Uso do preservativo por adolescentes masculinos no início da atividade sexual

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1 PESQUISA Uso do preservativo por adolescentes masculinos no início da atividade sexual Enir Ferreira dos Santos Aluna do Curso de Graduação em Enfermagem. Dulcilene Pereira Jardim Docente do Curso de Graduação em Enfermagem. Orientadora. RESUMO Trata-se de um estudo descritivo que teve como objetivo identificar o uso do preservativo entre adolescentes do sexo masculino no início da sua vida sexual. A coleta de dados deu-se por meio de questionário respondido por 166 adolescentes do sexo masculino de uma escola pública de São Paulo. Os resultados revelam que 93,4% conhecem a camisinha masculina e 69,8% consideram seu uso importante. A sexarca já ocorreu para 69,3% dos adolescentes aos 13,4 anos, sendo que 40,4% usaram a camisinha na primeira relação sexual e 31,3% a tem usado nas demais relações sexuais. Muitos adolescentes mantêm-se expostos a uma gravidez indesejada ou contaminação por uma DST, ressaltando a necessidade de conscientização do grupo para os riscos do sexo desprotegido. Descritores: Educção sexual; Contracepção; Adolescentes. Santos EF, Jardim DP. Uso de preservativo por adolescentes masculios no início da atividade sexual. Rev Enferm UNISA 2010; 11(2): INTRODUÇÃO A adolescência, período da vida entre 10 e 19 anos de idade, se caracteriza por intenso crescimento e desenvolvimento, com modificações anatômicas, fisiológicas, psicológicas e sociais (1). Durante este período, o adolescente pode dar início à sua vida sexual a sexarca, sem que ainda esteja fisicamente e/ ou psicologicamente preparado para isso. Desta forma, a adolescência se caracteriza por um grupo vulnerável ao risco de gravidez não esperada e de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DST s) (2). O conhecimento e reflexão por parte dos adolescentes em relação aos riscos advindos de relações sexuais desprotegidas são fundamentais para que os mesmos possam vivenciar o sexo de maneira adequada e saudável, assegurando a prevenção da gravidez indesejada e da contaminação pelas DST s, além de exercer um direito que possibi-lita cada vez mais o ser humano ao exercício da sexualidade desvinculado da procriação (3). A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que metade de todas as novas infecções com o HIV ocorrem em jovens de 10 a 24 anos, resultando em aproximadamente novos casos a cada dia (4). Neste sentido, o preservativo ganha destaque como recurso disponível a homens e mulheres, incluindo os adolescentes, que atende à dupla função de proteção: contra gravidez indesejada e as DST s. Os adolescentes têm iniciado cada vez mais cedo a atividade sexual e muitas vezes, sem o uso ou com o uso inadequado do preservativo (5). Na tentativa de minimizar os efeitos da falta de informação e/ou conscientização sobre a importância do uso do preservativo entre os adolescentes, vê-se a necessidade da transmissão de conhecimentos para o grupo, não de forma abstrata, mas, construído a partir das necessidades do indivíduo, por meio de diálogo aberto que permita sua expressividade e esclarecimentos de dúvidas. Entre os profissionais capacitados para este diálogo está o enfermeiro, um educador em saúde, que pode em muito contribuir no sentido de orientar o adolescente quanto à importância do uso do preservativo bem como sua correta utilização, desde o início da sua vida sexual de forma que se torne um hábito saudável expresso na continuidade do uso nas relações sexuais que se sucederão (6). Diante deste cenário, este estudo tem como objetivo identificar o uso do preservativo entre adolescentes do sexo masculino no início da sua vida sexual. 69

