Na ponta dos dedos. Setembro de 2014 n 170, ano XIV. E mais: Entrevista: Carlos Velloso, ex-ministro do STF, fala sobre terceirização Página 24

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Na ponta dos dedos. Setembro de 2014 n 170, ano XIV. E mais: Entrevista: Carlos Velloso, ex-ministro do STF, fala sobre terceirização Página 24"

Transcrição

1 Setembro de 2014 n 170, ano XIV E mais: Entrevista: Carlos Velloso, ex-ministro do STF, fala sobre terceirização Página 24 Na ponta dos dedos Cautela é consenso entre empresários quanto à economia até o fim do ano; vestuário, calçados e hipermercados podem se destacar na contratação temporária no período CNC e entidades do turismo elaboram carta Turismo no Brasil Página 38

2 abra espaço para um aprendiz. Os cursos do Senac estão voltados às necessidades de sua empresa. I facebook.com/senacbrasil I twitter.com/senacbrasil

3 EDITORIAL Reação no fim A reportagem de capa desta edição da busca auxiliar os leitores a terem um melhor entendimento do atual cenário econômico e seus desdobramentos no comércio de bens, serviços e turismo. Não é uma tarefa fácil. Para entender o que dizem os números e indicadores em seu amplo conjunto de informações, recorremos à ajuda da Divisão Econômica da Confederação, que se tornou uma referência nacional, com estudos e análises que orientam decisões em diversos setores. Também contamos com a avaliação dos presidentes das Fecomércios, habituados a lidar com os desafios empresariais, que nunca são poucos em nosso país. O resultado é que, a despeito de alguns preocupantes pontos de atenção, não se desenha nenhuma catástrofe na economia nos próximos meses, havendo até mesmo uma perspectiva de melhora, por conta das festas de fim de ano. O cenário externo ainda é de incertezas, principalmente quanto ao afrouxamento da política monetária americana, que terá reflexos diretos na economia dos países emergentes. A inflação também preocupa, embora sem risco aparente de descontrole. E a reversão do baixo crescimento do País ainda depende de alguns ajustes na política econômica que inspirem mais confiança e melhorem o clima de negócios, favorecendo os investimentos. No entanto, é possível prever uma melhora até o final do ano, com o comércio contratando mais de 138 mil trabalhadores temporários uma expansão de 0,8% em relação ao Natal passado para atender à demanda dos clientes, que deverão proporcionar um aumento de 3,0% nas vendas de Natal deste ano, na comparação com o de No ano, a CNC prevê um crescimento de 3,7% no volume de vendas. Não é o cenário exuberante de anos anteriores, mas, ainda que mais modestos, os números apontam para uma evolução positiva no setor. Com cautela nos gastos e atenção aos estoques, será possível aos empresários atravessar este final de ano renovando a expectativa de que a situação melhore em Boa leitura! Setembro 2014 n 170 1

4 Presidente: Antonio Oliveira Santos Vice-presidentes: 1º José Roberto Tadros; 2º Darci Piana; 3º José Arteiro da Silva; Abram Szajman, Adelmir Araújo Santana, Bruno Breithaupt, Carlos Fernando Amaral, José Evaristo dos Santos, José Marconi Medeiros de Souza, Laércio José de Oliveira e Leandro Domingos Teixeira Pinto. Capa 08 Vice-presidente Administrativo: Josias Silva de Albuquerque Vice-presidente Financeiro: Luiz Gil Siuffo Pereira Diretores: Alexandre Sampaio de Abreu, Antonio Airton Oliveira Dias, Ari Faria Bittencourt, Carlos Marx Tonini, Daniel Mansano, Edison Ferreira de Araújo, Euclides Carli, Francisco Valdeci de Sousa Cavalcante, Hugo de Carvalho, Hugo Lima França, José Lino Sepulcri, Ladislao Pedroso Monte, Lázaro Luiz Gonzaga, Luiz Gastão Bittencourt da Silva, Marcelo Fernandes de Queiroz, Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues, Raniery Araújo Coelho, Valdir Pietrobon, Wilton Malta de Almeida, Zildo De Marchi Conselho Fiscal: Arnaldo Soter Braga Cardoso, Lélio Vieira Carneiro e Valdemir Alves do Nascimento CNC NOTÍCIAS Revista mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo Ano XIV, n º 170, 2014 Gabinete da Presidência: Lenoura Schmidt (Chefe) Assessoria de Comunicação (Ascom): Edição: Cristina Calmon (editora-chefe) e Celso Chagas (editor Executivo Mtb 30683) Reportagem e redação: Celso Chagas, Edson Chaves, Geraldo Roque, Joanna Marini, Luciana Neto e Marcos Nascimento Design: Programação Visual/Ascom Revisão: Elineth Campos Impressão: WalPrint Gráfica e Editora Colaboradores da de setembro de 2014: Clarisse Ferreira (Fecomércio-SP), Diego Recena (Fecomércio-DF), Camila Barth (Fecomércio-RS), Lucila Nastassia (Fecomércio-PE), Clarisse Ferreira (Fecomércio-SP), Lourdinha Bezerra (Fecomércio- PA). Créditos fotográficos: Divulgação/Senac-SP (página 4), Christina Bocayuva (páginas 7, 13, 14, 15, 17, 18, 19, 21, 33 e 42), Carolina Braga (páginas 13 e 48), Carlos Terra (página 19), Divulgação/Fecomércio-SP (páginas 14, 23 e 46), Mario Miranda Filho/Agência Foto (página 25), Paulo Rodrigues (página 34), Glauber Queiroz/MTur (páginas 38 e 39), Divulgação/Mercado & Eventos (página 43), Divulgação/Sesc (página 44), Divulgação/ Fecomércio-PE (página 47), Rúbia Salah Ayoub (página 48), Reuters/Brendan Smialowski/Pool (História em Imagem). Ilustrações: Carolina Braga (Capa e páginas 2, 3, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 20, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 35, 36, 37, 40, 41 e 45) Projeto Gráfico: Programação Visual/Ascom-CNC A adota a nova ortografia. Cuidado, às vésperas do fim do ano O empresário do comércio varejista precisa ter cautela na hora de se preparar para as vendas de fim de ano. Setores de vestuário, farmácias, drogarias, perfumarias e artigos de uso pessoal e doméstico devem ser o alívio para o resultado final de Seminário debate a importância da terceirização Entidades promovem o seminário Terceirização e o STF: O que esperar?, com um amplo debate sobre as implicações econômicas e jurídicas da falta de regulamentação da atividade. A entrevistou o ex-ministro Carlos Velloso sobre a questão. 4 FIQUE POR DENTRO 5 BOA DICA 6 OPINIÃO - Antonio Oliveira Santos: Terceirização: Uma discussão oportuna 8 CAPA - Para sair do sufoco 16 REUNIÃO DE DIRETORIA - Terceirização é necessária para o equilíbrio das empresas CNC - Rio de Janeiro Av. General Justo, 307 CEP.: PABX: (21) CNC - Brasília SBN Quadra 1 Bl. B - n 14 CEP.: PABX: (61) / Setembro 2014 n 170

5 36 Carta aberta sobre melhorias para os portos brasileiros A Comissão Portos, entidade empresarial que reúne as principais representações de segmentos econômicos ligados à atividade portuária, apresentou aos candidatos à Presidência da República uma carta aberta com temas relevantes para o setor e para o desenvolvimento econômico e social do País. 38 Políticas públicas para o futuro do turismo brasileiro CNC participa da elaboração do Documento Referencial Turismo no Brasil , iniciativa de entidades integrantes do Conselho Nacional do Turismo que apresenta uma proposta de políticas públicas para o setor. É uma referência do atual estágio de desenvolvimento da atividade no País, afirmou Eraldo Alves da Cruz, secretário-geral da CNC. 44 Escola Sesc sedia encontro internacional de educação Promovido pelos jornais O Globo e Extra, com o apoio do Sesc, o Educação Encontro Internacional foi marcado pelo diálogo e pelo debate de ideias que possam mudar a educação no Brasil, com exemplos bem-sucedidos de novos modelos de ensino nacionais e internacionais. 20 INSTITUCIONAL - Supremo beneficia setor de farmácias e drogarias - Norma da ABNT cria responsabilidade de síndico com obras - Materiais de construção: mais crédito para um setor estratégico - Seminário em São Paulo aborda a importância da terceirização 24 ENTREVISTA - Carlos Velloso, ex-ministro do STF 26 PESQUISAS CNC - ICF: Leve estabilidade após quedas sucessivas - Peic: Mais dívidas, porém com condições de pagar - Icec: Primeiro resultado positivo desde outubro de CONJUNTURA ECONÔMICA - O Brasil vai bem ou mal? SUMÁRIO 34 EM FOCO - CNC capacita representantes em Workshop - Novos paradigmas para as relações de trabalho - Comissão Portos entrega carta aberta a presidenciáveis 38 TURISMO - CNC participa da elaboração do documento Turismo no Brasil Faturamento das empresas de turismo subiu no segundo trimestre - Gestão compartilhada pode impulsionar turismo - Em busca da qualidade e da excelência nos serviços 44 SISTEMA COMÉRCIO - Educação pensada em 360 graus na Escola Sesc de Ensino Médio - Senac festeja resultados da Olimpíada do Conhecimento - Inovação dá o tom em Prêmio de Sustentabilidade - Economia é tema de palestra na Fecomércio-PE 48 HOMENAGEM - O paraíso de Karis Kornfield Setembro 2014 n 170 3

