LESÕES DA COLUNA TORÁCICA

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "LESÕES DA COLUNA TORÁCICA"

Transcrição

1 LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL NOS ESPORTES * Lesões da coluna vertebral de causas diversas são observadas em indivíduos que praticam esportes de várias modalidades. A coluna vertebral por meio de suas estruturas está envolvida no mecanismo de transmissão e coordenação dos movimentos entre os membros superiores e inferiores. Essas estruturas incluem ossos, articulações, músculos, ligamentos e os discos intervertebrais que, agem continuamente no sentido de potencializar a força a ser desprendida pelos membros, quando do posicionamento espacial do indivíduo e no suporte de seu corpo sob a ação da força da gravidade. Cada região da coluna vertebral tem características próprias, as quais são responsáveis por funções específicas. A coluna cervical é responsável pela sustentação da cabeça, permitindo amplo arco de movimento devido a sua estrutura. As lesões nesta região estão relacionadas à sua fragilidade principalmente durante sua exposição aos traumas. LESÕES DA COLUNA TORÁCICA A coluna torácica é um segmento do esqueleto axial adaptado para promover a estabilização e sustentação do tronco e sustentação da região cervical. Esta região tem como característica a presença de uma cifose fisiológica, e um grau restrito de movimento, promovido pelas costelas, as quais aumentam a estabilidade torácica. Nessa região os discos intervertebrais são menores e menos flexíveis em relação aos demais segmentos vertebrais. Lesões da coluna torácica são raras nos atletas. Na maioria das vezes elas ocorrem nos esportes com alta velocidade e impacto. Entre as lesões mais freqüentes temos as dos tecidos moles, hérnia de disco e as fraturas vertebrais. LESÕES DE TECIDOS MOLES A principal lesão observada na coluna torácica de atletas está relacionada ao acometimento de tecidos moles, como: distensões, contraturas e contusões por meio de trauma direto. O diagnóstico destas lesões é realizado por meio de anamnese completa, interrogando a respeito do protocolo de treinamento do atleta, aumento na prática de determinado exercício com sobrecarga da região e possíveis traumatismos. O exame físico é focado na região da dor, procurando com a inspeção e palpação localizar e delimitar a área afetada. Caso a região dolorosa for extensa e mal delimitada, parece indicar distensão ou contratura muscular; no entanto caso haja um ponto doloroso bem delimitado deve-se * Artigo disponível on line via :

2 suspeitar de contusão local ou fratura. Radiografias simples são realizadas para identificação de possíveis fraturas, nas lesões traumáticas. Na ausência de trauma deve ser imediatamente instituído tratamento conservador. O objetivo principal deste é o retorno às atividades o mais breve possível, mantendo condicionamento cardíaco e pulmonar adequado durante o afastamento dos esportes, e reabilitação precoce, inicialmente com exercícios isométricos, e alongamentos progressivos. O uso de órteses (coletes) não tem influência em sua recuperação. Medidas no sentido de atuar sobre o fator desencadeante, podem evitar recidivas. HÉRNIA DISCAL TORÁCICA Apresenta incidência em torno de 1,6 / 1000 na população em geral, com freqüência maior em homens e na quinta década de vida. Raramente é associada à atividade esportiva. A história relatada pelo atleta varia de acordo com a sua localização, extensão e início dos sintomas. Em geral a história de trauma é pouco freqüente, Os discos mais acometidos são o nono, décimo e décimo primeiro. O sintoma mais comum é dor na parede torácica, unilateral, no dermátomo correspondente à raiz afetada, especialmente quando a compressão for lateral. Quando a compressão for devido a uma hérnia central, com compressão medular, pode não ocorrer dor torácica, porém ao exame físico e neurológico observa-se espasticidade, paraparesia e sinais de liberação do sistema piramidal nos membros inferiores. A pesquisa dos reflexos dos membros inferiores, do reflexo cutâneo abdominal, de clônus e do reflexo de Babinski podem permitir o diagnóstico de uma hérnia de disco torácica. A ressonância magnética é o método de eleição para o seu diagnóstico. Na sua impossibilidade, a tomografia computadorizada ou mielografia. O tratamento clínico geralmente é eficaz, por meio de antiinflamatórios, analgésicos e medidas fisioterápicas. Bloqueio radicular seletivo pode ser indicado nas dores intercostais intratáveis. O tratamento cirúrgico é pouco realizado e indicado nas compressões medulares centrais sintomáticas com lesão neurológica progressiva. Com o advento da cirurgia vídeo-endoscópica, a morbidade do tratamento cirúrgico diminuiu; possibilitando reabilitação precoce e eliminando a necessidade de incisão ampla, com na toracotomia convencional, porém em alguns casos a toracotomia convencional é indicada.

3 FRATURAS DA COLUNA TORÁCICA Quatro tipos de fraturas são observadas na atividade esportiva: do processo transverso ou da costela (nas proximidades da articulação transverso costal); do corpo vertebral por extensão forçada; do corpo vertebral por compressão e as fraturas com luxação. As fraturas do processo transverso são estáveis e relacionadas ao trauma direto da região paravertebral, na região correspondente a articulação costal transversa. O principal sintoma é dor local, que se acentua durante os movimentos respiratórios. Ao exame físico observa-se equimose e intensa dor à palpação. O paciente pode apresentar aumento da cifose ou escoliose antálgica. O diagnóstico pode ser confirmado radiograficamente e quando necessária tomografia computadorizada e cintilografia óssea. O tratamento é clínico com analgésicos e reabilitação precoce. A utilização de órteses para imobilização é controvertida, visto que a fratura é estável e alguns pacientes relatam desconforto devido a imobilização. O retorno às atividades esportivas deverá ser gradual e dependerá do limiar de dor do atleta. As fraturas do corpo vertebral por extensão forçada (hiperextensão) são desencadeadas por movimentos bruscos, os quais tracionam as estruturas anteriores da coluna, principalmente o ligamento longitudinal anterior e o periósteo, podendo promover avulsão óssea e lesão da placa terminal. Este tipo de fratura incide em atletas durante a adolescência, enquanto não ocorre a maturidade do esqueleto axial, com persistência de tecido cartilaginoso nos planaltos vertebrais. Entre as modalidades esportivas, a ginástica olímpica impõe aos atletas movimentos abruptos, podendo desencadear estas lesões. O diagnóstico é realizado com a anamnese e exame físico, que reproduz a dor ao se realizar uma extensão forçada da coluna. A visibilização da fratura é difícil com radiografias simples. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética facilitam o seu diagnóstico. O tratamento envolve medidas analgésicas e utilização de órteses tóraco-lombares (colete de Boston) por um período entre 8 a 12 semanas. As fraturas por compressão do corpo vertebral são as mais freqüentes nessa região, devido à falha da região anterior do corpo vertebral quando um movimento de flexão é aplicado na coluna. A maioria das fraturas por compressão nos atletas não causa descontinuidade do muro posterior do corpo vertebral, portanto não oferecem riscos de compressão medular por desprendimento de fragmentos ósseos dentro do canal vertebral. Nos atletas jovens a presença de acunhamento vertebral pode ocorrer na ausência de trauma, sendo devido a uma osteocondrite da placa terminal (doença de Scheurmann). Nos atletas idosos as fraturas por compressão podem ocorrer após traumas triviais, devido à osteoporose.

