COLUNA LOMBAR TODOS OS PERIÓDICOS ESTÃO NO ACERVO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE.

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1 OBJETIVOS: O aluno deverá ser capaz de identificar as principais doenças da coluna lombar assim como avaliação e prescrição de conduta fisioterápica pertinente. LER: O que é Hérnia de disco? A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto. Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga. A hérnia de disco é geralmente precedida por um ou mais ataques de dor lombar. Rupturas irradiando-se patoanatomicamente são conhecidas por ocorrer na parte posterior do anel, indo em direção a áreas nas quais as terminações nervosas descobertas estão localizadas. (Nachemson AL,1976) Tipos de Hérnias de Disco Protrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é mais larga que qualquer outro diâmetro. Extrusas: quando a base de implantação sobre o disco de origem é menor que algum dos seus outros diâmetros ou quando houver perda no contato do fragmento com o disco. Seqüestradas: quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forâmen. Sintomas Os sintomas mais comuns são: Parestesias (formigamento) com ou sem dor na coluna, geralmente com irradiação para membros inferiores ou superiores, podendo também afetar somente as extremidade (pés ou mãos). Esses sintomas podem variar dependendo do local da acometido. Quando a hérnia está localizada no nível da cervical, pode haver dor no pescoço, ombros, na escápula, braços ou no tórax, associada a uma diminuição da sensibilidade ou de fraqueza no braço ou nos dedos. Na região torácica elas são mais raras devido a pouca mobilidade dessa região da colona mais quando ocorrem os sintomas tendem a ser inespecíficos, incomodando durante muito tempo. Pode haver dor na parte superior ou inferior das costas, dor abdominal ou dor nas pernas, associada à fraqueza e diminuição da sensibilidade em uma ou ambas as pernas. A maioria das pessoas com uma hérnia de disco lombar relatam uma dor forte atrás da perna e segue irradiando por todo o trajeto do nervo

2 ciático. Além disso, pode ocorrer diminuição da sensibilidade, formigamento ou fraqueza muscular nas nádegas ou na perna do mesmo lado da dor. Causas Fatores genéticos têm um papel muito mais forte na degeneração do disco do que se suspeitava anteriormente. Um estudo de 115 pares de gêmeos idênticos mostrou a herança genética como responsável por 50 a 60% das alterações do disco.(backletter 1995). Sofrer exposição à vibração por longo prazo combinada com levantamento de peso, ter como profissão dirigir realizar freqüentes levantamentos são os maiores fatores de risco pra lesão da coluna lombar. Cargas compressivas repetitivas colocam a coluna em uma condição pior para sustentar cargas mais altas aplicadas diretamente após a exposição à vibração por longo período de tempo, tal como dirigir diversas horas. (Magnusson ML, Pope ML, Wilder DG, 1996.) Diagnóstico e exame O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como Raio-X, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada. TOSCANO, Jose Juan de Oliveira & EGYPTO, Evandro Pinheiro do. A influencia do sedentarismo na prevalencia de lombalgia. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Sao Paulo: s.n, v.7, n.4, p , Jul/Ago PEREIRA, A.P.B.,SOUSA, L.A.P. & SAMPAIO, R.F. Back school um artigo de revisao. Revista Brasileira de Fisioterpia, Sao Carlos: s.n, v.5, n.1, p. 1-8, Jan/Jun COIMBRA, Rodrigo Gonçalves & OLIVEIRA, Líliam Fernandes de. Compreessão intradiscal em L5/S1 no exercício de agachamento. Revista Brasileira Atividade Física & Saúde, Londrina: s.n, v.3, n.4, p , Out/Dez BRÉDER, Vanessa Ferreira; OLIVEIRA, Débora Feliciano de; SILVA, Marco Antônio Guimarães. Atividade física e lombalgia. Fisioterapia Brasil, Rio de Janeiro: Atlântica, v.6, n.2, p , Mar/Abr TODOS OS PERIÓDICOS ESTÃO NO ACERVO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE. Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão: Trabalho físico pesado Postura de trabalho estática Inclinar e girar o tronco freqüentemente Levantar, empurrar e puxar Trabalho repetitivo Vibrações Psicológicos e psicossociais (Adersson GBJ,1992) COLUNA LOMBAR Disciplina de Fisioterapia aplicada à Traumato-ortopedia e Desportiva Prof. Rodrigo Daros Vieira

3 Lombalgias Definição. A prevalência excede 70%. Na maioria dos casos, nações industrializadas ergonomia. Mulheres mais acometidas. Início na 2ª década de vida. Podem ser consideradas agudas ou crônicas. Flexão e extensão Ângulo sacral. Ângulo lombossacro. Ângulo de inclinação da pelve. Lombalgias Compartimento anterior. Médio. Posterior. Orientação facetária

4 Espondilólise e espondilolistese Espondilólise. Defeito unilateral ou bilateral na parte interarticular. Fratura por estresse no ístimo. Acomete 58% da população. 50% sem espondilolistese. Espondilolistese. Escorregamento do corpo vertebral em relação ao inferior. Clínica Dor. Fraqueza muscular. Parestesias. Claudicação. Sintomas pioram ao retornar da flexão (extensão). Dor à palpação. Pode haver depressão palpável. Classificada em 5 tipos: Tipo 1: Ístmica. Tipo 2: Congênita (raro). Tipo 3: Degenerativa. Tipo 4: Pedículo alongado. Tipo 5: Doença destrutiva. Teste diferencial Pcte em pé. Terapeuta coloca uma mão através do sacro e a outra apoiada firmemente sobre o abdome. Realizar compressão adicional no abdome enquanto se mantêm a pressão no sacro. Espondilolistese hérnia disfunção postural. Conseqüências Discartrose. Hérnia discal. Espondiloartrose. Tratamento fisioterapêutico Espondilólise Espondilolistese Predomínio em L5-S1 Imobilização (colete toracolombossacro). Retreinamento da postura (RPG). Modificação das atividades. Fortalecimento da parede abdominal. Exercícios de estabilização pélvica. Alongamento muscular. Atenção especial aos: isquiotibiais, iliopsoas e retofemoral, rotadores do quadril.

5 Hérnia discal A maior incidência é observada em adultos entre os 30 e 55 anos. Traumática ou atraumática. Processo degenerativo do disco. Fisiopatologia. Os sintomas variam dependendo do grau da lesão e nível acometido. Apresentação clínica Sem déficit neurológico. Com irritação das raízes nervosas. Com compressão das raízes nervosas. Mecanismo de compressão radicular, segundo Kapandji. Neurodinâmica Aula prática Slump test Classificação das hérnias. SLR teste de elevação da perna. Tratamento Estágio agudo Repouso controlado. Controle da dor e inflamação. Atenção aos efeitos da imobilização. Mobilização articular e de tecidos moles. Atenção ao espasmo muscular. Mobilização do sistema neural. Trações. Técnicas específicas de terapia manual.

6 Estágio sub-agudo e crônico Idem agudo. Reeducação postural. Fortalecimento da parede abdominal. Exercícios de estabilização pélvica. Alongamento muscular. Orientação sobre ergonomia e modificação das atividades e movimentos nocivos.

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