Teoria do Consumidor: Preferências e Utilidade
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- Jorge Teixeira Gama
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1 Teoria do Consumidor: Preferências e Utilidade Roberto Guena de Oliveira 17 de março de 2014 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
2 Sumário 1 Cestas de bens e o conjunto de consumo 2 Preferências 3 Curvas de indiferença 4 Função de utilidade 5 Taxa Marginal de Substituição 6 Hipóteses usuais sobre as preferências 7 Preferências típicas 8 Exercícios Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
3 Cesta de bens Conjunto de Consumo Um consumidor é um agente que deve escolher quanto consumir de cada bem. Suporemos um número finito L de bens. Um conjunto ordenado de números representando as quantidades consumidas de cada bem é chamado cesta de bens ou cesta de consumo. Mais especificamente, uma cesta de bens é um vetor x=(x 1,x 2,...,x L ) no qual x 1 é a quantidade consumida do bem 1, x 2 é a quantidade consumida do bem 2, e assim por diante. Para possibilitar a apresentação gráfica de uma cesta de bens, trabalharemos aqui com a hipótese de que há apenas dois bens um dos bens pode ser pensado como reais gastos com todos os outros bens. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
4 Conjunto de Consumo Cestas de bens: representação gráfica Bem 2 (x2) (0,3) (1,2) (4,1) Bem 1 (x 1 ) Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
5 Conjunto de Consumo O conjunto de consumo Nem toda cesta de bens concebível é fisicamente possível de ser consumida. Exemplo: não é possível consumir mais do que 24 horas por dia de aulas de microeconomia. O conjunto de todas as cestas de bens fisicamente possíveis de serem consumidas é chamado conjunto de consumo e usualmente é notado por X. Assumiremos que o conjunto de consumo é o conjunto das cestas de bens que não contêm quantidades menores do que zero de qualquer bem. No caso de dois bens, esse conjunto corresponde ao quadrante positivo do diagrama carteziano do slide anterior. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
6 Preferências Sumário 1 Cestas de bens e o conjunto de consumo 2 Preferências 3 Curvas de indiferença 4 Função de utilidade 5 Taxa Marginal de Substituição 6 Hipóteses usuais sobre as preferências 7 Preferências típicas 8 Exercícios Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
7 Preferências Notação Para duas cestas de consumo quaisquer x e y X, empregaremos a seguinte notação: Conceito primitivo: x y significa x é ao menos tão bom quanto y, ou y não é preferido a x. x yélido xéindiferenteay eequivaleax yey x. x y é lido x é preferido a y e equivale a x y e não y x. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
8 Preferências Preferências Racionais Definição Diz-se que um consumidor apresenta preferências racionais caso: 1 As preferências sejam completas, isto é, para quaisquer x,y X, x y e/ou y x. 2 As preferências sejam transitivas, ou seja, para quaisquer x,y,z X se x y e y z, então x z. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
9 Preferências Notas sobre racionalidade das preferências: 1 Caso as preferências de um consumidor sejam racionais então as relações e serão reflexivas, ou seja, para qualquer x X, x x e x x. 2 A racionalidade das preferências também implica a transitividade das relações e, isto é, para quaisquer x,y,z X x y e y z x z e x y e y z x z 3 Ao longo de todo o curso suporemos que os consumidores apresentam preferências racionais. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
10 Curvas de indiferença Sumário 1 Cestas de bens e o conjunto de consumo 2 Preferências 3 Curvas de indiferença 4 Função de utilidade 5 Taxa Marginal de Substituição 6 Hipóteses usuais sobre as preferências 7 Preferências típicas 8 Exercícios Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
