Aplicações de Derivadas
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- Gustavo Carlos Eduardo Deluca Chagas
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1 Aplicações de Derivadas f seja contínua no [a,b] e que f '(x) exista no intervalo aberto a x b. Então, existe pelo menos um valor c entre a eb, tal que f '(c) f (b) f (a) b a. pelo menos um ponto c (a, b) tal que a reta tangen- c, f (c) é paralela à reta que passa pelos pontos A a, f (a) e B b, f (b), como indica A partir deste momento, passaremos a estudar seqüência, ites e continuidade de uma função real. Leia com atenção, caso tenha dúvidas busque indicadas e também junto ao Sistema de Acompanhamento f(b) y f(c) B f(a) A [ 0 a c ] b x Figura
2 Curso de Graduação em Administração a Distância Exemplo 6.1 Seja f (x) x 2 1,3. Calcular o valor de c que o TVM garante existir. Resolução: Aqui a 1 eb 3. Vamos calcular f (a) e f (b), assim Como f (x) x 2 f (a) f (1) 1 2 1e f (b) f (3) é contínua para todo x, f '(x) 2x existe em 1 x 3 e f '(c) 2c para 1 c 3, temos f '(c) f (b) f (a) b a 2c (1) 8 2 2c 2 c 1, 4 ou seja, c 1. Portanto, o valor de c que o TVM garante existir em 1,3 vale 1. Exemplo 6.2 Seja f (x) x 3, a 2 e b 2. Determine os pontos desse Resolução:teses do TVM. Queremos determinar c 2,2 tal que Assim, f (x) 3x 2 e f '(c) f (b) f (a) b a f (b) f (a) b a f (c) 3c 2 para c 2,2. Então. 8 (8) 2 (2) 4, de forma que f (c) f (b) f (a) b a 3c 2 4 c c 2 3 Logo, os dois valores de c são: c e c entre a 2 e b 2, nos quais a tangente à curva y x 3 é paralela à corda que passa 256
3 pelos pontos (2,8) e(2,8). c ec A fórmula de Taylor é uma extensão do teorema do valor médio. Seja f uma função tal que f e suas n primeiras derivadas f, f,..., f (n1), f (n) sejam contínuas em[a,b]. Além disso, f (n1) (x) existe para todo x no intervalo aberto (a,b). Então, a fórmula de Taylor ou polinômio de Taylor de ordem n, no ponto a, da função f f (x) f (a) f (a) (x a) f (a) 1! 2! (x a) 2 K f (n) (a) (x a) n n! Observação No caso de a 0 temos f (x) f (0) f '(0)x f (a) x 2 K f (n) (0) x n, 2! n! a qual é chamado de fórmula de Maclaurin de f (x). A fórmula de Taylor pode ser utilizada para calcular um valor aproximado de determinada função por meio de somas parciais, por exemplo, calcular um valor aproximando de ln(3,74), e 4,289, etc. 257
4 Curso de Graduação em Administração a Distância Exemplo 6.3 Seja f (x) ln x. Determine a fórmula ou o polinômio de Taylor no ponto a 1, de ordem: (i) 3; (ii) n, sendo n um número natural qualquer. (iii) Use o polinômio do item (i) para calcular um valor aproximado de ln(1,1). Resolução: Vamos inicialmente determinar o polinômio de Taylor de ordem 3, no ponto a 1, ou seja, devemos ter f (x) f (1) f (1) (x 1) f (1) (x 1) 2 f '''(1) (x 1) 3. 1! 2! 3! Assim, f (x) ln x f (1) 0 ; f (x) 1 x f (x) 1 x 2 f (1) 1; f (1) 1; f (x) 2 x f (1) 2!; 3 M f iv (x) 6 x 4 f iv (1) 3!; f (n) (x) (1) n1 (n 1)! x n f (n) (1) (1) n1 (n 1)!. Logo, respondendo (i), vem f (x) f (1) f (1) (x 1) f (1) (x 1) 2 f '''(1) (x 1) 3. 1! 2! 3! ou, ln x 0 1(x 1) 1 2! (x 1)2 2 3! (x 1)3, ou seja, ln x (x 1) 1 2 (x 1)2 1 3 (x 1)3. Agora, para responder (ii), vem 258
