Resumo. Palavras-chaves: Competências Empreendedoras, Autoeficácia, empreeendedorismo, CITECS.

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1 A importância das Dimensões Competências e Autoeficácia Empreendedoras para o Desenvolvimento do Empreendedor: o caso do Centro de Incubação Técnológica do Semiárido CITECS Resumo Ana Augusta da Silva Campos UERN/CITECS 1 Fábio Ricardo Procópio de Araújo UERN/CITECS 2 Nájila Nayara Ferreira de Oliveira - Discente/Curso de Administração UERN 3 O empreendedor é, antes de tudo, uma pessoa com capacidade de realização acima da média, visualizando e aproveitando as oportunidades não percebidas pelas pessoas em geral, o que lhe confere vantagem competitiva nos negócios. O estudo, realizado com um grupo de empresários do Centro de Incubação Tecnológica do Semiárido - CITECS, objetivou identificar as áreas de competências empreendedoras e autoeficácia empreendedora em cada um. A incubadora CITECS é firmada parceria entre a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte UERN, o Serviço de Apoio aos Micro e Pequenos Empresários SEBRAE e Prefeitura Municipal de Mossoró PMM. Utilizando método de natureza quantitativa, foi realizado um levantamento de dados, utilizando um questionário tipo auto-informe, o qual foi respondido de forma espontânea pelos entrevistados. Dentre as áreas de competências identificadas como forte pelos empresários, destacam-se as áreas de competências de relacionamento, inovação, humana, estratégica, de aprendizagem e força pessoal. As áreas de competências operacional, de oportunidade e analítica são aquelas com as quais os empreendedores sentiram-se menos identificados. A autoeficácia empreendedora mostrou-se, portanto, uma característica forte do grupo, sendo uma dimensão importante para levar adiante uma empresa, pois se constitui numa crença, na capacidade de realização dos empreendedores. O resultado do mapeamento das atuais áreas de competências empreendedoras e da autoeficácia empreendedora destes empresários é importante para a intervenção por meio de oficinas de coaching executivo e a construção do plano de vida, este último necessário para a implantação da Metodologia Cerne. Palavras-chaves: Competências Empreendedoras, Autoeficácia, empreeendedorismo, CITECS. 1 Professora do Curso de Administração da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)/ Rua Prof. Antônio Campos, s/n Bairro Costa e Silva Fones: (84) CEP: Mossoró-RN/ 2 Professor do Curso de Administração da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)/ Rua Prof. Antônio Campos, s/n Bairro Costa e Silva Fones: (84) CEP: Mossoró-RN/ 3 Graduanda do Curso de Administração da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)/ Rua Prof. Antônio Campos, s/n Bairro Costa e Silva Fones: (84) CEP: Mossoró-RN/

2 The importance of Skills Dimensions and Entrepreneurial Self-Efficacy for the development of the entrepreneur: the case of the Technological Incubation Center of the Semi Arid CITECS Ana Augusta da Silva Campos UERN/ CITECS 1 Fábio Ricardo Procópio de Araújo UERN/CITECS 2 Nájila Nayara Ferreira de Oliveira Student Business Administration UERN 3 Abstract The entrepreneur is first of all a person with an ability to perform above average, seeing and seizing opportunities where people generally do not realize there are possibilities, giving them a competitive advantage in business. This study deals with the skills and entrepreneurial selfefficacy in a group of businessmen from the Technology Incubation Centre of the Semi Arid - CITECS. The objective was to identify areas of entrepreneurial self-efficacy and entrepreneurial skills in entrepreneurs that are linked to CITECS, in partnership with the University of Rio Grande do Norte - UERN, Support Service for Micro and Small Entrepreneur SEBRAE/RN and City Hall of Mossoró County PMM. In the quantitative study a survey of data using a self-report questionnaire type was used, explaining the purpose of the study, filled spontaneously by respondents. Among the skill areas identified as strong by entrepreneurs, the stand out areas are relationship skills, human innovation, strategic innovation, learning and personal strength. The areas of operational expertise and analytical opportunity are those in which the entrepreneurs felt less identified with. The entrepreneurial self-efficacy was shown to be a strong feature in the group, and this is an important dimension to carry on a business, it is a belief in the ability to achieve of the entrepreneurs. The result of the mapping of the current areas of entrepreneurial skills and entrepreneurial self-efficacy of these entrepreneurs is important for intervention through executive coaching workshops and the construction of a life plan, necessary item to the implantation of the Cerne Methodology. Keywords: Entrepreneurial Skills, self-efficacy, Entrepreneurship, CITECS. 1 Business Administration Professor at Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)/ Rua Prof. Antônio Campos, s/n Bairro Costa e Silva Phones: (84) CEP: Mossoró-RN/ 2 Business Administration Professor at Universidade da Estado do Rio Grande do Norte (UERN)/ Rua Prof. Antônio Campos, s/n Bairro Costa e Silva Phones: (84) CEP: Mossoró-RN/ 3 Senior Year Studant Of Business Administration at Universidade da Estado do Rio Grande do Norte (UERN)/ Rua Prof. Antônio Campos, s/n Bairro Costa e Silva Phones: (84) CEP: Mossoró-RN/

