Desdobrável de informação ao paciente

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1 Desdobrável de informação ao paciente Angina Secções para este tópico: Introdução Causas Diagnóstico Tratamento Complicações Prevenção Definição Bibliografia Introdução A angina não é uma doença. É uma dor, um sintoma de outra doença, a condição extremamente comum chamada aterosclerose, que afecta muitas artérias. Neste caso, as artérias em causa são as artérias coronárias do coração. Estas duas artérias e as respectivas ramificações alimentam o músculo cardíaco, extremamente activo, com o sangue de que necessitam para continuar a bater. Se tiverem capacidade para fornecer sangue suficiente para que o músculo cardíaco obtenha a quantidade de glicose e oxigénio necessário, o coração continua a bater sem qualquer dor. Contudo, se as artérias coronárias ficarem estreitas e não conseguirem transportar sangue até ao músculo cardíaco com a rapidez suficiente, o músculo acumula níveis anormais de substâncias, provocando dor. A esta dor chama-se angina. A designação completa do sintoma é angina pectoris. O que significa em latim dor no peito. O sintoma é muito mais comum nos homens do que nas mulheres no período prémenopausa. Após a menopausa, as mulheres que não são sujeitas a TSH (Terapia de substituição hormonal) correm os mesmos riscos de sofrerem de angina que os homens, uma vez que já não contam com a mesma protecção hormonal. Angina_Pt Portuguese Translated March 05 Page 1 of 7 NHS Direct 2005

2 Causas A angina ocorre quando a aterosclerose provoca um estrangulamento das artérias coronárias que impossibilita o fornecimento de sangue suficiente para o músculo cardíaco durante a actividade física. Na maioria dos casos, a angina não se manifesta durante os períodos de repouso. No entanto, quanto mais exigente ou prolongado for o esforço, maior será a necessidade de sangue para o coração. As artérias coronárias saudáveis têm capacidade para fornecer sangue suficiente que permita ao coração atingir o máximo desempenho sem dor. Mas o estrangulamento das artérias coronárias significa sempre que existe uma limitação do índice a que o sangue pode chegar ao músculo cardíaco, independentemente das necessidades. Os sintomas da angina desenvolvem-se quando o coração requer mais oxigénio do que o que pode ser fornecido ou quando o fornecimento é inferior ao necessário. Diagnóstico As dores no peito associadas ao esforço são quase de certeza indicação de angina. O diagnóstico pode ser confirmado através de uma análise especial designada electrocardiograma (ECG), que produz um registo da actividade eléctrica do coração Angina_Pt Portuguese Translated March 05 Page 2 of 7 NHS Direct 2005

3 Tratamento O medicamento trinitroglicerina (nitroglicerina) é bastante eficaz no controlo da dor provocada pela angina. A administração é efectuada em comprimidos dissolvidos debaixo da língua e, geralmente, o alívio da dor ocorre passados dois ou três minutos. O medicamento também está disponível sob a forma de emplastros para a pele (emplastros transdérmicos) e spray (também para aplicação debaixo da língua); todas as formas estão disponíveis nas farmácias sem receita médica. Os nitratos têm uma forte acção na dilatação das artérias, incluindo as artérias coronárias, melhorando assim o fornecimento de sangue para o músculo cardíaco. É de salientar que o paciente não deve tomar Viagra (sildenafil) se lhe for administrada trinitroglicerina. A administração de uma pequena dose diária de aspirina ajuda a evitar a coagulação do sangue e reduz o risco de ataque cardíaco. Uma angina leve ou moderada pode necessitar de tratamento posterior com medicamentos como, por exemplo, betabloqueadores (por exemplo, Antenolol) ou bloqueadores de canal de cálcio (por exemplo, Nifedipine). Os medicamentos activadores dos canais de potássio também ajudam a dilatar as artérias coronárias. Estes fármacos têm capacidade para reduzir a força da contracção do coração e dilatar as artérias coronárias, reduzindo assim a necessidade de oxigénio e aumentando o fornecimento para o coração. Para a angina instável, o tratamento consiste numa dose diária de 300 mg de aspirina e na administração hospitalar de anticoagulantes injectáveis, tais como a Heparina. Também podem ser necessários nitratos e betabloqueadores. Um tratamento eficaz para a angina consiste em dilatar as artérias coronárias estranguladas através de um procedimento chamado angioplastia. Esta técnica é efectuada utilizando um minúsculo tubo designado por cateter balão. Trata-se de um segmento em balão, com o formato de uma salsicha numa extremidade, que é inserido na parte estrangulada da artéria. O balão é de seguida enchido para dilatar a artéria estrangulada. Os resultados são excelentes, mas poderá ser necessário repetir o procedimento. Noutros casos, poderá considerar-se mais adequada uma intervenção designada bypass. Neste tipo de intervenção, utilizam-se segmentos de veias para formar um novo canal através do qual o sangue pode ser desviado sem passar pela parte obstruída da artéria. Alguns cirurgiões preferem ligar uma artéria local da caixa torácica à coronária estrangulada do outro lado do ponto da obstrução. Angina_Pt Portuguese Translated March 05 Page 3 of 7 NHS Direct 2005