11 Curvas de indiferença Curvas de Indiferença Definição Uma curva de indiferença, CI x 0 associada a qualquer cesta de bens x 0 X conjunto de todas as cestas de bens pertencentes ao conjunto de consumo indiferentes a x 0. Notas: Evidentemente, duas cestas quaisquer indiferentes entre si definem a mesma curva de indiferença. A representação gráfica das curvas de indiferença pode ser uma forma reveladora de representação das preferências. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
12 Curvas de indiferença Representação gráfica x 2 x 1 x 3 x 2 x 0 CI x 2 CI x 3 CI x 0 =CI x 1 x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
13 Curvas de indiferença Duas curvas de indiferença não se cruzam x 2 x 2 x 0 x 1 oux 1 x 2 ;ou;x 2 x 1 x 1 x 0 x 2 x 0 x 1 x 2 x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
14 Função de utilidade Sumário 1 Cestas de bens e o conjunto de consumo 2 Preferências 3 Curvas de indiferença 4 Função de utilidade 5 Taxa Marginal de Substituição 6 Hipóteses usuais sobre as preferências 7 Preferências típicas 8 Exercícios Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
15 Função de utilidade Função de Utilidade Definição: Uma função U:X R é chamada de função de utilidade caso, para quaisquer x,y X, x y U(x) U(y). Uma função de utilidade simplesmente atribui números reais a todas as cestas de bens do conjunto de consumo de tal sorte que cestas de bens mais preferidas recebam números mais elevados. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
16 Função de utilidade Exemplo: construindo uma função de utilidade x 2 U(x 2 )=l 1 x 1 x 3 U(x 0 )=U(x 1 )=l 2 x 2 l 1 l 2 l 3 x 0 CI x 2 CI x 3 CI x 0 U(x 3 )=l 3 x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
17 Utilidade Ordinal Função de utilidade Do modo como definimos a função de utilidade, esta tem por função ordenar as cestas de bens, atribuindo números maiores paras as cestas mais desejadas, não importando o valor absoluto desses números. Por exemplo, no slide anterior a função de utilidade poderia ser a raiz quadrada da distância entre a origem e a curva de indiferença, pois a ordenação das cestas seria mantida. Também poderia ser considerada como função de utilidade o quadrado dessa distância. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
18 Função de utilidade Transformações Monotônicas Sejam U(x) uma função de utilidade que represente adequadamenteasprerênciasdeumconsumidoref,uma função estritamente crescente definida na imagem de U(x), então a função V(x) definida para todo x X como V(x)=f(U(x)) também é uma boa representação das características ordinais das preferências do mesmo consumidor. A função V(x) definida acima é chamada de transformação monotônica da função U(x). Duas funções de utilidade quaisquer representam as características ordinais das mesmas preferências se, e somente se, uma é uma transformação monotônica da outra. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
19 Utilidade Cardinal Função de utilidade Caso, ao contrário do que dissemos até aqui, seja dado um significado ao valor que a função de utilidade associa a cada cesta de bens, dizemos que a função de utilidade é cardinal, ou que os aspectos cardinais da função de utilidade são relevantes. Os primeiros economistas neoclássicos trabalhavam com a hipótese de utilidade cardinal. Porém, hoje se sabe que toda a teoria microeconômica positiva e grande parte da microeconomia normativa dependem apenas dos aspectos ordinais da função de utilidade. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
20 Utilidade Marginal Definição: Função de utilidade A Utilidade Marginal de um bem l qualquer é definida por UMg l = U(x) x l Exemplo: U(x 1,x 2 )=x 1 x 2 UMg 1 (x 1,x 2 )= U(x 1,x 2 ) =x 2 x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
21 TMS Sumário 1 Cestas de bens e o conjunto de consumo 2 Preferências 3 Curvas de indiferença 4 Função de utilidade 5 Taxa Marginal de Substituição 6 Hipóteses usuais sobre as preferências 7 Preferências típicas 8 Exercícios Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
