Sementes de Girassol: alguns comentários

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Sementes de Girassol: alguns comentários"

Transcrição

1 Sementes de Girassol: alguns comentários Maria Helena Fagundes Outubro/ Introdução O Brasil é um produtor pouco expressivo de girassol grão, tendo participado com aproximadamente 0,5% da produção mundial nos últimos dois anos: 0,42% em 2000 e 0,45% em Verifica-se, no entanto, que a produção nacional cresceu 317% nos últimos cinco anos, passando de 15,8 mil toneladas em 1998 para 66 mil toneladas em 2002, acompanhando o crescimento do consumo interno e deslocando progressivamente as importações do grão. As importações de girassol grão reduziram-se de US$ 3,4 milhões e 6,4 mil toneladas em 1998 para US$ 1,5 milhões e 3,6 mil toneladas em 2001, sendo que, até junho/2002, foram realizadas importações de US$ 504,5 mil e 1,2 mil toneladas. Esse quadro revela uma retomada importante da produção de girassol no país e um momento oportuno para o incentivo da produção de sementes dessa oleaginosa, considerando-se o quadro atual de dependência de importações de sementes de girassol para a continuidade do seu cultivo no país. 2. Cenário internacional O girassol (Helianthus annuus L.) está entre as cinco maiores culturas oleaginosas produtoras de óleo vegetal comestível do mundo (6,5% da produção mundial de oleaginosas na safra 2001/02), ficando atrás apenas da soja (56,8% do total), do algodão (11,3% do total), da colza/rapeseed (11,1% do total) e do amendoim (10,23% do total). Verifica-se, no entanto, um decréscimo de 10,6% na produção mundial de girassol/grão, que passou de 23,8 milhões de toneladas em 1996 para 21,2 milhões de toneladas em Os maiores produtores mundiais de girassol em 2002 foram: antiga União Soviética (sendo que Rússia e Ucrânia produzem 95% da produção do antigo bloco) com 26,54% da produção mundial; Argentina (17,40%);União Européia (14,15% da produção mundial ); Estados Unidos (7,43%); China (7,05%) e Índia (6,82%). O Brasil produziu 66 mil toneladas (ou 0,31% da produção mundial). Os demais países produziram 4,9 milhões de toneladas (ou 21,74% da produção total). A produção mundial total foi de 21,27 milhões de toneladas (ver quadro e gráfico a seguir). A Argentina, que já produziu 7,1 milhões de toneladas em 1998, diminuiu sua produção para 6 milhões de toneladas em 1999 e 3,7 milhões em A previsão é que a produção argentina desta oleaginosa cresça para 4 milhões de toneladas em 2003.

2 A Índia aumentou sua produção no período, de 1,3 milhão de toneladas em 1996 para 1,45 milhão em 2002, com uma previsão de produzir 1,63 milhão de toneladas em O Brasil mais do que duplicou sua produção no período, passando de 30 mil t em 1996 para 66 mil t em 2002 (ou + 120%). Girassol: Produção mundial e de alguns países (Em1000t e%daproduçãototal) País (prev) Mundo ,00% ,00% ,00% ,00% ,00% ,00% ,00% ,00% Antiga USSR ,13% ,32% ,12% ,10% ,32% ,11% ,54% Argentina ,69% ,70% ,66% ,09% ,89% ,10% ,40% ,43% União Européia ,32% ,40% ,77% ,81% ,79% ,21% ,15% ,81% China ,57% ,07% ,50% ,63% ,12% ,37% ,05% ,84% Índia ,53% ,95% ,51% ,79% ,46% ,37% ,82% ,10% Estados Unidos ,78% ,19% ,98% ,25% ,10% ,91% ,43% ,27% Brasil 30 0,13% 30 0,13% 49 0,18% 97 0,36% 97 0,42% 100 0,43% 66 0,31% 66 0,29% Outros ,99% ,44% ,08% ,97% ,12% ,29% ,74% ,72% Fonte: USDA e Conab. 3. Cenário nacional De acordo com dados da Conab, a produção de girassol grão no Brasil cresceu de 15,8 mil t em 1998 para 66 mil t em 2002 (+ 317%), enquanto a área aumentou de 12,4 mil ha para 45,6 mil ha no mesmo período (+ 267%). A produtividade da cultura cresceu 13,5% entre 1998 e 2002, havendo atingido um máximo de 1.679,3 kg/ha em 2000 (ver quadro a seguir). 2

3 Girassol: Produção, área e produtividade ¹ 1998 a Produção ( Em 1000 t) 15, ,4 56,3 66 Área (Em 1000 ha) 12,4 44, ,6 Produtividade (Em kg/ha) 1.274, , , , ,4 Fonte: Conab. ¹ A Conab passa a acompanhar a produção de girassol somente a partir de A produção de girassol/grão concentra-se nos estados de Goiás (70% da produção na safra 2002); Mato Grosso do Sul (12,6% da produção na safra 2002); e Rio Grande do Sul (8,1% na safra 2002), sendo Paraná e Mato Grosso responsáveis por aproximadamente 9,3% da produção total em Nos sistemas agrícolas já implantados, existem espaços físicos e/ou agronômicos que podem ser ocupados pelo girassol visando o estabelecimento de sistemas agrícolas mais diversificados, como é o caso do girassol no sistema "safrinha" em Goiás. Trata-se de uma oleaginosa que apresenta características agronômicas importantes, como uma maior resistência à seca, ao frio e ao calor do que a maioria das espécies normalmente cultivadas no Brasil. Adicionalmente, apresenta ampla adaptabilidade às diferentes condições edafoclimáticas e seu rendimento é pouco influenciado pela latitude, altitude e pelo fotoperíodo. Graças a essas características, apresenta-se como uma opção nos sistemas de rotação, consórcio e sucessão de culturas nas regiões produtoras de grãos (o seu ciclo vegetativo varia entre 90 a 130 dias, dependendo da cultivar) 1. Girassol: Calendário de plantio Centro Oeste Paraná Rio Grande do Sul São Paulo Fonte: Embrapa. início de janeiro a 15 de fevereiro de agosto a outubro julho/agosto fevereiro/março O aproveitamento do girassol é muito grande: (i) no caso de seus grãos, estes podem ser consumidos como alimentação humana ou animal; (ii) as suas raízes promovem considerável reciclagem de nutrientes, além de matéria orgânica após colheita; (iii) as hastes servem para silagem e para adubação verde além de serem utilizadas como material de forro acústico; (iv) a sua associação com a apicultura permite a produção de 20 a 40 kg de mel por hectare de cultura. 1 A introdução de uma nova cultura em um sistema produtivo depende da disponibilidade de tecnologia que assegure sua produção, da sua capacidade de inserir-se na cadeia agroalimentar e da sua rentabilidade econômica. Os resultados dos trabalhos de pesquisa agronômica demonstram a existência de um acervo de tecnologias que garante o desenvolvimento da produção de girassol para diferentes regiões brasileiras em condições favoráveis em termos de rendimento físico por hectare. A sua inserção na cadeia produtiva também está assegurada, considerando que utiliza a mesma estrutura disponível para a soja. È importante lembrar que o girassol, em função da época de semeadura, irá ocupar parte ociosa dos fatores de produção existentes para soja e milho, tanto na propriedade rural quanto nas plantas industriais (Embrapa, Circular Técnica nº 13, 1997). 3

