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1 d e b e z e r r o d e c o r t e

2 INTRODUÇÃO A etapa de cria na cadeia produtiva da carne bovina é muito importante, e caracteriza-se como um período fundamental no processo de produção. As técnicas utilizadas nessa fase são determinantes para o resultado final do material genético que será preparado para o abate. Por isso, é necessário que você, produtor de gado de corte, esteja bem orientado para o desenvolvimento do seu trabalho. Pensando nisso, a seleção Nelore Jandaia, em comemoração aos seus 40 anos, e com o patrocínio da Tortuga Cia. Zootécnica, oferece este Manual do Produtor de Bezerro de Corte, cujo conteúdo técnico foi elaborado pelo médico veterinário Divino Humberto Guimarães. Num texto simples e de fácil leitura, intercalado com imagens extraídas do criatório Nelore Jandaia, na fazenda Kuluene, em Gaúcha do Norte (MT), este Manual busca transmitir princípios básicos da produção de bezerros de corte. São informações úteis e indispensáveis para o manejo diário dos animais, bem como orientações que podem auxiliar na eficiência produtiva do seu rebanho. 02

3 ÍNDICE 03 I - II - III - IV - V - VI - Estação de monta Reprodutores Parição Desmame Sugestão de manejo para rebanho de cria Sugestão de alimentação mineral e proteica

4 04 [Touro selecionado e novilhas a pasto em estação de monta]

5 I ESTAÇÃO DE MONTA É o período escolhido para cobertura das matrizes, que varia conforme a disponibilidade de pastagem. A estação de monta de uma propriedade deve ter de 90 a 180 dias de duração (ideal: 120 dias), e variar conforme o estágio de adaptação ao processo. O mecanismo de redução desse período deve ser feito de forma gradativa, evitando assim perdas econômicas, uma vez que pode ocorrer redução no número de prenhez. A. B. C. D. E. F. PRINCIPAIS VANTAGENS DA ESTAÇÃO DE MONTA Uniformização da produção, ou seja, quanto menor os períodos de parição, mais uniformes serão os animais; Maior facilidade em identificar as melhores mães, ou seja, as vacas que desmamarem melhor os bezerros; Identificação e descarte das matrizes que criam mal seus bezerros; Identificação das matrizes que sentem mais ao amamentar, as quais normalmente tem um menor índice de prenhez; Redução do manejo de campo com as matrizes e suas crias (rodeio), diminuindo os traumatismos que comumente acontecem; Redução do manejo de curral (vacinações, vermifugações, etc.); G. H. I. J. L. M. Melhor utilização da mão de obra intensificando-a no período de maior necessidade (ex.: parição); Controle melhor da mineralização das fêmeas em reprodução (sal específico para reprodução), melhorando o índice de prenhez; Melhor resultado na suplementação dos bezerros, via creep-feeding, devido à maior uniformidade dos lotes (opcional); Melhor viabilidade, devido ao menor tempo, de fazer a aproximação diária das matrizes aos reprodutores, facilitando a identificação das fêmeas em cio pelos touros; Facilidade em calcular os índices de produtividade da propriedade (taxa de prenhezes, descartes e desmames); Maior período de descanso dos reprodutores. 05 A partir de 45 dias após o fim da estação de monta, faz-se o diagnóstico de gestação (palpação retal), identificando as matrizes prenhes e vazias. As matrizes que não emprenharam, devem ser preparadas e encaminhadas para o abate.

6 II REPRODUTORES É de fundamental importância a qualidade dos reprodutores a serem utilizados. Devem ser animais com características de precocidade para fertilidade e acabamento de carcaça. Essa escolha vai proporcionar fêmeas que enxertarão mais cedo e machos que chegarão mais rapidamente a ponto de abate. É muito importante também escolher reprodutores que foram criados nas mesmas condições que seus filhos serão criados (a pasto). Esses reprodutores devem possuir Exame Andrológico Satisfatório exigência, no mínimo, para cada dois períodos de monta. ESTAÇÃO DE MONTA NO BRASIL CENTRAL A- Opção: Outubro a Março B- Ideal: Novembro a Fevereiro 06 [Touro selecionado em PGP a pasto e por Avaliações Visuais para características produtivas e funcionais]

7 III PARIÇÃO É uma época de intenso trabalho na propriedade. Os pastos destinados à maternidade devem ser limpos e de fácil acesso, pois é fundamental o acompanhamento diário das matrizes. Por se tratar de um período mais curto, a parição oferece maior facilidade para um acompanhamento diário das matrizes, bem como o aumento de mão de obra disponível para fazer esse serviço. Na maternidade, são realizadas a cura e o corte do umbigo, além da aplicação de um produto endoectocida preventivo das bicheiras. É o período de fazer também as anotações devidas de cada propriedade tatuagem, brinco, etc. 07