4 Ao exame físico, acentuação antálgica da cifose dorsal, com espasmo muscular paravertebral, dor à palpação e limitação do arco de movimento. O exame neurológico deve ser minucioso no sentido de identificar alterações neurológicas conseqüentes a traumas raquimedulares. O diagnóstico é confirmado por meio de radiografias simples com incidências ântero-posterior e de perfil, que permitem visibilizar alterações na altura do corpo vertebral. A tomografia computadorizada permite evidenciar o traço de fratura, além de avaliar a integridade do canal vertebral. O diagnóstico de doença de Scheurmann (dorso curvo com hipercifose) deve ser afastado em atletas jovens. As fraturas com acunhamento vertebral anterior de até 25%, geralmente não acometem as estruturas vertebrais posteriores, mantendo a estabilidade da coluna. As fraturas com até 50 % de acunhamento vertebral podem se associar às lesões ligamentares posteriores e comprometimento do canal vertebral. As fraturas com acunhamento vertebral, superior a 50 % estão associadas a traumas com maior energia, sendo geralmente instáveis e com grande possibilidade de apresentarem lesões do canal vertebral. O tratamento destas fraturas deve ser individualizado de acordo com a idade, a gravidade da fratura e a modalidade esportiva praticada pelo atleta. O objetivo do tratamento é proporcionar analgesia, evitar deformidades crônicas residuais, prevenir lesões neurológicas e reabilitar o atleta para que retorne com a menor brevidade para suas atividades. Nas fraturas com acunhamento vertebral anterior de até 50%, sem sinais de instabilidade, o tratamento é realizado com órteses (colete de Boston) de polipropileno, feitas sob medida, abrangendo toda a coluna tóraco-lombar com apoio pélvico. O período de imobilização varia entre 8 à 12 semanas, mantendo durante este período o condicionamento físico e cardio-pulmonar. O retorno ao esporte pode ser iniciado assim que o atleta não sentir dor. As fraturas com mais de 50% de acunhamento vertebral anterior e sinais de instabilidade devem ser tratadas cirurgicamente. As fraturas com luxações da vértebra estão relacionadas à traumas de alta energia. Os esportes mais propensos a este tipo de lesão são automobilismo, motociclismo, esportes de inverno e paraquedismo. Este tipo de fratura está relacionado à lesão neurológica em 85% a 100% dos casos. Nessa situação os pacientes são politraumatizados com múltiplas lesões graves, necessitando equipe médica de várias especialidades. O diagnóstico desta lesão inclui, desde radiografias simples até a ressonância magnética, devido ao alto índice de lesão neurológica. A abordagem terapêutica é multidisciplinar (enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos), pois as seqüelas físicas e sociais podem ser graves. O tratamento cirúrgico é indicado para a restituição da anatomia da região, sendo realizado assim que o paciente apresente condições clínicas.o tratamento cirúrgico

5 precoce permite antecipar o início da reabilitação, prevenindo complicações pulmonares e dermatológicas, como as escaras. LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL LOMBAR A coluna lombar é vulnerável à lesões nas diversas práticas esportivas. A dor na região lombosacra pode ter origem em várias estruturas, sendo que o espasmo e a contratura da musculatura paravertebral as causas mais freqüentes. Porém as articulações inter-apofisárias posteriores, as articulações sacro-ilíacas, os discos intervertebrais e a própria estrutura óssea são importantes na etiologia das síndromes dolorosas desta região. As lesões mais frequentes são: as musculares e ligamentares; fraturas; afecções dos discos intervertebrais; a espondilólise e espondilolistese. Porém distúrbios da transição lombosacra e articulações sacro-ilíacas, que serão abordados no final desse capítulo, também desencadeiam dor lombar. LESÕES MUSCULARES E LIGAMENTARES As dores lombares são freqüentes, com maior incidência em profissionais que trabalham em atividades industriais do que em atletas. Portanto, as lesões musculares e ligamentares nos atletas podem ser semelhantes a aquelas de indivíduos que não praticam esportes. O diagnóstico das lesões dos músculos e ligamentos inicia-se através da anamnese, onde se realiza argüição das características do mecanismo do trauma que causou a lesão, permitindo um raciocínio clínico, que será complementado pelo exame físico. Durante o exame físico deve-se localizar o local da dor através da inspeção e da palpação. Nos atletas que sofrem quedas, que desencadeiam flexão brusca da região lombar (ginástica olímpica), faz se necessário à palpação dos ligamentos posteriores (figura 1), a fim de ser detectado sua lesão parcial ou total. Figura 1 - Palpação dos processos espinhosos e dos ligamentos inter e supraespinhosos na região lombar em atleta ginasta olímpica, com suspeita de lesão ligamentar. A fim de complementar a investigação de lesão dos tecidos moles, se solicita a ultrasonografia, que permite avaliar a integridade da musculatura paravertebral e a ressonância magnética, que individualiza as estruturas anatômicas, permitindo uma melhor avaliação das estruturas ligamentares (figura 2).

6 Figura 2 - Ressonância magnética (corte sagital com contraste) da atleta mostrada na figura 4, mostrando lesão dos ligamentos inter e supraespinhosos nos espaços discais L2-L3 e L3-L4. O tratamento inicial das lesões musculares e ligamentares, é realizado durante as 48 horas iniciais com compressas de gelo. Analgésicos e relaxantes musculares auxiliam no alívio da dor, permitindo o início do processo de reabilitação. O tempo de cicatrização das fibras musculares e ligamentares varia entre 6 a 8 semanas. Durante as primeiras 4 semanas é necessário o afastamento do atleta de atividades físicas e também se recomenda a utilização de órtese (figura 3) e dar inicio a exercícios isométricos. A partir da quinta semana o atleta é estimulado a retornar progressivamente às atividades físicas habituais até completa melhora da dor. O principal critério para o retorno às atividades físicas, de forma competitiva, é a ausência completa da dor. Figura 3 - Atleta (a mesma da figura 1) com colete lombar de Putti para o tratamento da lesão ligamentar. FRATURAS DA COLUNA LOMBAR Fraturas da coluna lombar são raras nos atletas, devido a grande massa muscular presente na região. A energia necessária para causar uma fratura deve ser intensa, estando relacionada a esportes de alta velocidade, como o automobilismo, motociclismo e esportes de inverno. A classificação das fraturas da coluna tóraco-lombar é baseada no conceito de estabilidade das "três colunas". A coluna anterior é constituída pelo ligamento longitudinal anterior, a porção anterior do corpo vertebral e o disco intervertebral. A coluna média é representada pelo restante do corpo vertebral, disco intervertebral e ligamento longitudinal posterior. A coluna posterior inclui o processo espinhoso, os ligamentos interespinhosos e supra-espinhosos, as articulações inter-apofisárias posteriores, e os pedículos. As fraturas com lesão de duas colunas são classificadas como instáveis. Cada fratura deve ser abordada individualmente, sendo o seu diagnóstico realizado por história, exame físico e com o auxílio dos métodos radiológicos. As radiografias simples (figura 4) em incidência ântero-posterior e de perfil possibilitam a visualização da fratura e da estrutura óssea. A tomografia computadorizada fornece informações a respeito do canal vertebral e possível compressão do saco dural por fragmentos ósseos (Figura 5). A ressonância magnética permite avaliação da estrutura ligamentar, do disco intervertebral e das estruturas nervosas presentes no saco dural.