4 Complicações A angina instável consiste numa forma de angina pectoris grave e perigosa que se deve à libertação de uma placa de aterosclerose nas artérias coronárias e à formação de coágulos de sangue (trombose) na superfície bruta. Também é possível que se verifique um estreitamento da artéria coronária (espasmo). A dor torna-se mais frequente e prolongada e pode ocorrer durante os períodos de repouso. Deixa de ser possível prever a ocorrência da dor em resultado de uma quantidade de esforço conhecida e o risco de ataque cardíaco é elevado. A angina instável requer o internamento hospitalar no intuito de se prestar cuidados de apoio e alívio da dor durante um ataque agudo e para impedir a ocorrência de ataque cardíaco. Prevenção Se o paciente não ultrapassar os seus limites de esforço, pode evitar a frequência e a gravidade dos ataques de angina. Se o paciente já tiver angina, nunca é demasiado tarde para tentar melhorar a situação, sendo para tal necessário realizar o máximo de actividade física possível dentro dos limites de segurança. Está recomendada uma reduzida dose diária de aspirina (por exemplo, 75 a 150mg) e talvez um medicamento redutor de lípidos, que se considera que reduz o risco de ataque. Hiperligações seleccionadas Angina [unstable] and coronary syndromes: glycoprotein IIb/IIIa inhibitors (National Institute for Clinical Excellence) British Heart Foundation (British Heart Foundation) Management of stable angina (NHS Centre for Reviews and Dissemination) Coronary angioplasty (BMJ BestTreatments) Coronary artery bypass (BMJ BestTreatments) Cholesterol test (Lab Tests Online UK) Angina_Pt Portuguese Translated March 05 Page 4 of 7 NHS Direct 2005

5 Definição A dor da angina está relacionada com os esforços a que o coração é sujeito, frequentemente com o desempenho de exercício físico, mas também em resposta a reacções emocionais. De uma forma geral, a dor ocorre após um esforço constante como, por exemplo, depois de percorrer determinada distância. A dor relacionada com a angina pode ter vários níveis de gravidade, até no mesmo indivíduo, podendo ainda ser afectada por factores como o tempo frio, uma mudança de temperatura, por exemplo sair de uma casa quente, a força do vento, o estado de espírito ou o período de tempo desde a última refeição. A dor pode ser tão leve que nem poderá ser considerada dor, mas antes uma sensação perturbadora de pressão no peito; ou pode ser tão forte que impede o paciente de se mexer. É frequente provocar falta de ar e vómitos, e quando o esforço é interrompido, a angina abranda. É bastante comum a angina manter um nível de gravidade bastante constante durante vários anos. Nestes casos, o paciente saberá exactamente até que ponto pode caminhar até a dor começar. No caso dos outros pacientes, as características da angina podem variar. Em alguns casos, a angina pode não se revelar durante semanas, meses ou até mesmo anos. Noutros casos, pode aumentar de frequência e gravidade até ocorrer uma incapacidade grave ou a morte. Angina_Pt Portuguese Translated March 05 Page 5 of 7 NHS Direct 2005

6 Bibliografia National Service Framework for Coronary Heart Disease, chapter 4 Stable Angina. (Department of Health), References to support chapter text: Management of stable angina. NHS Centre for Reviews and Dissemination. Effective Health Care Bulletin 1997, volume 3, pages 1-8. Exercise-based rehabilitation for coronary heart disease (Cochrane Review). Jolliffe JA et al. The Cochrane Library, Issue 1, Clique aqui!! Resource allocation for chronic stable angina: a systematic review of effectiveness, costs and cost-effectiveness of alternative interventions. Sculpher MJ. Health Technology Assessment 1998, volume 2, number 10. Clique aqui!! Intravascular ultrasound-guided interventions in coronary artery disease: a systematic literature review, with decision analytic modelling, of outcomes and cost-effectiveness. Berry E. Health Technology Assessment 2000, volume 4, number 35. Clique aqui!! Coronary artery stents in the treatment of ischaemic heart disease: a rapid and systematic review. Meads C. Health Technology Assessment 2000, volume 4, number 23. Clique aqui!! A rapid and systematic review of the clinical effectiveness of glycoprotein IIb/IIIa antagonists in the medical management of unstable angina. McDonagh MS. Health Technology Assessment 2000, volume 4, number 30. Clique aqui!! A British Cardiac Society survey of the potential for the secondary prevention of coronary disease: ASPIRE (Action on Secondary Prevention through Intervention to Reduce Events). Bowker TJ et al. Heart 1996, volume 75, pages A European Society of Cardiology survey of secondary prevention of coronary heart disease: principal results. EUROASPIRE Study Group. (European Action on Secondary Prevention through Intervention to Reduce Events). European Heart Journal 1997, volume 18, pages Coronary revascularisation in the management of stable angina pectoris: a national clinical guideline. Scottish Intercollegiate Guidelines Network (SIGN), 1998, pages Nicorandil for angina. Drug & Therapeutics Bulletin 1995, volume 33, pages Too many beta-blockers. Drug & Therapeutics Bulletin 1996, volume 34, pages Angina_Pt Portuguese Translated March 05 Page 6 of 7 NHS Direct 2005

7 Which prophylactic aspirin? Drug & Therapeutics Bulletin 1997, volume 35, pages 7-8. Generic medicines - Can quality be assured? Drug & Therapeutics Bulletin 1997, volume 35, pages Safety of calcium-channel blockers. MeReC Bulletin 1998, volume 9, pages The Use of Statins. Standing Medical Advisory Committee (Department of Health) Angina. Bandolier 1997, issue 40, page 3. Clique aqui!! Angina_Pt Portuguese Translated March 05 Page 7 of 7 NHS Direct 2005

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