4 Mais recentemente, o Agricultural Research Service do United States Department of Agriculture (USDA/ARS), descobriu que o girassol pode tornar-se uma fábrica de látex e borracha, que poderia substituir importações norteamericanas no valor de US$ 1 bilhão em borracha natural e de US$ 8 bilhões em bens que contêm 350 mil toneladas de borracha (informações para o ano 2000), reduzindo a dependência daquele país dessas importações e também da dependência de borracha sintética feita a partir do petróleo. A indústria brasileira iniciou o aproveitamento do girassol como oleaginosa no início dos anos 60, quando a agroindustrial Aguapeí Ltda estimulou seu cultivo com o apoio da área de pesquisa e da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo na parte de extensão. A produção cresceu até 1966 quando sofreu ataque de ferrugem causada pelo fungo Puccinia helianthi, paralisando-se, a partir dessa época, as atividades agrícola e industrial. Por volta de 1970, a SANBRA e a Anderson Clayton fomentaram novamente o cultivo do girassol. No entanto, as variedades resistentes à ferrugem eram pouco produtivas e os preços estavam em declínio. O primeiro cultivar de girassol desenvolvido no Brasil foi o IAC Anhandy, pelo Instituto Agronômico de Campinas. Hoje, de acordo com os dados do Serviço Nacional de Proteção de Cultivares, não existe nenhuma cultivar de girassol protegida (cuja exploração dependa de autorização por parte dos titulares da proteção). Existem, no entanto, 73 cultivares registradas, aptas a serem produzidas e comercializadas no país, tanto de responsáveis nacionais como estrangeiros. As cultivares (híbridos e variedades) nacionais e estrangeiras mais utilizadas atualmente no país são: Híbridos: Agrobel 910: para óleo; Agrobel 920: para alimento de pássaros e óleo; Agrobel 960: para óleo; todas as sementes da Agrobel pertencem à Agromania S/A (Argentina); BRS 191 (Embrapa), da Embrapa: para óleo; Morgan 734 e Morgan 742, da DINAMILHO Carol Produtos Agrícolas Ltda, da Dow Agrosciences): para pássaro, óleo e silagem; Cargill 11, da Monsanto do Brasil Ltda, para óleo; Rumbosol 91, da J.C.G. - Genética e Tecnologia Agropecuária Ltda: para adubação verde e silagem. Variedades: Embrapa 122 (Embrapa) : para óleo e adubação verde; Catissol 01 (CATI- Coord. de Assistência Técnica Integral, Departamento de Sementes e Mudas, da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo): para silagem, adubação verde e óleo; IAC Uruguai (Inst. Agronômico de Campinas): para silagem e adubação verde. 4

5 4. Comércio exterior de sementes de girassol O quadro a seguir apresenta o comércio exterior brasileiro de sementes de girassol, em quantidade (Q) e valor (V), entre 1997 e 2002 (até junho): Comércio exterior brasileiro de sementes de girassol para semeadura Quantidade (Q) em kg valor (V) em US$ Fob (NCM ) Países V/Q (até jun) Total (jun) V/Q % total V/Q % total V/Q % total V/Q % total V/Q % total V/Q % total V/Q % total Exp totais V ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Q ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Argentina V ,1% ,3% ,6% ,86% Q ,0% ,1% ,5% ,25% Paraguai V 45 1,9% 786 4,7% 230 0,4% ,42% Q 12 2,0% ,9% 350 1,5% ,58% Angola V ,0% 531 0,71% Q ,0% 48 0,17% Imp totais V ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Q ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% ,0% Argentina V ,0% ,9% ,8% ,0% ,0% ,0% ,96% Q ,0% ,9% ,7% ,0% ,0% ,0% ,96% Austrália V ,2% ,03% Q ,3% ,04% Estados Unidos V ,1% ,01% Q ,1% ,00% Fonte: MDIC. No período entre 1997 e 2002 (até junho), o Brasil exportou sementes de girassol no valor de US$ 2,3 mil (612 kg) em 1997; US$ 16,7 mil (5,3 t) em 1998; US$ 54,8 mil (22,6 t) em 1999; e US$ 531 e 48 kg em 2001, destinadas em sua quase totalidade para a Argentina (com exportações residuais para o Paraguai). Não houve exportações em 2000 e 2002 (até junho). No que se refere às importações, estas alcançaram um pico em 2000, com US$ 934,7 mil e 252,3 toneladas, diminuem em 2001 (US$ 507,7 mil e 111,7 t), mas aumentam em 2002 (até junho) com importações de US$ 650,4 mil e 156,8 toneladas. As importações têm origem em sua quase totalidade na Argentina, com importações residuais dos Estados Unidos em 1998 e da Austrália em Cabe mencionar que a Tarifa Externa Comum (TEC) para a semente de girassol assim como para a totalidade das sementes é de 0%. Em 2002 (até junho), as importações de sementes de girassol representaram 10,2% (US% 650,4 mil) do total de importações de sementes de grãos e fibras pertencentes à pauta da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) que foi de US$ 6,37 milhões, ficando atrás apenas das importações de semente de milho (US$ 4,56 milhões e 71,48% do total) e de trigo (US$ 1,08 milhões e 17,05% do total). 2 2 No que se refere ao complexo girassol, o Brasil é importador líquido de girassol grão, farelo e óleo (com exceção de farelo em 2002), sendo que as importações de grão e óleo declinam ao longo do período 1998 a 2002 (até junho), enquanto as importações do farelo crescem ao longo de todo o período 1998 a Essas importações do complexo girassol se originam principalmente na Argentina: 74,2% em 2002; 79,6% em 2001; e 69,1% em 2000, sendo o restante das importações originárias dos outros países do Mercosul. Prevê-se que a Argentina, que vem diminuindo substancialmente sua produção, passe a produzir 4 milhões de toneladas de grão de girassol em 2002/03. A tabela a seguir detalha o comportamento do comércio exterior do complexo girassol nos cinco últimos anos: 5

