EMPREENDEDORISMO POR OPORTUNIDADE OU NECESSIDADE? UMA ANÁLISE DOS PERFIS DOS EMPRESÁRIOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA SEBRAE-MAIS/RN

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO EMPREENDEDORISMO POR OPORTUNIDADE OU NECESSIDADE? UMA ANÁLISE DOS PERFIS DOS EMPRESÁRIOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA SEBRAE-MAIS/RN MATEUS MIRANDA SANTANA Natal / RN 2012

2 MATEUS MIRANDA SANTANA EMPREENDEDORISMO POR OPORTUNIDADE OU NECESSIDADE? UMA ANÁLISE DOS PERFIS DOS EMPRESÁRIOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA SEBRAE-MAIS/RN Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do curso de graduação em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientador: Israel José dos S. Felipe Natal / RN 2012

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4 MATEUS MIRANDA SANTANA EMPREENDEDORISMO POR OPORTUNIDADE OU NECESSIDADE? UMA ANÁLISE DOS PERFIS DOS EMPRESÁRIOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA SEBRAE-MAIS/RN Monografia apresentada e aprovada em de de, pela banca examinadora composta pelos seguintes membros: BANCA EXAMINADORA Prof. Israel José dos Santos Felipe Orientador Prof. Lucas Ambrósio Bezerra de Oliveira Examinador Prof. João Paulo Damásio Sales

5 Dedico este trabalho aos meus pais Sérgio e Laura que sempre me apoiaram e acreditaram em mim. A eles, meu amor e gratidão eternos.

6 AGRADECIMENTOS A Deus, por sempre me proteger e iluminar minha mente por toda minha vida. Aos meus pais e minha irmã, por todo esforço feito em minha formação e por estarem sempre presentes. A toda minha família que sempre contribuiu de maneira direta e indireta para minha formação pessoal. A Gabrielle Ribeiro, pela paciência, companheirismo, afeto e incentivo. Aos colegas que me acompanharam nessa jornada nos últimos quatro anos, em especial, os amigos Celso, Maurício e Thiago. Ao professor Israel pelos inestimáveis ensinamentos. Aos colaboradores da Sebrae/RN, principalmente, Antônio Carlos Liberato e Maria do Conceição Moreno. A todos os empresários que se dispuseram a responder a pesquisa.

7 RESUMO O presente estudo tem a intenção de avaliar os perfis empreendedores no que tange a comparação entre empreendedorismo por oportunidade versus empreendedorismo por necessidade, tendo como abordagem, para o campo de análise, os empresários participantes com mais frequência do Programa Sebrae Mais, no Rio Grande do Norte, a partir da aplicação e execução de questionários entre os mesmos. A pesquisa se define, assim, como quantitativa, exploratória e com fins em estudo de caso. Com base no referencial teórico, foi possível confrontar os dados oriundos da análise quantitativa, fomentando o conteúdo da análise qualitativa refletida na interpretação dos gráficos. Nesse contexto, é possível inferir que o empreendedorismo por oportunidade traduz o maior perfil a ser seguido entre os empresários envolvidos, contemplando características como: organização, planejamento, competência e prazer em empreender. Além de ser o tipo de perfil empreendedor em maior quantidade, vale salientar também que o empreendedorismo por oportunidade contempla a maneira mais correta de iniciar um negócio, já que possibilita o fortalecimento e solidez do mercado em que esteja presente. Palavras-chave: Empreendedor. Empreendedorismo por oportunidade e necessidade. Planejamento.

8 ABSTRACT The present study intends to evaluate entrepreneurs profiles regarding the comparison between necessity and opportunity entrepreneurship. The focus group chosen to deliver such analysis was business executives who participated frequently on Programa Sebrae Mais in the state of Rio Grande do Norte. In order to collect data, it was used the method of survey questionnaires. Therefore, this paper is defined as an exploratory and quantitative research, applied to case study. Based on the theoretical references, it was possible to cross data from both the quantitative analysis and qualitative approach printed on graphics interpretation. In this context, the profile type of opportunity entrepreneurship outstands among the executives who served as sample for this research. Further observation points to a common ground set of characteristics for the opportunity entrepreneurs identified: ability to organize; planning; aptness; and pleasure of being entrepreneur. Likewise, it is relevant to state that opportunity entrepreneurship consists on the most correct way to start a business, it makes viable for growth and perennial presence on the market. Keywords: Entrepreneur. Necessity and opportunity entrepreneurship. Planning.

9 LISTA DE TABELAS TABELA 1 Razão Oportunidade/Necessidade TABELA 2 Fatores Limitantes TABELA 3 Fatores Favoráveis TABELA 4 Grupo de países... 24

10 LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 01 Gênero...29 GRÁFICO 02 Faixa Etária...30 GRÁFICO 03 Estado Civil...30 GRÁFICO 04 Grau de Escolaridade...31 GRÁFICO 05 Renda Familiar...31 GRÁFICO 06 Desafios e novas oportunidades...32 GRÁFICO 07 Reunião de toda informação possível...33 GRÁFICO 08 Várias horas trabalhadas e sacrifícios pessoais...34 GRÁFICO 09 Sem resultado específico em mente...34 GRÁFICO 10 Desenvolvimento de estratégia para influenciar os outros..35 GRÁFICO 11 Análise de vantagens e desvantagens pessoais...36 GRÁFICO 12 Realização de atividades mesmo não estando claras...37 GRÁFICO 13 Tomadas de atitudes sem buscar informações...37 GRÁFICO 14 Planejamento para cada problema que possa aparecer...38 GRÁFICO 15 Distância de alcançar os objetivos...39 GRÁFICO 16 Realizações de atividades mesmo não estando claras...39 GRÁFICO 17 Negligência às consequências financeiras...40 GRÁFICO 18 Diversificação de formas para resolver os problemas...41 GRÁFICO 19 Formas mais baratas para se fazer as coisas...41 GRÁFICO 20 Abordagem lógica e sistemática...42 GRÁFICO 21 Vantagens de Oportunidades...42 GRÁFICO 22 Maior parte do dinheiro por meio de empréstimo...43 GRÁFICO 23 Diversificação das fontes de informação...44 GRÁFICO 24 Benefícios a todos os envolvidos...45 GRÁFICO 25 Enfrentamento de problemas...45 GRÁFICO 26 Coisas arriscadas...46 GRÁFICO 27 Trabalho satisfatório...47 GRÁFICO 28 Verificação regular da distância dos objetivos...47 GRÁFICO 29 Fazer o que o for necessário para concluir o trabalho...48 GRÁFICO 30 Atenção às oportunidades...49 GRÁFICO 31 Estabelecimento de metas...49 GRÁFICO 32 Planejamento da divisão do trabalho...50 GRÁFICO 33 Abertura de empresa sem possuir outra forma de renda...51 GRÁFICO 34 Abertura de empresa havendo outras formas de renda...51