3 1 - Introdução Os empreendedores sempre existiram, todavia um olhar mais atento para conhecer suas motivações e características é relativamente recente. Conforme Drucker (2008), desde que o economista francês J. B. Say cunhou o termo empreendedor, por volta de 1800, existe uma confusão sobre a definição de empreendedor e empreendimento. Mesmo diante de certa confusão quanto ao termo empreendedor, o que certamente não deixa dúvida é o fato destes indivíduos serem, antes de tudo, pessoas com uma capacidade de realização acima da média, visualizando e aproveitando as oportunidades não percebidas pelas pessoas em geral, o que lhes confere vantagem competitiva nos negócios. Estudiosos do tema, como Drucker (2005), Dornelas (2003) e Zarifian (2001), consideram o empreendedorismo um processo possível de ser aprendido. Outros acreditam ser uma característica determinada geneticamente, como Shane (2010). Para Peixoto Filho (2011, p.23), [...] há empreendedores natos (assim como existem os líderes natos), e aqueles que se desenvolvem mediante estudo e preparo, o que me parece essencial para ser bom empreendedor [...]. Até o momento, os estudos existentes tratam o empreendedorismo desde três abordagens básicas: a econômica, a sociológica e a psicológica ou comportamental. Para Peixoto Filho (2011, p. 22): autores economistas associam o empreendedor à inovação, considerando-o força direcionadora de desenvolvimento, enquanto os comportamentalistas privilegiam os aspectos pessoais, atribuindo-lhes características como criatividade, persistência e liderança. Tais formas de abordar o tema levam a diversas definições e caracterização, algumas vezes convergentes, outras divergentes. Mas todos esses estudos vêm acrescentar maior conhecimento teórico para o tema, ainda considerado recente, por isso a necessidade de mais pesquisas para poder ser compreendedido e desmistificado cientificamente. O estudo realizado no CITECS, incubadora formada por uma parceria entre a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte UERN, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas SEBRAE/RN e Prefeitura Municipal de Mossoró PMM busca identificar as áreas de competências e autoeficácia empreendedoras nos empresários. A incubadora CITECS é um projeto de extensão, institucionalizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação da UERN, formando parte do Núcleo de Inovação Tecnológica NIT. Tal junção é uma oportunidade de vincular pesquisa e extensão, buscando um resultado mais efetivo dos esforços entre esses dois eixos de atuação da universidade.

4 2 - Desenvolvimento Atualmente, o tema empreendedorismo ganha destaque na sociedade e os empreendedores, tratados como pessoas com alta capacidade de realização, aproveitam as oportunidades vistas pelos demais como verdadeiro caos. Observa-se nessas pessoas, consideradas empreendedoras natas, uma vontade firme de suprir necessidades do mercado, um olhar para o ambiente externo, detectando na oportunidade uma forma de crescimento pessoal e econômico. A criação de uma empresa, o ato de empreender, significa muito para uma sociedade, para um país, porque contribui decisivamente para o progresso e desenvolvimento econômico, o que implica na capacidade de aceitar o risco e o fracasso potencial. Conforme Byrne (2012, p. 3-4), empreendedores, apesar de [...] se mostrarem muito mais dispostos a assumir os riscos que necessariamente acompanham a criação de algo novo, eles também se mostram muito dispostos a aceitar a disponibilidade de estar errados por vezes absolutamente equivocados [...]. Essa clareza dos fatos para uma pessoa comum pode resultar algo assustador, mas no caso do empreendedor é uma fonte de motivação, porque, por vezes, visualizam isso como um processo perfeitamente controlável. É por isso que os empreendedores têm despertado tanto interesse para os estudiosos de várias áreas da ciência, dentre elas as ciências do comportamento, que visam compreender: como acontece, para estas pessoas, o processo de decisão na criação de uma empresa; os fatores que contribuem para esse processso; e os elementos psicossociais que entram em ação para desencadear o processo empreendedor. 2.1 Conceitos de Competência O termo de competência individual foi tomado como de qualificação, conforme Ruas (2005, p. 36), ao afirmar que não há dúvida de que sua origem se confunde com uma noção que lhe é relativamente associada a de qualificação, também alvo de um extenso debate, especialmente entre os anos 1960 e Ou seja, durante certo tempo a noção de competência era associada à qualificação. Isso porque a idéia de competência estava associada à preparação para o desempenho da tarefa, dentro de um contexto de emprego formal e num ambiente previsível. Entretanto, em 1990, conforme enfatiza Ruas (2005, p. 36), a noção de competência começa a tomar uma forma distinta, tratando predominantemente do desenvolvimento de capacidades que podem ser posteriormente mobilizadas em situações, na sua maioria, pouco

