Andressa Francielli Rocha. MUSEU DE ARTE DE LONDRINA: Antiga estação rodoviária

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1 Andressa Francielli Rocha MUSEU DE ARTE DE LONDRINA: Antiga estação rodoviária Londrina 2013

2 Andressa Francielli Rocha MUSEU DE ARTE DE LONDRINA: Antiga estação rodoviária Trabalho apresentado à disciplina Introdução à Arquitetura e Urbanismo, prof. Ivan Prado Jr. Londrina 2013

3 INTRODUÇÃO Como se há de verificar, por meio deste trabalho será apresentado a história e implantação do Museu de Arte de Londrina, antiga estação rodoviária. Onde a mesma foi classificada como o primeiro prédio da arquitetura moderna no Estado do Paraná. A rodoviária de Londrina passou por diversas fases: a ocupação plena; a saturação; o abandono e a reabilitação para outro uso, passando de rodoviária para Museu de Arte, criado pelo arquiteto João Batista Villanova Artigas.

4 MUSEU DE ARTE DE LONDRINA A rodoviária é um marco arquitetônico, desde sua inauguração, modernizando o centro da cidade e tornando-se referência, tanto internamente, quanto externamente, ao Estado do Paraná. A proposta arquitetônica é caracterizada pela presença marcante de um conjunto de sete cascas de concreto armado em forma de abóbada, sendo que a última seção é apoiada em pilares inclinados, com pé direito duplo, oferecendo espaços públicos generosos e integrados à praça no nível inferior e à malha viária que circunda o terreno. Sua construção foi considerada um marco de desenvolvimento para toda a população. Sua leveza, transparência e pureza geométrica incorporam os princípios da Nova Arquitetura, a qual se expandia em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro; e consistiram no cartão de visitas da cidade por muito tempo. Ela foi a quarta rodoviária em Londrina, tendo sido tombada como patrimônio histórico nos anos 70 e comporta questões de estética, formais e construtivas de alta qualidade, que a fez um símbolo de modernidade, arrojo e ao mesmo tempo simplicidade e cumplicidade com a cidade que a contém. E atualmente abriga o Museu de Arte Londrina, após um projeto de reciclagem do início da década de 90. Desativada em 1988, passou por uma grande reforma e atualmente abriga o Museu de Arte de Londrina. A inauguração do Museu aconteceu em 13/05/1993 e teve como principal atração a escultura "A Eterna Primavera", de Auguste Rodin. Além desta, ficaram expostas obras de Menotti Del Pichia (Cabeça de Sancho Pança e Dom Quixote) e Vítor Brecheret, e ainda uma instalação de Yiftah Peled. O prédio onde funciona o museu foi projetado pelo arquiteto Vilanova Artigas.

5 Autoria do projeto Na gestão de Hugo Cabral, na Prefeitura de Londrina, o então Secretário de Obras e Viação, Rubens Cascaldi, convidou o arquiteto João Batista Villanova Artigas para elaborar o projeto da nova estação rodoviária de Londrina. Artigas era professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e foi indicado por seu aluno, irmão de Rubens, Carlos Cascaldi que, posteriormente, viria a se tornar seu sócio. O projeto foi prontamente aprovado e a construção começou ainda em A inauguração da nova rodoviária, situada no lado sul, e mais elevado, da praça Rocha Pombo, ocorreu em 1952, na gestão do Prefeito Milton Ribeiro de Menezes. Significado para a Cidade A nova rodoviária de Londrina é um marco arquitetônico notável da cidade e foi uma das maiores obras do grande arquiteto, que viria a criar outras obras em Londrina, como o Cine Ouro Verde, o Edifício Autolon e a Casa da Criança. A Rodoviária de Londrina integrou-se totalmente à Praça Rocha Pombo, que foi urbanizada, ocupando o espaço entre as estações ferroviária e rodoviária. Entretanto, a rodoviária tornou-se totalmente insuficiente para atender a cidade, com o decorrer do tempo. De fato, menos de 20 anos depois de ser inaugurada, já estava saturada.