11 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO PARTE INTRODUTÓRIA CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA CONTEXTUALIZAÇÃO E PROBLEMA OBJETIVOS DA PESQUISA...15 a) Geral...15 b) Específicos JUSTIFICATIVA REFERENCIAL TEÓRICO EMPREENDEDORISMO: CONCEITO E EVOLUÇÃO Conceituando o empreendedorismo Evolução histórica EMPREENDEDORISMO NO BRASIL Empreendedorismo no RN OPORTUNIDADE X NECESSIDADE Identificando uma oportunidade Avaliando uma Oportunidade Plano de Negócio METODOLOGIA CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA POPULAÇÃO E AMOSTRA DADOS E INSTRUMENTO DE COLETA TRATAMENTO ESTATÍSTICO E FORMA DE ANALISE ANÁLISE DOS DADOS PERFIL DOS ENTREVISTADOS ANÁLISES DO PERFIL EMPREENDEDOR CONCLUSÕES...53 REFERÊNCIAS...54 ANEXOS...55

12 11 APRESENTAÇÃO O empreendedorismo refere-se a um tema antigo, porém, atualmente, assumiu grandes proporções em comparação ao passado. Isso se deve, precipuamente, ao fenômeno da globalização e à propagação e desenvolvimento das economias nos países, cenário no qual desponta a expansão avassaladora de novos mercados, sejam formais ou informais, assim como análises comportamentais desses empreendedores que modificaram o cenário do empreendedorismo em caráter global. Em sua complexidade, o empreendedorismo abrange duas abordagens a serem analisadas no presente estudo: a ação empreendedora, vislumbrada por uma oportunidade percebida pelo empreendedor, e a ação correspondente à necessidade de sobrevivência pelo mesmo. Dessa forma, o objetivo desse trabalho perpassa pela análise e avaliação da motivação empreendedora dos empresários participantes do programa Sebrae Mais/RN, a partir desses dois aspectos: empreendedorismo por oportunidade versus empreendedorismo por necessidade. Este trabalho está dividido em cinco capítulos principais. Primeiramente, é apresentado a parte introdutória do trabalho, constando a caracterização da organização analisada, a contextualização e o problema da pesquisa, os objetivos geral e específicos e a justificativa do estudo. Em seguida, encontra-se o referencial teórico, que apresenta a revisão da literatura. O terceiro capítulo expõe a metodologia utilizada na pesquisa, abordando a caracterização da pesquisa, o plano de coleta de dados e o plano de análise dos dados. No capítulo quatro, é feita a apresentação e análise dos dados adquiridos com o estudo. O quinto capítulo faz um fechamento de tudo o que foi abordado no projeto, apresentando as considerações finais. E, por fim, relacionam-se as referências utilizadas na elaboração da pesquisa.

13 12 1. PARTE INTRODUTÓRIA 1.1 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA Desde 1972, o Sebrae existe como instituição, porém, sua origem se inicia oito anos antes. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), conhecido atualmente como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criou o Programa de Financiamento à Pequena e Média Empresa (Fipeme) e o Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec), no ano de (Fonte: O Departamento de Operações Especiais do BNDE, formado pelo Fipeme e o Funtec, montou um sistema de apoio gerencial às micro e pequenas empresas. Em uma pesquisa, foi identificado que a má gestão dos negócios estava diretamente relacionada com os altos índices de inadimplência nos contratos de financiamento celebrados com o banco. Em 1967, a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) instituiu, nos estados da região, os núcleos de assistência industrial (NAI), com o objetivo de prestar consultoria gerencial às empresas de pequeno porte. Os NAI foram embriões do trabalho que futuramente seria realizado pelo Sebrae. Em 17 de julho de 1972, por iniciativa do BNDE e do Ministério do Planejamento, foi criado o Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena Empresa (Cebrae). O Conselho Deliberativo do Cebrae com C contava com a Finep, a Associação dos Bancos de Desenvolvimento (ABDE) e o próprio BNDE. O início dos trabalhos se deu com o credenciamento de entidades parceiras nos estados, como o Ibacesc (SC), o Cedin (BA), o Ideg (RJ), o Ideies (ES), o CDNL (RJ) e o CEAG (MG). O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte Sebrae RN é um Serviço Social Autônomo, instituído por escritura pública sob a forma de entidade associativa de direito privado, sem fins lucrativos, regulada por Estatuto, em consonância com a Lei nº 8.029, de 12 de abril de 1990, e as alterações posteriores; regulamentada pelo Decreto nº , de 9 de outubro de 1990, que dispôs sobre a desvinculação da entidade da Administração Pública Federal, tornando-se uma instituição privada, sem fins lucrativos e de utilidade pública.

14 13 As ações do Sebrae-RN estão compreendidas no conjunto de iniciativas públicas e privadas voltadas para a ampliação de oportunidades econômicas. Em razão da importância dos micro e pequenos negócios para a geração de emprego e de riqueza, o Sebrae-RN colabora, com as suas ações e projetos, para a consolidação de um modelo de desenvolvimento nacional baseado na facilitação do acesso a insumos produtivos (conhecimento, crédito, tecnologia e capacitação), em favor de micro e pequenas empresas e de empreendimentos emergentes. Busca, com isso, contribuir para a geração de condições favoráveis à valorização e ao melhor aproveitamento do esforço humano, com aumento da competitividade de empresas e produtos. A missão da entidade define bem sua função e razão de ser: promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas e fomentar o empreendedorismo. O âmbito de atuação da entidade constitui-se na indução do desenvolvimento das micro e pequenas empresas, com vistas à melhoria de seu resultado e o fortalecimento de seu papel social. 1.2 CONTEXTUALIZAÇÃO E PROBLEMA As questões referentes ao empreendedorismo, nos últimos anos, tem se difundido bastante no Brasil. Diversos fatores rodeiam essa constatação, dentre eles, podemos citar o fato de que o fenômeno da globalização e as inconstâncias da economia brasileira conspiraram uma enorme desestabilidade para as grandes empresas, levandoas a tomarem medidas compensatórias, a fim de se manterem competitivas. Com isso, o alto grau de desemprego foi logo percebido, e assim essas pessoas excluídas do mercado de trabalho foram constituindo novas empresas, sejam formais ou informais. Dados do SEBRAE indicam que, na década de 1990, foram formadas no Brasil 4,9 milhões de empresas, onde a maioria se configura como microempresa. Com números mais recentes, oriundos do ano de 2010, o GEM Global Entrepreneurship Monitor, maior estudo contínuo sobre a dinâmica empreendedora no mundo, revela que, no Brasil, a TEA (Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial) de 2010 foi de 17,5%, a maior desde que a pesquisa GEM é realizada no país, demonstrando a tendência de crescimento da atividade empreendedora, considerando a população adulta brasileira de 120 milhões de pessoas. Isto representa que 21,1 milhões de brasileiros estavam à frente