6 FIQUE POR DENTRO WhatsApp tem mais de 600 milhões de usuários no mundo O aplicativo de troca de mensagens WhatsApp, criado em 2009, já ultrapassou o número de 600 milhões de usuários ativos mensais, segundo afirmou o presidente e cofundador do app, Jan Koum, em 24 de agosto. Em fevereiro, quando o aplicativo foi comprado pelo Facebook por US$ 16 bilhões, somavam-se 450 milhões de usuários ativos. A empresa contabiliza apenas os usuários que mandam pelo menos uma mensagem por mês. Esse crescimento consolida o WhatsApp no topo das ferramentas de troca de mensagens. O WeChat revelou, no início de agosto, que tem 438 milhões de usuários ativos. Já o Line tem, segundo analistas, 235 milhões de usuários ativos. I Simpósio IOB de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário Com o objetivo de debater os gargalos do setor portuário nacional e os inúmeros impostos pagos pelos portos, terminais e empresas portuárias no País, será realizado, pelo Centro de Treinamento IOB, em São Paulo, nos dias 16 e 17 de outubro, o I Simpósio IOB de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário. Será uma oportunidade para que empresas, por meio de seus diretores, contadores e representantes, participem, a fim de demonstrarem ao poder público e a julgadores do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) parte dessa realidade. E advogados do setor tributário nacional também apresentarão seus trabalhos de pesquisa para aprimoramento do setor, afirma Demes Britto, coordenador do evento e representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no Carf. Para mais informações, acesse Hotéis do Senac ganham certificado de excelência O site TripAdvisor, um dos mais acessados por viajantes em todo o mundo, concedeu aos hotéis-escola do Senac em Águas de São Pedro e Campos do Jordão, ambos em São Paulo, o seu Certificado de Excelência 2014, que atesta a supremacia no atendimento, na alta qualidade de serviços e na infraestrutura. Para certificar os estabelecimentos, o TripAdvisor avalia, além da popularidade, o tempo em atividade e análises recentes postadas pelos usuários. O resultado dessa análise consagrou o hotel-escola de Campos do Jordão (foto), pelo segundo ano consecutivo, com o prêmio Traveller s Choice, como uma das 25 melhores hospedagens do País. Isso ocorre principalmente por sermos, além de empreendimentos de alto padrão, ferramentas pedagógicas que contribuem para o desenvolvimento de profissionais cada vez mais qualificados, afirmou o coordenador-geral dos dois hotéis-escola, Marcelo Van Roey. 4 Setembro 2014 n 170

7 BOA DICA Evolução do voluntariado nos megaeventos esportivos A obra Renovação do voluntariado: Legado de megaeventos esportivos, escrito em conjunto por Bianca Gama Pena, Lamartine Da Costa, Andrea D aiuto e Ana Paula Mellatti, exibe uma análise sobre a temática do voluntariado e sua evolução, apresentando um modelo para a elaboração e a execução de programas de voluntários de qualquer porte. O livro, lançado pela Editora Multifoco, também apresenta um estudo de caso dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e uma contribuição para o desenvolvimento de programas de preparação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de B i a n c a G a m a P e n a L a m a r t i n e P e r e i r a D a C o s t a A n d r é a D A i u t o A n a P a u l a M e l l a t t i DO VOLUNTARIADO LEGADO DE MEGAEVENTOS ESPORTIVOS um brasil Análises e discussões sobre um povo em busca de uma identidade marco antonio Villa paulo FeldmAnn José GoldemberG roberto Damatta renato opice blum laurentino Gomes JorGe duarte denis rosenfield ives GAndrA martins Demétrio magnoli luiz Flávio Gomes luis Felipe pondé roberto macedo cláudio abramo um brasil Análises e discussões sobre um povo em busca de uma identidade Discussões sobre a identidade do Brasil A Fecomércio-SP divulgou o e-book Um Brasil: Análises e discussões sobre um povo em busca de uma identidade. A publicação é um copilado de entrevistas realizadas com especialistas para o canal da Federação paulista no YouTube. A obra busca discutir o Brasil, abrindo espaço para ideias e soluções de profissionais, na tentativa de contribuir com o desenvolvimento da sociedade. Entre os entrevistados estão Roberto DaMatta, José Goldemberg e Ives Gandra Martins. O e-book pode ser acessado gratuitamente pelo link Vencedores por decisão: Por que alguns prosperam e outros não A Editora Senac Distrito Federal lançou o livro Vencedores por decisão! Por que alguns prosperam e outros não, escrito por Zailton Cardoso de Miranda. A obra tem como objetivo oferecer apoio para o leitor realizar os seus projetos, transformando-os em atitudes empreendedoras. O livro mostra, também, que análises de riscos, tomadas de decisão e planejamentos responsáveis são ações que exigem conhecimento e uso de ferramentas, além de mostrar a utilização de um método de habilidades pessoais e profissionais, ajudando o profissional a vencer e a alcançar os objetivos. Setembro 2014 n 170 5

8 OPINIÃO Terceirização: Uma discussão oportuna Em artigo, o presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, destaca a importância do tema para uma gestão empresarial moderna, que proporcione ganhos salariais e maior produtividade O processo produtivo se caracteriza por ser um sistema em rede, no qual cada empresa contribui com uma parcela de valor agregado que são os insumos da produção, formando um todo, que é o produto final. Qualquer empresa, por mais simples que seja, consome uma certa quantidade de serviços que são produzidos por outras empresas. É um processo produtivo que valoriza a especialização e propicia o aumento da produtividade. A terceirização no setor produtivo representa um exemplo concreto do real benefício decorrente da especialização. Nessa área, pode-se tomar como caso emblemático de sucesso a prestação dos serviços de limpeza, em que são evidentes os ganhos de produtividade decorrentes da especialização, tant o para a empresa contratante como para a empresa contratada. O mesmo se verifica na área dos serviços de segurança. Merece destaque, nesse particular, o caso dos bancos que contratam, dentro das normas legais de terceirização, os serviços de segurança para suas agências e seus clientes. Os opositores da terceirização de serviços consideram que isso representa uma precarização do trabalho e, em suas propostas de regulação, reivindicam que aos trabalhadores da empresa contratada sejam pagos salários iguais aos da empresa contratante, além da extensão de todos os demais benefícios, tais como gratificações, assistência médica, auxílio-refeição, vale- -transporte, etc. Regida pela Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a terceirização ainda provoca muitas questões e disputas judiciais, que prejudicam tanto trabalhadores quanto empresários. O ponto é que a Súmula reconheceu a legalidade da terceirização na atividade-meio das empresas, para que estas pudessem concentrar seus recursos e energias no exercício de sua atividade-fim. No entanto, os termos atividade-meio e atividade-fim geram conflitos que acabam no Judiciário. A discussão é oportuna quando estamos diante de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a identificação do que representa a atividade-fim de um empreendimento, do ponto de vista da possibilidade da terceirização. A corte vai julgar o Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) , no qual a Celulose Nipo Brasileira S/A (Cenibra) questiona decisão da Justiça do Trabalho em que foi condenada a se abster de contratar terceiros para sua atividade-fim. O STF reconheceu a repercussão geral do tema e entendeu que, do julgamento desse caso, passará a referendar os demais julgamentos no País sobre essa questão. Movidas pelo momento crucial que essa decisão representa, em encontro recente as principais Confederações do País, entre elas a CNC, a CNI e a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), reuniram-se para debater as implicações econômicas e jurídicas da terceirização no Brasil, no seminário Terceirização e o STF: O que esperar? Em seu discurso, o ex-ministro do STF, Carlos Velloso, defendeu que, sob o ponto de vista jurídico, a 6 Setembro 2014 n 170