7 Figura 4 - Radiografia em perfil, mostrando fratura vertebral de L1 com acunhamento, em atleta praticante de hipismo, que sofreu queda durante o salto. Figura 5 - Tomografia computadorizada com fragmento ósseo dentro do canal vertebral. O tratamento das fraturas é iniciado no local aonde ocorreu o trauma através de imobilização do atleta e sua remoção para um centro médico. A manipulação indevida do atleta pode causar danos transitórios ou permanentes, podendo promover incapacidades não somente para a prática esportiva, mas também para o convívio social. As fraturas consideradas estáveis são tratadas com o uso de órteses (colete de Putti ou de Boston), feitos sob molde, por um período entre 8 à 12 semanas. As fraturas instáveis geralmente necessitam estabilização cirúrgica, com tempo de recuperação mais prolongado. LESÕES DOS DISCOS INTERVERTEBRAIS Lesões discais são muito comuns nos atletas, sendo divididas didaticamente em degeneração discal, hérnias de disco e lesão traumática do disco. A degeneração discal ocorre principalmente em atletas idosos, estando relacionada à perda de água e das propriedades visco-elásticas do disco intervertebral. A principal conseqüência desses processos é a incapacidade para a absorção de impactos, desencadeando instabilidade da coluna lombar. Para suprir esta instabilidade decorrente da degeneração discal ocorrem dois fenômenos importantes relacionados à dor: contratura da musculatura paravertebral, na tentativa de suprir a instabilidade local, e a longo prazo degeneração discal e instabilidade (hipermobilidade), que poderão desencadear um processo degenerativo nas articulações inter-apofisárias posteriores e a formação de osteófitos ( bicos de papagaio) como tentativa do organismo em estabilizar a região. Ambos os mecanismos estão relacionados à dor crônica, com diminuição do arco de movimento, porém sem manifestações neurológicas ou dores radiculares. O diagnóstico clínico é difícil, devido a inespecificidade dos sintomas. Radiografias simples possibilitam a visibilização da diminuição do

8 espaço discal e das alterações degenerativas. O exame mais sensível e específico é a ressonância magnética, que mostra o grau de hidratação e a visibilização perfeita da degeneração discal. O tratamento clínico procura compensar as instabilidades que ocorrem na coluna lombar, através de exercícios de fortalecimento da musculatura abdominal e lombar. O uso da órtese lombar (colete de Putti) pode aliviar os sintomas. Na atualidade, técnicas cirúrgicas de fixação e estabilização permitem correção da instabilidade, porem o retorno do atleta às atividades físicas dependerá de sua capacidade de recuperação e da atividade física por ele exercida. As hérnias discais podem ocorrer em qualquer faixa etária, com manifestações clínicas variadas, desde indivíduos assintomáticos até lombociatalgias incapacitantes. Existe nos atletas dificuldade em se relacionar a hérnia discal com a sua atividade esportiva. Esta relação pode ocorrer nos casos de hérnias discais traumáticas agudas e sintomáticas. O seu diagnóstico é realizado através da anamnese e exame físico, sendo confirmado por meio de exames subsidiários como tomografia computadorizada e ressonância magnética (figura 6). Figura 6 - Ressonância magnética com imagem sagital mostrando hérnia discal L4-L5. O tratamento das hérnias discais nos atletas deve ser individualizado, diretamente relacionado ao quadro clínico. O tratamento inicial é sempre conservador, com utilização de medicação analgésica, antiinflamatórios e reabilitação fisioterápica. A indicação de tratamento cirúrgico somente quando houver falha do tratamento conservador. A avaliação dos critérios de melhora clínica no atleta são distintos daqueles utilizados na população em geral, pois melhora acentuada da dor pode ser suficiente para um indivíduo qualquer, entretanto uma pequena dor, durante uma atividade física, pode comprometer o desempenho físico do atleta. Não existem, na atualidade, protocolos no sentido de indicação do momento adequado do tratamento cirúrgico. A indicação deve ser realizada por consenso entre médico(s) e o atleta, sendo importante a participação da diretoria técnica durante todo o período do tratamento. A técnica cirúrgica a ser utilizada deve proporcionar a remoção da hérnia discal, com descompressão da raiz nervosa, preservação das facetas articulares e reparação da estruturas incisadas. Relatos na literatura indicam até 90% de excelentes resultados em atletas de elite, submetidos a microdiscectomia em um único nível, com o retorno às atividades competitivas. A reabilitação do atleta deve ser iniciada o mais breve possível, se ministrando exercícios isométricos e de hidroterapia. O retorno progressivo as

9 atividades físicas deve ser estimulado, estando o atleta apto a retornar ao esporte competitivo após um período aproximado de 3 meses. As lesões traumáticas do disco intervertebral estão relacionadas com queda de sua própria altura, principalmente ao cair sentado. O diagnóstico desta lesão é difícil, pois o quadro clínico pode variar desde uma simples dor lombar, até uma lombociatalgia de intensidade variável. A dor tem um componente relacionado ao espasmo da musculatura paravertebral, porém a dor discogênica também è fator Importante na sua gênese devido a lesão do ânulo fibroso, o qual é inervado por fibras do sistema simpático. A ciatalgia referida no trauma agudo do disco intervertebral ocorre quando existe compressão mecânica devido a um fragmento herniado, ou pelo processo inflamatório existente na vizinhança da raiz nervosa. A radiografia simples não auxilia no diagnóstico, sendo necessário a realização da ressonância magnética, que poderá demonstrar lesão aguda do disco intervertebral (figura 7). Figura 7 - Imagem ponderada em T2 (corte axial) de coluna lombar, com imagem de lesão discal à direita (conforme seta) em atleta que caiu sentado durante jogo de futebol. Nos adultos jovens as lesões discais podem estar relacionadas a fraturas do anel apofisário. O mecanismo de lesão está relacionado ao aparecimento de hérnias discais paramarginais, que exercem pressão sobre o ânulo fibroso, tracionando e arrancando um fragmento ósseo do anel apofisário no planalto vertebral. O diagnóstico desta lesão é realizado por tomografia computadorizada, que permite demonstrar o fragmento ósseo arrancado e com a ressonância magnética demonstra a hérnia marginal comprimindo a raiz no forame (figura 8). Figura 8 - Jogador de futebol de 22 anos de idade, com lombociatalgia à esquerda com avulsão de fragmento ósseo do planalto superior da vértebra L5 (tomografia computadorizada e ressonância magnética). O tratamento das lesões traumáticas do disco intervertebral é realizado com analgésios, anti-inflamatórios, reabilitação fisioterápica e afastamento de atividades físicas até desaparecimento da dor. O tratamento cirúrgico está indicado caso haja falha do tratamento conservador, conforme descrito no tratamento das hérnias discais.

10 ESPONDILÓLISE E ESPONDILOLISTESE O aumento do número de jovens atletas nas últimas duas décadas e a crescente competitividade para a busca contínua do melhor do desempenho nas diversas modalidades esportivas, têm contribuído para o aparecimento de dores lombares persistentes nos atletas. A persistência de dor lombar, na ausência de sinais clínicos de compressão radicular, pode ser indicativo de fratura por fadiga do istmo vertebral, o que caracteriza a espondilólise traumática geralmente na quinta vértebra lombar. O istmo vertebral é a região mais vulnerável aos microtraumas repetitivos. Estes ocorrem nas várias atividades físicas de um individuo em crescimento, tais como judô, ginástica olímpica, lutas, levantamento de peso, futebol americano e esportes que exigem saltos, os quais apresentam maior incidência de espondilólise. Os atletas envolvidos com esportes que exigem movimentos de rotação repetitiva, extensão ou flexão acentuadas, podem apresentar incidência entre 11% a 63% de lesão. Esta afecção é 2 vezes maior no sexo masculino, sem predileção racial. Existe predisposição familiar, porém sem comprovação de fatores genéticos. A história clínica fornece os elementos para o diagnóstico. O exame físico geralmente não é característico, sendo que a dor lombar pode ocorrer na região central ou lateral; caso a lesão for unilateral perceptível à palpação, o atleta poderá apresentar posição antálgica, com modificações posturais. O diagnóstico é confirmado com radiografias da região lombosacra de frente, perfil e oblíquas. Porém na fase inicial da espondilólise a lesão somente é visível em exames que demonstram alta sensibilidade, como a cintilografia óssea e a ressonância magnética, porém a tomografia computadorizada permite a visibilização nítida da lesão na fase inicial através dos cortes paralelos ao ístmo vertebral (figura 9). Figura 9 - Tomografia computadorizada de lutador de Karatê com espondilólise na vértebra L5. O tratamento da espondilólise em atletas casuais ("atletas de fim-desemana") é mais conservador, enquanto que nos atletas profissionais, o afastamento da atividade pode causar comprometimento emocional e impactos financeiros. Inicialmente é preconizado afastamento da prática esportiva, com uso contínuo de órtese lombosacra, conforme figura 3, durante 3 meses, mantendo o seu condicionamento físico com um programa de reabilitação e treino da capacidade cardio-pulmonar. Após este período deve-se realizar o controle da espondilólise através da tomografia computadorizada. O tratamento