15 14 de atividades empreendedoras no ano. Em números absolutos, apenas a China possui mais empreendedores que o Brasil, posto que a TEA chinesa de 14,4% representa 131,7 milhões de adultos à frente de atividades empreendedoras no país. Diante dessas informações, observamos a grande difusão do empreendedorismo no país. Porém, vale ressaltar que muitas dessas empresas que foram constituídas já foram encerradas, evidenciando o alto índice de mortalidade dessas organizações. Em 1999, o Sebrae realizou uma pesquisa sobre esta temática, na qual avaliou que, em alguns casos, o índice de mortalidade chegava a ser de 73% no terceiro ano de existência da empresa. Com base nesse contexto, o empreendedorismo por oportunidade e por necessidade engloba essa temática. E assim analisaremos como o primeiro pode ser mais benéfico que o segundo, no que diz respeito à sua contribuição para a sociedade em geral. Segundo pesquisa realizada pelo GEM (2010), sobre os números referentes aos empreendimentos por oportunidade e necessidade, observa-se que, no Brasil, desde o ano de 2003, os empreendedores por oportunidade são maioria, sendo que a relação oportunidade X necessidade tem sido superior a 1,4 desde o ano de Em 2010, o Brasil novamente supera a razão de dois empreendedores por oportunidade para cada empreendedor por necessidade, o que já havia ocorrido em Em 2010, para cada empreendedor por necessidade havia outros 2,1 que empreenderam por oportunidade. Este valor é semelhante à média dos países que participaram do estudo este ano, que foi de 2,2 empreendedores por oportunidade para cada um por necessidade. Tabela 1 Então, nesse cenário de empreendedorismo em constante evolução, sob a ótica de que o comportamento e a motivação funcionam como fatores determinantes para o sucesso da organização, o presente trabalho tem a proposta de analisar os empresários

16 15 participantes do Programa SEBRAE Mais/RN, no que diz respeito à oportunidade e necessidade, propondo-se a avaliar o seguinte problema: Como os empreendimentos por oportunidade obtêm mais sucesso em relação aos empreendimentos por necessidade? 1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA Geral Identificar o perfil dos empresários participantes do programa Sebrae Mais/RN Específicos Indicar o comportamento dos empresários alvo do estudo; Relacionar teoria com as questões de comportamento; Evidenciar o papel do empreendedorismo por oportunidade. 1.4 JUSTIFICATIVA A partir da legitimidade da inclinação dos empreendedores brasileiros, o presente trabalho se propõe a analisar o motivo de sucesso das organizações sob a perspectiva dos perfis empreendedores: oportunidade e necessidade, favorecendo a maturação do assunto em constante desenvolvimento no país. É importante identificar que pontos favorecem a sustentação de uma empresa, tendo em vista o alto grau de mortalidade das mesmas até o terceiro ano de vida (70%), conforme dados do Sebrae/NA. Além disso, analisar como o comportamento dos empreendedores pode ser um fator decisivo para o sucesso da empresa, fomentando o lado psicológico nessa questão e abordando como estes vão se apresentar num contexto de adversidades.

17 16 Por ser um assunto recente, a bibliografia é limitada, porém é suficiente para a elaboração do referencial teórico consistente e atual, principalmente com a utilização do material via Internet. Outro indicador para a escolha desse projeto está no fato do pesquisador trabalhar na empresa SEBRAE/RN, na qual uma de suas funções é auxiliar o Programa SEBRAE Mais, o que lhe possibilita o contato e a investigação com os empreendedores participantes, tendo vista que o mesmo possui total liberdade para essas informações. Além disso, o tema empreendedorismo se encaixa perfeitamente com o SEBRAE, uma vez que, o próprio é um dos responsáveis pelo desenvolvimento empreendedor no país.

18 17 2 REFERENCIAL TEÓRICO Este capítulo tem como objetivo abordar os conhecimentos necessários para embasar as ideias propostas nesta pesquisa. Desta forma, foram levantadas diversas abordagens vinculadas ao tema proposto, assim como análises de especialistas. E está organizado da seguinte maneira: os conceitos abordados e a trajetória do empreendedorismo; o Empreendedorismo no Brasil e suas implicações na sociedade; a aplicação do perfil empreendedor no estado do Rio Grande do Norte e uma análise dos principais quesitos entre oportunidade e necessidade no contexto empreendedor. 2.1 EMPREENDEDORISMO: CONCEITO E EVOLUÇÃO Conceituando o Empreendedorismo Antes de analisar qualquer comportamento dos empreendedores, se faz necessário o entendimento sobre as questões básicas do empreendedorismo, a começar pelo seu conceito. A palavra é de origem francesa, entreprende ou entrepreneur representa significativamente o intermediário. A princípio se atribuía às atividades de um intermediário, sendo o indivíduo que se localiza entre o fornecedor e o mercado e que facilita os processos de troca. Em uma das abordagens conceituais mais antigas sobre o devido tema, SCHUMPETER (apud DORNELAS, 2005, p. 39) revela: O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos materiais. E ainda acrescenta que: o empreendedor é mais conhecido como aquele que cria novos negócios, mas pode também inovar dentro de negócios já existentes; ou seja, é possível ser empreendedor dentro das empresas já constituídas. Numa visão diferente, Kirzner (1973) aborda que o empreendedor é aquele que cria um equilíbrio, encontrando uma posição clara e positiva em um ambiente de caos e turbulência, ou seja, enxerga oportunidades em ambientes presentes. Para Thimmons (1985), o empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século XXI mais do que a Revolução Industrial foi para o século XX,

19 18 quando o termo empreendedorismo é usado deve-se pensar em uma alternativa para o gerenciamento de empreendimentos. Outra definição cirúrgica, mas devidamente abrangente, na perspectiva de Dolabela (2008), é a de Filion (1991), para quem o empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza ações. À luz dessas constatações, observa-se que a figura do empreendedor está devidamente atrelada à inovação, assim como à criação de novos negócios e à sua capacidade de mudar o contexto que o mesmo está inserido. Dessa forma, Chiavenato (2008) afirma que o empreendedor não é somente um fundador de novas empresas ou um construtor de novos negócios. Ele é a energia da economia, a alavanca de recursos, o impulso de talentos, a dinâmica de ideias. Dentre os conceitos apresentados pelos devidos autores, o presente trabalho irá adotar o de DORNELAS (2008, p.23), que aborda: O empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ele, assumindo riscos calculados. Em qualquer definição de empreendedorismo encontram-se, pelo menos, os seguintes aspectos referentes ao empreendedor: tem iniciativa para criar um novo negócio e paixão pelo que faz; utiliza os recursos disponíveis de forma criativa, transformando o ambiente social e econômico onde vive; e aceita assumir riscos calculado e a possibilidade de fracassar. Tendo em vista tudo que foi abordado até o momento, a identificação de oportunidades se torna algo fundamental para o desenvolvimento da organização e o sucesso do empreendedor sob a ótica de seus comportamentos Evolução histórica A partir da análise histórica feita por DORNELAS (2005, p. 29), observa-se que o empreendedorismo teve a sua primeira definição utilizada por Marco Polo, no qual este tentou estabelecer uma rota comercial como o Oriente. Dessa forma, ele assinou um contrato com um homem que possuía dinheiro para vender as mercadorias deste. Enquanto o capitalista assumia os riscos de maneira cautelosa, o aventureiro empreendedor assumia papel ativo, mesmo enfrentando todo tipo de risco. Então, na Idade Média, aquele que gerenciava complexos projetos de produção era denominado de empreendedor. Nessa primeira abordagem, esse indivíduo não

