Código de Ética. CFO autoriza uso de toxina botulínica na Odontologia. Páginas 10 e 11. CRO/PR informatiza setor de Fiscalização. Páginas 16.

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1 / DR/PR CRO - Conselho Regional de Odontologia do Paraná ano 16 edição 75 JUlHo - agosto - setembro/2011 Código de Ética Odontológica irá mudar Cds irão receber, neste mês de setembro, documento com propostas de mudanças no Código de Ética Odontológica que serão encaminhadas ao Conselho Federal de Odontologia (CFO) para discussão durante a Conferência nacional de Ética Odontológica, que será realizada em novembro em Goiânia. essas propostas são fruto de cinco pré-conferências realizadas pelo CrO/Pr em Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Curitiba. Páginas 14 e 15. Cuidados com a vaidade evitam problemas no consultório Páginas 6 e 7. CFO autoriza uso de toxina botulínica na Odontologia. Páginas 10 e 11. CRO/PR informatiza setor de Fiscalização. Páginas 16.

2 Palavra do Presidente Valorização PROFISSIONAL Os colegas frequentemente nos questionam sobre a realização de campanhas de valorização profissional. Parece ser do entendimento comum que campanhas realizadas na mídia podem proporcionar a devida valorização que o Cirurgião-Dentista merece e deve receber por parte da sociedade como um todo. Concordo em parte com este entendimento acima exposto. Entendo que algumas campanhas de valorização podem e devem ser realizadas. Mas não acredito que sejam somente estas campanhas que farão com que nossa classe seja mais valorizada. Nos últimos meses temos mantido inúmeros contatos com gestores públicos municipais para discutirmos a questão da remuneração dos Cirurgiões-Dentistas que prestam seus serviços ao município de Curitiba. O que mais tenho ouvido por parte destes gestores é que o salário do Cirurgião-Dentista da Prefeitura de Curitiba é menor do que o de outras profissões de nível superior porque existem Cirurgiões-Dentistas sobrando, quando são realizados concursos públicos para preenchimento dos cargos oferecidos. Oram vejam, então seria o caso de reduzir-se o salário dos parlamentares, sejam de nível municipal, estadual ou federal, porque a quantidade de cidadãos que se candidatam a estes cargos é infinitamente superior aos cargos oferecidos. Também temos exemplos de outros cargos do serviço público que são muito cobiçados por milhares de candidatos, e nem por isso têm seus salários reduzidos. Óbvio, está que não é a questão quantitativa que faz com que os gestores públicos vejam os Cirurgiões Dentistas como mercadoria fácil de obter no mercado. Precisamos refletir por que isto está acontecendo? Será que não está na hora de nos valorizarmos, cada um fazendo a sua parte, e não apenas esperando que alguém faça por nós? É hora de darmos um basta aos empregos públicos que nos desqualificam, propondo-nos salários aviltantes, aos planos de saúde que nos oferecem valores que não chegam nem mesmo a pagar os nossos custos. Também às clínicas de aproveitadores de recém-formados que os fazem trabalharem até 12 horas diárias, sem registro em carteira e sem nenhuma garantia no caso de alguma doença ou outro infortúnio qualquer, oferecendo porcentagens ínfimas. Não existem meios jurídicos de o Conselho agir contra estes exploradores, visto que vivemos em um país que respeita as liberdades individuais e a livre iniciativa. Desta forma cabe a nós Cirurgiões-Dentistas revertermos estas situações. Como? Não aceitando salários ou valores que nos desqualifiquem perante nós mesmos. Precisamos aprender a dizer não a ofertas que não nos recompensem com valores dignos de nosso trabalho. Não podemos aceitar que os outros definam o que nós valemos. É imprescindível que pensemos um pouco no coletivo de nossa classe, deixando de lado o nosso individualismo. Vamos sair de dentro das quatro paredes que nos prendem aos nossos consultórios. Precisamos entender que somos um segmento organizado da sociedade civil e como tal devemos nos fazer ouvir. Somos formadores de opinião e não sabemos aproveitar esta situação que temos a nosso favor. Vamos questionar, discutir, propor soluções. Não nos calemos frente a injustiças que são cometidas contra nossa classe e nossa sociedade. Os Cirurgiões-Dentistas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que estão em uma luta sem quartel contra a injustiça da qual foram vítimas, estão dando um belo exemplo de que unidos podemos muito. Quem sabe o movimento deles seja uma centelha para que toda nossa classe se levante em defesa de nossa valorização. Devemos bradar aos quatro ventos a importância de nossa profissão, que é responsável pela saúde da população, que pode devolver uma das coisas mais bonitas que o ser humano possui: o sorriso. Somos nós que com nossos conhecimentos e nosso trabalho podemos aliviar a dor de nossos semelhantes, melhorar sua fonação, reduzir seus problemas gástricos por meio de uma correta mastigação, prevenir doenças cardíacas devido a problemas periodontais, enfim promover e restaurar sua saúde bucal quando debilitada. A sociedade precisa reconhecer e valorizar a Odontologia, mas isto só será conseguido se primeiramente nós soubermos nos valorizar. Não fiquemos esperando pela ação dos outros, ajamos de imediato, cada um fazendo sua parte e cobrando dos colegas as suas ações. Separados, temos o nosso valor individual, juntos representamos muito mais que a soma das partes.quando falamos somente por nós somos ouvidos por alguns, quando falamos pela classe somos ouvidos por muitos. Peço a todos que façam uma reflexão sobre tudo que foi dito anteriormente. Não tenho a receita de bolo pronta para resolvermos todos os problemas, mas com certeza juntos encontraremos o caminho correto para alcançarmos a valorização de nossa querida Odontologia. Durante o mês de julho último o CRO/PR realizou préconferências sobre as alterações do Código de Ética. Essas foram realizadas nas cidades de Maringá, Londrina, Ponta Grossa, Cascavel e Curitiba. Infelizmente a participação da classe foi mínima. Somando todas as conferências não tivemos mais do que 200 pessoas. Esta falta de participação dos colegas nos atos que dizem respeito diretamente na nossa vida profissional deve ser também um motivo para nossa reflexão. Quantos de nós criticamos o nosso atual código, mas quando temos a oportunidade de apresentarmos sugestões para sua melhoria nos omitimos. Todos os profissionais das cidades acima citadas e das regiões próximas foram convidados, mas poucos se interessaram pelo assunto. O anteprojeto do novo Código de Ética Odontológica a ser apresentado pelo Paraná está pronto e será encaminhado ao CFO e, juntamente com os projetos dos outros vinte e seis estados da federação será discutido na CONEO. Em breve o anteprojeto do Paraná estará disponível no site do CRO/PR para mais uma rodada de consultas aos CD s. Aqueles que ainda quiserem apresentar suas sugestões poderão fazê-lo via web. Mais uma vez insisto: não se omitam, participem, opinem, critiquem, dêem sugestões. Estamos no CRO/PR prontos para ouvi-los. Se cada um fizer a sua parte seremos os vencedores. Vamos vencer a nossa própria inércia. Roberto Cavali Presidente do CRO/PR 2 l Revista CRO

3 Cuidados em relação à vaidade evitam problemas no consultório A vaidade da mulher brasileira é comum aos olhos de todos. no caso das Cirurgiãs-dentistas não é diferente. Profissão em família dr. Gerson João Mendes de Abreu é Cirurgião-dentista em Guarapuava. teve quatro filhas. todas seguiram a mesma carreira do pai. ÍndiCe Pré-conferências discutiram mudanças no Código de Ética O CrO/Pr realizou diversas préconferências pelo interior do estado para o novo Código de Ética Odontológica Palavra do Presidente dr. roberto Cavali, presidente do CrO/Pr, destaca nesta edição a questão da Valorização Profissional do Cirurgião-dentista 04 Prestando contas O Conselheiro-tesoureiro, dr. edson Milani de Holanda, apresenta o relatório de receitas e despesas (até julho). 10 atualidades CFO restringe utilização da toxina botulínica e proíbe o uso de ácido hialurônico 20 atos oficiais Veja nesta edição os Atos Oficiais de Censura Pública e suspensão do exercício Profissional dos inscritos no CrO/Pr. errata: na edição n.º 74 da revista do CrO/Pr, na matéria dentes são ricos em células-tronco, a imagem publicada na página 11 não constava a referência bibliográfica. A imagem foi retirada de A.P. soares, L.A.H. Knop, A.A. Jesus, t.m. Araújo. Células-tronco em Odontologia. r dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v.12, n.1, p , jan./fev expediente A revista CrO Paraná é uma publicação com distribuição gratuita e dirigida, com tiragem de exemplares, editada pelo Conselho regional de Odontologia do Paraná, com sede na Av. Manoel ribas, santa Felicidade - Curitiba - Pr - CeP Fone: (41) site: Comissão editorial da revista: Presidente: dr. Antonio Ferelle secretário: Henrique Arns de Oliveira Membros: Aguinaldo Coelho de Farias, Carlos Alberto Herrero de Morais, Guilherme romano salgado, Jussara Mara salgado ribeiro e Jussara Mendes dias Massarelli Jornalista responsável: Helio Marques registro profissional: 2524/10/82 Colaboração: rafael Adamowski Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião da publicação. Para sugerir matérias e enviar correspondências, entre em contato com Ana Luiza Caxambu, pelo Fotos da capa: divulgação. impressão: Gigapress. Projeto Gráfico: tel.: (41) Revista CRO l 3

