REDE CTPETRO AMAZÔNIA PROJETO PI2 CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DA DINÂMICA DO SOLO

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1 REDE CTPETRO AMAZÔNIA PROJETO PI2 CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE DA DINÂMICA DO SOLO Coordenadora: Maria do Rosário Rodrigues B R

2 OBJETIVO GERAL Por meio de uma avaliação integrada dos atributos do meio físico da região de Urucu, caracterizar as potencialidades e as vulnerabilidades dos solos da região, com o objetivo de definir as estratégias adequadas para conservação e manejo dos mesmos.

3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS (1) Caracterizar as unidades geológicas aflorantes na região de Urucu

4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS (2) Fazer o levantamento, e caracterização das propriedades morfológicas, mineralógicas, químicas, físicas e hídricas e biológicas das unidades pedológicas e suas inter-relações nas áreas de clareiras e adjacências

5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS (3) Desenvolver técnicas de manejo, conservação e recuperação dos solos, adequadas às condições das áreas degradadas, com o intuito de acelerar a revegetação das áreas degradadas.

6 OBJETIVOS ESPECÍFICOS (4) Avaliar o efeito das diferentes técnicas de manejo e coberturas vegetais sobre a biota do solo em áreas sob diferentes tipos de manejo e definição de bioindicadores da regeneração do solo.

7 OBJETIVOS ESPECÍFICOS (5) Formação de recursos humanos qualificados na região e consolidação do grupo de pesquisa envolvido, já em atividade na área, além de formação de novas parcerias com outras instituições.

8 RESULTADOS (1) Descrição das unidades geológicas aflorantes Adriana M. Coimbra HORBE et al.

9 RESULTADOS (1)

10 FORM AÇÃO SOLIMÕES COBERTURA INTEMPÉRICA 1 RESULTADOS (1) ( m ) Discordância Fósseis vegetais (folhas) Silte e argila com fósseis vegetais Solo com máteria orgânica Latossolo amarelo M osqueado atual. Laminações arenosas Ciclos deposicionais LC x S MF Amostra Silte e argila Areia média e fina LC -3/1 LC -3/2 LC -3/3 LC -3/4 M F S A Figura) mostra um perfil intempérico na margem esquerda do Rio Solimões, a montante de Coari. Na base aflora a Formação Solimões (cor cinza) e sobreposto estão os horizontes mosqueados e o solo com poucos centímetros de espessura. Figura 2: Pe rfil L C-3 com re spectivos pontos de c ole ta das am ostras.

11 RESULTADOS (2) CARACTERIZAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS CLASSES DE SOLOS Wenceslau Geraldes Teixeira, Gilvan Coimbra Martins et al. Objetivo: caracterização morfológica, físico-química e mineralógica de perfis representativos

12 RESULTADOS (2) Foto 1 Perfil de solo sob floresta primária na província petrolífera nas margens do Rio Urucu Coari AM Brasil.

13

14 DINÂMICA DA ÁGUA E CARACTERIZAÇÃO DA EROSIVIDADE DAS CHUVAS Wenceslau Geraldes Teixeira, Gilvan Coimbra Martins et al. Objetivo: caracterizar a dinâmica da água na atmosfera e no solo

15 RESULTADOS (3) Efeito da cobertura com resíduos vegetais sobre o desenvolvimento de plantios em áreas degradadas na região de Urucu, AM. Niwton LEAL FILHO & Maria do Rosario et al.

16 RESULTADOS (3) 0,10 0,05 0,00 T1 T0 Açai Angelim Angico Azeitona Buriti Fava da Mata Goiaba de Anta Inga Mungubarana Vermelhinho Virola Vis gueiro Vismia da F Gr Média de crescimento log10 0,10 0,05 0,00 T1 T0 Açai Angelim Angico Azeitona Buriti Fava da Mata Goiaba de Anta Inga Mungubarana V ermelhinho Virola Visgueiro Vismia da F Gr Mé dias de cre s cimento log10 Figura 2 -Taxas de crescimento médio em diâmetro (a) e altura (b) para os tratamento com (T1) e sem (T0) cobertura de resíduos vegetais.