11 cirúrgico é raramente indicado e somente quando ocorrer falha do tratamento clínico, ou nos casos que evoluíram com espondilolistese progressiva, sendo nesse caso indicada a artrodese póstero-lateral com fixação do segmento acometido. A espondilolistese é diagnosticada através de radiografias simples, ficando mais evidente por meio de radiografias dinâmicas em perfil, em posição de flexão e extensão forçada. A mielografia dinâmica permite a visibilização da instabilidade, além de demonstrar compressão do saco dural, durante a flexão e extensão forçadas. A espondilolistese pode ocorrer em atletas com espondilólise bilateral. O escorregamento vertebral geralmente ocorre entre os 9 e 15 anos de idade. A freqüência de grandes escorregamentos é duas vezes maior nas mulheres. Otratamento do atleta com espondilolistese depende basicamente do grau de escorregamento vertebral e de sua sintomatologia. Caso o escorregamento for menor do que 50% e o atleta estiver assintomático, restrições físicas são desnecessárias, porém recomenda-se acompanhamento radiográfico até os 16 anos de idade. Caso o escorregamento for maior que 50%, o atleta deve ser orientado a não realizar esportes de alto impacto. Estes atletas devem ser acompanhados, pelo menos a cada 6 meses até o final do crescimento ósseo. A artrodese está indicada quando ocorre falha do tratamento conservador. Para realizar o alinhamento anatômico da coluna vertebral, quando o escorregamento é maior que 50% é indicada a via anterior associada e artrodese por via posterior. O tempo ideal para a consolidação da artrodese varia de 3 a 6 meses. Após a consolidação atleta está apto a retornar às atividades físicas. O controle da consolidação é realizado por meio de radiografia simples e tomografia computadorizada. OUTRAS LESÕES As alterações degenerativas das articulações sacro-ilíacas podem desencadear em atletas dor lombar incapacitante prejudicando a prática esportiva. Estas lesões sempre foram consideradas muito raras, porém atualmente estas disfunções são um problema frequente em atletas de elite, no entanto sua incidência é pouco relatada na literatura médica. Esta lesão ocorre através de sobrecarga dos membros inferiores, transmitida para a região pélvica em esportes de alto impacto e longa duração como em maratonistas. O diagnóstico desta lesão é clínico e dificilmente realizado por radiografias simples. Outros métodos como a cintilografia óssea, tomografia computadorizada (figura 10) e ressonância magnética permitem o seu diagnóstico. O tratamento envolve reabilitação e orientação dos atletas e da equipe técnica, prevenindo a recidiva. A presença de megapófise à radiologia é geralmente assintomática. Porém a fusão unilateral entre o processo transverso da vértebra L5 e o sacro também pode desencadear dor lombar. Esta dor ocorre no lado contralateral da

12 fusão, devido à maior instabilidade e mobilidade unilateral na transição lombosacra. O tratamento desta lesão é difícil, e a recidiva da dor freqüente. A artrodese do lado em que não ocorreu a fusão é uma alternativa cirúrgica, quando houver falha do tratamento conservador. Figura 10 - Tomografia da articulação sacro-ilíaca de maratonista com lesão degenerativa da articulação sacro-ilíaca (seta).

LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL NOS ESPORTES.

LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL NOS ESPORTES. LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL NOS ESPORTES. Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Lesões da coluna vertebral de causas diversas são observadas

Leia mais

Cuidando da Coluna e da Postura. Texto elaborado por Luciene Maria Bueno. Coluna e Postura

Cuidando da Coluna e da Postura. Texto elaborado por Luciene Maria Bueno. Coluna e Postura Cuidando da Coluna e da Postura Texto elaborado por Luciene Maria Bueno Coluna e Postura A coluna vertebral possui algumas curvaturas que são normais, o aumento, acentuação ou diminuição destas curvaturas

Leia mais

ESCOLIOSE. Prof. Ms. Marcelo Lima

ESCOLIOSE. Prof. Ms. Marcelo Lima ESCOLIOSE Prof. Ms. Marcelo Lima DEFINIÇÃO A escoliose é um desvio da coluna vertebral para a esquerda ou direita, resultando em um formato de "S" ou "C". É um desvio da coluna no plano frontal acompanhado

Leia mais

Anatomia da Medula Vertebral

Anatomia da Medula Vertebral Anatomia da Medula Vertebral Anatomia da Vértebra Disco Intervertebral Anatomia da Coluna Vertebral Características Gerais: Corpo Vertebral Foramens Vertebrais: Forame Medular: Medula Vertebral Forames

Leia mais

Patologias da coluna vertebral

Patologias da coluna vertebral Disciplina de Traumato-Ortopedia e Reumatologia Patologias da coluna vertebral Prof. Marcelo Bragança dos Reis Introdução Escoliose idiopática Dorso curvo Cervicobraquialgia Lombalgia e lombociatalgia

Leia mais

Lombociatalgia. www.fisiokinesiterapia.biz

Lombociatalgia. www.fisiokinesiterapia.biz Lombociatalgia www.fisiokinesiterapia.biz Conceitos Lombalgia; Lombociatalgia; Ciatalgia/Ci /Ciática; Característica região lombar Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana Vértebra lombar Fonte:

Leia mais

DIAGNÓSTICO DAS LOMBALGIAS. Luiza Helena Ribeiro Disciplina de Reumatologia UNIFESP- EPM

DIAGNÓSTICO DAS LOMBALGIAS. Luiza Helena Ribeiro Disciplina de Reumatologia UNIFESP- EPM DIAGNÓSTICO DAS LOMBALGIAS Luiza Helena Ribeiro Disciplina de Reumatologia UNIFESP- EPM LOMBALGIA EPIDEMIOLOGIA 65-80% da população, em alguma fase da vida, terá dor nas costas. 30-50% das queixas reumáticas

Leia mais

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc 1 TRM Traumatismo Raqui- Medular Lesão Traumática da raqui(coluna) e medula espinal resultando algum grau de comprometimento temporário ou

Leia mais

A causa exata é determinada em apenas 12-15% dos pacientes extensamente investigados

A causa exata é determinada em apenas 12-15% dos pacientes extensamente investigados LOMBALGIA Prof. Jefferson Soares Leal Turma: Fisioterapia e Terapia Ocupacional Faculdade de Medicina da UFMG Aula e bibliografia recomendada estarão disponíveis para os alunos para donwload no site www.portalvertebra.com.br

Leia mais

LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO

LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO Alessandra Vascelai #, Ft, Titulacão: Especialista em Fisioterapia em Traumatologia do Adulto Reeducação Postural Global (RPG) Acupuntura. Resumo: Lombalgia

Leia mais

Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004

Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004 Fraturas C1 / C2 Lucienne Dobgenski 2004 Anatomia Atlas Axis Anatomia AP Perfil Mecanismo de Trauma Trauma axial em flexão Trauma axial - neutro Fraturas do Côndilo Occipital Os côndilos occipitais são

Leia mais

Centro de Educação Integrado Curso Técnico em Radiologia CRN-90 Cleide Labor. 5º Módulo Noturno

Centro de Educação Integrado Curso Técnico em Radiologia CRN-90 Cleide Labor. 5º Módulo Noturno Centro de Educação Integrado Curso Técnico em Radiologia CRN-90 Cleide Labor 5º Módulo Noturno Elton Carvalho Lima Gislene Matioli Macedo Roseli Antunes S. Miranda Patologias identificadas por raios-x

Leia mais

Reabilitação em Dores Crônicas da Coluna Lombar. Michel Caron Instituto Dr. Ayrton Caron Porto Alegre - RS

Reabilitação em Dores Crônicas da Coluna Lombar. Michel Caron Instituto Dr. Ayrton Caron Porto Alegre - RS Reabilitação em Dores Crônicas da Coluna Lombar Michel Caron Instituto Dr. Ayrton Caron Porto Alegre - RS Introdução - Estima-se que a dor lombar afete até 84% da população adulta. - Episódio de dor autolimitado

Leia mais

www.josegoes.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoes.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 01. Definição: Espondilólise=> lesão de origem indeterminada, que se acredita ser causada por fratura por estresse na pars interarticularis (pedículo), que é particularmente vulnerável a forças

Leia mais

PREVINA AS DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL DO SEU FILHO!