2 MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo, realizado em uma Escola Estadual localizada na zona sul do Município de São Paulo. A escola possui Ensino Fundamental II (5 à 8ª série) e Ensino Médio (1º ao 3º ano) com um total de alunos distribuídos nos períodos matutino (das 7 às 12h20), vespertino (das 13 às 18h20) e noturno (das 19 às 23h). A amostragem utilizada foi do tipo não-probabilística por conveniência, cujos critérios de inclusão foram: ter 10 e 19 anos, do sexo masculino, devidamente matriculados na escola em questão, que manifestasse interesse em participar do estudo além de obterem a permissão expressa do seu responsável legal, somando 166 adolescentes. A coleta de dados deu-se no mês de outubro de 2010, após a apresentação da pesquisa por parte do pesquisador, bem como a entrega do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) que foi levado pelos alunos ao domicílio e assinado pelos pais ou responsável, e devolvido em dia posterior. O instrumento de coleta de dados utilizado neste estudo foi um questionário estruturado com 40 perguntas abertas e fechadas divididas em: Parte I: Caracterização sócio-demográfica; Parte II: Conhecimento da camisinha masculina e Parte III- Uso da camisinha masculina no início da vida sexual. O questionário foi respondido pelos sujeitos de pesquisa em ambiente escolar em horário de aula, de acordo com a indicação do coordenador pedagógico e autorização do professor, com duração média de 20 minutos. A análise dos dados obtidos com o questionário foi baseada em estatística descritiva e apresentados por meio de tabela com o valor total e a porcentagem correspondente para cada grupo, sendo o Grupo A adolescentes entre 10 e 14 anos, e Grupo B- adolescentes entre 15 e 19 anos. Em relação aos aspectos éticos, esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade de Santo Amaro (UNISA) sob o protocolo nº: 071/10. Desta forma, confirmamos que todos os procedimentos metodológicos obedeceram aos padrões estabelecidos pela Resolução 196/ 96, que trata das Normas de Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (7). RESULTADOS E DISCUSSÃO Caracterização Sócio Demográfica da População: A população deste estudo foi constituída por 166 (100%) adolescentes do sexo masculino, sendo divididas em dois grupos: Grupo A adolescentes com idades entre 10 a 14 anos e Grupo B - adolescentes com idades entre 15 a 19 anos, para facilitar a compreensão das variáveis envolvidas no estudo, respeitando as características de cada fase que envolve a adolescência. Em relação aos dados sócio demográficos, apresentamos a seguir a porcentagem total de cada variável, tendo entre parênteses a porcentagem relativa ao Grupo A (N=23), seguida da porcentagem do grupo B (N=143). Dos 100% (13,8/86,2) dos sujeitos de pesquisa tinham em média 15,1 anos (13,4/16,7), e cursavam em sua maioria no grupo A a 8ª serie e no grupo B, o 3º ano. Em relação ao estado civil, 54,2% (69,6 /51,7), eram solteiros, 15,1% (2,1/ 15,4), estão ficando com alguém, 26,5% (17,4 /27,9) estão namorando, e 2,4% dos adolescentes do grupo B já são casados e 4,8% informam ter filhos. A maior parte dos adolescentes mora com os pais somando 66,2% (52,2/68,5), sendo que 81,9% (78,3/82,5) moram em casa própria, 13,2% (4,3/14,7), em casa alugada e 1,8% (8,6/0,7) em casa construída em terreno da prefeitura. A renda familiar desta população distribui-se em 13,2% (26,1/11,1) entre R$ 501 à R$ 1.000,00, 24,0% (30,4/23,1) entre R$ 1.000,00 à R$ 1.500,00, 13,8% (8,6 /14,7) entre R$ 1.501,00 a R$ 2.000,00, 27,7% (21,7/28,6) entre R$ 2.501,00 a R$ 3.000,00 e 13,8% (13,0/13,9), tem uma renda acima de R$ 3.001,00. Em relação à renda individual dos adolescentes, apenas 24,6% (8,7/ 27,3) ganham até 1 (um) salário mínimo (R$ 510,00) e 11,4% recebem acima de 1 (um) salário mínimo, referentes apenas ao grupo B, que são os adolescentes mais velhos. Quanto à religião, 57,2% (56,5 /57,3) são católicos, 23,4% (34,8 /21,6) são evangélicos, e 5,4% (4,3 /5,6) são espíritas. Conhecimento dos adolescentes sobre o preservativo masculino Os adolescentes deste estudo foram questionados quanto ao seu conhecimento sobre os métodos contraceptivos existentes, os quais classificaram este conhecimento como BOM em 62,0% (91,4/57,3), como EXCELENTE em 29,5% (4,3/33,6) e RUIM em 5,4% (4,3/5,6). Os adolescentes têm um bom conhecimento sobre os métodos