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1 EDUCAÇÃO INFANTIL 41

2 42 EDUCAÇÃO INFANTIL ASPECTOS LEGAIS O atendimento às crianças de zero a seis anos foi reconhecido na Constituição Federal de1988. A partir de então, a educação infantil em creches e pré-escolas passou a ser, do ponto de vista legal, um dever do Estado e um direito da criança (artigo 208, inciso IV). O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECRIAD), de 1990, destaca também o direito da criança a este atendimento. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n o 9.394, promulgada em dezembro de 1996, estabelece de forma incisiva o vínculo entre o atendimento às crianças de zero a seis anos e a educação, considerada primeira etapa da educação, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança (título V, capítulo II, seção II, art. 29). Em 1998, o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI) veio nortear a prática pedagógica. Em 1999 o Conselho Nacional de Educação (CNE) definiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI), orientando as instituições dos sistemas brasileiros para melhor organizar, articular, desenvolver e avaliar suas propostas pedagógicas. Em 2006 o MEC implementa as diretrizes com a Política Nacional de Educação Infantil e publica os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil. Em 2009 as DCNEI são atualizadas. Dessa forma, o trabalho pedagógico com a criança de 0 a 6 anos adquire reconhecimento e ganha uma dimensão mais ampla no sistema educacional que é a de atender as especificidades do desenvolvimento das crianças dessa faixa etária e contribuir para a construção e o exercício de sua cidadania. O cuidado e a educação são simultâneos e indissociáveis, ficando clara a função do Estado e da Família, numa nova concepção de infância. O texto da Lei Nº 1.874, de 18 de dezembro de 2006 que institui o Sistema Municipal de Ensino do Município de Viana dispõe em seu artigo 5º - O dever do município com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: atendimento gratuito em Centros Municipais de Educação Infantil às crianças de até 5 / 6 anos. FINALIDADE A proposta tem como objetivo contribuir para as transformações das práticas pedagógicas, propiciando as oportunidades de igualdade entre as crianças, a fim de tornar a sociedade mais democrática, A finalidade da educação infantil é de caráter educativo, onde o cuidar e o educar se fazem presentes em todos os momentos do processo, favorecendo a ampliação dos

3 conhecimentos da criança, adquirindo assim instrumentos mais elaborados de análise e resolução de situações problemas. 43 OBJETIVOS Com base no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), são objetivos dessa etapa de ensino: Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações; Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bemestar; Estabelecer vínculos afetivos e de troca entre adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social; Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista, interagindo com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração; Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente, valorizando atitudes que contribuem para sua conservação; Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; Utilizar diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendida, expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva; Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade. PLANILHA DE ATENDIMENTO

4 44 A educação infantil se organiza em duas fases: creche e pré-escola de acordo com critérios estabelecidos para efetivação de matrículas/corte etário: Na creche são atendidas crianças de 9 meses a 3 anos, organizadas em turmas de: BERÇARIO (9 meses a 1 ano e 11 meses) MATERNA I (2 a 2 anos e 11 meses) MATERNAL II (3 a 3 anos e 11 meses) Na pré-escola são atendidas crianças de 04 e 05 anos, organizadas em turmas de: PRÉ I (4 a 4 anos e 11 meses) PRÉ II (5 a 5 anos e 11 meses) A INFÂNCIA E O CONTEXTO SOCIAL NA PERSPECTIVA DE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE A criança, que é parte integrante de uma sociedade caracterizada pela trajetória da humanidade, das relações estabelecidas entre o homem e o ambiente e, também entre o homem e ele mesmo, num processo dialético, pode-se definir que, sociedade é a forma como o homem tem se organizado num determinado tempo e espaço. Esse tempo e espaço são constituídos por um conjunto de fenômenos naturais e sociais indissociáveis, envolvendo todos os aspectos da vida humana. A Educação Infantil tem como finalidade contribuir para as transformações necessárias no sentido de tornar a sociedade mais democrática. A criança, agora, passa a ser um cidadão do presente e não apenas do futuro. Nessa perspectiva, reiteramos o nosso compromisso com a concepção de criança no exercício da cidadania, num processo de construção de conhecimento dentro do contexto escolar, integrando com a função de cuidar, que se dá na relação entre adultos: gestores, professores, pedagogos, merendeiras, auxiliares e equipe de apoio técnico. A criança traz consigo uma bagagem cultural, sendo necessário valorizar, respeitar suas limitações e contribuir para a formação de um indivíduo crítico e participativo na sociedade como um ser único, com características e ritmos próprios, que interage com o meio. Enfim,

