Gestão de Pequenas Empresas no Brasil - Alguns Dados Importantes.

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1 Gestão de Pequenas Empresas no Brasil - Alguns Dados Importantes. Por Palmira Santinni No Brasil, nos últimos anos, está ocorrendo um significativo aumento na criação de novas empresas e de optantes pelo simples nacional, que é um regime fiscal diferenciado aos pequenos negócios. Em dezembro de 2012, havia 7,1 milhões de empresas registradas nesse regime. Este número ficou 26% acima do verificado em dezembro do ano anterior. Em 2011, a expansão já havia sido de quase 30%. Fonte: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Sebrae Denota-se também que foram criadas algumas ações que aparentemente favoreceram este aumento; a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas em 2006,a implantação do Microempreendedor Individual (MEI) em 2009, e a ampliação dos limites de faturamento do Simples Nacional em No estudo realizado e apresentado pelo Sebraedas empresas com até 2 anos de atividade no Brasil evidencia que além do aumento do número de pequenos negócios também a taxa de sobrevivência vem melhorando a cada ano.

2 Gráfico 1 - Taxa de Mortalidade de Empresas De 2 Anos, Evolução no Brasil Fonte: Sebrae NA Notas: As empresas constituídas em 2005 foram verificadas nas bases de 2005, 2006, 2007 e As empresas constituídas em 2006 foram verificadas nas bases de 2006, 2007, 2008 e As empresas constituídas em 2007 foram verificadas nas bases de 2007, 2008, 2009 e Gráfico 2: em termos setoriais, verifica-se que a maior taxa de sobrevivência foi registrada nas empresas do setor industrial (79,9%), seguida pela taxa do comércio (77,7%), pela construção (72,5%) e pelo setor de serviços (72,2%).

3 Fonte: Sebrae NA Notas: As empresas constituídas em 2005 foram verificadas nas bases de 2005, 2006, 2007 e As empresas constituídas em 2006 foram verificadas nas bases de 2006, 2007, 2008 e As empresas constituídas em 2007 foram verificadas nas bases de 2007, 2008, 2009 e As pequenas e microempresas representam pelo menos 20% da produção, 40% da massa de salários e 52% dos empregos privados formais do Brasil. Apesar dessa relevância notável, quem decide criar um negócio próprio ainda sofre. Há burocracia demais, Entre 189 países, o Brasil fica 116º lugar em ambientes de negócios, no estudo Doing business, do Banco Mundial. Em outra avaliação, o Índice de Liberdade Econômica, da Fundação Heritage, o país fica em 114º lugar, entre 186 nações avaliadas. Não é questão de desanimar. O Brasil avançou um pouco no ranking do Banco Mundial e reduziu muito, nos últimos anos, a mortalidade das empresas iniciantes, com até dois anos. O país ainda dispõe de oportunidades e espaço para boas ideias e mercados que podem crescer, mas a lista de melhorias urgentes é extensa. É preciso atualizar a legislação trabalhista, rever pontos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e universalizar o uso do sistema tributário Supersimples. Os principais problemas enfrentados pelas pequenas empresas: Burocracia Excessiva

4 As pequenas e médias empresas enfrentam enormes dificuldades para fazer negócios no Brasil. No ranking do banco Mundial, que avalia a facilidade para fazer negócios em 189 países, vizinhos na América Latina e estamos muito longe do padrão nos países ricos. No ranking Doingbusiniss (Fazendo negócios), o Brasil aparece em 116º lugar: 1- Cingapura 4- EUA 9- Noruega 19- Canadá 21- Alemanha 27-Japão 34-Chile 38-França 42-Peru 53-México 116-Brasil Fonte: Banco Mundial Relatório Doing business 2014 Sistema de Tributo complexo Uma infinita lista de impostos atrapalha a vida de quem quer empreender no Brasil. Gasta-se tempo e recursos demais tentando percorrê-la e cumpri-la. Faltam ferramentas para mostrar ao empreendedor o que ele precisa fazer e como. Horas-homem de trabalho necessárias para lidar com impostos (por ano): - Média global 268horas - Média da América latina 618hs - Média Brasil 2.600hs Ranking (162 países) de facilidade para empresas pagarem impostos: 1- EmiradosÁrabes

