L5.3 h, carta. Análise do Desempenho 4T08

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1 L5.3 h, carta Análise do Desempenho 4T08

2 Este relatório faz referências e declarações sobre expectativas, sinergias planejadas, estimativas de crescimento, projeções de resultados e estratégias futuras sobre o Banco do Brasil, suas subsidiárias coligadas e controladas. Embora essas referências e declarações reflitam o que os administradores acreditam, as mesmas envolvem imprecisões e riscos difíceis de se prever, podendo, desta forma, haver resultados ou consequências diferentes daqueles aqui antecipados e discutidos. Estas expectativas são altamente dependentes das condições do mercado, do desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados internacionais. O Banco do Brasil não se responsabiliza em atualizar qualquer estimativa contida neste relatório. As tabelas e gráficos deste relatório apresentam os números financeiros, arredondados, em R$ milhões. As colunas de variação presentes neste relatório usam como base os valores financeiros e não os números arredondados em R$ milhões. O arredondamento utilizado segue as regras estabelecidas pela Resolução 886/66 da Fundação IBGE: caso o último algarismo for igual ou superior a 5, aumenta-se em uma unidade o último algarismo a permanecer; caso o último algarismo for inferior a 5, fica inalterado o último algarismo a permanecer. As variações, tanto percentuais quanto nominais, foram calculadas utilizando números em unidades.

3 Sumário Índice de Tabelas...6 Índice de Figuras...9 Apresentação...11 Sumário do Resultado Ambiente Econômico Papéis do BB Ações Bônus Performance das Ações Governança Corporativa Outras Informações Demonstrações Contábeis Resumidas Balanço Patrimonial Resumido Demonstração Resumida do Resultado Societário Demonstração do Resultado com Realocações Abertura das Realocações Análise Patrimonial Composição Patrimonial Análise dos Ativos Análise da Liquidez Carteira de Títulos Carteira de Crédito Carteira de Crédito Pessoa Física Carteira de Crédito Pessoa Jurídica Carteira de Crédito de Agronegócios Crédito Tributário Análise dos Passivos Captações de Mercado Captações no Exterior Análise do Resultado Margem Financeira Bruta Análise das Aplicações Análise das Captações Análise Volume e Taxa Provisão para Risco de Crédito Carteira de Crédito de Varejo Carteira de Crédito Comercial Carteira de Crédito de Agronegócios Carteira de Crédito para o Comércio Exterior Carteira de Crédito no Exterior e Demais Receita de Prestação de Serviços Receitas com Tarifas de Conta Corrente Administração de Recursos de Terceiros Cartões Cobrança...106

4 7.7 Despesas Administrativas Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Rede de Distribuição Canais Automatizados Produtividade - Índices de Cobertura Valor Agregado Líquido Gestão de Riscos Gestão dos Riscos Riscos de Mercado Risco de Liquidez Risco de Crédito Risco Operacional Estrutura de Capital Patrimônio Líquido Capital Regulatório Capital Econômico Desempenho Socioambiental Relações com Funcionários Características do Quadro de Pessoal Educação e Desenvolvimento Profissional Geração de Valor aos Funcionários Rotatividade do Quadro de Funcionários Ecoeficiência Consumo Anual de Água nos Edifícios Sede Papel Branco - Consumo Anual Transações Automatizadas sem uso de papel Consumo de Toner Negócios com ênfase Socioambiental Desenvolvimento Regional Sustentável Microcrédito Agricultura Familiar - Pronaf Crédito com RSA - Outros Programas Outros Negócios com Atributos Socioambientais Relacionamento de Longo Prazo Qualidade do Atendimento Reconhecimento do Mercado Investidor Investimentos Estratégicos Informações Demonstrações Contábeis Resumidas Balanço Patrimonial DRE Societária DRE Realocada Índices de Produtividade Seguros, Previdência e Capitalização Demonstração do Resultado por Ramo de Atuação Índice Combinado Brasilveículos...169

5 Brasilsaúde Aliança do Brasil Brasilcap Brasilprev Aquisições, Incorporações e Parcerias Estratégicas Transações do Período Negócios em Curso Série de Demonstrações Contábeis Balanço Patrimonial Resumido Demonstração Resumida do Resultado Societário Demonstração do Resultado com Realocações...183

6 Índice de Tabelas Tabela 1. DRE com realocações...14 Tabela 2. Principais Indicadores do Resultado...14 Tabela 3. MFB por linha de negócio...15 Tabela 4. Recursos equalizáveis da carteira de agronegócios...16 Tabela 5. Spread anualizado...16 Tabela 6. Principais Itens Patrimoniais...17 Tabela 7. Carteira de Crédito...18 Tabela 8. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito...19 Tabela 9. Indicadores de Atraso...19 Tabela 10. Itens Extraordinários...21 Tabela 11. Investimentos estratégicos (informações combinadas)...22 Tabela 12. Realizado 2008 e Guidance Tabela 13. Balanço Patrimonial Consolidado Financeiro vs. Econômico-Financeiro...24 Tabela 14. DRE com realocações Consolidado Financeiro vs. Econômico-Financeiro...24 Tabela 15. Principais Indicadores Econômicos...26 Tabela 16. Composição Acionária...27 Tabela 17. Distribuição dos Dividendos/JCP...27 Tabela 18. Acionistas por Faixa de Ações...28 Tabela 19. Free Float por Faixa de Ações...28 Tabela 20. Composição dos Bonistas C...30 Tabela 21. Séries de Bônus C...30 Tabela 22. Diluição Esperada do Capital...30 Tabela 23. Outras Informações...37 Tabela 24. Balanço Patrimonial Resumido Ativo...39 Tabela 25. Balanço Patrimonial Resumido Passivo...40 Tabela 26. Demonstração Resumida do Resultado Societário...41 Tabela 27. Demonstração do Resultado com Realocações (R$ milhões)...42 Tabela 28. Realocações - Outras Receitas/Despesas Operacionais...44 Tabela 29. Efeitos Fiscais e PLR sobre Itens Extraordinários...46 Tabela 30. Composição dos Ativos...48 Tabela 31. Saldo da Liquidez...49 Tabela 32. Carteira de Títulos por Categoria...50 Tabela 33. Carteira de Títulos por Prazo - Valor de Mercado...50 Tabela 34. Carteiras adquiridas e Depósitos interfinanceiros com garantia de crédito...52 Tabela 35. Carteira de Crédito...52 Tabela 36. Carteira de Crédito Pessoa Física...54 Tabela 37. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica...55 Tabela 38. ACC/ACE Volume Médio por Contrato...56 Tabela 39. Produtos de Crédito de MPE...56 Tabela 40. Exportações...59 Tabela 41. Participação do Brasil no agronegócio mundial...59 Tabela 42. Carteira de Crédito de Agronegócios por região...60 Tabela 43. Carteira de Crédito de Agronegócios por Destinação...60 Tabela 44. Carteira de Crédito de Agronegócios por linha de crédito...60 Tabela 45. Carteira de Crédito de Agronegócios por Item Financiado...61 Tabela 46. Recursos Liberados na Safra 08/09 por Porte do Cliente...61 Tabela 47. Recursos Equalizáveis da Carteira de Agronegócios...63 Tabela 48. Plano de Safra 2008/ Tabela 49. Custeio Perfil das Contratações...65 Tabela 50. Abertura do Crédito Tributário...67 Tabela 51. Itens do Passivo...68

7 Tabela 52. Fontes e Usos...68 Tabela 53. Liberação de Compulsório Medidas Recentes...70 Tabela 54. Captações no Exterior...73 Tabela 55. Emissões no Exterior...73 Tabela 56. Margem Financeira Bruta...74 Tabela 57. Receitas de Operações de Crédito Líquidas de Efeito Cambial (Res )...74 Tabela 58. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Trimestral 3T08 e 4T Tabela 59. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Anual 2007 e Tabela 60. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro...76 Tabela 61. Receitas de Operações de Crédito Líquidas de Efeito Cambial (Res )...77 Tabela 62. Resultado com Títulos e Valores Mobiliários...78 Tabela 63. Saldo médios das contas do BP e infor. sobre tx de juros Ativos Rentáveis (trimestral)...79 Tabela 64. Saldo médios das contas do BP e infor. sobre tx de juros Ativos Rentáveis (anual)...79 Tabela 65. Saldos médios das contas do BP e infor. sobre tx de juros Pass. Onerosos (trimestral)...80 Tabela 66. Saldos médios das contas do BP e infor. sobre tx de juros Pass. Onerosos (anual)...81 Tabela 67. Aumento e Redução de jrs (rec.e desp.) devido às variações em Vol. e Taxa (trimestral)...82 Tabela 68. Aumento e Redução de jrs (rec.e desp.) devido às variações em Vol. e Taxa (anual)...83 Tabela 69. Margem Financeira Líquida...84 Tabela 70. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito...84 Tabela 71. Carteira de Crédito por Nível de Risco...85 Tabela 72. Índices de Atraso...87 Tabela 73. Risco Médio da Carteira...88 Tabela 74. Carteira de Crédito de Varejo por Nível de Risco...89 Tabela 75. Movimentação da PCLD - Varejo...90 Tabela 76. Carteira de Crédito Comercial por Nível de Risco...93 Tabela 77. Movimentação da PCLD Comercial...93 Tabela 78. Carteira de Crédito de Agronegócios por Nível de Risco...94 Tabela 79. Movimentação da PCLD Agronegócios...94 Tabela 80. Operações Prorrogadas e Não-Prorrogadas do Agronegócio...95 Tabela 81. Índices da Carteira de Agronegócios...96 Tabela 82. Carteira de Crédito para o Comércio Exterior por Nível de Risco...98 Tabela 83. Movimentações da PCLD Comércio Exterior...98 Tabela 84. Carteira de Crédito no Exterior por Nível de Risco...99 Tabela 85. Carteira Demais...99 Tabela 86. Rendas de Tarifas Tabela 87. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Clientes Tabela 88. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Tipo Tabela 89. Receitas Globais de Cartões Tabela 90. Resultado Comercial Tabela 91. Despesas de Pessoal Tabela 92. Outras Despesas Administrativas Tabela 93. Rede de Distribuição Tabela 94. Agências do Pilar Atacado Tabela 95. Rede de Distribuição no Exterior Tabela 96. Índices de Cobertura Tabela 97. Valor Agregado Líquido Tabela 98. Balanço em moedas estrangeiras Tabela 99. VaR do BB Consolidado Tabela 100. VaR da Rede Externa Tabela 101. VaR da carteira de Trading Internacional Tabela 102. VaR da carteira de Trading Doméstico Tabela 103. Perfil de Repactuação das Taxas de Juros Tabela 104. Concentração da Carteira de Crédito nos 100 Maiores Tomadores Tabela 105. Concentração da Carteira de Crédito dos 100 Maiores Tomadores em relação ao PR Tabela 106. Concentração da Carteira de Crédito por Macrossetor...131