6 Em Goiás, estado responsável por 70% da produção brasileira de girassol/grão na safra 2002, a participação e os preços praticados das diferentes sementes na produção do estado é a seguinte: Participação na produção e preços de sementes no estado de Goiás (agosto/2002) Semente Participação na produção Preço Agrobel (importada) 60% R$ 28,00/kg Morgan (importada) 25% R$ 23,00/kg BRS 191(nacional) 7,5% R$ 19,00/kg Cargill (nacional) 7,5% R$ 19,00/kg Fonte: Caramuru Alimentos e Embrapa. 5. Estimativa do quadro de suprimento de sementes de girassol 5.1. Produção de sementes de girassol No que se refere aos dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) sobre produção de sementes no Brasil, temos que, entre 1997 e 2001, a produção de sementes de girassol (sunflower seed seed) cresceu 400%, passando de 264 t para t ( ver quadro a seguir) 3. Apesar de os dados da FAO mostrarem um crescimento importante na produção de sementes de girassol, alcançando toneladas na safra 2001 (dado repetido para a safra 2002), quando se compara estas informações com a produção de sementes fiscalizadas/certificadas, nota-se que estas representam apenas 12,4 % do dado levantado pela FAO para o ano de Cabe lembrar que somente são incluídas na pauta da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), podendo ser objeto de Empréstimo do Governo Federal (EGF), as sementes fiscalizadas/certificadas. Sementes de girassol: produção (1997 a 2001) Complexo Girassol: Comércio exterior de grão, farelo e óleo 1998 a 2002 (até junho) Em US$ Girassol Exp/Imp Grão Exp Imp Saldo Farelo Exp Imp Saldo Óleo Exp Imp Saldo Complexo Exp Imp Saldo Fonte: MDIC/Alice. A Tarifa Externa Comum para o complexo girassol é a seguinte: grão 9,5%; farelo 7,5%; óleo bruto 11,5%; e óleo refinado 13,5%. 3 A Abrasem (Associação Brasileira de Produtores de Sementes) não possui informações estatísticas sobre a produção brasileira de sementes de girassol. 6

7 Em t Produção de sementes de girassol Fonte: FAO. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresenta os seguintes valores para a produção de sementes de girassol em 2001 e 2002 (em relatório de junho/2002): 2001 Sementes de Girassol: Produção em São Paulo (2001 e 2002) - Em t e ha Cultivar Classe Área Plantada (ha) Área cancelada (ha) Produção estimada (t) Produção colhida (t) Sementes aceitas(t) BRS 1919 Fisc 12, , Catissol 01 Fisc 137,28 15,00 14,00 4,15 2,86 Catissol 01 Certif 40, ,00 2,58 2,01 IAC Uruguai Fisc 72, ,00 11,07 11,07 Total 261,28 15,00 354,00 17,80 15, Catissol Fisc 65, , Total 65,00 50,00 Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. De acordo com essas informações, a produção de sementes fiscalizadas/certificadas em São Paulo passou de uma produção estimada de 354 t em 2000/01 (as quais resultaram em 17,8 t de produção colhida - 5% da produção estimada - e 15,94 t de sementes aceitas - 4,5% da produção estimada), para 50 t em 2001/02, caindo 85,8%. No que se refere ao quadro de oferta e demanda de sementes de girassol, optou-se por utilizar as informações da Embrapa, as quais serão apresentadas a seguir Quadro de oferta e demanda de sementes de girassol A produção de sementes fiscalizadas/certificadas de girassol, conforme dados da Embrapa 4, para as sete principais cultivares, foi a seguinte nas quatro últimas safras: Sementes de Girassol: Produção nacional de sementes fiscalizadas/certificadas 1999 a 2002 Em t Cultivar Catissol IAC Uruguai Embrapa ,5 4,75 6,3 BRS Rumbosol Rumbosol Cargill TOTAL ,5 164,75 203,3 Fonte: Embrapa. 4 Os principais campos de produção de sementes de girassol estão em Catalão (Goiás); Biriguí (São Paulo); Guaíra (São Paulo); e Dourados (Mato Grosso do Sul). 7

8 Para o total das cultivares, a produção evoluiu de 125 t em 1999 para 203,3 t em 2002, ou seja, um crescimento de 62,6% em quatro anos, acompanhando a expansão dessa lavoura no país. Levando-se em consideração: (i) as informações sobre produção de sementes de girassol da Embrapa; (ii) uma taxa de utilização de sementes de girassol de 100% (demanda potencial igual à demanda efetiva); (iii) uma quantidade média de sementes de 4 kg/ha; (iv) (v) (vi) os dados sobre área cultivada com girassol/grão da Conab; para a safra de girassol grão 2003, considerou-se: (a) que será repetida a área plantada com girassol de 2002, de 45,6 mil ha, ocasionando uma demanda de 182,4 t de sementes; (b) produção de 203,3 t de sementes da safra 2002 a ser utilizada na safra 2003; (c) exportações nulas e importações iguais às ocorridas em 2002 de 156,8 t; e desconsiderando-se a formação de estoques (em toneladas): encontra-se o quadro de oferta e demanda de sementes, de 2000 a 2002, e uma estimativa para a safra 2003 (em toneladas): Sementes de girassol: quadro de oferta e demanda 2000 a 2003 (estimativa) Em toneladas Oferta/Demanda (estimativa) Demanda potencial/efetiva 232,00 148,00 182,40 182,40 Produção (ano anterior) 125,00 209,50 164,75 203,30 Exportações 0,000 0,048 0,000 0,000 Importações 252,30 111,70 156,80 156,80 (Prod - Exp + Imp) - Demanda 145,30 173,15 139,15 177,70 Fonte:Embrapa e MDIC. Para os quatro anos considerados, existem excedentes de oferta 5 disponível (produção - exportações + importações) em relação à demanda potencial/efetiva : 145,3 t em 2000; 173,2 t em 2001; 139,15 t em 2002; e 177,7 t em 2003 (estimativa). No entanto, esses dados não consideram uma quantidade até agora não adequadamente quantificada, e que se refere a sementes de girassol destinadas à alimentação de pássaros. Apesar de constatarem-se excedentes de oferta, esses resultados podem não representar a realidade, principalmente devido à existência, ao longo do período analisado, de significativas importações. 5 Aproximadamente 85% da produção de sementes no país são armazenadas apenas entre o período de colheita e plantio da próxima safra. 8

9 Relativos Relativo (estimativa) Produção interna (menos) demanda (t) -107,00 61,50-17,65 20,90 Importações/demanda (%) 108,75% 75,47% 85,96% 85,96% Se considerarmos apenas a produção interna de sementes em comparação com a demanda, somente em 2001 (excedente de 61,5t) e 2003 (estimativa de excedente de 20,9 t) ela foi suficiente para atender a demanda interna. Em 2000 e 2002 houve insuficiência da produção interna de 107 t e 17,65 t, respectivamente. Se compararmos as importações com a demanda interna, temos os seguintes relativos: 108,75% em 2000; 75,47% em 2001; 85,96% em 2002; e 85,96% em 2003 (estimativa). O quadro acima de oferta e demanda de sementes de girassol revela a grande dependência da cultura na contínua importação de sementes, as quais são comercializadas no país a preços entre 20% e 50% superiores às cultivares nacionais. 6. Comentários finais O país é um importador líquido do complexo girassol, sendo efetuadas significativas importações de grão, farelo e óleo, num montante total de US$ 15,1 milhões em 2001 e exportações de US$ 364,3 mil, ocasionando um deficit no complexo de US$ 14,8 milhões. Até junho/2002, o deficit comercial do complexo girassol foi de US$ 1,3 milhão, devido, principalmente, às importações de grão e óleo. A produção nacional é realizada com uma produtividade que oscilou entre e kg/ha entre 2000 e 2002, compatível com a produtividade de a kg/ha da produção de girassol na Argentina. A produção de sementes em quantidades apropriadas e adaptadas aos diferentes usos da cultura é imprescindível para que se prossiga o desenvolvimento dessa lavoura no país, evitando-se o seu retrocesso como aconteceu em período recente. A necessidade de substituir importações agrícolas em áreas em que o país é competitivo e a existência de um amplo mercado consumidor interno, transforma a cultura do girassol em uma oportunidade importante para o crescimento da produção agrícola, principalmente pelas suas características agronômicas de produção em regime de safrinha. Referências - Castro, César et al, A Cultura do Girassol, Circular Técnica nº 13, Embrapa, Cavasini Jr, Carlos Paulo A Cultura do Girassol, Livraria e Editora Agropecuária, RS, Site do USDA/ERS/Oil Crops Outlook - Site USDA/FAS - Production Estimates and Crop Assessment Division, diversas estatísticas - Site do MAPA/Serviço Nacional de Proteção de Cultivares - Site do MDIC/Sistema Alice - Conab/Sistema de Avaliação de Safras - Associação Brasileira de Produtores de Sementes/Abrasem, anuários - Caramuru Alimentos - Secretarias Estaduais de Agricultura/MAPA - Clovis T. Wetzel, - Concentração no Mercado de Sementes, Embrapa, Brasília, abril/2001, mimeo - A Indústria Brasileira de Sementes Breve Histórico, Comentários e Tendências, Embrapa/SPSB, mimeo, Brasília, junho/1999 9