9 OPINIÃO A terceirização significa uma forma de criar empregos Antonio Oliveira Santos Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo questão não foi versada com o cuidado que o tema exige e que é preciso levar ao conhecimento geral e ao STF a importância da terceirização para as diversas atividades econômicas no Brasil. A terceirização significa uma forma de criar empregos, além de ser um mecanismo moderno de gestão empresarial, com aumento da produtividade e redução dos custos de produção, utilizando serviços e trabalhos especializados, sem significar redução de salários ou menor uso de mão de obra. Pelo contrário, como é fácil perceber, a especialização do trabalho, por meio da prática da terceirização, vai, obviamente, produzir maior criação de empregos e proporcionar melhores níveis de salário para os trabalhadores especializados. Os que fazem forte oposição à regulamentação da terceirização carecem de informação sobre o tema. O Ministério Público do Trabalho (MPT) argumenta que a terceirização precariza as condições de trabalho e viola o princípio da dignidade da pessoa humana. A entidade prega o desaparecimento de uma atividade essencialmente terceirizada, como os call centers. Enfraquecer esse tipo de prestador de serviços, isso sim, é violar o princípio da dignidade da pessoa humana, com a subtração de 1,1 milhão de empregos. Em breve, será votado o Projeto de Lei nº 4.330/2004, de autoria do deputado Sandro Mabel, que deve ser entendido como mais uma forma de defesa e de proteção dos direitos trabalhistas, e não o contrário. O referido PL nº visa garantir aos 12 milhões de trabalhadores terceirizados os mesmos direitos previstos na CLT, como 13º salário, férias remuneradas, adicional de férias, descanso semanal remunerado, hora extra com 50% de acréscimo, entre outros. O PL nº contém 19 artigos de proteção ao trabalhador e outros dois artigos de proteção ao empresário. Ele determina, por exemplo, que os terceirizados sejam tratados como funcionários regulares, no que se refere ao acesso a refeitório, a eventuais serviços de transporte e a serviço médico interno da empresa que contrata a prestadora de serviços. Sobre a questão da responsabilidade subsidiária, o Projeto de Lei, nos artigos 14 e 15, define que as empresas contratantes precisam fiscalizar, mensalmente, a comprovação do pagamento de obrigações como salários, horas extras, 13º salário, entre outros. Permite, também, à empresa contratante reter o pagamento da contratada no caso de não pagamento das obrigações aos funcionários. O principal motivo de discórdia entre os parlamentares é o artigo 4º do PL nº 4.330, que afirma que o contrato de terceirização pode ser relacionado a qualquer parte da atividade da empresa contratante, mesmo à atividade-fim. A discussão na Câmara dos Deputados visa definir quais atividades exatamente podem ou não ser terceirizadas, com o objetivo de sanar essa questão e aprovar o Projeto de Lei pont o que vai ao encontro da próxima decisão do STF e da segurança jurídica que as partes que contratam a terceirização precisam. Setembro 2014 n 170 7

10 CAPA 8 Setembro 2014 n 170

11 CAPA Para sair do sufoco No universo dos indicadores e pesquisas, muitos resultados apontam para um estagnação da atividade econômica, atingindo inevitavelmente o comércio de bens, serviços e turismo. Entretanto, mesmo com a tendência de desaceleração dos negócios, o emprego em áreas como vestuário, calçados e hipermercados pode dar fôlego para chegar a dezembro, com as vendas do período. Nesse quesito, devem se destacar farmácias e perfumarias e artigos de uso pessoal e doméstico, como eletrônicos e brinquedos. Para economistas da CNC e para os representantes do comércio, inflação na meta e controle dos estoques também podem ajudar nos resultados de um ano turbulento para a economia. Setembro 2014 n 170 9

12 CAPA Prudência até o fim do ano Contratações e vendas de fim de ano, além da inflação na meta, podem estimular a atividade econômica e tranquilizar o mercado De acordo com o Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o mercado de trabalho formal no Brasil registrou o menor saldo na geração de vagas para meses de julho (11,796 mil) desde 1999, quando a diferença entre admissões e desligamentos foi positiva em De janeiro a julho, o saldo acumulado foi 30,3% menor que nos sete primeiros meses do ano passado pior resultado no acumulado de janeiro a julho desde Infelizmente, os dados acima fazem parte de um cabedal de números que preocupam e apontam para um fim de ano ruim para a economia. A indústria, por exemplo, vem se adaptando a perspectivas de menor crescimento o número de pessoas empregadas caiu 0,7% em julho em relação ao mês anterior na série com ajustes sazonais do IBGE. Isso para citar somente dados relativos ao emprego no País. Por outro lado, há fatores que permitem esperança de um fim de ano melhor, como, por exemplo, a demanda sazonal por emprego no comércio varejista, que deverá levar o setor a oferecer 138,7 mil vagas de fim de ano em 2014, número que corresponde a uma expansão de 0,8% em relação às vagas temporárias criadas para o Natal do ano passado, segundo estimativa da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com os dados do Caged, o comércio varejista acumula um saldo de -78,2 mil postos de trabalho de janeiro a julho deste ano. Portanto, assim como no ano passado, caberá ao emprego temporário de final de ano a reversão do déficit de vagas em A temporada de contratação compreende os meses de setembro, outubro e, principalmente, novembro, mês que costuma concentrar 65% das contratações temporárias de fim de ano, explica Fabio Bentes, economista da CNC. Natal presente para o varejo O Natal é a principal data comemorativ a do varejo, com previsão de movimentação financeira de R$ 32,5 bilhões em ,0% a mais que no Natal do ano passado em termos reais, segundo estimativas da própria Confederação. Em 2013 as vendas natalinas cresceram 5,1%. Este ano os maiores aumentos de vendas deverão ocorrer nos segmentos de farmácias e perfumarias (+6,9%) e artigos de uso pessoal e doméstico, como eletrônicos, brinquedos e material esportivo (+7,5%). Com previsão de criação de 67,6 mil vagas, o ramo de vestuário e calçados deverá responder por quase metade (48,7% do total) das vagas a serem criadas no varejo no final de ano. Dentre os segmentos do varejo, o ramo de vestuário e calçados é, historicamente, o mais impactado pelas vendas de final de ano. Em dezembro o faturamento do setor costuma crescer 90% em relação ao mês anterior, devido ao fator sazonal. O volume de vendas do comércio varejista costuma crescer 35% no último mês do ano. Em relação ao ano passado, no entanto, o crescimento real das vendas de vestuário deverá ser modesto (+0,7%), e o salário médio de admissão deverá ser de aproximadamente R$ 994. O segmento de hiper e supermercados maior empregador do comércio varejista deverá vir em seguida, respondendo por 18,9% (26,1 mil postos) das vagas temporárias a serem criadas. Esse número corresponde a um aumento de 2,7% em relação às vagas temporárias criadas no mesmo período de 2013 (25,5 mil). A expecta- 10 Setembro 2014 n 170

13 CAPA tiva é que as vendas de final de ano nesse segmento subam 3,1% e que o salário seja de R$ 996. O maior salário de admissão deverá ocorrer no ramo de farmácias e perfumarias (R$ 1.142). Contudo, esse segmento deverá ofertar apenas 3,8% das vagas totais a serem criadas no varejo. A remuneração média no varejo deverá ser de R$ ,4% maior, em termos reais, do que aquela paga no mesmo período do ano passado (R$ 950). Inflação na meta depende do BC Carlos Thadeu de Freitas, chefe da Divisão Econômica da CNC, observa que, apesar da inflação persistentemente elevada, os riscos para a atividade comercial pesam cada vez mais na balança, já que o crescimento econômico fraco está atingindo setores até então com desempenho favorável. A inflação, mesmo que próxima do limite superior da meta, não apresenta riscos de descontrole, mas sim tendência de desaceleração, ainda que lenta. Caso o Banco Central (BC) consiga evitar o aumento das expectativas de inflação, é possível que haja espaço para novos estímulos à atividade, com já foi sinalizado por meio das medidas macroprudenciais direcionadas ao crédito, de caráter expansionista, explica Carlos Thadeu. Segundo o economista, o cenário externo ainda requer atenção. Um cenário mais benigno para a atividade e para a lenta convergência da inflação para o centro da meta, além de estar condicionado às incertezas relacionadas à próxima estratégia de uma nova gestão de política econômica em 2015, é fortemente ligado à trajetória do dólar, enfatiza. É preciso ter cautela, sim, mas com esperança e equilíbrio. Para o Banco Central, a economia brasileira surpreendeu e avançou 1,5% em julho, segundo cálculos da instituição. A expectativa dos analistas do mercado financeiro para o IBC-Br (índice que mede a atividade no Brasil) era de alta de 0,6% até 1,4% para as instituições mais otimistas. Ou seja, o resultado ficou acima até dos mais otimistas. A alta em julho foi a maior desde junho de 2008, quando a economia cresceu 3,32%. Apesar de em julho as vendas do varejo terem registrado queda de 1,1%, na comparação com o primeiro trimestre, segundo o IBGE, o BC usa no cálculo do IBC-Br um índice mais amplo, o varejo ampliado, que cresceu 0,8% no mês e leva em consideração vendas de veículos, peças e material de construção. Outra atividade que ganhou destaque este ano foi o turismo, e os negócios do setor deverão permanecer aquecidos no terceiro trimestre do ano. Depois de registrar o maior aumento de faturamento para o período de abril a junho dos últimos seis anos, 56% das empresas consultadas em pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo apostam em nova expansão no trimestre de julho a setembro. Evolução do trabalho formal e das vendas no varejo +9,5% Trabalho Temporário +6,9% +7,2% +7,6% +8,1% Vendas de Natal +5,0% +4,6% +5,1% +3,2% +3,2% +3,0% +0,8% * *previsões CNC Fonte: Pesquisa direta CNC Setembro 2014 n