22 TMS Taxa Marginal de Substituição Definição: A taxa marginal de substituição (TMS) entre os bens 1 e 2 é definida por x 2 TMS(x 1,x 2 )= lim x 1 0 x 1 U(x1 + x 1,x 2 + x 2 )=U(x 1,x 2 ) = dx 2 dx 1 du=0 TMS e utilidades marginais TMS= U(x 1,x 2 )/ x 1 U(x 1,x 2 )/ x 2 = UMg 1 UMg 2. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
23 TMS TMS Interpretação gráfica x 2 x 1 x 1 x 2 (<0) x 2 tan= x 2 x 1 x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
24 TMS TMS Interpretação gráfica x 2 x 1 x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
25 TMS TMS Interpretação gráfica x 2 x 1 tan=tms x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
26 TMS TMS e cardinalidade. Diferentemente da utilidade marginal que é uma propriedade cardinal da função de utilidade, a taxa marginal de substituição é uma característica que depende apenas do aspecto ordinal dessa função, ou seja, ela não é alterada por transformações monotônicas da função de utilidade. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
27 Hipóteses Sumário 1 Cestas de bens e o conjunto de consumo 2 Preferências 3 Curvas de indiferença 4 Função de utilidade 5 Taxa Marginal de Substituição 6 Hipóteses usuais sobre as preferências 7 Preferências típicas 8 Exercícios Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
28 Hipóteses Continuidade As preferências são ditas contínuas caso, para quaisquer x,y X, se x y, então, qualquer cesta de bens suficientemente próxima de x também será preferida a y e x será preferida a qualquer cesta de bens suficientemente próxima de y. Preferências contínuas têm curvas de indiferença contínuas. Se um consumidor tem preferências transitivas, completas e contínuas, então essas preferências também poderão ser representadas por uma função de utilidade contínua. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
29 Hipóteses Hipóteses de monotonicidade 1 Monotonicidade Fraca: Se,comparada a y, x contém quantidades maiores de todos os bens, então x y.implicações: Inexistência de saciedade por parte do consumidor. As curvas de indiferença não podem ser positivamente inclinadas. 2 Monotonicidade forte: Se, quando comparada a y, x possui pelo menos as mesmas quantidades de todos os bens e uma quantidade maior de, pelo menos, um bem, então x y. Implicações: Inexistência de saciedade por parte do consumidor. As curvas de indiferença devam ser negativamente inclinadas. A função de utilidade é crescente em cada um de seus argumentos. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
30 Hipóteses Hipótese de não saciedade local Para qualquer cesta de bens x X e qualquer número real positivo δ existe uma cesta de bens y X que seja tal que x y <δ e y x. Intuitivamente, sempre é possível deixar o consumidor melhor com uma pequena mudança no padrão de consumo. Implicação: a função de utilidade não apresenta máximo local, e, portanto, tampouco máximo global. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
31 Hipóteses Hipóteses de convexidade 1 Convexidade (fraca): Para quaisquer x,y X e 0<α<1 x y αx+(1 α)y y. 2 Convexidade forte ou estrita: Para quaisquer x,y X e 0<α<1 x y αx+(1 α)y y. Note que convexidade forte implica convexidade fraca, mas a recíproca não é verdadeira. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
32 Hipóteses Exemplos I x 2 {x X:x y} x 2 {x X:x y} y αx+(1 α)y x y x x 1 Preferências estritamente convexas x 1 Preferências estritamente convexas Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
33 Hipóteses Exemplos II x 2 {x X:x y} x 2 {x X:x y} y y x x x 1 Preferências convexas, mas não estritamente convexas x 1 Preferências convexas, mas não estritamente convexas Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
34 Hipóteses Exemplos III x 2 y {x X:x y} x 2 {x X:x y} x x x 1 Preferências não convexas. (Côncavas). y x 1 Preferências não convexas Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
35 Hipóteses Convexidade das preferências e função de utilidade Convexidade das preferências implica quase-concavidade da função de utilidade. Uma função de utilidade U:X R é dita quase-côncava caso, para quaisquer x,y X e 0<α<1 U(x) U(y) U(αx+(1 α)y) U(y). Convexidade forte das preferências implica quase-concavidade estrita da função de utilidade.uma função de utilidade U:X R é dita estritamente quase-côncava caso, para quaisquer x,y X e 0<α<1 x =yeu(x) U(y) U(αx+(1 α)y)>u(y). Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