20 19 assumia riscos e ficava apenas com a responsabilidade de gerenciar os processos, utilizando somente os recursos disponíveis, advindos do governo do país. A partir do século XVII, os primeiros sinais de que a figura do empreendedor assumia riscos começou a se apresentar. Nesta época, o mesmo possuía um contrato com o governo para a execução de algum serviço ou para o fornecimento de produtos. Assim, qualquer lucro ou prejuízo incumbia ao empreendedor, tendo em vista que o preço já era prefixado. No século XVIII, vislumbrou-se que a figura do capitalista estava sendo, finalmente, desvinculada da figura do empreendedor, haja vista o início da industrialização, em escala global. Ao final do século XIX e início do século XX, o empreendedor passou a ser confundido com os gerentes ou administradores, levando-se em conta apenas o ponto de vista econômico, considerando a organização da empresa, pagamento dos colaboradores, planejamento e controle sob a ótica do serviço capitalista. Finalizando, DORNELAS (2005, p.30) revela que empreendedor deve ser necessariamente um bom administrador, mas nem todo administrado deve ser necessariamente um bom empreendedor. Parte-se, pois, da concepção de que o empreendedor é aquele que busca inovação, cria novos negócios e muda o seu ambiente, caracterizando-se o administrador, por sua vez, como a figura que controla, dirige e planeja a organização, por meio de sua vertente capitalista Comportamento Empreendedor Tendo em vista que rápidas transformações estão ocorrendo em diversas áreas econômicas, políticas e até mesmo culturais, o trabalho dos profissionais está sendo redefinido. Nesse contexto de crescente globalização e competitividade, as organizações buscam maneiras consistentes e objetivas de se adequar a essas mudanças. A nova realidade de competição leva a uma série de transformações, não somente nas imagens e valores, mas também mudanças tecnológicas, estruturais e comportamentais. A atualidade requer uma nova atitude, assim como uma nova estratégia. As empresas têm de repensar sua missão e seus métodos de atuação. Dessa forma, não adianta somente a teoria da inovação.

21 20 Para Pinchot (1989), a inovação quase nunca acontece em grandes organizações, sem que haja um indivíduo ou pequeno grupo apaixonadamente dedicado a fazê-la acontecer. É nesse processo que surge como fator de sucesso empresarial a questão do comportamento empreendedor, no qual suas atitudes e decisões descrevem o tipo de perfil em qual cada empreendedor se enquadra. O empreendedor possui atributos que o diferenciam e está motivado em aperfeiçoá-los. É a pessoa que quer aprender e busca o autoconhecimento e atualização em relação ao ambiente em que atua. Algumas necessidades acabam influenciando o comportamento e a vida do empreendedor. Um fator que pode ser considerado é a relação existente entre chefes/colaboradores e os mecanismos utilizados para satisfazer as necessidades de aprovação, independência e autorealização. O modo que o gestor gerencia essa relação pode influenciar o comportamento organizacional. Algumas qualidades e valores são inerentes a um empreendedor durante toda sua vida, outros são adquiridos com a experiência. Segundo Morais (2000), alguns nascem empreendedores, outros têm que se esforçar, mas nem todos os que se esforçam conseguem chegar lá. David McClelland (1969) foi um grande pesquisador da área do comportamento empreendedor e entre os seus estudos foi constatado que o empreendedor não havia a necessidade de já nascer com as características favoráveis, mas que esse poderia ser lapidado e treinado a ter um perfil ligado ao empreendedorismo. Dessa forma, ele aborda a motivação original e que influenciam a ação de empreender. Nesse sentido David McClelland (1969) coloca que: Todos os motivos são adquiridos [...] nem sequer os desconfortos biológicos (como a fome) ou o prazer (como o estímulo sexual) são impulsos ou forças até serem associados a chaves que podem significar sua presença ou ausência. Com o tempo, grupos de expectativas ou associações crescem em torno das experiências afetivas, muitas das quais não conectadas de nenhuma maneira com as necessidades biológicas. Esses grupos de expectativas são comumente designados de motivos. Mais formalmente, os motivos são redes associativas, afetivamente acentuadas e distribuídas numa hierarquia de forças ou de importância dentro de um dado indivíduo.

22 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL O aumento da atividade empreendedora no Brasil é constante e notória. Em pesquisas realizadas pelo GEM, constatou-se, nos últimos anos, a mudança gradual do perfil empreendedor do brasileiro. Um fato interessante é que os jovens obtiveram um grande aumento no número de praticantes da atividade empreendedora no país, uma vez que, segundo pesquisa realizada pelo GEM (2008), pela primeira vez, jovens de 18 a 24 anos tiveram a mais alta taxa de empreendedorismo entre as faixas etárias analisadas. FERREIRA (2011, p.76) revela que Trata-se de uma nova geração de empreendedores que entra no mercado com um nível de conhecimento e comportamento superiores aos jovens do passado. Neste ambiente globalizado e versátil, no qual o Brasil está inserido, é importante avaliar quais seriam os pontos limitantes das ações empreendedoras, assim como os pontos favoráveis da mesma no país. Segundo pesquisa do GEM (2010), eles avaliaram os fatores limitantes do empreendedorismo no Brasil, dos quais é pertinente citar: as políticas governamentais, uma vez que o governo não dá incentivos para a atitude empreendedora no país, não formulando uma política específica para o mesmo, além de limitar os meios de crédito e financiamento; o desfavorecimento operado pelo apoio econômico, tendo em vista os altos índices de juros sobre as linhas de créditos concedidas e, que por sua vez, já não atende a demanda; muita burocracia no momento de se adquirir algum auxílio financeiro; falta de recursos para investir em programas já existentes. E por fim, a Educação e Capacitação, tendo em vista a exclusão o termo empreendedorismo nas escolas; educação universitária que aborda superficialmente o tema; baixo de nível de educação da população e falta de incentivos nas classes economicamente ativas para a realização de capacitações em órgãos como o SEBRAE, SENAI e SESI. Observa-se, na tabela 2, os fatores limitantes do empreendedorismo em porcentagens de 2002 a 2010.

23 22 Tabela 2 Partindo agora para aqueles fatores que fomentam e incentivam as atividades empreendedoras no país, o GEM (2010) estabelece as seguintes: normas culturais e sociais, partindo do pressuposto que a maior parte da população deseja ter seu próprio negócio; divulgação em massa de jovens que conseguiram chegar aos mais altos patamares independentemente de suas origens, possibilidade de realizar um sonho, o gosto do brasileiro pelo novo. Finalizando, outro fator importante também é o clima econômico, uma vez que a economia nacional encontra-se em desenvolvimento e o potencial de compra dos consumidores só aumenta, assim como a aparição de novas oportunidades sob a perspectiva da globalização, ambiente macroeconômico propício e a diversidade de negócios no país, pela qual se gera mais oportunidades. Com base nessas informações, segue a tabela abaixo: Tabela 3 Neste quesito, foi abordado o empreendedorismo em escala nacional, ressaltando todos os pontos referentes ao novo comportamento do empreendedor brasileiro. Dessa forma, a análise posterior será em nível estadual.