4 Prestando Contas RELATÓRIO DE DESPESAS E RECEITAS - CRO/PR ANO 2010 Mês Receita Despesa JAneirO , ,15 FeVereirO , ,04 MArÇO , ,08 ABriL , ,89 MAiO , ,27 JUnHO , ,17 JULHO , ,27 AGOstO , ,01 setembro , ,17 OUtUBrO , ,14 novembro , ,46 dezembro , ,36 Total , ,01 Média Mensal das receitas ,10 Média Mensal das despesas ,25 dr. edson Milani de Holanda Conselheiro tesoureiro ANO 2011 Mês Receita Despesa JAneirO , ,98 FeVereirO , ,09 MArÇO , ,12 ABriL , ,98 MAiO , ,97 JUnHO , ,08 JULHO , ,10 AGOstO setembro OUtUBrO novembro dezembro Total , ,32 Média Mensal das receitas ,19 Média Mensal das despesas ,19 * Mês Julho lançado até o dia 27/07/2011 Receitas e Despesas - CRO/PR Receitas e Despesas - CRO/PR R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 0 Série2 Série , , , , , ,00 0,00 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Série2 Série3 Meses Meses notas Presidente do Cro/Pr grava programa de TV em Maringá Gilson Aguiar e Dr. Roberto Cavali Dr. Carlos Herrero, Gilson Aguiar, Dr. Roberto Cavali e Dr. Omar Hadaya. O presidente do CrO/Pr, dr. roberto Cavali, concedeu entrevista para o programa Opinião, exibido pelo canal 20 da net na cidade de Maringá, e apresentado pelo jornalista Gilson Aguiar. dr. Cavali respondeu questões da área de Odontologia, como custo de tratamentos, propagandas, número de profissionais, entre outros. O conselheiro do CrO/Pr, Carlos Alberto Herrero de Morais e o Cirurgião-dentista Omar Hadaya acompanharam o presidente do Conselho na ocasião. A entrevista rendeu grande repercussão na região de Maringá. Presidente e conselheiros do CRO/PR se reúnem com Cds de Paranavaí no mês de julho, o presidente do CrO/ Pr, dr. roberto Cavali, e conselheiros, estiveram reunidos com Cirurgiões-dentistas de Paranavaí. entre outros assuntos, foram discutidas ações em conjunto dos Cds da cidade com o Conselho, com o objetivo de coibir propagandas irregulares que tem acontecido na cidade. O encontro foi na Associação Comercial e empresarial de Paranavaí (ACiAP). A reunião foi comandada pela delegada do CrO/Pr, dra. Jaqueline dal Pra. Participaram os conselheiros do CrO/ Pr dr. edson Milani, dr. Aguinaldo Farias, dr. Claudenir rossato, dr. Carlos Alberto Herrero de Morais e dra Gilce Czlusnisk Costa. 4 l Revista CRO

5 Revista CRO l 5

6 CoMPortaMento Cuidados em relação à vaidade evitam problemas no consultório Foto ilustrativa. A vaidade da mulher brasileira é comum aos olhos de todos. no caso das Cirurgiãs-dentistas, não é diferente. Mas quando estas profissionais entram em cena, precisam ficar atentas a alguns requisitos de segurança Brincos, relógios, pulseiras, esmalte nas unhas. A maioria das mulheres não dispensa estes entre outros acessórios para realçar sua aparência antes de sair de casa pela manhã para mais uma jornada de trabalho. Para algumas profissionais, dependendo da área em que atuam, não há problemas ou contraindicações em utilizar acessórios. Mas para as profissionais do setor de saúde, como médicas, enfermeiras, e claro, as Cirurgiãs-dentistas, há a necessidade de manter a atenção para algumas questões. A Cd erica Lopes Ferreira, coordenadora de recursos materiais da secretaria Municipal de saúde de Curitiba, e integrante da Comissão de Vigilância sanitária, em que há participação do CrO/Pr, explica alguns métodos que devem ser aplicados no exercício da profissão. e o cuidado começa com as longas 6 l Revista CRO madeixas. O cabelo deve sempre estar coberto por uma toca e o brinco também deve ser coberto. Anéis, pulseiras, relógio, não podem ser usados, explica a coordenadora. Quanto ao cuidado com as unhas, segundo ela não há problemas com o uso de esmaltes, desde que estejam íntegros. não pode estar partido, descascado, diz. erica ressalta ainda a importância no uso de máscara, jaleco de mangas longas e o essencial uso das luvas. Para especificar estes métodos a serem adotados, a coordenadora cita a legislação vigente no estado do Paraná. trata-se da resolução 414, de 2001, elaborada pela secretaria de estado da saúde (sesa), com base em atribuições da Lei Federal n.º 8080/90, e no regulamento do Código sanitário do estado do Paraná, artigo 717. na resolução, há informações pertinentes à saúde do trabalhador na área de Odontologia, que naturalmente se transfere à saúde dos pacientes. A partir desse momento, usar espelho para retocar a maquiagem não é aconselhável. entre as informações, destaque para o uso de equipamentos de proteção individual (epis). A utilização de luvas aparece como primeiro ponto neste item e estabelece uso único para cada paciente. Há uma observação também em relação ao uso de sobre luva, sempre que necessitar tocar com as mãos contaminadas as superfícies e objetos como receituários, radiografias, telefone, maçanetas, caneta, entre outros. Os demais itens, conforme exemplifica erica, são focados no uso de avental, máscara, protetor ocular, gorro e sapatos fechados. Ou seja, mesmo no verão, as adoradas sandálias precisam ser

7 dispensadas pelas Cirurgiãs-dentistas no consultório. Uma resolução mais recente da sesa, número 496 de 2005, regulamenta a norma técnica que estabelece condições para instalação e funcionamento de estabelecimentos de assistência Odontológica, e dá providências correlatas. O Capítulo ix desta resolução indica para os equipamentos e aparelhos necessários, e abrange o uso único de luvas, com troca obrigatória a cada paciente. Há uma explicação sobre os quatro tipos de luvas existentes: cirúrgicas (estéreis); para procedimentos (não estéreis); sobre luvas (usadas para evitar a contaminação cruzada); e luvas grossas de borracha de cano longo para limpeza (devendo ser limpas e desinfetadas com álcool 70% após o uso). Quanto ao avental, indica uso exclusivo para ambiente de trabalho, fechado, com mangas longas e gola de padre. Aponta ainda o uso de máscaras cirúrgicas descartáveis ou respiradores: dependendo do tipo de precaução que deverá ser adotada, além dos itens já citados na resolução anterior, que são os protetores oculares, gorro e calçado fechado. As orientações ainda indicam que os equipamentos de proteção individual devem ser em quantidades suficientes para toda a equipe de saúde bucal. A coordenadora erica lembra que as duas resoluções estão sendo revisadas pela secretaria de estado da saúde e a Comissão da Visa - Vigilância sanitária. resoluções normatizam o assunto A Cirurgiã-dentista do departamento de Vigilância sanitária do Paraná, Maria Luiza Minuzzi Passos, informa que existem duas resoluções estaduais normatizando estas questões: resolução nº 0414 (conforme citação da Dra. Erica) que aprova o Roteiro de Inspeção para Estabelecimentos de Odontologia e conta com Critérios e Instruções para o Preenchimento do Roteiro de Inspeção em Estabelecimentos de Odontologia. resolução nº 0496 que Regulamenta a Norma Técnica que estabelece condições para instalação e funcionamento de Estabelecimentos de Assistência Odontológica, e dá providências correlatas. estas resoluções podem ser encontradas no site: www. saude.pr.gov.br, no link legislação estadual. depois basta clicar em resoluções para que possam ser conferidas na íntegra. Gostaria de esclarecer que estas resoluções estão sendo revistas para podermos atualizá-las. Foi formado um grupo técnico para discuti-las havendo representantes de cada instituição de ensino de Odontologia de Curitiba, a Vigilância sanitária Municipal de Curitiba, Vigilância sanitária Municipal de Pato Branco, Cirurgiões-dentistas representantes do CrO/Pr e eu que represento a Vigilância sanitária estadual, explica. Revista CRO l 7