5 previsíveis e ligadas ao estabelecimento do setor de serviços, proporcionando uma configuração diferente quanto à forma de atuar dos trabalhadores e a necessidade de um tratamento mais individualizado dos consumidores. Dentro de um contexto mais geral, isso derivava da própria mudança no ambiente, uma vez que o período de produção em massa cedia lugar a uma produção personalizada, customizada, decorrente dos avanços tecnológicos e da flexibilidade da produção. Desa forma, a noção de competência distingue-se da noção de qualificação por exigir dos indivíduos outra postura no desempenho das tarefas, sobretudo uma maior autonomia centrada em resultados. É dentro dessa perspectiva que começa a ser adotada a noção de Evento, definido por como uma forma de imprevisto:... não parte dos acasos que ocorrem no interior dos sistemas de produção, mas dos novos problemas colocados pelo ambiente, que mobilizam a atividade de inovação. Trata-se, por exemplo, de novos usos em potencial dos produtos, de novas expectativas da clientela. [...] O evento não é um acaso negativo, insólito. Pelo contrário, faz parte da vida normal de uma organização, desde que esta permaneça atenta ao seu ambiente e à destinação dos seus produtos. [...]. O evento significa que a competência profissional não pode mais ser enclausurada em definições prévias de tarefas a executar num posto de trabalho (ZARIFIAN, 2001, p. 42). Tomando como base a noção de Evento, emerge uma nova concepção de competência, da qual se apropriam diversos autores, inclusive brasileiros, para descrever a concepção de competência individual. A apropriação do conceito está associada à concepção de competência em sua dimensão individual, especialmente entre alguns dos autores que compõem a escola francesa, tais como Boterf, Zarifian, Levy-Leboyer, Tremblay e Sire, Bouteiller, Perrenoud, entre outros (RUAS, 2005, p.37). A competência individual, concebida com um enfoque de evento, requer que os indivíduos sejam aptos para desenvolver tarefas dentro de um ambiente instável e imprevisível, o que exige que tenham capacidades para lidar com situações novas, não corriqueiras; no entanto, os resultados positivos devem ser o mais importante. Neste sentido, Ruas (2005, p. 49) considera que a capacidade é tudo o que se desenvolve e explora sob a forma de potencial e que é mobilizado numa ação à qual associamos a noção de competência, ou seja, não se trata de considerar as pessoas competentes, mas sim as suas ações. Em conclusão, os indivíduos devem possuir capacidades e não destrezas e habilidades que se aproximam da noção de qualificação. Sendo assim, o indivíduo deve constantemente adquirir novas capacidades para responder de forma consistente às exigências do contexto. É uma constante legitimação das capacidades, o que exige dos indivíduos um permanente domínio de

6 Eventos imprevisíveis. No Quadro 01, abaixo, estão relacionadas algumas percepções de autores sobre o termo competência: Quadro 01 Definições de competência Definição sobre competência A noção de competência está, portanto, mais próxima da capacidade de combinar e mobilizar adequadamente saberes e recursos numa situação específica do que de um estoque de conhecimentos e habilidades, esta, mais próxima da noção de qualificação.... ao longo do tempo ela sofreu alterações até chegar ao modelo atual cuja constituição é um misto de conhecimentos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (saber ser e agir). Fonte: Elaboração própria (2011) Autor Ruas (2005) Paiva Jr. et al (2006, p.1) A importância de desenvolver certas competências, visando promover uma atitude empreendedora, passa por compreender melhor todas as variáveis envolvidas no processo empreendedor, buscando, a partir disso, a maneira de aprimorá-las, para, assim, poder desenvolver um perfil baseado em competências nas organizações e na sociedade Competências Empreendedoras As competências empreendedoras tratam-se das competências específicas que o empreendedor possui, as quais o diferenciam das pessoas comuns. McClelland (1968) comenta, em seu livro A Sociedade ambiciosa, acerca da importância dos empreendedores, a necessidade do conhecimento de suas motivações e competências, identificando a necessidade de logro como um elemento chave do novo capitalismo, conforme (WEBER, 2001). Atribuindo esse aspecto à Reforma Protestante na Europa, Weber (2001) sugere que todos os gerentes de negócios teriam mais necessidade de logro do que de outros motivos, e que essa necessidade é mais evidente neles do que em outras pessoas em outras ocupações. Desse fato, pode-se, então, relacionar as competências empreendedoras com as ações eficazes do empreendedor, pois estes buscam o logro mais que qualquer outra pessoa. Estudo realizado por Man (2001) traz evidências de muitas das áreas de competências empreendedoras, como as competências de relacionamento, inovação, estratégica, humana, entre outras. Estudos realizados por Man (2001) e Man, Lau e Chan (2002), em Hong Kong, e, posteriormente, Paiva Jr., Leão e Mello (2003), no Brasil, resultaram numa categorização das competências empreendedoras:

7 ... as competências serão categorizadas em seis áreas distintas de comportamento, quais sejam: a competência de oportunidade, de relacionamento, conceituais, administrativas, estratégicas e de comprometimento. Além disto, também uma revisão acerca da competência de equilíbrio trabalho/vida pessoal foi realizada, tendo em vista que, como será exposta nos resultados da pesquisa, esta categoria emergiu na análise dos dados deste estudo (PAIVA JR.; LEÃO; MELLO, 2003, p. 2). A articulação entre essas competências pode estar relacionada aos papéis dos empreendedores como agentes dinâmicos na empresa e de transformação na sociedade. A seguir, algumas áreas de competências empreendedoras definidas conforme Paiva Jr. et al (2006, p. 2): a) Competências de Oportunidade: compreendida como o reconhecimento de uma oportunidade de negócios, seja esse negócio uma nova atividade a ser desenvolvida pela empresa, uma nova maneira de inserção de produtos/serviços já existentes, ou mesmo uma nova empresa. O reconhecimento de oportunidades de negócio pode ser dividido em três níveis: identificação, avaliação e busca de oportunidades de mercado. b) Competências de Relacionamento: referente à preocupação com o relacionamento em rede (networking), reconhecida como uma ação fundamental para o desenvolvimento profissional. Essa rede pode dar-se tanto no nível pessoal (dentro e fora da organização) como no nível institucional (parcerias estratégicas, cadeias de fornecimento e distribuição, etc.). c) Competências Conceituais: indicam que os empreendedores são hábeis observadores tanto das oportunidades do ambiente externo como dos aspectos internos da organização. Eles reconhecem e driblam etapas normais do processo decisório e desenvolvem ações velozes e intuitivas. Paralelamente, são capazes de perceber situações por ângulos diferentes e de forma positiva, encontrando alternativas inovadoras. d) Competências Administrativas: ação que pode ser compreendida como a eficácia em buscar e alocar talentos, recursos físicos, financeiros e tecnológicos de modo eficiente. Esse processo desdobra-se nos mecanismos de planejamento, organização, liderança, motivação, delegação e controle (MAN; LAU, 2000). Assim, o empreendedor tenta maximizar a agregação de valor, mesmo quando o conjunto de recursos disponíveis é reduzido. e) Competências Estratégicas: relaciona-se às ações de escolha e implementação de estratégias organizacionais e constituem uma área importante do comportamento empreendedor. Refere-se tanto à visualização de panoramas de longo prazo como ao planejamento de objetivos e posicionamentos de médio prazo, conforme as tendências do ambiente de negócios. f) Competências de Comprometimento: estão relacionadas à manutenção da dedicação ao negócio, sobretudo em situações adversas. Isso pode ser ilustrado pela devoção ao trabalho árduo e pelo desejo de alcançar objetivos de longo prazo em detrimento dos ganhos de curto prazo. Essa dedicação à atividade empresarial pode estar vinculada a outras motivações, como senso de responsabilidade e manutenção de crenças e valores pessoais. g) Competências de Equilíbrio Trabalho / Vida Pessoal: as ações de manutenção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional que repercutem significativamente na organização e na vida dos dirigentes, na medida em que se adota uma postura ganha-ganha em que uma não está em detrimento da outra. Os dirigentes são orientados por princípios e valores, como esclarecer o que é importante, o zelo pela família, reconhecer e dar apoio à equipe como seres humanos plenos, assim como assumir ou mesmo prestigiar o fato de que existem outros papéis a serem cumpridos fora do espaço de trabalho.

8 Dentro do ambiente de incubação, um estudo realizado por Paiva Jr. et al (2006), em empresas graduadas pelo sistema de incubação no Brasil, procurou identificar, através de uma análise de conteúdo, a emergência de competências empreendedoras constitutivas das ações dos empreendedores. O resultado revelou que as competências de relacionamento prevaleceram, seguidas pelas administrativas e conceituais, que manifestaram destaques similares. 2.3 Autoeficácia Empreendedora A confiança em si mesmo parece ter um valor considerável para o sucesso de qualquer empreendimento. Conforme Baron e Byrne (1998, p, 264), frequentemente diz-se que a confiança em si é a melhor e mais simples preditora do êxito [tradução nossa]. Confiar em si mesmo é uma parte do sucesso e uma das temáticas de estudos orientados para o indivíduo empreendedor. É a crença na autoeficácia empreendedora uma variável importante para gerar o êxito no indivíduo. A teoria da autoeficácia foi desenvolvida por Bandura, em artigos publicados nos anos de 1989 e 1997, e tal conceito refere-se às crenças nas próprias capacidades para executar os cursos de ação requeridos para manejar situações futuras. As crenças de eficácia infuem sobre o modo de pensar, de sentir, de motivar-se e de atuar das pessoas (BANDURA, 1992, citado por BANDURA 1999, p. 21, tradução nossa). Portanto, refere-se às crenças das pessoas sobre as suas próprias capacidades para alcançar um determinado resultado. Assim posto, a teoria sobre a autoeficácia já está bem estabelecida, tendo sido amplamente validada e aplicada na literatura da psicologia social. As crenças em relação à própria eficácia, descritas por Bandura (1999), podem desenvolver-se através de quatro formas de influência fundamentais: as experiências de domínio, as experiências vicárias, a persuasão social e os estados físicos, psicológicos e emocionais. Conforme o autor (1999, p.21-23), tais experiências podem ser descritas da seguinte forma: 1) Experiências de domínio Consistem no modo mais efetivo de criar uma forte sensação de eficácia, aportando uma prova autêntica de que um individuo pode reunir, ou não, tudo o que se requer para lograr o êxito (BANDURA, 1982; BIRON; WILSON, 1981; FELTZ; LANDERS; RAEDAR, 1979; GIRST, 1989 citado por BANDURA, 1999, p. 21). Os êxitos criam uma crença robusta em relação à eficácia pessoal. Pelo contrário, os fracassos debilitam-na, especialmente se estes se produzem antes de estabelecer-se o sentido de autoeficácia.