10 - O Cenário da Semente no Brasil, Embrapa, Brasília, mimeo, junho/ Sementes de Algodão no Centro-Sul, , Embrapa, Brasília, mimeo, fevereiro/ Iwao Miyamoto, - Importância da nova lei de sementes para o agronegócio brasileiro, abril/2002, mimeo. - Perspectivas para o mercado de sementes: regional e nacional do trigo em 2002/03, APASEM/ABRASEM, setembro/2002, mimeo. - Vandana Shiva, Biopirataria A pilhagem da natureza e do conhecimento, Editora Vozes, Maria Helena Fagundes MAPA/Conab/Sugof Tel: (61)

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Outubro de 2012. MUNDO O milho é o cereal mais produzido no mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção média do

Leia mais

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro 2015 PARANÁ A estimativa de área para a safra 2015/16 de soja é recorde no Paraná. Segundo os técnicos de campo serão semeados 5,24 milhões de hectares,

Leia mais

10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013

10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013 10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013 1. INTRODUÇÃO O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realiza sistematicamente

Leia mais

Milho Perspectivas do mercado 2011/12

Milho Perspectivas do mercado 2011/12 MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE POLÍTICA AGRÍCOLA Milho Perspectivas do mercado 2011/12 março de 2012 Milho - Oferta e Demanda - Mundo milhões de t. Safras 2008/09 2009/10

Leia mais

TRIGO Período de 02 a 06/11/2015

TRIGO Período de 02 a 06/11/2015 TRIGO Período de 02 a 06//205 Tabela I - PREÇO PAGO AO PRODUTOR (em R$/60 kg) Centro de Produção Unid. 2 meses Períodos anteriores mês (*) semana Preço Atual PR 60 kg 29,56 35,87 36,75 36,96 Semana Atual

Leia mais

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009.

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Para os produtores de sorgo o ano de 2008 pode ser considerado como bom. As condições climatológicas foram favoráveis durante todo o ciclo

Leia mais

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO GRÃOS: SOJA, MILHO, TRIGO e ARROZ TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 NO BRASIL E NO MUNDO Carlos Cogo Setembro/2012 PRODUÇÃO MUNDIAL DEVE RECUAR 4,1% NA SAFRA 2012/2013 ESTOQUES FINAIS MUNDIAIS DEVEM

Leia mais

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira Clusters para exportação sustentável nas cadeias produtivas da carne bovina e soja Eng Agrônomo Lucas Galvan Diretor

Leia mais

MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO

MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO Paulo Magno Rabelo (1) A análise de desempenho da produção de trigo no mundo desperta apreensões fundamentadas quanto aos indicadores de área

Leia mais

O MERCADO DE TRIGO. O balanço mundial de trigo, ao longo das safras analisadas, é visualizado na

O MERCADO DE TRIGO. O balanço mundial de trigo, ao longo das safras analisadas, é visualizado na O MERCADO DE TRIGO 1. INTRODUÇÃO O Brasil é o maior importador mundial de trigo e a sua dependência se torna acentuada à medida que os estoques públicos e privados se reduzem. A safra 2007/08 apresenta-se

Leia mais

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14 Soja Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro de 2013 MUNDO A economia mundial cada vez mais globalizada tem sido o principal propulsor responsável pelo aumento da produção de soja. Com o aumento do

Leia mais

Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM

Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM Resultados incluem primeiro ano de cultivo de milho geneticamente modificado, além das já tradicionais

Leia mais

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA O uso da terra no Brasil Evolução das Áreas de Produção Milhões de hectares 1960 1975 1985 1995 2006 Var.

Leia mais

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES / 2007 1- Balança Comercial Mato Grosso continua tendo superávit na Balança Comercial registrando em 2007 um expressivo saldo de US$ 4,38 bilhões valor que representa

Leia mais

Panorama da produção de arroz no Rio Grande do Sul

Panorama da produção de arroz no Rio Grande do Sul Panorama da produção de arroz no Rio Grande do Sul Luís Davi Vicensi Siqueira PPG Economia do Desenvolvimento PUCRS luis.davi@ibest.com.br Carlos Eduardo Lobo e Silva PPG Economia do Desenvolvimento PUCRS

Leia mais

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE realizou, em outubro, o primeiro prognóstico para

Leia mais

Agronegócio Internacional

Agronegócio Internacional Boletim do Agronegócio Internacional Agronegócio Internacional Recordistas de vendas no valor total exportado pelo Brasil jan-jul 2014/2013 Edição 03 - Agosto de 2014 O agronegócio representou 44% das

Leia mais

Impactos da Adoção da Tecnologia Intacta. Monsanto

Impactos da Adoção da Tecnologia Intacta. Monsanto Impactos da Adoção da Tecnologia Intacta Monsanto 11 de junho de 2013 1 Objetivo do trabalho 2 Objetivo do presente trabalho é demonstrar a importância econômica da utilização da tecnologia no aumento

Leia mais

BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008

BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008 BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008 Mercado Internacional Em 2007, a produção anual de milho atingiu quase 720 milhões de tonelada (Tabela 1), quando os Estados Unidos,

Leia mais

2014: Um ano de vitórias para o agronegócio

2014: Um ano de vitórias para o agronegócio Edição 08 - Janeiro de 2015 2014: Um ano de vitórias para o agronegócio Esta edição do Boletim do Agronegócio Internacional dedica atenção especial à análise do comércio exterior do setor em 2014. A agricultura

Leia mais

PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS

PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL D E R A L PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS 20/03/06 O levantamento de campo realizado pelo DERAL, no

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: JULHO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 /2009

LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 /2009 LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 /2009 1. Mercado nacional: preços pagos ao produtor e produção histórica e estimada no Mercosul Os preços nominais médios brutos 1 pagos ao produtor em julho, ponderados

Leia mais

Tabela 1 Evolução da produção mundial de óleos (Mil toneladas)