8 atualidades Visita ao Secretário de saúde do Paraná Fechada parceria com Citibank Assessor Romeu Munaretto, Dr. Roberto Cavali, Secretário Michele Caputo Neto e Conselheiro Federal Ermenson Luiz Jorge. no dia 10 de agosto o presidente do CrO/Pr, dr. roberto Cavali, e o Conselheiro Federal ermenson Luiz Jorge, foram recebidos pelo secretário estadual de saúde Pública do Paraná, dr. Michele Caputo neto. na ocasião foram discutidos assuntos de interesse da classe Odontológica e da população paranaense. Foi acordado que as duas entidades manterão reuniões para somar esforços nos procedimentos da Vigilância sanitária em relação às pessoas jurídicas inscritas no CrO/Pr, e sobre a formação das AsB. também estiveram presentes à reunião o Cd romeu Munaretto, assessor do secretário, e o dr. sezifredo Paz, coordenador da Vigilância sanitária no estado do Paraná. O CrO/Pr fechou parceria com o Banco Citibank para proporcionar benefícios exclusivos aos seus inscritos, como a isenção da anuidade de 2012, 12 meses de isenção de tarifas, 11 dias sem juros no cheque especial, entre outros benefícios de conta. O Citibank é um banco norte-americano reconhecido mundialmente por sua solidez e por ser um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. seus negócios começaram há 200 anos na cidade de nova iorque e hoje estão presentes em mais de 100 países. no Brasil, completou 95 anos em O Citi acredita no potencial de crescimento econômico do Paraná e, por esse motivo, vem intensificando seus negócios corporativos com empresas e órgãos do estado. no Congresso internacional de Odontologia (Xi Ciopar), que será realizado nos dias 6, 7 e 8 de outubro em Curitiba, o Citibank estará presente no evento para apresentar os benefícios exclusivos para os associados do CrO/Pr e promoverá coquetel e sorteio de brindes aos participantes. O Citibank entende que a parceria com o Conselho é mais um grande passo para a consolidação de sua marca e presença nas cidades de Curitiba e Londrina e que, por meio do atendimento voltado para o relacionamento próximo com seus clientes, está preparado para atender todas as necessidades financeiras dos Cirurgiões-dentistas inscritos no CrO/Pr. APRO e APROM promovem encontro no Cro/Pr no dia 27 de agosto o professor dr. Marcos Gribel, de Belo Horizonte, aplicou um curso nas dependências do CrO/Pr, e possibilitou a atualização clínica e científica entre os participantes. O evento foi organizado pela Associação Paranaense de Ortodontia (APrO) em parceria com a Associação Paranaense de Ortopedia Funcional dos Maxilares (APrOM), e foi fundamental para estreitar os laços entre as duas associações e pôr fim a qualquer divergência decorrida no passado. este é um ótimo exemplo a ser seguido por representantes das respectivas especialidades em todo o Brasil, pois, sem dúvida alguma, os maiores beneficiários serão os pacientes, diz o dr. Augusto Andrighetto, vice-presidente da APrO. Da esquerda para direita, Dr. Augusto Andrighetto (vice-presidente da APRO), professor Marcos Gribel, Dra. Mara Lucia Rufato Cardoso (presidente da APROM), Dra. Imara C. Morosini (segunda secretária da APRO), Dra. Beatriz G. Barroso (diretora social da APRO), Dr. Ivan T. Maruo (secretário geral da APRO), Dr. Ivan P. Taffarel (primeiro-secretário da APRO), Dr. Fábio de Souza Telles (segundo-tesoureiro da APRO) e Dr. Alexandre Moro (presidente da APRO).

9 atualidades Palestra no XI Ciopar orienta como calcular a CBHPo na manhã do dia 6 de outubro, o primeiro dia do Xi Congresso internacional de Odontologia (Xi Ciopar) - que ocorrerá de 6 a 8 de outubro em Curitiba, no expounimed - o Cd José Mário Morais Mateus, secretário Geral do Conselho Federal de Odontologia (CFO) ministra palestra sobre como calcular honorários dos procedimentos odontológicos. A Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Odontológicos (CBHPO) é um rol de procedimento que contempla todos os eventos realizados na prática da Odontologia. esta ação quantifica em unidades de serviço (Us) a remuneração profissional na forma de honorários, bem como a unidade de custo variável (UC) de todos os procedimentos. É possível acrescentar também aos procedimentos um percentual estabelecido a partir dos tipos de eventos realizados Dr. José Mário Morais Mateus. em domicílio ou que apresentem alguma condição especial do paciente e valores de serviços laboratoriais, quando houver. segundo o dr. José Mário, a Classificação pode ser no consultório uma ferramenta que possibilite ao Cd ter controle financeiro na gestão de sua prestação de serviço e assim gerar divulgação a toda sociedade da prática da Odontologia. Os congressistas do Xi Ciopar ainda poderão saber mais sobre a contribuição dos Valores referenciais para Procedimentos Odontológicos (VrPO) na CBHPO. Para o dr. José Mário esta contribuição é de grande importância para a construção de uma coluna de cálculos dos custos variáveis nos procedimentos, bem como com algumas ressalvas na sua metodologia, chancelada pela avaliação realizada pela Fundação instituto de Pesquisas econômicas da Universidade de são Paulo (Fipe/UsP). Após o lançamento oficial da CBHPO no senado Federal (maio de 2010), a terminologia Unificada da saúde suplementar (tuss) odontológica passou a contemplar a integralidade da CBHPO. ação descentralizada do CRO/PR em Irati O CrO/Pr, por intermédio da Coordenação da Macrorregional de Ponta Grossa, realizou no dia 17 de junho mais uma Ação de descentralização, desta vez em irati. Um dos assuntos tratados na prefeitura, de grande importância para a regulamentação dos Auxiliar em saúde Bucal (AsB), foi a possibilidade de um curso, em parceria com a 4.ª regional de saúde. também foi solicitada ao diretor do departamento de Vigilância, dr. Luiz Mierzva, a fiscalização de clínicas cujos proprietários não são Cirurgiões-dentista e não estão inscritos no CrO/Pr. num segundo momento, na Associação Comercial e industrial, ocorreu reunião com representantes Municipais do CrO/Pr daquela região ocasião em que foi notada a importância do representante Municipal como um elo do Cirurgião-dentista com o Conselho. encerrando o evento, com presença de diversos Cirurgiões-dentistas, foi dada palestra pelo dr. Luis Alberto Kubraski (advogado e presidente OAB/Pr, subseção de Ponta Grossa) e suienne Amora (gerente de clientes institucionais da Petros), que discorreram sobre Previdência social e Aposentadoria por tempo de Contribuição, especial e idade. Confira os inscritos no 3º Paraná sorridente O CrO/Pr divulga a relação dos municípios que se inscreveram para participar do 3.º Paraná sorridente, cujo prazo foi encerrado no dia 26 de agosto. As categorias possíveis de inscrição eram: i) até habitantes; ii) de até habitantes; iii) acima de habitantes. A avaliação e a seleção dos municípios serão realizadas neste mês de setembro e o resultado será divulgado na primeira quinzena de outubro. Mais informações consultar o site do CrO-Pr, no ou pelo telefone (41) Veja, a seguir, a relação dos municípios que se inscreveram. Representante Municipal de Imbituva, Dr. Areonaldo Carlos Pedroso; Conselheira, Dra. Gilce Czlusniak Alves da Costa; Assessor Executivo do CRO/PR, Dr. Cesar José Campagnoli; Representante Municipal do CRO/ PR em Irati, Dr. Albino Panko; Representante Municipal de Rio Azul: Dr. Hélio Lazzari Júnior; Representante Municipal de Teixeira Soares, Dr. Wilson Gomes do Nascimento Júnior; Tesoureiro do CRO/PR, Dr. Edson Milani de Holanda e Representante Municipal de Guamiranga, Dr.Luis Antônio Panko. Na foto, sentados, o prefeito Sérgio Luis Stoklos e esposa, Maria Helena Stoklos. Em pé, Tesoureiro do CRO/PR, Dr. Edson Milani de Holanda; Diretor da 4.ª Regional, Dr. João Antônio Almeida; Coordenadora de Odontologia Prefeitura de Irati, Rosieneia Maria Grocoski; Secretária da Saúde da prefeitura de Irati, Deise Stefania Daniliszyn; Conselheira, Dra. Gilce Czlusniak Alves da Costa; enfermeira Adriana Gamas; Assessor Executivo do CRO/ PR, Dr. Cesar José Campagnoli; Diretor de Departamento de Vigilância Sanitária, Dr. Luiz Mierzva; Representante Municipal do CRO/PR em Irati, Dr. Albino Panko. Municípios acima de 100 mil 1 - Arapongas; 2 - Campo Largo; 3 - Cascavel; 4 - Colombo; 5 - Curitiba; 6 - Foz do iguaçu; 7 - Maringá; 8 - Pinhais Municípios de 20 a 100 mil 1 - Arapoti ; 2 - Cambé; 3 - Campo Mourão; 4 - Castro; 5 - Cornélio Procópio; 6 - Coronel Vivida; 7 - dois Vizinhos / Francisco Beltrão; 8 - ibiporã; 9 - Palmeira; 10 - Pato Branco; 11 - santa Helena; 12 - santa teresinha de itaipu. Municípios com menos de 20 mil 1 - Bocaiúva do sul; 2 - Clevelândia; 3 - Fernandes Pinheiro; 4 - itambé; 5 - Marquinho; 6 - Palmital; 7 - rio Azul; 8 - salto do Lontra; 9 - são Jorge d Oeste; 10 - santo Antônio do sudoeste. Revista CRO l 9