24 Empreendedorismo no Rio Grande do Norte No Rio Grande do Norte, o principal agente na área do empreendedorismo é o SEBRAE. São inúmeras as colaborações advindas deste órgão, as quais fomentam o desenvolvimento empreendedor do estado. O projeto com mais evidência é o Empreendedor Individual, que, por sua vez, é de escala nacional, mas que ganhou bastante força nessa região. O estado hoje engloba mais de 30 mil Empreendedores Individuais, segundo dados do SEBRAE/RN. Isto ocorre, principalmente, por causa da inexistência de impostos para o Governo Federal, além de baixos valores a serem pagos ao município e ao estado. A redução da taxa previdenciária que era de 11% passou a ser de 5% do salário mínimo desde maio do ano passado, vale reforçar que o limite da receita anual também aumentou, indo de 36 mil para 60 mil, fato que também contribuiu para o crescimento dessa categoria. Além disso, outro projeto que também vem galgando ambientes maiores é o Despertar, programa ministrado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, com parceria da Secretaria Estadual de Educação. Trata-se de projeto voltado para os adolescentes do ensino médio da rede pública de escolas do Rio Grande do Norte, que possui a responsabilidade de realmente desenvolver e habilitar o comportamento empreendedor nos jovens, tendo como foco, principalmente, aqueles de origem menos favorecida. Pauta-se, assim, na ampliação da visão de mundo pelos jovens, uma vez que o empreendedorismo é transmitido no sentido de fortalecer a crença em um futuro melhor, onde cada um é capaz de construir e empreender. Os cursos de capacitação oferecidos pela matriz de soluções educacionais do SEBRAE/RN, assim como o próprio programa SEBRAE Mais, fortalecem o perfil empreendedor dos empresários em todo o Rio Grande do Norte, atingindo tanto aqueles empresários que estão iniciando sua atividade empreendedora, como outros que já possuem certa estabilidade e já estão consolidados no mercado, mas que ainda buscam a inovação e excelência de seus serviços, para se manterem continuamente firmes no topo da cadeia empreendedora do estado do Rio Grande do Norte, a fim de propiciar suas satisfações internas e contribuir para a sociedade.

25 Sebrae-Mais/RN O Sebrae Mais é abordado como sendo Programa Sebrae para Empresas Avançadas, constituindo um projeto voltado para empresas já consolidadas no mercado, mas que buscam inovações e benefícios para os seus negócios. O programa oferece inúmeras ferramentas, como: implantar modelos avançados de gestão empresarial; ampliar rede de contatos; implantar estratégias para estimular a inovação na empresa; analisar os aspectos fundamentais da gestão financeira e melhorar o processo de tomada de decisões gerenciais. Outrossim, o Sebrae Mais é composto pelo conjunto de soluções que são aplicadas conforme as necessidades da empresa, reunindo diversas modalidades consultoria individualizada por empresa; workshops; capacitação; palestras e encontros. Apresentando, então, todas as soluções empresariais presentes no programa Sebrae Mais, pode-se citar: Gestão Financeira: do controle à decisão; Estratégias Empresariais; Gestão da Inovação; Internacionalização (Planejando para Internacionalizar); Gestão da Qualidade; Encontros Empresariais; Empretec e o FGA (Ferramentas de Gestão Avançada). Como requisitos para a participação no programa Sebrae Mais, as empresas devem ter, no mínimo, dois anos de funcionamento, além de possuírem minimamente nove colaboradores e uma boa estrutura operacional, o que exige uma maior sofisticação na administração presente na organização. 2.3 OPORTUNIDADE X NECESSIDADE No relatório global GEM (2010, p.43), é feita uma análise sob medida, no que diz respeito às diferenças e consequências entre oportunidades e necessidades, nesse seguinte trecho: Empreendedores por necessidade são aqueles que iniciaram um empreendimento autônomo por não possuírem melhores opções para o trabalho e então abrem um negócio a fim de gerar renda para si e suas famílias. Empreendedores por oportunidade optam por iniciar um novo negócio, mesmo quando possuem alternativas de emprego e renda. Pesquisando mais profundamente essas pessoas e seus motivos, o GEM verifica ainda se esses empreendedores por oportunidade o

26 25 fazem para manter ou aumentar sua renda ou pelo desejo de independência no trabalho. Além de ser um problema comportamental e motivacional, o desenvolvimento de uma dessas ações é totalmente atribuída ao contexto econômico em questão, no qual as empresas de origem pelas oportunidades tendem a estarem mais presentes nos países mais desenvolvidos, enquanto que aquelas geradas pela necessidade criam a expectativa de estarem mais presentes em contextos de países ainda em desenvolvimento, os chamados subdesenvolvidos. De modo singular, é importante saber que o empreendedorismo por oportunidade é mais benéfico para a economia do país, no qual os empreendedores que começaram o seu empreendimento por detectarem uma oportunidade no mercado para empreender, no intuito de melhorar sua condição de vida, tem maiores chances de sobrevivência e de sucesso. Em compensação, existem indivíduos que empreendem como única opção, ou seja, pela falta de melhores alternativas profissionais. São os empreendedores por necessidade. Porém, mesmo o empreendedorismo por necessidade pode gerar oportunidades de negócios e se transformar em empreendimentos por oportunidade. Sobre o empreendedorismo por necessidade, o GEM (2010, p.43) revela que: A atividade empreendedora orientada pela necessidade tende a ser maior em termos de proporção da TEA (Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial) em economias menos desenvolvidas. Setores agrícolas e extrativistas, negócios locais baseados no consumo, dominam nessas regiões. Há mais procura de emprego nesses locais do que os empregadores podem oferecer. Consequentemente muitas pessoas criam seus próprios negócios para geração de renda. As pequenas empresas, em grande número, são predominantes neste nível de desenvolvimento. Então, nesse contexto, a pesquisa GEM (2010) ainda realizou uma busca dessas características em todos os países que participaram, dentre eles: Brasil, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Egito, Coréia do Sul, Macedônia, entre outros. E dessa busca constataram os seguintes resultados, apresentados na tabela a seguir:

27 26 Tabela 4 Conclui-se, então, que a maioria dos países pesquisados possui um maior índice de empreendimentos motivados por oportunidade em relação aos empreendimentos por necessidade Identificando uma oportunidade A princípio, é importante evidenciar a diferença entre oportunidade e ideia. E DORNELAS (2005, p.54) ressalta bem essa questão: Talvez um dos maiores mitos a respeito de novas ideias de negócios é que elas devam ser únicas. O fato de uma ideia ser ou não única não importa. O que importa é como o empreendedor utiliza sua ideia, inédita ou não, de forma a transformá-la em um produto ou serviço que faça sua empresa crescer. As oportunidades é que geralmente são únicas, pois o empreendedor pode ficar vários anos sem observar e aproveitar uma oportunidade de desenvolver um novo produto, ganhar um novo mercado e estabelecer uma parceria que o diferencie de seus concorrentes.