14 CAPA Atenção aos gastos e estoques Mesmo com certa expectativa otimista para o período pós-eleição, atitude deve ser de planejamento seguro por parte dos empresários em todo o País Inevitavelmente, o recuo de 0,59% do PIB no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, segundo o IBGE, causou alvoroço foi a maior retração da economia desde o primeiro trimestre de 2009 (-1,6%), quando o mercado ainda se ressentia dos efeitos negativos da crise financeira internacional. O que existe hoje, principalmente, são questões ligadas à execução da política econômica, incompatibilidades relativas a investimentos, contradições entre a política de controle da inflação, o déficit fiscal e a política de crédito, afirma Ernane Galvêas, consultor Econômico da Presidência da CNC. Em um contexto global, os dois maiores problemas do Brasil são o peso da carga tributária a mais alta entre os países emergentes e a burocracia oficial. Os dois juntos são responsáveis pelo clima geral de incerteza e desconfiança, responsáveis pela queda dos investimentos, sem os quais não há crescimento econômico, afirma Galvêas. Em julho, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro caiu 1,1% na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), também do IBGE. Após a divulgação dos resultados de julho, a CNC revisou sua previsão anterior de crescimento do volume de vendas do varejo para este ano de +4,0% para +3,7%. Já o varejo ampliado deverá crescer 0,5% nest e ano. Deverão se destacar positivamente ao final de 2014 os segmentos de farmácias e perfumarias (+7,5% sobre 2013) e artigos de uso pessoal e doméstico (+8,0%). Já a variação dos preços no comércio deverá ficar em 5,8% em Os preços no varejo seguem em desaceleração e registraram, em julho, a menor variação mensal de 2014 (+0,3%). Apesar disso, o crédito ao consumidor, cuja taxa média se encontra em nível recorde 43,2% ao ano desde 2011, não permitirá que as vendas do setor deslanchem nos restante de 2014, afirma Fabio Bentes, economista da CNC. A baixa confiança na atividade econômica e a elevação no custo do crédito para consumo e investimentos motivaram a revisão. Ao nível baixo de confiança soma-se, atualmente, o encarecimento dos recursos para consumo e investimentos obtidos no mercado de crédito. As taxas de juros cobradas nas operações com recursos livres para as pessoas físicas passaram de 36,2% para 43,2% nos últimos 12 meses. No crédito para pessoas jurídicas houve avanço de 20,0% para 23,1%, enumera Bentes. Hora de observar Tudo isso faz com que os empresários do comércio de bens, serviços e turismo tenham bastante atenção aos próximos meses. A otimização de estoques, por exemplo, deve ganhar destaque no planejamento, em razão das festas de fim de ano e, ao mesmo tempo, do alto custo financeiro demandado para manter estoques elevados. Já em relação ao crédito, hoje as famílias estão mais endividadas e preocupadas com a administração dos seus orçamentos, o que tem gerado um comportamento mais moderado em matéria de consumo. O crédito já foi mais baixo e mais facilitado no País, mas essa situação mudou. Apesar de tudo isso, para o final do ano a nossa expectativa é que as vagas temporárias cresçam 5%, em 12 Setembro 2014 n 170

15 CAPA Carga tributária e burocracia são responsáveis pelo clima geral de incerteza e desconfiança Ernane Galvêas Consultor Econômico da CNC razão da vocação do Distrito Federal (DF) para os setores de comércio e serviços. A renda per capita elevada dos brasilienses e a grande massa de servidores públicos fazem com que a evolução do mercado de trabalho seja acima da média nacional no DF. Portanto, os setores de comércio e serviços, com certeza, devem crescer mais no Natal do que nos outros meses deste ano. Contudo, a previsão é que o setor cresça menos em 2014 do que em 2013, afirma o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana. Reduzir custos não é mais opção Já Abram Szajman, presidente da Fecomércio-SP, com o desempenho do PIB e o declínio constante dos indicadores de confiança do consumidor, prevê uma queda nas vendas do comércio varejista entre 1% e 2% no Estado de São Paulo. O consumidor anda cauteloso, já que se vê diante de um encarecimento do crédito, e acaba transferindo a aplicação de seus recursos de bens duráveis para bens essenciais, impactando o planejamento do empresário na hora de conduzir os seus estoques, analisa Szajman. Para ele, somente a busca pelo nível idea l de estoques não é suficiente. Os comerciantes também devem reduzir seus custos e estar atentos aos movimentos do mercado. Com isso, a avaliação a respeito do desempenho dos próximos meses dependerá, acima de tudo, da capacidade das autoridades econômicas de conseguir atenuar o baixo nível de confiança do consumidor, hoje preocupado com o risco do desemprego, em face de um baixo crescimento econômico, com a inflação, a deterioração da renda e o crédito mais caro, destaca. Carlos Andrade, presidente da Fecomércio-BA, concorda. Os empresários precisam agir com cautela, comprando na dose certa. Não podemos nos comprometer com grandes estoques diante desse cenário de incertezas. O acúmulo de mercadoria é um problema, pois o empresário do comércio vive do giro. Por outro lado, existe uma expectativa de que, após as eleições, ocorra uma injeção de otimismo, estimulando o consumo e também a geração de empregos temporários de fim de ano, frisa. O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, aponta os impactos dos juros altos. Do lado dos comerciantes, por exemplo, a manutenção de estoques torna- -se mais cara, o que, associado ao cenário atual de desaceleração de vendas, certamente exige maior capacidade de otimização das compras por parte dos lojistas. Pelo lado da demanda, a Selic mais alta também torna as compras a prazo mais caras, ao elevar os juros do crédit o à pessoa física, o que tem impacto nas vendas, principalmente de bens duráveis, mais atreladas a financiamentos, explica. Aind a que a atividade econômica esteja fraca, o comércio deverá fazer contratações temporárias para o Natal, finaliza. Josias Albuquerque, presidente da Fecomércio-PE, opina: O crédito impacta o varejo pela dificuldade de acesso, principalmente por parte das micros e pequenas empresas, mas também pela disponibilidade para o consumidor. Os preços no varejo seguem em desaceleração e registraram, em julho, a menor variação mensal, mas o crédito pode segurar as vendas Fabio Bentes Economista da CNC Setembro 2014 n

16 CAPA O crédito já foi mais baixo e mais facilitado no País, mas isso mudou. Ainda assim, nossa previsão é de crescimento Adelmir Santana Presidente da Fecomércio-DF Mesmo os setores nos quais as vendas cresceram, baseadas na política econômic a de flexibilização do crédito, estão parados. O elevado nível de endividamento dos consumidores, o comprometimento da renda e a alta das taxas de juros devem influenciar os resultados dos negócios no fim do ano. Entretanto, apesar desse cenário, há sempre aumento da demanda, motivada pelo 13º salário e pela força do Natal, opina Sebastião Campos, presidente da Fecomércio-PA. IPCA O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto variou 0,25%, acima da taxa de 0,01% de julho. Com isso, o acumulado no ano fechou em 4,02% acima dos 3,43% de igual períod o de Considerando-se os últimos 12 meses, o índice foi para 6,51% próximo dos 6,50% relativos aos 12 meses anteriores. Em agosto de 2013 a taxa foi de 0,24%. Para a Fecomércio-SC, a aceleração do nível de preços verificado em agosto deste ano na comparação com julho se deve, em grande parte, aos reajustes das mensalidades na educação e no transporte. Por outro lado, a baixa atividade econômica do último trimestre já está sendo sentida nos alimentos e, especialmente, nos serviços, que se mantiveram estáveis em agosto. Esse setor vinha apresentando as mais altas taxas de inflação e contribuindo sobremaneira para o IPCA elevado. Portanto, até o fim do ano, no acumulado de 12 meses a inflação deverá recuar e terminar 2014 dentro da meta de 6,5%. Não há risco de descontrole inflacionário. O consumidor anda cauteloso, já que se vê diante de um encarecimento do crédito, e acaba transferindo a aplicação de seus recursos de bens duráveis para bens essenciais A desaceleração impacta diretamente o giro de estoque. A gestão de mercadorias deve ser aprimorada Josias Albuquerque Presidente da Fecomércio-PE Abram Szajman Presidente da Fecomércio-SP 14 Setembro 2014 n 170