8 Tabela 107. Acompanhamento das Perdas Operacionais Tabela 108. Patrimônio Líquido Tabela 109. Índice de Basiléia Conglomerado Financeiro Tabela 110. Principais contas da parcela PEPR (Conglomerado Financeiro) Tabela 111. Capital alocado para risco operacional por linha de negócio Tabela 112. PRE para risco de mercado por fator de risco Tabela 113. Índice de Basiléia Consolidado Econômico Financeiro Tabela 114. Mutações do Índice de Basiléia Tabela 115. Índice de Imobilização Tabela 116. Capital Econômico Tabela 117. Distribuição do Capital Econômico na Carteira de Crédito Tabela 118. Distribuição do Capital Econômico na Carteira de Crédito Tabela 119. VaR por fator de risco Tabela 120. Evolução da quantidade de bolsas de estudos concedidas Tabela 121. Treinamento de Funcionários Fluxo 12 meses Tabela 122. Despesa Média Mensal por Funcionário (DRE Realocada) Tabela 123. Despesas com Participação nos Lucros Tabela 124. Rotatividade de Funcionários Tabela 125. Consumo de Água Tabela 126. Consumo de Papel Tabela 127. Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) Tabela 128. Operações de Microcrédito Tabela 129. Crédito com RSA - Outros Programas Tabela 130. Fundos de Investimento com critério RSA Tabela 131. Reclamações registradas no Banco Central Tabela 132. Participação no capital das empresas Tabela 133. Balanço Patrimonial Resumido Tabela 134. Demonstração do Resultado Societária Tabela 135. Demonstração do Resultado Realocada Tabela 136. Índice de Eficiência Tabela 137. Índice de Cobertura Tabela 138. Empresas de Seguros, Previdência e Capitalização Tabela 139. Demonstração do Resultado por Ramo de Atuação Tabela 140. Dados da Brasilveículos Tabela 141. Dados da Brasilsaúde Tabela 142. Dados da Aliança do Brasil Tabela 143. Dados da Brasilcap Tabela 144. Dados da Brasilprev Tabela 145. Sistema BESC Tabela 146. Banco do Estado do Piauí Tabela 147. Banco Nossa Caixa Tabela 148. Banco Votorantim Destaques do Resultado Tabela 149. Destaques Patrimoniais Tabela 150. Carteira de Crédito por Nível de Risco Tabela 151. Carteira de Crédito Indicadores de Atraso Tabela 152. Carteira de Veículos Tabela 153. Destaques Operacionais e Estruturais Tabela 154. Balanço Patrimonial Ativo - Série Tabela 155. Balanço Patrimonial Passivo - Série Tabela 156. Demonstração Resumida do Resultado Societário - Série Tabela 157. Demonstração do Resultado com Realocações - Série...183

9 Índice de Figuras Figura 1. Lucro líquido por ação (R$)...12 Figura 2. RSPL e RSPL Recorrente...12 Figura 3. Rendimentos de Dividendos e JCP (R$ milhões)...13 Figura 4. Índice de Basiléia...13 Figura 5. Distribuição Total do Free Float...28 Figura 6. Participação do Capital Estrangeiro no BB...29 Figura 7. Ações do BB vs. Ibovespa...31 Figura 8. Participação BBAS3 no Ibovespa...32 Figura 9. Quantidade média negociada da BBAS Figura 10. Volume médio financeiro da BBAS Figura 11. Índices de Mercado...34 Figura 12. Ativos Rentáveis vs. Passivos Onerosos...47 Figura 13. Composição dos Ativos...48 Figura 14. Saldo da Liquidez...49 Figura 15. Taxas de crescimento da Carteira Interna BB vs. SFN...51 Figura 16. Participação do Agronegócio no PIB e no mercado de trabalho...58 Figura 17. Balança Comercial (FOB)...58 Figura 18. Produção vs. Área Plantada...59 Figura 19. Carteira de Crédito de Agronegócios por Tipo de Pessoa...62 Figura 20. Carteira de Crédito de Agronegócios por Fonte de Recursos...62 Figura 21. Receitas de Equalização e Fator de Ponderação...63 Figura 22. Seguro Agrícola e Proagro...64 Figura 23. Evolução das operações contratadas com mitigadores de risco...64 Figura 24. Relação Preço/Custo de soja e milho...66 Figura 25. Captações de Mercado...71 Figura 26. Participação de Mercado das Captações do BB...72 Figura 27. Evolução do Spread...76 Figura 28. Spread do Crédito por Carteira...77 Figura 29. Carteira de Títulos e Valores Mobiliários por Indexador (Banco Múltiplo)...78 Figura 30. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito...84 Figura 31. Abertura das Provisões...85 Figura 32. CLP/CT BB vs. SFN...86 Figura 33. PCLD requerida/op. Vencidas 90 dias BB x SFN...87 Figura 34. Vintage trimestral...91 Figura 35. Vintage anual...91 Figura 36. Vintage anual Carteira de Financiamento de Veículos Arena I...92 Figura 37. Vintage anual Carteira de Financiamento de Veículos Arena II...92 Figura 38. Carteira do Agronegócio estratificada...97 Figura 39. Base de Contas Corrente Figura 40. Administração de Recursos de Terceiros Figura 41. Cartões de Crédito e de Débito Figura 42. Faturamento de Cartões Figura 43. Volume Arrecadado com a Cobrança BB Figura 44. Evolução do Resultado Comercial Figura 45. Evolução do Quadro de Pessoal Figura 46. Índices de Produtividade Figura 47. Distribuição da Rede de Agências Figura 48. Terminais de Auto-Atendimento Figura 49. Transações no Canais Automatizados / Total de Transações Figura 50. Modalidades de Atendimento Figura 51. Índices de Cobertura Sem Ítens Extraordinários Figura 52. Indicadores de Produtividade...116

10 Figura 53. Negócios vs. Despesas Figura 54. Evolução da Exposição Cambial Figura 55. Composição dos ativos e passivos do BB no País Figura 56. Posição Líquida Figura 57. VaR do Consolidado BB Figura 58. VaR do Consolidado da Rede Externa Figura 59. VaR da carteira Trading Internacional Figura 60. VaR da carteira Trading Doméstico Figura 61. Reserva de Liquidez Tesouraria Nacional Figura 62. Indicador DRL Figura 63. Reserva de Liquidez Rede Externa Figura 64. Mensuração e instrumentos de gestão Figura 65. Índice de Basiléia Conglomerado Financeiro Figura 66. Composição do Quadro de Funcionários por Idade Figura 67. Composição do Quadro de Funcionários por Tempo de Banco Figura 68. Composição do Quadro de Funcionários por Nível Educacional Figura 69. Transações automatizadas sem uso de papel Figura 70. Consumo de unidades de toner Figura 71. Carteira de PRONAF/Proger Rural (R$ milhões) Figura 72. Participação BBAS3 no ISE, ITAG e IGC Figura 73. Valor agregado de seguridade Figura 74. Índice Combinado...168

11 Apresentação O relatório Análise do Desempenho apresenta a situação econômico-financeira do Banco do Brasil (BB). Destinado a analistas de mercado, acionistas e investidores, com periodicidade trimestral, esta publicação aborda temas como o cenário econômico, performance dos papéis BB, práticas de governança corporativa e gestão de riscos. Além disso, são analisados, separadamente, a estrutura patrimonial e o resultado. O leitor encontrará, ainda, tabelas com séries históricas de oito períodos do Balanço Patrimonial Resumido, da Demonstração Resumida do Resultado Societário, da Demonstração do Resultado com Realocações e de outras informações sobre rentabilidade, produtividade, qualidade da carteira de crédito, estrutura de capital, mercado de capitais e dados estruturais. Quanto a nosso índice de capital, mantivemos os aperfeiçoamentos da versão anterior, e inserimos uma avaliação prospectiva da Basiléia do Banco do Brasil, considerando os impactos das incorporações e aquisições que serão efetivadas ao longo de Nesta mesma linha, incluímos no relatório os grandes números das empresas em processo de aquisição/incorporação para possibilitar ao analista visualizar os ganhos de escala e demais efeitos das transações sobre o negócio do Banco do Brasil. Em consonância com o conceito de Triple Bottom Line, apresentamos a partir desta divulgação de resultados destaques de nossa estratégia de Responsabilidade Socioambiental RSA, com o propósito de permitir o acompanhamento de nossas atividades em bases trimestrais, bem como de evidenciar a geração de valor dessas iniciativas para nossos acionistas e demais stakeholders. Inicialmente essas iniciativas serão concentradas em um novo capítulo intitulado Desempenho Socioambiental. Este capítulo está segmentado em quatro grandes blocos, que agrupam os indicadores de RSA por temas afins: Relações com Funcionários, Ecoeficiência, Negócios com Ênfase Socioambiental e Reconhecimento do Mercado Investidor. Por fim, é possível encontrar as Demonstrações Contábeis e Notas Explicativas do trimestre em análise. ACESSO ON-LINE A leitura do relatório Análise do Desempenho pode ser realizada no site de Relações com Investidores do Banco do Brasil. Também são disponibilizadas maiores informações sobre a Empresa, como: Governança Corporativa, notícias, perguntas frequentes e o Download Center, contendo versões deste relatório para o aplicativo Adobe Reader. Informações Gerais, Análise Patrimonial e do Resultado, e Demonstrações Contábeis Completas; as séries históricas em Excel; apresentações ao mercado; Relatório Anual e de Responsabilidade Socioambiental; Balanço Social; Teleconferências dos Resultados e outros. LINKS DE INTERESSE Banco do Brasil Relações com Investidores bb.com.br bb.com.br/ri 11 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

