAS E LEGISLAÇÃO NO BRASIL Unidade I - História da EAD PRIMÓRDIOS A Grécia foi berço da educação ocidental. A Paidéia, base da educação grega, concebia a formação integral

Leia mais

O Planejamento Participativo

O Planejamento Participativo O Planejamento Participativo Textos de um livro em preparação, a ser publicado em breve pela Ed. Vozes e que, provavelmente, se chamará Soluções de Planejamento para uma Visão Estratégica. Autor: Danilo

Leia mais

Gilles Deleuze, NIETZSCHE E A FILOSOFIA

Gilles Deleuze, NIETZSCHE E A FILOSOFIA (...)O CONCEITO DE VERDADE «A verdade tem sido sempre postulada como essência, como Deus, como instância suprema... Mas a vontade de verdade tem necessidade de uma crítica. - Defina-se assim a nossa tarefa

Leia mais

0 cosmo revela-se ao homem inicialmente do lado da Terra e do lado do mundo extra terrestre, do mundo das estrelas.

0 cosmo revela-se ao homem inicialmente do lado da Terra e do lado do mundo extra terrestre, do mundo das estrelas. 0 cosmo revela-se ao homem inicialmente do lado da Terra e do lado do mundo extra terrestre, do mundo das estrelas. 0 homem se sente aparentado com a Terra e suas forças. A própria vida instrui-o claramente

Leia mais

UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO TOMASIANA DE AMOR NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: AS QUESTÕES 26, 27 E 28 DA SUMA TEOLÓGICA

UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO TOMASIANA DE AMOR NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: AS QUESTÕES 26, 27 E 28 DA SUMA TEOLÓGICA UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO TOMASIANA DE AMOR NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: AS QUESTÕES 26, 27 E 28 DA SUMA TEOLÓGICA Resumo SANTIN, Rafael H. UEM rafael.h.santin@gmail.com Área temática: História da Educação Agência

Leia mais

Geografia da Fome. Geopolítica da fome

Geografia da Fome. Geopolítica da fome Atividade facebook para os alunos dos 8 anos C, D e E da Emeb Estância. Continuando a temática "formação da desigualdade social", nesse bimestre vocês me farão uma PESQUISA BIOGRÁFICA DO GEÓGRAFO CHAMADO

Leia mais

PLANO ANUAL DE TRABALHO DOCENTE

PLANO ANUAL DE TRABALHO DOCENTE CURSO DISCIPLINA ANO ENSINO MÉDIO FILOSOFIA 2015/1 DOCENTE CARGA HORÁRIA AULAS PREVISTAS ERIÉDNA MACIEL PEREIRA 80 40 PLANO ANUAL DE TRABALHO DOCENTE EMENTA DA DISCIPLINA Introdução aos estudos filosóficos:

Leia mais

A INFLUÊNCIA DE LUTERO NA EDUCAÇÃO DE SUA ÉPOCA Gilson Hoffmann

A INFLUÊNCIA DE LUTERO NA EDUCAÇÃO DE SUA ÉPOCA Gilson Hoffmann A INFLUÊNCIA DE LUTERO NA EDUCAÇÃO DE SUA ÉPOCA Gilson Hoffmann 1 DELIMITAÇÃO Ao abordarmos sobre as razões para ser um professor numa escola e falar sobre o amor de Deus, encontramos algumas respostas

Leia mais

Page 1 of 6. http://www2.unifap.br/borges

Page 1 of 6. http://www2.unifap.br/borges Page 1 of 6 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia da Educação I Educador: João Nascimento Borges Filho Pequena

Leia mais

Gabinete de investigação em Bioética. Instituto de Bioética: ajacomo@porto.ucp.pt

Gabinete de investigação em Bioética. Instituto de Bioética: ajacomo@porto.ucp.pt QUE FUTURO TRANS-HUMANO? O NÚCLEO PRÁTICO E FILOSÓFICO DA NEUROÉTICA António Jácomo Gabinete de investigação em Bioética. Instituto de Bioética: ajacomo@porto.ucp.pt The question is therefore not whether,

Leia mais

Colégio Pedro II Departamento de Filosofia Programas Curriculares Ano Letivo: 2010 (Ensino Médio Regular, Ensino Médio Integrado, PROEJA)

Colégio Pedro II Departamento de Filosofia Programas Curriculares Ano Letivo: 2010 (Ensino Médio Regular, Ensino Médio Integrado, PROEJA) Colégio Pedro II Departamento de Filosofia Programas Curriculares Ano Letivo: 2010 (Ensino Médio Regular, Ensino Médio Integrado, PROEJA) Considerações sobre o Programa de Filosofia do Ensino Médio Regular

Leia mais

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado)

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. p. 18 e 39. Adaptado) 1. (Fgv 2014) O paradoxo aparente do absolutismo na Europa ocidental era que ele representava fundamentalmente um aparelho de proteção da propriedade dos privilégios aristocráticos, embora, ao mesmo tempo,

Leia mais

I OS GRANDES SISTEMAS METAFÍSICOS

I OS GRANDES SISTEMAS METAFÍSICOS I OS GRANDES SISTEMAS METAFÍSICOS A principal preocupação de Descartes, diante de uma tradição escolástica em que as espécies eram concebidas como entidades semimateriais, semi-espirituais, é separar com

Leia mais

Conclusões do Encontro do Laicato Dominicano

Conclusões do Encontro do Laicato Dominicano Conclusões do Encontro do Laicato Dominicano História OP Quatro elementos foram tomados como pontos de reflexão e ação para os dois primeiros anos. Um dos pontos ou aspetos sobre o qual trabalhar é a compaixão.