28 27 Nesse norte, entende-se que o empreendedor pode ter ideias, mas o que vai determiná-lo ao sucesso será como irá desenvolvê-las, implantá-las e construir um negócio de prosperidade Avaliando uma oportunidade A habilidade de conhecer uma oportunidade se remete principalmente à experiência e à persistência na criação de novas ideias. Isso decorre do fato de que a experiência refletirá num planejamento eficiente e eficaz, algo que é fundamental no empreendedorismo por oportunidade, e a persistência na criatividade, para que, assim que uma oportunidade for detectada, a ideia esteja pronta para ser executada. É nessa perspectiva que DORNELAS (2005, p.60) define: Saber se uma oportunidade realmente é tentadora não é fácil, pois envolvidos vários fatores, entre eles o conhecimento do assunto ou o ramo de atividade em que a oportunidade está inserida, seu mercado, os diferenciais competitivos do produto/serviço para a empresa etc. Antes de partir para análises estratégicas e financeiras detalhadas, definição de processos de produção, identificação de necessidades de recursos financeiros e pessoais, ou seja, antes da concepção de um plano de negócio completo, o empreendedor deve avaliar a oportunidade que tem em mãos, para evitar despender tempo e recursos em uma idéia que talvez não agregue tanto valor ao negócio nascente ou já criado Plano de Negócio De todo o processo empreendedor, o Plano de Negócio se coloca como sendo a etapa mais demorada da formulação de um negócio, porém sua importância é bastante evidenciada nos quesitos de planejamento e organização, contemplando uma opção mais segura no que tange a abertura de uma nova empresa. Pode-se afirmar que o Plano de Negócio é uma ferramenta empresarial comumente mais utilizada pelos empreendedores por oportunidade, por se tratar de algo extremamente planejado em todos os setores, demorado e organizado, ou seja, características não tão presentes em empreendedores por necessidade, mas sim pelos que agem por oportunidade. Dessa forma, o Plano de Negócio se divide em: Capa, Sumário, Sumário Executivo, Análise Estratégica, Descrição da Empresa, Produtos e Serviços, Plano

29 28 Operacional, Plano de Recursos Humanos Análise de Mercado, Estratégia de Marketing, Planos Financeiros e Anexos (informações adicionais, porém relevantes).

30 29 3 METODOLOGIA 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA Este trabalho pretende mensurar índices de avaliação do comportamento empreendedor em oportunidade ou necessidade, sob a ótica das empresas participantes do programa SEBRAE Mais/RN mais assíduas. Portanto, trata-se então de uma pesquisa, segundo TRIPODI (1981, p ), exploratória descritiva, subtipo estudo de caso. 3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA A população dessa pesquisa incide nos empreendedores que estão participando da turma piloto do FGA (Ferramentas de Gestão Avançada) no Rio Grande do Norte, na qual todas essas empresas já participaram de alguma outra solução do referido Programa SEBRAE Mais/RN. Conforme Taglicarne (1999), a amostra é uma reprodução em miniatura do universo, devendo ser sua fotografia e, como tal, representar fielmente o original. Devido à grande quantidade de organizações que fazem parte deste Estado e que participam do programa, foi optado por analisar os clientes mais assíduos do mesmo, sendo estes os que estão realizando o curso do FGA (Ferramentas de Gestão Avançada), representando as demais inúmeras empresas que utilizam as soluções do SEBRAE Mais/RN. Nesse contexto, a presente solução do FGA conta com dez empresas, por isso foram aplicados dez questionários. Sendo assim, será utilizada uma amostra não probabilística, acidental. 3.3 DADOS E INSTRUMENTOS DE COLETA A coleta de dados realizada pelo pesquisador ocorreu no dia 27 de dezembro, no Hotel Monza, local sede da solução FGA (Ferramentas de Gestão Avançada), realizada

31 30 pelo SEBRAE/RN. Dessa forma, pode-se afirmar que a aplicação do questionário foi feita in loco. Além disso, é importante destacar que o questionário é uma adaptação de outro encontrado no curso IPGN (Iniciando um Pequeno Grande Negócio), também organizado pelo SEBRAE/RN, cujo papel principal é o de analisar o perfil empreendedor dos participantes. Dessa forma, foi utilizada a Escala de Liekert para avaliar o perfil empreendedor dos participantes do programa. O questionário compreende 34 questões com 05 alternativas. 3.4 TRATAMENTO ESTATÍSTICO E FORMA DE ANÁLISE Para as devidas análises da descrição dos dados foi utilizada a partir de técnicas estatísticas através do software Excel. Tratando, dessa forma, de satisfazer os objetivos registrados na pesquisa, na qual a análise quantitativa foi executada pelo software e o pesquisador interpretou os dados confrontando-os com a teoria presente no estudo, configurando então, a análise qualitativa.

32 31 4 ANÁLISE DE DADOS 4.1 PERFIL DOS ENTREVISTADOS Ao se analisar o perfil dos participantes do Programa SEBRAE Mais/RN, objetiva-se levantar que tipos de grupos estão envolvidos na sua respectiva atividade empreendedora, a fim de entender a natureza das respostas dadas ao instrumento de pesquisa, compreendendo suas características próprias e, assim, propondo ações de melhoria apropriadas ao tipo de perfil nela observado. Para a análise do perfil dos empresários, foram levantadas as seguintes variáveis: Gênero, faixa etária, estado civil, nível de escolaridade e renda familiar. Primeiramente, procurou-se saber qual o gênero predominante nas empresas, obtendo-se os resultados explicitados no Gráfico 1. Percebe-se que, entre os participantes, há uma predominância do sexo masculino, totalizando 80% dos entrevistados. O quantitativo de mulheres corresponde a 20% da amostra. No que diz respeito à faixa etária dos entrevistados, observa-se que a quantidade de pessoas do grupo mais jovem se iguala ao grupo que detém idade mais elevada, sendo: 40% possuem idade entre 24 à 31 anos, assim como aqueles que estão na faixa de 41 a 49 anos de idade. Os outros 20% correspondem a faixa de 32 a 40 anos de idade. Por fim, nenhum dos entrevistados possui mais de 50 anos.

33 32 Em seguida, o ponto a ser analisado foi o estado civil dos participantes do programa, sendo assim, verificam que 70% dos entrevistados encontram-se casados, 20% está em uma união estável e 10% se apresentam como solteiro. Não há divorciados, separados ou viúvos entre as pessoas entrevistadas.. No que tange ao grau de escolaridade dos envolvidos na pesquisa, nota-se que a maioria dos empresários é apreciada de Ensino Superior Completo, portanto observa-se que 50% possuem o Ensino Superior Completo, 20% afirmam possuir o Ensino

34 33 Superior Incompleto, mesma porcentagem atribuída aos que detém Ensino Médio Completo e 10% tem o Ensino Médio Incompleto. Não houve nenhum dos participantes que detinham Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II ou que não estudou. Por fim, dentro da perspectiva do perfil socioeconômico, a pesquisa avaliou a renda familiar de cada empresário, notando que se apresentaram dois grupos de mesmo nível percentual. Dessa forma, 50% dos entrevistados atribuem-se a uma renda superior a 15 salários mínimos e os outros 50% equivalem ao grupo que se revelou possuidor de uma renda familiar apontada entre 08 a 11 salários mínimos. Fonte: Dados obtidos na pesquisa do autor