8 08

9 IV DESMAME O desmame dos bezerros é feito aos 7-8 meses de idade. É uma atividade fundamental na avaliação dos resultados da propriedade. Neste momento, identificam-se as melhores e piores matrizes, através da qualidade e do tipo de seus filhos. Em cada lote de desmame, as fêmeas inferiores não devem ser incorporadas ao rebanho de matrizes, fazendo assim um trabalho de seleção - melhoramento genético -, sem nenhum ônus adicional. Todo produto da desmama deve ser vacinado contra as Clostridioses (carbúnculo) e as fêmeas contra Brucelose. 09

10 10 SUGESTÃO DE MANEJO PARA REBANHO DE CRIA VNovembro: A - 1º mês de monta; B - fim da parição da vacada da estação; C - vacina aftosa em todo o rebanho; D - vacina contra clostridiose ( carbúnculo) em todo o rebanho; E - vermifugação de todo o rebanho; Dezembro: 2º mês de monta Janeiro: 3º mês de monta Fevereiro: A - 4º mês de monta; B - vacina aftosa em todos os animais até 12 meses de idade. Março: A - dia 1º, retirada dos touros dos lotes que participaram da estação de monta; B - vermifugação dos touros; C - desmama do 1º lote de bezerros nascidos em agosto; D - vacina contra brucelose nas bezerras desmamadas; E - vacinação contra clostridiose (carbúnculo) em toda a desmama. Abril: A - desmama do 2º lote de bezerros nascidos em setembro; B - vacina de brucelose nas fêmeas desmamadas; C - vacina contra clostridiose (carbúnculo) em toda a desmama. Maio: A - desmama do 3º lote de bezerros nascidos em outubro; B - vacina de brucelose nas fêmeas desmamadas; C - vacina aftosa em todos os animais até 24 meses de idade; D - vacina contra clostridioses (carbúnculo) em todos os animais até 24 meses de idade; E - vermifugação de todo o rebanho. Junho: A - vacina anti-rábica em todo o rebanho (opcional); B - desmama do último lote de bezerros da estação de monta nascidos em novembro; C - vacina de brucelose nas fêmeas desmamadas. Julho: Se as pastagens já estiverem secando, inicia-se a utilização de ureiados e proteinados, variando conforme a categoria animal a ser suplementada e não esquecendo a mistura para adaptação. Agosto: A - início da parição da vacada da estação de monta; B - 2º mês de suplementação dos animais com ureiados. Setembro: A - 2º mês de parição da vacada da estação de monta; B - 3º mês de suplementação dos animais com ureiados, se as pastagens estiverem secas. Outubro: A - 3º mês de parição da vacada da monta; B - fim da suplementação dos animais com ureiados; C - exame andrológico nos touros que serão usados na estação de monta; D - vacinação das fêmeas que participarão da estação de monta, contra IBR, BVD e Leptospirose (opcional). OBSERVAÇÕES: 1 - mosca do chifre: controlar de acordo com as infestações e alternar as formulações utilizadas; 2 - bezerros: ao nascimento, aplicar 1 ml de algum medicamento endoectocida, cortar e queimar o umbigo com produto específico; 3 - toda desmama passa por um processo de avaliação visual e pesagem para que possamos descartar as fêmeas inferiores e conseqüentemente suas mães; 4 - todo animal adquirido, deve receber as vacinações e vermifugações de rotina da propriedade.

11 11

12 12 foto: banco de imagens Tortuga

13 VI SUGESTÃO DE SUPLEMENTAÇÃO MINERAL E PROTEICA: A. B. C. D. E. Bezerros mamando: produtos específicos para creep-feeding; Bezerros desmamados: sal específico para recria; Novilhas acima de 20 meses: mineral para reprodução; Vacas: período da seca: mineral ureiado; período de monta: mineral para reprodução; No período intermediário usar Sal de boa qualidade. 13

14 14 Estas observações foram feitas pelo Médico Veterinário: Divino Humberto Guimarães, durante o período de a Fotos: Renato Soares / Banco de imagens Nelore Jandaia Imagens Captura de Vídeo: Televideo Comunicação Edição: Luciano Bitencourt Projeto Gráfico e Produção: Dgraus Design

15 Este manual foi elaborado com o objetivo que rege os princípios básicos de administração de que só podemos ser eficientes se os nossos resultados forem possíveis de serem mensurados - na pecuária isto se faz necessário. 15

16 Iniciativa: Apoio: Patrocínio:

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