10 ATUALIDADES Conselho Federal de Odontologia define normas para uso da toxina botulínica e proíbe ácido hialurônico Com fins terapêuticos, alguns profissionais já utilizam a substância no Paraná. CFO reconhece o uso exclusivamente dentro do âmbito do exercício legal da competência do Cirurgião-Dentista A descoberta do uso da toxina botulínica com fins terapêuticos aconteceu no final dos anos 60. O oftalmologista americano Alan B. Scott buscava alternativas para o tratamento não cirúrgico do estrabismo, e obteve por meio de um colega, o Dr. Edward Schantz, amostras da toxina botulínica tipo A. Em seguida, promoveu testes em músculos extra-oculares de macacos. Com o sucesso da experiência, Scott publicou em 1973 um trabalho sobre o tema, que confirmava a eficácia da toxina tipo A como alternativa para o tratamento não cirúrgico do estrabismo. A partir de então, a utilização com fins terapêuticos se expandiu para outros setores da medicina, e recentemente houve início de discussões que levam em consi- Aplicamos a toxina botulínica nos músculos responsáveis pelo sorriso relaxando essa musculatura e tornando o sorriso harmônico deração a eficiência da toxina para tratamentos específicos na Odontologia. Produzida pela bactéria Clostridium botulinum, a toxina é conhecida por sua aplicação cosmética, por meio de injeções intramusculares, que visam à redução de rugas faciais. Seu uso com este fim só foi aprovado no Brasil no ano 2000, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sua forma purificada, na medicina produz resultados quando aplicada em pequenas doses. O efeito é a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor que leva as mensagens elétricas do cérebro até o músculo, fazendo com que o músculo não receba a mensagem para se contrair. Por conta disso, alguns profissionais da Odontologia defendem o uso da toxina botulínica em doenças como o bruxismo, hipertrofia do masseter, e mesmo para correção do chamado sorriso gengival, causado pela exposição da gengiva de forma acentuada. Na medicina, a Anvisa indica o uso para casos de blefaroespasmo, estrabismo, espasmo hemifacial, distonias e espasticidade. Os efeitos clínicos geralmente ocorrem entre um e sete dias após a aplicação, e são frequentemente notados entre um a três dias. Nas primeiras semanas ocorre o efeito máximo. Em seguida, os níveis atingem um patamar suavizado até a recuperação completa do nervo, que ocorre entre três a seis meses após o uso. 10 l Revista CRO

11 A aplicação deve ser feita por profissionais devidamente habilitados, uma vez que as toxinas botulínicas são o agente causal da doença botulismo, um tipo de envenenamento que pode ser fatal. especialistas apontam que a aplicação da toxina botulínica é geralmente um procedimento seguro e eficaz. Contudo pode estar relacionada a possíveis complicações, como reação alérgica, dor e edema no local da aplicação, hipoestesia transitória, náusea, dor de cabeça, extensão do local, entorpecimento temporário e alteração de voz. Profissionais começam a aderir à técnica Cirurgião-dentista em consultório de Odontologia estética, o dr. Gabriel dittrich da silva Filho começou a aplicar a técnica neste ano. A ideia surgiu porque o profissional precisa buscar algo novo, diz. segundo ele, a partir de uma aplicação simples, alguns problemas comuns em Odontologia podem ser solucionados, ou amenizados, como os casos de bruxismo e sorriso gengival. Até o momento Gabriel utilizou a toxina botulínica em poucos pacientes, mas garante que os efeitos são os esperados. É um procedimento que é acompanhado depois. O profissional precisa se concentrar no problema, e utilizar uma técnica que venha a somar, acredita o Cirurgião-dentista. em relação a possíveis efeitos colaterais, o Cd avalia que a quantidade aplicada é muito pequena, e até mesmo pacientes que têm tolerância à lactose (que faz parte da composição da toxina botulínica), não apresentam problemas posteriormente. Gabriel afirma que o tratamento contínuo, geralmente com novas aplicações a cada seis meses, depende de cada caso. Alguns pacientes apresentam um efeito mais duradouro da ação da substância, porque perdem vícios como o ranger de dentes, comum em casos de bruxismo. Quanto a aprofundar a metodologia para fins estéticos, por parte da Odontologia, o profissional é a favor: As propagandas na área são voltadas à estética do sorriso, mas toda a face está envolvida nesta questão. eu sou a favor do Cirurgiãodentista também atuar com a parte estética rosto, de um modo geral, pondera. Priscilla Laslowski, Cirurgiã-dentista que além de seu consultório também atua no exército, utiliza o método desde o início de Obtive um ótimo retorno dos pacientes. O bruxismo é 90% dos casos que tratei, explica. A principal vantagem é a não necessidade da utilização das convencionais placas, que causam incômodo ao paciente. Priscilla afirma que os efeitos colaterais são os comuns, já esperados, mas com sintomas leves, como cefaléia e formigamento. Outro profissional que realizou o curso recentemente é Murilo César Lemos, Cirurgião-dentista da área de ortodontia. ele analisa o procedimento como excelente, e acredita que permite uma visão inovadora. nos atendimentos em que realizou a aplicação, para casos de bruxismo, obteve um resultado muito positivo. Como estou fazendo especialização em ortodontia, uma coisa completa a outra, afirma. sobre possíveis efeitos colaterais, o profissional afirma que dores podem ser sentidas nos primeiros dias após a aplicação, pelo fato de que a toxina bloqueia parcialmente a musculatura. CFo divulga resolução sobre uso da toxina botulínica na Odontologia O Conselho Federal de Odontologia (CFO) divulgou resolução que define normas em relação ao uso de toxina botulínica e ácido hialurônico na Odontologia. A resolução, datada de 2 de setembro, esclarece que é proibido o uso da toxina botulínica para fins exclusivamente estéticos. A utilização é permitida apenas para fins terapêuticos em procedimentos odontológicos. A resolução também proíbe o uso do ácido hialurônico em métodos odontológicos até que se tenham melhores comprovações científicas e o reconhecimento da sua utilização na área odontológica. Confira a resolução na íntegra: RESOLUçãO CFO-112/2011 Baixa normas sobre a utilização do uso da toxina botulínica e ácido hialurônico. O Presidente do Conselho Federal de Odontologia, conforme deliberação aprovada em Reunião Extraordinária do Plenário - Assembleia Conjunta com os Presidentes dos Conselhos Regionais de Odontologia, realizada em 25 e 26 de agosto de 2011, Considerando que a região perioral só deve ser tratada pelo cirurgiãodentista em caso de prejuízo de função, não sendo estabelecida nenhuma previsão legal para procedimentos estéticos em áreas internas do sistema tegumentar; Considerando que o preenchimento facial para correção estética se dá na derme e, portanto, área que não é definida como a de atuação do cirurgiãodentista; Considerando que a literatura até o momento não oferece condições seguras de utilização destas substâncias e há falta de evidência científica na área odontológica; Considerando que a Lei 5.081, de 24/08/1966, reza em seu artigo 6, que compete ao cirurgião-dentista: I - praticar todos os atos pertinentes à Odontologia, decorrentes de conhecimentos adquiridos em curso regular ou em cursos de pós-graduação; II - prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo, indicadas em Odontologia; Considerando o que diz a Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia; Considerando que não há nenhuma norma ou legislação que ampare o cirurgião-dentista no emprego de técnicas ou medicações para preenchimento facial ou labial em sua área de atuação, com finalidade eminentemente estética, com emprego de substâncias como ácido hialurônico e toxina botulínica; Considerando que o artigo 3 do Código de Ética Odontológica dispõe: I - diagnosticar, planejar e executar tratamentos, com liberdade de convicção, nos limites de suas atribuições, observados o estado atual da ciência e sua dignidade profissional; que o artigo 7 diz que constitui infração ética, e em seu inciso V, dispõe executar ou propor tratamento desnecessário ou para o qual não esteja capacitado; e, que o artigo 20 diz que Constitui infração ética, mesmo em ambiente hospitalar, executar intervenção cirúrgica fora do âmbito da Odontologia. : RESOLVE: Art. 1º. Proibir o uso do ácido hialurônico em procedimentos odontológicos até que se tenha melhores comprovações científicas e reconhecimento da sua utilização na área odontológica. Art. 2º. Proibir o uso da toxina botulínica para fins exclusivamente estéticos e permitir para uso terapêutico em procedimentos odontológicos. Art. 3. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação na Imprensa Oficial, revogadas as disposições em contrário. Rio de Janeiro (RJ), 02 de setembro de JOSÉ MÁRIO MORAIS MATEUS, CD SECRETÁRIO-GERAL AILTON DIOGO MORILHAS RODRIGUES, CD PRESIDENTE Revista CRO l 11