contraceptivos, especialmente quando estes possuem melhor comunicação com os pais, mas, este fato não é diretamente proporcional ao uso de um dos métodos contraceptivos em sua primeira relação sexual (8). Dentre os métodos contraceptivos existentes, a camisinha masculina ganhou destaque sendo conhecida por 93,4% (95,7/93,7) dos adolescentes e o seu uso foi considerado importante para 69,8% (100/93,0), mas, 6,0% dos sujeitos do Grupo B, não a consideram assim, fato que levanta preocupação quanto a vulnerabilidade desses sujeitos que, em sua maioria, já possuem vida sexualmente ativa. As razões citadas por eles, para justificarem a importância da camisinha, é o fato da mesma prevenir contra as DST s para 46,4% (47,8/46,2), à sua capacidade de dupla proteção DST e gravidez para 26,5% (30,4/26,0), e para 9,6% (21,7/ 7,7) a sua prevenção somente contra a gravidez. Entre os adolescentes do Grupo B que não consideram o uso da camisinha importante, afirmam que o seu uso traz diminuição do prazer sexual. Observa-se que a grande maioria dos adolescentes deste estudo, entre os dois grupos, relaciona mais o uso da camisinha a prevenção das DST s do que a prevenção da gravidez (9), o que pode estar relacionado à diminuição do uso do preservativo em relacionamentos mais sólidos. O conhecimento desses adolescentes sobre a camisinha 70

3 masculina foi adquirido em 41,6 % (30,4/43,4) através dos meios de comunicação em massa como a televisão e internet, 34,3% (26,1/35,6) aprenderam com os pais, em 27,7% (60,9/22,4) com os professores na escola e 21,1% (21,7/ 21,0) construíram seu conhecimento sobre a camisinha com dos amigos. Atualmente a sexualidade é abertamente debatida nos meios de comunicação e entre os grupos de amigos, o que tem influenciado diretamente o comportamento do adolescente com informações, muitas vezes destorcidas sobre a saúde sexual e reprodutiva (10). Neste sentido, ressalta-se a importância do papel dos pais na educação sexual de seus filhos, de maneira informal oferecida desde o nascimento da criança. A escola completa o que é iniciado no lar, aprofundando as informações oferecidas pela família e estimulando a discussão e a reflexão dos alunos, o que se acredita colaborar para a formação de conceitos que atuem em favor do indivíduo em seu comportamento sexual. A orientação sexual recebida na escola mostrou-se mais significativa para os alunos do grupo A, que pode estar relacionada ao conteúdo de Ciências lecionado nas séries correspondentes. Neste sentido, cabe ainda ressaltar a importância da participação dos profissionais de saúde, entre eles, o enfermeiro neste processo de educação em saúde. O enfermeiro, enquanto educador em saúde deve ampliar sua atuação nas escolas e na saúde dos adolescentes como uma interface da sua atuação (6). Uso de preservativo masculino por adolescentes no início da vida sexual A sexarca já ocorreu para 69,3% (34,8/74,8) dos adolescentes deste estudo, sendo em média aos 13,4 anos, observando-se que, a sexarca dos adolescentes do grupo A (12,6 anos) mostrou-se mais precoce que os alunos do grupo B (14,2 anos). Estudos mostram que a iniciação sexual tem acontecido cada vez mais cedo, com idades como 14 anos (1) e 15 anos (11) entre adolescentes do sexo masculino nas grandes cidades brasileiras, devido, entre outros fatores, a maior possibilidade de adiantamento do convívio conjugal e maior abertura sexual que possibilitam a multiparceria desde a adolescência, principalmente para o sexo masculino (1), o que contribui para a ocorrência da gravidez e da contaminação por DST s ainda neste período da vida. A sexarca já tendo ocorrido para a maioria dos adolescentes deste estudo e sendo a camisinha conhecida por quase a totalidade deles, os sujeitos de pesquisa foram questionados quanto à utilização do preservativo masculino na primeira relação sexual, cujo contexto de utilização está apresentado no Quadro1. Ao observar estes resultados, percebe-se que há uma porcentagem significativa de adolescentes que não responderam as questões, especialmente os meninos do grupo