Tabela 1 Evolução da produção mundial de óleos (Mil toneladas) Preços da mamona se recuperam 1. A produção e o consumo mundial de óleos vegetais se elevam A produção mundial de óleos vegetais aumentou aproximadamente 400 entre 1974/75 e 2006/07, passando de 25,7 hões

Leia mais

Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado

Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado AGROSSÍNTESE Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado Edilson de Oliveira Santos 1 1 Mestre em Economia, Gestor Governamental da SEAGRI; e-mail: edilsonsantos@seagri.ba.gov.br

Leia mais

Milho Período: 11 a 15/05/2015

Milho Período: 11 a 15/05/2015 Milho Período: 11 a 15/05/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,0203 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

PLANO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL DO PIAUÍ

PLANO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL DO PIAUÍ PLANO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL DO PIAUÍ Carteira de Agronegócios Projetos Propostos Teresina, PI novembro 2013 SUMÁRIO Características atuais dos principais setores de agronegócio piauiense

Leia mais

Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação - UNIJUÍ

Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação - UNIJUÍ DACEC Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação - UNIJUÍ Comentários referentes ao período entre 03/05/2013 a 09/05/2013 Prof. Dr. Argemiro Luís Brum 1 Prof. Ms.

Leia mais

DESCOMPACTAÇÃO DO SOLO NO PLANTIO DIRETO USANDO FORRAGEIRAS TROPICAIS REDUZ EFEITO DA SECA

DESCOMPACTAÇÃO DO SOLO NO PLANTIO DIRETO USANDO FORRAGEIRAS TROPICAIS REDUZ EFEITO DA SECA DESCOMPACTAÇÃO DO SOLO NO PLANTIO DIRETO USANDO FORRAGEIRAS TROPICAIS REDUZ EFEITO DA SECA Por: Julio Franchini Área: Manejo do Solo Julio Franchini possui graduação em Agronomia pela Universidade Estadual

Leia mais

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20 PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20 AGE - ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA Chefe da AGE: Derli Dossa. E-mail: derli.dossa@agricultura.gov.br Equipe Técnica: José Garcia Gasques. E-mail: jose.gasques@agricultura.gov.br

Leia mais

Análise de Mercado do Sistema OCB

Análise de Mercado do Sistema OCB Análise de Mercado do Sistema OCB SUMÁRIO EXECUTIVO Mercado de Trigo nº 019 - Abril/2008 Equipe da Gerência de Mercados - GEMERC: Autor: Marcos Antonio Matos - Técnico de Mercado Coordenação: Evandro Scheid

Leia mais

Serra Talhada,15 Maio de 2009

Serra Talhada,15 Maio de 2009 Serra Talhada,15 Maio de 2009 PESQUISAS COM GIRASSOL EM PERNAMBUCO O Instituto Agronômico de Pesquisas IPA, iniciou no ano de 2008 pesquisas com a cultura do girassol nas regiões do Agreste, Sertão do

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: ABRIL/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Organização Internacional do Café - OIC Londres, 21 de setembro de 2010. O Sistema Agroindustrial do Café no Brasil - Overview 1 Cafés

Leia mais

Universidade do Pampa campus Dom Pedrito Seminários Prof. Alicia Ruiz. Soja. Acadêmicos:Quelem Martins, Ricardo Carneiro, Renan Régio

Universidade do Pampa campus Dom Pedrito Seminários Prof. Alicia Ruiz. Soja. Acadêmicos:Quelem Martins, Ricardo Carneiro, Renan Régio Universidade do Pampa campus Dom Pedrito Seminários Prof. Alicia Ruiz Soja Acadêmicos:Quelem Martins, Ricardo Carneiro, Renan Régio A soja (Glycine max (L.) Merrill) que hoje é cultivada mundo afora, é

Leia mais

ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2007/08

ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2007/08 ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2007/08 A L G O D Ã O Elaboração: Eng. Agr. Mauricio Tadeu Lunardon

Leia mais

Soja-Comercialização Safra 2011/12 e Cenario 2012/13. NILVA CLARO COSTA nilva.claro@conab.gov.br

Soja-Comercialização Safra 2011/12 e Cenario 2012/13. NILVA CLARO COSTA nilva.claro@conab.gov.br Soja-Comercialização Safra 2011/12 e Cenario 2012/13 NILVA CLARO COSTA nilva.claro@conab.gov.br Comercialização Safra-2011/12 60,00 55,00 50,00 45,00 40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 S oja Grã o P re ços

Leia mais

Maçã: Balanço mundial (em mil toneladas métricas)

Maçã: Balanço mundial (em mil toneladas métricas) Informativo da Política Agrícola Secretaria de Política Agrícola Secretaria de Política Agrícola Informativo N o 54 Maçã Ano 6 Vol. 54, março de 213 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Leia mais

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO A soja é a commodity mais importante do Brasil, pelo valor da produção obtida de grão, óleo e farelo, significativa parcela na receita cambial, área plantada, consumo de

Leia mais

Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná

Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná A FAEP tem solicitado ao governo federal que libere os recursos anunciados de R$ 5,6 bilhões na Política de Garantia de Preços Mínimos

Leia mais

VARIAÇÃO ESTACIONAL DE PREÇOS DA MAMONA NO PARANÁ INTRODUÇÃO

VARIAÇÃO ESTACIONAL DE PREÇOS DA MAMONA NO PARANÁ INTRODUÇÃO Página 1927 VARIAÇÃO ESTACIONAL DE PREÇOS DA MAMONA NO PARANÁ Gerson Henrique da Silva 1 ; Maura Seiko Tsutsui Esperancini 2 ; Cármem Ozana de Melo 3 ; Osmar de Carvalho Bueno 4 1Unioeste Francisco Beltrão-PR,

Leia mais

Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana

Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Super-safra norte-americana Em seu boletim de oferta e demanda mundial de setembro o Usda reestimou para cima suas projeções para a safra 2007/08.

Leia mais

Conjuntura e perspectivas. Panorama do mercado de extração de óleos

Conjuntura e perspectivas. Panorama do mercado de extração de óleos Conjuntura e perspectivas Panorama do mercado de extração de óleos I Simpósio Tecnológico PBIO de Extração de Óleos Vegetais Daniel Furlan Amaral Economista Rio de Janeiro - RJ 03 Dezembro 2009 Roteiro

Leia mais

Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura

Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura Edição 14 - Julho de 2015 Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura A presidente Dilma Rousseff esteve nos Estados Unidos, de 27 de junho a 1º de julho, onde

Leia mais

Exportações no período acumulado de janeiro até abril de 2015. Total das exportações do Rio Grande do Sul. 2015 com abril de 2014.