36 Preferências típicas Sumário 1 Cestas de bens e o conjunto de consumo 2 Preferências 3 Curvas de indiferença 4 Função de utilidade 5 Taxa Marginal de Substituição 6 Hipóteses usuais sobre as preferências 7 Preferências típicas 8 Exercícios Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
37 Preferências típicas Preferências bem comportadas x 2 Características: Monotônicas. Diferenciáveis. Convexas: TMS decrescente (em módulo). Aversão à especialização. x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
38 Preferências típicas Preferências côncavas x 2 Características: TMS crescente (em módulo). Propensão à especialização. x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
39 Preferências típicas Substitutos Perfeitos x 2 x 1 Características: TMS constante. Com escolha certa de unidades de medida, TMS= 1. Sempre podem ser representadas pela função de utilidade U(x 1,x 2 )=ax 1 +x 2, sendo TMS= a. Com escolha adequada de unidades, a função de utilidade passa a ser U(x 1,x 2 )=x 1 +x 2. Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
40 Preferências típicas Complementos Perfeitos x 2 TMS indefinida α TMS indefinida TMS indefinida TMS=0 TMS=0 TMS=0 x 1 Características: Uma unidade adicional de x 2 só tem utilidade quando combinada com 1 α unidades de x 2. Com escolha certa de unidades de medida, α =1. Sempre podem ser representadas pela função de utilidade U(x 1,x 2 )=min(αx 1,x 2 ). Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
41 Males & Neutros Preferências típicas x 1 é um mal x 2 x 1 é um neutro x 2 x 1 x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
42 Preferências típicas Saciedade x 2 Ponto de saciedade x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
43 Preferências típicas Preferências quase lineares x 2 Características U(x 1,x 2 )=u(x 1 )+x 2. Quase-linear em x 2. TMS=u (x 1 ) depende exclusivamente de x 1. x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
44 Preferências típicas Preferências Homotéticas x 2 x 2 x 1 =1 x 2 x 1 = 1 2 Características: TMS depende apenas de x 2 /x 1. Sempre podem ser representadas por uma função de utilidade homogênea. x 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
45 Preferências típicas Preferências Cobb-Douglas Função de utilidade U(x 1,x 2 )=x a 1 xb, com a,b>0. 2 Alternativas: V(x 1,x 2 )=x α 1 xβ 2, com α = a a+b e β = b a+b. W(x 1,x 2 )=alnx 1 +blnx 2 TMS= a x 2 bx 1 Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
46 Exercícios Sumário 1 Cestas de bens e o conjunto de consumo 2 Preferências 3 Curvas de indiferença 4 Função de utilidade 5 Taxa Marginal de Substituição 6 Hipóteses usuais sobre as preferências 7 Preferências típicas 8 Exercícios Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
47 Exercícios ANPEC 2014 Questão 02 A respeito das relações de preferências da teoria do consumidor é possível afirmar: 0 Se x y e x =y então a cesta de bens x possui no mínimo as mesmas quantidades de cada bem da cesta y; V 1 Relações binárias transitivas e reflexivas são relações de preferências; F 2 Se a relação de preferência é transitiva, então necessariamente a relação de indiferença também é transitiva; 3 Relações de preferência simétricas e irreflexivas são transitivas; 4 A preferência lexicográfica é uma relação de preferência porque é completa, transitiva, contínua e reflexiva. V F F Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
48 Exercícios ANPEC 2010 Questão 01 Com respeito a critérios de decisão, relações de preferência e funções de utilidade, julgue as questões a seguir: 0 Seja u(x, y) uma utilidade homotética. Suponha que u(x 0,y 0 )=u(x 1,y 1 ), em que (x 0,y 0 ) e (x 1,y 1 ) são duas cestas dadas, e seja t>0 um escalar positivo. Então u(tx 0,ty 0 )=u(tx 1,ty 1 ); 1 Seja u(x,y) uma utilidade homotética e seja t>0 um escalar positivo. Denote por TMS u (x,y) a taxa marginal de substituição da utilidade u na cesta (x,y). Então TMS u (x,y)=tms u (tx,ty); V V Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