5 45 um ser em desenvolvimento, que pensa, age, expõe suas idéias com autenticidade. Nesse contexto, cada criança depende da atuação do professor mediador que deve ser reflexivo, articulador e pesquisador. A Educação infantil na sua função pedagógica considera as crianças como seres sociais com suas características próprias, em termos de história de vida, origem, linguagem, hábitos, costumes e valores. Comprometida com o desenvolvimento da autonomia, criatividade, responsabilidade, criticidade, espírito de cooperação e solidariedade, numa integração com a família, para que cada criança seja de fato, inserida no contexto social e educacional. CURRÍCULO Na Educação Infantil o currículo baseia-se na concepção de que a construção da identidade e autonomia da criança é gradativa e está relacionado ao conhecimento, desenvolvimento e a interação das crianças com os adultos e com as próprias crianças, devendo expressar os interesses dos grupos sociais e das instituições educativas (ESCOLA e FAMÌLIA) e se estrutura em 02 (dois) âmbitos de trabalho e seus respectivos eixos temáticos: Formação Pessoal e Social - Identidade e Autonomia A organização do trabalho pedagógico tem como prioridade o desenvolvimento da criança concernente à autonomia. Antes de tudo, ela precisa adquirir independência para aprender a lidar com os conflitos do cotidiano, para tornar-se adultos que saibam escolher, tomar decisões, superar os desafios e assumir os riscos e resultados das suas escolhas com responsabilidade. Conhecimento de Mundo - Linguagem Oral e Escrita, Matemática, Natureza e Sociedade, Movimento, Música, Artes Visuais. Linguagem Oral e Escrita- A linguagem quer seja, gestual, verbal ou escrita é de suma importância para a vida do ser humano. Toda estrutura cultural da sociedade é transmitida através dela e na prática escolar deve ser uma dinâmica que propicia a reflexão, o aprender a pensar e expressar os sentimentos, desejos e necessidades. A comunicação dos bebês começa com os gestos e com os significados que eles recebem, percorrem até o mundo dos adultos. Para organizar as ações e o pensamento, depende-se da linguagem oral. O desenho possibilita a leitura e a interpretação, sendo uma atividade escrita, além de ser uma expressão artística que

6 46 oportuniza a compreensão da função simbólica da linguagem. A leitura diária para e com a criança possibilita o convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos. A valorização da cultura escrita deve ser uma constante para contribuir no desenvolvimento de cada criança como leitora e produtora de escrita. Matemática- Em matemática, as aprendizagens significativas acontecem simultaneamente, em relação o concreto e o abstrato, pois ao exercitar e manipular os materiais, as crianças aprendem a construir significados e atribuir sentidos. A sistematização das representações abstratas só pode acontecer após a vivência com as situações reais e os objetos. O professor precisa problematizar situações do cotidiano para que a criança identifique problemas, buscando formas para resolvê-los ao relacionar com as experiências de exploração e ampliação de conceitos e relações matemáticas. Essas possibilidades propiciam o entendimento e avançam os processos, deixando de formar indivíduos que apenas repetem o que o outro faz..natureza e Sociedade- Eixo que oportuniza cada criança a interagir com o meio natural e social onde vive. Para aprender, ela precisa fazer perguntas, procurando respostas às suas indagações. Ela é movida pelo interesse e curiosidade que confronta com as respostas que os adultos, outras crianças, ou por reportagens que presenciam, construindo suas explicações subjetivas e individuais relacionados aos diferentes fenômenos e acontecimentos. Portanto, ela precisa a cada dia observar, relatar acontecimentos, formular hipóteses, prever resultados para experimentos, conhecer diferentes contextos históricos e sociais, tentando localizá- los no espaço e no tempo, aprendendo a cuidar da biodiversidade e a sustentabilidade da vida na Terra, ou seja, utilizar dos recursos naturais numa postura de preservação ambiental. Movimento- O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. A criança ao nascer se comunica ao movimentar-se, e assim adquire maior controle sobre seu corpo, apropriando das possibilidades para interagir com o mundo. Ela brinca, experimenta, descobre e expressa sentimentos, ampliando suas possibilidades de gestos e posturas corporais, aproximando dos brinquedos, dos objetos e das pessoas. Portanto, o movimento do ser humano vai além do deslocamento do corpo sobre o espaço, porque é através dele que a criança se comunica com todas as instâncias da vida, mobilizando os indivíduos para satisfazer suas necessidades, e nessa dinâmica concretiza o desenvolvimento

7 47 integral. Música- A música é uma forma de linguagem e conhecimento que garante à criança a possibilidade de vivenciar constantemente a percepção, a reflexão com sensibilidade, desenvolvendo as habilidades, a capacidade de formular hipóteses, elaborar conceitos. Artes Visuais - (DCNEI 2009) ARTE- Esse eixo propicia a expressão, a comunicação atribuindo sentido as sensações, sentimentos, pensamentos e realidade. A arte está presente no cotidiano da vida infantil através das experiências estéticas e expressivas como a música, artes visuais e plásticas. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO EDUCATIVO Um trabalho que preconiza o desenvolvimento psicológico, intelectual e cognitivo da criança, deve ser organizado de acordo com os seguintes critérios: 1 - Organização dos tempos e dos espaços; Essa organização viabiliza as ações do cotidiano, com base no atendimento específico de cada faixa etária, uma vez que a criança tem o direito de crescer num ambiente que favoreça o seu desenvolvimento, respeitando os seus limites, anseios e necessidades. Ao organizar os ambientes da escola e da sala de aula, o professor e demais educadores demonstram na prática a responsabilidade e a preocupação com o desenvolvimento integral da criança. São espaços alternativos: Os cantinhos de interesse como da beleza; dos jogos, da leitura, da boneca, do carrinho, do faz de conta, da arte, da matemática, da literatura. E devem ser utilizados com freqüência pelas crianças com a mediação do professor e demais educadores. 2 - Organização da rotina; A rotina é um elemento importante da educação infantil, por proporcionar à criança sentimentos de estabilidade e segurança. Considerada como um instrumento de dinamização da aprendizagem, facilitador das percepções infantis sobre o tempo e o espaço, uma rotina clara e compreensível para as crianças é fator de segurança. Rotinas rígidas e inflexíveis desconsideram a criança, que precisa adaptar-se a ela e não o contrário, como deveria ser; desconsideram também o adulto, tornando seu trabalho monótono, repetitivo e pouco

