Aula 05 Mecânica Celeste



Documentos relacionados
1. Mecanica do Sistema Solar (II): Leis de Kepler do movimento planetário

Cap.2 - Mecanica do Sistema Solar II: Leis de Kepler do movimento planetário

TEXTO DE REVISÃO 13 Impulso e Quantidade de Movimento (ou Momento Linear).

Física - I. Aula 11 Gravitação

Problemas sobre Indução Electromagnética

Aula 1a As Leis de Kepler e a Gravitação Newtoniana

LEIS DE NEWTON APLICADAS AO MOVIMENTO DE FOGUETES

3ª Aula do cap. 06 ATRITO E MOVIMENTO CIRCULAR.

do sistema. A aceleração do centro de massa é dada pela razão entre a resultante das forças externas ao sistema e a massa total do sistema:

a) Qual é a energia potencial gravitacional, em relação à superfície da água, de um piloto de 60kg, quando elevado a 10 metros de altura?

setor 1214 Aulas 35 e 36

Mecânica. Teoria geocêntrica Gravitação 1ª Parte Prof. Luís Perna 2010/11

Mecânica e Ondas. Trabalho I. Conservação da Energia Mecânica da Roda de Maxwell

du mn qn( E u B) r dt + r

Prof. Dr. Oscar Rodrigues dos Santos

Colisões M.F.B, Física /1 turma IFA. 1. Introdução: o problema do espalhamento

Aula 31 Área de Superfícies - parte II

Circunferência e círculo

Mecânica. Conceito de campo Gravitação 2ª Parte Prof. Luís Perna 2010/11

Prof. A.F.Guimarães Questões de Gravitação Universal

UFJF CONCURSO VESTIBULAR 2012 REFERÊNCIA DE CORREÇÃO DA PROVA DE MATEMÁTICA. e uma das raízes é x = 1

3.2 Evolução das ideias sobre o Universo e as forças no Universo

Figura 14.0(inicio do capítulo)

FÍSICA II OSCILAÇÕES - MHS EVELINE FERNANDES

PROPAGAÇÃO II. Conceitos de Antenas

Física II F 228 2º semestre aula 2: gravimetria, matéria escura, energia potencial gravitacional e a expansão do universo

CAPÍTULO 7. Seja um corpo rígido C, de massa m e um elemento de massa dm num ponto qualquer deste corpo. v P

Sejam todos bem-vindos! Física II. Prof. Dr. Cesar Vanderlei Deimling

AT4 DESENHO GEOMÉTRICO SEQUÊNCIA DE CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS

Nessas condições, a coluna de água mede, em metros, a) 1,0. b) 5,0. c) 8,0. d) 9,0. e) 10.

ASPECTOS GERAIS E AS LEIS DE KEPLER

19 - Potencial Elétrico

DFÍSICA ÍNDICE. Pré Vestibular Diferencial. Física Dinâmica CAPITULO 01:DINÂMICA CAPITULO 02: TRABALHO E ENERGIA...173

APOSTILA. AGA Física da Terra e do Universo 1º semestre de 2014 Profa. Jane Gregorio-Hetem. CAPÍTULO 4 Movimento Circular*

FÍSICA FUNDAMENTAL 1 o Semestre de 2011 Prof. Maurício Fabbri. A quantidade de movimento (ou momento) de um corpo é um vetor definido como: r

Aplicac~oes Pouco Discutidas nos Cursos de Mec^anica. Rodrigo Dias Tarsia. Observatorio Astron^omico. Trabalho recebido em 29 de marco de 1997

Departamento de Astronomia - Instituto de Física - UFRGS

A unidade de freqüência é chamada hertz e simbolizada por Hz: 1 Hz = 1 / s.

Série 3 Movimento uniformemente variado

Sumário. Da Terra à Lua. Movimentos no espaço 02/11/2015

FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL I RESOLUÇÃO DA LISTA I

Cap 16 (8 a edição) Ondas Sonoras I

Capítulo 15 Oscilações

LFEB notas de apoio às aulas teóricas

Prof. Anderson Coser Gaudio Departamento de Física Centro de Ciências Exatas Universidade Federal do Espírito Santo

Exercícios Resolvidos Astronomia (Gravitação Universal)

TE220 DINÂMICA DE FENÔMENOS ONDULATÓRIOS

3.1 Potencial gravitacional na superfície da Terra

Universidade. Curso: Ciência

Campo Gravítico da Terra

TEORIA DA GRAVITAÇÃO UNIVERSAL

O sofrimento é passageiro. Desistir é pra sempre! Gravitação

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Uma dedução heurística da métrica de Schwarzschild. Rodrigo Rodrigues Machado & Alexandre Carlos Tort