17 CAPA Existe uma expectativa de que, após as eleições, ocorra uma injeção de otimismo, estimulando o consumo e também a geração de empregos Carlos Andrade Presidente da Fecomércio-BA Jeito brasileiro Em entrevista ao jornal O Globo, o economista-chefe da Confederação, Carlos Thadeu de Freitas, explicou que as empresas brasileiras estão muito apertadas e, devido ao juro alto, deixam de cumprir algumas obrigações para manter outras. Numa casa, quando o orçamento estoura, as pessoas fazem o mesmo: não deixam de pagar a conta de luz, porque, senão, ela é cortada. Mas atrasam o IPTU, que pode ser pago depois sem maiores problemas. Com as empresas ocorre o mesmo: não estão aguentando recorrer aos bancos para fazer capital de giro e não podem deixar de pagar, para não perder o crédito nem o fornecedor, porque, senão, a atividade para. Não é maldade do empresário; é dificuldade, declara o economista. A manutenção dos estoques tornou-se mais cara, o que exige mais capacidade de otimização das compras por parte dos lojistas Luiz Carlos Bohn Presidente da Fecomércio-RS Apesar do cenário, sempre há aumento da demanda, motivada pelo 13º salário e pelo Natal Sebastião Campos Presidente da Fecomércio-PA Setembro 2014 n

18 REUNIÃO DE DIRETORIA Terceirização é necessária para o equilíbrio das empresas A necessidade de regulamentação da terceirização foi um dos temas debatidos na reunião da Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizad a no dia 21 de agosto, no Rio de Janeiro. O presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, considerou o assunto como prioritário. A terceirização é absolutamente necessária para o equilíbrio do funcionamento das empresas. Não existe uma linha divisória material que possa dizer o que é e o que não é conveniente. É uma discussão complicada, porque uma legislação que venha a cercear a liberdad e de terceirizar vai atrapalhar muitas empresas, ponderou. Os empresários do comércio de bens, serviços e turismo estarão entre os principais impactados, caso a terceirização seja limitada ou proibida, conforme avaliou o diretor da CNC e presidente da Fecomércio-PI, Valdeci Cavalcante. Em todos os países desenvolvidos do mundo existe a terceirização, a facilitação para o empregador captar pessoas para trabalhar. Essa negativa que está ocorrendo é um retrocesso, afirmou. A realização do seminário Terceirização e o STF: O que esperar?, promovido pela CNC no dia 1º de setembro, mobilizou os empresários presentes à reunião. Esse seminário visa esclarecer, ver quais as providências necessárias para dar conhecimento à sociedade do que está acontecendo. As ameaças são grandes, e há possibilidade de que elas se tornem realidade, disse Antonio Oliveira Santos. É hora de os empresários lutarem por um marco regulatório que dê segurança jurídica, a fim de que o terceirizado e o empregad o da empresa tenham condições dignas de trabalho, para que os contratos firmados sejam respeitados. Esse seminário vai nos proporcionar condições de debate, afirmou o presidente da Fenavist, Odair Conceição (saiba mais sobre o seminário na página 22). Economia atual requer cautela O cenário econômico atual não é o i deal, mas também não é catastrófico. Essa é a avaliação feita pelo chefe da Divisão Econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas, em apresentação realizada na reunião da Diretoria da entidade. Nós estamos vivendo ainda momentos bastante incertos no cenário internacional, mas tudo leva a crer que o ano que vem vai ser bem mais difícil, pois, à medida que os juros sobem nos Estados Unidos, nosso quadro aqui no Brasil muda, comentou Thadeu. Segundo o economista, até agost o dest e ano US$ 700 milhões de fluxos cambiais entraram no Brasil. No mesmo pe ríodo de 2013 a movimentação foi de US$ 2,2 bilhões. Para ele, o momento at ual vivido no País é uma anomalia. Essa anomalia é única e simples. Para manter o dólar nessa faixa de R$ 2,26 é importante que sejam feitas intervenções cambiais diárias para que o mercado se proteja de uma possível alta do dólar, comentou Thadeu, afirmando, também, que, com as intervenções feitas diariamente pelo Banco Central para manter o câmbio no patamar atual, no futuro os juros serão ainda mais altos, para evitar uma desvalorização mais forte. 16 Setembro 2014 n 170

19 REUNIÃO DE DIRETORIA Carlos Thadeu disse, ainda, que as medidas de incentivo ao crédito do Banco Central anunciadas em agosto não devem surtir efeito imediato, em um momento em que as famílias estão muito endividadas. Não adianta querer incentivar crédito e consumo se a capacidade de pagamento das famílias está menor. As rendas estão muito comprometidas, ainda mais com crédito imobiliário, que é um crédito longo. Está sobrando pouco espaço para comprar e para se endividar mais, completou o chefe da Divisão Econômica da CNC. Quanto ao cenário interno, Thadeu destacou os limites da atual estratégia de intervenções cambiais do Banco Central do Brasil e os riscos de um possível ajuste no câmbio. O Brasil ainda não está numa situação desfavorável porque acumulamos reserva, a nossa dívida interna ainda não é catastrófica e o governo, recentemente, tomou medidas mais acertadas, como concessões, entre outras coisas que seguraram os preços. Para finalizar, Thadeu recomendou cautela aos empresários, sobretudo na hora de acumular estoques. É hora de colocar o pé no freio, dentro do possível. Sempre haverá vendas que vão acontecer em certos setores, como alimentos e não duráveis, que ainda estão satisfatórios. Já as vendas de bens de consumo duráveis, que dependem de financiamento, este ano devem até cair. Por mais que o governo incentive, não vai ter condições de eliminar o estoque do varejo, explicou Carlos Thadeu. Câmaras Brasileiras do Comércio O vice-presidente Administrativo da CNC, Josias Silva de Albuquerque, registrou sua designação para coordenar e supervisionar o trabalho das Câmaras Brasileiras do Comércio, órgãos consultivos da Presidência da Confederação. Josias Albuquerque informou que, a partir de agora, os nomes indicados para integrar as Câmaras passarão por consulta às federações, como forma de prestigiar e fortalecer a atuação dessas entidades. Com isso, os senhores estão sentido que está sendo dada uma importância maior às Câmaras, que são fundamentais para o funcionamento da Confederação, disse Antonio Oliveira Santos. CERSC Ainda durante a reunião da Diretoria foi realizada a eleição do diretor da entidade Ari Faria Bittencourt para o carg o de 3º Diretor-Secretário da Confederação. O presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, informou que, com a eleição de Ari Bittencourt, fica em abert o uma vaga entre os diretores, que deverá ser ocupada por um dos suplentes da Diretoria. Além disso, também foram apresentados os novos integrantes da Comissão de Enquadramento e Registro Sindical do Comércio (CERSC), cujos efetivos são: Carlos Amaral, Daniel Mansano, Francisco Valdeci Cavalcante, Ivo Dall Acqua Júnior, Joel Carlos Köbe, Lázaro Luiz Gonzaga e Manoel Vieira Colares. Da esq. para a dir., Josias Albuquerque, Luiz Gil Siuffo, Antonio Oliveira Santos e Carlos Thadeu de Freitas durante a reunião: cenário econômico atual também foi tema de debate entre os diretores da CNC Ari Faria Bittencourt foi eleito para o cargo de 3º Diretor- Secretário da CNC Setembro 2014 n