8 48 participativo. Os ritmos e diferenças individuais e a especificidade do trabalho pedagógico demandam um planejamento constante da rotina. A organização do tempo deve prever possibilidades diversas de atividades, como atividades mais ou menos movimentadas, individuais ou em grupos, com maior ou menor grau de concentração; de repouso, alimentação e higiene; atividades referentes aos diferentes eixos de trabalho. A rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o tempo de trabalho educativo realizado com as crianças. A rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações de aprendizagens orientadas. Podem ser agrupadas em três grandes modalidades de organização do tempo. São elas: atividades permanentes, seqüência de atividades e projetos de trabalho. *Atividades permanentes: São aquelas que respondem às necessidades básicas de cuidados, aprendizagem e de prazer para as crianças, cujos conteúdos necessitam de uma constância. Ex: O cartaz de rotina, de aniversariante, calendário, chamadinha e momento da roda de conversa, da contação de história, da leitura com e para a criança, das brincadeiras no espaço interno e externo, ateliês ou oficinas de desenho, pintura, modelagem e música, atividades diversificadas ou ambientes organizados por temas ou materiais à escolha da criança, incluindo momentos para que as crianças possam ficar sozinhas se assim o desejarem, cuidados com o corpo, alimentação, adaptação, repouso atendendo e respeitando a individualidade e a necessidade de cada criança. * Seqüência de atividades: São planejadas e orientadas com o objetivo de promover uma aprendizagem específica e definida. São seqüencia das com intenção de oferecer desafios com graus diferentes de complexidade para que as crianças possam ir paulatinamente resolvendo problemas a partir de diferentes proposições. Estas seqüências derivam de um conteúdo retirado de um dos eixos a serem trabalhados e estão necessariamente dentro de um contexto específico. Ex: Se o objetivo é fazer com que as crianças avancem em relação à representação da figura humana por meio do desenho, podem-se planejar várias etapas de trabalho para ajudá-las a reelaborar e enriquecer seus conhecimentos prévios sobre esse assunto, como observação de pessoas, de desenhos ou pinturas de artistas e de fotografias; atividades de representação a

9 partir destas observações; atividades de representação a partir de interferências previamente planejadas pelo educador. 49 * Trabalho com projetos educativos: Comprometidos com o desenvolvimento da autonomia, embasamos nossa ação na Pedagogia de Projetos que é um instrumento operacional para melhor organizar a prática pedagógica de forma coletiva, tornar os conteúdos mais atrativos e transformar a escola num ambiente vivo e atraente. O macro PROJETO SAIR DO PAPEL, PRECISO BRINCAR! (Aprender Brincando e Brincar Aprendendo) norteia as ações pedagógica, enfatizando que o brincar é a condição necessária para o desenvolvimento intelectual da capacidade de compreensão da realidade concreta, permitindo a criança viver experiências e desafios. É a brincadeira que permite a criança ser criança. Winncott coloca que o brincar ajuda a criança definir e a redefinir os limites entre ela e o outro, auxiliando na obtenção de um senso de sua própria identidade pessoal e corporal. Para Vygotsky, a brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que é a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro mais capaz. valorizar o que as crianças sabem e orientar o novo aprendizado de tal forma que se dê a articulação entre o conhecimento científico e a realidade espontânea da criança, promovendo a cooperação e a interdisciplinaridade num contexto de jogo, trabalho e lazer (Hoffmann, 1999, p.43). Segundo o 7º princípio dos direito da criança: Ela precisa brincar. Brincar para a criança é um ato tão importante quanto é trabalhar para um adulto. Segundo Piaget, citado em Fortuna, essa faixa etária se caracteriza pelo jogo. A brincadeira está entre as atividades freqüentemente avaliadas pelos adultos (educadores) como tempo perdido. Essa visão é fruto da idéia de que a brincadeira é uma atividade oposta ao trabalho, sendo por isso considerada menos importante, uma vez que não se vincula ao mundo produtivo, não gera resultados. E é essa concepção que provoca a diminuição dos espaços e tempos do brincar à medida que avançam as séries/anos do ensino fundamental. Seu lugar e seu tempo vão se restringindo à hora do recreio, assumindo contornos cada vez mais definidos e restritos em termos de horários, espaços e disciplina como não pode correr, pular, jogar bola, comprometendo assim