12 Sumário do Resultado BB lucra R$ 8,8 bilhões em 2008 O Banco do Brasil registrou em 2008 lucro líquido de R$ 8,8 bilhões, 74,0% superior ao de O resultado corresponde a Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) de 32,5%, ante 22,5% no ano anterior, e lucro por ação igual a R$ 3,43. O Resultado Recorrente atingiu R$ 6,7 bilhões, crescimento de 13,7% em relação a Destaque para o desempenho no quarto trimestre, quando o Banco registrou lucro líquido de R$ 2,9 bilhões, 142% superior ao observado no mesmo período de Desconsiderados os efeitos extraordinários do período, o lucro recorrente encerrou o trimestre em R$ 1,6 bilhão, 26,1% maior do que o observado no 4T07 e 20,2% menor que o do trimestre anterior. Lucro por ação no trimestre de R$ 1,15 O BB registrou lucro líquido por ação de R$ 1,15, no trimestre, montante 133,3% superior ao registrado no 4T07, e 57,5% de crescimento em relação ao observado no trimestre anterior. No ano, o lucro por ação foi de R$ 3,43. 3,43 2,04 0,92 0,55 0,65 0,49 0,73 1,15 Figura 1. Lucro líquido por ação (R$) 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T Retorno sobre Patrimônio Líquido Recorrente em linha com o Guidance O resultado do trimestre correspondeu a um Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) anualizado de 47,4%, contra 30,5% no 3T08 e 22,2% no 4T07. No acumulado do ano o RSPL foi de 32,5%. O RSPL Recorrente, que não considera os itens extraordinários em sua metodologia de cálculo, encerrou o 4T08 em 24,5%. No ano, o RSPL Recorrente foi de 24,7%, próximo ao centro das estimativas divulgadas ao mercado para 2008, que sinalizavam que esse indicador encerraria o ano entre 23% e 27%. 43,5 30,7 32,3 29,8 33,6 23,6 27,6 27,9 29,4 30,5 26,3 24,6 20,9 22,2 47,4 24,5 26,1 22,5 32,5 24,7 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T RSPL Recorrente - % RSPL - % Figura 2. RSPL e RSPL Recorrente 12 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

13 R$ milhões distribuídos aos acionistas sob a forma de dividendos e JCP O valor destinado aos acionistas somou R$ milhões no trimestre, equivalentes a 40% do lucro líquido (payout). Desse montante, foram destinados R$ 410,4 milhões na forma de juros sobre o capital próprio (JCP) e R$ 767,3 milhões em dividendos. No ano, o montante destinado aos acionistas na forma de dividendos e JCP atingiu R$ milhões T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T Figura 3. Rendimentos de Dividendos e JCP (R$ milhões) Índice de Basiléia atinge 15,6% O índice de capital do Banco (K) encerrou o trimestre em 15,6%, ante 13,6% no trimestre anterior. Esse índice é superior aos 11% exigidos pelo Banco Central e permite ao BB a alavancagem de até R$ milhões em ativos de crédito. Entre os fatores que contribuíram para o crescimento de 200 pontos base no Coeficiente K e para o aumento da margem para alavancagem em R$ milhões, destacamos a incorporação de lucros no valor de R$ milhões e R$ milhões referentes à incorporação de Créditos Tributários oriundos de diferenças intertemporais ao Patrimônio de Referência, após a divulgação da Circular 3.425/Bacen de ,2 5,5 15,9 15,7 15,6 15,3 5,3 5,2 4,9 4,7 13,1 13,6 4,4 4,5 15,6 4,6 11,6 10,6 10,5 10,7 10,6 8,7 9,0 11,0 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Nível I Nível II Figura 4. Índice de Basiléia 13 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

14 Análise do Resultado Em benefício da comparabilidade da série histórica, mantivemos a análise baseada nos números do consolidado financeiro (agências no país e exterior e subsidiárias financeiras), reservando tópico ao final do sumário para apresentar grandes números da consolidação econômico-financeira, que incorpora, proporcionalmente, as informações contábeis das empresas não financeiras coligadas do Conglomerado. Além disso, para permitir melhor entendimento sobre o desempenho do Banco nas diferentes linhas de negócios, foi utilizado o demonstrativo de resultados com realocações. O detalhamento das realocações pode ser encontrado no capítulo 5.3 do Relatório Análise do Desempenho. Tabela 1. DRE com realocações Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % R$ milhões 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Receitas da Intermediação Financeira ,7 28, ,1 Operações de Crédito + Leasing ,0 24, ,8 Resultado de Operações com TVM ,4 40, ,7 Despesa da Intermediação Financeira (4.632) (9.839) (13.368) 188,6 35,9 (19.168) (33.903) 76,9 Margem Financeira Bruta ,5 16, ,9 Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (1.497) (1.339) (2.240) 49,7 67,3 (5.378) (6.800) 26,5 Margem Financeira Líquida ,7 1, ,2 Rendas de Tarifas Bancárias ,4 0, ,4 Margem de Contribuição ,5 (0,1) ,8 Despesas Administrativas (3.610) (3.685) (4.165) 15,4 13,0 (13.448) (14.756) 9,7 Despesas de Pessoal (1.838) (1.967) (2.236) 21,7 13,7 (7.077) (7.904) 11,7 Outras Despesas Administrativas (1.729) (1.704) (1.864) 7,8 9,4 (6.219) (6.794) 9,2 Resultado Comercial ,8 (15,6) ,0 Demandas Cíveis (87) 4 (97) 11,6 - (317) (161) (49,1) Demandas Trabalhistas (317) (159) (129) (59,4) (18,7) (676) (560) (17,1) Demais Receitas e Despesas (588) (684) (743) 26,4 8,6 (1.877) (2.784) 48,3 Resultado Antes da Trib. s/ o Lucro ,2 (18,7) ,3 Imposto de Renda e Contribuição Social (522) (465) (408) (21,8) (12,2) (2.484) (1.953) (21,4) Participações Estatutárias no Lucro (157) (239) (195) 24,3 (18,5) (649) (946) 45,7 Resultado Recorrente ,1 (20,2) ,7 Itens Extraordinários (73) (170) (75,5) (154,0) (821) Lucro Líquido ,0 57, ,0 Tabela 2. Principais Indicadores do Resultado Indicadores - % 4T07 3T08 4T Spread Global 7,8 7,2 7,3 7,6 7,1 Despesas de PCLD sobre Carteira 3,7 3,5 3,6 3,7 3,6 Índice de Eficiência 49,9 45,4 45,7 46,2 45,3 RSPL Recorrente 23,6 33,6 24,5 26,1 24,7 Taxa Efetiva de Imposto 28,8 18,6 20,1 29,7 22, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

15 Expansão dos negócios possibilita crescimento da Margem Financeira Bruta (MFB) A margem financeira bruta apresentou evolução de 16,5% no trimestre, e de 26,5% em comparação a igual período do ano anterior. Esse desempenho é resultado, principalmente, do crescimento da carteira de crédito e das Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, aí incluídas as operações interfinanceiras com bancos de médio porte, garantidas por carteiras de crédito. A expansão dos ativos rentáveis foi lastreada por um crescimento consistente da base de depósitos. Os depósitos a prazo atingiram R$ 149,8 bilhões e foram o destaque do trimestre, com crescimento de 17,2%. A tabela a seguir apresenta a Margem Financeira Bruta, destacando a contribuição da carteira de crédito em suas principais linhas de negócios, computando as receitas e os custos associados a essas operações (descontando inclusive o custo de captação). Adicionalmente são segregados os valores correspondentes à receita com recuperação de créditos baixados para prejuízo, originalmente contabilizada como receita de operações de crédito, e os valores de receitas relativas aos depósitos compulsórios com remuneração. Complementam a Margem Financeira as demais receitas, compostas principalmente pelo resultado da tesouraria, decorrente de operações com títulos e valores mobiliários, derivativos e operações de câmbio. Tabela 3. MFB por linha de negócio Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % R$ milhões 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Margem Financeira Bruta ,5 16, ,9 Operações de Crédito ,2 14, ,2 Pessoa Física ,0 7, ,3 Pessoa Jurídica ,4 25, ,4 Agronegócios ,1 10, (1,2) Demais ,0 21, ,3 Compulsório Rentável ,2 (28,2) ,1 Recuperação de Crédito ,7 16, ,4 Demais ,6 60, ,4 Entre as operações de crédito, principais fontes de receita para a Margem, destaca-se o crescimento das receitas proporcionadas pelos negócios com Pessoas Jurídicas, que avançaram 25,0% sobre o trimestre anterior e 55,4% na comparação com o 4T07. As operações com Pessoa Física respondem por 31,7% da Margem Financeira Bruta e apresentaram crescimento nas receitas de 7,1% no trimestre e de 23,0% em relação ao mesmo período de Destaque também para as receitas proporcionadas pelo Agronegócio, que apresentaram crescimento de 10,2% no trimestre e de 20,1% sobre o 4T07. O desempenho é basicamente explicado pelo incremento no 4T08 de R$ 4,6 bilhões no saldo das operações com recursos equalizáveis, que se refletiu no crescimento de R$ 176 milhões nas receitas de equalização, incluindo o fator de ponderação. A alteração no mix da carteira de Agronegócios, com aumento da participação relativa das operações com recursos equalizáveis, contratadas para financiamento da Safra 2008/2009, contribuíram para a elevação do spread dessa carteira, como será detalhado mais adiante Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