PREVINA AS DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL DO SEU FILHO! Dr. Euclides José Martins Amaral PREVINA AS DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL DO SEU FILHO! : A importância da detecção precoce das deformidades da coluna na infância e adolescência, deve-se principalmente

Leia mais

Diretrizes Assistenciais TRAUMA RAQUIMEDULAR

Diretrizes Assistenciais TRAUMA RAQUIMEDULAR Diretrizes Assistenciais TRAUMA RAQUIMEDULAR Versão eletrônica atualizada em fev/2012 Março - 2009 1. Conceito, Etiologia e Epidemiologia 1. Trauma raquimedular é a lesão da medula espinhal que provoca

Leia mais

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM)

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) Protocolo: Nº 63 Elaborado por: Manoel Emiliano Última revisão: 30/08/2011 Revisores: Samantha Vieira Maria Clara Mayrink TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) DEFINIÇÃO: O Trauma Raquimedular (TRM) constitui o conjunto

Leia mais

GUIA DO PACIENTE. Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica. O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas

GUIA DO PACIENTE. Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica. O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas GUIA DO PACIENTE Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas Sistema de Estabilização Dinâmica Dynesys O Sistema Dynesys

Leia mais

TRAUMA RAQUIMEDULAR. Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m. Sexo : preferencialmente masculino. Faixa etária : entre 15 e 40 anos

TRAUMA RAQUIMEDULAR. Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m. Sexo : preferencialmente masculino. Faixa etária : entre 15 e 40 anos TRAUMA RAQUIMEDULAR Dr Antonio Eulalio TRAUMA RAQUIMEDULAR Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m Nº casos/ano : 8.000 Sexo : preferencialmente masculino Faixa etária : entre 15 e 40 anos Custo

Leia mais

COLUNA VERTEBRAL RAUL KRAEMER

COLUNA VERTEBRAL RAUL KRAEMER COLUNA VERTEBRAL RAUL KRAEMER ANATOMIA E RADIOLOGIA SIMPLES RAIOS-X RAIOS-X RAIOS-X Coluna Cervical Indicações: trauma, cervicalgia, incapacidade funcional, tumores... Solicitação: - Raios-X

Leia mais

Maria da Conceição M. Ribeiro

Maria da Conceição M. Ribeiro Maria da Conceição M. Ribeiro Segundo dados do IBGE, a hérnia de disco atinge 5,4 milhões de brasileiros. O problema é consequência do desgaste da estrutura entre as vértebras que, na prática, funcionam

Leia mais

ANULOPLASTIA INTRADISCAL ELECTROTHERMAL THERAPY IDET

ANULOPLASTIA INTRADISCAL ELECTROTHERMAL THERAPY IDET ANULOPLASTIA ANULOPLASTIA DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA ANULOPLASTIA MARCELO FERRAZ DE CAMPOS JOSÉ CARLOS RODRIGUES JR. LUIZ CARLOS BRAGA JOÃO EDUARDO CHARLES SÉRGIO LISTIK DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA

Leia mais

COLUNA LOMBAR TODOS OS PERIÓDICOS ESTÃO NO ACERVO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE.

COLUNA LOMBAR TODOS OS PERIÓDICOS ESTÃO NO ACERVO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE. OBJETIVOS: O aluno deverá ser capaz de identificar as principais doenças da coluna lombar assim como avaliação e prescrição de conduta fisioterápica pertinente. LER: O que é Hérnia de disco? A coluna vertebral

Leia mais

DOENÇAS DA COLUNA CERVICAL

DOENÇAS DA COLUNA CERVICAL Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira DOENÇAS DA COLUNA CERVICAL A coluna cervical é o elo flexível entre a plataforma sensorial do crânio

Leia mais

Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP

Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP INTRODUÇÃO Lesões Labrais ou Lesão Tipo SLAP Desde que os cirurgiões ortopédicos começaram a utilizar câmeras de vídeo, chamadas artroscópios, para visualizar, diagnosticar e tratar problemas dentro da

Leia mais

O que é ERGONOMIA? TERMOS GREGOS: ERGO = TRABALHO NOMIA (NOMOS)= REGRAS, LEIS NATURAIS

O que é ERGONOMIA? TERMOS GREGOS: ERGO = TRABALHO NOMIA (NOMOS)= REGRAS, LEIS NATURAIS O que é ERGONOMIA? TERMOS GREGOS: ERGO = TRABALHO NOMIA (NOMOS)= REGRAS, LEIS NATURAIS...é um conjunto de conhecimentos relativos ao homem e necessários à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos

Leia mais

Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur

Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur Prof André Montillo Fraturas Proximal do Fêmur: Fraturas do Colo do Fêmur Fraturas Transtrocanterianas do Fêmur Fraturas Proximal do Fêmur: Anatomia: Elementos Ósseos Cabeça do Fêmur Trocanter Maior Colo

Leia mais

12º Imagem da Semana: Ressonância Magnética de Coluna

12º Imagem da Semana: Ressonância Magnética de Coluna 12º Imagem da Semana: Ressonância Magnética de Coluna Enunciado Paciente do sexo feminino, 34 anos, G1P1A0, hígida, está no terceiro mês pós-parto vaginal sob analgesia peridural, que transcorreu sem intercorrências.

Leia mais

INVOLUÇÃO X CONCLUSÃO

INVOLUÇÃO X CONCLUSÃO POSTURA INVOLUÇÃO X CONCLUSÃO *Antigamente : quadrúpede. *Atualmente: bípede *Principal marco da evolução das posturas em 350.000 anos. *Vantagens: cobrir grandes distâncias com o olhar, alargando seu

Leia mais

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 01. Ossos da coluna vertebral A coluna vertebral é formada por um número de 33 ossos chamados vértebras. Estas se diferenciam pela sua forma e função. Vértebras semelhantes se agrupam em regiões

Leia mais

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA!

