GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE NEREU BAÚ - SINPESC EPITAGORAS RODSON OLIVEIRA COSTA ACR

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1 GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE NEREU BAÚ - SINPESC EPITAGORAS RODSON OLIVEIRA COSTA ACR FLORIANÓPOLIS, 15/07/13

2 Um Estado com vocação para produzir papel e celulose... 2

3 Um Estado com vocação para produzir papel e celulose... A indústria de celulose e papel de Santa Catarina emprega trabalhadores em seus 393 estabelecimentos (2010). Possui uma participação de 4,55% na indústria de transformação catarinense levando em consideração o valor da transformação industrial (2009). Sobre igual setor nacional seu peso é de 6,53% (2009); Santa Catarina é o maior exportador do Brasil de papel/cartão "kraftliner" para cobertura, crus, em rolos/folhas, o primeiro em exportação de sacos de papel ou cartão com largura da base >=40cm e é líder nas vendas ao mercado internacional de papel Kraft para sacos de grande capacidade. Fonte : SINPESC 3

4 Um Estado com vocação para produzir papel e celulose... Em 2011 exportamos US$ 226 milhões de papéis e cartão, obras de pasta de celulose, de papel (capítulo 48 da NCM). O valor exportado por Santa Catarina cresceu 23% em 2011 comparado a Principais mercados compradores em 2011: Argentina (US$ 98 milhões) e Venezuela (US$ 24 milhões). A balança comercial do setor é superavitária, sendo que em 2011 o saldo foi positivo em US$ 127 milhões (US$ 226 milhões em exportação e US$ 99 milhões de importações). O segmento de Celulose e Papel de Santa Catarina tem apresentado crescimento anual do emprego. Em cinco anos foram mais de mil postos de trabalho abertos no estado. Fonte : SINPESC 4

5 Produção gera resíduos Dregs Grits Lama de cal Lodo de ETE CINZAS Resíduos celulósicos Plásticos (papel reciclado) 5

6 Alternativas de uso Uso como matéria prima na indústria Cerâmica Uso na construção civil 6

7 Alternativas de uso Uso em Florestas 7

8 Alternativas de uso Uso na Agricultura 8

9 DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS 9

10 Problemas... Frete Legislação específica não existente no estado

11 Pesquisas com resíduos de papel e celulose 11

12 Uso de Resíduos em Florestas Plantadas 12

13 EXPERIMENTO DE APLICAÇÃO DE RESÍDUO DE CELULOSE PARÂMETROS COMPOSIÇÃO MÉDIA ph 7,9 Matéria orgânica total (g/kg) 88,2 N total (g/kg) 2,1 P total (g/kg) 7,4 K + (g/kg) 0,9 Ca +2 (g/kg) 4,8 Mg +2 (g/kg) 1,3 C/N (C total e N total) 24/1 Aplicação única no plantio Incorporação superficial 13

14 80 t/ha de resíduo Pinus com 5 anos Testemunha Pinus com 5 anos I Semin Ger Res Ind Papel 14

15 Crescimento e Volume de Lenho 80 t/ha V=150 m 3 /ha Test. V=61 m 3 /ha Ganho de 147% no volume de lenho I Semin Ger Res Ind Papel 15

16 CONCLUSÃO RESÍDUO SOLO PLANTA Químicos Físicos Biológicos Nutrientes Biomassa Volume MELHOR DOSE - 80 t/ha DE RESÍDUO I Semin Ger Res Ind Papel 16

17 ALTERAÇÕES QUÍMICAS NO SOLO APÓS APLICAÇÃO DE RESÍDUOS DE FÁBRICA DE PAPEL RECICLADO EM Pinus taeda L. Trat. Profund. ph K Ca Mg Ca+Mg Al H+Al C P Na t/ha Cm CaCl2 cmolc / dm3 g / dm 3 mg / dm 3 0 3,96 0,09 1,27 0,53 1,80 1,96 13,59 27,22 5,77 45,33 13, ,86 0,09 5,71 0,74 6,46 0,22 7,85 26,49 6,53 43,67 46, cm 5,37 0,08 8,27 0,49 8,77 0,13 5,29 22,44 9,40 33,33 63, ,29 0,09 12,27 1,00 13,28 0,00 2,77 24,16 10,37 29,00 83, ,74 0,1 12,58 1,09 13,67 0,00 2,24 24,28 16,13 35,00 86,62 0 3,84 0,06 0,52 0,21 0,73 2,40 14,95 26,15 3,40 28,00 5, ,99 0,04 1,01 0,51 1,52 1,83 13,38 23,34 3,27 22,00 11, cm 4,27 0,04 2,59 0,95 3,54 1,23 11,88 22,23 4,43 23,33 24, ,13 0,06 6,20 1,32 7,52 0,32 7,82 21,82 4,60 23,67 50, ,41 0,05 7,65 1,23 8,88 0,12 5,46 22,88 6,67 22,00 62,55 0 3,81 0,2 0,52 0,11 0,63 2,57 14,99 23,68 2,73 26,67 5, ,85 0,25 0,64 0,18 0,82 2,74 14,83 23,17 2,70 23,67 7, cm 3,88 0,32 0,70 0,43 1,13 2,35 14,44 21,58 3,80 28,67 10, ,04 0,38 1,12 0,69 1,82 2,42 12,51 23,26 2,57 23,67 15, ,90 0,18 1,33 1,25 2,59 2,76 10,73 19,98 3,73 19,67 21,35 17 V%