16 A tabela a seguir ilustra a evolução do saldo das operações de agronegócios, classificadas por tipo de recursos (equalizáveis e não-equalizáveis). Tabela 4. Recursos equalizáveis da carteira de agronegócios Var. % Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Recursos Equalizáveis ,3 27,6 Custeio ,9 31,4 Investimento ,5 9,5 Comercialização ,2 185,3 Recursos Não- Equalizáveis ,3 (3,2) Total da Carteira Agronegócio ,7 5,2 No trimestre, apesar do crescimento da base de depósitos, as receitas geradas pelos Depósitos Compulsórios Remunerados apresentaram redução de 28,2%, resultado das medidas tomadas pelo Banco Central ao longo do 4T08, no sentido de reduzir os percentuais que determinam o montante a ser recolhido sobre a base de depósitos do SFN. Tais medidas foram tomadas para prover liquidez ao sistema e manter a oferta de crédito à economia. Os recursos disponibilizados pela flexibilização das regras do compulsório foram utilizados, em grande parte, para aquisição de carteiras de crédito de outras instituições financeiras, ou aplicações interfinanceiras garantidas por carteiras de crédito. Isso explica o porquê de a redução dessas receitas ser compensada pelo crescimento nas linhas Operações de Crédito e Demais. Tabela 5. Spread anualizado % 4T07 3T08 4T Operações de Crédito 10,3 9,4 9,8 10,3 9,3 Pessoa Física 26,6 22,0 21,6 25,4 21,0 Pessoa Jurídica 6,9 6,6 7,3 6,9 6,7 Agronegócios 5,8 5,2 5,6 6,3 5,1 Demais 3,7 5,2 5,6 6,3 5,1 Spread Global 7,8 7,2 7,3 7,6 7,1 A tabela acima detalha o spread das Operações de Crédito por carteira. O spread total dessas operações encerrou o trimestre em 9,8%, elevação em relação ao 3T08, mas retração em comparação ao mesmo período do ano anterior. O spread dos negócios com Pessoa Física mantém a trajetória decrescente apresentada nos últimos trimestres, principalmente em razão de alteração no mix dessa carteira, com aumento da participação de operações de menor risco, e portanto menor spread, como Crédito Consignado e Financiamento de Veículos. O spread das demais carteiras apresentou elevação no período, refletindo a necessidade de maiores despesas com provisões para fazer frente a uma possível deterioração do cenário econômico no transcorrer de A retração no spread PF e o crescimento em PJ e Agro, aliadas a uma melhora no spread das demais operações, resultaram em uma melhora do Spread Global do Banco, que encerrou o trimestre em 7,3%. Na comparação anual, o Spread Global caiu de 7,6% em 2007 para 7,1% em Essa queda é explicada não só pela retração do spread na carteira de crédito em função da alteração de mix explicada no parágrafo anterior, mas também pelo crescimento na alocação de recursos em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez que, embora tragam redução do spread em termos percentuais, proporcionam ganhos reais à Margem Financeira Bruta Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

17 Ativos crescem 14,1% no trimestre e atingem R$ 507 bilhões Os ativos totais cresceram 14,1% no trimestre, e 38,2% em 12 meses, alcançando R$ 507,3 bilhões. A carteira de crédito, em conceito ampliado que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, atingiu R$ 237,2 bilhões, crescimento de 11,0% no trimestre. É importante ressaltar que o saldo de ativos totais informado acima refere-se às demonstrações contábeis consolidadas das agências no país e exterior e coligadas financeiras. Os Ativos Totais, incluindo a consolidação proporcional das participações em empresas não financeiras, alcançou R$ milhões ao final do 4T08, conforme detalharemos mais adiante. A Carteira de Crédito e as Aplicações Interfinanceiras de Liquidez foram os itens que mais impulsionaram o crescimento dos ativos. Tal desempenho foi amparado por um vigoroso crescimento das captações, principalmente por depósitos a prazo. A estratégia de expansão desses depósitos foi beneficiada, não só pelo esforço de vendas da rede de agências do BB, mas também pela migração de recursos anteriormente depositados na concorrência. Em meio à crise financeira internacional, a tradição de solidez favoreceu o Banco do Brasil com o movimento conhecido pelo mercado como flight to quality. Tabela 6. Principais Itens Patrimoniais Var. % R$ milhões Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Ativos Totais ,2 14,1 Carteira de Crédito ,9 11,2 Títulos e Valores Mobiliários (2,6) 0,4 Aplicações Interf. de Liquidez ,6 68,0 Depósitos ,0 17,9 à Vista ,4 21,0 de Poupança ,9 4,3 Interfinanceiros ,4 122,9 a Prazo ,2 17,2 Captações no Mercado Aberto ,5 6,8 Patrimônio Líquido ,4 7, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

18 Carteira de Crédito atinge R$ 225 bilhões e cresce mais que a indústria A carteira de crédito alcançou R$ 224,8 bilhões, expansão de 39,9% em 12 meses e de 11,2% no trimestre. A carteira de crédito doméstica cresceu 40,4% em 12 meses e 10,8% no trimestre, superando o crescimento da indústria, de 6,5% no trimestre e 31,1% em doze meses. O crédito destinado às Pessoas Físicas cresceu 52,5% em um ano e 12,4% na comparação trimestral, totalizando R$ 48,8 bilhões. Os principais destaques foram o CDC Consignação e o Financiamento a Veículos, com crescimento em 12 meses de 48,4% e 120,7% respectivamente. Com saldo de R$ milhões ao final do trimestre, o crédito consignado se consolida como carro-chefe do crédito PF no Banco. Cabe destacar que, em 2008, o Banco do Brasil efetivou a incorporação do Sistema BESC e do BEP e intensificou a aquisição de carteiras de crédito de outros Bancos. Como as carteiras dos bancos incorporados apresentavam maior concentração em Pessoa Físicas e as carteiras de crédito adquiridas eram em sua maioria de operações de Crédito Consignado e Financiamento a Veículos, esses movimentos impactaram principalmente a carteira de crédito PF. Descontados os efeitos supracitados, essa carteira teria crescido 40,0% em O crédito total a pessoas jurídicas (segmentos MPE e de Médias e Grandes Empresas) atingiu R$ milhões, expansão de 48,4% em relação ao 4T07 e de 13,9% em relação ao 3T08. Destaque para as linhas de capital de giro e investimento, que sustentaram esse desempenho com crescimento em doze meses de 73,5% e 43,4% respectivamente. Ajustando o efeito das incorporações e carteiras adquiridas, o crescimento na carteira PJ teria sido de 48,2% no ano. Com o início da contratação da Safra 2008/2009, a carteira de Agronegócios voltou a apresentar crescimento. A carteira total cresceu 5,2% em relação ao 3T08 e 22,8% na comparação anual. Destaque para as operações com Pessoa Jurídica, que cresceram 57,7% no ano. Tabela 7. Carteira de Crédito Var. % R$ milhões Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Carteira Total ,9 11,2 País ,4 10,8 Pessoa Física ,5 12,4 CDC Consignação ,4 21,2 Financiamento a Veículos ,7 19,4 CDC Salário ,6 (2,0) MPE ,7 9,0 Pessoa Jurídica (Médias e Grandes Empresas) ,4 16,8 Agronegócio ,8 5,2 PF ,6 6,0 PJ ,7 3,3 Exterior ,9 17, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

19 BB reforça provisões para risco de crédito As Despesas com Provisão para Risco de Crédito (PCLD) apresentaram crescimento de 67,3% no trimestre, e somaram R$ milhões. Cabe ressaltar que, no período, as metodologias de classificação de risco foram ajustadas, na direção de uma abordagem mais conservadora, o que se refletiu em uma elevação das despesas com provisão, que foram cobertas pelo consumo de R$ 628 milhões da Provisão Adicional. Além disso, a provisão adicional foi reforçada em R$ milhões, com base na revisão dos modelos estatísticos de perda esperada de crédito da carteira do Banco em função da atual conjuntura econômica. O índice Despesas/Carteira, que mensura a relação entre as Despesas de PCLD acumuladas nos últimos 12 meses e a média da Carteira de Crédito do mesmo período, encerrou o trimestre em 3,6%, apresentando crescimento em relação ao trimestre anterior, mas em linha com os valores observados até o primeiro semestre de 2008 e dentro das estimativas anunciadas ao mercado. Tabela 8. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito R$ milhões 4T07 3T08 4T08 (A) Despesas de PCLD Trimestral (1.497) (1.339) (2.240) (B) Despesas de PCLD - 12 Meses (5.380) (6.057) (6.800) (C) Carteira de Crédito (D) Média da Carteira - 3 Meses (E) Média da Carteira - 12 Meses Despesas sobre Carteira (A/D) - 1,0 0,7 1,0 Despesas sobre Carteira (B/E) - 3,7 3,5 3,6 As operações vencidas há mais de 90 dias representavam, ao final do trimestre, 2,4% da carteira. Esse percentual é ligeiramente superior ao apresentado no 3T08, mas inferior ao índice de 2,7% observado ao final de 2007, e significativamente inferior aos 3,0% apresentados pelo Sistema Financeiro Nacional. O risco médio, medido pela relação entre o saldo das provisões requeridas e a carteira de crédito total, se situou no mesmo patamar observado ao final de 2007 e apresentou ligeiro crescimento em comparação ao trimestre anterior. A elevação das provisões no trimestre decorre dos ajustes realizados nas metodologias de classificação de risco. Por final, cabe ressaltar a postura conservadora do Banco quanto à definição das metodologias de classificação de risco e das provisões para risco de crédito. A relação entre as provisões realizadas e as operações vencidas há mais de 90 dias, é de 257,7%. Excluindo as provisões adicionais, esse indicador se reduz para 227,7%, significativamente superior à media do Sistema Financeiro, que encerrou o trimestre em 175,7%. Tabela 9. Indicadores de Atraso % Dez/07 Set/08 Dez/08 Operações Vencidas/Carteira de Crédito 4,5 3,7 4,0 Provisão/Carteira de Crédito 6,4 5,5 6,1 Operações vencidas + 60 dias/total da Carteira 3,3 2,6 2,8 Operações vencidas + 90 dias/total da Carteira 2,7 2,2 2,4 Provisão/Operações Vencidas + 60dias 196,1 213,8 218,2 Provisão/Operações Vencidas + 90dias 241,7 250,2 257,7 Risco Médio BB 5,4 5,2 5, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