12 SOCIAL Profissão em família Dr. Gerson João Mendes de Abreu é Cirurgião-Dentista em Guarapuava. Teve quatro filhas. Todas seguiram a mesma carreira do pai. Da esquerda para direita, Dra. Maria Olímpia Abreu Silvestri, Dra. Gislene Abreu Bremm, Dra. Telma Abreu, Dra. Gisele Abreu Saciloto e Dr. Gerson Abreu. Ninguém melhor do que a família do Dr. Gerson João Mendes de Abreu para fazer valer o ditado: Filho de peixe, peixinho é!. Se um filho escolher a profissão do pai já é motivo de orgulho, imagine quatro. Foi assim na casa dele. Suas quatro filhas hoje são Cirurgiãs-Dentistas. As doutoras Maria Olímpia, Telma e as gêmeas Gisele e Gislene, que moram em Guarapuava, não sonhavam em ser Cirurgiãs-Dentistas desde criancinhas, mas a admiração pelo pai fez as quatro mudarem de planos. Nenhuma acordou, aos cinco anos de idade dizendo vou ser dentista. Aconteceu naturalmente, explica Dra. Telma Abreu, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial. O pai confirmou que nunca forçou nada, mas não esconde a satisfação: simplesmente aconteceu. Lógico que fiquei muito orgulhoso, pois se isso aconteceu é porque alguma admiração elas tinham por mim. E foi a admiração que colocou a Odontologia no caminho do Dr. Gerson. Entre outros nomes, ele lembra o do Dr. Omar Camargo, Cirurgião-Dentista que foi, também, seu professor de Ciências quando lecionava do Colégio Manoel Ribas, em Guarapuava. Formado em 1962, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dr. Gerson atuou na área durante mais de 40 anos, sempre trabalhando em Guarapuava. Em 1966 participou da primeira diretoria do Conselho Regional de Odontologia do Paraná (CRO/PR), tendo por isso o CRO número 8. Foi presidente da Associação Brasileira de Odontologia em Guarapuava por várias gestões. 12 l Revista CRO De família agropecuarista, há mais de 30 anos trabalha no setor seguindo o caminho dos pais. Durante muitos anos conciliou as duas atividades, trabalhava na fazenda e no consultório. Hoje trabalha no campo com as atividades de agricultura e pecuária. E mais uma obra do destino: as quatro irmãs também se formaram na Universidade Federal. Primeiro a Dra. Maria Olímpia, depois a Dra Telma e por último as gêmeas Dras. Gisele e Gislene, que estudaram na mesma turma. E entre os professores das irmãs dentistas, tinham muitos amigos que estudaram e trabalharam junto com o pai.durante pelo menos quinze anos a família esteve completa no consultório. A confusão teve início quando elas começaram a me roubar os clientes, brincou, lembrando que no início, dava conselhos, não apenas como pai, mas como colega de profissão. Depois de um tempo, passei também a ser aconselhado, disse o pai, ressaltando que a troca de experiências sempre foi muito positiva. Trabalhar junto ajuda muito, destaca Dra. Gisele Abreu Saciloto, especialista em Implantes e Periodontia. Cada profissional tem uma visão diferente de um caso devido à diversidade na formação. Então as opiniões se complementam, afirma. Quando você está conversando com outro profissional, não dá palpite sem ser solicitado. Mas quando a colega é sua irmã, você tem mais liberdade para dar palpites e até criticar. Isso facilita e contribui muito para o trabalho de todas, concorda a Dra. Gislene Abreu Bremm, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial. Amor e dedicação O pai Gerson sempre dá um conselho, que sempre funcionou como uma filosofia de vida: Você deve exercer seu trabalho com toda dedicação e gostar daquilo que faz. Dar sua garra, sua vida àquilo. Nosso pai sempre gostou muito do que fazia e nos passou isso. A profissão como algo bacana. Eu acho que isso foi o que mais nos influenciou, afirma Dra Maria Olímpia Abreu Silvestri, especialista em Odontopediatria e em Prótese. A paixão pela profissão fortaleceu ainda mais os laços entre eles. A identidade entre pai e filha que seguem a mesma profissão é maior. Eles falam a mesma língua, garante Dr. Gerson. A convivência sempre foi muito intensa. Mesmo agora, afastado do consultório, ele recebe diariamente a visita de todas as filhas e genros, que se reúnem para um cafezinho em sua casa, depois do almoço. Nestes encontros e nos almoços em família, o assunto não fica restrito à profissão, até porque os genros atuam em áreas bem diferentes. A família é eclética e gosta de discutir sobre tudo, política, economia e também futebol. Mas neste último quesito, a unanimidade foi deixada de lado e cada um tem sua preferência. A próxima geração, por enquanto, permanece afastada das brocas e das cadeiras dos consultórios.