5 ln x (x 1) 1 2 (x 1)2 1 3 (x 1)3 K (1) n1 (x 1) n n. Finalmente, respondendo (iii), temos Para calcular ln(1,1), fazendo x 1,1 em (i), vem ln1,1 0,1 1 2 (0,1)2 1 3 (0,1)3. ln(1,1) 0, Exemplo 6.4 Determinar a fórmula ou o polinômio de Taylor de ordem n, no ponto zero da função f (x) e x. Resolução: Vamos determinar a expressão f (x) f (0) f '(0)x f (a) x 2 K f (n) (0) x n. 2! n! É dado que f (x) e x, então e Logo, f '(x) f ''(x) f '''(x)... f n (x) e x, f (0) f (x) f (0) f (0) f (0) x 1! f (0) K f (n) (0) 1. f (0) 2! x 2 K f (n) (0) x n n! 1 x x2 xn K 2! n!. Portanto, a fórmula ou o polinômio de Taylor de ordem n, no ponto zero da função f (x) e x é dada por e x 1 x x2 xn K 2! n!. x próximos de zero, e x 1 x x2 xn K 2! n!. Observação Quanto maior n, melhor a aproximação. Por exemplo, fazendo x 1 e n 6, obtemos: e
6 Curso de Graduação em Administração a Distância De fato, a soma à direita aproxima o número té a terceira casa decimal, sendo o erro igual a 2, Exemplo 6.5 Seja a função f (x) x. Obter uma aproximação de Taylor de terceira ordem no ponto a 9. Resolução: Vamos determinar f (x) f (9) f (9) (x 9) f (9) (x 9) 2 f '''(9) (x 9) 3. 1! 2! 3! Assim, f (x) x f (9) 9 3, f '(x) x x f ''(x) x x x f '(9) , 3 2 4x x x x 1 f ''(9) , f '''(x) x x 8 2 x 5 8 x 2 2 x 3 3 f '''(9) Logo, f (x) f (9) f (9) (x 9) f (9) 1! 2! ou seja, 1 1 f (x) 3 6 1! (x 9) 108 (x 9) 2 2! isto é, f (x) x x 9 2 (x 9) 2 f '''(9) (x 9) 3, 3! ! (x 9)3, x 9 3 Portanto, a aproximação de Taylor de terceira ordem de f (x) no ponto a 9 é f (x) x x x x 9 3. x 260
7 Por exemplo, um valor aproximado de 5 seria ou seja, , ou seja, ,6667 0,0741 0, ,7572 2,2428. Portanto, 5 2, , Regra de L Hospital Vamos estudar, nesta seção, outra aplicação das derivadas, que consiste num modo bastante útil de calcular ites de formas indeterminadas, Regra (ou Teorema) de L Hospital*, que nos permite levantar indeterminações do tipo 0 0 e, estudadas na unidade 4, provenientes do cálculo do ite do quociente de duas funções deriváveis. f (x) Nesta seção, queremos calcular o ite, nos seguintes xa g(x) casos (a) f (x) 0 e g(x) 0 quando x a ; (b) f (x) e g(x) quando x a. f '(x) Em ambos, calculamos f '(x), g '(x) e. Se este ite xa g '(x) f (x) existe, segue que também existe. Caso a indeterminação continua, isto é, f '(x) e g '(x) satisfazem (a) e (b), calcule f ''(x) e g xa g(x) ''(x) e xa f ''(x). E assim por diante. g ''(x) Regra de L Hospital*: foi incorporada por Guillaume François de l Hospital, em Seu objetivo é calcular o ite de frações nos casos minações do tipo 0 0 ou. 261
8 Curso de Graduação em Administração a Distância 262 Exemplo 6.6 Usando a regra de L Hospital, calcular o valor do ite x 2 x 12 x4 x 2 3x 4. Resolução: Aqui f (x) x 2 x 12 e g(x) x 2 3x 4. Aplicando o Teorema 4.3, da seção letras (d) e (a), vem e x4 x4 Como x4 do tipo 0 0. f (x) (x 2 x 12) x4 g(x) (x 2 3x 4) x4 f (x) 0 e g(x) 0, temos uma indeterminação x4 Calculando f '(x) vem f '(x) 2x 1 e calculando g '(x) vem g '(x) 2x 3. Aplicando a regra de L Hospital, temos x 2 x 12 x4 x 2 3x 4 2x 1 x4 2x Portanto, x 2 x 12 x4 x 2 3x x Exemplo 6.7 Calcular x0 1 e. x Resolução: Aqui f (x) x e g(x) 1 e x. Aplicando o Teorema 4.3 da seção 4.2.2, letras (d) e (a), vem x0 x 0e (1 e x ) 1 e x0 Como x 0 e (1 e x ) 0, temos uma indeterminação do x0 x0 tipo 0 0. Calculando f '(x) e g '(x) vem f '(x) 1 e g '(x) e x. Aplicando a regra de L Hospital, temos x x0 1 e 1 x x0 e 1 x 1 1. Portanto, x x0 1 e 1. x