20 ECOS DA DIRETORIA Eleições: Chegou a hora de a sociedade se manifestar O presidente da CNC, Antonio Oliveira Santos, comentou a realização das eleições gerais no País para a Presidência da República, que se realizam em 5 de outubro. Segundo Oliveira Santos, as opiniões a respeito da gestão do Brasil têm sido variadas, muitos contra, muitos a favor. Chegou a hora de a sociedade se manifestar sobre o que pretende para os próximos anos. É de uma responsabilidad e que muitas vezes não percebemos; uma decisão muito séria que vamos tomar. Possivelmente, teremos segundo turno, e isso vai envolver as nossas vidas particulares, nossas empresas, nosso país, afirmou o presidente da CNC. Organização patronal sobre a terceirização O presidente da Febrac, Edgar Segato Neto, discursou sobre a importância de o sindicalismo patronal se organizar para aprovar a regulamentação da terceirização. Segundo ele, as centrais sindicais laborais já estão se organizando no Ministério Público. A terceirização por parte da limpeza está assegurada pela Súmula 331 do TST. No caso da vigilância, a atividade está assegurada pela Lei 7.102, mas a grande discussão é que (as centrais sindicais) não sabem o que é atividade-fim. Todas as federações, aqui, vão sofrer, pois isso vai envolver a contabilidade da empresa, a parte de informática, a parte de transporte, que não vão poder ser terceirizadas. 18 Setembro 2014 n 170

Abrangência da terceirização

Abrangência da terceirização Reportagem especial explica os pontos polêmicos do projeto da terceirização A proposta que regulamenta a terceirização no Brasil e derrubou a reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Leia mais

101/15 30/06/2015. Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

101/15 30/06/2015. Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados 101/15 30/06/2015 Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Junho de 2015 Sumário 1. Perspectivas do CenárioEconômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Março

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Sistema bancário e oferta monetária contra a recessão econômica 1 BC adota medidas para injetar

Leia mais

Notícias Economia Internacional. e Indicadores Brasileiros. Nº 1/2 Julho de 2012

Notícias Economia Internacional. e Indicadores Brasileiros. Nº 1/2 Julho de 2012 Notícias Economia Internacional e Indicadores Brasileiros Nº 1/2 Julho de 2012 Sindmóveis - Projeto Orchestra Brasil www.sindmoveis.com.br www.orchestrabrasil.com.br Realização: inteligenciacomercial@sindmoveis.com.br

Leia mais

Introdução... 4. Percepção sobre a economia e o comércio... 5. Gargalos da economia brasileira... 7. Consumo das famílias... 8

Introdução... 4. Percepção sobre a economia e o comércio... 5. Gargalos da economia brasileira... 7. Consumo das famílias... 8 Conteúdo Introdução... 4 Percepção sobre a economia e o comércio... 5 Gargalos da economia brasileira... 7 Consumo das famílias... 8 Ambiente regulatório... 9 Logística pública... 10 Mão de obra... 10

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junio 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

1 Informações diversas Projeto de Terceirização A Câmara dos Deputados concluiu dia 22/04 a votação do projeto de lei que regulamenta contratos de terceirização. O texto principal foi aprovado no último

Leia mais

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JUNHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Companheiros e companheiras,

Companheiros e companheiras, Companheiros e companheiras, Utilizada sob o falso argumento de modernizar as relações de trabalho e garantir a especialização no serviço, a terceirização representa na realidade uma forma de reduzir o

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ASSESSORIA ECONÔMICA PAINEL PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA Número 35 15 a 30 de setembro de 2009 EMPREGO De acordo com a Pesquisa

Leia mais

EXPECTATIVAS, GESTÃO E AÇÕES DOS EMPRESÁRIOS DO COMÉRCIO VAREJISTA PARA O NATAL DE 2013 MACAPÁ - 2013

EXPECTATIVAS, GESTÃO E AÇÕES DOS EMPRESÁRIOS DO COMÉRCIO VAREJISTA PARA O NATAL DE 2013 MACAPÁ - 2013 EXPECTATIVAS, GESTÃO E AÇÕES DOS EMPRESÁRIOS DO COMÉRCIO VAREJISTA PARA O NATAL DE 2013 MACAPÁ - 2013 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 3 2 POPULAÇÃO... 3 4 COLETA DE DADOS... 3 5 RESULTADOS... 4 Ilustração 1 -

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Agosto 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Presente ruim e futuro econômico desanimador para a construção civil

Presente ruim e futuro econômico desanimador para a construção civil CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO RECONHECIDA NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO VIGENTE EM 16 DE SETEMBRO DE 2010 Estudo técnico Edição nº 17 outubro de 2014 Organização:

Leia mais

Carta da Indústria 2014 (PDF 389) (http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/conteudo_18/2013/06/06/481/cartadaindstria_2.pdf)

Carta da Indústria 2014 (PDF 389) (http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/conteudo_18/2013/06/06/481/cartadaindstria_2.pdf) www.cni.org.br http://www.portaldaindustria.com.br/cni/iniciativas/eventos/enai/2013/06/1,2374/memoria-enai.html Memória Enai O Encontro Nacional da Indústria ENAI é realizado anualmente pela CNI desde

Leia mais

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010 Metodologia Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Através de e-survey - via web Público Alvo: Executivos de empresas associadas e não associadas à AMCHAM Amostra: 500 entrevistas realizadas Campo: 16

Leia mais

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS

Relatório Mensal. 2015 Março. Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Relatório Mensal 2015 Março Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro - PREVI-RIO DIRETORIA DE INVESTIMENTOS Composição da Carteira Ativos Mobiliários, Imobiliários e Recebíveis

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Novembro 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos

Leia mais

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Fevereiro de 2015 Sumário 1. Perspectivas do Cenário Econômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Fevereiro de 2015...

Leia mais

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Abril de 2015 Sumário 1. Perspectivas do Cenário Econômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Março de 2015... 5 3.

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

C L I P P I N G DATA: 04.11.2015

C L I P P I N G DATA: 04.11.2015 C L I P P I N G DATA: 04.11.2015 DESTAQUE SINDESP/DF participa do Sicomércio 2015 no Rio de Janeiro Durante três dias, líderes da representação sindical dos empresários do comércio e serviços de todo o

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 2 SUMÁRIO Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita de

Leia mais

Trabalhador por conta própria ganha força, mas informalidade aumenta

Trabalhador por conta própria ganha força, mas informalidade aumenta Boletim 869/2015 Ano VII 09/11/2015 Trabalhador por conta própria ganha força, mas informalidade aumenta Mais de 22 milhões de brasileiros têm empreendimentos sem empregados remunerados. Quase um milhão

Leia mais

INFORMATIVO JURÍDICO

INFORMATIVO JURÍDICO 1 ROSENTHAL E SARFATIS METTA ADVOGADOS INFORMATIVO JURÍDICO NÚMERO 5, ANO III MAIO DE 2011 1 ESTADO NÃO PODE RECUSAR CRÉDITOS DE ICMS DECORRENTES DE INCENTIVOS FISCAIS Fiscos Estaduais não podem autuar

Leia mais

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC FORTALEZA, Agosto de 2013 SUMÁRIO 1. Fundamentos da Análise de Conjuntura. 2. Tipos

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

www.anefac.com.br Rua 7 de abril. 125 - conj. 405 - CEP 01043-000 República - São Paulo-SP - Telefone: 11 2808-320 PESQUISA DE JUROS

www.anefac.com.br Rua 7 de abril. 125 - conj. 405 - CEP 01043-000 República - São Paulo-SP - Telefone: 11 2808-320 PESQUISA DE JUROS PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em maio/2014, sendo esta a décima segunda elevação seguida, quinta elevação no ano. Estas elevações podem ser atribuídas

Leia mais

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos Economia e Mercado Aula 4 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Oscilações dos níveis de produção e emprego Oferta e demanda agregadas Intervenção do Estado na economia Decisão de investir Impacto da

Leia mais

Boletim Econômico da Scot Consultoria

Boletim Econômico da Scot Consultoria Boletim Econômico da Scot Consultoria ano 1 edição 2 22 a 28 de abril de 2013 Destaque da semana Alta na taxa Selic O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa Selic para 7,50% ao ano,

Leia mais

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário

Agenda. 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Agenda 1. Conjuntura econômica internacional 2. Conjuntura nacional 3. Construção Civil Geral Imobiliário Cenário Internacional Cenário Internacional Mundo cresce, mas pouco. Preocupação com China 4 EUA

Leia mais

Pesquisa de Resultado de vendas do Dia das Crianças

Pesquisa de Resultado de vendas do Dia das Crianças Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina Pesquisa de Resultado de vendas do Dia das Crianças Panorama do movimento na economia da cidade de Lages durante o Dia das Crianças de 2010. DPLAN - Núcleo

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais

DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO

DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO educação para o trabalho Equipe Linha Direta DESAFIOS PARA O CRESCIMENTO Evento realizado na CNI apresentou as demandas da indústria brasileira aos principais candidatos à Presidência da República Historicamente

Leia mais

SONDAGEM DE VENDAS DIA DAS CRIANÇAS

SONDAGEM DE VENDAS DIA DAS CRIANÇAS SONDAGEM DE VENDAS DIA DAS CRIANÇAS OUTUBRO/2013 FECOMERCIO/TO Hugo de Carvalho Presidente Anselmo da Silva Moraes Vice Presidente Silmara Lustosa Ribeiro Superintendente INSTITUTO FECOMÉRCIO/TO Hugo de

Leia mais

Mensagem do Administrador

Mensagem do Administrador Educação Financeira Índice 1. Mensagem do administrador... 01 2. O Cartão de crédito... 02 3. Conhecendo sua fatura... 03 4. Até quanto gastar com seu cartão... 07 5. Educação financeira... 08 6. Dicas

Leia mais

Pesquisa de Resultado de vendas do Dia das Crianças

Pesquisa de Resultado de vendas do Dia das Crianças Federação do Comércio do Estado de Santa Catarina Pesquisa de Resultado de vendas do Dia das Crianças Panorama do movimento na economia de Florianópolis durante o Dia das Crianças de 2010 DPLAN - Núcleo

Leia mais

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos.