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! SUA MOCHILA NÃO PODE PESAR MAIS QUE 10% DO SEU PESO CORPORAL. A influência de carregar a mochila com o material escolar nas costas, associado

Leia mais

INSTABILIDADE E LUXAÇÃO DO OMBRO. A instabilidade do ombro é definida como a incapacidade para manter

INSTABILIDADE E LUXAÇÃO DO OMBRO. A instabilidade do ombro é definida como a incapacidade para manter INSTABILIDADE E LUXAÇÃO DO OMBRO Centro da Articulação gleno umeral Labrum Ligamentos gleno-umerais e capsula Primal pictures INTRODUÇÃO A instabilidade do ombro é definida como a incapacidade para manter

Leia mais

É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia. Clavícula

É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia. Clavícula Fratura da Clavícula Dr. Marcello Castiglia Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo É uma fratura comum que ocorre em pessoas de todas as idades. Anatomia O osso da clavícula é localizado entre o

Leia mais

Protocolos coluna. Profº. Claudio Souza

Protocolos coluna. Profº. Claudio Souza Protocolos coluna Profº. Claudio Souza Coluna vertebral A coluna vertebral é composta por 33 vértebras, e eventualmente por 32 ou 34, estas são classificadas como ossos irregulares. A coluna vertebral

Leia mais

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 01. Definição A escoliose é uma disfunção da coluna vertebral que provoca uma angulação lateral desta. A coluna é torcida, de modo que cada vértebra gira em torno de seu próprio eixo, causando

Leia mais

Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação. Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015

Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação. Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015 Clínica de Lesões nos Esportes e Atividade Física Prevenção e Reabilitação Alexandre Carlos Rosa alexandre@portalnef.com.br 2015 O que iremos discutir.. Definições sobre o atleta e suas lesões Análise

Leia mais

ANATOMIA e SEMIOLOGIA DA COLUNA VERTEBRAL. Prof. Dr. GABRIEL PAULO SKROCH

ANATOMIA e SEMIOLOGIA DA COLUNA VERTEBRAL. Prof. Dr. GABRIEL PAULO SKROCH ANATOMIA e SEMIOLOGIA DA COLUNA VERTEBRAL Prof. Dr. GABRIEL PAULO SKROCH - COMPOSIÇÃO: 24 Corpos Vertebrais 5 Fusionadas Sacro 4 Cóccix 23 Discos Intervertebrais - FUNÇÕES 1. Postura 2. Movimento e Locomoção

Leia mais

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA. Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO:

PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA. Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO: 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ORTOPEDISTA QUESTÃO 21 Referentemente à avaliação do paciente vítima de politrauma, é correto afirmar, EXCETO: a) O politrauma é a uma das principais causas

Leia mais

3.4 Deformações da coluna vertebral

3.4 Deformações da coluna vertebral 87 3.4 Deformações da coluna vertebral A coluna é um dos pontos mais fracos do organismo. Sendo uma peça muito delicada, está sujeita a diversas deformações. Estas podem ser congênitas (desde o nascimento

Leia mais

www.josegoes.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoes.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 A hérnia de disco se apresenta como sendo uma extrusão, isto é, um deslocamento da massa discal para fora do contorno vertebral, geralmente em direção a medula. Isso ocorre pela ruptura do anel

Leia mais

COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO

COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO) Roberto Sergio Martins A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia de origem compressiva mais frequente, incidindo em cerca de 1%

Leia mais

Luxação da Articulação Acrômio Clavicular

Luxação da Articulação Acrômio Clavicular Luxação da Articulação Acrômio Clavicular INTRODUÇÃO As Luxações do ombro são bem conhecidas especialmente durante a prática de alguns esportes. A maior incidencia de luxção do ombro são na verdade luxação

Leia mais

Doença de Paget. Definição:

Doença de Paget. Definição: Definição: É uma doença sistêmica de origem desconhecida que determina alteração no Processo de Remodelação Óssea. Apresenta um forte componente genético. Se caracteriza por um aumento focal no remodelamento

Leia mais

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 As algias são dores que acometem a coluna vertebral. As principais regiões a serem acometidas são: a cervical (cervicalgia), a dorsal (dorsalgia) e a lombar (lombalgia). Diversos tratamentos fisioterápicos

Leia mais

Curso de Treinadores de Voleibol Nível I. Traumatologia no Voleibol A postura do treinador face à LESÃO/DOR

Curso de Treinadores de Voleibol Nível I. Traumatologia no Voleibol A postura do treinador face à LESÃO/DOR Traumatologia no Voleibol A postura do treinador face à LESÃO/DOR Alfredo Silva Fisioterapeuta Osteopata Lesão: é qualquer tipo de ocorrência, de origem traumática ou de sobre uso, da qual resulta incapacidade

Leia mais

3.2 A coluna vertebral

3.2 A coluna vertebral 73 3.2 A coluna vertebral De acordo com COUTO (1995), o corpo é dividido em cabeça, tronco e membros; unindo porção superior e a porção inferior do corpo temos o tronco, e no tronco, a única estrutura

Leia mais

Treino de Alongamento

Treino de Alongamento Treino de Alongamento Ft. Priscila Zanon Candido Avaliação Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o indivíduo seja submetido a uma avaliação física e médica (Matsudo &

Leia mais

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 A coluna vertebral, assim como qualquer articulação, apresenta movimentos que possuem tanto grande como pequena amplitude articular. Estes recebem o nome de Macromovimentos e Micromovimentos,

Leia mais

Lesoes Osteoarticulares e de Esforco

Lesoes Osteoarticulares e de Esforco Lesoes Osteoarticulares e de Esforco Dr.Roberto Amin Khouri Ortopedia e Traumatologia Ler/Dort Distúrbio osteoarticular relacionado com o trabalho. Conjunto heterogênio de quadros clínicos que acometem:

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Existem 2 tipos de artic. encontradas

Leia mais

Título: Modelo Bioergonomia na Unidade de Correção Postural (Total Care - AMIL)

Título: Modelo Bioergonomia na Unidade de Correção Postural (Total Care - AMIL) Projeto: Unidade de Correção Postural AMIL Título: Modelo Bioergonomia na Unidade de Correção Postural (Total Care - AMIL) Autores: LACOMBE,Patricia, FURLAN, Valter, SONSIN, Katia. Instituição: Instituto

Leia mais

ORIENTAÇÃO GERAL LOMBALGIA DR.ROBERTO ANTONIO ANICHE CRM 54.132 TEOT 04.626 MÉDICO ORTOPEDISTA NOVEMBRO/2008

ORIENTAÇÃO GERAL LOMBALGIA DR.ROBERTO ANTONIO ANICHE CRM 54.132 TEOT 04.626 MÉDICO ORTOPEDISTA NOVEMBRO/2008 ORIENTAÇÃO GERAL LOMBALGIA DR.ROBERTO ANTONIO ANICHE CRM 54.132 TEOT 04.626 MÉDICO ORTOPEDISTA NOVEMBRO/2008 LOMBALGIA O QUE É? Vulgarmente conhecida como dor nas costas, é a dor que acomete a coluna vertebral

Leia mais

A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos

A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos A importância da Ergonomia Voltada aos servidores Públicos Fisioterapeuta: Adriana Lopes de Oliveira CREFITO 3281-LTT-F GO Ergonomia ERGONOMIA - palavra de origem grega, onde: ERGO = trabalho e NOMOS

Leia mais

Médico Neurocirurgia da Coluna

Médico Neurocirurgia da Coluna Médico Neurocirurgia da Coluna Caderno de Questões Prova Discursiva 2015 01 Um homem de 55 anos de idade foi internado. Tinha histórico de câncer de pulmão operado, vinha apresentando uma dor constante

Leia mais

5ªs Jornadas de Medicina Desportiva do Leixões Sport Clube

5ªs Jornadas de Medicina Desportiva do Leixões Sport Clube 5ªs Jornadas de Medicina Desportiva do Leixões Sport Clube Centro de Congressos de Matosinhos Matosinhos, 23 de Abril de 2010 Hospital de S. João - Faculdade de Medicina - 1 PERSPECTIVA DO ORTOPEDISTA

Leia mais

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano.