9 x 2 Exemplo 6.8 Calcular x e. x Resolução: Como x 2 e e x, temos uma indeterminação do tipo. Logo, x x x 2 x e x 2 x x e x 2x x e. x A indeterminação continua. Aplicando novamente a regra, vem Portanto, Exemplo 6.9 Calcular x0 2x x e x x 2x e x 2 x e 0. x x 2 x e 0. x x 2 log x. x0 Resolução: Aplicando o Teorema 4.3, da seção 4.2.2, letra (c), vem f (x) x 2 0 e g(x) log x log x. x0 x0 x0 x0 Temos uma indeterminação do tipo 0, pois f (x) g(x), xa no caso, f (x) 0 e g(x), quando x 0. Vamos escrever g(x) f (x) g(x) xa xa 1 f (x) obtendo assim as indeterminações do tipo 0 0 ou. Assim, x0 x 2 log x log x x0 1 x 2 log x, x0 x 2 263
10 Curso de Graduação em Administração a Distância ou, Como x0 x0 e x 2, temos uma in- x0 determinação do tipo. x 2 log x log x log x x0 log x. x0 x 2 Aplicando a regra de L Hospital, vem Portanto, x0 x log x x0 x0 log x ' x 2 ' x0 x 1 2 x x 2 log x 0. x0 1 x 2 x 3 x 1(3) 3 x0 2 x 2 x0 2 0 Esta seção tem como objetivo estudar aplicações da derivada para determinar os valores máximos e mínimos de uma função. Para isto, 264
11 Dada a função f : I, um ponto x 0 I é chamado de (i) ponto de máximo relativo (ou local) da função, quando f (x 0 ) f (x) para todo x I ; (ii) ponto de mínimo relativo (ou local) da função, quando f (x 0 ) f (x) para todo x I. O valor f (x 0 ) é chamado de máximo ou mínimo relativo (ou local) de f, e x 0, f (x 0 ) são as coordenadas do ponto de máximo ou mínimo relativo (ou local) de f. extremos relativos. Dada a função f (x), um ponto x 0 onde f é derivável em x 0 e f '(x 0 ) 0 ou f não é derivável em x 0 é chamado de ponto crítico da função f. Exemplo 6.10 Seja a função f (x) x 3 3x 2, x. Determinar os pontos críticos de f. Resolução: Sabemos que f (x) x 3 3x 2 é uma função polinomial derivável em todo x. Calculando f '(x), temos f '(x) 3x 2 6x 3x x 2 Agora f '(x) 0 implica em3x 2 6x 0, ou seja, x 0 e x 2 são os pontos críticos da função f (x) x 3 3x 2. 2 Exemplo 6.11 Determinar o ponto crítico da função f (x) (x 1) 3, x. Resolução: Calculando f '(x), temos 265
12 Curso de Graduação em Administração a Distância ou, f '(x) 2 3 x x 1 1 f '(x) x x 1 1 3, A função dada não derivável em x 1, isto é, não existe f '(1). Nesse caso, x 1é o único ponto crítico de f. Exemplo 6.12 Calcular os pontos críticos da função f (x) x 3 x 2 x 1, no intervalo[2, 1]. 2 Resolução: Inicialmente temos f (x) x 3 x 2 x 1, então f '(x) 3x 2 2x 1. Fazendo f (x) 0, vem 3x 2 2x 1 0. raízes x 1 e x 1 3. Portanto, x 1 e x 1 são os pontos críticos de 3 f (x) x 3 x 2 x 1 em[2, 1]. 2 Seja f uma função derivável em x 0. Se f tem um máximo ou mínimo relativo (ou local) em x 0, então f (x 0 ) 0. Por exemplo, a função f (x) x 2, para x (1, 1), tem derivada f '(x) 2x. Em x 0, a função tem um mínimo relativo e f '(0) 0. Vimos na Unidade 3, que dada uma função f : I, f é crescente no intervalo I quando dados x 1,x 2 I, quaisquer, com x 1 x 2, tem-se f (x 1 ) f (x 2 ) e f é decrescente no intervalo I quando dados x 1, x 2 I, quaisquer, com x 1 x 2, tem-se f (x 1 ) f (x 2 ). 266