10 50 o tempo de ser criança. O planejamento desenvolvido através de projetos pedagógicos podem se originar de brincadeiras, de leituras de livros infantis, de eventos culturais, de áreas temáticas trabalhadas, de necessidades observadas quanto ao desenvolvimento infantil. O projeto de trabalho possibilita o envolvimento na prática do cotidiano escolar, pois oportuniza a reflexão das ações onde as crianças expressam suas experiências diárias na perspectiva de uma aprendizagem significativa. São ações do macro projeto: O brincar em família no CMEI; Príncipes e Princesas na Educação Infantil; Jogos Mirins (inter-classe); A leitura como continuidade e diversidade na prática cotidiana. 3 - Os espaços e materiais adequados para atividades lúdicas; A organização dos espaços e dos materiais se constitui em um instrumento fundamental para a prática educativa. Possibilitam às crianças pequenas aprender brincando e brincar aprendendo, numa prática de mediação do professor e demais educadores. Isso implica que, para cada trabalho realizado com as crianças, deve-se planejar a forma mais adequada de organizar o mobiliário dentro da sala assim como introduzir materiais específicos para a montagem de ambientes novos, de acordo com os projetos pedagógicos. A aprendizagem transcende o espaço da sala e a área externa deve ser utilizada em oficinas para a construção de diversos tipos de brinquedos (encaixe, construção, jogos diversos), adequados e em quantidade suficiente, cantinhos (faz-de-conta, ateliê, livros de literatura infantil), enfim materiais diversificados e polivalentes. Os espaços fora da instituição como: A pracinha, o supermercado, a feira, o circo, o zoológico, a biblioteca, a padaria, etc. são mais do que locais para simples passeio, podendo enriquecer e potencializar as aprendizagens. 4- Observação e registros do desenvolvimento da criança (Avaliação da aprendizagem/do desenvolvimento). O papel da avaliação na educação infantil é contribuir para o progresso das crianças, buscando informações para o acompanhamento do desenvolvimento integral e o avanço das

11 51 aprendizagens significativas, levando em consideração o desenvolvimento individual de cada criança, o contexto social que ela está inserida e valores próprios de uma sociedade que é fruto de mudanças. Esse processo é sistemático e contínuo. A avaliação deve considerar o processo educativo como um todo, ou seja, as ações de indissolubilidade do cuidado e educação promovidos pela instituição devem ser contempladas com clareza. É preciso que os registros correspondam os conteúdos que realmente se trabalha com as crianças, assim como suas interações espontâneas em processo dialético. Na Educação Infantil não se avalia para classificar as crianças ou para dar uma satisfação aos pais, pois não objetiva a promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental. Para viabilizar a avaliação formativa o professor depende do registro escrito diariamente e o diário de classe e o diário de bordo é um documento indispensável. As fotos, gravações de áudio e outros recursos são importantes e o portfólio (individual) é de grande relevância. Cabe aos professores sinalizarem para cada criança os seus avanços, indicando a sua capacidade de superação dos obstáculos, ou seja, construindo a auto-estima como indivíduo que tem o direito de ser respeitado e crescer num ambiente seguro, como cidadão de fato. Caso contrário, o sentimento de fracasso e impotência provocados nas crianças pelas atitudes negativas dos professores determinará o fracasso no processo avaliativo, negando os princípios da avaliação formativa. ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS E METODOLÓGICAS Os conteúdos são compreendidos, aqui, como instrumentos para analisar a realidade, não se constituindo fim em si mesmo. Para que as crianças possam compreender a realidade na sua complexidade e enriquecer sua percepção sobre ela, os conteúdos são distribuídos em sete eixos de trabalho que relacionam entre si, de forma integrada. 1) IDENTIDADE E AUTONOMIA A maneira como cada um vê a si próprio depende também do modo como é visto pelos outros. O modo como os traços particulares de cada criança são recebidos pelo professor e pelo grupo em que se insere tem um grande impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima, já que sua identidade está em construção (RCNEI, 1998). O trabalho pedagógico dentro desse eixo deve ser organizado para desenvolver a identidade e autonomia da criança porque cada indivíduo ainda que pequeno dependa de estabelecer