9 2) Experiências vicárias compreendem a observação do indivíduo, de pessoas similares a ele alcançarem o êxito depois de esforços persistentes, aumentando a crença do observador em relação a que ele também possui, as capacidades necessárias para dominar atividades comparáveis (BANDURA, 1986; SCHUN, 1978, citado por BANDURA, 1999, p. 21). Pelo mesmo princípio, observando os fracassos alheios, apesar dos esforços, reduz os juízos dos observadores sobre sua própria eficácia, minando o seu nível de motivação (BROWN; INOUYE, 1978 citado por 1999, p. 21, tradução nossa). 3) Persuasão social as pessoas a quem se persuade verbalmente, de que possuem as capacidades para dominar determinadas atividades, tendem a mobilizar mais esforços e sustentá-los durante mais tempo do que quando duvidam de si mesmas, ou quando pensam nas suas deficiências pessoais ante os problemas (LITT, 1988; SCHUNK, 1989, citado por BANDURA, 1999, p. 22). À medida em que estes impulsos persuasivos na autoeficácia conduzem as pessoas a esforçar-se todo o necessário para alcançar o êxito, as crenças na autoeficácia fomentam o desenvolvimento de destrezas e a sensação de autoeficácia pessoal. É mais difícil infundir altas crenças de eficácia pessoal que debilitá-las mediante, exclusivamente, a persuasão social. Os impulsos utópicos dissolvem-se rapidamente mediante resultados decepcionantes ante os próprios esforços. 4) Estados físicos, psicológicos e emocionais as pessoas respondem parcialmente aos seus estados físicos, psicológicos e emocionais ao julgar as suas capacidades. Interpretam suas reações de estresse e tensão como sinais de vulnerabilidade ante uma execução pobre. Nas atividades que implicam força e persistência as pessoas julgam a sua fadiga, dores e moléstias como sinais de debilidade física (EWART, 1992 citado por BANDURA, 1999, p. 22). O estado de ânimo também influi sobre os juízos que os indivíduos fazem da sua eficácia pessoal. Um estado de ânimo positivo aumenta a autoeficácia percebida, enquanto um estado negativo vai reduzi-la (KAVANAGH; Bower, 1985, citado por BANDURA, 1999, p. 22). Um modo de alterar as crenças de autoeficácia consiste em favorecer o estado físico, reduzir o estresse e as proclividades emocionais negativas, e corrigir as falsas interpretações dos estados orgânicos (BANDURA, 1999, p , tradução nossa). Assim, conforme Bandura (1999), a informação relevante para julgar a eficácia pessoal, independentemente de que tenha sido transmitida ativa, vicária, persuasiva ou afetivamente, não é inerentemente instrutiva, mas adquire importância mediante o processamento cognitivo. Portanto, a informação através de distintas formas de influência deveria diferenciar-se do processamento cognitivo, mediante o qual a dita informação é selecionada, cotejada e integrada nos juízos de autoeficácia (BANDURA, 1999). Destarte, as crenças de eficácia regulam o funcionamento humano por meio de quatro processos fundamentais: cognitivos, motivacionais, afetivos e seletivos. Todo esse embasamento na concepção da autoeficácia valida essa dimensão amplamente aceita no meio científico e acadêmico. 2.4 Incubadoras de Empresa, Perfil Empreendedor e o Desenvolvimento Local Órgãos ligados ao governo federal brasileiro têm o papel de incentivar a inovação e o desenvolvimento tecnológico, conforme afirma Machado et al (2001), destacando-se: a