20 Receitas de Prestação de Serviços apresentam ligeira elevação no trimestre As Receitas de Prestação de Serviços (RPS) totalizaram R$ milhões no trimestre, registrando crescimento de 0,6% no trimestre e de 3,3% em relação ao 4T07. Em 2008, o crescimento das RPS foi de 6,4%. A expansão das receitas com tarifas, apesar da regulamentação da cobrança pelo CMN (com impactos principalmente sobre tarifas de Conta Corrente e Operações de Crédito), deve-se, principalmente, ao crescimento da base de clientes e da expansão dos negócios com cartões de crédito e cobrança bancária. Ademais, o fim do período de isenção de tarifas concedido aos beneficiários de folhas de pagamento adquiridas pelo Banco em 2007, também, contribuiu para o crescimento das tarifas de conta corrente a partir do segundo semestre de Despesas Administrativas crescem dentro da expectativa No ano, as despesas administrativas cresceram 10,54%, em linha com as estimativas divulgadas ao mercado. No trimestre, essas despesas, que compreendem Despesas de Pessoal e Outras Despesas Administrativas, apresentaram crescimento de 11,7% em relação ao trimestre anterior e de 15,0% em relação ao mesmo período de 2007.No entanto, é importante ressaltar o impacto da incorporação dos bancos BESC e BEP, efetivadas no período, nas despesas administrativas. Essas instituições, após incorporadas, agregaram R$ 80,5 milhões em despesas. Descontado esse valor, para fins de comparabilidade, as despesas do Banco do Brasil teriam crescido 9,5% no trimestre e 9,94% no acumulado de 2008, abaixo do teto de 10% das estimativas divulgadas pelo BB ao mercado. BB contrata Hedge Fiscal para minimizar efeitos do câmbio sobre o resultado No 3T08, o descasamento no tratamento tributário entre o resultado dos investimentos do Banco do Brasil no exterior e aquele conferido ao hedge cambial, geraram redução nos impostos a pagar de R$ 183 milhões. Em outubro/2008 o câmbio manteve a tendência de desvalorização, indicando que esse comportamento poderia continuar trazendo volatilidade para o resultado do Banco no 4T08. Essa movimentação decorre do fato de que, em um cenário de desvalorização do câmbio, o ganho provocado pela desvalorização do Real sobre o Patrimônio Líquido das subsidiárias do Banco no exterior não sensibiliza as bases de cálculos dos impostos (IRPJ, CSLL, PIS/PASEP e COFINS), por se tratar de equivalência patrimonial. No entanto, as despesas geradas pelas operações de hedge, que protegem esses ativos das oscilações do câmbio, são computadas nas bases de cálculo daqueles tributos. Para aprimorar os mecanismos de hedge de modo a minimizar as oscilações do resultado em razão de flutuações do câmbio, o Banco do Brasil assumiu posição vendida em moeda estrangeira, a partir de novembro/2008, em operação conhecida pelo mercado como Hedge Fiscal ou Overhedge. No 4T08 essas operações resultaram em aumento de R$ 334 milhões nas despesas financeiras, com contrapartida em redução de mesmo valor nos impostos a pagar (IR/CS, PASEP e COFINS), de forma que o efeito sobre o resultado da relação entre os investimentos no exterior e os instrumentos de hedge cambial tendem a ser nulos. No entanto, é gerada uma distorção na Margem Financeira Bruta e nos Impostos. Para possibilitar uma melhor análise do resultado do Banco, transferimos o efeito sobre os impostos para a margem financeira na DRE com Realocações. As características do Hedge Fiscal e as realocações efetivadas serão melhor detalhadas no capítulo da Análise do Desempenho (Abertura das Realocações) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

21 Eventos Extraordinários No trimestre, os efeitos extraordinários no 4T08 agregaram R$ milhões ao lucro líquido. Dentre esses efeitos, destacamos aqueles relacionados no Fato Relevante divulgado ao mercado em 23 de janeiro de 2009: Plano de Aposentadoria e Pensão Contabilização de parte dos ganhos atuariais não reconhecidos, à luz da Deliberação CVM 371/01 e da Resolução 26, do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), de 29/09/2008, com impacto positivo no resultado de R$ milhões; Plano de Assistência à Saúde Contabilização de perdas atuariais não reconhecidas, gerando despesa adicional de R$ milhões; Provisão para Risco de Crédito Diante da atual conjuntura econômica, o Banco revisou os modelos estatísticos de perda esperada de crédito de suas carteiras, implicando em contabilização de R$ milhões de despesa de provisão adicional, antes de impostos, aos critérios mínimos estabelecidos pela Resolução 2.682/99. Além dos itens destacados acima, foi contabilizado como extraordinário o valor de R$ 44 milhões, em decorrência de provisões para Planos Econômicos. Ademais, os efeitos extraordinários do período contribuíram para uma majoração de R$ milhões nos valores a pagar a título de Imposto de Renda e Contribuição Social e Participação nos Lucros e Resultados, montante também segregado como extraordinário. A tabela abaixo detalha os efeitos extraordinários do trimestre e do ano: Tabela 10. Itens Extraordinários 4T08 Lucro Líquido Recorrente Principais Efeitos Extraordinários Previ Reconhecimento de Ganhos Atuariais Cassi Reconhecimento de Perdas Atuariais PCLD Adicional Efeitos Fiscais e PLR sobre itens extraordinários Planos Econômicos Efeitos Extraordinários Total Lucro Líquido Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

22 Investimentos Estratégicos (Pro-forma) Além das incorporações efetivadas em 2008 (BESC e BEP), o Banco do Brasil comunicou ao mercado as transações envolvendo a aquisição do Banco Nossa Caixa e a parceria estratégica firmada com o Banco Votorantim. Os negócios em curso, após a aprovação pelo Banco Central, possibilitarão o Banco do Brasil o avanço de forma consistente sobre o mercado de São Paulo, obter acesso a funding barato e estável da Nossa Caixa, a expansão da atuação nos mercados Corporate e de financiamento ao consumo e a ampliação do escopo de atuação no mercado de capitais, entre outras sinergias de custos e receitas. A simulação indicativa abaixo mostra o quanto as operações complementam os negócios do BB. Tabela 11. Investimentos estratégicos (informações combinadas) Indicadores Patrimoniais R$ milhões BB (2) (3) Banco (4) Nossa Caixa (2) BB+NC+BV Votorantim Ativos (1) Carteira de Crédito Depósitos Recursos de Terceiros Indicadores Administrativos Funcionários Clientes (mil) Agências Basiléia 15,6 15,6 13,5 13,5 (1) Valor dos Ativos do Banco do Brasil refere-se ao Consolidado Econômico Financeiro. (2) Informações do Banco do Brasil e Banco Votorantim com posição de 31/12/2008. (3) Números da Nossa Caixa com posição em 30/09/2008 (últimos números divulgados ao mercado). (4) A simulação das operações combinadas considera a incorporação da Nossa Caixa e a consolidação proporcional de 50% do Banco Votorantim Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

23 Guidance: Desempenho em 2008 e estimativas para 2009 O desempenho do Banco do Brasil em 2008 confirma a maioria das estimativas divulgadas ao mercado nos trimestres anteriores. As exceções são Depósitos Totais e Carteira de Crédito. Depósitos Totais O sucesso do Banco na estratégia de intensificar as captações por depósitos, aliado à migração de recursos aplicados na concorrência para o BB, em razão da crise financeira internacional, colaborou para o crescimento no ano de 44,0% na base de depósitos, bem acima da estimativa para 2008 (entre 25% a 30%); Carteira de Crédito O desempenho foi superior ao crescimento entre 30% e 35% esperado, com o crescimento robusto inclusive no 4T08. Além disso, as carteiras PF e PJ foram beneficiadas pelas aquisições do Sistema BESC e do BEP, e pela aquisição de carteiras de crédito de outras instituições financeiras. A carteira de crédito no país encerrou 2008 com crescimento de 40,2%. A tabela abaixo apresenta a comparação entre as estimativas e os valores realizados em 2008, e traz a projeção dos principais indicadores para Tabela 12. Realizado 2008 e Guidance 2009 Observado Estimativa Indicadores Despesas Administrativas 1 10,54% 7% - 10% 9% - 12% RSPL Recorrente 24,7% 23% - 27% 19% - 22% Spread Global Bruto 7,1% 7% - 7,5% 6,8% - 7,2% RPS 6,4% 5% - 8% 5% - 8% Carteira de Crédito País 40,2% 30% - 35% 13% - 17% PF 2 52,5% 40% - 45% 23% - 25% PJ 3 48,4% 35% - 40% 16% - 19% Agronegócio 22,8% 20% 2% - 5% Depósitos Totais 44,0% 25% - 30% 10% - 14% Taxa de Imposto 22,6% 23% - 25% 26% - 29% PCLD 4 3,6% 3,5% - 3,8% 3,8% - 4,2% *As taxas de crescimento referem-se ao período de 12 meses. (1) Excluídas as Despesas Administrativas do BESC e BEP, índice fica em 9,94% (2) Crescimento orgânico, desconsiderados os bancos e carteiras adquiridas, fica 40,0% (3) Crescimento orgânico, desconsiderados os bancos e carteiras adquiridas, fica 48,1% (4) Carteira Média 23 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

24 Consolidação Empresas Não-Financeiras No primeiro trimestre de 2008, o Banco do Brasil iniciou a publicação dos demonstrativos consolidados na visão conglomerado financeiro e conglomerado econômico-financeiro. Todo o relatório de Análise do Desempenho está baseado na consolidação das empresas financeiras, inclusive utilizando a DRE com Realocações. A exceção é o capítulo Investimentos Estratégicos que traz demonstrações contábeis e informações referentes às participações em empresas não financeiras (visão consolidado econômicofinanceiro). Tabela 13. Balanço Patrimonial Consolidado Financeiro vs. Econômico-Financeiro Consolidado Financeiro Consolidado Econômico- Financeiro R$ milhões Set/08 Dez/08 Set/08 Dez/08 Ativo Disponibilidade Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Títulos e Valores Mobiliários Carteira de Crédito Demais Ativos Passivo Depósitos Captações no Mercado Aberto Demais Passivos Patrimônio Líquido Tabela 14. DRE com realocações Consolidado Financeiro vs. Econômico-Financeiro Consolidado Financeiro Consolidado Econômico- Financeiro R$ milhões 3T08 4T08 3T08 4T08 Receitas da Intermediação Financeira Despesas da Intermediação Financeira (9.839) (13.368) (10.051) (13.335) Margem Financeira Bruta Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (1.339) (2.240) (1.338) (2.240) Rendas de Tarifas Despesas Administrativas (3.685) (4.165) (3.817) (4.515) Despesas de Pessoal (1.967) (2.236) (2.020) (2.301) Outras Despesas Administrativas (1.704) (1.864) (1.797) (2.043) Demandas Cíveis 4 (97) 4 (97) Demandas Trabalhistas (159) (129) (159) (129) Demais Receitas e Despesas (684) (743) (779) (774) Resultado antes da Trib. s/ o Lucro Imposto de Renda e Contribuição Social (465) (408) (598) (557) Participações Estatutárias no Lucro (239) (195) (241) (198) Resultado Recorrente Itens Extraordinários (170) (170) Lucro Líquido Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

