COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR ROTINA DE CONTROLE DE VETORES NO AMBIENTE HOSPITALAR

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1 1 COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR ROTINA DE CONTROLE DE VETORES NO AMBIENTE HOSPITALAR Flávia Valério de Lima Gomes Enfermeira da CCIH / SCIH Jair Miranda de Souza Supervisor do SHL Novembro de I. Introdução: O ambiente hospitalar saudável é um fator fundamental para o bem-estar e a saúde da população que freqüenta esse local. Juntamente com a limpeza, o controle de vetores é um dos cuidados que deve ser observado, pois doenças infecciosas podem ser veiculadas por esses seres vivos. A incidência das pragas nos estabelecimentos de saúde é variável, estando relacionada com a localização, condições estruturais do edifício, manutenção, higiene e limpeza do local. Os principais vetores de importância hospitalar são os artrópodes e os roedores: Artrópodes (baratas, moscas e formigas): transportam agentes patogênicos para os alimentos por meio dos pêlos de suas pernas e corpo, após contato com materiais contaminados no lixo e fezes; Roedores (ratos e ratazanas): podem provocar doenças infecciosas como a leptospirose, a salmonelose, o tifo e a peste bulbônica As medidas de precauções visam o controle satisfatório dos vetores no ambiente hospitalar, uma vez que não se consegue exterminá-los. De acordo com a portaria nº 09/2000/ANVISA, o Controle Integrado de Pragas é um sistema que incorpora ações

2 2 preventivas e corretivas destinadas a impedir que vetores e as pragas ambientais possam gerar problemas significativos. Visa minimizar o uso abusivo e indiscriminado de praguicidas. É uma seleção de métodos de controle e o desenvolvimento de critérios que garantam resultados favoráveis sob o ponto de vista higiênico, ecológico e econômico. Com base neste conceito propomos as seguintes medidas de controle: II. Consumo de Alimentos no Ambiente Hospitalar: É proibido a permanência e o consumo de alimentos fora do refeitório, lanchonete e copas, uma vez que outros ambientes do hospital possuem condições inadequadas para o consumo de alimentos. Esta prática também pode contribuir para: Aumento da proliferação de vetores no ambiente hospitalar; Aumento da transmissão de doenças infecciosas por vetores no ambiente hospitalar incluindo as Infecções Hospitalares; Aumento da resistência dos insetos aos pesticidas utilizados na detetização, que levam a diminuição do intervalo de aplicação e aumentam o risco de toxicidade para a comunidade hospitalar, bem como aumentam o custo operacional do processo; Produção de resíduos alimentares em locais inadequados, dificultando a segregação dos mesmos; Higienização dos vasilhames em locais inadequados (pia de lavagem de mãos, pia de banheiro); Conservação inadequada dos alimentos favorecendo a intoxicação alimentar; Uso inadequado de geladeiras de guarda de materiais hospitalares ou substâncias químicas, para conservação de alimentos; e ainda Cumprir a determinação da Vigilância Sanitária em restringir o consumo de alimentos apenas ao refeitório, lanchonete e copas; III. Recomendações para Controle de Vetores Específicos: específicos: Algumas medidas são recomendadas para o controle de determinados vetores

3 3 Baratas: Utilizar ralos de esgoto e caixas de gorduras sinfonados, produtos químicos e limpeza adequada; Moscas: Utilizar telas nas áreas de risco como lactário, refeitório, serviço de nutrição e dietética; Acondicionar adequadamente o lixo; Combater larvas e pupas; Ratos: impedir condições de sobrevivência, removendo entulhos, acondicionando o lixo e os alimentos adequadamente, mantendo o ambiente limpo. IV. Recomendações para Setores Específicos: Após a detetização e desratização ordinária de todo o hospital (3/3meses) o chefe de cada setor deverá realizar inspeção diária em seu departamento e, se necessário, solicitar reforço antes do próximo procedimento, e ainda: Serviço de Nutrição e Dietética: Manter a área de recepção de alimentos devidamente limpa e livre de resíduos; Observar as condições de conservação dos alimentos, não deixando-os abertos; Observar as condições de limpeza e organização dos armários de utensílios e alimentos; Manter as prateleiras da despensa afastadas das paredes, para facilitar a limpeza e ventilação adequada no local; Manter as janelas teladas; Manter a área de preparo dos alimentos limpa e com adequado estado de conservação das paredes, azuleijos, bancadas e instalações hidráulicas; Manter as lixeiras e contêineres de resíduos tampados; Recolher o lixo sempre que necessário, não deixando ultrapassar 2/3 de sua capacidade; Higienizar as lixeiras ao final do plantão e sempre que necessário. Demais Setores do Hospital: Manter ralos escamoteáveis fechados após o uso; Orientar os funcionários, pacientes e visitantes, quanto à adequada segregação de resíduos; Orientar os funcionários a não acondicionar alimentos em gavetas ou armários. V. Detetização e Desratização do Ambiente Hospitalar:

4 4 A detetização e desratização da instituição serão realizadas num período de 04 dias com intervalo trimestral, juntamente com a higienização dos reservatórios e caixas d água. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e o Serviço de Higienização e Limpeza, repassarão um COMUNICADO aos setores com a programação, conforme tabela 01. Tabela 01: Cronograma da Detetização e Desratização: DATA LOCAIS HORÁRIOS ACOMPANHAMENTO 1º dia Quinta-feira 2º dia Sexta-feira 3º dia Sábado 4º dia Domingo * Enfermarias e todos os setores do 3º e 2º andar; * Apartamentos do 1º andar; * Lanchonete, Banco; * Farmácia, Lavanderia; * Área externa, Construção; * Tesouraria, Contabilidade, SCIH, RH, DP, SESMT, COEP, AMERESC, TI, etc; * Reservatórios às 8h; * Áreas administrativas em geral; * Centro Cirúrgico às 21h; * Nutrição às 22h; * Hemodiálise às 23h; * Caixas d água às 8h; * Térreo; * Outros locais Manhã / Tarde Manhã / Tarde Manhã / Tarde / Noite Manhã / Tarde Supervisor do Setor Supervisor do Setor Supervisor ou funcionário do Setor Supervisor ou funcionário do Setor Obs: Logo após a desinsetização, será realizada a desratização colocando isca para os ratos nos esgotos e depósitos do hospital. Para que este procedimento tenha resultados satisfatórios solicitamos às chefias de setores: Realizar limpeza e desinfecção do setor e equipamentos até as vésperas do início do procedimento; Retirar os materiais dos armários e gavetas, deixando-os abertos; Deixar a chave da sala (se for o caso) com o Supervisor do Serviço de Higienização e Limpeza;

5 5 Todos os criados das enfermarias serão higienizados nas próprias unidades, até a véspera da realização do procedimento; Obs: Será disponibilizado um funcionário da higienização para limpeza dos armários dos postos, sendo que este trabalho deverá ser acompanhado por um funcionário da enfermagem; Produtos Utilizados: Os produtos utilizados na detetização e desratização deverão possuir: Baixar toxicidade para o homem; Facilidade na utilização; Ação residual prolongada; Eficácia na eliminação da grande maioria dos vetores; Obs: Para prevenir a resistência às drogas, recomenda-se alternar ou associar os agentes químicos. VI. Referência Bibliográfica 01. ANVISA, Portaria nº 09 de 16 de Novembro de 2000: Norma Técnica para Empresas Prestadoras de Serviço em Controle de Vetores e Pragas Urbanas. 02. MARTINS, M.A. Manual de Infecção Hospitalar e Epidemiologia: Prevenção e Controle. p e , Medsi: 2º edição 2001 ROTINAS / NORMAS E PROCEDIMENTOS DA CCIH / SCIH / SANTA CASA DE GOIÂNIA: 01. Rotina de Higienização e Limpeza do Ambiente Hospitalar; 02. Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde; 03. Rotina de Controle de Qualidade da Água; 04. Rotina de Biossegurança e Precaução. Dra. Flávia Valério de L. Gomes Enfermeira SCIH / CCIH Coordenadora SCIH Dra. Mônica Ribeiro Costa Infectologista da SCIH / CCIH Presidente CCIH

6 Jair Miranda dos Santos Supervisor do SHL 6

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