13 O teorema a seguir estabelece um critério para determinar onde uma função f é crescente ou decrescente. Teorema Seja f (x) uma função derivável no intervalo(a, b), então (a) Se f '(x) 0 em (a, b), então f (x) é constante em(a, b) ; (b) Se f '(x) 0 em (a, b), então f (x) é crescente em(a, b) ; (c) Se f '(x) 0 em(a, b), então f (x) é decrescente em(a, b). Exemplo 6.13 Seja f (x) x 2. Determinar os intervalos onde f é crescente e decrescente. Resolução: Temos f (x) x 2 e f '(x) 2x. Agora, f '(x) 2x 0 se, e somente se, x 0 então f (x) 0, logo, f é decrescente em (,0] e f '(x) 2x 0 se, e somente se, x 0 então f (x) 0, logo, f é crescente em (,0]. Utilizando o sistema de sinais, podemos interpretar assim: x f(x) Conclusão x 0 f (x) decrescente em (,0] x 0 f (x) crescente em [0,) y x Figura
14 Curso de Graduação em Administração a Distância Exemplo 6.14 Determinar os intervalos onde f é crescente e decrescente, onde f (x) x 3. Resolução: De f (x) x 3 temos f (x) 3x 2. Agora, 3x 2 0 então f (x) 0, para todo x e f é crescente em. Exemplo 6.15 Seja f (x) x 3 6x 2 9x 1 x real. Determinar os intervalos onde f é crescente e decrescente. Resolução: Temos f (x) x 3 6x 2 9x 1 então f (x) 3x 2 12x 9. Agora, fazendo f (x) 0, vem 3x 2 12x 9 0 temos as raízes x 3 e x 1. Logo, f (x) 3(x 1)(x 3). Utilizando o sistema de sinais, podemos interpretar assim, x f(x) Conclusão 1 0 ponto crítico de f x 1 f é crescente 1 x 3 f é decrescente x 3 0 ponto crítico de f x 3 f é crescente Portanto, f (x) é crescente em (,1] e[3, ) e decrescente em [1,3]. Também x 3 e x 1são extremos da função (pontos críticos). Teste da segunda derivada para extremos relativos Este teste é empregado para pesquisar o(s) ponto(s) de máximo(s) e mínimo(s) relativo de uma dada função. Para isto, temos a seguinte 268
15 Seja x 0 um ponto crítico de uma função, na qual f (x 0 ) 0 e f existe para todos os valores de x, em algum intervalo aberto que contenha o ponto x 0. Então, f (x 0 ) existe e: (i) se f ''(x 0 ) 0, então f tem um valor máximo relativo em x 0 ; (ii) se f ''(x 0 ) 0, então f tem um valor mínimo relativo em x 0. Exemplo 6.16 Pesquisar máximos e mínimos relativos da função f (x) x x3 4x 2, pelo critério ou teste da segunda derivada. Resolução: Temos, f (x) x x3 4x 2, então: f (x) 4x 3 4x 2 8x. Agora, f (x) 0 vem 4x 3 4x 2 8x 0. Fatorando a expressão 4x 3 4x 2 8x 0, vem 4x(x 2 x 2) 4x(x 2)(x 1) 0. f '(x) será igual a zero se, e somente x 0, x 2 e x 1. Logo, x 0, x 2 e x 1 são pontos críticos da função f. Vamos analisar agora, os pontos críticos obtidos separadamente. Calculando f ''(x), temos f (x) 12x 2 8x 8. Analisando para x 0, vem f (0) , assim, x 0 é um ponto de máximo relativo da função f e seu valor no ponto x 0 é f (0) ou f (0) 0. Analisando para x 1, vem f (1) , assim x 1 é um ponto de mínimo relativo da função f e seu valor no ponto é f (1) ou f (1) 8 3. Finalmente, analisando para x 2, vem f (2) 12 (2) 2 8 (2)