A, que, por serem mais novos ainda não tiveram sua iniciação sexual, somados aos demais que não responderam por alguma razão. A maior parte dos adolescentes deste estudo tinha uma camisinha no momento da primeira relação sexual, sendo que para 28,3% (17,3/30,6) o preservativo estava guardado na carteira/bolso ou na mochila escolar. Em 7,8% dos casos, somente no grupo B, a camisinha estava em posse das meninas. Este fato demonstra a facilidade no acesso ao método por parte deste grupo. Mas, apesar de ter a camisinha disponível, uma parcela menor desses adolescentes se lembrou da camisinha na hora da relação e, uma parcela menor ainda de fato utilizou o preservativo na sexarca Os motivos relacionados ao não uso da camisinha nas relações sexuais adolescentes compreendem, entre outros, a falta de planejamento do coito ou a resistência em interromper o momento para colocação do método (12). Os sujeitos afirmam que eles foram os maiores responsáveis por sugerir o uso da camisinha na relação, sugestão esta que foi bem aceita por 43,4% (26,1/46,1) das companheiras. Em sentido inverso, observa-se que em uma porcentagem significativa dos casos, a sugestão do uso da camisinha partiu da menina, sendo esta sugestão bem aceita por 40,4% (26,1/42,7) dos meninos, porcentagem discretamente menor, o que demonstra certa resistência dos meninos ao uso do preservativo, confirmada pela literatura (8). Os adolescentes foram questionados sobre a possibilidade de haver recusa por parte da menina na utilização da camisinha, e, a maior parte deles teria a relação sexual da mesma forma, ou seja, sem proteção. Esta realidade é um pouco contrária aos dados anteriores que expressam maior resistência por parte dos meninos quanto à utilização do preservativo, e que confirmam que os modelos de gênero predominantes em nossa sociedade conferem maior poder ao homem, o que muitas vezes impedem a mulher de negociar o uso de preservativo nas relações sexuais, colocando-os mais expostos às DST s (13). De fato e verdade, menos da metade dos adolescentes usaram a camisinha na sexarca, sendo a mesma colocada por eles próprios, e com referência de dificuldade para sua colocação por 16,9% (4,3/18,9) dos adolescentes, o que demonstra a falta de habilidade com o método no início da vida sexual (8), o que pode contribuir para a sua não utilização ou uso incorreto com exposição do par a gravidez indesejada ou contaminação por DST s. O uso da camisinha não é apreciado por grande parte dos adolescentes deste estudo, especialmente os do grupo B que já a utilizaram mais vezes, o que influencia no seu uso habitual. Quanto ao uso da camisinha, os adolescentes a têm usado em todas as relações em 31,3% (13,0/34,3), usam esporadicamente em 30,7% (21,7/32,2) e nunca usam em 7,8% (8,7 /7,7). A literatura aponta que, o uso do preservativo masculino tem aumentado entre os adolescentes, inclusive na primeira relação sexual (14), no entanto ele não é usado nem por todos e nem em todas as relações sexuais (2,15). Mas, cabe ressaltar que a não utilização da camisinha não está relacionada à falta de conhecimento do método e sua importância para o sexo seguro, nem tão pouco por falta de acesso ao mesmo, mas pelo senso de invulnerabilidade próprio do adolescente influenciado pelo prazer momentâneo. 71

4 Variáveis Tinha uma camisinha na 1ª relação sexual GRUPO A N=23 GRUPO B N=143 Total N=166 N % N % N % Sim 04 17, , ,8 Não 07 30, , ,1 Não respondeu 12 52, , ,1 Lembrou-se da camisinha na hora da relação Sim 07 30, , ,8 Não 06 26, , ,9 Não respondeu 10 43, , ,3 Quem sugeriu o uso da camisinha na hora da relação Ele 06 26, , ,6 Ela 05 21, , ,7 Não respondeu 12 52, , ,7 Em caso de recusa dela ao uso da camisinha, a relação aconteceria da mesma forma Sim 07 30, , ,6 Não 06 26, , ,5 Não respondeu 10 43, , ,9 Usou a camisinha na 1ª relação Sim 05 21, , ,4 Não 09 39, , ,7 Não respondeu 09 39,1 14 9, ,9 Quem colocou a camisinha Ele 06 26, , ,1 Ela 03 13, , ,3 Não respondeu 14 60, , ,6 Gostou/gosta de usar a camisinha Sim 05 21, , ,5 Não 07 30, , ,4 Não respondeu 11 