35 34 Então, observando-se as perspectivas propostas pela pesquisa com base nos perfis socioeconômicos dos empresários, nota-se que a maioria é formada por homens; jovens e mais experientes em nível de igualdade; casado; possuidores de Ensino Superior Completo; detentores de mais de 15 salários mínimos ou entre 08 a 11 salários mínimos. 4.2 ANÁLISES DO PERFIL EMPREENDEDOR Nesta etapa da pesquisa, foram apresentadas afirmativas que traduzem os perfis empreendedores dos participantes, para que esses possam avaliar a intensidade que executa cada ação empreendedora e analisando a que grupo pertence: Oportunidade ou Necessidade. Inicialmente, foi apresentado se os entrevistados gostam de desafios e de novas oportunidades, evidenciando um caráter de empreendedorismo por oportunidade. Dessa forma, 40% dos empresários disseram que gostam sempre; que muitas vezes gostam teve também o índice de 40%; 10% ressaltaram que algumas vezes gostam de desafios e novas oportunidades, com o mesmo percentual aparecem os que raramente gostam. Nenhum dos participantes disse que nunca gostaram de desafios e novas oportunidades. 40% 30% 20% 10% 0% Gráfico 6 Gosto de desafios e novas oportunidades 0% 10% 10% 40% 40% Em seguida, foi abordada na pesquisa se os empresários reuniam todas as informações possíveis na hora de iniciar um novo projeto. Sendo assim, 50% afirmaram

36 35 que muitas vezes que tomam essa providência; 30% colocaram que algumas vezes juntam essas informações e apenas 20% sempre estabelecem essa atitude. Não houve participantes afirmando que raramente ou nunca deliberaram esta ação. Comparando os gráficos 06 e 07, temos um cenário com empresários tendo comportamentos condizentes ao empreendedorismo por oportunidade, uma vez que gostar de desafios e oportunidades e reunir informações para realizar um trabalho, traduzem prazer em empreender e planejamento, ou seja, características intrínsecas a esse tipo de empreendedorismo. Com relação ao grande período de tempo destinado ao trabalho e os sacrifícios pessoais para concluir a atividade, foi percebido que 50% dos participantes realizam essa afirmativa de maneira intensa algumas vezes; 30% colocaram que sempre possuem esse comportamento e 20% muitas vezes adotam essa postura. Nenhum dos empresários optou pelas respostas nunca e raramente.

37 36 Gráfico 8 Eu trabalho durante várias horas e faço sacrifícios pessoais para concluir meu trabalho 60% 40% 20% 0% 0% 0% 50% 20% 30% Logo após, foi questionado aos participantes se estes realizam algum trabalho sem ter um resultado específico em mente. Dessa forma, 40% dos entrevistados raramente não possuem um resultado específico em mente; 30% afirmam muitas vezes não possuírem; 20% responderam que algumas vezes e apenas 10% nunca tiveram esse comportamento. Nenhum dos entrevistados optou pela opção sempre. Gráfico 9 Faço coisas sem ter um resultado específico em mente 40% 20% 0% 10% 40% 20% 30% 0% Analisando este gráfico com o anterior, as duas afirmativas possuem um caráter de empreendedorismo por necessidade. A primeira possui valor de falta de planejamento por parte dos empresários, pois tendo organização é possível trabalhar num tempo adequado e sem realizar tantos sacrifícios pessoais; a última também se refere à falta de planejamento, evidenciando sua relação com o empreendedorismo por

38 37 necessidade, apesar de que a maioria dos entrevistados afirmou que raramente não possuem um resultado específico em mente, mas um percentual considerável afirmou realizar esta ação, mesmo que em diferentes níveis de intensidade. Seguindo a avaliação do comportamento empreendedor dos participantes, foi analisado quanto à criação de estratégias para influenciar os outros. Com isso, 40% afirmaram muitas vezes realizarem esta ação; 30% optaram por responder raramente; 20% colocaram que algumas vezes faziam este tipo de estratégia e 10% falaram que sempre possuem esse comportamento. Nenhum dos participantes respondeu nunca. Gráfico 10 Desenvolvo estratégias para influenciar os outros 40% 30% 20% 10% 0% 0% 30% 20% Nunca Raramente Algumas vezes 40% Muitas vezes 10% Sempre Em seguida, a abordagem foi sobre a análise das vantagens e desvantagens das várias formas de se executar uma tarefa. Sendo assim, 50% dos entrevistados disseram que muitas vezes analisam essa perspectiva; 40% afirmam algumas vezes serem detentores desse comportamento e 10% corresponde ao percentual daqueles que sempre fazem essa análise da situação. Portanto, nenhum dos empresários optou por nunca ou raramente como resposta.

39 38 Tendo como base os gráficos 10 e 11, percebe-se que em ambos, o sentindo de empreendedorismo por oportunidade é evidenciado. No caso, formular estratégias para influenciar outros e analisar pontos fortes e fracos de possíveis medidas a serem executadas, expressa o tom estratégico dos empresários, já que a maioria afirmou possuir esse tipo de comportamento, vislumbrando que tipo de empreendedor se enquadra, no caso por oportunidade. A seguir, é demonstrada a opinião dos empresários no que tange a fazer coisas antes mesmo que estejam claras de como devem ser executadas, nesse contexto, observa-se que: 60% dos envolvidos afirmam que algumas vezes tomam essa atitude; 30% muitas vezes se enquadram nessa afirmativa e 10% raramente tem esse tipo de comportamento. Os entrevistados não optaram pelas respostas nunca e sempre.

40 39 Em sequência a pesquisa, foi abordada a afirmativa de que em várias situações houve tomada de decisão sem a busca das informações necessárias. Desse modo, 40% contemplam que raramente realiza essa ação; 30% dos entrevistados afirma que algumas vezes agem dessa forma; 20% muitas vezes fazem isso e 10% sempre possui este tipo de decisão. Comparando os dois gráficos anteriores, é possível notar o caráter de empreendedorismo por necessidade que possuem. Tomar atitudes que não esteja com

41 40 ampla certeza de como deve ser executada e, além disso, não buscar informações nesse contexto contempla certo amadorismo e ausência de planejamento, características que genericamente são inerentes ao tipo de empreendedorismo já citado. Nesses dois quesitos, os empresários realizam ambos com baixa intensidade de acordo com os percentuais, evidenciando a corrente de que são provenientes do empreendedorismo por oportunidade. Logo após, os entrevistados foram indagados no que tange a previsão de problemas, sem os mesmo terem aparecido e assim já tendo as soluções para possíveis dificuldades, dessa maneira 50% dos entrevistados afirmam realizar esta previsão algumas vezes; 30% colocam que muitas vezes tem esse tipo de atitude; 10% falaram que sempre possuem esse tipo de comportamento e com o mesmo percentual de 10% são aqueles que dizem que raramente adotam essa postura. Nenhum dos empresários optou pela resposta nunca. Seguindo a análise, foi colocado aos participantes se estes estão cientes a que distância se encontra para alcançar os seus objetivos, sendo assim 50% dos entrevistados afirmam agir dessa forma algumas vezes; 20% contemplam a imagem de agi assim muitas vezes, assim como os que disseram trabalhar dessa maneira raramente representando 20% também e os 10% corresponde aqueles que nunca possuem essa postura. Nenhum dos empresários optou pela opção sempre.