17 AVALIAÇÃO DO PROCESSO SUCESSIONAL NAS ÁREAS SOB RECUPERAÇÃO EM URUCU/AM. Niwton LEAL FILHO et al. Os resultados indicam que a velocidade do processo de recuperação pode ser acelerada através de técnicas de preparo do solo, com a necessidade de escarificação profunda nas áreas, além da reposição da camada superficial do solo florestal, detentora de sementes e microorganismos importantes para a recuperação destes solos alterados

18 RESULTADOS (3) AVALIAÇÃO DE SUBSTRATOS E TAMANHOS DE SACOS NA PRODUÇÃO DE MUDAS FLORESTAIS PARA PLANTIO EM ÁREAS DEGRADAS EM URUCU, AM. Maria do Rosário Lobato RODRIGUES et al. Tabela 1. Caracterização química inicial dos substratos ph P K Na Ca Mg Al H+ Tratamentos (Substratos) N C Fe Zn Mn Cu Al H 2 O mg/dm 3 c.mol c /dm 3 g/kg mg/dm 3 Barro/Urucu 4,05 1, ,01 0,05 3,55 6,81 1,09 7, ,78 0,1 0,1 Mistura Barro+Terriço/Ad.Quím. (Urucu) 4,26 54, ,27 0,06 2,97 9,88 0,61 14, ,71 0,1 0,2 S1 (Test-solo puro) 4,94 4, ,04 0,10 3,12 9,99 1,04 15, ,43 0,3 0,2 S2 (S1+Comp. Orgânico) 5,72 34, ,72 0,56 0,14 7,21 1,64 28, ,52 5,2 0,7 S3 (S1+Ad. Química) 4,56 282, ,76 0,37 1,41 8,13 1,09 15, ,18 1,5 1,7 S4 (S1+Comp. Org.+Ad.Química) 5,88 221, ,89 1,00 0,09 5,67 1,57 31, ,59 6,9 1,2 S5 (S1+Ad. Quím. (Método Urucu) 4,55 137, ,80 0,18 2,21 9,98 1,49 16, ,80 0,4 0,3 S6 (S1+C.Org.+Ad. Quím Comp.) 4,99 161, ,51 0,53 0,43 7,57 0,78 21, ,80 3,80 0,9

19 RESULTADOS (3) Desenvolvimento de mudas de espécies florestais em função do substrato e tamanho de saco aos seus meses de idade

20 RESULTADOS (3) EFEITO DO MANEJO DO SOLO e DA ADUBAÇÃO FOSFATDA SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE ESPÉCIES FLORESTAIS NATIVAS DA AMAZÔNIA EM ÁREA DEGRADA DE URUCU. Maria do Rosário Lobato RODRIGUES et al. Objetivo: avaliar o efeito da aplicação de cinco níveis de fósforo e da cobertura do solo sobre o estado nutricional e o desenvolvimento de 3 espécies florestais nativas da Amazônia (angico, angelim e goiaba de anta) em área degradada em Urucu.

21 RESULTADOS (3) 13 plantas y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x x y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y o y o y 19/11/03 o x o x 20/11/03 y o y o 21/11/03 x y x y 22/11/03 o x o y 23/11/03 o x o x y25/11/03 o y o 30/11/03 x y x x o y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x x o y x F y o x o N x y o y T o x y x F y o y x T y o x o N x y o y T o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x x o y x y o x o 4=P1 x y o y o x y x y o y x y o x o 4=P3 x y o y o x y 3=P2 o y o y o x o x y o y o 4=P0 x y x y o5=p3x o y o x o x y o y o 3=P1 x y x x o y x y o x o x y o y o x y x y o y x 3=P1 y o x o x y o y o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x x o y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x x o y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y 19/11/03 o y o y 19/11/03 o x o x 20/11/03 o y o 21/11/03 x y x y 22/11/03 o x o y 23/11/03 o x o x y25/11/03 o y o 28/11/03 x y x x o y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x T x o y x N y o x o F x y o y F o x y x T y o y x T y o x o N x y o y T o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x x o y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y 1=P3 o y o y o 2=P0 1=P4 x o x y o y o 2=P1 x y x y 3=P2 o x o y 1=P4 o x o x y o y o 1=P3 x y x x o y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o 2=P2 x y o y o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x x o y x y o x o x y o y o x y x y o y x y o x o x y o y o x y o y o y o x o x y o y o x y x y o x o y o x o x y o y o x y x x o y x y o x o x y o y o x x y x y o y x y o x o x y o y o x y 5 níveis de fósforo y = ANGICO dia 26/11/03 foi realizada limpeza na área 3 coberturas o = ANGELIM Legenda dos tratamentos com leguminosas 3 repetições x = GOIABA DE ANTA dias 14 à 16/12/03 foi realizada limpeza na área T=Tefrósia 45 parcelas x 48 plantas = 2,160 plantas F=Flemingia Cada parcela composta por 3 espécies florestais dias 10 à 13/01/04 foi realizada limpeza na área N=testemunha (nada) 141,8 m 2 x 36 parcelas = 6,381 m 2 equivale a 0,65 ha Ta=Tamboril nas parcelas de cor rósea de fora do experimento 8 linhas de 6 plantas = 48 plantas/parcela dia 21/01/04 foi realizada limpeza a área Obs: serão plantadas 2 linhas de leguminosas no espaçamento de 30 cm entre l Sendo 24 plantas úteis = 8 de cada sp. As leguminosas estarão afastadas em torno de 45 cm das espécies florestais Croqui da área experimental