25 1 Ambiente Econômico Turbulência no Cenário Externo O quarto trimestre de 2008 foi marcado pelo agravamento da crise financeira nos mercados mundiais. A quebra de um grande banco de investimentos americano serviu para agravar a aversão ao risco ao redor do mundo, paralisando negócios entre instituições bancárias e reduzindo significativamente a oferta de crédito, principalmente nas economias avançadas. Em uma ação inédita de cooperação, os bancos centrais das maiores economias mundiais reduziram simultaneamente suas taxas básicas de juros em 50 pontos base, além de adotarem medidas adicionais para suprir o mercado interbancário com liquidez. As maiores economias do mundo, entre elas a norte-americana, japonesa e alemã, além de outras integrantes da zona do Euro, vêm apresentando crescimento nulo ou negativo nos últimos trimestres. O mercado prevê que o efeito da crise continuará a afetar o crescimento mundial em 2009, e que haverá uma diminuição no crescimento de outros países. A crise financeira mundial também trouxe impactos para os países emergentes. A economia chinesa, que vinha crescendo à taxa de 10% a.a. nos últimos dez trimestres consecutivos até junho/2008, apresentou desaceleração para 9% no quarto trimestre. Há o receio de que uma queda mais severa em sua taxa de crescimento possa agravar ainda mais a situação da economia mundial. O crescimento chinês tem se tornado cada vez mais importante para a determinação da demanda mundial e, consequentemente, na formação de preço das commodiities. Além disso, a China possui as maiores reservas internacionais de dólar. Fundamentos da Economia Brasileira O desempenho da economia brasileira, apesar de afastada a hipótese de descolamento completo em relação à dinâmica dos países avançados, destaca-se neste cenário. Os efeitos da crise não foram sentidos com tamanha intensidade, devido à solidez das instituições que atuam no país. Os efeitos negativos da crise tornaram-se mais evidentes apenas a partir do quarto trimestre do ano. A divulgação de indicadores econômicos no período passaram a sugerir arrefecimento da atividade doméstica, afetando as expectativas de crescimento do PIB para As consequências da crise no mercado doméstico e na economia real têm sido monitoradas de perto pelo Banco Central, que agiu de maneira tempestiva para mitigar os impactos negativos, principalmente por meio de liberação de depósitos compulsórios, para prover liquidez ao sistema. No cenário externo, os resultados da balança comercial mostram deterioração: o saldo nos últimos três meses de 2008 foi de US$ 5,1 bilhões, ante US$ 9,1 bilhões observados no mesmo período de No entanto, em doze meses, percebe-se que o déficit em transações correntes foi compensado pelo ingresso recorde de recursos via investimento estrangeiro direto. A expressiva queda nos preços das commodities no período compensou a desvalorização do câmbio, colaborando para reduzir as pressões inflacionarias. Com isso, o IPCA finalizou o ano em 5,9%, situando-se pela quinta vez consecutiva dentro do intervalo de metas estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. Nesse ambiente, o Banco Central do Brasil interrompeu o ciclo de aumento da taxa básica de juros da economia, que terminou o ano em 13.75% a.a. O mercado vem reduzindo suas projeções para o crescimento do PIB para o ano de 2009, devido principalmente ao cenário externo. No entanto, o mercado também espera um cenário mais benigno para a inflação, com reflexos sobre a taxa básica de juros: o Banco Central promoveu corte de 100 pontos base em janeiro, e o mercado espera novas reduções ainda no primeiro semestre de Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

26 Tabela 15. Principais Indicadores Econômicos 4T07 3T08 4T08 Atividade Econômica PIB (variação % em 12 meses) 5,4 5,7 - Consumo das Famílias 6,5 6,9 - Consumo do Governo 3,1 5,0 - Formação Bruta do Capital Fixo 13,4 16,0 - Exportações 6,6 3,2 - Importações 20,7 22,0 - Utilização da Capacidade Instalada (%) 83,1 83,1 81,3 PEA (Variação % em 12 meses) 2,2 2,1 2,2 Taxa de Desemprego (variação % média em 12 meses) 9,4 8,2 7,9 Emprego Formal criação líquida (variação % em 12 meses) 31,6 44,4 (10,2) Produção Industrial (variação % em 12 meses) (6,3) (9,6) (14,5) Setor Externo Transações Correntes (variação % em 12 meses) 0,1 (3,6) (16,8) Investimento Estrangeiro Direto 1,8 1,1 1,3 Reservas Internacionais (US$ bilhões - saldo final de período) 180,3 206,5 206,8 Risco País (pontos final de período) Balança Comercial (U$$ bilhões - acumulado no ano) 40,0 19,7 24,7 Exportações (U$$ bilhões - acumulado no ano) 160,6 150,9 197,9 Importações (U$$ bilhões - acumulado no ano) 120,6 131,2 173,2 Dólar Ptax Venda (cotação em R$ - fim de período) 1,77 1,91 2,34 Dólar Ptax Venda (variação % em 12 meses) (17,2) (4,1) (31,9) Indicadores Monetários IGP-DI FGV (% acumulado em 12 meses) 7,9 11,9 9,1 IGP-M FGV (% acumulado em 12 meses) 7,7 12,3 9,8 IPCA IBGE (% acumulado em 12 meses) 4,5 6,3 5,9 INPC (% acumulado em 12 meses) 5,2 7,0 6,5 Selic (% - fim de período) 11,25 13,75 13,75 Selic Acumulado (% acumulado em 12 meses) 11,9 11,7 12,5 TR Acumulado (exbtn) (% acumulado em 12 meses) 1,5 1,4 1,8 TJLP - IBGE (% - fim de período) 6,37 6,25 6,25 Libor (% - fim de período) 5, ,7912 3,8825 Finanças Públicas Superávit Primário (PIB acumulado em 12 meses) 3,92 4,55 4,07 DBSP (% PIB) 56,4 55,6 58,6 DLSP (% PIB) 42,0 37,8 36,0 Indicadores de Crédito Crédito/PIB (% acumulado em 12 meses) 34,3 38,7 41,3 Inadimplência Total (% do saldo em atraso superior a 90 dias) 3,2 2,8 3,0 PF 7,0 7,3 8,1 PJ 3,4 2,6 3,0 Taxa de aplicação Total (%) 33,8 40,4 43,2 PF 43,9 53,1 58,0 PJ 22,9 28,3 30,7 Spread Total (%) 22,3 26,4 30,6 PF 31,9 38,6 45,1 PJ 11,9 14,7 18,3 Prazo médio (em meses) PF 14,6 16,2 16,1 PJ 9,2 10,3 10, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

27 2 Papéis do BB 2.1 Ações Ao final do ano de 2008, o capital social do Banco do Brasil era de R$ ,80 composto por ações ordinárias na forma escritural e sem valor nominal. O maior acionista é o Tesouro Nacional, com 65,6% do capital, seguido pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil-Previ com 10,4% e o BNDESPar Empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social que possui 2,5% do capital. As demais ações, no total de 21,5%, encontram-se pulverizadas no mercado (free float). No total de ações existentes ao final de 2008 já estão consideradas as ações emitidas em , decorrentes da incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina-Besc e da Besc S.A. Crédito Imobiliário-Bescri, além das ações provenientes da incorporação do Banco do Estado do Piauí S.A. (BEP). Do total das novas ações, 95,6% foram incorporadas ao Tesouro Nacional, elevando a sua participação na base acionária do Banco do Brasil. As ações provenientes dos acionistas minoritários dissidentes, no total de ações, foram registradas em ações em tesouraria. Tabela 16. Composição Acionária Acionistas 4T07 3T08 4T08 % Tesouro Nacional 65,3 64,7 65,6 Previ 10,5 10,4 10,4 BNDESPar 2,5 2,5 2,5 Ações BESC e BESCRI - 0,9 - Ações em Tesouraria - - 0,0 Free Float 21,7 21,5 21,5 Pessoas Físicas 5,7 5,5 5,8 Pessoas Jurídicas 6,0 4,5 4,5 Capital Estrangeiro 10,0 11,5 11,3 Total 100,0 100,0 100,0 O índice payout para 2008 foi definido em 40% do lucro líquido pelo Conselho de Administração, em reunião realizada em Já a política de pagamento de dividendos e/ou juros sobre capital próprio é de periodicidade trimestral, conforme Art. 43 do Estatuto Social do Banco. Dessa forma, no quarto trimestre deste ano, o Banco destinou aos acionistas o montante de R$ 1.177,7 milhões, sendo R$ 410,4 milhões na forma de Juros sobre o Capital Próprio (R$ 0, por ação no período) e R$ 767,3 milhões em Dividendos (R$ 0, por ação). Tabela 17. Distribuição dos Dividendos/JCP R$ milhões 4T07 3T08 4T08 TN 326,4 483,3 773,0 PREVI 52,3 77,5 122,2 BNDES 12,7 18,6 29,4 PF 26,0 41,4 68,0 PJ 21,2 33,2 52,6 Capital Estrangeiro 48,2 85,9 132,7 Ações em homologação - BESC e BESCRI - 6,7 - Total 486,8 746, , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

28 A base acionária do BB caracteriza-se pela grande quantidade de acionistas com pouca participação no capital. Como pode ser observado na tabela seguinte, acionistas (93,7%) respondem por 1,6% do capital, enquanto que acionistas (6,3%) detêm 98,4% do total das ações. Tabela 18. Acionistas por Faixa de Ações Faixa de ações possuídas Nº Acionistas % Acionistas Qtde. Ações % Qtde. Ações 1 a 10 ações , ,02 11 a 50 ações , ,09 51 a 100 ações , , a 1000 ações , ,35 Acima de 1000 ações , ,42 Total , ,00 Tabela 19. Free Float por Faixa de Ações Faixa de ações possuídas Nº Acionistas % Acionistas Qtde. Ações % Qtde. Ações 1 a 10 ações , ,10 11 a 50 ações , ,43 51 a 100 ações , , a 1000 ações , ,27 Acima de 1000 ações , ,65 Total , ,00 A respeito do total das ações do Banco que estão pulverizados no mercado (21,5%), ou seja, o free float, observa-se uma predominância do Capital Estrangeiro (52,4%), seguido das Pessoas Físicas (26,8%) e das Pessoas Jurídicas (20,8%). Dez/07 Set/08 Dez/08 27,3% 25,8% 26,8% 50,5% 53,5% 52,4% 22,2% 20,7% 20,8% Pessoa Física Pessoa Jurídica Capital Estrangeiro Figura 5. Distribuição Total do Free Float 28 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

29 Participação de Estrangeiros Desde 2002 tem sido observado um expressivo aumento da participação de investidores estrangeiros no capital do Banco. Com as Ofertas Públicas de Ações do Banco, realizadas em 2006 e 2007 e a Subscrição dos Bônus B e C, a participação dos estrangeiros aumentou consideravelmente, passando de 3,4% em 2005 para 9,9% ao final de 2007 e atingindo 11,3% ao final do ano de 2008, representando 52,4% do free float. 9,9 11,3 7,2 0,9 1,6 2,8 3, Figura 6. Participação do Capital Estrangeiro no BB 29 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