Leia mais

A narrativa como instrumento de interação na modalidade de EAD

A narrativa como instrumento de interação na modalidade de EAD A narrativa como instrumento de interação na modalidade de EAD Neusa Teresinha Bohnen (UNITINS) 1. Considerações iniciais Aprender uma Língua Estrangeira (LE) assume um caráter mais importante em tempos

Leia mais

6. PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DE FILOSOFIA ENSINO MÉDIO 6.1 APRESENTAÇÃO

6. PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DE FILOSOFIA ENSINO MÉDIO 6.1 APRESENTAÇÃO 1 6. PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DE FILOSOFIA ENSINO MÉDIO 6.1 APRESENTAÇÃO A disciplina de Filosofia no Ensino Médio visa desenvolver o senso crítico dos alunos objetivando um cidadão preparado para

Leia mais

ALTERIDADE - IMPLICAÇÕES NA FORMAÇÃO DO ALUNO

ALTERIDADE - IMPLICAÇÕES NA FORMAÇÃO DO ALUNO ALTERIDADE - IMPLICAÇÕES NA FORMAÇÃO DO ALUNO Hélio de Moraes e Marques 1 Resumo: O ensino da filosofia possui características muito peculiares quanto ao seu método. Refiro-me à exposição pelo professor

Leia mais

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical

Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Sobre a diferença entre música e musicalidade: considerações para educação musical Rafael Beling Unasp rafaelbeling@gamil.com Resumo: os termos música e musicalidade, por sua evidente proximidade, podem

Leia mais

MOTIVAÇÃO E MUDANÇA DE PARADIGMAS

MOTIVAÇÃO E MUDANÇA DE PARADIGMAS MOTIVAÇÃO E MUDANÇA DE PARADIGMAS Márcia Souto de Araújo 2008 Desenvolvimento do Potencial Humano Priorizamos a educação na descoberta de talentos, desenvolvimento das competências, Globalização: atendimentos

Leia mais

RESENHAS SCHMITT E STRAUSS: UM DIÁLOGO OBLÍQUO

RESENHAS SCHMITT E STRAUSS: UM DIÁLOGO OBLÍQUO RESENHAS SCHMITT E STRAUSS: UM DIÁLOGO OBLÍQUO MEIER, Heinrich. Carl Schmitt & Leo Strauss. The Hidden Dialogue. Including Strauss s Notes on Schmitt s Concept of the Political & Three Letters from Strauss

Leia mais

PLANO DE AULA OBJETIVOS: Refletir sobre a filosofia existencialista e dar ênfase aos conceitos do filósofo francês Jean Paul Sartre.

PLANO DE AULA OBJETIVOS: Refletir sobre a filosofia existencialista e dar ênfase aos conceitos do filósofo francês Jean Paul Sartre. PLANO DE AULA ÁREA: Ética TEMA: Existencialismo HISTÓRIA DA FILOSOFIA: Contemporânea INTERDISCIPLINARIDADE: Psicologia DURAÇÃO: 4 aulas de 50 cada AUTORIA: Angélica Silva Costa OBJETIVOS: Refletir sobre

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

Anna Catharinna 1 Ao contrário da palavra romântico, o termo realista vai nos lembrar alguém de espírito prático, voltado para a realidade, bem distante da fantasia da vida. Anna Catharinna 2 A arte parece

Leia mais

Hebe Laghi de Souza. DARWIN e KARDEC

Hebe Laghi de Souza. DARWIN e KARDEC Hebe Laghi de Souza DARWIN e KARDEC U M D I Á L O G O P O S S Í V E L CAMPINAS SP 2007 Sumário prefácio...xvii Capítulo 1 novos conhecimentos... 1 Dois livros, duas teorias um novo rumo...1 Detonando o

Leia mais

Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles. Profa. Ms. Luciana Codognoto

Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles. Profa. Ms. Luciana Codognoto Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles Profa. Ms. Luciana Codognoto Períodos da Filosofia Grega 1- Período pré-socrático: (VII e VI a.c): início do processo de desligamento entre

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI

PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI Introdução O pensamento político moderno, de Hobbes a Hegel, caracteriza-se pela tendência a considerar o Estado ou sociedade

Leia mais

A INCORPORAÇÃO DE RELATOS ORAIS COMO FONTES NA PESQUISA HISTÓRICA

A INCORPORAÇÃO DE RELATOS ORAIS COMO FONTES NA PESQUISA HISTÓRICA A INCORPORAÇÃO DE RELATOS ORAIS COMO FONTES NA PESQUISA HISTÓRICA Carla Monteiro de Souza* Em todos os tempos existem homens, eles existem no seu tempo e continuarão a existir enquanto alguém contar a