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos. PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos. Na pessoa física as taxas de juros tiveram uma pequena elevação sendo esta a décima quinta

Leia mais

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC 27.03.12 Paulo Safady Simão Presidente da CBIC REPRESENTANTE NACIONAL E INTERNACIONAL DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MERCADO IMOBILIÁRIO SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES E CÂMARAS 62

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015 Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 O cenário econômico nacional em 2014 A inflação foi superior ao centro da meta pelo quinto

Leia mais

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista de Belo Horizonte

Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista de Belo Horizonte A Copa do Mundo FIFA terá como anfitrião o Brasil e Belo Horizonte foi eleita uma das doze cidades-sedes dos jogos. Este será um importante evento para a capital mineira. Espera-se a chegada de aproximadamente

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014

ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014 ATA DE REUNIÃO DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS - COMIN COMIN - Nº 08/2014 Data: 29/04/2014 Participantes Efetivos: Edna Raquel Rodrigues Santos Hogemann Presidente, Valcinea Correia da Silva Assessora Especial,

Leia mais

O desafio da competitividade. Maio 2012

O desafio da competitividade. Maio 2012 O desafio da competitividade Maio 2012 ECONOMY RESEARCH Roberto Padovani Economista-Chefe (55 11) 5171.5623 roberto.padovani@votorantimcorretora.com.br Rafael Espinoso Estrategista CNPI-T (55 11) 5171.5723

Leia mais

MERCADO DE MEIOS ELETRÔNICOS DE PAGAMENTO POPULAÇÃO E COMÉRCIO - ANO V. Indicador de atividade da micro e pequena indústria de São Paulo.

MERCADO DE MEIOS ELETRÔNICOS DE PAGAMENTO POPULAÇÃO E COMÉRCIO - ANO V. Indicador de atividade da micro e pequena indústria de São Paulo. 1 MERCADO DE MEIOS ELETRÔNICOS DE PAGAMENTO POPULAÇÃO E COMÉRCIO - ANO V Indicador de atividade da micro e pequena indústria de São Paulo Maio/ 2014 Metodologia 2 Metodologia 3 Técnica Pesquisa quantitativa,

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista. Vendas no 2 Semestre de 2013 e Expectativa de vendas para o 1 Semestre de 2014

Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista. Vendas no 2 Semestre de 2013 e Expectativa de vendas para o 1 Semestre de 2014 Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista Vendas no 2 Semestre de 2013 e Expectativa de vendas para o 1 Semestre de 2014 2014 Apresentação Observar e entender como foram às vendas no início do ano são

Leia mais

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO PARANÁ PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO PONTA GROSSA

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO PARANÁ PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO PONTA GROSSA FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DO PARANÁ PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO ANÁLISE CONJUNTURAL DO MÊS DE JANEIRO DE 2014 PONTA GROSSA Este relatório, referente ao mês de Janeiro de 2014, da Pesquisa Conjuntural

Leia mais

FECOMÉRCIO VEÍCULO: TRIBUNA DO NORTE DATA: 28.10.15 EDITORIA: ECONOMIA/ NEGÓCIOS E FINANÇAS

FECOMÉRCIO VEÍCULO: TRIBUNA DO NORTE DATA: 28.10.15 EDITORIA: ECONOMIA/ NEGÓCIOS E FINANÇAS FECOMÉRCIO VEÍCULO: TRIBUNA DO NORTE DATA: 28.10.15 EDITORIA: ECONOMIA/ NEGÓCIOS E FINANÇAS VEÍCULO: PORTAL NO AR DATA: 28.10.15 Em 27 de outubro de 2015 às 08:54 Economia Senac-RN promove ciclo de palestras

Leia mais

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA?

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA? MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA? Que nome estranho! O que é isso? Essa expressão, Margem de Contribuição, pode soar estranha aos ouvidos, mas entender o que significa ajudará muito

Leia mais

INOVAÇÃO. EDUCAÇÃO. GESTÃO EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

INOVAÇÃO. EDUCAÇÃO. GESTÃO EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Linha Direta INOVAÇÃO. EDUCAÇÃO. GESTÃO EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Desmistificado, ensino técnico brasileiro passa a ser a possibilidade mais rápida de inserção no mercado de trabalho TECNOLOGIA

Leia mais

Porto Alegre, 18 de agosto de 2015.

Porto Alegre, 18 de agosto de 2015. Porto Alegre, 18 de agosto de 2015. Excelentíssimo Senhor Doutor Henrique Eduardo Lyra Alves Ministro do Turismo Esplanada dos Ministérios, Bloco "U" - 2º/3º andar Brasília - DF - Brasil - CEP: 70065-900

Leia mais

Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural

Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural O ano de 2011 foi marcado pela alternância entre crescimento,

Leia mais

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Prezado Cooperado, Em 2012 a economia brasileira apresentou forte desaceleração, tendo uma das mais baixas taxas de crescimento da América Latina, inferior até as pessimistas

Leia mais

MENSAGEM DO FÓRUM REGIONAL PERMANENTE DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE DO ESTADO DA BAHIA

MENSAGEM DO FÓRUM REGIONAL PERMANENTE DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE DO ESTADO DA BAHIA enário econômico brasileiro vem sendo cada vez mais reconhecida e destacada. Além de gerador do maior número de empregos formais no país, o setor exibe, especialmente nos últimos anos, números Boletim

Leia mais

EDIÇÃO 06 NOVEMBRO 2014 ANO 2. Uso consciente do crédito: PROPAGUE ESSA IDEIA!

EDIÇÃO 06 NOVEMBRO 2014 ANO 2. Uso consciente do crédito: PROPAGUE ESSA IDEIA! Uso consciente do crédito: PROPAGUE ESSA IDEIA! EDUCAÇÃO FINANCEIRA USO CONSCIENTE DO CRÉDITO: PROPAGUE ESSA IDEIA! Ele está tão integrado ao nosso dia a dia, que alguns consumidores acabam usando o recurso

Leia mais

Saiba o que vai mudar no seu bolso com as novas medidas econômicas do governo

Saiba o que vai mudar no seu bolso com as novas medidas econômicas do governo Cliente: Trade Energy Veículo: Portal R7 Assunto: Saiba o que vai mudar no seu bolso com as novas medidas Data: 21/01/2015 http://noticias.r7.com/economia/saiba-o-que-vai-mudar-no-seu-bolso-com-as-novas-medidaseconomicas-do-governo-21012015

Leia mais

Indicadores de Desempenho Publicado em Novembro de 2015

Indicadores de Desempenho Publicado em Novembro de 2015 Publicado em Novembro de 2015 Fatos Relevantes Agosto/2015 Vendas Industriais As vendas industriais registraram expansão de 28,40% em agosto. Trata-se do maior aumento dos últimos três meses e aponta para

Leia mais

Análise Mensal do Comércio Varejista de Belo Horizonte

Análise Mensal do Comércio Varejista de Belo Horizonte Março/15 A mostra o desempenho dos negócios do comércio no mês de Fevereiro/2015 e identifica a percepção dos empresários para o mês de Março/2015. Neste mês, 20,8% dos empresários conseguiram aumentar

Leia mais

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13

Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Relatório Econômico Mensal JANEIRO/13 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 5 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 9 Indicadores Financeiros Projeções Economia Global

Leia mais

Fonte:Valor Econômico, por Edson Pinto de Almeida, 17.11.2009

Fonte:Valor Econômico, por Edson Pinto de Almeida, 17.11.2009 Fonte:Valor Econômico, por Edson Pinto de Almeida, 17.11.2009 Reformas: O alto custo político de mexer com benefícios e direitos tem prejudicado o andamento das tentativas de realizar uma modernização

Leia mais

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em fevereiro/2015. Estas elevações podem ser atribuídas aos seguintes