47, , ,1 Quadro 1. Distribuição das variáveis referentes ao uso da camisinha masculina na primeira relação sexual dos adolescentes. São Paulo, SP, A porcentagem de adolescentes que fazem uso esporádico da camisinha ou não fazem uso da mesma ainda é muito expressiva. Este dado se reflete nos dados estatísticos que mostram que um entre 20 adolescentes contrai algum tipo de DST s a cada ano, e que 10 milhões de adolescentes vivem hoje com o HIV ou estão propensos a desenvolver AIDS entre nos próximos três ou quinze anos (9). Considerando que nem todos os adolescentes fazem uso da camisinha, os mesmos foram questionados quanto à utilização de outro método contraceptivo, e apenas 11,4% dos adolescentes do grupo B, afirmam usar algum outro método, entre eles, o anticoncepcional hormonal oral (pílula) por ser um método fácil e seguro de ser usado, e a pílula do dia seguinte (PDS) usada em situações de sexo desprotegido na intenção de prevenir uma gravidez. A facilidade no acesso a PDS tem despertando receios por parte de profissionais de saúde que atuam com adolescentes, relativos a possibilidade do uso abusivo e indisciplinar da PDS e com isso a diminuição ou o abandono do uso do preservativo em prol do contraceptivo de emergência (16). Quando relacionada à primeira relação sexual, a camisinha mostra-se como o método mais utilizado entre os adolescentes, mas considerando as demais relações sexuais do grupo, ela perde o lugar para a pílula. Considera-se ainda o uso crescente da contracepção de emergência ou PDS entre os adolescentes que tiveram alguma relação sexual sem proteção (17). Em ambos os casos, observa-se a preocupação dos adolescentes apenas com a gravidez indesejada, sem atentar-se para o risco de contaminação por DST s e todas as suas conseqüências físicas, psíquicas e sociais para o presente e futuro desta população (5). No momento da pesquisa, 38,6% (39,1/38,4) dos adolescentes tinham uma camisinha consigo, as quais foram com- 72

5 pradas na farmácia para 42,1% (21,7/45,4), adquiridas na Unidade Básica de Saúde (UBS) para 31,9% (17,3/34,2), recebidas da família em 6,0% (8,7/5,5) ou dos amigos em 3,6% (13,0/2,1). Estas camisinhas estavam com os próprios adolescentes em 33,5% (13,3/30,7) guardadas na carteira, no bolso ou na mochila escolar, e para 10,4% (8,7/9,0) as camisinhas estavam guardadas em casa. Estes dados mostram a importância da colaboração das ações públicas na distribuição gratuita do preservativo masculino contribuindo assim para saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes (18), ação que não será suficiente sem ensinar o seu correto uso e ainda a conscientização do público adolescente sobre o seu uso para um sexo seguro (19). Questões para reflexão adolescente em relação ao (não) uso do preservativo Em um momento para reflexão sobre o (não) uso do preservativo ao final do instrumento de coleta de dados, os adolescentes deste estudo expressaram seus sentimentos em relação a terem um filho nesta fase da vida, sendo que 80% (74,0/81,1) consideram que não é o momento para ser pai, sendo que os adolescentes do Grupo A, justificam-se por serem muito novos, os adolescentes do Grupo B, por ainda não terem condições de criarem um filho. É importante considerar que, 7,2% (8,7/6,9) dos adolescentes demonstraram entusiasmo com a idéia de serem pais na adolescência, o que confirma que a gravidez na adolescência nem sempre é indesejada (20). Outra reflexão feita pelos adolescentes se refere à descoberta de uma DST s nesta fase da vida, o que para 63,2% (56,5/64,3) seria motivo de muita tristeza, e que geraria um desejo de morrer para os alunos do grupo A, e um sentimento de culpa e arrependimento intenso entre os alunos do grupo B. Quinze por cento (26,0/11,8) dos alunos apenas procurariam um tratamento, e 4,8% dos adolescentes do grupo B reagiriam bem à notícia e continuariam vivendo normalmente. Espanta-nos mais ainda que 2,0% dos alunos deste grupo continuariam a ter relações desprotegidas com a intenção de contaminar outras pessoas. Ao nos depararmos com estes