12 inúmeras relações para concretizar a troca de experiências, as vivências, os valores, as crenças e os hábitos culturais. 52 A criança que participa ativamente dos universos sociais, como festas populares da cidade ou bairro, igrejas, feiras, clube e eventos, ao ingressar na educação infantil se beneficia com o rico repertório das diferenças, isto é, se a prática pedagógica valorizar cada criança como um ser capaz de cuidar-se, relacionar-se, comunicar-se, através de diferentes sistemas simbólicos. Nessa perspectiva, o professor deve sempre propor atividades em que as crianças: Experimente e utilize recursos, materiais, expressando seus desejos, sentimentos e idéias; Familiarize com a imagem do próprio corpo, conhecendo suas sensações, ritmos e limites; Aprenda a cuidar do próprio corpo, com atitudes relacionadas à saúde, higiene, alimentação e segurança; Brinque e se relacione com outras crianças, professores e demais educadores expressando suas necessidades e interesses; Valorize ações de cooperação e solidariedade, vivenciando sua autonomia com atitudes colaborativas; Participe de pequenas ações cotidianas, recebendo atenção e apreciação do (a) professor (a) e educadores, pelas atitudes positivas consigo mesmo, e com o outro; Tenha o direito de escolher seus parceiros, objetos e espaços; Adote hábitos de auto cuidado e de respeito a regras básicas de convívio social; Aprenda a superar os desafios a partir das situações problema do cotidiano; Tenha segurança de solicitar o auxilio do (a) professor (a) em todos os momentos que sentir necessidade; Utilize seus recursos pessoais ao enfrentar situações de conflitos, dialogando e exigindo reciprocidade com as crianças, os adultos, inclusive com os professores. A organização das salas de aula e de todo ambiente da instituição deve respeitar os níveis de desenvolvimento de cada criança, entendendo que é de responsabilidade da Educação Infantil a construção da identidade e autonomia. Nessa perspectiva, cada professor (a) e os demais educadores precisam conhecer a importância para pensar, organizar e reorganizar sua sala ou outro ambiente da escola. Vale ressaltar que, a atuação dos profissionais, bem como a exposição dos objetos e materiais não é neutra, ou seja, favorecem ou impedem o

13 53 desenvolvimento da competência e autonomia da criança. Adaptação Neste período a criança chora e algumas choram muito, por isso é necessário a colaboração e a participação de toda a equipe do CMEI para acalmá-las, porém perto ou dentro da sala de aula, para facilitar a adaptação com as professoras e as demais crianças da turma. A criança precisa desde o berçário aprender a lidar com as regras, as limitações, ou seja, os combinados. Nome da criança Os materiais pessoais de cada criança devem conter seu nome para que, desde o berçário possa identificar seus pertences e aprender a reconhecer seu nome escrito, e com o passar do tempo diferenciá-lo dos outros; A chamadinha do berçário até o maternal, além do nome deve ter a foto de cada criança ou outra imagem para facilitar a identificação. Proporcionar jogos (bingo, dominó, memória), e brincadeiras utilizando oralmente ou por escrito os nomes próprios dos integrantes do grupo. Além da grafia, ele traz uma história, um significado importante e, uma pesquisa envolvendo a família será de grande valia. Imagem de si própria O uso do espelho diariamente em sala de aula e fora dela, favorece para a construção na afirmação da imagem corporal recém formada. Portanto, é em frente dele que os meninos e meninas devem se fantasiar e assumir papéis, brincando de faz de conta ao utilizar roupas, sapatos, acessórios, dando asas à imaginação. Independência e autonomia: Para preparar a criança para o exercício da cidadania, faz-se necessário que o professor e demais profissionais vivenciem a atenção permanente às questões da independência e autonomia, abrindo mão de qualquer atitude de autoritarismo, sem perder de vista a autoridade. A ação do cotidiano escolar deve oportunizá-la a escolha e o auto governo, mediante a prática de tomada de decisões, desde as atividades mais simples, como por exemplo, a escolha dos recursos didáticos que se dispõe, ao escolher as cores (lápis, giz de cera, canetinhas, papéis, tintas e outros).

14 54 Muitos educadores esperam que suas crianças sejam obedientes, quietinhas e estejam constantemente em silêncio. Essa atitude não sinaliza algo positivo, pelo contrário, é preocupante, pois a criança naturalmente não consegue imobilidade e controle do tom de voz, apenas por está no CMEI. Isso não significa que a gritaria, desorganização e desrespeito façam parte da rotina, ou seja, a autoridade é inevitável desde que não fira os direitos da criança, pois ela precisa crescer no ambiente escolar que a proteja, de modo que favoreça a construção da identidade e autonomia. Segundo o RCNEI Os materiais pedagógicos, brinquedos e outros objetos estejam à disposição, organizados de tal forma que possam ser encontrados sem a necessidade de interferência do adulto, dispostos em altura ao alcance das crianças, em caixas ou prateleiras. Oportunizar situações em que as crianças se ajudem, porque elas possuem conhecimentos e competências distintas, e ações como calçar o sapato, amarrar o cardaço, alcançar um objeto etc, são atitudes de solidariedade que facilitam o processo de inclusão social em qualquer idade. Enquanto as crianças participam das atividades de rotina, o professor precisa observar e acompanhar cada criança, expressando elogios para estimular o desempenho de cada tarefa, contribuindo na construção da auto-estima e criando possibilidades de cooperação do trabalho em grupo com trocas de idéias, confronto de ponto de vista, que é fundamental para o crescimento de todos. Os professores e educadores precisam de clareza nas suas ações, e no que diz respeito a esse eixo de trabalho, reafirmamos que à construção da pessoa em relação ao afetivo, o relacionamento com o outro e o convívio social é a base para o desenvolvimento integral da criança. Então, o conviver, o ser e o estar bem consigo e com os outros, dependem de uma ação pedagógica que trabalhe a cada dia atitudes como aceitação, respeito, confiança, socialização e independência, a começar pelo conhecimento da seqüência da rotina e da compreensão do jeito como cada criança se relaciona, sentem, pensa e constroem conhecimentos. Respeito à diversidade: A criança depende de conviver com os adultos que aceitam o outro com suas diferenças e particularidades do temperamento, habilidades, conhecimentos, gênero, etnia, credo, para