Exportações no período acumulado de janeiro até abril de 2015. Total das exportações do Rio Grande do Sul. 2015 com abril de 2014. Este relatório tem por objetivo apresentar os principais números referentes ao comércio internacional do agronegócio do Rio Grande do Sul no mês de abril de 2015. Total das exportações do Rio Grande do

Leia mais

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com. Agronegócio Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.br GRÃOS Produção (milhões de T. USDA - Fevereiro de 2014; Projeções

Leia mais

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS AGRONEGÓCIOS AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS Argentina Estados Unidos Indonésia Brasil Canadá Russia Índia Japão Austrália China México Área Agricultável > 30 milhões de ha População urbana > 80

Leia mais

Alho. Desempenho da produção vegetal. Produção e mercado mundial PARTE I

Alho. Desempenho da produção vegetal. Produção e mercado mundial PARTE I - Concentração da produção por microrregião geográfica - Santa Catarina - Safra 2009 (Total = 11.553 t) Desempenho da produção vegetal Alho PARTE I Marco Antônio Lucini Engº Agrº Epagri/Curitibanos marcolucini@epagri.sc.gov.br

Leia mais

03/10/2014. Roteiro da Apresentação FINANCEIRIZAÇÃO DO MERCADO ANÁLISE TÉCNICA E DE CICLOS OFERTA E DEMANDA

03/10/2014. Roteiro da Apresentação FINANCEIRIZAÇÃO DO MERCADO ANÁLISE TÉCNICA E DE CICLOS OFERTA E DEMANDA OS MERCADOS DE SOJA, MILHO E TRIGO EM 2015 FERNANDO MURARO JR. Engenheiro agrônomo e analista de mercado da AgRural Commodities Agrícolas OCEPAR Curitiba (PR), 02/out/14 www.agrural.com.br A INFORMAÇÃO

Leia mais

FATORES CRÍTICOS À COMPETITIVIDADE DA SOJA NO PARANÁ E NO MATO GROSSO

FATORES CRÍTICOS À COMPETITIVIDADE DA SOJA NO PARANÁ E NO MATO GROSSO FATORES CRÍTICOS À COMPETITIVIDADE DA SOJA NO PARANÁ E NO MATO GROSSO Por: Carlos Eduardo Cruz Tavares 1 São várias as cadeias produtivas que constituem o complexo agroalimentar, destacando-se entre elas,

Leia mais

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita)

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita) Fornecer aos agentes envolvidos no agronegócio, notadamente as indústrias de insumos agropecuários e de alimentos, além dos produtores, Governo e academia, informações estratégicas sobre a dinâmica futura

Leia mais

A RECUPERAÇÃO DA PRODUÇÃO DO ALGODÃO NO BRASIL. Joffre Kouri (Embrapa Algodão / joffre@cnpa.embrapa.br), Robério F. dos Santos (Embrapa Algodão)

A RECUPERAÇÃO DA PRODUÇÃO DO ALGODÃO NO BRASIL. Joffre Kouri (Embrapa Algodão / joffre@cnpa.embrapa.br), Robério F. dos Santos (Embrapa Algodão) A RECUPERAÇÃO DA PRODUÇÃO DO ALGODÃO NO BRASIL Joffre Kouri (Embrapa Algodão / joffre@cnpa.embrapa.br), Robério F. dos Santos (Embrapa Algodão) RESUMO - Graças a incentivos fiscais, ao profissionalismo

Leia mais

Caminhos da Soja Conquistas da Soja no Brasil

Caminhos da Soja Conquistas da Soja no Brasil Caminhos da Soja Conquistas da Soja no Brasil Francisco Sérgio Turra Presidente Executivo Soja no Mundo Mil toneladas Evolução da produção de soja por país (mil toneladas) 100 75 50 Brasil - 84 EUA - 82

Leia mais

Alta do dólar eleva preços, atrasa aquisições de insumos e reduz poder de compra

Alta do dólar eleva preços, atrasa aquisições de insumos e reduz poder de compra Ano 8 Edição 15 - Setembro de 2015 Alta do dólar eleva preços, atrasa aquisições de insumos e reduz poder de compra A forte valorização do dólar frente ao Real no decorrer deste ano apenas no período de

Leia mais

O SULCO COMO O BRASIL VAI INVESTIR NO ARMAZENAMENTO DE SUA SUPERSAFRA. PRIMAVERA 2013. JohnDeere.com.br

O SULCO COMO O BRASIL VAI INVESTIR NO ARMAZENAMENTO DE SUA SUPERSAFRA. PRIMAVERA 2013. JohnDeere.com.br 10 - Precisão na pecuária 14 - Trigo com tecnologia 18 - Turistas no pomar 10 14 18 PRIMAVERA 2013 O SULCO JohnDeere.com.br COMO O BRASIL VAI INVESTIR NO ARMAZENAMENTO DE SUA SUPERSAFRA. capa 1 2 RICARDO

Leia mais

Sustentabilidade socioambiental: qual é o papel da governança pública?

Sustentabilidade socioambiental: qual é o papel da governança pública? Sustentabilidade socioambiental: qual é o papel da governança pública? São Paulo, 22 de fevereiro de 2011 Nos últimos 5 anos, o complexo soja brasileiro vem experimentando mudanças estruturais na gestão

Leia mais

TECNOLOGIA E PRODUTIVIDADE. Eng. Agr. Irineo da Costa Codrigues Diretor Presidente Cooperativa LAR / COODETEC / COTRIGUAÇU

TECNOLOGIA E PRODUTIVIDADE. Eng. Agr. Irineo da Costa Codrigues Diretor Presidente Cooperativa LAR / COODETEC / COTRIGUAÇU TECNOLOGIA E PRODUTIVIDADE Eng. Agr. Irineo da Costa Codrigues Diretor Presidente Cooperativa LAR / COODETEC / COTRIGUAÇU Área dos principais produtos agrícolas no Mundo (Mi ha) 2010 Cevada 55.1 6% Algodão

Leia mais

Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação - UNIJUÍ

Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação - UNIJUÍ DACEC Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação - UNIJUÍ Comentários referentes ao período entre 21/06/2013 a 27/06/2013 Prof. Dr. Argemiro Luís Brum 1 Prof. Ms.

Leia mais

QUEM SOMOS MISSÃO WORKSHOP O QUE FAZEMOS A INDÚSTRIA DE SEMENTES NO BRASIL. Associação Brasileira de Sementes e Mudas

QUEM SOMOS MISSÃO WORKSHOP O QUE FAZEMOS A INDÚSTRIA DE SEMENTES NO BRASIL. Associação Brasileira de Sementes e Mudas Associação Brasileira de Sementes e Mudas WORKSHOP AMOSTRAGEM, TESTES E ESTATÍSTICA SEMENTES, PLANTAS E GRÃOS Associação Brasileira de Sementes e Mudas A INDÚSTRIA DE SEMENTES NO BRASIL ILSI International

Leia mais

SITUAÇÃO DO MERCADO DE AGROTÓXICOS NO MUNDO E NO BRASIL

SITUAÇÃO DO MERCADO DE AGROTÓXICOS NO MUNDO E NO BRASIL SITUAÇÃO DO MERCADO DE AGROTÓXICOS NO MUNDO E NO BRASIL - Fontes oficiais de diversos estudos realizados por: BNDES, FIESP, SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS, DIEESE E ANVISA CAMPANHA NACIONAL

Leia mais

Guilherme Leite da Silva Dias, FEA/USP

Guilherme Leite da Silva Dias, FEA/USP Seminário Risco e Gestão do Seguro Rural no Brasil Mesa Redonda III Aquecimento global e impactos sobre o seguro agrícola Palestra: Aquecimento global e possíveis impactos econômicos sobre a agricultura

