O papel da CCIH no Processamento de Roupas de Serviços de Saúde

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2 O papel da CCIH no Processamento de Roupas de Serviços de Saúde A Portaria MS nº 2616/98 define a Infecção Hospitalar (IH) como sendo aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifesta durante ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Art. 2º - Estabelece as ações mínimas necessárias, a serem desenvolvidas sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções relacionadas aos serviços de saúde.

3 O papel da CCIH no Processamento de Roupas de Serviços de Saúde IRAS problema grave e um grande desafio Ações efetivas de prevenção e controle Responsáveis Infecções traz ameaças tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde acarretando sofrimentos, gastos excessivos para o Sistema de Saúde. O controle de infecções - Atender exigências legais e éticas. Concorre para a melhoria da qualidade no atendimento e na assistência ao paciente.

4 Processamento de Roupas de Serviços de Saúde É uma atividade de apoio que influencia grandemente a qualidade da assistência à saúde, principalmente no que se refere à segurança e ao conforto do paciente e do trabalhador. As atividades não sofreram grandes modificações nos últimos anos. Riscos existentes Necessidade de um maior controle sanitário das atividades.

5 Medidas de Prevenção e Controle de Infecção Roupa Suja grande número de microorganismos patogênicos risco de transmissão de doenças Praticamente INEXISTENTE

6 Medidas de Prevenção e Controle de Infecção Desde que a roupa suja seja corretamente processada e manipulada Não possui papel relevante na cadeia epidemiológica das infecções hospitalares. Alguns estudos na literatura apontaram a roupa hospitalar como PROVÁVEL fonte de infecção em todos eles as principais medidas de controle foram negligenciadas.

7 Medidas de Prevenção e Controle de Infecção Fatores: mecânicos térmicos químicos AÇÃO ANTIMICROBIANA DO PROCESSO DE LAVAGEM

8 Medidas de Prevenção e Controle de Infecção - A diluição e agitação da roupa; - A ação dos detergentes; - A temperatura elevada da água e/ou o uso de alvejantes; - A mudança do Ph; - Etapas de secagem e calandragem.

9 Medidas de Prevenção e Controle de Infecção A adesão as precauções padrão e o adequado descarte de perfurocortantes Medidas que irão garantir a prevenção e a nãodisseminação de patógenos entre os trabalhadores, além da recontaminação da roupa.

10 Medidas de Prevenção e Controle de Infecção O processamento sistematizado e controlado das roupas diminui os riscos associados e garante a qualidade do processo. Os trabalhadores da unidade de Processamento de Roupas devem receber constantemente orientações referentes ao modo de transmissão de doenças e controle de infecção.

11 Medidas de Precaução-Padrão É indicada na assistência a todos e no manuseio de artigos, equipamentos ou roupas oriundas de pacientes, independentemente da patologia. Objetivo: Evitar a exposição de profissionais a materiais contaminados com fluídos corporais. PREVENIR A TRANSMISSÃO DE PATÓGENOS As infecções adquiridas pelos trabalhadores na unidade de processamento de roupas estão relacionadas principalmente à não-adesão das medidas de precauçãopadrão.

12 Medidas de Precaução-Padrão Higienização das mãos; Barreiras de Proteção; Limpeza e Desinfecção das Áreas e Equipamentos da Unidade de Processamento de Roupas.

13 Higienização das mãos A prática da higienização das mãos é a medida mais simples para. a prevenção e o controle de infecção. Finalidades: - remoção de sujidade, suor, pêlos, células descamativas e da microbiota da pele. - prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas.

14 Higienização das mãos A higienização das mãos pelos profissionais da unidade de processamento de roupas pode ser feita utilizando-se água e sabonete ou preparação alcoólica, sob a forma de gel ou de solução. Situações: - quando estiverem visivelmente sujas; - no início e no término do turno de trabalho; - antes e após a retirada de luvas; - após o contato com roupas ou superfícies contaminadas; - antes e após a alimentação e após o uso de sanitários.

15 Higienização das mãos Portaria n 2.616, de 12 de maio de 1998 MS Considera as determinações da Lei nº 9.431, de 6/01/1997, que dispõe sobre a obrigatoriedade da manutenção pelos hospitais do país, de programa de controle de infecções hospitalares (PCIH), hoje com conceito mais amplo, de infecção relacionada a assistência à saúde (IRAS).