Leia mais

CARTILHA DE ORIENTAÇÃO SOBRE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

CARTILHA DE ORIENTAÇÃO SOBRE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO CARTILHA DE ORIENTAÇÃO SOBRE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL 1. O que é a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)? A Lei de Responsabilidade Fiscal é um código

Leia mais

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MENSAGEM DE ANO NOVO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA --- EMBARGO DE DIVULGAÇÃO ATÉ ÀS 21:00 HORAS DE 01.01.13 --- Palácio de Belém, 1 de janeiro de 2013 --- EMBARGO DE DIVULGAÇÃO ATÉ ÀS 21:00

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC

Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC Todas as linhas de crédito para pessoas jurídicas subiram. Para pessoas físicas, houve aumento nos juros do comércio,

Leia mais

RESUMO EXECUTIVO Todos os direitos reservados. Distribuição e informações:

RESUMO EXECUTIVO Todos os direitos reservados. Distribuição e informações: RESUMO EXECUTIVO O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, comunicou no dia 27 de dezembro de 2011 que vai mudar o regime de tributação para a importação de produtos têxteis do atual ad valorem, em que no

Leia mais

Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista. Expectativas dos Empresários do Comércio Varejista de Belo Horizonte para a Copa das Confederações 2013

Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista. Expectativas dos Empresários do Comércio Varejista de Belo Horizonte para a Copa das Confederações 2013 Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista Expectativas dos Empresários do Comércio Varejista de Belo Horizonte para a Copa das Confederações 2013 Março 2013 Apresentação A Copa das Confederações de 2013

Leia mais

Avaliação do governo Desempenho pessoal da presidente

Avaliação do governo Desempenho pessoal da presidente RESULTADOS DA 129ª PESQUISA CNT/MDA A 129ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 20 a 24 de outubro de 2015 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra a avaliação dos índices de popularidade

Leia mais

FINANÇAS A B C D A R$ 24.000,00. B R$ 12.000,00. C R$ 2.000,00. D R$ 0,00.

FINANÇAS A B C D A R$ 24.000,00. B R$ 12.000,00. C R$ 2.000,00. D R$ 0,00. ESPE/Un SERE 2013 Nas questões a seguir, marque, para cada uma, a única opção correta, de acordo com o respectivo comando. Para as devidas marcações, use a Folha de Respostas, único documento válido para

Leia mais

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1 PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em janeiro/2015. Estas elevações podem ser atribuídas aos seguintes

Leia mais

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas

O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas O cenário econômico atual e a Construção Civil Desafios e perspectivas 1 O conturbado cenário nacional Economia em recessão: queda quase generalizada do PIB no 2º trimestre de 2015, com expectativa de

Leia mais

Gestão orçamentária na Construção Civil

Gestão orçamentária na Construção Civil Um retrato dos desafios, práticas e resultados do planejamento orçamentário Maio, 2014 Agenda Metodologia e amostra Desafios e cultura da organização na gestão orçamentária Processos e riscos do planejamento

Leia mais

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano.

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano. PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano. Esta elevação é reflexo da elevação da Taxa Básica de Juros (Selic)

Leia mais

CARTILHA DA LEI DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR TERCEIRIZADO

CARTILHA DA LEI DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR TERCEIRIZADO CARTILHA DA LEI DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR TERCEIRIZADO Mais segurança e benefícios para 40 milhões de brasileiros Chegou a vez do trabalhador terceirizado. Depois de nove anos de debates, negociações

Leia mais

CARTILHA DA LEI DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR TERCEIRIZADO

CARTILHA DA LEI DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR TERCEIRIZADO CARTILHA DA LEI DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR TERCEIRIZADO Mais segurança e benefícios para 40 milhões de brasileiros Chegou a vez do trabalhador terceirizado. Depois de nove anos de debates, negociações

Leia mais

Venda de tecidos tem destaque em setembro

Venda de tecidos tem destaque em setembro Venda de tecidos tem destaque em setembro setembro / 2009 Temos avaliado, mês a mês, um ritmo favorável nas vendas e no faturamento do comércio que, em alguns segmentos, assume patamares pré-crise. Neste

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

Núcleo de Inovação e Empreendedorismo. CRI Nacional. Relatório de Evento 11 de Dezembro de 2013

Núcleo de Inovação e Empreendedorismo. CRI Nacional. Relatório de Evento 11 de Dezembro de 2013 Data Núcleo de Inovação e Empreendedorismo CRI Nacional Relatório de Evento 11 de Dezembro de 2013 Encontro do CRI Nacional 11 de Dezembro de 2013 Cenários Econômicos e Impactos para a Inovação em 2014

Leia mais

Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil

Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil Análise Macroeconômica Projeto Banco do Brasil Segundo Trimestre de 2013 Energia Geração, Transmissão e Distribuição Conjuntura Projeto Banco Macroeconômica do Brasil Energia Geração, Transmissão e Distribuição

Leia mais

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO Em tempos de retração econômica, as franquias surgem como opção de empreendimento rentável

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO Em tempos de retração econômica, as franquias surgem como opção de empreendimento rentável GESTÃO ORIENTADA A PROCESSOS 12 Edição 15 de Julho de 2015 INFLAÇÃO IBGE informou que a inflação acelerou, na maior alta em quase 20 anos EXTRA Saiba os fatores que causam a inflação www.procfit.com.br

Leia mais

Terceirização: o que é? terceirização

Terceirização: o que é? terceirização Terceirização: o que é? A terceirização é o processo pelo qual uma empresa deixa de executar uma ou mais atividades realizadas por trabalhadores diretamente contratados por ela, e as transfere para outra

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

TENDÊNCIAS E PRÁTICAS DE RECURSOS HUMANOS 2015

TENDÊNCIAS E PRÁTICAS DE RECURSOS HUMANOS 2015 TENDÊNCIAS E PRÁTICAS DE RECURSOS HUMANOS 2015 CONTEÚDO 1. Como estamos até agora? 2. O que vem por aí... 3. Prioridades do RH para 2015 4. Nossa visão de 2015 01 COMO ESTAMOS ATÉ AGORA? PERFIL DOS PARTICIPANTES

Leia mais

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) NOVEMBRO/2013

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) NOVEMBRO/2013 16 de dezembro de 2013 Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) NOVEMBRO/2013 O ICEC é um indicador da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que visa medir o nível

Leia mais

IMA Institute of Management Accountants PESQUISA DE JUROS

IMA Institute of Management Accountants PESQUISA DE JUROS PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em outubro/2013, sendo esta a sexta elevação no ano. Esta elevação pode ser atribuída à última elevação da Taxa de Juros

Leia mais

Ponto de vista. Metodologia para um índice de confiança. E expectativas das seguradoras no Brasil

Ponto de vista. Metodologia para um índice de confiança. E expectativas das seguradoras no Brasil Ponto de vista 40 Metodologia para um índice de confiança E expectativas das seguradoras no Brasil Francisco Galiza Em 2012, no Brasil, algumas previsões econômicas não fizeram muito sucesso. Por exemplo,

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012 O RISCO DOS DISTRATOS O impacto dos distratos no atual panorama do mercado imobiliário José Eduardo Rodrigues Varandas Júnior

Leia mais

PL 64 BOLSA COMPLEMENTAR PARA O PROGRAMA MAIS MÉDICOS

PL 64 BOLSA COMPLEMENTAR PARA O PROGRAMA MAIS MÉDICOS PL 64 BOLSA COMPLEMENTAR PARA O PROGRAMA MAIS MÉDICOS Tendo como argumento aperfeiçoar ainda mais a prestação de serviços de saúde à população, o Executivo traz a esta Casa o Projeto de Lei 64/2014, que

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

FECOMÉRCIO VEÍCULO: NOVO JORNAL DATA: 02.12.15 EDITORIA: NOTAS DA REDAÇÃO

FECOMÉRCIO VEÍCULO: NOVO JORNAL DATA: 02.12.15 EDITORIA: NOTAS DA REDAÇÃO FECOMÉRCIO VEÍCULO: NOVO JORNAL DATA: 02.12.15 EDITORIA: NOTAS DA REDAÇÃO VEÍCULO: NATAL NOTÍCIAS DATA: 02.12.15 01 Dez 2015 Presidente Marcelo Queiroz participa da 17ª Convenção do Comércio e Serviços

Leia mais

SONDAGEM DA CONSTRUÇÃO CIVIL

SONDAGEM DA CONSTRUÇÃO CIVIL SONDAGEM DA CONSTRUÇÃO CIVIL Informativo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Ano 2 Número 3 março de 2011 www.cni.org.br Destaques ANÁLISE ECONÔMICA Construção civil: um novo cenário à frente Pág.

Leia mais