CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Prof. Alexandre LIPP João PONTO 1: BASE CONSTITUCIONAL DO CDC. b) TEORIAS, INÍCIO DOS PRINCÍPIOS NO CDC

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1 1 CDC PONTO 1: BASE CONSTITUCIONAL DO CDC PONTO 2: a) DISTINÇÃO CONSUMIDOR E FORNECEDOR b) TEORIAS, INÍCIO DOS PRINCÍPIOS NO CDC 1) A BASE CONSTITUCIONAL DA DEFESA DO CONSUMIDOR: ART. 5º, XXXII 1, CF (Dir. Fundamental onde Estado, em sentido lato, defende o consumidor) E 170, INC. V 2 CF (PRINCÍPIO DA ORDEM ECONÔMICA NACIONAL) E OUTRAS DISPOSIÇÕES. 2) A LEI 8.078/90 introduziu verdadeiro microssistema de normas jurídicas: - DE ORDEM PÚBLICA - DE ORDEM SOCIAL Art. 6º CDC 3 rol de direitos básicos. 1 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; 2 Art A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: V - defesa do consumidor; 3 Art. 6º São direitos básicos do consumidor: I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços; V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

2 2 Começa a viger o CDC em 12 de março de Rompe paradigmas decorrentes da legislação civil. ART. 220, 4º CF 4. EXCEÇÕES: SÚM STJ. Natureza Jurídica: o CDC trata de sujeitos desiguais (FORNECEDOR X CONSUMIDOR). O CC trata dos iguais. Lei geral não revoga lei posterior específica, exceto se mais benéfica ao consumidor. CONSUMIDOR FORNECEDOR OBJETO DAS 4 DEFINIÇÕES ART. 3º 6 CDC RELAÇÕES DE 1ª CONSUMIDOR EM PESSOAS: CONSUMO DE SENTIDO BENS OU ESTRITO/DETERMINADO: toda PF ou PJ que adquire ou -FÍSICA -JURÍDICA SERVIÇOS INCLUSIVE utiliza determinado produto PÚBLICOS! Bens COMO DESTINATÁRIO FINAL.( encerramento do ciclo final) 2ª POR EQUIPARAÇÃO equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que estas não sejam identificadas ou identificáveis. Essas pessoas já mantiveram/mantêm relações de consumo. Parág. Único art. 2º 7 CDC. NACIONAL ESTRANGEIRA OU duráveis, não duráveis, material, não material (peça teatral). Serviços são atividades postas no mercado de consumo ao consumidor mediante REMUNERAÇÃO (PODE SER 4 Art A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. 4º - A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso. 5 STJ Súmula nº /04/ DJe 05/05/2009 Contratos Bancários - Conhecimento de Ofício - Abusividade das Cláusulas Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da abusividade das cláusulas. 6 Art. 3 Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 1 Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. 2 Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 7 Art. 2 Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

3 3 3ª POR EQUIPARAÇÃO ENTES ART CDC. Equipara-se DESPERSONALIZADOS: consumidor, a coletividade de ex: sociedade de fato (não pessoas, ainda que estas não levada a registro). sejam identificadas ou identificáveis QUE estão meramente expostas às práticas comerciais e contratos de consumo. 4ª POR EQUIPARAÇÃO PRESTADORES DE ART CDC Aquele que não tendo adquirido o produto ou contratado o serviço sofre lesão cuja causa foi um defeito do produto ou serviço. Consumidor by standart (um terceiro sem relação contratual que passa a ser, por equiparação, por acidente de consumo). Adota-se a relativização do contrato. SERVIÇOS ou COMERCIANTES (como fornecedor imediato; produtor, o Estado, por exemplo. INDIRETA, EX: serviço de estacionamento na faculdade mesmo que eu não pague, o custo é indireto alguém paga ). _ UTI SINGULI (serviço impróprio): bilateralidade, sinalagmático. X _ UTI UNIVERSI (serviço próprio) não é de consumo, logo CDC não se aplica. Ex: atendimento pelo SUS, segurança pública, coleta de lixo (é tributo), iluminação pública. **Serviços registrais e cartorários não há relação de consumo. Natureza similar a tributária e não consumeiristas. (majoritário) Defeito é vício na qualidade do produto. Não usar o termo NÃO FUNCIONA. ART. 2º CAPUT CDC CONSUMIDOR POR EXCELÊNCIA PESSOA: Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. 8 Art. 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas. 9 Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento.

4 4 _FÍSICA _JURÍDICA: _ TEORIA FINALISTA OU SUBJETIVA: entende que a legislação especial só existe por ser protetiva. Surge juntamente com o movimento consumeirista (tem suas raízes ligadas aos movimentos sindicais, do espaço da mulher no mercado de trabalho). Podendo ser incluídas somente pessoas jurídicas sem fins lucrativos, por exemplo, Associações ou Fundações civis sendo destinatárias finais. Prepondera a ECONÔMICA E FÁTICA. Ex: caso uma empresa de pneus compre mesas para o refeitório não será abrangida pelo CDC. X _ TEORIA MAXIMALISTA OU OBJETIVA: há um campo maior de aplicação, pois o artigo diz que é pessoa física ou jurídica. Os legisladores dizem que o CDC é quase um regulamento geral. Exige a destinação final. Prepondera a destinação FÁTICA e econômica. Preocupa-se que o produto não seja aquele ligado a sua atividade principal. Ex: caso uma empresa de pneus compre mesas para o refeitório será protegida pelo CDC. = TEORIA FINALISTA MITIGADA (++ IMPORTANTE STJ): admite PJ com fins lucrativos. Mas deve ter vulnerabilidade e destinação final. FINALISMO APROFUNDADO: o art. 29 CDC equipara todas as pessoas e não há restrição quanto a PF ou PJ. (Doutrina mais moderna). Súmulas , , STJ Art. 51, inc. I 13 do CDC PJ como consumidor. _ Responsabilidade civil pelos vícios _ Limitação da indenização pela PJ por se tratar de uma pessoa menos vulnerável. 10 STJ Súmula nº /05/ DJ Código de Defesa do Consumidor - Instituições Financeiras Aplicação. O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras. 11 STJ Súmula nº /11/ DJ Código de Defesa do Consumidor - Relação Jurídica entre Previdência Privada e Participantes O Código de Defesa do Consumidor é aplicável à relação jurídica entre a entidade de previdência privada e seus participantes. 12 STJ Súmula nº /11/ DJe 06/12/2010 Aplicabilidade - CDC - Contratos de Plano de Saúde Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde. 13 Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis;

5 5 ** Caso onde a consumidora alegava a perda de uma chance pelos vícios de um sorteio postulando reparação. Foi caracterizado relação de consumo, pois o cupom gratuito na verdade não era, pois o sorteio era feito para captar clientela, logo pagamento indireto. Condomínio e seu condômino não é relação de consumo. (Lei 4591/64 e CC) Relação entre locador e locatário = relação locatícia e não de consumo. (se o locador tiver vários imóveis e contratar uma imobiliária aí sim é de consumo). PRINCÍPIOS DO DIREITO DO CONSUMIDOR ART. 4º 14 CDC NORMA OBJETIVO. Princípio é norma. Política Nacional das relações de consumo. PRINCÍPIO DO RECONHECIMENTO DA VULNERABILIDADE DO CONSUMIDOR: o consumidor é vulnerável a força, a ação do fornecedor. (hipossuficiência é diferente de vulnerabilidade). NOVA LEI SOBRE CONCORRÊNCIA próxima aula. 14 Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de )

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