15 55 crescer sem discriminar, respeitando a diversidade. Os profissionais precisam atuar com postura ética para não serem coniventes com a discriminação e o preconceito entre crianças e crianças e crianças e adultos. Gênero Os professores precisam de atenção quanto as suas atitudes em relação aos estereótipos impostos pela sociedade onde cabe a mulher cuidar da casa e dos filhos, e ao homem o único provedor da família, inclusive com as tomadas de decisão. Cabe ao professor observar e acompanhar cada criança em diferentes situações, e se necessário fazer os encaminhamentos. Convidar uma mãe, um pai, uma avó, um tio, uma prima, dentre outros para tocar violão, contar histórias antigas, liderar oficinas, para enriquecer o conhecimento e a vivência da instituição. Todos os momentos que a família se faz presente na instituição são oportunidades para fortalecer os laços que aprimoram a formação pessoal e social/identidade e a autonomia. Interação Social A linguagem favorece o intercâmbio das idéias e o domínio da fala facilita o diálogo entre crianças e adultos. A ação do professor como mediador é importante para a solidificação das interações, porque a sua postura frente ao grupo é primordial para desenvolver sentimentos de justiça. Em relação às regras, ela mantém a clareza e transparência na sua apresentação e a coerência das sanções. Mesmo na educação infantil, é prudente promover debates em que as crianças possam se pronunciar expressando suas opiniões. Garantir esse procedimento no projeto político pedagógico, no planejamento coletivo e individual, para a equipe aprimorar essa ação que faz parte da gestão democrática e a melhoria da educação. Cuidados pessoais/hábitos de higiene O banho e a troca de fraldas, e todo processo de higiene é um momento de extrema importância para desenvolver a identidade e autonomia. Vale ressaltar que o banho é importante em qualquer circunstância, e não apenas quando a criança está suja. As crianças que usam chupetas, o acompanhamento e a observação é base para que aos pouco elas superem esse hábito. É preciso muita cautela para não traumatizá-las, mesmo porque ela não tem culpa de fazer uso. A criança precisa construir hábitos para cuidar de si, tendo atitudes tais como: lavar as mãos antes das refeições, antes de ajudar a preparar as culinárias, após o uso do banheiro, quando

16 56 termina de manipular terra, areia, tintas etc; Aprender a observar as condições da limpeza do vaso sanitário e cobri-lo, antes de sentar-se, fazer uso da descarga, se limpar e descartar o papel higiênico; Escovar os dentes da maneira correta e fazer uso do fio dental. Self-service O servir se sozinho na hora da refeição com a mediação dos professores/educadores desde o Maternal I (dois anos de idade) é uma prioridade na Educação Infantil, porque o SELF SERVICE oportuniza o desenvolvimento da autonomia. O acompanhamento do professor/educador é importante em todos os momentos, mesmo que a criança apresente um grau de independência. O educar para a cidadania acontece com ações aparentemente simples e o professor como mediador do processo deve assumir a responsabilidade na formação de cidadãos de fato. IDENTIDADE E AUTONOMIA BERÇÁRIO CONTEÚDOS Comunicação e expressão de seus desejos, desagrado, necessidades, preferências e vontades em brincadeiras e nas atividades cotidianas; Reconhecimento progressivo do próprio corpo e das diferentes sensações e ritmos que produz; Higiene das mãos com ajuda; Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com quem convive no seu cotidiano em situações de interação; Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes brinquedos; Participação em brincadeiras de esconder e achar e em brincadeiras de imitação; Relacionamento em brincadeiras com outras crianças, professores e equipe educadora criando vínculo afetivo; Expressão e manifestação de desconforto relativo à presença de urina e fezes nas fraldas ou na roupa; OBJETIVOS Expressar por meio de brincadeiras e atividades seus sentimentos, vontades, desejos e desagrado; Reconhecer gradativamente o próprio corpo, as sensações e ritmos que produz; Demonstrar interesse para fazer higiene das mãos com ajuda; Reconhecer progressivamente singularidades próprias e de crianças e adultos com as quais convive; Brincar e explorar diferentes brinquedos. Participar de diferentes brincadeiras; Participar das brincadeiras de imitação e de esconder e achar; Brincar com os professores, alguns educadores e crianças expressando seus anseios; Demonstrar incômodo pela presença de urina e fezes nas fraldas ou na roupa; Interesse em desprender-se das fraldas e utilizar o Expressar curiosidade para o uso do

