DINÂMICA DO POTÁSSIO NO SISTEMA SOJA-MILHO EM ÁREA DE ALTA PRODUTIVIDADE EM SORRISO-MT.

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1 DINÂMICA DO POTÁSSIO NO SISTEMA SOJA-MILHO EM ÁREA DE ALTA PRODUTIVIDADE EM SORRISO-MT. Projeto Agrisus No: 1225/13 Coordenador do projeto: Prof. Dr. Anderson Lange. Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso UFMT,Campus de Sinop. Avenida Alexandre Ferronato, 1200, Setor Industrial - SINOP MT. CEP Local da pesquisa: Fazenda Santa Anastácia, município de Sorriso, MT. Valor financiado pela Fundação Agrisus: R$ ,00 Vigência do Projeto: 04/11/2013 a 01/06/ INTRODUÇÃO Nos últimos anos com o avanço do melhoramento genético para os materiais cultivados nos solos mato-grossenses e uso de alta tecnologia, a produtividade média de grãos nas fazendas tem aumentado, com a soja produzindo em lavouras bem conduzidas mais de 70 sc ha -1 (4200 kg ha -1 ) e o milho 2ª safra chegando a 140 sc ha -1 (8400 kg ha -1 ), gerando um acréscimo na extração e exportação de nutrientes, em especial potássio (K). Nesta condição de alta produtividade, o sistema soja-milho extrai do solo aproximadamente 331 kg ha -1 de K e exporta 145 kg ha -1 de K (equivalente a 175 kg ha -1 de K 2O ou 290 kg ha -1 de KCl). Salienta-se que as adubações rotineiras na região combinam a aplicação de 90 a até 120 kg ha -1 de K 2O na soja e kg ha -1 de K 2O no milho (~180 kg ha -1 de K 2O), ou seja, exporta-se 175 kg ha -1 de K 2O e a entrada é próxima, porém é sabido que a eficiência nunca será de 100%. Agravasse ainda mais a situação porque na maioria das áreas adotasse a constante sucessão soja-milho, que condiciona a exploração do mesmo perfil de solo ano após ano e tem gerado problemas, entre eles a deficiência de K, inclusive sendo identificada movimentação vertical. Este problema pode ser minimizado com o uso da braquiária em meio ao milho, no sistema de integração, para cobrir o solo e ciclar nutrientes. Recentemente tem se notado que mesmo sendo realizada a adubação potássica anual, os níveis médios na camada de até 0,20 m estão sofrendo redução, quer por falta de aplicação de uma dose adequada ao sistema soja-milho, quer por movimentação vertical e até por movimentação horizontal (erosão). A redução nos valores ao longo dos anos pode ser vista abaixo. As anuais exportações altas de K tem reduzido a concentração no solo, porém as produtividades ainda continuam se mantendo. Uma possível explicação é o K contido

2 na palhada de milho sustenta a soja e mantém sua produtividade alta. Já no milho, sintomas visuais tem aparecido nas propriedades. Por este motivo obter informações sobre a concentração de K ao longo do perfil do solo e a capacidade de ciclá-lo através da integração milho-braquiária, bem como avaliar o efeito residual da adubação potássica de uma cultura para outra e ciclagem na palhada de milho é necessário. Sabe-se que os restos vegetais deixados na superfície do solo em sistemas de produção com semeadura direta podem constituir uma reserva considerável de nutrientes. Por essa razão, o K que está contido na palhada pode tornarse uma fonte expressiva de K para nutrição da próxima cultura. 2. METODOLOGIA O estudo está sendo desenvolvido na Fazenda Santa Anastácia, localizada no município de Sorriso MT, o experimento esta sendo conduzido em área comercial, sendo que a área do experimento foi isolada para não sofrer interferência da adubação da fazenda. A área em questão esta sendo conduzida sobre sistema de cultivo mínimo sendo plantado soja safra e milho safrinha nos últimos 16 anos. A área do experimento foi separada em três áreas distinta, para cada experimento que será realizado. 2.1 experimento 1 (decomposição de palhada de milho) O objetivo do experimento é acompanhar a taxa de decomposição da palhada do milho e mensurar a taxa de passagem de K da palhada para o sistema (litter bags com a quantia de palha igual a da área de estudo massa x área). Para isto foi mensurado a quantidade de palhada que tinha na área comercial, sendo que ficou em aproximadamente 14 Mg de matéria seca por ha de palhada de milho, sendo acondicionada em litter bags de 0,25 m 2 (figura 1 A) para a decomposição de palhada e litter bags de 1 m 2 para deslocamento de K no perfil do solo em baixo dos mesmos (figura 1 B). Antes da implantação do experimento foi realizado analise do solo no local onde foi implantado o experimento as amostras para análise química foram retiradas na camada de 0-10, 10-20, e cm de profundidade sendo realizado 10 sub-amostras para a obtenção de uma composta.