10 Financiadora de Estudos e Projetos FINEP, que incentiva projetos inovadores e de alto valor tecnológico; o Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq, que, por meio de ações institucionais desde 1981, apóia a área de inovação tecnológica; o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SEBRAE, com sede em Brasília e escritórios centrais em cada capital brasileira, trabalhando também na área de inovação no país; e o Ministério da Ciência e Tecnologia MCT, que na sua atividade de estímulo ao desenvolvimento do país, vem adotando programas de fomento para o desenvolvimento das empresas de pequeno porte no Brasil. De acordo com estudos realizados pelo SEBRAE (S/D), órgão de pesquisa ligado à implantação de empresas no Brasil, no ano de 2004, 49,4% das micro e pequenas empresas brasileiras desapareceu antes do segundo ano de existência. Esse valor se eleva a 56,4% para empresas até três anos. Tal cenário demanda da política tecnológica do país consideráveis esforços de grande parte das instituições, objetivando elevar o índice de sobrevivência dessas empresas. Entre os mecanismos utilizados para aumentar a sobrevivência das empresas nascentes estão as incubadoras e parques tecnológicos. Devido à necessidade de suporte técnico e gerencial, os empreendedores buscam os parques tecnológicos e as incubadoras para apoiar os seus empreendimentos, por meio de incentivos de órgãos de fomento dirigidos a apoiar os sistemas de incubação, de tal modo que esses empreendedores possam levar adiante os seus projetos. Uma incubadora, conforme Dornelas (2002, p. 21):... é um mecanismo mantido por entidades governamentais, universidades, grupos comunitários, etc. de aceleração do desenvolvimento de empreendimentos (incubados ou associados), mediante um regime de trabalho de negócios, serviços e suporte técnico compartilhado, além de orientação prática e profissional. Ainda conforme Dornelas (2002) além das incubadoras de base tecnológica, cita-se também as incubadoras de setores tradicionais, e as incubadoras mistas, que abrigam ambos os tipos de empresas. Outras foram surgindo acompanhadas da popularização do conceito incluindo as incubadoras de empresas de serviço as incubadoras virtuais e a incubação externa. De uma forma geral, no Brasil essas empresas têm apoio de diversos órgãos, mas há necessidade de que esses apoios sejam mais efetivos e aportem um diferencial para essas empresas. As incubadoras e parques tecnológicos e a aproximação com universidades é um dos caminhos que o país busca para aumentar essa competitividade. Dornelas (2002, p. 22)

11 afirma que as incubadoras de empresas assumem importante papel como agentes do desenvolvimento e como participantes do processo de formação de empreendedores e empresas. Esse importante papel fundamenta a criação de incubadoras de empresas em diversas regiões do país. Cita-se, por exemplo, incubadoras de sucesso como as dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, entre outros (DORNELAS, 2002, p. 40). Na cidade de Mossoró existem três incubadoras de empresas, a IAGRAM Incubadora Tecnológica e do Agronegócio de Mossoró; o CITECS - Centro de Incubação Técnológica do Semiárido; e a Incubadora de Petróleo e Gás de Mossoró - ITPM. Todas com o objetivo de apoiar empresas nascentes em diversos setores da economia e o desenvolvimento de um perfil mais empreendedor na região. Frente a essa questão, faz-se necessário uma preparação de indivíduos empreendedores por meio da adoção de metodologias adequadas, que devem ser discutidas e elaboradas com a participação da academia e da sociedade. Mudar o comportamento das pessoas e ensiná-las a ter uma atitude mais empreendedora requer tempo. Essa mudança de atitude passa também pela revisão do papel desempenhado pelas universidades, pelas instituições de fomento, pelo governo e pela sociedade. Também requer uma mudança cultural dentro das organizações e, de forma mais ampla, da sociedade. Alguns estudos vêm sendo realizados para identificar o papel do empreendedorismo no desenvolvimento de uma região. Consequentemente, esse processo de diagnosticar tende a trazer benefícios, porque leva a revisão de procedimentos e a possibilidade de inclusão de melhorias das metodologias adotadas na atualidade. Por outro lado, preparar os empreendedores configura-se numa questão muito importante para o sucesso, onde as incubadoras têm uma enorme responsabilidade pelo encaminhamento e desenvolvimento deste perfil empreendedor. A sociedade, em seus diversos níveis, precisa iniciar um processo de transformação que deve levar a uma mudança gradual, rumo a uma cultura empreendedora em âmbito nacional, influindo no desenvolvimento por meio da educação. 2.5 Metodologia O estudo é quantitativo. A pesquisa é descritiva e exploratória, com método de procedimento estatístico. Na revisão de literatura identificam-se alguns estudos referentes aos temas empreendedorismo, competências empreendedoras e autoeficácia. Para a revisão foram consultados manuais sobre o tema, revistas, artigos científicos, teses, informes, entre outros.