17 57 penico e o vaso sanitário. sanitário e interesse para desprender das fraldas. MATERNAL I CONTEÚDOS Comunicação e expressão de seus desejos, desagrado, necessidades, preferências e vontades em brincadeiras e nas atividades cotidianas; Reconhecimento progressivo do próprio corpo e das diferentes sensações e ritmos que produz; Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com quem convive no seu cotidiano em situações de interação; Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes brinquedos; Participação em brincadeiras de esconder e achar e em brincadeiras de imitação; Relacionamento em brincadeiras com outras crianças, professores e equipe educadora criando vínculo afetivo; Expressão e manifestação de desconforto relativo à presença de urina e fezes nas fraldas ou na roupa; Realização de pequenas ações cotidianas ao seu alcance para que adquira maior independência; Familiarização com as regras de convívio social; Valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo; Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes brinquedos; Participação em brincadeiras de esconder e achar e em brincadeiras de imitação; Relacionamento em brincadeiras com outras crianças, professores e equipe educadora criando vínculo afetivo; Higiene das mãos com ou sem ajuda. MATERNAL II OBJETIVOS Expressar por meio de brincadeiras e atividades seus sentimentos, vontades, desejos e desagrado; Reconhecer gradativamente o próprio corpo, as sensações e ritmos que produz; Reconhecer progressivamente singularidades próprias e de crianças e adultos com as quais convive; Brincar e explorar diferentes brinquedos. Participar de diferentes brincadeiras; Participar das brincadeiras de imitação e de esconder e achar; Brincar com os professores, alguns educadores e crianças expressando seus anseios; Demonstrar incômodo pela presença de urina e fezes nas fraldas ou na roupa; Participar da realização de pequenas ações para adquirir independência no cotidiano; Participar da convivência social e interagir na tentativa de familiarizar com as regras; Demonstrar cuidados com os materiais individuais e do uso coletivo; Brincar e explorar diferentes brinquedos. Participar de diferentes brincadeiras; Participar das brincadeiras de imitação e de esconder e achar; Brincar com os professores, alguns educadores e crianças expressando seus anseios; Demonstrar interesse para fazer higiene das mãos com ou sem ajuda. CONTEÚDOS Comunicação e expressão de seus desejos, desagrado, necessidades, preferências e vontades OBJETIVOS Expressar por meio de brincadeiras e atividades seus sentimentos, vontades, desejos e

18 58 em brincadeiras e nas atividades cotidianas; Reconhecimento progressivo do próprio corpo e das diferentes sensações e ritmos que produz; Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com quem convive no seu cotidiano em situações de interação; Iniciativa para pedir ajuda nas situações em que isso se fizer necessário; Realização de pequenas ações cotidianas ao seu alcance para que adquira maior independência; Familiarização com as regras de convívio social; Valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo; Interesse pelas brincadeiras e pela exploração de diferentes brinquedos. Participação em brincadeiras de esconder e achar e em brincadeiras de imitação; Iniciativa para vivenciar o diálogo como forma de comunicação e interação social; desagrado; Reconhecer gradativamente o próprio corpo, as sensações e ritmos que produz; Reconhecer progressivamente singularidades próprias e de crianças e adultos com as quais convive; Pedir ajuda nas situações que se fizer necessário; Participar da realização de pequenas ações para adquirir independência no cotidiano; Participar da convivência social e interagir na tentativa de familiarizar com as regras; Demonstrar cuidados com os materiais individuais e do uso coletivo; Brincar e explorar diferentes brinquedos. Participar de diferentes brincadeiras. Participar das brincadeiras de imitação e de esconder e achar; Interagir no cotidiano por meio da tentativa do diálogo para melhor efetivar a comunicação; Escolha de brinquedos, objetos e espaços para brincar; Experimentação e utilização de recursos para expressar seus desejos, sentimentos e idéias; Familiarização com a própria imagem do corpo, conhecendo suas sensações e limites; Participação e interesse em situações que envolvam a relação com o outro; Relacionamento em brincadeiras com outras crianças, professores e equipe educadora criando vínculo afetivo; Desenvolvimento da sua auto estima e hábitos de auto controle; Interesse em experimentar novos alimentos e comer sem ajuda; Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo; Higiene das mãos com ou sem ajuda; Valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo; Interação com o grupo, respeitando as diferenças; Brincar e demonstrar suas escolhas pelos objetos, brinquedos e espaços; Expressar seus desejos, sentimentos e idéias experimentando e utilizando recursos; Reconhecer seu próprio corpo, sensações e limites; Relacionar com o outro participando de situações de interação; Brincar com os professores, alguns educadores e crianças expressando seus anseios; Desenvolver a auto-estima e autocontrole por meio da vivência de boas atitudes demonstradas pelos adultos no espaço escolar; Experimentar novos alimentos e comer sem ajuda; Reconhecer situações de risco no ambiente que esta inserida e ao seu entorno; Demonstrar interesse para fazer higiene com as mãos com ou sem ajuda; Adotar cuidados básicos com os materiais de uso individual e coletivo; Demonstrar interesse para interagir com o outro e respeitar as diferenças;