16 Higienização das mãos Portaria n 2.616, de 12 de maio de 1998 MS Anexo IV - Destaca também a necessidade da higienização das mãos nos serviços de saúde. Anexo V Preconiza as normas para lavanderia do MS, hoje respaldadas na RDC Nº 6/2012- ANVISA.

17 Higienização das mãos A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n 50, de 21 de fevereiro de Anvisa, dispõe sobre Normas e Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, define Tanto na área suja quanto na área limpa da unidade de processamento de roupas é obrigatória a instalação de lavatórios/pias para higienização das mãos. Instrumentos normativos - reforçam o papel da HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS como a ação mais importante na prevenção e no controle das infecções relacionadas à assistência à saúde

18 Barreiras de Proteção Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) deverão ser usados sempre que existir risco de contato ou aspersão de fluídos corpóreos no profissional durante os procedimentos.

19 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) - luvas - máscara cirúrgica e proteção ocular - touca ou gorro - avental - botas Barreiras de Proteção Luvas - Recomenda-se as de borracha reutilizáveis e de cano longo, as demais (cirúrgicas e de procedimento) são frágeis. Máscara e proteção ocular - sempre que houver possibilidades de contaminação de mucosas (nariz, boca ou olhos) com sangue ou fluídos corpóreos.

20 Barreiras de Proteção Touca ou gorro - poucas evidências na prevenção de infecções, porém protege os cabelos dos profissionais nas situações de risco envolvendo sangue ou fluídos corporais. Avental - Utilizado para proteção individual nas situações em que houver risco de contaminação com sangue, fluídos ou outros líquidos. Botas - Uso obrigatório na área suja. Uso individual, devendo ser lavadas no final de cada plantão.

21 Barreiras de Proteção A utilização de EPIs diminui os riscos de acidentes e de doenças ocupacionais. O avental e o capote, se não forem descartáveis, e a roupa privativa devem ser lavados diariamente. O trabalhador da unidade de processamento de roupas deve comunicar à sua chefia qualquer alteração que torne impróprio o uso dos equipamentos de proteção individual e de outras barreiras de proteção. Após retirada de EPI s - Higienização das mãos.

22 Coleta da roupa Transporte de roupa suja Área suja Área limpa Roupa privativa X X X X Botas X X 2 Calçado fechado e antiderrapante X X X Luvas de borracha de cano longo X 1 X 1 X Máscaras Toucas/gorro X X X X Proteção ocular X 3 Avental impermeável (s. mangas) X X X 4 X 2 Avental (m. longa) X1- ñ tocar superfícies como maçanetas e botão de elevadores. X2- Usar na área limpa qdo não houver lavadora extratora. X3- Durante a separação e classificação da roupa suja. X4- Usar qdo o avental de mangas longas não for impermeável. X X

23 Limpeza e desinfecção das áreas e equipamentos - É importante e necessário estabelecer rotinas de higiene de todas as áreas e equipamentos da unidade. - Rotinas técnicas escritas devem conter detalhes de todos os procedimentos de limpeza e desinfecção a serem executados nas superfícies, equipamentos, bem como descrever os produtos saneantes utilizados, os EPIs indicados para cada procedimento, estar disponível a todos os funcionários e de acordo com as determinações da CCIH.

24 Limpeza e desinfecção das áreas e equipamentos - Ambientes visualmente limpos e agradáveis; - Frequência de limpeza dos ambientes de acordo com a necessidade de cada unidade; - Piso da área suja realizar limpeza diária, devido contato com material orgânico (fluidos corporais); - Definição e padronização de produtos saneantes pela CCIH para a limpeza e desinfecção das áreas e equipamentos.

25 Limpeza e desinfecção das áreas e equipamentos Limpeza e desinfecção do carro de transporte interno limpeza - água e sabão desinfecção - álcool a 70% ou hipoclorito de sódio, (seguir padronização da CCIH) dependendo do tipo de material dos carros de roupa. Limpeza e desinfecção do veículo de transporte; Higienização dos Equipamentos de Proteção EPIs não descartáveis botas, luvas e aventais devem ser limpos e desinfetados diariamente, e serem armazenados secos. Limpeza- água e sabão Desinfecção- hipoclorito de sódio 1%

26 OBRIGADA Tereza Amélia Maia Saraiva Enfermeira/Fiscal de Serviços de Saúde SUVISA/RN

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