Curso Planejamento Estratégico

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Associação Brasileira de Formação e Desenvolvimento Social - ABRAFORDES www.cursosabrafordes.com.br DICA: Tecle Ctrl+s para salvar este PDF no seu computador. Curso Planejamento Estratégico Lição 01: Definição PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO O Planejamento é a mais relevante e cerebral atividade do homem. A capacidade de planejar torna o homem único no reino animal. DEFINIÇÃO: Jack Bologna. É o processo de desenvolvimento e manutenção de uma referência estratégica entre os objetivos e capacidades da empresa e as mudanças de suas oportunidades no mercado. A Estratégia Empresarial visa adaptar a empresa para aproveitar as oportunidades do ambiente em mudanças. O processo de planejar envolve, portanto, um modo de pensar; e um salutar modo de pensar envolve indagações; e indagações envolvem questionamentos sobre o que fazer, como, quando, quanto, para quem, porque, por quem e onde. Toda atividade de planejamento nas empresas, por sua natureza, deverá resultar de decisões presentes, tomadas a partir do exame do impacto das mesmas no futuro, o que lhe proporciona uma dimensão temporal de alto significado. Além disso, o fato de o planejamento ser um processo de estabelecimento de um estado futuro desejado e um delineamento dos meios efetivos de torná-lo realidade justifica que ele anteceda à decisão e à ação. A atividade de planejamento é complexa em decorrência de sua própria natureza. Este processo contínuo, composto de várias etapas, funciona de forma não linear em decorrência de haver variabilidade nas empresas. Essa variabilidade é resultante de forças externas, bem como das pressões internas. Sem a preocupação de estabelecer todas as características básicas da função planejamento

como um processo contínuo, apresentam-se, a seguir, alguns dos principais aspectos: a) O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes (Drucker, 1962:131); b) O planejamento não é um ato isolado; c) O processo de planejamento é muito mais importante que seu resultado final. O resultado final é o plano, sendo que este deve ser desenvolvido pela empresa e não para a empresa. Lição 02: Elementos do Plano Estratégico ELEMENTOS DO PLANO ESTRATEGICO Plano Anual 1. Situação do mercado 2. Objetivos da empresa 3. Estratégias de mercado para o ano 4. Programa de ação 5. Orçamentos 6. Controles Plano de Longo Prazo - Fatores e forças que irão afetar a empresa nos anos seguintes Principais estratégias para atingi-losobjetivos de longo prazo Recursos necessários Quando as empresas pequenas operam sem planos formais (motivos) Estruturas pequenas mantêm os administradores muito ocupados Conceito de que o planejamento estratégico é privilégio de grandes empresas. Quando a empresas grandes operam sem planos formais (motivos): Administradores argumentam que sempre se deram bem sem planejamento

Perda de tempo elaborar um plano escrito em função do ritmo das mudanças VANTAGENS A Estratégia Empresarial estimula a administração a pensar adiante de forma sistemática, força a empresa a aguçar seus objetivos políticos e leva a uma melhor coordenação de esforços e fornece padrões mais claros de desempenho. Planos concretos ajudam a empresa a prever as mudanças ambientais e reagir rapidamente a elas e a preparar-se melhor para alterações súbitas de cenário. Lição 03: Princípios do Planejamento Estratégico Princípios Gerais do Planejamento PRINCÍPIOS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Devem ser observados para que os resultados sejam eficazes. São quatro os princípios gerais para os quais o executivo deve estar atento: a) Contribuição aos objetivos da empresa em sua totalidade: deve, sempre, visar aos objetivos máximos da empresa, hierarquizar e procurar alcançá-los em sua totalidade, tendo em vista a interligação entre eles. b) Precedência do planejamento: sobre as demais funções administrativas, vem antes das outras (organização, direção e controle). c) Penetração e abrangência: considerando que poderão ocorrer grandes modificações nas características e atividades da empresa. Algumas dessas modificações são mostradas na Figura 1.1 (nas pessoas, na tecnologia, e nos sistemas). a) O princípio da maior eficiência, eficácia e efetividade (medidas de avaliação da boa administração): visa maximizar os resultados e minimizar as deficiências. Eficiência é: fazer as coisas da maneira adequada; resolver problemas; salvaguardar os recursos aplicados; cumprir o dever; e reduzir custos. Eficácia é: fazer as coisas certas; produzir alternativas criativas; maximizar a utilização de recursos;