16 Curso de Graduação em Administração a Distância Assim, x 2 é um ponto de mínimo relativo da função f e seu valor no ponto é: f (2) (2) (2)3 4 (2) (8) , ou seja, f (2) Portanto, x 0 é um ponto de máximo relativo da função f, x 1 é um ponto de mínimo relativo da função f e x 2 é um ponto de mínimo relativo da função f y x 5 10 Figura 6.3 Exemplo 6.17 Encontrar os extremos relativos da função f (x) x 3 6x 2 9x 1 usando o critério da segunda derivada. Resolução: Temos, f (x) x 3 6x 2 9x 1, então f (x) 3x 2 12x 9 e f (x) 6x 12. Agora, para calcular os pontos críticos de f é só igualar f '(x) a zero, ou seja, f (x) 0, isto é, 3x 2 12x 9 0, fatorando, vem 3(x 3)(x 1) 0. f '(x) será zero se, e somente se, x 1 e x 3. Logo, x 1e x 3 são pontos críticos de f. Vamos determinar agora os extremos relativos de f. Para x 1, temos f (1) , logo x 1 é um ponto 270
17 de máximo relativo da função f. Para x 3, temos f (3) , logo x 3 é um ponto de mínimo relativo da função f. Portanto, x 0 é um ponto de máximo relativo da função f e x 3 é um ponto de mínimo relativo da função f. y x Figura 6.4. Exemplos práticos Exemplo 6.18 A função custo mensal de fabricação de um produto é dada por C(x) x3 3 2x2 10x 1 e a função de demanda mensal p, do mesmo produto, é dada por p(x) 10 x. Qual o preço x que deve ser cobrado para maximizar o lucro? Resolução: O lucro total é dado por Lucro(L) Receita(R) Custo(C) e a receita será Receita p x, assim R p x 10 x x 10x x 2. Logo, L R C 10x x 2 x3 3 2x2 10x 1 271
18 Curso de Graduação em Administração a Distância ou ainda, 10x x 2 x3 3 2x2 10x 1, L(x) x3 3 x2 1. Calculando a derivada primeira da função lucro, em relação ax, temos L'(x) x 2 2x e L''(x) 2x 1. Agora, para calcular os pontos críticos de L é só igualar L'(x) a zero, ou seja, L'(x) 0 e vem x 2 2x 0. Resolvendo esta x 0 e x 2. Logo, x 0 e x 2 são os pontos críticos de L. Vamos determinar agora os extremos relativos de L. Para x 0, temos L''(0) , logo, é um ponto de mínimo relativo de L. Para x 2, temos L''(2) , logo, é um ponto de máximo relativo de L. Portanto, o preço que deve ser cobrado para maximizar o lucro é x 2. Exemplo 6.19 A empresa Sempre Alerta produz um determinado produto, com um custo mensal dado pela função C(x) 1 3 x3 2x 2 10x 20. Cada unidade deste produto é vendido por R$31,00. Determinar a quantidade que deve ser produzida e vendida para dar o máximo lucro mensal. Resolução: Seja x a quantidade a ser produzida e vendida para dar o máximo lucro mensal. O lucro mensal é dado por: Lucro(L) Receita(R) Custo(C), assim L R C 31x 1 3 x3 2x 2 10x 20 31x 1 3 x3 2x 2 10x
19 1 3 x3 2x 2 21x 20 ou ainda, L(x) 1 3 x3 2x 2 21x 20. Calculando a derivada primeira da função lucro, em relação ax, temos L'(x) x 2 4x 21e L''(x) 2x 4. Agora, para calcular os pontos críticos de L é só igualar L'(x) a zero, ou seja, L'(x) 0 e vem x 2 4x Resolvendo x 3 e x 7. Logo, x 3e x 7 são os pontos críticos de L. Vamos determinar agora os extremos relativos de L. Para x 3, temos L''(3) (2) (3) , logo, é um ponto de mínimo relativo de L. Para x 7, temos L''(7) , logo, é um ponto de máximo relativo de L. Portanto, a quantidade a ser produzida e vendida para dar o máximo lucro mensal é x 7. Exercícios propostos - 1 pela função f (x) x 3 3x 2 5 em 1, 2. Determine os pontos 2) Seja f (x) x 2 1, x 3, 3. Determine c 3,3 pelo TVM tal que f (c) f (3) f (3) 3 (3). f (x) senx no ponto x 273