30 2.2 Bônus Em 1996, por ocasião do aumento de capital do BB, foram emitidas três séries de bônus: A, B e C, com vencimentos em 2001, 2006 e 2011, respectivamente. O preço de exercício desses bônus foi estabelecido em R$ 8,50, com reajuste pelo IGP-DI pro rata temporis. A distribuição e algumas características dos Bônus C, em dezembro de 2008, estão representadas conforme as tabelas seguintes: Tabela 20. Composição dos Bonistas C Dez/07 % Dez/08 Pessoas Físicas 82,4 75,6 Pessoas Jurídicas 16,0 24,1 Capital Estrangeiro 1,6 0,3 Total 100,0 100,0 Os Bônus C apresentavam as seguintes características em 30 de dezembro de 2008: Tabela 21. Séries de Bônus C Série Código Data de Exercício Quantidade Preço de Exercício R$ Cotação em R$ Bônus C BBAS a ,45 17,99 Numa simulação, considerando-se o total de 2.568,2 milhões de ações, a diluição potencial no capital do Banco é de 0,7%, partindo-se da premissa de que até 2011 não haverá aumentos adicionais de capital e de que a quantidade remanescente dos bônus C seja exercida no vencimento (31.03 a ). Conversão: 1 Bônus = 3, ações Total de Ações = Tabela 22. Diluição Esperada do Capital Bônus Qtde de Bônus Qtde de Ações Diluição do Capital - % Série C , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

31 2.3 Performance das Ações Mercado O último trimestre de 2008 registrou forte instabilidade, sob a influência dos fracos resultados dos indicadores econômicos nos EUA, a incerteza quanto ao futuro real da economia mundial, suscetível à menor oferta de crédito, a divulgação de recessão econômica em importantes economias européias e dificuldades políticas em países asiáticos. Esses fatos repercutiram negativamente nos investidores, que passaram a procurar por ativos de menor risco, levando os mercados acionários mundiais a apresentarem perdas significativas. Em meio a esse turbulento cenário, a bolsa paulista encerrou o 4T08 aos pontos, expressiva desvalorização de 41,2% em relação ao final de O volume total negociado no período foi de R$ 242,0 bilhões, correspondendo a média diária de R$ 3,9 bilhões com o volume de negócios diários chegando a 228,5 mil. Ações BB Em decorrência da crise mundial e a maior aversão ao risco, as ações do BB encerraram o ano de 2008 cotadas a R$ 14,68. No acumulado em 12 meses, as ações tiveram desvalorizações de 49,1%, enquanto o Ibovespa sofreu queda de 41,2%, conforme o gráfico seguinte. (41,2)% (49,1)% Dez/07 Jan/08 Fev/08 Mar/08 Abr/08 Mai/08 Jun/08 Jul/08 Ago/08 Set/08 Out/08 Nov/08 Dez/08 BB Ibovespa Fonte: Economática Figura 7. Ações do BB vs. Ibovespa 31 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

32 Participação no Ibovespa O Índice Bovespa (Ibovespa) é um índice representativo do mercado acionário brasileiro, composto por papéis que foram negociados em pelo menos 80% dos pregões realizados. A partir daí, apura-se o Índice de Negociabilidade, composto pelo volume financeiro e pela quantidade de negócios de cada papel transacionado, que determina o ranking de participação em mercado do papel. Do total de papéis, determina-se os 80% com maior Índice de Negociabilidade para representar o Ibovespa. A evolução da participação do Banco na carteira teórica do Ibovespa pode ser verificada no gráfico seguinte. Na carteira teórica do Ibovespa vigente para o próximo quadrimestre (Jan/09 Abr/09), o Banco ocupa a 12ª posição, contra a 11ª posição na carteira de Set/08 Dez/08. As Ofertas Públicas realizadas em 2006 e 2007 e o desdobramento das ações, na proporção 1:3, favoreceram o aumento de liquidez do papel no mercado, permitindo o acesso de pequenos investidores às ações do Banco. 11,992 11,469 11,381 11,307 10,969 10,779 12,162 11,613 2,379 2,443 2,404 1,318 1,590 1,713 1,893 1,675 Set/06 - Dez/06 Jan/07 - Abr/07 Mai/07 - Ago/07 Set/07 - Dez/07 Jan/08 - Abr/08 Mai/08 - Ago/08 Set/08 - Dez/08 Jan/09 - Abr/09 BBAS3 Indústria Bancária Fonte: Bovespa Figura 8. Participação BBAS3 no Ibovespa Os negócios envolvendo as ações do Banco do Brasil apresentaram evolução nos últimos 12 meses, com incremento tanto no volume médio financeiro negociado como na quantidade média de negócios. O crescimento nos negócios decorreu, fundamentalmente, do desdobramento das ações e do aumento do Free Float após a Oferta Pública de Ações do BB realizada ao final do 4T07. O preço menor e a elevação da liquidez tornaram possível o aumento da negociação por pequenos investidores. A média diária de negócios com ações do Banco no quarto trimestre foi de 4.862, evolução de 85,1% em relação ao 4T07 e 39,9% em relação ao 3T08. Quanto ao volume financeiro, a média negociada diariamente foi de R$ 69,7 milhões no 4T08. Esse número representa decréscimo de 27,5% em relação ao 4T07 e uma queda de 10,5% em relação ao 3T08. O decréscimo no volume negociado é explicado pela desvalorização do papel, tanto em 12 meses (-49,1%) como no 4T08 (-34,2%) Unidades dez/06 mar/07 jun/07 set/07 dez/07 mar/08 jun/08 set/08 dez/08 Fonte: Economática Figura 9. Quantidade média negociada da BBAS Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

33 R$ dez/06 mar/07 jun/07 set/07 dez/07 mar/08 jun/08 set/08 dez/08 Fonte: Economática Figura 10. Volume médio financeiro da BBAS3 Índices de Mercado O índice P/L, que indica uma estimativa de prazo, em anos, para que o investidor recupere o capital aplicado na compra da ação, assumindo-se a distribuição integral dos lucros da empresa, alcançou 4,28x em dezembro último, contra 14,88x no mesmo período de O Lucro Líquido por Ação (LPA) atingiu R$ 1,15 no 4T08 contra R$ 0,49 no 4T07. O índice Preço/VPA de 1,41 em dezembro de 2008 indica que a ação do Banco está negociada mais de uma vez o VPA, ou seja, o Banco vale na Bovespa 141% o valor do Patrimônio Líquido. A capitalização de mercado atingiu R$ milhões ao final de dezembro de 2008 contra R$ milhões no mesmo período do ano anterior, decréscimo de 49,9%. A capitalização do free float registrou R$ milhões, 45,1% inferior aos R$ milhões em dezembro de No 4T08, o Banco distribuiu aos acionistas o montante de R$ 1.177,7 milhões, sendo R$ 410,4 milhões a título de Juros sobre o Capital Próprio (R$ 0, por ação no período) e R$ 767,3 milhões a título de Dividendos (R$ 0, por ação no período). O Dividend Yield no 4T08, apurado com base na divisão do dividendo distribuído no trimestre pelo valor de mercado do Banco, atingiu 1,6%. O gráfico a seguir mostra o comportamento dos principais múltiplos do Banco ao longo dos últimos trimestres Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

34 Preço / Lucro 12 meses ** Lucro Líquido por Ação - R$ ** 3,43 14,91 15,03 14,88 2,04 10,68 9,80 10,11 8,25 4,28 0,92 0,55 0,65 0,49 0,73 1,15 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T Preço / Valor Patrimonial ** VPA - R$ ** 2,52 3,10 3,32 3,10 2,31 2,52 2,21 1,41 8,74 9,01 9,32 9,80 9,99 10,37 10,30 10,40 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Capitalização de Mercado - R$ milhões Capitalização do Free Float - R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Lucro Líquido - R$ milhões Rendimentos de Dividendos ou Juros sobre Capital Próprio T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T S07 1T08 2T08 3T08 4T08 Dividend Yield - % Indice Payout - % 4,6 1,6 40,0 40,0 40,0 40,0 40,0 1,4 1,6 1,0 1,3 2S07 1T08 2T08 3T08 4T08 2S07 1T08 2T08 3T08 4T08 ** Série recomposta considerando-se o desdobramento (1:3) das ações ocorrido no segundo trimestre de 2007 Figura 11. Índices de Mercado 34 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

35 3 Governança Corporativa O Banco do Brasil tem se destacado por práticas que garantem o equilíbrio de direitos e prestação de contas aos acionistas e à sociedade, à sustentabilidade dos negócios e à ética no relacionamento com seus públicos. Prova disso é a participação do BB no Novo Mercado, segmento que reúne as instituições com as mais rigorosas práticas de Governança Corporativa, e a presença das ações da empresa nos índices ITAG e IGC, índices que reúnem, respectivamente, as empresas com Tag Along diferenciado, e aquelas com as melhores práticas de governança corporativa. Temos pautado nossa atuação não apenas por atender à legislação aplicável, mas por divulgar ao mercado o maior detalhamento possível sobre nossas atividades, de forma tempestiva e sem perder de vista a qualidade nas informações prestadas. Além da ampla gama de relatórios e de informações disponibilizadas em nosso site, das reuniões APIMEC e outros eventos com acionistas, temos primado por convocar o mercado para conferências sempre que entendemos ser necessário clarificar temas específicos sobre nossa empresa. Foi assim com a Teleagro, em maio de 2008, onde discutimos abertamente com o mercado as principais características e perspectivas para o agronegócio, que tem um grande peso em nossa carteira de crédito. Também nesse sentido, realizamos em outubro a teleconferência A crise financeira internacional Oportunidade para o Banco do Brasil, onde discorremos sobre o cenário financeiro atual, seus impactos e novas oportunidades de negócios. Essas ações ratificam o compromisso do Banco do Brasil em valorizar o relacionamento com acionistas e com o mercado, e com a transparência na gestão dos negócios. Os slides, o aúdio e a transcrição das teleconferências estão disponíveis em nosso site. Administração São órgãos de administração do Banco: o Conselho de Administração, assessorado pelo Comitê de Auditoria, e a Diretoria Executiva, composta pelo Conselho Diretor (presidente e nove vice-presidentes) e por 27 diretores estatutários. O BB mantém, ainda, um Conselho Fiscal permanente. As decisões são tomadas de forma colegiada em todos os níveis da Empresa. Com o propósito de envolver todos os executivos na definição de estratégias e aprovação de propostas para os diferentes negócios do Banco, a Administração utiliza comitês, subcomitês e comissões de nível estratégico que garantem agilidade e segurança às tomadas de decisão. Destaques do período Aquisição do Controle da Nossa Caixa Foi celebrado entre o Banco do Brasil e o Governo do Estado de São Paulo Memorando de Entendimentos, com efeito vinculante, para aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa ( Nossa Caixa ), por intermédio da alienação de ações ordinárias, pertencentes ao Estado, equivalentes a 71, % do capital social total e do capital votante na mesma proporção, para o Banco do Brasil. Demais informações encontram-se no Fato Relevante de 20/11/2008. Incorporação do Banco do Estado do Piauí S.A. Em Assembléias Gerais Extraordinárias-AGE realizadas em 28 de novembro de 2008, os acionistas do Banco do Brasil e do BEP aprovaram a incorporação do Banco do Estado do Piauí S.A. pelo Banco do Brasil, com a consequente extinção pleno jure do BEP. O Sumário das Deliberações da AGE do Banco do Brasil e a Ata da AGE do BEP foram arquivados, na mesma data, na Comissão de Valores Mobiliários-CVM Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