49 Exercícios ANPEC 2010 Questão 01 (continuação) Com respeito a critérios de decisão, relações de preferência e funções de utilidade, julgue as questões a seguir: 2 Seja uma relação de preferência monotônica e contínua sobre R 2 e suponha que u e U são duas funções numéricas que representam a relação de preferência. Suponha que u(x,y)<u(x,y), para qualquer cesta (x,y) R 2. Se TMS u (x,y) e TMS U (x,y) denotam a taxa marginal de substituição da função u e U, respectivamente, na cesta (x, y), então TMS u (x,y)>tms U (x,y), para qualquer cesta (x,y) R 2. F Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
50 Exercícios ANPEC 2010 Questão 01 (continuação) Com respeito a critérios de decisão, relações de preferência e funções de utilidade, julgue as questões a seguir: 3 Considere a função de utilidade u(x,y)=min{2x+y,x+2y}, em que x denota a quantidade do bem 1 e y a quantidade do bem 2. Então os bens 1 e 2 são complementares perfeitos; 4 Considere a relação binária sobre R 2 definida por + (x,y) (z,w) se, e somente se, x z e y w. Então é uma relação transitiva e reflexiva, mas não é estritamente monotônica. V F Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
51 Exercícios ANPEC 2007 Questão 01 Com relação às preferências do consumidor, julgue as afirmativas: 0 A monotonicidade das preferências do consumidor exige que, dadas duas cestas (x 0,y 0 ) e (x 1,y 1 ), com x 0 x 1 e y 0 <y 1, então (x 1,y 1 ) (x 0,y 0 ) em que denota a preferência estrita. V 1 Se excluirmos os bens classificados como males, as curvas de indiferença terão inclinação negativa. 2 Monotonicidade e preferências não-convexas definem preferências bem-comportadas. F F Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
52 Exercícios ANPEC 2007 Questão 01 continuação 3 Se o consumidor apresenta preferências não-convexas, dadas duas cestas A e B com quantidades diferentes dos mesmos bens x e y, ele prefere uma cesta que contenha média ponderada das quantidades contidas nas cestas A e B a qualquer uma das cestas A ou B. F Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
53 Exercícios ANPEC 2007 Questão 01 continuação 4 Uma lanchonete oferece quatro tipos de sucos: laranja, melão, manga e uva. Um consumidor considera suco de uva pelo menos tão bom quanto de melão, suco de laranja pelo menos tão bom quanto de manga, suco de melão pelo menos tão bom quanto de laranja e suco de uva pelo menos tão bom quanto de manga. Esse consumidor também considera suco de uva pelo menos tão bom quanto de laranja e suco de melão pelo menos tão bom quanto o de manga. Tal consumidor apresenta preferências completas e transitivas. V Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
54 Exercícios ANPEC 2002 Questão 01 Em relação à teoria das preferências, julgue os itens a seguir: 0 Os pressupostos de que as preferências são completas e transitivas garantem que curvas de indiferença distintas não se cruzam. V 1 Quando as preferências de um indivíduo são tais que X ={x 1,x 2 } é estritamente preferível a Y ={y 1,y 2 } se e somente se (x 1 >y 1 ) ou (x 1 =y 1 e x 2 >y 2 ), as curvas de indiferença são conjuntos unitários. V 2 Curvas de indiferença circulares indicam que o pressuposto de convexidade das preferências não é válido. 3 A convexidade estrita das curvas de indiferença elimina a possibilidade de que os bens sejam substitutos perfeitos.v F Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
55 Exercícios ANPEC 2002 Questão 01 continuação. 4 Considere um alcoólatra que beba pinga ou uísque e que nunca misture as duas bebidas. Sua função de utilidade é dada por u(x,y)=max(x,2y), em que x e y são números de litros de pinga e uísque, respectivamente. Esta função de utilidade respeita o princípio de convexidade das preferências. F Roberto Guena de Oliveira Preferências 17 de março de / 55
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