13 PROFISSÃO Cirurgiões-Dentistas da prefeitura de Curitiba se mobilizam pela isonomia salarial Categoria decidiu paralisar atividades se a prefeitura não atender às solicitações O trabalho desenvolvido pelos Cirurgiões- Dentistas da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba é reconhecido como exemplo em todo o país. Os indicadores sociais de saúde relacionados à Odontologia alcançaram melhoras significativas nos últimos anos. Com base nestas e outras avaliações, os CDs que prestam serviços para a prefeitura de Curitiba buscam a valorização que têm direito, principalmente após a aprovação de um projeto pelo prefeito Luciano Ducci, que incorporou gratificações aos salários de médicos, engenheiros, arquitetos, procuradores e auditores fiscais. A remuneração dos CDs da capital é mais baixa do que em cidades como Colombo, Campo Magro e Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. Segundo dados do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), 95% dos servidores ficaram de fora da incorporação dos benefícios, inclusive a classe dos Cirurgiões-Dentistas. Em busca da igualdade de direitos, os CDs da SMS organizaram uma comissão para negociar com os gestores municipais a implantação da isonomia salarial. Um dos integrantes da comissão, Dr. Fábio Zardo, diz que o trabalho realizado pelos Cirurgiões-Dentistas servidores municipais é de excelência e não existem problemas sequer relacionados a reclamações por meio dos canais de comunicação abertos para a população. Dra. Viviane Bradash, também servidora municipal, afirma que ela e seus colegas Cirurgiões-Dentistas da prefeitura se sentem desmotivados no trabalho. Sempre realizamos nossas atividades com maestria e dedicação, atendendo os pacientes com qualidade, respeito e a certeza de proporcionar a eles satisfação pelo tratamento oferecido, diz. O que vem ocorrendo, e não é de agora, mas já há alguns anos em nosso trabalho, é A assembleia foi no auditório da ABO/PR e contou com um grande número de participantes. que a administração está deixando de fazer os repasses salariais que nos são devidos, não só aos CDs, mas a todas as categorias de trabalhadores, avalia. Dra. Viviane considera que a categoria se vê discriminada desde que foi criada a Gratificação Especial para Médicos, na prefeitura, onde somente esses profissionais tiveram direito a uma bonificação de 100% na média de seus salários base. Nós CDs da prefeitura estamos todos unidos para reivindicar o que é nosso por direito, ou seja, 100% de incorporação salarial já, esclarece a Cirurgiã-Dentista. Outra CD da comissão, Dra. Gisele de Bortolli Rauli, afirma que em reunião realizada com a Comissão de Serviço Público da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), vários assuntos foram debatidos. Curitiba é referência na área de Odontologia pública, mas algumas coisas estão mascaradas. O nosso movimento é forte e vamos continuar lutando, disse. Na sexta-feira, 26 de agosto, os CDs rejeitaram uma proposta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de aumento de 20%, dividido em 10% em cada um dos dois próximos anos. Não pedimos aumento salarial. Queremos apenas estar dentro do quadro dos médicos pela similaridade das profissões, afirma o Dr. Cláudio Fatuch. O CRO/PR tentou entrevistar a secretária municipal de saúde, Eliana Chomatas, durante vários dias, mas a assessoria de imprensa da SMS informava que a secretária estaria com muitos compromissos de agenda. O presidente do CRO/PR, Dr. Roberto Cavali, se disse incrédulo com a falta de sensibilidade dos gestores da prefeitura a respeito desta questão e afirmou que o Conselho apoiará qualquer decisão a ser tomada pelos profissionais da Odontologia que trabalham na Secretaria Municipal de Saúde da prefeitura de Curitiba. Dr. Cavali esteve presente na assembleia realizada pelos CDs da SMS no dia 13 de setembro, na sede da Associação Brasileira de Odontologia Seção Paraná (ABO/PR). Se não nos valorizarmos, não há decreto que resolva. Temos que fazer uma luta justa. Vocês têm um atendimento reconhecido pela qualidade e o CRO está ao lado de vocês para o que precisarem, afirmou o presidente na ocasião. Nesta assembleia, que contou com 250 CDs da SMS, por ampla unanimidade os profissionais decidiram a favor da greve, que deve ocorrer caso a prefeitura não receba a categoria para avançar com as negociações. No sábado, 17 de setembro, ocorreu um ato público na Boca Maldita. Nesta ocasião, foi realizado um abaixo-assinado e materiais foram distribuídos para conscientizar a população sobre a luta dos Cirurgiões-Dentistas da SMS. Os CDs seguem fortalecidos para continuar com a mobilização com objetivo de conquistar o direito de equiparação salarial com os médicos da SMS. Revista CRO l 13

14 CAPA Pré-conferências discutiram mudanças no Código de Ética O resultado de todos os debates será encaminhado aos CDs por O CRO/PR realizou cinco pré-conferências, em diferentes cidades do estado, para debater possíveis modificações no Código de Ética Odontológica. O objetivo foi discutir sugestões para a Conferência Nacional de Ética Odontológica (Coneo), que será realizado entre os dias 7 e 10 de novembro, em Goiânia. Os eventos, abertos a todos os Cirurgiões-Dentistas, foram realizados no mês de julho. Em Maringá, no dia 1.º; Londrina, dia 8; Ponta Grossa, 12; Cascavel, no dia 19, e o encerramento ocorreu em Curitiba, no dia 22 de julho. Segundo o presidente do CRO/PR, Dr. Roberto Cavali, o Código de Ética em vigência é de 2003, e o documento precisa ser atualizado periodicamente. Entre os assuntos discutidos, temas ligados à propaganda, células-tronco, e influência de novas tecnologias relacionadas à internet, como as redes sociais, no dia a dia da profissão do Cirurgião-Dentista. Na cidade de Maringá, o CRO/PR foi representado na pré-conferência pelo Dr. Cavali, os conselheiros Dr. Aguinaldo Fa- Em Maringá foi realizada a primeira da série de pré-conferências que depois se estenderam para diversas localidades para atender um maior número de Cirurgiões-Dentistas. rias, Dr. Carlos Herrero, Dr. Edson Milani, Dra. Gilce Sibonei e Dr. Claudenir Rossato. Em Londrina, 35 Cirurgiões-Dentistas da macrorregional estiveram presentes. Entre estes, professores de ética e bioética de cursos de graduação e pós-graduação, membros da câmera de Ética, além de outros profissionais ligados à Odontologia. Os representantes do CRO/PR em Londrina foram Dr. Cavali, os conselheiros Dr. Aguinaldo Farias, Dr. Claudenir Rossato e o Dr. Edson Milani. Também estiveram presentes a Dra. Lázara Rezende, coordenadora da macrorregional, e Dra. Norma Nabut, delegada da regional. Após os eventos nas cidades de Ponta Grossa e Cascavel, a última pré-conferência foi realizada na capital. Antes do início, Dr. Cavali expôs sua opinião sobre os debates. É uma reforma do Código de Ética. Discutimos os pontos que os profissionais da Odontologia entendem como atrasados. É uma forma democrática que permite que todos os Cirurgiões-Dentistas possam colaborar com o Código. Uma Comissão de Sistematização irá analisar todas as sugestões e elaborar um documento para ser enviado ao Conselho Federal de Odontologia (CFO), neste mês de setembro. Todas as propostas destas conferências serão encaminhadas em breve por para os CDs do Paraná. Em Curitiba a pré-conferência foi realizada na sede do CRO/PR. Uma das préconferências foi realizada em Londrina. 14 l Revista CRO

15 TECNOLOGIA CRO/PR informatiza sistema de fiscalização Fiscais já utilizam notebooks e impressoras durante visitas a clínicas e consultórios Os fiscais do CRO/PR, que periodicamente realizam visitas a consultórios particulares e clínicas odontológicas e estabelecimentos que prestam serviços odontológicos em todo o estado, já utilizam um sistema informatizado, composto de notebook e impressora. Os equipamentos entraram na rotina da fiscalização para dar mais celeridade ao processo de averiguações. A informatização está em fase inicial e ainda não atingiu todas as regiões do estado. Os fiscais ainda estão se familiarizando com o processo, mas a fiscalização, em média, não demora mais que 15 minutos. Segundo Roberto Tavares de Oliveira Neto, fiscal designado para coordenar este processo, explica que nas visitas são verificados diversos documentos e registros profissionais do CD e auxiliares. Em razão de o sistema ser online, mesmo se o fiscal estiver em um município do interior, o CRO/PR, em Curitiba, pode acompanhar o resultado da visita pelo sistema. Também diminui o número de papéis e fichas que o fiscal carregava. Agora todas as informações estão em um banco de dados que pode ser acessado durante a fiscalização, explica. As visitas são feitas de forma aleatória e as principais infrações estão ligadas ao descumprimento do Código de Ética, principalmente em relação à publicidade. Muitos alegam desconhecer as normas, explica Arrejane Benedetti, do Setor de Ética. Segundo ela o CRO/PR dispõe de uma consultoria gratuita aos CDs, que orienta sobre como fazer publicidade sem ferir o Código. A proposta do CRO/PR é orientar para não precisar punir, diz. E a punição pode vir de diversas formas, de uma simples advertência, penas pecuniárias, até cassação do registro. Já tivemos casos de Cirurgiões-Dentistas que tiveram o registro cassado por descumprirem o Código em relação à publicidade, conta. Depois de receber o Auto Termo, o CD tem um prazo para regularizar a situação, dependendo da gravidade da infração. Caso isso não ocorra, a infração pode se transformar em um processo ético. Mas há casos que de imediato viram processos éticos, como o de anunciar serviços em sites de descontos, o que não é permitido. O responsável pela fiscalização do CRO/PR, Adônis Rocha de Paula, conta que em média oito locais são visitados por dia pelo fiscal, entre consultórios particulares e clínicas. No ano passado os fiscais passaram por todos os 399 municípios do estado, diz, destacando que todas as denúncias que chegam ao Conselho são averiguadas. De Paula explica que o fiscal precisa se identificar e mostrar seus documentos ao CD antes de iniciar a fiscalização. Caso assim não o faça, o Cirurgião-Dentista deve solicitar a documentação. Muitos profissionais, no entanto, tentam dificultar o trabalho do fiscal, dizendo que não têm tempo para atender ou se negando a apresentar documentos solicitados. Quando isso ocorre, os fiscais tentam marcar dia e hora para voltar ao consultório ou clínica, já que as visitas são surpresas. Há também os que tratam mal os fiscais. Normalmente isso ocorre quando o CD está com alguma irregularidade, diz De Paula, observando que com o notebook em mãos fica fácil checar, por exemplo, se em alguma outra visita o Cirurgião- Dentista já foi notificado e seria, portanto, reincidente, o que agrava sua situação. Se um CD for notificado e isso acabar virando um processo ético, ocasionando algum tipo de infração, os dados ficam registrados no prontuário do profissional, que pode ter problemas, dependendo da gravidade, para tirar visto de permanência para outros países, em viagens de estudo e certidões que permitam participar de convênios odontológicos ou ser contratado por clínicas. Ao visitar o Cirurgião-Dentista o fiscal estará portando um notebook e uma impressora. Arrejane Benedetti é funcionária do setor de Ética do CRO/PR. Adônis Rocha de Paula, responsável pelo setor de Fiscalização.