8/5/2015. Física Geral III

Aula 20. Introdução ao cálculo de fluxo de potência em sistemas de energia elétrica

GRAVITAÇÃO E MOVIMENTO PLANETÁRIO. Colégio Contato Farol Disciplina: Física (9º ano) Professora Thaís Freitas Capítulo 6 2º bimestre

FÍSICA. Prova resolvida. Material de uso exclusivo dos alunos do Universitário

Teo. 5 - Trabalho da força eletrostática - potencial elétrico

Movimentos oscilatórios

Prática VIII CONSERVAÇÃO DA QUANTIDADE DE MOVIMENTO DE UM SISTEMA DE DUAS ESFERAS

A Astronomia da Antiguidade aos Tempos Modernos

Prof. A.F.Guimarães Questões Eletricidade 4 Energia e Potencial Elétrico Questão 1

, (eq.1) Gravitação Universal Com Gabarito. 1. Lei da Gravitação Universal de Newton ( ): Turma ITA IME Professor Herbert Aquino

TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS

Matemática. Atividades. complementares. ENSINO FUNDAMENTAL 6- º ano. Este material é um complemento da obra Matemática 6. uso escolar. Venda proibida.

1) Durante a noite a temperatura da Terra não diminui tanto quanto seria de esperar

MECÂNICA. F cp. F t. Dinâmica Força resultante e suas componentes AULA 7 1- FORÇA RESULTANTE

Matemática do Ensino Médio vol.2

Desenho Geométrico 9º ano Prof. Jorge Marcelo. Lugares Geométricos

. Essa força é a soma vectorial das forças individuais exercidas em q 0 pelas várias cargas que produzem o campo E r. Segue que a força q E

Matemática Básica: Revisão Prof.: Luiz Gonzaga Damasceno

MODULAÇÃO EM FREQUÊNCIA E FASE

Para cada partícula num pequeno intervalo de tempo t a percorre um arco s i dado por. s i = v i t

TE220 DINÂMICA DE FENÔMENOS ONDULATÓRIOS

Aplicações de Equações Diferenciais de Segunda Ordem

AS LEIS DE NEWTON. r r

Noções de Astrofísica e Cosmologia

Transcrição:

Aula 05 Mecânica Celeste Expessão intoduzida po Piee Sion de Laplace (1749-187) e seu célebe livo Mécanique Celeste (1799-188) (vide BCE) O conjunto de teoias que contê todas os esultados da gavitação univesal sobe o equilíbio e o oviento dos copos sólidos e fluidos, que copõe o Sistea Sola e os sisteas seelhantes distibuídos na iensidão do cosos, foa a MECÂNICA CELESTE. Oigens da Mecânica Celeste de Laplace: 1. Philosophiae Natualis Pincipia Matheatica (1687) de Isaac Newton. No qual foulou as leis do oviento e a lei da gavitação univesal, deduzindo assi alguas da ais significativas popiedades do oviento planetáio e de satélites.. O sistea Heliocêntico de Nicolau Copénico, as obsevações e expeientos de Galileu, o tabalho eticuloso de Tycho Bahe e finalente o tabalho de Johannes Keple. LEIS DE KEPLER Lei das óbitas elípticas (1609): Os planetas se ove e elipses focadas no Sol. Supondo-se que a assa do Sol M seja uito aio que a assa do planeta. O Sol ocupa o foco F das Elipses, que coo o outo foco (foco vazio) está a ua distância a do cento.

Pe Peiélio (posição ais póxia do Sol) Af Afélio (posição ais afastada do Sol) E Excenticidade a sei-eixo aio da elipse CÔNICAS

Lei das áeas (1609): Ua linha que liga u planeta ao Sol vae áeas iguais e tepos iguais. Paa vaia áeas iguais e tepos iguais os planetas se ove co velocidade angula constante, isto é, o oento angula L é constante. A taxa instantânea co que a áea está sendo vaida é, então: da dt Onde ω é a velocidade angula. 1 θ 1 d dt ω O oentu angula L do planeta e elação ao Sol é dado po: L p Onde p é a coponente pependicula do Moentu Linea do planeta: p v

L p v L ω ( ω) Potanto da dt L E coo L e são constantes: da dt cte ** então a segunda lei de Keple é equivalente a lei de consevação do Moentu Angula. Lei Haônica (1619): A elação ente os cubos dos eixos aioes das elipses e os quadados dos peíodos dos ovientos planetáios é igual paa todos os planetas. A copovação desta últia lei tabé pode se feita a pati das leis de Newton. GRAVITAÇÃO UNIVERSAL F G 1 Onde G 6,67x10-11 N /Kg e no caso de copos não pontuais, utiliza-se o cento de assa do copo.