6 História Foi inaugurada em 04 de outubro de 1952, pelo então Prefeito Milton Ribeiro de Menezes, embora tenha tido a sua construção iniciada em 1948, pouco tempo depois do projeto ter sido encomendado pelo Prefeito Hugo Cabral, através de seu Secretário de Obras e Viação, o engenheiro civil Rubens Cascaldi, aos arquitetos Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi. Sua implantação na Rua Sergipe foi fundamental para que se criasse um logradouro público a Praça Rocha Pombo, situada entre a estação rodoviária e a estação ferroviária, que se tornaria palco de grandes comícios na década de 50, devido ao fato de ser um local com muitos transeuntes. Seu desenho, remodelado em 1954, acabou compondo importante conjunto com a obra moderna. Entretanto, a rodoviária tornou-se totalmente insuficiente para atender a cidade, com o decorrer do tempo. De fato, menos de 20 anos depois de ser inaugurada, já estava saturada.tendo cerca de 700m², o edifício desde sua inauguração, enfrentou problemas de superlotação. Alguns dizem que o projeto foi encomendado para uma cidade de apenas habitantes, quando Londrina em 1952, recebia em média pessoas só nos finais de semana. Isto explicado pelo fato de todos os imigrantes e colonos, que vinham desbravar o norte e o restante do centro-sul paranaense, passarem obrigatoriamente por Londrina. Aimportância da cidade como polo do interior do Paraná firmou-se graças à sua posição privilegiada, com distâncias equivalentes entre Curitiba e São Paulo; e tal posição favorecia a rota da imigração. Muitos estrangeiros que chegavam ao Brasil via Porto de Santos, já embarcavam em ônibus com destino a Londrina. Chegando aqui, muitos não tinham dinheiro sequer para pagar um hotel barato, o que os faziam dormir na própria rodoviária.o edifício foi implantado no sentido de valorização das vistas: de um lado, ao sul, a cidade, e do outro, ao norte, as grandes plantações de café. A transparência do conjunto permite uma panorâmica sem igual daquele setor de Londrina, pois ao subir ou descer pela rampa interna, uma paisagem descortina-se de modo fascinante. O comércio, de lojas a ambulantes, todos disputando um ponto privilegiado na emergente Rua Sergipe, endereço que se mantem comercial até os dias de hoje. Na década seguinte, foi encomendado o projeto de uma nova rodoviária ao arquiteto carioca Oscar Niemeyer (1907). Em 1998, o atual terminal ficou pronto e a rodoviária foi definitivamente transferida. O espaço da antiga estação então passou a ocupado por uma feira de artesanato local, mas a depredação do lugar tornou-se cada vez pior. A ideia de reciclar a edificação para o Museu de Artes surgiu no final de 1989, sendo oficializada através da UEL Antonio Carlos Zani e Jorge Marão C. Miguel. O prédio foi restaurado conforme as especificações do projeto original de Artigas e Cascaldi. Esquadrias e vidros foram trocados; cores e pastilhas recuperadas; e, em 12 de maio de 1993, o Museu de Arte de Londrina foi inaugurado. Desde então o espaço tem abrigado várias exposições e eventos, sendo até agora mantido em boas condições de conservações pela Prefeitura Municipal.

7 Características principais O projeto se desenvolve longitudinalmente ao eixo leste-oeste, constituído por um bloco de forma trapezoidal de quatro pavimentos em planta livre, que são interligados por escadas e rampas, que abriga as funções administrativas e de serviços de apoio aos passageiros em trânsito. Na fachada sul, já que a incidência de sol é bastante diminuta, foi proposto como fechamento, uma caixilharia de ferro e de grandes panos de vidros transparentes, dialogando, harmoniosamente, com o desenho esbelto e leve da marquise em concreto armado, que se apóia na estrutura do bloco administrativo e em duas estruturas tubulares em forma de V.Esta marquise busca o usuário na rua, no nível superior do bloco, pois o terreno apresenta um desnível de aproximadamente quatro metros em relação a plataforma de embarque e desembarque de passageiros. A ligação entre o nível mais alto e as plataformas se dá através de rampas, que é outra característica marcante da produção arquitetônica de Artigas.

8 Atual Museu de Arte de Londrina. Fonte: ROCHA, Andressa Francielli (2013)

9 Planta e projetos Fonte: Mosao Kamita, João de Vilanova Artigas : A política das formas poéticas

10 Significado para a cidade A nova rodoviária de Londrina é um marco arquitetônico notável da cidade e foi uma das maiores obras do grande arquiteto, que viria a criar outras obras em Londrina, como o Cine Ouro Verde, o Edifício Autolon e a Casa da Criança. A Rodoviária de Londrina integrou-se totalmente à Praça Rocha Pombo, que foi urbanizada, ocupando o espaço entre as estações ferroviária e rodoviária. Situação Atual Após levantamento de campo (dezembro de 2006) constatou-se que o edifício está bem preservado no seu interior, porém, a fachada norte, está bastante deteriorada, necessitando de novo restauro. Após alguns anos de impasse a obra de Vilanova Artigas foi restaurada em 1993, com projeto dos Arquitetos Antonio Carlos Zani e Jorge Marão C. Miguel que adaptaram o edifício para o Museu de Arte de Londrina, uso que se mantém até o momento. Foram acrescentados aparelhos de ar condicionados, mas os apoios acrescentados posteriormente, e indesejados por Artigas, ainda permanecem no edifício. Essas duas decisões do projeto de restauro interferem na linguagem arquitetônica original. O edifício foi totalmente cercado por grades com mais de 2,00 m de altura e seus espaços generosos da cobertura abobada não mais se integram à Praça Rocha Pombo que, por sua vez, apresenta também, um paisagismo sem manutenção e descuidado. O paisagismo na entrada sul não é o mesmo encontrado nas fotografias da década de 50. Localizado na Rua Sergipe, 640 (esquina com Av. Rio de Janeiro)

11 CONCLUSÃO Em virtude dessas considerações, pode se compreender um pouco sobre o Museu de Arte de Londrina e a influência que ela traz para a sociedade, resultando em uma arquitetura arrojada, com todas as características necessárias para o atendimento das funções propostas para o gestor municipal e indo além destas, gerando novos espaços públicos. Este ambiente urbano assume a posição de marco referencial da Arquitetura Moderna Brasileira, presentes em seus aspectos estéticos, formais e nas suas técnicas construtivas.

12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SHIMBA, Otavío Yassuo. Londrina cidade cenário. KAMITA, João Massao. Vilanova Artigas istorico/antiga_estacao_rodoviaria_de_londrina_b.pdf CK_III_FORUM_MARIA_AUGUSTA_3.pdf

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