obter resultados; e aumentar lucro. Efetividade é: manter-se no ambiente e apresentar resultados globais positivos ao longo do tempo (permanentemente). OBSERVAÇÃO - a eficácia de uma empresa depende de sua capacidade de identificar oportunidades e necessidades do ambiente e de sua flexibilidade e adaptabilidade para responder de forma pró-ativa. Princípios Específicos - Ackoff (redesenhando o futuro, LTC (1974:28)), apresenta quatro princípios de planejamento que podem ser considerados como: Planejamento Participativo - o principal benefício do planejamento não é seu resultado final, ou seja, o plano, mas o processo desenvolvido. Planejamento Coordenado - deve existir uma interdependência entre todos os aspectos envolvidos no projeto. A independência pode representar um sério risco para o êxito do planejamento. Planejamento Integrado - todos os escalões devem ter seus planejamentos integrados. Não deve haver planos para alto ou baixo escalão, para subsidiárias, matrizes ou sucursais, com diretrizes distintas. Planejamento Permanente - Como o ambiente é turbulento e instável, sujeito a constantes mudanças, o planejamento deve ser permanente, contemplando o fluxo das transformações ambientais, pois nenhum plano mantém seu valor com o tempo. Lição 04: Filosofias da Estratégia Empresarial FILOSOFIAS DA ESTRATÉGIA EMPRESARIAL De acordo com Ackoff (1974:4), existem três tipos de filosofias de Planejamento de Estratégias Empresariais dominantes. A maioria dos processos de planejamento envolve uma mistura de três tipos, embora possa haver predominância de um deles. FILOSOFIA DA SATISFAÇÃO Þ Tem como objetivo atingir um mínimo de satisfação, mas não necessariamente excede-lo. E considerado como planejamento mínimo. Para Ackoff (1974:5), satisfazer é fazer suficientemente bem, mas não necessariamente tão bem quanto possível. O nível que define a satisfação é o que o tomador de decisões está disposto a fixar e, freqüentemente, é o mínimo necessário. Þ O processo de planejamento estima através do consenso entre os centros de poder, objetivos qualitativos e quantitativos possíveis de serem atingidos. Na filosofia da satisfação, para minimizar os conflitos e conseqüentes resistências, são limitados os objetivos a serem atingidos pelo planejamento. O alcance do planejamento é reduzido e as políticas e estruturas da empresa mantêmse quase que intactas, fechadas às oportunidades e alternativas inovadoras. Þ Esta filosofia foca suas preocupações nas finanças da empresa e questiona os recursos a