resultados, surge-nos uma inquietação em relação aos reais sentimentos que, ainda que só na imaginação, os adolescentes realmente sentem ao pensarem nestas questões e se o mal-estar causado nestas reflexões surte algum efeito preventivo em suas ações para consigo mesmo e o outro em seu intercurso sexual. Na intenção de elucidar ainda que superficialmente estas interrogações, os adolescentes foram questionados quanto ao que têm feito para evitar um filho e/ou uma DST neste momento especial de suas vidas, e, 63,2% (43,4/66,4) responderam que fazem uso da camisinha para esta dupla proteção. Mas, 3,6% (4,3/5,3) usam a pílula como método contraceptivo por terem relação sexual somente com meninas conhecidas por eles, como se o fato de conhecer alguém fosse um método protetor contra a contaminação por doenças, e finalizando, 2,4% (13,0/0,7) dos adolescentes referem não fazer nada para se prevenirem de uma gravidez e/ou DST. O uso da camisinha está associado às relações esporádicas e/ ou com mulheres sem conhecimento prévio. Quando se trata da namorada ou esposa, a camisinha é substituída pela confiança, recorrendo-se à pílula para se evitar a gravidez; adquirir alguma doença não está em pauta (21). Quando questionados sobre a existência de dúvidas sobre a colocação correta da camisinha, apenas 15,0% (43,5 / 10,4) afirmaram ter dúvidas, especialmente referidas pelos alunos do grupo A, que ainda não iniciaram a vida sexual ou estão em seu início. Basta saber se os 79,5% (56,5/83,2) dos adolescentes que não referiram dúvidas, realmente sabem a seqüência correta para colocação da camisinha e os cuidados com a mesma durante a após o ato sexual para total eficácia do método. No meio adolescente, há falta de conhecimento sobre o uso correto da camisinha, sendo as dúvidas mais frequentes relacionadas à como apertar a ponta da camisinha, como abrir e armazenar, porque a camisinha estoura e sobre os tipos de lubrificantes que podem ser usados concomitantemente ao seu uso (2). Diante deste contexto, mostra-se a necessidade da atuação do enfermeiro junto ao público adolescentes, na promoção do sexo seguro, e assistindo o adolescente de maneira integral e humanizada, contribuindo para diminuição das vulnerabilidades adolescente, propiciando melhores condições de qualidade de vida, beneficiando assim, o indivíduo e à sociedade. CONCLUSÃO Este estudo verificou que a maioria dos adolescentes conhece e sabe a importância da camisinha contra DST s e gravidez e mesmo sabendo desta importância percebemos que uma grande parte destes não fizeram uso da camisinha na sexarca e continuam à resistir o uso nas demais relações sexuais. A justificativa para o não uso que eles referem é porque acham que tira o prazer e outra parte dizem que faz uso de outro método contraceptivo como anticoncepcional oral e PDS por conhecerem a menina e confiar nela e os demais foram expostos aos riscos de contrair uma DST s ou uma gravidez indesejada. Um dado muito importante que estes ressaltam, é que o maior meio que eles adquirem informação é através dos meios de comunicações, em segundo lugar os pais, seguida de professores e escolas, onde observamos a importância da participação dos pais na educação dos adolescentes, pois estes muitas vezes, possuem informações distorcidas sobre o tema, tendo dificuldade em lidar com sua própria sexualidade, devendo a escola e os serviços de saúde encontrarem estratégias para que os adolescentes não só conheçam este método como também possam utilizá-lo de modo correto. Diante desta realidade observa-se a importância da atuação do enfermeiro no processo de educação em saúde dos adolescentes, a fim de participar no processo de orientação e conscientização, objetivando a importância da camisinha em relação à contaminação por DST s e também de uma gravidez indesejada. Resultando em proporcionar melhor longevidade a estes indivíduos, de modo que não se pode eliminar totalmente estes riscos, mas podem aprender a conviver com eles de uma forma consciente. 73

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