INFORMATIVO. Cruzamento Industrial e suas vantagens Pág. 5

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1 INFORMATIVO Bauru, 21 de março 2008 nº 012 Saiba como aumentar a fertilidade em seu rebanho Pág. 2 O Informativo NOBRE desse mês, trás uma série de informações para seus leitores,sobretudo para quem deseja otimizar a produção do seu rebanho, conseguindo aumento na fertilidade dos animais e diminuição da mortalidade de cordeiros Entenda mais sobre o Cruzamento Industrial e suas vantagens Pág. 5 Conheça mais sobre o Cruzamento Industrial, quais as vantagens e os benefícios que ele pode trazer. Ovelhas Cruzadas O aumento da produtividade dos rebanhos, é a maneira mais eficaz de potencializar os lucros na propriedade. Borregas ½ Sangue Dorper 21/03/2007 Informativo NOBRE 1

2 Saiba como aumentar a fertilidade de seu rebanho Algumas medidas simples realizadas pelo ovinocultor, pode refletir em aumentos significativos na produtividade do rebanho Com o aumento do rebanho tipo carne nas últimas décadas, a fertilidade das ovelhas tornou-se um aspecto ainda mais importante no desempenho econômico da produção ovina. Na maioria das vezes o ovinocultor seleciona seus animais por características produtivas, porém quanto à fertilidade, a seleção fica comprometida pelo desconhecimento no desempenho individual de cada ovelha. Outro entrave à produção de carne ovina é o reduzido percentual de cordeiros desmamados devido à mortalidade peri-natal. Para controlar esses dois pontos na produção ovina, a Embrapa Pecuária Sul está indicando o seguinte sistema que pode ser usado em monta natural ou controlada. O Que Fazer? Um mês antes do início do encarneiramento, avaliar a capacidade reprodutiva dos carneiros através do exame andrológico (consultar o veterinário a respeito) e o estado nutricional do rebanho de cria (exame de condição corporal). É importante fazer as avaliações com antecedência para tomar alguma medida corretiva necessária ainda em tempo para o acasalamento. Utilizar pelo menos 2% de carneiros com fertilidade comprovada e ovelhas em bom estado corporal, ou seja, com condição corporal igual ou superior a 3 numa escala de 1 a 5. A temporada de cobertura que normalmente inicia em fevereiro-março, deve durar 42 dias. Nas primeiras duas semanas do encarneiramento colocar no peito dos carneiros tinta t amarela (mistura de tinta t em pó com graxa de ovelha ou patente ou até mesmo água), nas duas semanas seguintes utilizar tinta verde e nas últimas duas semanas tinta vermelha. Após os 42 dias de encarneiramento retirar 21/03/2007 Informativo NOBRE 2

3 os carneiros do rebanho. Dois dias depois colocar o rebanho já coberto 1-2% de rufiões com tinta preta no peito por três semanas. Independentemente do número de ovelhas usar no mínimo dois rufiões. Os rufiões podem ser carneiros vasectomizados, ou então capões ou ovelhas tratadas com hormônio masculinizante (consultar o veterinário a respeito). Após o período total de 65 dias, o produtor vai ter o rebanho nas seguintes condições: - Ovelhas marcadas pelos carneiros com uma só cor (amarela, verde ou vermelha), que são as ovelhas que estão prenhes e que ficaram cobertas no primeiro cio durante o primeiro, segundo ou terceiro conjuntos de 14 dias de encarneiramento. - Ovelhas marcadas com duas cores (amarela e verde, amarela e vermelha, verde e vermelha), que são as ovelhas que estão prenhes, mas que precisaram duas coberturas para conceber. - Ovelhas marcadas com três cores (amarelo, verde e vermelho), que são as ovelhas que estão prenhes, mas que precisaram três cios para conceber. - Ovelhas marcadas com a cor preta (independente de estarem marcadas com outra cor), que são as ovelhas que estão provavelmente vazias e podem ser apartadas do rebanho. - Ovelhas sem marcação nenhuma (brancas), são as ovelhas que não entraram em cio durante o encarneiramento, que podem ter ficado prenhes antes do período de cobertura, podem ser muito jovens e não estarem púberes ou ainda serem animais com problemas reprodutivos. Esta categoria precisa ser avaliada caso a caso, mas deve ser uma minoria do rebanho que foi acasalado. Limitações e problemas que podem acontecer Revisar o rebanho pelo menos uma vez ao dia para aplicar tinta nos carneiros, evitando que estes marquem ovelhas fora do cio durante este manejo. Controlar o aparecimento de doenças características da época ou que podem acontecer quando se concentram animais (bicheira especialmente nos b 21/03/2007 Informativo NOBRE 3