serem empregados no planejamento. Está subentendido que, com suficiente quantidade de recursos monetários, o restante pode ser obtido. Þ Normalmente utilizada em empresas cuja preocupação maior é com a sobrevivência do que com o crescimento ou com o desenvolvimento empresarial. Þ O ganho com o processo de planejamento e seus resultados é quase que insignificante. A grande vantagem dessa filosofia é que os processos de planejamento são realizados em pouco tempo, custa pouco e exige menor quantidade de capacitação técnica, muito útil quando a empresa inicia o aprendizado do processo de planejar. FILOSOFIA DA OTIMIZAÇÃO Þ De acordo com esta filosofia, não se persegue apenas um bom planejamento, mas aquele mais próximo possível da perfeição. Þ Caracteriza-se pela utilização de técnicas matemáticas, estatísticas e modelos de simulação e de pesquisa operacional. Þ Os objetivos são quantitativos, monetários, combinados com medidas amplas e gerais de desempenho. Þ O planejador, através de modelos matemáticos procura otimizar o processo decisório. Þ Esta Filosofia de planejamento vem ganhando destaque com o crescente uso de computadores, planilhas eletrônicas e gráficos demonstrativos. Þ Existe o risco de dedicar menor atenção a áreas como recursos humanos e estrutura organizacional, pela pouca expressão quantitativa de seus dados e desempenho. FILOSOFIA DA ADAPTAÇÃO Esta filosofia, que algumas vezes é denominada planejamento inovativo, apresenta as seguintes características: Baseia-se na suposição de que o maior valor não é o planejamento, mas o processo de produzi-lo; planejamento acontece por causa da falta de eficácia administrativa e de controles, e o fator humano é o maior responsável pelos problemas que o planejamento tenta eliminar ou evitar; O conhecimento do futuro pode ser classificado da seguinte forma: certeza, incerteza e ignorância, e cada um necessita diferentes tipos de planejamento, comprometimento, contingência ou adaptação. Þ A filosofia de adaptação é também chamada de homeostase, e busca o equilíbrio interno e externo da empresa, após a ocorrência de uma mudança. Þ A empresa responde de diferentes maneiras aos estímulos externos. A resposta pode ser defasada, antecipatória ou auto estimulada, decorrente da preocupação constante na busca por oportunidades de crescimento e expansão. Þ É válido que o executivo, quando estiver trabalhando com a função planejamento, estabeleça qual filosofia a ser adotada, tendo em vista a adequação entre situação real e o processo de planejamento.

Þ Essas filosofias aparecem como conseqüência do tipo de objetivos que os executivos formulam para as empresas. Þ A filosofia de otimização visualiza a maximização do lucro para a empresa, e está não tem sido a situação mais viável para as empresas. Basicamente, as empresas tendem a obter resultados satisfatórios e não ótimos. Þ A estratégia de obtenção de resultados satisfatórios parece ser a que melhor descreve a prática de planejamento da empresa, seja porque comporta a existência de objetivos múltiplos, quantificáveis ou não, seja porque não requer a utilização de modelos matemáticos sofisticados, de difícil especificação, no atual estágio de desenvolvimento dos sistemas de informações gerenciais e da própria pesquisa operacional. Lição 05: Partes do Planejamento Estratégico PARTES DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO O planejamento é um processo contínuo que envolve um conjunto complexo de decisões inter-relacionadas que podem ser separadas de formas diferentes. Ackoff (1974:4), apresenta cinco partes para as quais foram realizadas adaptações para enquadramento nos conceitos utilizados: Planejamento dos fins - estado futuro desejado (Missão, propósitos, objetivos, desafios e metas). Planejamento de meios - proposição de caminhos para empresa chegar ao futuro desejado (macroestratégias, macropolíticas, estratégias, políticas, procedimentos e práticas). Planejamento organizacional - esquematização dos requisitos para poder realizar os meios propostos (estruturação da empresa em unidades estratégias de negócios). Planejamento dos recursos dimensionamento de recursos humanos e materiais, determinação da origem e aplicação de recursos financeiros (programas, projetos e planos de ação necessários ao alcance do futuro desejado). Planejamento de implantação e controle corresponde à atividade de planejar o gerenciamento da implantação do empreendimento. Deve-se ressaltar alguns aspectos, a saber: o próprio processo de planejamento deve ser planejado; o processo é interativo, ou seja, sua ação se exerce mutuamente, entre duas ou mais partes do todo; e o processo é iterativo, ou seja, repete-se ao longo do tempo. Lição 06: Tipos de Planejamento TIPOS DE PLANEJAMENTO Na consideração dos grandes níveis hierárquicos, pode-se distinguir três tipos de planejamento:

A) Planejamento Estratégico B) Planejamento Tático C) Planejamento Operacional Pode-se relacionar os tipos de planejamento aos níveis de decisão numa Pirâmide organizacional: Planejamento Estratégico relaciona-se com objetivos de longo prazo, com maneiras e ações que afetam toda a empresa. Planejamento Tático relaciona-se com objetivos de mais curto prazo e com maneiras e ações que, geralmente afetam somente parte da empresa. Planejamento Operacional relaciona-se com as rotinas operacionais da empresa e afetam somente as unidades setoriais. Verifica-se que o planejamento estratégico considera a empresa como um todo. Este aspecto é importante para o entendimento das fases do planejamento estratégico. Na figura abaixo apresenta-se o ciclo básico dos três tipos de planejamento: Lição 07: Ciclos Básicos do Planejamento Integrado O Planejamento Integrado entre os vários escalões é importante para que a atividade conjunta garanta a realização dos objetivos propostos para o desenvolvimento e crescimento da empresa. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO É o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de interação com o ambiente e atuando de forma inovadora e diferenciada. O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos níveis mais altos da empresa e diz respeito tanto à formulação de objetivos quanto à seleção dos cursos de ação a serem seguidos para sua consecução, levando em conta as condições externas à empresa e sua evolução esperada.

PLANEJAMENTO TÁTICO Tem por objetivo otimizar determinada área de resultado e não a empresa como um todo. Portanto, trabalha com decomposição dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidas no planejamento estratégicas. Na figura abaixo, apresenta-se uma sistemática de desenvolvimento dos planejamentos básicos: O planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacionais inferiores, tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução de objetivos previamente fixados. Lição 08: Planejamento Operacional PLANEJAMENTO OPERACIONAL Pode ser considerado como a formalização, principalmente através de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas. Portanto, nesta situação tem-se, basicamente, os planos de ação ou planos operacionais. Os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento tático; Cada um dos planejamentos operacionais deve conter com detalhes: os recursos necessários para seu desenvolvimento e implantação; os procedimentos básicos a serem adotados; os resultados finais esperados; os prazos estabelecidos; e os responsáveis por sua execução e implantação. Lição 09: A Empresa como Sistema A EMPRESA COMO SISTEMA Como a Estratégia Empresarial trata da empresa como um todo e inserida em seu ambiente, é importante a conceituação de alguns aspectos da Teoria dos Sistemas que facilitarão ao executivo trabalhar melhor com este assunto. Sistema é definido como um conjunto de partes interagentes e interdependentes que,

conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuando uma função. Os elementos componentes do Sistema são: q Objetivos: dos usuários do próprio sistema; q Entradas do sistema: as forças que fornecem o material, a informação, a energia para a operação ou processo; q Processo de transformação do sistema: a transformação de um insumo em produto, serviço ou resultado; q Saídas do sistema: correspondem aos resultados do processo de transformação; q Controles e avaliações do sistema: verifica se as saídas estão coerentes com os objetivos estabelecidos; q Retroalimentação ou realimentação ou feeedback do sistema: a reintrodução de uma saída sob a forma de informação. São resultados das divergências verificadas entre as respostas de um sistema e os parâmetros previamente estabelecidos. Outro aspecto a ser abordado é o ambiente do sistema, principalmente quando o sistema considerado é a própria empresa tratada como um todo. A partir da Teoria dos Sistemas, observa-se que os sistemas adaptativos complexos são abertos, possuem encadeamento de informações das partes e do todo, circuitos de realimentação e é direcionado para metas. Ambiente é o conjunto de todos os fatores que, dentro de um limite específico, se possa conceber como tenha alguma influência sobre a operação do sistema, o qual corresponde ao foco do estudo. De maneira mais simples, pode-se definir ambiente de um sistema como o conjunto de elementos que não pertencem ao sistema. O ambiente de um sistema, representado por uma empresa, pode ser visualizado na figura abaixo: O ambiente ou meio ambiente possui três níveis de hierarquia que podem ser observados de acordo com a figura abaixo: Sistema: é o que se está estudando ou considerando; Subsistema: são as partes do sistema; e Supersistema ou ecossistema: é o todo, e o sistema é um subsistema dele

Lição 10: Bibliografia Professor : Jackson Leandro Santore