PROPRIEDADES: Pincípio da Supeposição: n F a F i i 1 Vaiação da aceleação gavitacional paa pequenos copos situados na supefície da Tea F a a g G g M T G M T

Vaiação típica da aceleação gavitacional co a latitude na supefície da Tea. Há tabé a vaiação co o aio (visto que o núcleo é ais denso). Aplicando a a Lei de Newton paa o planeta e óbita do Sol, teeos: M G F P P S ω Coo velocidade angula e feqüência angula possue a esa expessão: T f π π ω Teos: cte GM T T M G S P P S 3 4 π π

A LEI DE CONSERVAÇÃO DA ENERGIA Ua das gandes contibuições da ecânica Newtoniana paa a Astonoia foa as leis de consevação do oentu e da enegia. Enegia cinética de u copo e óbita: K 1 p v Enegia potencial gavitacional: U µ P Onde µ G ( M S + P ) é a assa equivalente do sistea de copos constituído pelo Sol e pelo Planeta e óbita. Usando a Lei de consevação da enegia total: 1 µ P 1 µ ET K + U Pv + p v + cte A EQUAÇÃO DE TRAJETÓRIA DO PLANETA M

Da segunda lei de Newton: d M G ˆ dt d ( t) M G ( t) 3 dt && + µ 0 Equação difeencial cuja solução é dada po 1 : l ( t) µ l v senθ e 1+ E ( 1+ ecosθ ) l µ T Onde e é a excenticidade, e θ é a outa coponente do sistea (,θ) de coodenadas. Esta é ua equação de ua cônica, e específico da elipse. O sei-eixo aio desta elipse é dado po: 1 ; a p 1 e ; p l µ Onde p é o paâeto de óbita ou tajetóia. ** Coetas e asteóides possue óbitas elípticas de baixa excenticidade ou pode te óbitas paabólicas. 1 Paa detalhes de coo esolve esta equação, vide Syon, Mechanics, cap. 3, pates 3.13 e 3.14.

ELEMENTOS ORBITAIS CLÁSSICOS Cinco quantidades independentes chaadas de eleentos obitais são suficientes paa desceve copletaente a diensão, a foa e a oientação de ua óbita. U sexto é necessáio paa localiza o copo, ao longo da tajetóia, nu dado instante. São eles: 1. Sei-eixo aio (a) define a diensão da óbita. Excenticidade (e) define o tipo de óbita 3. Inclinação (I) ângulo ente o oento angula obital e o veso k 4. Longitude do nodo ascendente (Ω) ângulo, no plano fundaental, ente o veso i e a dieção do nodo ascendente; 5. Aguento de peicento (ω) ângulo, no plano da óbita, ente o nodo ascendente e a dieção de peicento. 6. Tepo de passage pelo peicento (T) o instante e que o copo se enconta no peicento. Estes eleentos são válidos tanto paa óbitas heliocênticas coo óbitas geocênticas. Outos dois teos, feqüenteente usados paa desceve u oviento obital são dieto (paa leste) e etógado (paa oeste).

SATÉLITES ARTIFICIAIS E TRAJETÓRIAS (exeplo de aplicação da ecânica celeste na Astonáutica) Tês tipos básicos de óbitas de satélites: de baixa altitude, de alta altitude e inteplanetáios. Existe ais de 6.000 satélites, co váias funções: científica, ilita, counicações, eteoológico, navegacional e de ecusos da Tea. Os satélites estacionáios ou sínconos estão a ua altua de apoxiadaente 36.800K, nua óbita cicula equatoial. A anoba de tansfeência de óbita: A foa ais siples de se insei u satélite de alta altitude e sua óbita é colocá-lo nua óbita de baixa altitude e executa ua tansfeência de óbita, sendo a ais cou chaada de tansfeência de Hohann. Consideando duas óbitas ciculaes co-planaes, a tansfeência é feita atavés de ua óbita elíptica duplaente tangente, de sei-eixo aio dado po: a t 1 + µ E a enegia seá: ε t 1 + Assi a velocidade de tansfeência e a velocidade na óbita 1 é espectivaente: v µ / 1 + ε t ; v1 µ / 1 v v v Assi a difeença de velocidade é: 1 Co este acéscio de velocidade o satélite passa de ua óbita eno paa ua aio. (co decéscio, ele passa de ua aio paa ua eno).