16 Congresso Internacional de Odontologia Tema: O desafio da Odontologia na atenção à saúde. Museu Oscar Niemeyer Parque São Lourenço Jardim Botânico Expo Unimed Local do evento: Outubro de , 07 e 08 dias Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 Campo Comprido - Curitiba - PR CEP Tel.: (41) alguns dos ProFessores ConFirMados: ALBERTO CONSOLARO (BRASIL) CARLOS ALBERTO SPIRONELLI RAMOS (BRASIL) EDUARDO SABA-CHUJFI (BRASIL) ERICK VAN DOOREN (BÉLGICA) FERNANDO GOLDBERG (ARGENTINA) GUILHERME JANSON (BRASIL) JACQUES NOR (ESTADOS UNIDOS) JOSÉ HUMBERTO DAMANTE (BRASIL), JULIO CÉSAR JOLY (BRASIL) LUIZ FERNANDO PEGORARO (BRASIL) MáRIO GOES (BRASIL) MARIO GROISSMAN (BRASIL) JOSÉ CÍCERO DINATO (BRASIL) FERNANDO ARAÚJO (BRASIL) ROBERTO GODOLFIM (BRASIL) SÉRGIO ROBERTO VIEIRA (BRASIL) JOSÉ CARLOS GARÓFALO (BRASIL) MURILO CALGARO (BRASIL) Realização: Empresa organizadora: Apoio: Siga-nos no Contate-nos pelos telefones (41) ou Ekipe de Eventos (41) l Revista CRO

17 artigo Higienização das mãos x uso de luvas O uso de luvas de procedimento ou cirúrgicas pelo profissional da Odontologia é essencial e faz parte das precauções que têm por objetivo a redução do risco de transmissão de agentes infecciosos, principalmente aqueles veiculados pelo sangue ou outros fluidos corpóreos, secreções e excreções, aos pacientes e a outros profissionais da equipe de saúde. sua aplicação destina-se a todos os pacientes, independente do estado presumível de infecção deste, na manipulação de equipamentos e artigos contaminados ou sob suspeita de contaminação. Já a higienização das mãos tem por objetivo reduzir a contaminação das mãos dos profissionais, prevenindo e/ou controlando as infecções. A pele é constantemente exposta a vários tipos de microrganismos do ambiente, sendo colonizada por bactérias e fungos. estas constituem as microbiotas transitória e residente. A microbiota transitória, composta por microorganismos patogênicos, coloniza a camada superficial da pele, sobrevivendo por curto período de tempo e é passível de remoção pela higienização simples das mãos. ela é adquirida quando o Cirurgião-dentista entra em contato direto com o paciente (colonizado ou infectado), ambiente, superfícies próximas ao paciente, produtos e equipamentos contaminados. As bactérias da microbiota residente estão frequentemente aderidas nos estratos mais profundos da camada córnea, formando colônias que se multiplicam e se mantêm em equilíbrio com as defesas do hospedeiro. Podem ser inativadas por antissépticos, são de baixa virulência e raramente causam infecção. Contudo, podem ocasionar infecções sistêmicas em pacientes imunocomprometidos e após procedimentos invasivos. O tema Higienização das mãos, englobando quatro tipos de procedimentos: a higienização simples, a higienização antisséptica, a antissepsia cirúrgica das mãos e a fricção antisséptica. entre as finalidades da higienização das mãos podemos citar a remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato; prevenindo e reduzindo as infecções causadas pelas transmissões cruzadas. recomendações quanto a higienização das mãos: a. Higienização simples das mãos: remove mecanicamente as sujidades e reduz a microbiota transitória. O material utilizado é água, sabonete líquido e papel toalha. A higiene simples das mãos deve ser realizada: no inicio e término dos turnos de trabalho; Antes e após ir ao banheiro; Após assoar o nariz; Antes e após as refeições; Quando usar as mãos para cobrir a boca para tossir ou espirrar; Antes e imediatamente após contato direto com o paciente; Antes de preparo e manipulação de medicamentos; Após remover luvas; Quando houver sujidade visível nas mãos; Antes de iniciar e finalizar os procedimentos; Após contato direto com secreções corporais e matéria orgânica; Após manusear superfície ou material contaminado; em caso de acidente com perfurocortante. B. Higienização antissépsica das mãos: elimina a microbiota transitória e reduz a residente. Utiliza-se água e detergentes com antissépticos (PVP-i a 10% com 1% de iodo livre ou clorexidina aquosa ou triclosan). A Antissepsia das mãos deve ser realizada: Nos casos de precaução de contato; Nos casos de surtos. C. Antissepsia cirúrgica das mãos: Promover a remoção de sujidades e de microrganismos, reduzindo a carga microbiana das mãos, com auxilio de um antisséptico. A antissepsia das mãos deve ser realizada: no pré-operatório, antes de qualquer procedimento cirúrgico (indicado para toda equipe cirúrgica); Antes da realização de procedimentos invasivos (ex. drenagens de abscessos, pequenas suturas e outros). d. Fricção Antisséptica (Álcool 70% sob a forma liquida com 1-3% glicerina ou em gel): reduzir a carga microbiana das mãos (não há remoção de sujidades). A falta de adesão dos profissionais de saúde à higienização simples das mãos introduziu a higienização com álcool, repercutindo positivamente nas taxas de infecção, contudo o uso inadequado do álcool pode facilitar a transmissão de infecções por meio das mãos. A eficácia deste procedimento depende da ausência de sujidade ou matéria orgânica nas mãos, na concentração, tempo de contato e o volume da solução/gel utilizada. A higienização das mãos com preparação alcoólica deve ser realizada: Antes de contato com o paciente; Após contato com o paciente; Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos; Após risco de exposição a fluidos corporais; Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente próximas ao paciente com as mãos não enluvadas; Antes e após remoção de luvas; em situações e ou locais onde não haja água acessível (ambulâncias, campanhas de saúde pública; domicílios entre outros). Dra. Erica Lopes Ferreira (CRO 3581) - Comissão de Vigilância Sanitária do CRO/PR

18 EVENTOS Representantes do CRO/PR participam de debate sobre Odontologia Hospitalar Evento foi realizado de 20 a 23 de julho, no Rio de Janeiro As Cirurgiãs-Dentistas Dra. Regina Martins Schmitt e Dra. Caroline Fernandes estiveram presentes no Rio de Janeiro, recentemente, representando o CRO/PR no 20.º Congresso de Odontologia do Rio de Janeiro (20.º CIORJ), realizado de 20 a 23 de julho, quanto também foi realizado o III Encontro de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar e o I Fórum das Comissões de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar (MOOH) dos CROs. O objetivo foi a apresentação de propostas para a legitimação institucional, acadêmica e cientifica da MOOH no Brasil. A abertura foi feita pelo presidente do CRO- RJ, Dr. Afonso Fernandes Rocha, e pelo Dr. Paulo Pimentel, representando a Comissão do Rio de Janeiro e o Grupo de Referência em Medicina Oral, que expôs a situação e a necessidade de qualificação profissional de Cirurgiões-Dentistas nessa área. De acordo com as representantes do CRO/PR no evento, a proposta da elabora- Dra. Caroline Fernandes. 18 l Revista CRO ção de um documento básico para ser enviado ao CFO sugerindo a regulamentação da área foi aceita e os pontos principais para discussão foram a escolha do nome para a área, o formato de pós-graduação (tipo, tempo, disciplinas, local, docentes, requisitos para entrada de alunos, etc), a entidade responsável pela regulamentação e o reconhecimento dos profissionais já qualificados. Segundo elas as sugestões e ideias foram apresentadas por representantes de 18 estados brasileiros, onde todos tiveram a oportunidade de se manifestar e apontar assuntos que serão contemplados nesse documento destinado ao CFO, que deverá ser enviado para as entidades que participaram do evento, ou se fizeram representar, antes do envio oficial ao CFO. As CDs explicam que presidentes das comissões já estabelecidas e representantes das comissões em criação expuseram suas experiências, resultados, dificuldades e dúvidas, e percebeu-se que as ambições e angústias são semelhantes e os objetivos são comuns, mesmo num país com tantas diferenças regionais. A Sociedade Brasileira de Medicina Questionamentos Oral (SBMO) e Associação Brasileira de Odontologia Hospitalar (ABRAOH) se fizeram representar pelo Dr. Luciano Vieira e Dra. Elaine Camargo, associações que têm se mostrado receptivas ao crescimento da MOOH. Ficou claro que o foco principal deverá ser concentrado na criação dos grupos e comissões estaduais ligados aos respectivos CROs, dizem as representantes do CRO/PR. Dra. Regina Martins Schmitt. Questionamentos As Cirurgiãs-Dentistas explicam que questionamentos sobre a denominação Medicina Oral e Odontologia Hospitalar foram feitas e foi observado que não são preocupantes para os representantes das entidades presentes, pois o termo já é aceito internacionalmente e o CFM já se manifestou a respeito, informando que não há qualquer restrição ao seu uso no Brasil, conforme CFM 1.845/2008. O objetivo é agregar todas as especialidades Odontológicas que direta ou indiretamenteestão ligadas à área e tornar uma habilitação, dizem. As propostas sobre a forma da qualificação do profissional foi amplamente discutida, com relação à residência ou habilitação, e quanto a quem ficará a responsabilidade de capacitar, mas se sabe que as diretrizes serão rígidas. A intenção não é formar um comércio a partir dessa nova área, mas sim formar um bom profissional e habilitá-lo a esse novo conceito. As CDs explicam ainda que foi colocada necessidade da divulgação para outros conselhos de classe para que haja conhecimento e interação multidisciplinar, mostrando a importância do Cirurgião-Dentista como parte integrante da equipe das especialidades da área da saúde.