3 Figura 1: (A) croqui do experimento decomposição de palhada de milho e taxa de passagem de K para o solo, (B) croqui do experimento de deslocamento do K no perfil do solo. Foram acondicionados 33 litter bags de 0,25 m 2 com 14 Mg ha -1 de massa seca de palhada de milho, sobre o solo, para avaliar a taxa de decomposição da mesma e a passagem de K para o sistema o experimento foi implantado no dia 07 de setembro de 2013, sendo que a cada 14 dias era coletado 3 litter bags, sendo assim feita 11 coletas, os quais eram secos em estufa de circulação de ar a 65ºC por 48 horas e pesados, após isto eram moídas em moinho de faca para posterior analise química. No mesmo dia foi implantado o experimento para obtenção do deslocamento do K no perfil do solo sendo as doses de palhada usadas 0; 14 e 42 Mg ha -1 sendo que ambos os experimentos foram retirados de campo no dia 22 fevereiro de Neste mesmo dia foi realizada a coleta de solo em baixo de cada repetição sendo realizado uma trincheira e retirado 3 sub-mostras para cada parcela, as amostras nas profundidade de 0-5, 5-10, 10-15, 15-20, e cm. Todos os materiais coletados foram levados para o laboratório de solos da Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Sinop, onde estão sendo realizados as analises e medições. 2.2 Experimento 2 (efeito residual da adubação potássica) O objetivo do experimento é avaliar o efeito residual da adubação potássica, ciclagem e o deslocamento do K no perfil do solo. o experimento foi implantado no dia 26 de outubro de 2013, foram aplicadas doses de K na cultura da soja (0; 40; 80; 160; 320 kg ha -1 de K 2O) (figura 2 A) as parcelas eram constituídas de 12 linhas de plantio (6,6 m) por 6 m de comprimento.

4 Figura 2; (A) croqui do experimento, doses de K 2O por hectare na cultura da soja, (B) ) croqui do experimento com efeito residual do K e da braquiária na cultura do milho. Foram coletados folha em R1 e planta em R7 para analisar o teor de nutrientes, o experimento foi colhido dia 27 de fevereiro de 2014, foram coletados 12 metros lineares para determinar a produção e 10 plantas para avaliar os componentes de produção, as amostras estão em laboratório em faze final de analise dos dados. Neste mesmo dia foi realizada a coleta de solo em baixo de cada repetição sendo realizado uma trincheira e retirado as amostras nas profundidade de 0-5, 5-10, 10-15, 15-20, e cm. O experimento testando o efeito residual no milho foi implantado no dia 05 de fevereiro de 2014, (figura 2 B) as parcelas eram constituídas de 12 linhas de plantio (6,6 m) por 6 m de comprimento, e as sub-parcelas eram constituídas de 6 linhas de plantio (3,3 m) por 6 m de comprimento. O experimento se encontra a campo, com colheita prevista para inicio de julho de Experimento 3 (doses de K no milho) O objetivo do experimento é avaliar o efeito de doses de K no milho (0; 40; 80 e 120 kg ha -1 de K 2O) integrado ou não com braquiária, ciclagem e o deslocamento do K no perfil do solo. O experimento foi implantado no dia 26 de outubro de 2013, (figura 3)

5 as parcelas eram constituídas de 12 linhas de plantio (6,6 m) por 6 m de comprimento, e as sub-parcelas eram constituídas de 6 linhas de plantio (3,3 m) por 6 m de comprimento. O experimento se encontra a campo, com colheita prevista para inicio de julho de Figura 3; croqui do experimento mostrando doses de K utilizadas Kg de K 2O por há, consorciado ou não com braquiária. 3 RESULTADOS Ate o momento não se obteve nenhum resultado, pois como já foi dito os experimentos se encontram em faze de tabulação dos dados ou a campo, sendo que estes resultados serão apresentados no próximo relatório. 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BLEVINS, D.G. Role of potassium in protein metabolism in plants. In: MUNDSON, R.D. (ed.). Potassium in Agriculture. Madison: ASA/CSSA/SSSA,1985.p COELHO, A.M.; FRANÇA, G.E. Seja o doutor do seu milho. Informações Agronômicas,. Potafos, n.66, p. EPSTEIN, E.; BLOOM, A.J. Nutrição Mineral de plantas: princípios e perspectivas. Trad. M.E.T. Nunes. Londrina: Editora Planta, 2006, 403p. MALAVOLTA, E.; CROCOMO, O.J. O potássio e a planta. In: POTÁSSIO NA AGRICULTURA BRASILEIRA, Londrina, Anais. Piracicaba, POTAFÓS,1982.p MALAVOLTA, E.; VITTI, G. C.; OLIVEIRA, S. A. Avaliação do estado nutricional das plantas: princípios e aplicações. 2. ed. Piracicaba: POTAFOS, p. MALAVOLTA, Eurípedes. Manual de nutrição mineral de plantas. São Paulo: Agronômica Ceres, p

6 ANEXOS: Figura 4; amostras de palhada prontas para analise química.

7 Figura 5: experimento de milho, mostrando parcela subdividida com e sem braquiária

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