18 ALTERAÇÕES QUÍMICAS NO SOLO APÓS APLICAÇÃO DE RESÍDUOS DE FÁBRICA DE PAPEL RECICLADO EM Pinus taeda L. Conclusões a) houve aumento de ph do solo, com maior incremento nas camadas superficiais (0-10 cm); b) os teores de alumínio sofreram diminuição nas três camadas de solo (0-10; e cm); c) a acidez potencial foi reduzida nas três camadas de solo, com maior redução nas camadas de 0-10 e cm; d) os níveis de cálcio cresceram nos solos, principalmente nas camadas de 0-10 e cm; e) ocorreu aumento nos teores de magnésio nos solos, com maior teor na camada profunda de cm para o Neossolo e aumento na camada de 0-10 e cm para o Cambissolo; f) as dosagens crescentes não resultaram no aumento da matéria orgânica, com decréscimo nas doses de 40 e 80 t/ha; g) os resultados dos teores de potássio mostraram pequeno acréscimo nas camadas inferiores até a dose de 40 t/ha de resíduos; h) as doses crescentes de resíduos proporcionaram aumento dos teores de fósforo nas camadas superficiais (0-10 cm); i) houve aumento na saturação em bases (V%) nas três camadas de solo (0-10; e cm); j) não houve aumento dos teores de sódio no solo em função da aplicação de resíduos. 18

19 VOLUME DE E. dunnii EM FUNÇÃO DE DOSES DE FÓSFORO (SUPER FOSFATO SIMPLES) NA AUSÊNCIA DO RESÍDUO DE CELULOSE Volume real com casca m 3 /ha 6 anos sem P g SFS g SFS g SFS Fonte: Andrade et al., (2004) 19

20 VOLUME DE E. dunnii EM FUNÇÃO DE DOSES CRESCENTES DE FÓSFORO EM PRESENÇA DA MAIOR DOSE DE RESÍDUO DE CELULOSE (80 ton/ha) Volume real com casca m 3 /ha 1.1 sem P e sem resíduo 5.1 sem P e com resíduo g SFS + resíduo g SFS + resíduo g SFS + resíduo Fonte: Andrade et al., (2004) 20

21 VC - m3/ha Efeito de doses de lodo celulósico aplicado no plantio no volume de árvores de Pinus taeda (Empresa CVG) 25,0 20, ,0 10,0 5,0 0, Doses do lodo - t/ha I Semin Ger Res Ind Papel 21

22 Potencial de uso de resíduos Área Plantada com Eucalyptus e Pinus - Santa Catarina Gênero Área de Plantios (ha) Pinus Eucalyptus Total Fonte: Anuário ABRAF (2012), Associadas individuais e coletivas da ABRAF (2013) e Pöyry Silviconsult (2013). 22

23 Pesquisas na Agricultura

24 I Semin Ger Res Ind Papel 24

25 Pesquisas com uso de resíduos em culturas agrícolas SOJA FEIJÃO I Semin Ger Res Ind Papel 25

26 Pesquisas com Resíduos em culturas agrícolas 26

27 Pesquisas com Resíduos em culturas agrícolas I Semin Ger Res Ind Papel 27

28 I Semin Ger Res Ind Papel 28

29 7,0 R 2 =0,99 Y=4,3442+0,0211x-0,000042x 2 6,5 6,0 ph H 2 O 5,5 5,0 4,5 R 2 =0,99 Y=4,3679+0,0232x+0,000062x 2 4, Doses dos corretivos aplicadas - % da recomendação para ph 6,5 Figura 1 - ph do solo em decorrência da aplicação de diferentes doses de resíduo de reciclagem de papel ( ) e de calcário dolomitico ( ). Canoinhas, SC.

30 DISTRIBUIÇÃO DAS ÁREAS DE EXPLORAÇÕES NO Planalto Norte Catarinense ÁREA TOTAL ha POPULAÇÃO Culturas anuais Reflorestamento Pastagem* Mata nativa** Outros usos ha ha ha ha ha * Anuais inclusas ** caívas

31 RECICLAGEM GERAÇÃO DE 700 t/dia DE RESÍDUO ÚMIDO GERAÇÃO DE 300 t/dia DE RESÍDUO SECO GERAÇÃO DE t/ano DE RESÍDUO SECO 5 t/ha ha/ano

32 CELULOSE DREGS ha/ano LAMA DE CAL ha/ano GRITS ha/ano ha/ano CAPACIDADE TOTAL TOTAL RESÍDUO PRODUZIDO ANOS NECESSÁRIOS 7,6

33 CINZA LEVE DE BIOMASSA t/ano t/ano 138 anos

34 Sem dano ambiental Nenhum caso fora de padrão (poluentes, metal pesado) Sem efeitos adversos nas produtividades Efetividade ao que se propõe 34

35 Ação da FIESC, SINPESC E ACR -Grupo de resíduos sólidos -02 seminários realizados -Dossiê Técnico -Trabalho nos órgãos ambientais 35

36 GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE NEREU BAÚ - SINPESC EPITAGORAS RODSON OLIVEIRA COSTA ACR FLORIANÓPOLIS, 15/07/13

37 37

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