Núcleo de Vigilância em Estabelecimentos de Saúde/Infec

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2 Secretaria Estadual de Saúde Centro Estadual de Vigilância em Saúde Divisão de Vigilância Sanitária Núcleo de Vigilância em Estabelecimentos de Saúde/Infec

3 Serviço de Endoscopia Prevenção e Controle de IRAS RESOLUÇÃO-RDC Nº 6, DE 10/03/de 2013 Dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os serviços de endoscopia com via de acesso ao organismo por orifícios exclusivamente naturais Seção III, Art. 3º inc. XVI -... orifícios exclusivamente naturais: cavidade oral, nasal, conduto auditivo externo, o ânus, a vagina e a uretra.

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5 CAPÍTULO II Seção I Art. 4º Condições Organizacionais - Classificação I- serviço de endoscopia tipo I:...procedimentos endoscópicos sem sedação, com ou sem anestesia tópica; II- serviço de endoscopia tipo II:...além do inciso I do Art. 4º, realiza ainda procedimentos endoscópicos sob sedação consciente, com medicação passível de reversão com uso de antagonistas; III- serviço de endoscopia tipo III:...além dos incisos I e II do Art. 4º, realiza procedimentos endoscópicos sob qualquer tipo de sedação ou anestesia.

6 Procedimentos endoscópicos Broncoscopia Tubo flexível, introduzido através do nariz, visualiza traquéia e brônquios, anestésico tópico + sedação a critério médico; Colangiopancreatografia CPER Tubo flexível introduzido pela boca, estudo dos canais (vias de drenagem) da vesícula biliar, ducto biliar, pâncreas e fígado. Dimeticona VO para eliminar bolhas + sedação EV Colonoscopia tubo flexível, através do ânus. Visualiza todo o intestino grosso - cólon e a porção terminal do intestino fino. Sedação EV Endoscopia Digestiva EAD ou Esofagogastroduodenoscopia Tubo flexível introduzido pela boca para visualização de esôfago, estômago e duodeno. Dimeticona oral para eliminar bolhas de ar. Sedação ou anestésico EV.

7 Prevenção e controle de infecção em Endoscopias processamento de materiais endoscópicos - POP Endoscópios Materias semi-críticos contato com mucosa não estéril ou não íntegra. Desinfecção de alto nível ou esterilização (termosensível) LIMPEZA - Conjunto de etapas que visam a destruição de microorganismos do material de endoscopia e transmissão cruzada aos pacientes. Indicação - Antes e após cada exame Limpeza Ainda na sala de exame, com o aparelho conectado na fonte de luz. Aspirar água com detergente enzimático para limpeza do excesso de secreção no canal. Limpar com compressa o tubo de inserção retirando o excesso de secreção.

8 Após retirar o aparelho da fonte elétrica, levar para a sala de desinfecção, protegido para evitar manuseios indevidos. Realizar o teste de vedação após cada procedimento, antes de imergir o aparelho na solução. DESINFECÇÃO de ALTO NÍVEL Processo físico ou químico que destrói todos os microrganismos de objetos inanimados e superfícies, exceto um número elevado de esporos bacterianos. Processo automatizado Para a desinfecção de alto nível é recomendado o uso de lavadoras automáticas desinfectadoras. O processo de desinfecção e enxágüe automatizado, em geral, dura 30 minutos.

9 Após o processo de desinfecção e enxágue as máquinas apresentam um ciclo auto-desinfetante do reservatório de água e das suas conexões. Essa etapa é fundamental para prevenir a formação de biofilme. Há relatos de presença de Pseudomonas aeruginosa associadas à contaminação das lavadoras.

10 Processo de Desinfecção Manual Imergir totalmente o aparelho na solução desinfetante e introduzir solução nos canais com auxílio de uma seringa, Obedecer o tempo de imersão, de acordo com a especificação do fabricante do desinfetante, Lavar em água corrente abundante, com enxágüe dos canais (mínimo de 5 vezes com auxílio de seringa), Secar o tubo com pano macio, e os canais com ar comprimido sob baixa pressão,

11 Esterilização Em geral os endoscópios flexíveis e alguns rígidos são sensíveis ao calor, não permitindo a esterilização em autoclave à vapor, apesar de já existir no mercado endoscópios autoclaváveis. É possível a esterilização a baixas temperaturas como por Óxido de Etileno, Plasma de Peróxido de Hidrogênio Nenhum tipo de processamento (desinfecção ou esterilização)exclui a etapa inicial de limpeza mecânica (uso de solução enzimática e escovação)

12 Armazenamento dos endoscópios Armários ventilados, de fácil limpeza, em temperatura ambiente, evitando umidade e calor excessivo, na posição vertical, com o cuidado de não tracionar o cabo do tubo conector.

13 EPI nas etapas do processamento de materiais de endoscopia Proced. Limpeza Desinfec. Secagem Óculos X X X X Luvas de Procedimentos X X X Luvas de látex X X X Máscara X X X X Avental Manga Longa X X X X Avental Impermeável X X X Protetor auricular X

14 Referências legais e bibliográficas RDC Nº 6 de 10/03/13 ANVISA - Dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os serviços de endoscopia com via de acesso ao organismo por orifícios exclusivamente naturais RDC Nº 31 de 04/07/11 ANVISA - Dispõe sobre a indicação de uso dos produtos saneantes na categoria "Esterilizante", para aplicação sob a forma de imersão, a indicação de uso de produtos saneantes atualmente categorizados como "Desinfetante Hospitalar para Artigos Semicríticos" e dá outras providências. RDC Nº 55 de 14/11/12 ANVISA - Dispõe sobre os detergentes enzimáticos de uso restrito em estabelecimentos de assistência à saúde com indicação para limpeza de dispositivos médicos e dá outras providências. Manual de Limpeza e Desinfecção de Aparelhos Endoscópicos de 2006 SOBEEG/ANVISA

15 Informe Técnico nº 04/07 ANVISA Glutaraldeído em Estabelecimentos de assistência à Saúde Fundamentos para utilização Nº 08 de 27/02/09 ANVISA - Dispõe sobre as medidas para redução da ocorrência de infecções por Micobactérias de Crescimento Rápido - MCR em serviços de saúde RDC nº 50 E 307 de 2002 ANVISA - Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. PORTARIA Nº 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. RESOLUÇÃO - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012 Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências.

16 Obrigada pela atenção! Ana Luiza Rammé Equipe do NVES-INFEC DVS/CEVS/SES (51)

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