19 EventoS Palestra em Ponta Grossa orienta acadêmicos da UEPG Conselho Regional visita periodicamente estudantes dos últimos anos dos cursos de Odontologia para dar informações sobre inscrição no órgão e outros dados Os acadêmicos do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) receberam a visita de representantes do CRO/PR no dia 30 de maio. Segundo o presidente, Roberto Cavali, o Conselho visita com regularidade os acadêmicos dos últimos períodos das escolas de Odontologia do Paraná para repassar informações importantes em relação à entidade, ao exercício da profissão e o relacionamento com pacientes e colegas. Uma dessas orientações é, por exemplo, ressaltar que, mesmo após formado, o estudante não pode exercer a profissão se não fizer sua inscrição no CRO/PR. Essa inscrição pode ser a provisória ou a definitiva. A provisória, válida por dois anos, pode ser solicitada com o certificado de colação de grau e a definitiva apenas com o diploma. Participaram do encontro com os acadêmicos da UEPG o presidente Roberto Cavali, a conselheira Gilce Czlusniak Alves da Costa, que ressaltou questões éticas da profissão, e a auditora fiscal para Ponta Grossa e região, advogada Naie C. Ataya. A visita ocorreu a convite do professor Fernando Fernandes, da disciplina de Orientação Profissional, e da professora Márcia Helena Baldani Pinto, coordenadora do curso. II Encontro de Saúde Bucal O presidente do CRO/PR, Dr. Roberto Cavali, e o secretário do CROPR, Dr. Aguinaldo Coelho de Farias, estiveram recentemente em Florianópolis participando de uma reunião com os presidentes dos CROs de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para definirem os últimos detalhes da realização do II Encontro Sul Brasileiro de Saúde Bucal. O Encontro será realizado na cidade de Porto Alegre entre os dias 29 de setembro e 1.º de outubro deste ano. A programação já está fechada, com todos os palestrantes confirmados. Os interessados devem procurar se inscreverem o quanto antes pois as vagas são limitadas e a procura é muito grande. Mais detalhes no site do CRO/PR, clicando no banner do Encontro. Revista CRO l 19

20 atos oficiais O Edital do processo 143/08foi publicado no Diário Oficial. edital de CensUra PÚBliCa Cd Wagner tomasoni schemberg Cro/Pr Cd andré Mauro Fedeszen lapuch Cro/Pr 7765 Cd Michelle dal Pizzol de Melo Cro/Pr tpd sandro Willian Batista de souza Cro 1115 Clinica odontológica schemberg & dal Pizzol ltda odontosan (Cl 1474) Em decorrência da decisão proferida pelo Conselho Regional de Odontologia do Estado do Paraná (CRO/PR), nos autos do Processo Ético nº. 143/08, contido no teor do acórdão lavrado transitado em julgado, sem interposição de recurso e em conformidade com decisão judicial, faz saber que foi aplicada ao Cd Wagner tomasoni schemberg Cro/Pr 15523, Cd andré Mauro Fedeszen lapuch Cro/Pr 7765, Cd Michelle dal Pizzol de Melo Cro/Pr 15386, ao TPD Sandro Willian Batista de Souza CRO 1115 e a Clinica odontológica schemberg & dal Pizzol ltda odontosan (Cl 1474) a pena de CENSURA PÚBLICA EM PUBLICAÇÃO OFICIAL, por infração aos artigos: 5º - Inciso XI; Art 9º - Inciso III; Art. 33, Art. 34 Inciso I do Código de Ética Odontológica. A presente publicação decorre dos termos do Artigo 40, inciso III e Art. 45 Capítulo XVI do Código de Ética Odontológica Resolução 42/03 e 71/06. Curitiba (PR), 25 de maio de Roberto Eluard da Veiga Cavali, CD Presidente CRO/PR O Edital do processo 186/08 foi publicado no Diário Oficial. edital de CensUra PÚBliCa Cd FeniX CliniCa de ortodontia s/s ltda Cl 1576 Em decorrência da decisão proferida pelo Conselho Regional de Odontologia do Estado do Paraná (CRO/PR) nos autos do Processo Ético nº. 186/08, contido no teor do acórdão lavrado transitado em julgado, com interposição de recurso, faz saber que foi aplicada a Cínica Fênix Clinica de ortodontia s/s ltda Cl 1576 a pena de CENSURA PÚBLICA EM PUBLICAÇÃO OFICIAL (em conformidade com decisão judicial), por infração aos artigos: Artigos 5º Inciso XI, Artigo 9º - Inciso III, Art. 33, Art. 34 Inciso I, Art. 35, todos do Código de Ética Odontológica (Res. 42/03 e 71/06). A presente publicação decorre dos termos do Artigo 40, inciso III do Código de Ética Odontológica Resolução 42/03 e 71/06. Curitiba (PR), 10 de junho de Roberto Eluard da Veiga Cavali, CD Presidente CRO/PR O Edital do processo 08/09 foi publicado no Diário Oficial. edital de CensUra PÚBliCa (em conformidade com decisão judicial) CD - YOUG RAE KIM CRO/PR (transferido) TPD - SANDRO WILIAN BATISTA DE SOUZA CRO/PR 1115 TPD - ADALZIZA TRINDADE DE SOUZA CRO/PR 1322 CLINICA - BARBIERI & TRINDADE LTDA CLM 1287 ODONTOSAN / MARINGÁ Em decorrência da decisão proferida pelo Conselho Regional de Odontologia do Estado do Paraná (CRO/PR), nos autos do Processo Ético nº. 08/09, contido no teor do acórdão lavrado transitado em julgado, sem interposição de recurso, faz saber que foi aplicada a CD Youg Rae Kim, a pena de CENSURA PÚBLICA EM PUBLICAÇÃO OFICIAL, cumulada com pena pecuniária equivalente a 02 (duas) anuidades, ao TPD Sandro Willian Batista de Souza a pena de Censura Pública em Publicação Oficial, a TPD Adalziza Trindade de Souza a pena de Censura Pública em Publicação Oficial, cumulada com pena pecuniária equivalente a 10 (dez) anuidades e a Clínica Barbieri & Trindade Ltda CL 1287 a pena de Censura Pública em Publicação Oficial, cumulada com pena pecuniária equivalente a 40 (quarenta) anuidades, por infração aos artigos: Artigos Art 9º - Inciso III; Artigo 24 Inciso III, Art. 34 Inciso I e VII; Art. 35 todos do Código de Ética Odontológica (Res. 42/03 e 71/06) A presente publicação decorre dos termos do Artigo 40, inciso III e Art. 45 Capítulo XVI do Código de Ética Odontológica Resolução 42/03 e 71/06 e Resolução 63/05. Curitiba (PR), 17 de agosto de Roberto Eluard da Veiga Cavali, CD Presidente CRO/PR 20 l Revista CRO

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