Leia mais

REGIONAL CENTRO-OESTE

REGIONAL CENTRO-OESTE REGIONAL CENTRO-OESTE SOJA DESPONTA NO CENTRO-OESTE, REDUZINDO ÁREAS DE MILHO VERÃO E ALGODÃO A produção de soja despontou no Centro-Oeste brasileiro nesta safra verão 2012/13, ocupando áreas antes destinadas

Leia mais

A China e o agronegócio brasileiro: Complexo Soja

A China e o agronegócio brasileiro: Complexo Soja A China e o agronegócio brasileiro: Complexo Soja Conselho Empresarial Brasil China ABIOVE Carlo Lovatelli Presidente Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais 1 de Junho de 2005 1 Brasil

Leia mais

LEVANTAMENTO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA PRODUÇÃO DE MAMONA EM UMA AMOSTRA DE PRODUTORES FAMILIARES DO NORDESTE

LEVANTAMENTO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA PRODUÇÃO DE MAMONA EM UMA AMOSTRA DE PRODUTORES FAMILIARES DO NORDESTE LEVANTAMENTO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA PRODUÇÃO DE MAMONA EM UMA AMOSTRA DE PRODUTORES FAMILIARES DO NORDESTE Vicente de Paula Queiroga 1, Robério Ferreira dos Santos 2 1Embrapa Algodão, queiroga@cnpa.embrapa.br,

Leia mais

Palma de óleo, agricultura familiar e desenvolvimento rural sustentável

Palma de óleo, agricultura familiar e desenvolvimento rural sustentável Palma de óleo, agricultura familiar e desenvolvimento rural sustentável Sumário Agricultura familiar no Brasil Importância e aspectos positivos da palma de óleo Programa Palma de Óleo e sinergia com o

Leia mais

Exportações no período acumulado de janeiro até março de 2015. Total das exportações do Rio Grande do Sul.

Exportações no período acumulado de janeiro até março de 2015. Total das exportações do Rio Grande do Sul. Este relatório tem por objetivo apresentar os principais números referentes ao comércio internacional do agronegócio do Rio Grande do Sul no mês de março de 2015. Total das exportações do Rio Grande do

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015 CALENDÁRIO AGRÍCOLA - FEIJÃO Safra 1ª - Safra das Águas 2ª - Safra da Seca 3ª - Safra de Inverno Principais Regiões Sul, Sudeste,

Leia mais

DERAL - Departamento de Economia Rural. Fruticultura - Análise da Conjuntura Agropecuária

DERAL - Departamento de Economia Rural. Fruticultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Fruticultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Dezembro de 2012 PANORAMA MUNDIAL A produção mundial de frutas se caracteriza pela grande diversidade de espécies cultivadas, e constituí-se em grande

Leia mais

Índices de perdas do plantio à pré-colheita dos principais grãos cultivados no País 1996-2002 Introdução

Índices de perdas do plantio à pré-colheita dos principais grãos cultivados no País 1996-2002 Introdução Índices de perdas do plantio à pré-colheita dos principais grãos cultivados no País 1996-2002 Introdução O presente estudo trata da construção de um modelo de quantificação das perdas de grãos do plantio

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

Os Benefícios do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) para a sociedade e suas perspectivas para os próximos anos.

Os Benefícios do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) para a sociedade e suas perspectivas para os próximos anos. Os Benefícios do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) para a sociedade e suas perspectivas para os próximos anos. Industria Matéria-prima Mão de obra Saúde e Meio Ambiente Economia 2

Leia mais

INTRODUÇÃO A SOJA CONTÉM

INTRODUÇÃO A SOJA CONTÉM MERCADO FUTURO Soja Diego Marafon Edemir Miotto Júnior Felipe Patel Prof. Dr. Miguel Ângelo Perondi INTRODUÇÃO Na atualidade, a soja apresenta-se como um produto em evidência Grão muito proveitoso, devido

Leia mais

Milho Período: 16 a 20/03/2015

Milho Período: 16 a 20/03/2015 Milho Período: 16 a 20/03/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,2434 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

O Agronegócio Mundial e Brasileiro

O Agronegócio Mundial e Brasileiro O Agronegócio Mundial e Brasileiro Eugênio Stefanelo Segundo Porter, você é competitivo quando tem um desempenho em longo prazo acima da média dos concorrentes. O agronegócio, que engloba as operações

Leia mais

1.3 Cítricos. Diagnóstico

1.3 Cítricos. Diagnóstico 1.3 Cítricos Diagnóstico A cadeia de cítricos contempla as frutas in natura, a produção de sucos (concentrados, reconstituídos, pasteurizados e frescos) e de óleos essenciais e pellets de polpa seca os

Leia mais

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NO CULTIVO DA CANOLA NO BRASIL E IMPACTOS NO CUSTO DE PRODUÇÃO E NA RENTABILIDADE.

INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NO CULTIVO DA CANOLA NO BRASIL E IMPACTOS NO CUSTO DE PRODUÇÃO E NA RENTABILIDADE. INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS NO CULTIVO DA CANOLA NO BRASIL E IMPACTOS NO CUSTO DE PRODUÇÃO E NA RENTABILIDADE. Cláudia De Mori 1 ; Gilberto Omar Tomm 1 ; Paulo Ernani Peres Ferreira 1 ; Vladirene MacedoVieira

Leia mais

Agosto/2015 Belo Horizonte - MG

Agosto/2015 Belo Horizonte - MG SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO DE MINAS GERAIS SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO Agosto/2015 Belo Horizonte - MG ÍNDICE 03. Apresentação 04. Dados de Minas Gerais 05. Área, Produção

Leia mais

Fonte: MAPA e RFA/USA. Elaboração: INTL FCStone

Fonte: MAPA e RFA/USA. Elaboração: INTL FCStone Commodity Insight Agosto de 2013 Analistas Thadeu Silva Diretor de Inteligência de Mercado Thadeu.silva@intlfcstone.com Pedro Verges Analista de Mercado Pedro.verges@intlfcstone.com Natália Orlovicin Analista

Leia mais

A SOJA NO BRASIL. Engº Agrº Amélio Dall Agnol Embrapa Soja, Londrina, PR

A SOJA NO BRASIL. Engº Agrº Amélio Dall Agnol Embrapa Soja, Londrina, PR A SOJA NO BRASIL Engº Agrº Amélio Dall Agnol Embrapa Soja, Londrina, PR O que vamos abordar nesta apresentação 1. Desenvolvimento da soja no Brasil. 2. Razões do deu rápido desenvolvimento. 3. Importância

Leia mais

Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura

Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura A safra de grãos do país totalizou 133,8 milhões de toneladas em 2009, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro,

Leia mais

Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso

Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso Índice 1 - Conceito de Agronegócio e a atuação do Imea 2 - Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso 2.1 Agronegócio Soja 2.2 Agronegócio Milho 2.3 Agronegócio Algodão

Leia mais

MERCADO LÁCTEO. O Papel da Indústria na Conquista de Mercados Alexandre Guerra Presidente. 2015: Um ano de margens ajustadas