Leia mais

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) -

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) - EXERCICÍOS DE FILOSOFIA I O QUE É FILOSOFIA, ETIMOLOGIA, ONDE SURGIU, QUANDO, PARA QUE SERVE.( 1º ASSUNTO ) Questão (1) - Analise os itens abaixo e marque a alternativa CORRETA em relação ao significado

Leia mais

Religião e Espiritualidade

Religião e Espiritualidade Religião e Espiritualidade Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha vossa vã filosofia. Shakespeare A Mudança de Modelos Mentais O que é Religião? O que é espiritualidade? O que é Meditação? Como

Leia mais

POR QUE ELEGER O TEMA SOBRE AVALIAÇÃO DE VALORES

POR QUE ELEGER O TEMA SOBRE AVALIAÇÃO DE VALORES APRESENTAÇÃO POR QUE ELEGER O TEMA SOBRE AVALIAÇÃO DE VALORES O Tema em Destaque deste número de Estudos em Avaliação Educacional é Avaliação de valores: dimensões e metodologia. Nos artigos que o compõem,

Leia mais

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES Silvia Eula Muñoz¹ RESUMO Neste artigo pretendo compartilhar os diversos estudos e pesquisas que realizei com orientação do Prof. Me. Erion

Leia mais

ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA: TEMA, PROBLEMATIZAÇÃO, OBJETIVOS, JUSTIFICATIVA E REFERENCIAL TEÓRICO

ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA: TEMA, PROBLEMATIZAÇÃO, OBJETIVOS, JUSTIFICATIVA E REFERENCIAL TEÓRICO ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA: TEMA, PROBLEMATIZAÇÃO, OBJETIVOS, JUSTIFICATIVA E REFERENCIAL TEÓRICO PROF. ME. RAFAEL HENRIQUE SANTIN Este texto tem a finalidade de apresentar algumas diretrizes para

Leia mais

GOULART *, Nelson PUCPR nelsongoulart@hotmail.com

GOULART *, Nelson PUCPR nelsongoulart@hotmail.com O EDUCADOR FILÓSOFO: DE COMO SAVIANI E MORAN DEMONSTRAM QUE A FILOSOFIA É A LIGAÇÃO NECESSÁRIA ENTRE AS DIVERSAS DISCIPLINAS, HUMANIZANDO E SENDO PONTE ENTRE O DENTRO E O FORA, ENTRE O SINGULAR E O COMPLEXO

Leia mais

O objetivo da existência é o desabrochar dos germens divinos da alma;

O objetivo da existência é o desabrochar dos germens divinos da alma; PEDAGOGIA ESPÍRITA Trabalho formulado pelos facilitadores Edmar Jr. Ed e Juliana Machado da FEB Capacitação de Evangelizadores - Irmão Estevão, setembro de 2015 A Pedagogia Espírita Fundamentos Somos seres

Leia mais

BAPAK FALA AOS CANDIDATOS

BAPAK FALA AOS CANDIDATOS BAPAK FALA AOS CANDIDATOS PRÓLOGO Subud é um contacto com o poder de Deus Todo Poderoso. Para as pessoas que consideram difícil aceitar tal afirmação, Subud pode ser descrito como a realidade mais além

Leia mais

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia I Natureza Humana * Qual a natureza humana? Ou seja, qual é a ontologia humana? - Uma teoria da natureza humana busca especificar

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS RECUPERAÇÃO. 1. Quais foram as principais características da escolástica? Cite alguns de seus pensadores.

LISTA DE EXERCÍCIOS RECUPERAÇÃO. 1. Quais foram as principais características da escolástica? Cite alguns de seus pensadores. LISTA DE EXERCÍCIOS RECUPERAÇÃO 1. Quais foram as principais características da escolástica? Cite alguns de seus pensadores. 2. Como acontecia a aprendizagem nas escolas no período medieval? Quem era apto

Leia mais

Para pensar... Existe diferença entre criar, inventar e descobrir? O que tem isso a ver com a ação do ser humano? A Evolução da Técnica

Para pensar... Existe diferença entre criar, inventar e descobrir? O que tem isso a ver com a ação do ser humano? A Evolução da Técnica Para pensar... Existe diferença entre criar, inventar e descobrir? O que tem isso a ver com a ação do ser humano? Na Grécia Antiga: A Evolução da Técnica Techné quase sinônimo de arte (enquanto habilidade

Leia mais

O público e o privado em Hannah Arendt A condição Humana

O público e o privado em Hannah Arendt A condição Humana O público e o privado em Hannah Arendt A condição Humana Hannah Arendt na obra A condição Humana trata especificamente da questão do público e do privado. 1) Designa três condições/atividades humanas fundamentais:

Leia mais

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES

TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES TENDÊNCIAS RECENTES DOS ESTUDOS E DAS PRÁTICAS CURRICULARES Inês Barbosa de Oliveira O desafio de discutir os estudos e as práticas curriculares, sejam elas ligadas à educação de jovens e adultos ou ao

Leia mais