4 carneiros, podridão do caso e peste dos olhos). Para que serve tudo isto? Ao final do serviço o produtor terá informações da fertilidade d de suas ovelhas e ainda com essas informações tem a possibilidade de organizar o manejo do rebanho de cria. As ovelhas marcadas somente com uma cor (amarela, verde ou vermelha) são as fêmeas de maior fertilidade do rebanho, pois emprenharam no primeiro cio. As marcadas com duas cores (amarela e verde, amarela e vermelha ou verde e vermelha) são de fertilidade intermediária, pois necessitaram dois cios para emprenhar. Finalmente as marcadas com três cores (amarelo, verde e vermelho), que precisaram de três cios para emprenhar e, portanto são de menor fertilidade. Todas as fêmeas, entretanto, são férteis e deverão estar prenhes. Uma percentagem maior que 10% de ovelhas marcadas com preto ou sem marcação (brancas) são um indicativo de problemas no manejo geral do rebanho de cria. Por exemplo, aparecimento de muitas ovelhas marcadas de preto é indicativo de problemas reprodutivos que podem ser decorrentes do manejo dos carneiros durante o encarneiramento ou problemas individuais das ovelhas como as infecções uterinas. Alta percentagem de ovelhas brancas pode ser indicativo que os cercados não estão em boas condições propiciando gestações indesejáveis ou então de baixa condição corporal do rebanho durante o acasalamento, especialmente das borregas. Em qualquer um dos casos acima, isto serve de alerta para o ovinocultor procurar assistência de um profissional i capacitado. Outra informação muito importante das informações colhidas durante o encarneiramento é a data de parto de cada lote de ovelhas prenhes. As ovelhas marcadas de amarelo deverão iniciar a parição 145 dias a partir do início do encarneiramento e assim sucessivamente. Com estas informações o produtor pode diferir em piquete com abrigo se preparado para os nascimentos e ainda dividir o o seu rebanho por lote de parição, desta forma propiciando maior atenção as ovelhas vão parir em cada período, o que é fundamental 21/03/2007 Informativo NOBRE 4

5 Cruzamento Industrial - Conheça mais sobre essa técnica que pode proporcionar para aumentar a sobrevivência dos cordeiros. Com objetivo de se evitar excesso de lotação no piquete de parição, ao mesmo tempo em que se retira as ovelhas já paridas do lote amarelo, colocase as ovelhas do lote e assim sucessivamente. Usando esta metodologia pode- se também adotar a suplementação estratégica de ovelhas gestantes que deverá iniciar uma semana antes da data prevista para o parto, propiciando p aumento na produção de colostro, contribuindo também para redução da mortalidade de cordeiros. Todas essas medidas, aliadas à um bom manejo reprodutivo, com raças especializadas na produção de carne, proporciona ao ovinocultor ganhos significativos. Carlos José Hoff de Souza, Carlos Miguel Jaume e José Carlos Ferrugem Moraes são pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul - Bagé (RS). Fonte: Indicação da associada Sra. Helena Iutaka aumentos significativos na produtividade id d dos ovinos. DEFINIÇÃO: O que é Cruzamento Industrial? Cruzamento industrial é a cruza de duas raças com características complementares, como é feito no rebanho ovino, com os animais da raça Santa Inês e Dorper por exemplo. A raça Santa Inês tem uma carcaça comprida e os animais da raça Dorper que é um animal precoce e baixo mas com uma musculatura bem desenvolvida. Juntando as características se obtém um animal grande, musculoso e precoce. Nos bovinos, o cruzamento mais comum é entre zebuínos e taurinos, resultando um animal com maior resistência, peso e qualidade de carne. A utilização dos cruzamentos será mais efetiva quando forem tecnicamente planejados, no sentido de se escolher raças que atendam às especificidades do meio ambiente. Por exemplo: considerando a produção em pasto, nas quais as condições ambientais variam muito de com 21/03/2007 Informativo NOBRE 5

6 região para região, teremos de trabalhar com genótipos adaptados a cada região e situação. Essas condições ambientais acabam por nos fazer concluir que, na maioria das vezes, não é adequado usar raças muito exigentes puras, sendo mais vantajoso fazer cruzamentos. Então, partimos para a manutenção da linha materna de raças adaptadas a essas condições ambientais, e utilizamos, para cobrir estas ovelhas, raças mais exigentes, especializadas em carne, em sistema de cruzamento industrial. Os animais mestiços tendem a manifestar as vantagens das duas raças, tirando melhor proveito do ambiente e do manejo. QUE TIPO DE MATRIZES? Os criadores na atividade em um modo geral têm usado fêmeas Santa Inês, cruzadas Santa Inês, SRD (sem raça definida) e animais ½ sangue ou com maior grau sanguíneo para uma das raças de corte como base do plantel comercial para a produção de cordeiros voltado para corte. Cada um destes perfis de fêmea tem características interessantes ou não para o objetivo da produção de cordeiros. Vantagem: São animais com características ti reprodutivas interessantes para formação de um plantel comercial, em um modo geral ciclam o ano inteiro possibilitando o uso do recurso da estação de monta em épocas que rebanhos de origem Européia (Texel, Ile de France, Hampshire Down, Sulfok) estão em anestro (não ciclam). Outro fator interessante é que altas taxas de prolificidade se manifestam nestes rebanhos quando o manejo nutricional está correto. Desvantagem:Embora a aptidão reprodutiva, em um modo em geral as carcaças destas fêmeas são ruins, pelo fato de em nenhum momento nestes rebanhos terem sido adotados critérios de seleção voltados a formação de um plantel comercial forte para a produção de carne. Normalmente são usados reprodutores geneticamente inexpressíveis, o que representa em animais mais tardios para ganho de peso resultando em uma idade de abate maior 21/03/2007 Informativo NOBRE 6