12 A amostra foi composta por um grupo de (06) seis empreendedores, de um total de 09 (nove), da Incubadora CITECS, até janeiro de Optou-se pelos empreendedores da incubadora CITECS no intuito de proporcionar aos dirigentes e às instituições parceiras um conhecimento específico das áreas de competência empreendedoras destes empresários, com indicação daquelas que deverão ser aperfeiçoadas com atividades específicas, visando melhoria do perfil empreendedor. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário, a fim de medir as intenções de criar uma empresa, composto de escalas para a medição das dimensões competências empreendedoras, autoeficácia empreendedora e desempenho empresarial. A dimensão autoeficácia empreendedora foi obtida pelo Questionário de Orientação empreendedora, do espanhol Cuestionario de Orientación Emprendedora (COE), de Sánchez (2010). As dimensões competências empreendedoras e desempenho empresarial foram obtidas de um questionário tipo autoinforme de Man (2001), testado previamente por Campos (2010), proporcionando, por meio da análise fatorial, redução dos itens da escala de 53 para 32 itens. Essas áreas de competências foram a base utilizada para medir a dimensão competências empreendedoras. Com a finalidade de atingir o objetivo da pesquisa, utilizou-se a estatística descritiva, apoio das análises realizadas. O questionário, formado por três escalas, foi usado para avaliar as dimensões que integram o estudo. Após definir-se o instrumento a ser utilizado, os empreendedores foram contactados e responderam o questionário de forma voluntária. O resultado do estudo gerou um mapeamento das atuais áreas de competências empreendedoras e da autoeficácia empreendedora, além da dimensão desempenho empresarial. As dimensões que formaram parte do estudo são descritas a seguir: Dimensão competências empreendedoras Para a escala de competência foram utilizados os itens do questionário tipo autoinforme, usado e revisado por Man (2001). Essa escala também foi usada para identificar as competências empreendedoras em empresários brasileiros de base tecnológica, num estudo piloto (CAMPOS, 2010). Desse estudo com empresários brasileiros, o resultado da análise fatorial permitiu uma diminuição da escala de 53 itens, utilizados por Man (2001), para 32, os quais formaram a escala de competências empreendedoras do estudo atual.

13 Dimensão Autoeficácia Empreendedora Para a escala de Autoeficácia Empreendedora foi utilizada a escala do COE, de Sánchez (2010), cujo estudo de validez apresentou uma alta confiabilidade, acima do mínimo estabelecido (0,70), indicando que as escalas do COE possuiam propriedades satisfatórias de validez de construto e consistência interna. Tal conceito refere-se às crenças nas próprias capacidades para executar os cursos de ação requeridos para manejar situações futuras. As crenças de eficácia infuem sobre o modo de pensar, de sentir, de motivar-se e de atuar das pessoas (BANDURA, 1992, citado por BANDURA 1999, p. 21). A escala de Autoeficácia Empreendedora, portanto, mede as crenças das pessoas sobre suas próprias habilidades para levar adiante as tarefas na criação de empresas. Esta escala é uma adaptação da escala de De Noble et al., em 1989, elaborada de acordo com as recomendações de Bandura sobre a construção de medidas de autoeficácia específicas (SÁNCHEZ, 2010). Conforme Sánchez, Lanero e Yurrebaso (2005), os itens que compõem a escala de autoeficácia agrupam-se em torno de distintos temas: a) desenvolvimento de novos produtos e oportunidade; b) construir um entorno inovador; c) iniciar relações com investidores; d) definição do objetivo central; e) afrontar as mudanças inesperadas; e f) desenvolvimento dos recursos humanos críticos. A confiabilidade da escala, no estudo desenvolvido por Sánchez (2009) com estudantes do México, Espanha e Portugal, através do índice alfa de Cronbach, foi de (0,90) para a amostra do México, (0,80) para a amostra da Espanha, (0,91) para a amostra de Portugal e (0,90) para a amostra total. Tais resultados indicam uma ótima consistência interna do instrumento. 2.6 Análises dos Resultados O CITECS é uma incubadora de empresas criada como um projeto de extensão da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte UERN, através do Departamento de Administração DAD, tendo o apoio direto, em sua gestão operacional e financeira, da Pró- Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação PROPEG, da Prefeitura Municipal de Mossoró e Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas SEBRAE/RN. É importante para um ambiente de incubação o acompanhamento dos empreendedores e de suas atividades, visando tanto o estímulo ao empreendedorismo como a preparação das empresas para sobreviverem no mercado. As empresas que participaram deste estudo são de pequeno porte, com uma média de cinco anos de atuação no mercado de

14 trabalho, e assistidas, aproximadamente, há dois anos pela incubadora CITECS. Neste sentido, o estudo foi realizado com um grupo de seis micro empreendedores do CITECS, por meio da aplicação de questionário, onde foram analisadas as competências empreendedoras e a sua autoeficácia. O intuito foi a constatação das áreas de competências desses empresários e, posteriormente, a formação da base para a elaboração de técnicas, visando o desenvolvimento destas áreas de competências. Para a análise dos dados foi usada a média amostral e os resultados apresentados a seguir: Dimensão Competência Tabela 01 Valor Médio das Competências Empreendedoras N Mínimo Máximo Média Desvio típico Competência Média 6 4,28 6,03 5,0664 0,71237 A análise proporcionou, de acordo com as respostas fornecidas sobre a existência da característica competência, uma máxima de 6,03 (seis vírgula zero três) e mínima de 4,28 (quatro vírgula vinte oito). Os empresários atingiram, pois, uma média de 5,06 (cinco vírgula zero seis), a qual fica acima da média estabelecida, indicando um bom valor para a dimensão competência empreendedora, de acordo com a escala medida. Assim, podemos constatar um resultado bastante satisfatório, entendendo que esses entrevistados apresentam habilidades atribuídas aos empreendedores Dimensão Autoeficácia Empreendedora Tabela 02 Valor Médio da Autoeficácia Empreendedora N Mínimo Máximo Média Desvio típico Autoeficácia Média 6 4,00 6,00 5,0240 0,75484 Autoeficácia apresenta-se como a crença que o indivíduo tem sobre a sua capacidade de realizar com sucesso determinada atividade. Essas crenças podem influenciar suas escolhas e o desempenho profissional (BANDURA, 2008). Para autoeficácia, dimensão também pesquisada na incubadora CITECS, os empresários apresentaram uma média de 5,02 (cinco vírgula zero dois) acima da média estabelecida. Apesar deste valor, sempre existe um potencial de melhoria, por meio da criação de um conjunto de atividades nesse sentido.