20 Curso de Graduação em Administração a Distância 4) Determine a fórmula de Taylor de ordem n da função f (x) 1 x, x 0 no ponto a 1. f (x) e 2x no ponto zero. 6) Encontre a fórmula de Taylor de ordem 3 da função f (x) tgx no ponto zero. 7) Aplicando a regra de L Hospital, calcular os seguintes ites. a) x0 sen 6x. b) 1 2x 4x tg x. x 2 1 cosx c). d) x0 senx x1 x 2 4 ln x e). f) x2 x 3 8 x x. g) x e 3x 2 x x1 ln x x 1. e x 1 x 3 3x 2 x 2 2x 1. 8) Seja f (x) x 3 x 2 5x 5. a) Determine os pontos críticos de f. b) Determine os intervalos onde f é crescente e decrescente. 9) Seja f (x) 1 3 x3 1 2 x2 6x 8, determine: a) os pontos críticos, b) os intervalos onde f é crescente e decrescente, c) os valores máximos e mínimos de f. 10) O custo total de produção de x dia é R$ 1 4 x2 35x 25 e o preço unitário que elas podem ser vendidas é R$ x cada. Qual deve ser a produção diária para que o lucro seja máximo? 274
21 11) A produção de bicicletas da empresa Roda Viva é de x ao custo dado porc(x) 100 3x. Se a equação de demanda for p 25 x 3 zidas e vendidas para maximizar o lucro mensal. 12) A equação de demanda de um produto é p 30 5lnx. Determinar: a) a função receita R(x) ; b) o valor de x que maximiza a receita. Saiba Mais... Para aprofundar os temas abordados neste capítulo consulte: FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo A: Funções, Limite, Derivação, Integração, 5ª ed. São Paulo: Makron Books, KUELKAMP, Nilo. Cálculo 1. 3ed. Florianópolis: UFSC, LEITHOLD, Louis. Matemática aplicada à economia e administração. São Paulo: Harbra, SILVA, Sebastião Medeiros da; SILVA, Elio Medeiros da; SILVA, Ermes Medeiros da. Matemática: para os cursos de Atlas, RESUMO do Valor Médio e viu que a fórmula de Taylor é uma extensão de formas indeterminados do tipo 0, aplicando a regra de 0 de pontos de máximos e mínimos. 275
22 Curso de Graduação em Administração a Distância RESPOSTAS Exercícios propostos - 1 1) c ) c 0 3) f (x) senx 1 x 1 6 x 3. 4) f (x) 1 x 1 x 1 2 x n x 1 n 1 n1 x 1 n1 5) e 2x 1 2x 22 2! x2 23 3! x3 24 4! x4. 6) tg x x x3 3!. 7) a) 6 4. b) 2. c) 0. d) 0. (e) (g) 1. (f) ) a) 1e 5 3. b) f é crescente no intervalo x 5 3 ; f é decrescente no intervalo 5 3 x 1; f é crescente no intervalo x 1. 9) a) 2 e 3. b) f é crescente no intervalo x 3 ; f é decrescente no intervalo 3 x 2 ; f é crescente no intervalo x
23 c) em x 3, f tem ponto de máximo e em x 2, f tem ponto de mínimo. 11) 33 bicicletas. 12) a) R(x) 30x 5x ln x ; b) x e
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4.1 Em cada caso use a definição para calcular f 0 (x). (a) f (x) =x 3,x R (b) f (x) =1/x, x 6= 0 (c) f (x) =1/ x, x > 0.
4. Em cada caso use a definição para calcular f 0 (). (a) f () = 3, R (b) f () =/, 6= 0 (c) f () =/, > 0. 4.2 Mostre que a função f () = /3, R, não é diferenciável em =0. 4.3 Considere a função f : R R
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