7 ( dias) e muitas vezes com um peso vivo desinteressante ao mercado (abaixo dos mínimos 30 kg), carcaças que o mercado remunera, porém com um preço abaixo do ideal. Como melhorar: introduzindo reprodutores geneticamente comprovados e selecionando as cordeiras para incorporá-las ao plantel realizando deste modo um cruzamento absorvente. Estas cordeiras são as futuras matrizes do rebanho melhorando o perfil genético do rebanho. Estes reprodutores podem ser Santa Inês quando o criador não quer perder a base do rebanho, porém mesmo assim correndo o risco dos cordeiros serem remunerados abaixo do mercado, ou reprodutores de corte selecionando as fêmeas ½ sangue e abatendo as fêmeas descarte desta seleção e cordeiros machos no preço de abate de mercado ou acima em alguns casos. Fêmeas ½ Sangue ou com maior grau sanguíneo para raças de corte Vantagem: são animais com uma melhor aptidão a produção de carne, pois suas carcaças melhores são remunerada pelo mercado. Os produtos destas fêmeas quando adota um manejo nutricional adequado são precoces, com alto ganho peso no período de aleitamento ao abate, maior rendimento de carcaça e um padrão. Em média consegue-se abate-los, nas condições anteriormente citadas, acima de 32 kg de peso vivo em um período de até dias de idade. - Desvantagem:- dependendo da raça utilizada na formação deste plantel este rebanho pode ficar preso a sazonalidade reprodutiva obrigando o produtor a realizar seus manejos reprodutivos em algumas épocas do ano. Como melhorar Introduzindo reprodutores geneticamente comprovados nestes rebanhos aumentando o perfil deste para a produção de carne. Para quem possui o interesse de manter apenas animais ½ sangue no rebanho manter uma ponta do rebanho com animais SRD ou Santa Inês, para repor estes animais apenas tomando cuidado com o acasalamento consangüíneo destes animais. com 21/03/2007 Informativo NOBRE 7

8 Uma outra estratégia que pode ser adotado é a introdução de uma terceira raça de corte ao rebanho realizando desta forma um tree-cross, melhorando ainda mais o perfil do rebanho porém neste caso o ideal é o abate dos machos e fêmeas ou comercialização destas fêmeas para um outro criador. Principais problemas encontrados nos animais NOBRE: A falta de padronização das carcaças dos animais produzidos pelo Núcleo atuamente, é um problema, que aos poucos, os associados vem tentando solucioar, ao utilizar cruzamentos industriais, a fim de conquistar novos mercados. Outro exemplo de cordeiro NOBRE que desclassifica o lote não permitindo a fabricação de cortes de carcaça. (Abate realizado no FRIGOL) Falta de padronização nas carcaças. Este lote possuía animais ½ sangue Texel, ½ sangue Dorper e Santa Inês. (Abate realizado no FRIGOL) Exemplo de carcaças padronizadas Contatos: Alexandre: (19) ou Guilherme (14) b 21/03/2007 Informativo NOBRE 8

9 Principais Opções de reprodutores destinados à produção de carne As principais raças utilizadas são as seguintes: DORPER ILLE DE FRANCE TEXEL Autoria: Miguel Haddad Depto. Técnico Olá amigos caros amigos do NOBRE! Nesse mês, nosso informativo com matérias indicadas pelos nossos associados. Um muito obrigado e pela iniciativa. Matérias essas que se encaixaram, pois amarraram dois importantes assuntos dentro da ovinocultura moderna: aumento de produtividade do rebanho e qualidade de carcaça. Essa tendência de produção hoje é uma realidade que nós, ovinocultores temos que ir nos acostumando, caso tenhamos como plano, conquistar mercados cada vez mais exigentes e que estão dispostos a pagar mais por um produto diferenciado. No próximo informativo, pretendemos publicar sobre a FEINCO e como foi a atuação dos representantes do NOBRE nesse importante evento. Até o mês que vem! Guilherme Ap.G. de Moraes Editor do Informativo NOBRE Contatos: Alexandre: (19) ou Guilherme (14) /03/2007 Informativo NOBRE 9

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