15 2.6.3 Desempenho Empresarial Tabela 03 Valor Médio do Desempenho Empresarial N Mínimo Máximo Média Desvio típico. Desempenho Empresarial Médio 6 1,75 4,50 3,1667 1,13652 O desempenho empresarial apresentado pelos sujeitos entrevistados revelou uma máxima de 4,50 e uma mínima de 1,75, com média de 3,16, ou seja, um valor abaixo da média, de acordo com a escala medida. Desempenho empresarial é a demonstração de resultados através das habilidades do gestor. Apesar da análise realizada não proporcionar uma base para afirmar a existência de uma relação entre as dimensões do estudo, pode-se perceber um bom valor das dimensões competências e autoeficácia empreendedoras compativamente às escalas, diferentemente do desempenho empresarial, cujo valor ficou abaixo da média Áreas de Competências Empreendedoras Tabela 04 Valor Médio das Áreas de Competência N Mínimo Máximo Media Desvio típico Oportunidade 6 3,00 6,67 4,9444 1,25462 Relacionamento 6 2,50 7,00 5,2500 1,57321 Analítica 6 3,00 6,00 4,1111 1,08866 Inovação 6 4,333 5,667 5, , Operacional 6 3,25 5,75 4,7500 0,96177 Humana 6 4,00 6,00 5,1667 0,86281 Estratégica 6 3,25 6,50 5,2083 1,23912 Aprendizagem 6 5,50 6,50 5,9444 0,43991 Força pessoal 6 4,17 6,00 5,0833 0,70514 Quando realizada a análise descritiva das competências empreendedoras, tomadas separadamente, destaca-se no grupo de empreendedores as competências de relacionamento, inovação, humana, estratégica, aprendizagem e força pessoal. As áreas de competências operacional, de oportunidade e analítica são aquelas com as quais os empreendedores sentiram-se menos identificados. A autoeficácia empreendedora mostrou-se uma característica forte do grupo, sendo essa uma dimensão importante para levar adiante uma empresa, pois se constitui numa crença, na capacidade de realização dos empreendedores. Apesar do nível

16 elevado em várias áreas de competências empreendedoras e de autoeficácia empreendedora, o desempenho empresarial não foi comparativamente acima da média. As áreas de competências operacional, de oportunidade e analítica ficaram entre aquelas com as quais, pela ordem de classificação, houve pouca identificação dos empresários. Isso pode estar interferindo no desempenho, contudo, tal afirmação necessita de um estudo mais detalhado. 3 Conclusão As dimensões competência e autoeficácia empreendedoras resultaram valores médios satisfatórios, indicando um bom resultado para o grupo de empreendedores analisados, mas podendo ser perfeitamente melhoradas. A dimensão competências empreendedoras está relacionada a habilidades dos dirigentes com perfil empreendedor. A autoeficácia mostra essa capacidade dos indivíduos empreendedores para alcançar resultados, confiando em sua capacidade de realização. Os resultados indicam um alto valor em várias áreas de competências empreendedoras e de autoeficácia empreendedora, mas o desempenho empresarial mostrou-se comparativamente abaixo da média. Quanto às áreas de competências operacional, de oportunidade e analítica, ficaram entre aquelas que, pela ordem de classificação, apresentam pouca identificação dos empresários. Esse fator pode estar interferindo no desempenho, contudo, tal afirmação necessita de um estudo mais detalhado. Fornecem, então, uma base importante para um programa de atividades, os resultados visam aprimorar as áreas de competências, nas quais os empreendedores apresentaram um nível de identificação abaixo do valor médio. Tal programa pode ser realizado por meio de oficinas de coaching executivo para permitir aprimorar as atuais competências destes empreendedores e desenvolver outras competências, necessárias às atividades empresariais destes gestores. O coaching executivo conforme Bloch, Mendes e Visconte (2012) consiste num processo de dentro para fora. Quando acontece envolvendo todos os parceiros, implica numa responsabilização com o processo e resultados efetivos da ação. 4 - Referências Bibliográficas BANDURA, A. A evolução da teoria social cognitiva. In: BANDURA, A.; AZZI, R. G.; POLYDORO, S.A.J. (Org.). Teoria social cognitiva: conceitos básicos. Colaboradores: Anna

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