22 RESULTADOS (3)

23 RESULTADOS (3)

24 RESULTADOS (3)

25 RESULTADOS (3)

26 RESULTADOS (4) Presença de bactérias solubilizadoras de fosfato de cálcio Luiz Antonio de OLIVEIRA et al 50 % de ocorrência de BSF mucuna ingá vermelhinho mata pasto lacre faveira camuzé eritrina azeitona mututi pau balsa A ocorrência das bactérias solubilizadoras de fosfato variou entre 2 a 50% das raízes amostradas; As leguminosas apresentaram índices de ocorrência maior do que as espécies não leguminosas;

27 RESULTADOS (4) COLONIZAÇÃO MICORRÍZICA EM PLANTAS DAS CLAREIRAS Luiz Antonio de OLIVEIRA et al Objetivo: analisar os níveis de colonização de fungos arbusculares em raízes de plantas utilizadas na recuperação de áreas degradadas de Urucu. A colonização de fungos micorrízicos nas raízes das espécies amostradas variou entre 0% a 46%, com a eritrina apresentando a maior colonização (46%), seguida pela pata de vaca e visgueiro (21% cada). Os resultados mostram as leguminosas com os maiores índices de colonização micorrízicas, o que pode ser uma vantagem das mesmas em absorverem os nutrientes e água do solo

28 RESULTADOS (4) 31% % Colonização por família botânica 21% 15% 14% 11% 2% 2% 1% 0% Leguminosas Bignoniaceae Clusiaceae Bombacaceae Apocynaceae Myrtaceae Melastomataceae Myrtaceae Myristicaceae Figura 1: Variação da colonização de fungos micorrízicos entre as famílias botânicas

29 RESULTADOS (4) COLONIZAÇÃO, DIVERSIDADE DE GRUPOS E ATIVIDADE DA MACROFAUNA EM AREAS REVEGETADAS Elisiana Pereira de OLIVEIRA et al. macrofauna do solo analisada neste trabalho sugere que o uso de gramíneas e forrageiras para revegetar áreas, mostraram melhor desempenho que as arbóreas. As gramíneas e forrageiras são capazes de fornecer espessa camada de folhas mortas, diminuindo o aquecimento do solo, evitando elevada variação dos fatores de temperatura e umidade do solo. A camada de serapilheira e oferta de alimento para a macrofauna, oferecem condições para o estabelecimento destes animais nas novas áreas. Ao contrário, na jazida com arbóreas, o solo estava totalmente desprotegido, inóspito para a macrofauna.

30 RESULTADOS (4) A DIVERSIDADE VEGETAL X DIVERSIDADE DA FAUNA DO SOLO EM ÁREAS RECUPERADAS COM ESPÉCIES FLORESTAIS Elisiana Pereira de OLIVEIRA et al. macrofauna do solo analisada neste trabalho sugere que o uso de gramíneas e forrageiras para revegetar áreas, mostraram melhor desempenho que as arbóreas. As gramíneas e forrageiras são capazes de fornecer espessa camada de folhas mortas, diminuindo o aquecimento do solo, evitando elevada variação dos fatores de temperatura e umidade do solo. A camada de serapilheira e oferta de alimento para a macrofauna, oferecem condições para o estabelecimento destes animais nas novas áreas. Ao contrário, na jazida com arbóreas, o solo estava totalmente desprotegido, inóspito para a macrofauna.

31 CONSIDERAÇÕES Problemas de logística Perspectivas Futuras 1. Implantar uma clareira modelo com as tecnologias geradas, envolvendo desde: Mudas de qualidade; Recuperação da fertilidade e adoção de práticas de conservação do solo; Práticas de conservação de água; 2. Biodegradação de áreas com derramamento. 3. Prevenção e redução de processos erosivos 4. Indicadores biológicos do solo

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