42 41 Relacionando os gráficos 14 e 15, entende-se que o primeiro adota uma postura de empreendedorismo por oportunidade, pois evidencia o teor de planejamento e organização, por sua vez, o último remete-se ao empreendedorismo por necessidade, porque, justamente, adota critérios opostos presentes no gráfico 14. A partir dos percentuais expostos, é possível notar a tendência dos empresários, que atestam o critério planejamento como requisito para um bom trabalho. No quesito faço coisas antes que elas se tornem urgentes, os empresários demonstraram que realizam essa precaução em algumas ocasiões, sendo assim 80% adotam essa postura algumas vezes; 10% possuem esse comportamento muitas vezes e com o mesmo percentual (10%) estão àqueles que raramente se previnem nas suas atividades. Não houve respostas dos participantes indicando nunca ou sempre.

43 42 A abordagem a seguir trata da negligência para as consequências financeiras advindas de atos dentro da empresa, com isso 50% dos empresários afirmam agir raramente nesse modelo; 30% apresenta que algumas vezes não atribuem tanta importância a essas consequências e 20% nunca negligenciam esses atos. Nenhum dos participantes optou pelas respostas muitas vezes ou sempre. Dessa forma, é perceptível o sentido de empreendedorismo por oportunidade no gráfico 16, no qual se apresenta pontos como endomarketing, pesquisa de mercado, previsão e planejamento, porém a maioria dos participantes afirmou ter essa postura algumas vezes. Em seguida, o empreendedorismo por necessidade é evidenciado, pois não ficar atento às consequências financeiras ressalta uma semântica de despreparo e falta de organização, mas que a grande parcela dos entrevistados admitiu ter esse comportamento raramente, corroborando seu papel de empreendedor por oportunidade. Em seguida, é colocado para os entrevistados se procuram diversas maneiras de resolver um problema, na pesquisa foi abordado que: 50% muitas vezes diversificam as possibilidades de se resolver um problema; 40% sempre vão à busca de soluções para suprir dificuldades e 10% fala que algumas vezes age nesse intuito.

44 43 Nesse contexto empresarial, é indagado aos envolvidos sobre a busca constante de fazer as coisas sempre da maneira mais barata. Com isso, obteve-se o resultado: 60% dos empresários muitas vezes abordam essa maneira de agir e 40% afirma sempre adotar essa cautela. Nenhum dos empresários respondeu nunca, raramente ou algumas vezes. Confrontando os gráficos 18 e 19, entende-se que ambos estabelecem relação com o empreendedor que age por oportunidade, tendo em vista que ampliar o horizonte para resolver problemas e ir à busca de alternativas mais baratas para realizar as

45 44 atividades, requerem um alto grau de comprometimento e projeção do trabalho organizacional. Percebe-se, então, que os entrevistados adotam essa postura. Dando continuidade à pesquisa, o critério a seguir trata se os empresários possuem uma abordagem sistemática e lógica de suas atividades, ocorrendo que: contemplando o mesmo percentual (30%) estão aqueles que seguem sempre, muitas vezes e algumas vezes essa temática, totalizando 90% dos entrevistados; os outros 10% remetem-se para os que agem dessa maneira raramente. Seguindo o processo de pesquisa, faz-se referência à extração de vantagens em oportunidades que surgem. Estabelecendo os dados observa-se que 50% dos participantes muitas vezes conseguem tirar vantagens; 30% sempre aproveitam as oportunidades e 20% algumas vezes procuram ter essa postura. Nenhum dos empresários optou pelas repostas nunca e raramente.

46 45 Tendo como referência os dois últimos gráficos apresentados no estudo, nota-se a similaridade referente ao empreendedorismo por oportunidade, procurando fomentar a área do planejamento presente na abordagem lógica e sistemática e a capacidade de extrair vantagens, ressaltando o prazer e competência em empreender. Com base nos percentuais, observa-se a inclinação dos empresários para o empreendedorismo por oportunidade. A seguir é exposto se os empresários pegam dinheiro emprestado para financiar seus projetos, dessa forma, 50% dos entrevistados colocam que raramente atuam desta forma; 40% ressalta que algumas vezes financia projetos com empréstimos e 10% afirma que muitas vezes adotam essa atitude. Nenhum dos envolvidos respondeu nunca ou sempre. Com relação à procura da diversidade de informação para auxiliar os devidos projetos da empresa, observa-se que 70% dos empresários afirmam adotar essa postura; e, com o mesmo percentual (10%), estão aqueles que agem dessa forma sempre, algumas vezes e raramente. Nenhum dos participantes escolheu a opção nunca. Gráfico 23 Procuro diferentes fontes de informação que me ajudem nos meus trabalhos ou projetos 80% 60% 40% 20% 0% 0% 10% 10% 70% 10%

47 46 As abordagens dos gráficos 22 e 23 são distintas no que diz respeito à fundamentação de empreendedorismo apresentada. O primeiro conota uma atitude, geralmente, de urgência e certo despreparo para conduzir os projetos refletindo falta de planejamento presente no empreendedorismo por necessidade. Contudo, o gráfico 23 ressalta o planejamento e a eficiência dentro dos processos organizacionais. Os números continuam a revelar o perfil de empreendedor por oportunidade dentre os participantes do programa SEBRAE Mais/RN. Em sequência a pesquisa, os entrevistados foram indagados se estes ao mesmo tempo em que buscam alcançar os seus objetivos, tentam satisfazer todas as pessoas envolvidas no processo. Sendo assim: 50% muitas vezes possui esse tipo de comportamento; 30% sempre agem dessa forma e 20% algumas vezes adotam essa forma de trabalhar. Nenhum dos participantes respondeu nunca ou raramente. A afirmativa a seguir trata-se ao confronto dos problemas apenas quando aparecem e não ficar antecipando-os. Dessa forma, percebe-se que: 70% dos empresários muitas vezes deixam o problema aparecer; 20% algumas vezes adotam essa postura e 10% afirmam sempre agir dessa forma.

48 47 Quanto ao caráter empreendedor presente nos gráficos 24 e 25, nota-se que o primeiro por tratar da preocupação do alcance de objetivos e metas alinhado com toda a satisfação presente nos colaboradores envolvidos conota um empreendedorismo por oportunidade; já o gráfico 25 estabelece uma ponte com o empreendedorismo por necessidade, pois não há a projeção de possíveis problemas que podem ocorrer. Dessa forma, os empresários continuam com seu perfil por oportunidade, mesmo que no último gráfico eles tenham afirmado deixar as dificuldades aparecerem sem tentar antecipar. Dando continuidade ao estudo, a próxima avaliação remete-se a fazer coisas que são arriscadas. Com isso, observa-se que 50% adotam essa postura algumas vezes; 20% dos entrevistados afirmam que muitas vezes assumem riscos; 20% colocam que raramente agem dessa forma e 10% contempla que sempre trabalham dessa maneira. Gráfico 26 Faço coisas que são arriscadas 50% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 0% 20% Nunca Raramente Algumas vezes 20% Muitas vezes 10% Sempre

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