5 14- Reino Unido 38 Chile 64 EUA 169 Brasil Fonte: Banco Mundial Relatório Doing business 2014 Tributos Altos A alta carga tributária sobrecarrega o pequeno e o médio empreendedor. O salto nos impostos não acompanhado por um aumento na receita das empresas. Isso leva à morte de várias delas no momento em que mais precisariam ganhar musculatura. Carga de impostos, taxas e contribuições obrigatórias sobre o lucro de empresas de porte médio. 41,1% - União Europeia 43,1 Média Global 46,3% - EUA 68,3% - Brasil Fonte: Banco Mundial Relatório Doing business 2014 Dificuldade de acesso a Capital Apesar de existir as linhas de crédito para pequenos e microempresários e elas terem se diversificado, o acesso a recursos financeiros ainda limita a ação empreendedora. Proporcionalmente, no Brasil há poucos investidores dispostos a aplicar em novos negócios. População total 191 milhões Brasil 312 milhões EUA

6 Cidadãos ou empresas dispostos a investir em outras empresas (investidores anjos) EUA Brasil Fonte Anjos do Brasil Legislação Trabalhista Antiquada A legislação atual desconsidera a realidade dos pequenos e microempreendedores. Essas empresas dispõem degrande potencial na geração de empregos, mas ainda esbarram em normas e custos que as impedem de contratar mais População Total (milhões) 191 Brasil 312 EUA Empresas empregadoras (milhões)- com ao menos um funcionário, além do fundador. 2,2 Brasil 5,7 - EUA Empresas de alto crescimento (2008 a 2011) empresas com mais de 10 funcionários, cujo o número de empregados cresceu ao menos 20% ao ano por três anos Brasil EUA Fonte :Endeavor Falta de apoio à Inovação Negócios inovadores tendem a criar mais empregos, com melhores salários, além de exigir mais qualificação. Por isso, merecem ser estimulados. No Brasil a proporção a proporção desses negócios ainda está abaixo do resto do mundo.

7 - 11% dos empreendedores, apenas, dizem oferecer um produtos ou serviço novo para ao menos parte de clientes. O percentual é baixo para o padrão global - 112ª a percepção, por parte de empreendedores, de que há cientistas e pesquisadores disponíveis para contratar é 112ª do mundo, entre 148 países. Fonte: GEM, WEF A despeito do padrão citado apresentado acima, a taxa de sobrevivência também pode ser influenciada por uma série de outros fatores, difíceis de serem observados muitas vezes, que estão associados às características ou atributos dos donos (empreendedores), tais como, falta de planejamento antesda abertura, falta de formação ou experiência na gestão de um negócio, falta de comportamento e atitudes empreendedoras. Formação e Preparo do Empreendedor Informação e preparo do empreendedor são fundamentais para a empresa sobreviver. O ensino superior no Brasil não vem formando cabeças de empreendedores, mas de empregados. Faltam disciplinas nos cursos que capacitem alunos a ter o próprio negócio. Falta planejamento, pois, entre universitários que pensam em criar um negócio próprio: 62% - não estudam para isso 76% não poupam para isso Falta preparo para que se tornasse um empreendedor: Fizeram um curso ou disciplina na graduação que tratasse especificamente de empreendedorismo; em% dos estudantes de:

8 Engenharia 40 Veterinária 33 Direito 30 Física 28 Arquitetura 22 Fonte: Endeavor e GEM Com base neste cenário, o que poderia facilitar o desenvolvimento dessas empresas e quais seriam os benefícios a alcançar na adoção de um Plano de Negócios? O que facilita e o que dificulta o desenvolvimento dessas empresas, principalmente quanto à sua perenidade e qual é o real impactoadoção ou não de um modelo de gestão de negócios; seja no seu resultado ou no atendimento ás necessidades do seu cliente? Como pensar estrategicamente? Resultar: Soluções em Desenvolvimento Organizacional e Pessoas

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