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano. Biomecânica Parte do conhecimento da Ergonomia aplicada ao trabalho origina-se no estudo da máquina humana. Os ossos, os músculos, ligamentos e tendões são os elementos dessa máquina que possibilitam realizar

Leia mais

É responsável pelo movimento do corpo

É responsável pelo movimento do corpo É responsável pelo movimento do corpo O sistema locomotor é formado pelos ossos, músculos e articulações. O sistema esquelético sustenta, protege os órgãos internos, armazena minerais e íons e produz células

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING O Curso de Formação em Iso Stretching é ministrado pelo fundador da técnica, o osteopata e fisioterapeuta francês Bernard Redondo. O método Iso Stretching foi desenvolvido

Leia mais

DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL: avaliação postural em adolescentes da faixa etária entre 11 a 16 anos

DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL: avaliação postural em adolescentes da faixa etária entre 11 a 16 anos DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL: avaliação postural em adolescentes da faixa etária entre 11 a 16 anos CAROLINE GONSALEZ FLAVIO PILOTO CIRILLO JULIANA THIEMI IMANO KAMILLA FERNANDES LINS SP 2009 DEFORMIDADES

Leia mais

Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP)

Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) INTRODUÇÃO O ligamento cruzado posterior (LCP) é um dos ligamentos menos lesados do joelho. A compreensão dessa lesão e o desenvolvimento de novos tratamentos

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia Computadorizada

Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia Computadorizada Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia Computadorizada Imagem 01. Radiografia em perfil da coluna lombossacral Paciente masculino, 45 anos, apresenta dor lombar há 4 meses e limitação dos movimentos

Leia mais

Proteger a medula espinal e os nervos espinais. Fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça

Proteger a medula espinal e os nervos espinais. Fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça Cinthya Natel Baer Cristiane Schwarz Gelain Isabella Mauad Patruni Laila Djensa S. Santos Laiza Tabisz Mariana Escani Guerra Paula Moreira Yegros Veronica Dalmas Padilha Ana Paula Trotta Aline Sudoski

Leia mais

Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal. Aula Prá:ca Abdome 1

Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal. Aula Prá:ca Abdome 1 Como escolher um método de imagem? - Dor abdominal Aula Prá:ca Abdome 1 Obje:vos Entender como decidir se exames de imagem são necessários e qual o método mais apropriado para avaliação de pacientes com

Leia mais

PORQUÊ EU TENHO DORES NAS COSTAS?

PORQUÊ EU TENHO DORES NAS COSTAS? Dores nas Costas PORQUÊ EU TENHO DORES NAS COSTAS? O QUE CAUSA DORS NAS COSTAS? Várias podem ser as causas de suas dores nas costas: - Posturas inadequadas - Esforço exagerado - Permanecer por muito tempo

Leia mais

Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia

Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia Dr. Leandro Gomes Pistori Fisioterapeuta CREFITO-3 / 47741-F Fone: (16) 3371-4121 Dr. Paulo Fernando C. Rossi Fisioterapeuta CREFITO-3 / 65294 F Fone: (16) 3307-6555

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA. Nome do Candidato Caderno de Prova 30, PROVA DISSERTATIVA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA. Nome do Candidato Caderno de Prova 30, PROVA DISSERTATIVA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA Novembro/2010 Processo Seletivo para Residência Médica - 2011 30 - Área de atuação em Ortopedia e Traumatologia Nome do Candidato

Leia mais

Lesões Meniscais. O que é um menisco e qual a sua função.

Lesões Meniscais. O que é um menisco e qual a sua função. Lesões Meniscais Introdução O menisco é uma das estruturas mais lesionadas no joelho. A lesão pode ocorrer em qualquer faixa etária. Em pessoas mais jovens, o menisco é bastante resistente e elástico,

Leia mais

LESÕES DOS ISQUIOTIBIAIS

LESÕES DOS ISQUIOTIBIAIS LESÕES DOS ISQUIOTIBIAIS INTRODUÇÃO Um grande grupo muscular, que se situa na parte posterior da coxa é chamado de isquiotibiais (IQT), o grupo dos IQT é formado pelos músculos bíceps femoral, semitendíneo

Leia mais

COLUNA VERTEBRAL II TORRE DE PISA (ITÁLIA)

COLUNA VERTEBRAL II TORRE DE PISA (ITÁLIA) COLUNA VERTEBRAL II TORRE DE PISA (ITÁLIA) Havaí AP PERFIL EXTENSÃO FLEXÃO AP PERFIL SAGITAL FRONTAL AXIAL ALTERADO NORMAL NEUTRA FLEXÃO EXTENSÃO ALTA SENSIBILIDADE BAIXA ESPECIFICIDADE ÚTIL NA AVALIAÇÃO

Leia mais

Quick Massage. Venha ser um membro filiado e compartilhar. seu conhecimento conosco! sbtcatendimento@outlook.com. Denis Fernando de Souza

Quick Massage. Venha ser um membro filiado e compartilhar. seu conhecimento conosco! sbtcatendimento@outlook.com. Denis Fernando de Souza Quick Massage Venha ser um membro filiado e compartilhar seu conhecimento conosco! sbtcatendimento@outlook.com Denis Fernando de Souza HISTÓRICO QUICK MASSAGE (MASSAGEM RÁPIDA) Algumas literaturas trazem

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA

A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA RESUMO SILVA 1, Thays Gonçalves ALMEIDA 2, Rogério Moreira de Centro de Ciências da

Leia mais

A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos.

A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos. A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos. Autores: Ft Mariana Machado Signoreti Profa. Msc. Evelyn Cristina Parolina A capoeira é uma manifestação

Leia mais

ESCOLIOSE Lombar: Sintomas e dores nas costas

ESCOLIOSE Lombar: Sintomas e dores nas costas ESCOLIOSE Lombar: Sintomas e dores nas costas O que é escoliose? É um desvio látero-lateral que acomete acoluna vertebral. Esta, quando olhada de frente, possui aparência reta em pessoas saudáveis. Ao

Leia mais

DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL *

DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL * A. POSTURA DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL * 1 POSTURA LORDÓTICA Trabalho realizado por: Karina Mothé Bianor Orientador: Prof. Blair José Rosa Filho Caracterizada por um aumento no ângulo lombossacro (o

Leia mais

Ligamento Cruzado Posterior

Ligamento Cruzado Posterior Ligamento Cruzado Posterior Introdução O Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é classificado como estabilizador estático do joelho e sua função principal é restringir o deslocamento posterior da tíbia em

Leia mais

PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/COLUNA CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 22 de Agosto de 2015 NOME: HOSPITAL:

PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/COLUNA CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 22 de Agosto de 2015 NOME: HOSPITAL: PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/COLUNA CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 22 de Agosto de 2015 NOME: HOSPITAL: ( ) R1 ( ) R2 ( ) R3 ( ) R4 ( ) Não Residentes 03 -

Leia mais

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim Cabeça do fêmur com o acetábulo Articulação sinovial, esferóide e triaxial. Semelhante a articulação do ombro, porém com menor ADM e mais estável. Cápsula articular

Leia mais

Dor no Ombro. Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo. Dr. Marcello Castiglia

Dor no Ombro. Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo. Dr. Marcello Castiglia Dor no Ombro Dr. Marcello Castiglia Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo O que a maioria das pessoas chama de ombro é na verdade um conjunto de articulações que, combinadas aos tendões e músculos

Leia mais

Imagem da Semana: Ressonância Magnética

Imagem da Semana: Ressonância Magnética Imagem da Semana: Ressonância Magnética Imagem 01. Ressonância magnética da coluna lombossacral, corte sagital, ponderada em T2. Imagem 02. Ressonância magnética da coluna lombossacral, corte axial, ponderada

Leia mais

Fratura da Porção Distal do Úmero

Fratura da Porção Distal do Úmero Fratura da Porção Distal do Úmero Dr. Marcello Castiglia Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo O cotovelo é composto de 3 ossos diferentes que podem quebrar-se diversas maneiras diferentes, e constituem

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João Disciplina: MFT-0377 Métodos de Avaliação Clínica e Funcional Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Leia mais

PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/COLUNA CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 22 de Agosto de 2015 NOME:

PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/COLUNA CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 22 de Agosto de 2015 NOME: PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA DA SBOT-RJ ORTOCURSO SBOT-RJ/COLUNA CURSO PREPARATÓRIO PARA O TEOT 22 de Agosto de 2015 NOME: HOSPITAL: ( ) R1 ( ) R2 ( ) R3 ( ) R4 ( ) Não Residentes 1) O

Leia mais

(07001456) CONSULTA EM CIRURGIA ORTOPEDICA

(07001456) CONSULTA EM CIRURGIA ORTOPEDICA COMUNICADO CIRCULAR Nº 003/11-CR Manaus, 24 de março de 2011. DA: COORDENAÇÃO ESTADUAL DE REGULAÇÃO PARA: DIRETORES ESTABELECIMENTOS SOLICITANTES Prezados Diretores, Considerando a otimização dos serviços

Leia mais

Artrodese do cotovelo

Artrodese do cotovelo Artrodese do cotovelo Introdução A Artrite do cotovelo pode ter diversas causas e existem diversas maneiras de tratar a dor. Esses tratamentos podem ter sucesso pelo menos durante um tempo. Mas eventualmente,

Leia mais

Escoliose: uso de órteses

Escoliose: uso de órteses Escoliose: uso de órteses Marcus Ziegler Ortopedista Traumatologista especialista em Cirurgia da Coluna Mestre em Gerontologia msziegler@me.com www.institutocoluna.com.br Objetivo Histórico Identificar

Leia mais

LESÕES TRAUMÁTICAS DA COLUNA VERTEBRAL LESÃO MEDULAR (CHOQUE MEDULAR)

LESÕES TRAUMÁTICAS DA COLUNA VERTEBRAL LESÃO MEDULAR (CHOQUE MEDULAR) LESÕES TRAUMÁTICAS DA COLUNA VERTEBRAL E LESÃO MEDULAR (CHOQUE MEDULAR) Prof. Dr. Gabriel Paulo Skroch SUMÁRIO I Avaliação inicial e tratamento de emergência 1- Incidência, Etiologia e Demografia 2- Anatomia

Leia mais

Lesões Traumáticas dos Membros Inferiores

Lesões Traumáticas dos Membros Inferiores Prof André Montillo Lesões Traumáticas dos Membros Inferiores Lesões do Joelho: Lesões de Partes Moles: Lesão Meniscal: Medial e Lateral Lesão Ligamentar: o Ligamentos Cruzados: Anterior e Posterior o

Leia mais

Classificação das fraturas da coluna torácica e lombar Classification of thoracic and lumbar spine fractures

Classificação das fraturas da coluna torácica e lombar Classification of thoracic and lumbar spine fractures Classificação das fraturas da coluna torácica e lombar Helton L A Delfino (1) Classificação das fraturas da coluna torácica e lombar Classification of thoracic and lumbar spine fractures (1) Professor

Leia mais

Guia de Orientação a concussão para o público geral

Guia de Orientação a concussão para o público geral FATOS DE UMA CONCUSSÃO A concussão é uma lesão cerebral. Todas as concussões são graves. Os abalos podem ocorrer sem perda de consciência. Todo atleta com os sintomas de uma lesão na cabeça deve ser removido

Leia mais

ERGONOMIA CENTRO DE EDUCAÇÃO MÚLTIPLA PROFESSOR: RODRIGO ARAÚJO 3 MÓDULO NOITE

ERGONOMIA CENTRO DE EDUCAÇÃO MÚLTIPLA PROFESSOR: RODRIGO ARAÚJO 3 MÓDULO NOITE ERGONOMIA CENTRO DE EDUCAÇÃO MÚLTIPLA PROFESSOR: RODRIGO ARAÚJO 3 MÓDULO NOITE A ERGONOMIA ESTUDA A SITUAÇÃO DE TRABALHO: Atividade Ambiente (iluminação, ruído e calor) Posto de trabalho Dimensões, formas

Leia mais

Entorse do. 4 AtualizaDOR

Entorse do. 4 AtualizaDOR Entorse do Tornozelo Tão comum na prática esportiva, a entorse pode apresentar opções terapêuticas simples. Veja como são feitos o diagnóstico e o tratamento desse tipo de lesão 4 AtualizaDOR Ana Paula

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM)

Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM) Imagem da Semana: Radiografia e Ressonância Magnética (RM) Imagem 01. Radiografia anteroposterior do terço proximal da perna esquerda. Imagem 02. Ressonância magnética do mesmo paciente, no plano coronal

Leia mais

Protocolo de Cirurgia de Coluna Vertebral. Descrição do Procedimento Operacional Padrão. Objetivos:

Protocolo de Cirurgia de Coluna Vertebral. Descrição do Procedimento Operacional Padrão. Objetivos: Protocolo de Cirurgia de Coluna Vertebral Descrição do Procedimento Operacional Padrão Objetivos: - Definir as indicações e as características dos procedimentos a serem realizados para a correção das diversas

Leia mais

Considerações Anatomoclínicas - Neuroanatomia Aplicada -

Considerações Anatomoclínicas - Neuroanatomia Aplicada - FACULDADE DE MEDICINA/UFC-SOBRAL MÓDULO SISTEMA NERVOSO NEUROANATOMIA FUNCIONAL Considerações Anatomoclínicas - Neuroanatomia Aplicada - Apresentações Discentes Prof. Gerardo Cristino www.gerardocristino.com.br

Leia mais

As Atividades físicas suas definições e benefícios.

As Atividades físicas suas definições e benefícios. As Atividades físicas suas definições e benefícios. MUSCULAÇÃO A musculação, também conhecida como Treinamento com Pesos, ou Treinamento com Carga, tornou-se uma das formas mais conhecidas de exercício,

Leia mais

Coluna Vertebral. Sacro - 5 vértebras - Cóccix - 4-5 vértebras. Junção Cervico-toracica. Junção Toraco-lombar. Junção Lombosacral

Coluna Vertebral. Sacro - 5 vértebras - Cóccix - 4-5 vértebras. Junção Cervico-toracica. Junção Toraco-lombar. Junção Lombosacral A Coluna Verterbral É o maior segmento corporal (40% Altura) É como uma haste elástica modificada Proporciona suporte, proteção e flexibilidade Formado por 33 vértebras, 24 móveis. 4 curvas, que dão equilíbrio

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

Data: 01/02/2013. NTRR10/2013 Solicitante: Ilmo Dr Alyrio Ramos Desembargador da 8ª Câm. Cível - TJMG Numeração: 1.0693.12.

Data: 01/02/2013. NTRR10/2013 Solicitante: Ilmo Dr Alyrio Ramos Desembargador da 8ª Câm. Cível - TJMG Numeração: 1.0693.12. NTRR10/2013 Solicitante: Ilmo Dr Alyrio Ramos Desembargador da 8ª Câm. Cível - TJMG Numeração: 1.0693.12.007900-1/001 Data: 01/02/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA: ESCOLIOSE IDIOPÁTICA

Leia mais

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido Avaliação Postural e Flexibilidade Priscila Zanon Candido POSTURA A posição otimizada, mantida com característica automática e espontânea, de um organismo em perfeita harmonia com a força gravitacional

Leia mais

O IMPACTO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL NO AUMENTO DA FLEXIBILIDADE

O IMPACTO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL NO AUMENTO DA FLEXIBILIDADE O IMPACTO DO PROGRAMA DE GINÁSTICA LABORAL NO AUMENTO DA FLEXIBILIDADE UM ESTUDO QUANTO À APLICABILLIDADE DO PROGRAMA PARA COLETORES DE LIXO DO MUNICÍPIO DE NITERÓI ALESSANDRA ABREU LOUBACK, RAFAEL GRIFFO

Leia mais