19 Percepção e valorização das conquistas pessoais; Solicitação de auxilio do adulto em situações problema; Participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras de convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais do espaço, quando isso for pertinente. 59 Expressar prazer ao realizar conquistas pessoais; Pedir ajuda em situações que se fizer necessário; Praticar as regras de convivência em grupo, inclusive nas que se refere ao uso dos materiais e do espaço. PRÉ I Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com as quais convive no seu cotidiano em situações de interação; Participação em situações de brincadeiras nas quais as crianças escolham os parceiros, os objetos, os temas, os espaços e os personagens; Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolvem ações de cooperação, solidariedade e ajuda na relação com os outros; Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, peso, estatura, etc; Valorização da limpeza e da aparência pessoal; Respeito e valorização da cultura de seu grupo de origem e de seus grupos sociais; Conhecimento, respeito e utilização de algumas regras elementares de convívio social; Participação em situações que envolvem a combinação de algumas regras de convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais do espaço, quando isso for pertinente; Valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo. Procedimentos básicos para a prevenção de acidentes e auto cuidado; Participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol, casinhas e pular corda tendo, as mesmas oportunidades; Procedimentos relacionados à alimentação e à higiene das mãos, cuidado e limpeza pessoal das várias partes do corpo; Utilização adequada dos sanitários; Expressão, manifestação e controle progressivo de suas necessidades, desejos e sentimentos em Interagir com as pessoas do convívio social e identificar singularidades próprias de algumas pessoas; Escolher parceiros, objetos, temas, espaços e personagens em brincadeiras no cotidiano; Demonstrar atitudes de cooperação, solidariedade na realização de pequenas tarefas no cotidiano; Compreender e respeitar cada pessoa com suas características próprias de etnia, peso, gênero e estatura; Praticar cuidados de limpeza e da aparência pessoal; Valorizar a cultura de seu grupo social e dos demais grupos; Reconhecer, respeitar e vivenciar as regras de convívio social; Praticar as regras de convivência em grupo, inclusive nas que referem ao uso dos materiais e do espaço; Reconhecer e aplicar cuidados básicos com os materiais de uso individual e coletivo. Desenvolver e praticar hábitos de prevenção de acidentes e auto cuidado; Participar em várias brincadeiras independente do gênero: futebol, pular corda etc; Desenvolver hábitos alimentares, de higiene das mãos empregando os cuidados básicos com o corpo; Utilizar os sanitários adequadamente; Expressar e controlar progressivamente suas necessidades desejos e sentimentos do

20 situações cotidianas; Iniciativa para resolver pequenos problemas do cotidiano, pedindo ajuda, se necessário; Valorização do diálogo como forma de lidar com os conflitos; Comunicação em brincadeiras e nas atividades cotidianas; Identificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo. cotidiano; 60 Demonstrar atitudes positivas nas resoluções de pequenos problemas e pedir ajuda se necessário; Compreender que o diálogo é imprescindível para lidar com os conflitos; Comunicar com clareza nas brincadeiras e atividades; Apontar situações de risco no ambiente e ao seu entorno. PRÉ II Identificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas com as quais convive no seu cotidiano em situações de interação; Participação em situações de brincadeiras nas quais as crianças escolham os parceiros, os objetos, os temas, os espaços e os personagens; Participação na realização de pequenas tarefas do cotidiano que envolva ações de cooperação, solidariedade e ajuda na relação com os outros; Respeito às características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, peso, estatura, etc; Valorização da limpeza e aparência pessoal; Respeito e valorização da cultura de seu grupo de origem e dos demais grupos de seu convívio; Conhecimento, respeito e utilização de algumas regras elementares de convívio social; Participação em situações que envolvam a combinação de algumas regras de convivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais do espaço, quando isso for pertinente; Valorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo; Procedimentos básicos para a acidentes e auto cuidado; prevenção de Participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol, casinhas e pular corda tendo, as mesmas oportunidades; Procedimentos relacionados à alimentação e à higiene das mãos, cuidado e limpeza pessoal das várias partes do corpo; Interagir com as pessoas do convívio social e identificar singulares próprias de algumas pessoas; Escolher parceiros, objetos, temas, espaços e personagens em brincadeiras no cotidiano; Demonstrar e praticar atitudes de cooperação, solidariedade na realização de pequenas tarefas no cotidiano; Compreender e respeitar cada pessoa com suas características próprias de etnia, peso, gênero e estatura; Praticar cuidados de limpeza e da aparência pessoal; Valorizar e respeitar a cultura de seu grupo social e dos demais grupos; Reconhecer e respeitar as regras de convivência social; Praticar as regras de convivência em grupo, inclusive nas que se refere ao uso dos materiais e do espaço; Reconhecer e aplicar cuidados básicos com os materiais ao utilizar-los individual e coletivamente; Identificar e adotar hábitos de prevenção de acidentes e auto cuidado; Participar em várias brincadeiras independente do gênero como futebol, pular corda, etc; Desenvolver hábitos alimentares, de higiene das mãos empregando os cuidados básicos com o corpo;

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