MERCADO LÁCTEO. O Papel da Indústria na Conquista de Mercados Alexandre Guerra Presidente. 2015: Um ano de margens ajustadas MERCADO LÁCTEO O Papel da Indústria na Conquista de Mercados Alexandre Guerra Presidente 2015: Um ano de margens ajustadas -1,18 PIB 2015 Previsão de 2,8% em janeiro de 2014 8,26% Previsão Inflação 2015

Leia mais

Conjuntura Macroeconômica e Setorial

Conjuntura Macroeconômica e Setorial Conjuntura Macroeconômica e Setorial O ano de 2012 foi um ano desafiador para a indústria mundial de carnes. Apesar de uma crescente demanda por alimentos impulsionada pela contínua expansão da renda em

Leia mais

INDICAÇÃO N o, DE 2015

INDICAÇÃO N o, DE 2015 55ª Legislatura 1ª Sessão Legislativa Ordinária INDICAÇÃO N o, DE 2015 Sugere a criação de um programa de irrigação nas regiões afetadas por estiagens, em estados brasileiros. Agricultura, Pecuária e Abastecimento:

Leia mais

O Mercado Mundial de Commodities. Palestrante: André Pessôa (Agroconsult) Debatedor: André Nassar (Icone)

O Mercado Mundial de Commodities. Palestrante: André Pessôa (Agroconsult) Debatedor: André Nassar (Icone) O Mercado Mundial de Commodities Palestrante: André Pessôa (Agroconsult) Debatedor: André Nassar (Icone) Um mercado em desequilíbrio: choque de demanda Relação Estoque/Uso (soja, milho, trigo e arroz)

Leia mais

As matérias-primas do biodiesel em 2020. Manoel Teixeira Souza Júnior, Ph.D. Chefe Geral da Embrapa Agroenergia

As matérias-primas do biodiesel em 2020. Manoel Teixeira Souza Júnior, Ph.D. Chefe Geral da Embrapa Agroenergia As matérias-primas do biodiesel em 2020 Manoel Teixeira Souza Júnior, Ph.D. Chefe Geral da Embrapa Agroenergia As matérias-primas do biodiesel em 2020 Produção mundial de óleo das principais oleaginosas

Leia mais

Análise estatística econômica do setor produtivo de algodão no Mato Grosso e Bahia

Análise estatística econômica do setor produtivo de algodão no Mato Grosso e Bahia 51 Análise estatística econômica do setor produtivo de algodão no Mato Grosso e Bahia Recebimento dos originais: 10/07/2012 Aceitação para publicação: 30/04/2013 André Luiz Marques Serrano Doutor em Economia

Leia mais

Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR

Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS NO AGRONEGÓCIO EM 1. RESULTADO

Leia mais

OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL

OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL 1. Produção de Leite Rodrigo Sant`Anna Alvim 1 O Brasil conta com um setor leiteiro que vem crescendo substancialmente nos últimos anos. Grande importador

Leia mais

07. CEREAIS, FIBRAS E OLEAGINOSAS

07. CEREAIS, FIBRAS E OLEAGINOSAS 07. CEREAIS, FIBRAS E OLEAGINOSAS Algodão PERSPECTIVAS 2016 DESVALORIZAÇÃO DO REAL FRENTE AO DÓLAR AUMENTA OS CUSTOS DE PRODUÇÃO A PRODUÇÃO MUNDIAL DE ALGODÃO DEVE CAIR PELO QUARTO ANO CONSECUTIVO E OS

Leia mais

Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil

Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil Ézio José Gomes Os dados do último Censo Agropecuário do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2006

Leia mais

Avaliação da Política Agrícola e as perspectivas dos instrumentos de comercialização. Silvio Isopo Porto Fev/2006

Avaliação da Política Agrícola e as perspectivas dos instrumentos de comercialização. Silvio Isopo Porto Fev/2006 Avaliação da Política Agrícola e as perspectivas dos instrumentos de comercialização Silvio Isopo Porto Fev/2006 1. Contexto MODELO AGROEXPORTADOR TECNOLOGIA (CONCENTRAÇÃO) TRADING COOPERATIVA MERCADO

Leia mais

JURANDI MACHADO - DIRETOR. Cenário Carnes 2014/2015

JURANDI MACHADO - DIRETOR. Cenário Carnes 2014/2015 JURANDI MACHADO - DIRETOR Cenário Carnes 2014/2015 Oferta e Demanda de Carne Suína CARNE SUÍNA 2014 (a)* no Mundo (Mil toneladas) 2015 (b)* Var % (b/a) PRODUÇÃO 110.606 111.845 1,12 CONSUMO 109.882 111.174

Leia mais

DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA DE SECAGEM E ARMAZENAGEM DE GRÃOS

DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA DE SECAGEM E ARMAZENAGEM DE GRÃOS ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA DE SECAGEM E ARMAZENAGEM DE GRÃOS Vinicius Calefi Dias 1 ; Jefferson

Leia mais

IV Congresso Brasileiro de Mamona e I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas, João Pessoa, PB 2010 Página 731

IV Congresso Brasileiro de Mamona e I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas, João Pessoa, PB 2010 Página 731 Página 731 POTENCIAL AGRÍCOLA DA UTILIZAÇÃO DE COMPOSTO ORGÂNICO DE LIXO URBANO NA CULTURA DO GIRASSOL1 João Paulo Gonsiorkiewicz Rigon 1 ;Moacir Tuzzin de Moraes 1 ; Fernando Arnuti 1 ; Maurício Roberto

Leia mais

- 300. Saldo BC Importações Importações s/gás Exportações

- 300. Saldo BC Importações Importações s/gás Exportações Carta de Conjuntura nº2 Dezembro de 2015 Setor Externo As cotações do dólar recuaram em relação aos últimos meses, chegando a taxa média em novembro a ficar em R$ 3,77, cerca de 2,77% abaixo da taxa média

Leia mais

IV Congresso Brasileiro de Mamona e I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas, João Pessoa, PB 2010 Página 1527

IV Congresso Brasileiro de Mamona e I Simpósio Internacional de Oleaginosas Energéticas, João Pessoa, PB 2010 Página 1527 Página 1527 ADAPTABILIDADE E ESTABILIDADE DE CUL TIVARES DE GIRASSOL NO NORDESTE BRASILEIRO NA SAFRA 2009 Ivênio Rubens de Oliveira¹; Hélio Wilson Lemos de Carvalho¹; Cláudio Guilherme Portela de Carvalho

Leia mais

chave para a sustentabilidade do escoamento da produção agrícola

chave para a sustentabilidade do escoamento da produção agrícola Infra-estrutura como fator chave para a sustentabilidade do escoamento da produção agrícola Ieda Kanashiro Makiya Rogério Carlos Traballi UNIP BRASIL: 10º PIB mundial (FMI, 2005) x PIB per capita abaixo

Leia mais

EXPLORAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO

EXPLORAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO EXPLORAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO CARACTERIZAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO É o maior bioma brasileiro depois da Amazônia, com aproximadamente 2 milhões de km² e está concentrado na região Centro Oeste do Brasil;

Leia mais