36 BB selecionado para compor ISE 2008/2009 Em 26 de novembro de 2008, o Banco do Brasil foi selecionado para compor a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo ISE 2008/2009. O BB, que está listado no ISE desde seu lançamento em 2005, tem empreendido sucessivos esforços para otimizar, cada vez mais, suas práticas de responsabilidade socioambiental e de governança corporativa de modo a agregar valor ao acionista e à sociedade. Vale a pena lembrar que, além de estar no ISE, a BBAS3 também faz parte dos principais índices da Bolsa Paulista, tais como Ibovespa, IBRX, IBRX-50, Índice de Governança Corporativa (IGC) e Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

37 4 Outras Informações Tabela 23. Outras Informações 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Rentabilidade Lucro Líquido por Ação - R$ ** 0,57 0,43 0,55 0,49 0,92 0,65 0,73 1,15 Rentabilidade s/ o PL Médio An. % 29,4 20,9 26,3 22,2 43,5 27,9 30,5 47,4 Rentabilidade Recorrente s/ PL Médio An. % 30,7 29,8 32,3 23,6 27,6 24,6 33,6 24,5 Rentabilidade Acum. s/ PL Médio An. % 29,4 24,3 24,0 22,5 25,5 25,4 26,1 30,4 Rentabilidade s/ Ativos Médios An. % 1,8 1,3 1,6 1,4 2,5 1,6 1,8 2,5 MFB / Ativos Rentáveis An. % 7,9 8,0 7,7 7,8 7,2 7,3 7,2 7,3 Produtividade Eficiência (DRE Societária) - % 44,1 54,0 54,2 53,2 41,4 46,8 51,5 33,1 RPS / Despesas de Pessoal (DRE Soc.) - % 127,9 97,0 102,0 110,5 126,9 130,9 114,5 113,2 RPS / Despesas Administrativas (DRE Soc.) - % 71,5 58,6 59,7 61,2 72,0 67,6 61,9 61,2 Desp. de Pessoal por Colaborador (DRE Soc.) - R$ Colaboradores / (Agências + PAA + PAB) 17,2 16,6 16,6 16,7 17,0 17,1 17,3 15,8 Clientes por Colaborador Ativos por Colaborador R$ mil Cart. de Créd./Pontos Atend. R$ milhões 9,3 9,6 9,9 10,5 11,3 12,4 13,1 14,1 Qualidade da Carteira de Crédito PCLD / Carteira de Crédito - % 6,5 6,5 6,4 6,4 6,2 5,9 5,5 6,1 PCLD / (E + F + G + H) - % 113,5 114,3 112,2 111,4 108,0 105,3 105,0 108,1 Carteira Líq. de Prov. / Carteira Total - % 94,6 94,6 94,6 94,6 94,4 94,6 94,8 94,6 Estrutura de Capital Alavancagem (vezes) 14,9 14,9 14,8 14,7 15,5 15,3 15,9 16,9 Índice de Basiléia- % 17,2 15,9 15,7 15,6 15,3 13,1 13,6 15,6 Quantidade Total de Ações - milhões 825, , , , , , , ,2 Mercado de Capitais Preço / Lucro 12 meses ** 10,68 14,91 15,03 14,88 9,80 10,11 8,25 4,28 Preço / Valor Patrimonial ** 2,52 3,10 3,32 3,10 2,31 2,52 2,21 1,41 Capitalização de Mercado - R$ milhões VPA - R$ ** 8,74 9,01 9,32 9,80 9,99 10,37 10,30 10,40 Preço da Ação - R$ ** 22,04 27,89 30,89 30,40 23,11 26,15 22,75 14,68 Dados Estruturais Total de Pontos de Atendimento Agências PAA PAB PAE SAA PAP Total de Contas Corrente mil Pessoa Física mil Pessoa Jurídica mil Total de Contas de Poupança mil Pessoa Física mil Pessoa Jurídica mil Colaboradores Funcionários* Estagiários * Conceito Alterado: Vide Capítulo ** Série recomposta considerando-se o desdobramento (1:3) das ações ocorrido no segundo trimestre de Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

38 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Ratings Globais Fitch Ratings Individual C/D C/D C/D C/D C/D C/D C/D C/D Curto Prazo em Moeda Local B F3 F3 F3 F3 F3 F3 F3 Longo Prazo em Moeda Local BB+ BBB- BBB- BBB- BBB- BBB- BBB- BBB- Curto Prazo em Moeda Estrangeira B F3 F3 F3 F3 F3 F3 F3 Longo Prazo em Moeda Estrangeira BB+ BBB- BBB- BBB- BBB- BBB- BBB- BBB- Moody's Força Financeira C C C C C C C C Curto Prazo em Moeda Local P-1 P-1 P-1 P-1 P-1 P-1 P-1 P-1 Curto Prazo em Moeda Estrangeira NP NP NP NP NP NP NP NP Dívida de LP em Moeda Estrangeira Baa3 Baa3 Baa3 Baa3 Baa3 Baa3 Baa3 Baa3 Depósitos de LP em Moeda Local A1 A1 A1 A1 A1 A1 A1 A1 Dep. de LP em Moeda Estrangeira Ba3 Ba3 Ba3 Ba2 Ba2 Ba2 Ba3 Ba3 Standard & Poor's Longo Prazo em Moeda Local BB BB+ BB+ BB+ BBB- BBB- BBB- BBB- Longo Prazo em Moeda Estrangeira BB BB+ BB+ BB+ BBB- BBB- BBB- BBB- Ratings Nacionais Fitch Ratings Curto Prazo F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) F1+(bra) Longo Prazo AA(bra) AA+(bra) AA+(bra) AA+(bra) AA+(bra) AA+(bra) AA+(bra) AA+(bra) Moody's Curto Prazo BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 BR-1 Longo Prazo Aaa.br Aaa.br Aaa.br Aaa.br Aaa.br Aaa.br Aaa.br Aaa.br Compulsório/Exigibilidade Depósitos à Vista Alíquota (1) (5) 45% 45% 45% 45% 45% 45% 45% 42% Adicional (2) (6) (9) 8% 8% 8% 8% 8% 8% 8% 5% Exigibilidade* 25% 25% 25% 25% 25% 25% 25% 30% Exigibilidade (microfinanças) 2% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 2% Livre 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 21% Depósitos de Poupança Alíquota (3) (8) 20% 20% 20% 20% 20% 20% 20% 15% Adicional (2) 10% 10% 10% 10% 10% 10% 10% 10% Exigibilidade* (8) 60% 60% 65% 65% 65% 65% 65% 70% Livre 10% 10% 5% 5% 5% 5% 5% 5% Depósitos a Prazo Alíquota (4) 15% 15% 15% 15% 15% 15% 15% 15% Adicional (2) (6) 8% 8% 8% 8% 8% 8% 8% 5% Livre 77% 77% 77% 77% 77% 77% 77% 80% Depósitos Judiciais Alíquota 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Livre 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% * No BB, as exigibilidade são aplicadas no Crédito Rural. (1) Recolhido em espécie sem remuneração (2) Recolhido em espécie com taxa Selic. (3) Recolhido em espécie com TR + juros de 6,17% a.a. (4) Vinculado a títulos. A partir do período de cálculo de 03 a 07/11/2008, cumprimento a partir de 14/11/2008, a exigibilidade passou a ser cumprida 70% em espécie, sem remuneração, e 30% em títulos públicos federais vinculados no Selic. (5) A partir do período de cálculo de 27/10 a 07/11/08, cumprimento a partir de 05/11/08. (6) A partir do período de cálculo de 29/09 a 03/10/08, cumprimento a partir de 13/10/08. (7) Para os períodos de cálculo compreendidos entre 27/10/2008 e 26/06/2009, cumprimento de 10/11/ /07/2009. (8) Excepcionalmente para poupança rural, nos os períodos de cálculo compreendidos entre 27/10/2008 e 26/06/2009, cumprimento de 10/11/ /07/2009. Para poupança habitacional, a alíquota permanece em 20%. (9) A partir do período de cálculo de 17 a 21/11/2008, cumprimento a partir de 01/12/2008, a exigibilidade adicional passou a ter recolhimento em títulos públicos federais vinculados no Selic Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

39 5 Demonstrações Contábeis Resumidas 5.1 Balanço Patrimonial Resumido Tabela 24. Balanço Patrimonial Resumido Ativo R$ milhões Saldos Var. % Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 ATIVO ,2 14,1 Circulante e Não Circulante ,4 13,1 Disponibilidades ,7 (19,8) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ,6 68,0 Títulos e Valores Mobiliários e Instr. Financeiros Derivativos (2,6) 0,4 Títulos Disponíveis para Negociação (9,9) (6,0) Títulos Disponíveis para Venda (0,8) 2,0 Títulos Mantidos até o Vencimento (5,5) (2,3) Instrumentos Financeiros Derivativos ,0 80,9 Relações Interfinanceiras (36,4) (44,3) Depósitos no Banco Central (35,3) (41,3) Compulsórios s/ Depósitos não Remunerados ,5 1,8 Compulsórios s/ Depósitos Remunerados (60,7) (63,8) Demais (65,3) (84,9) Relações Interdependências ,3 65,5 Operações de Crédito ,5 8,7 Setor Público ,4 153,7 Setor Privado ,7 2,1 (Provisão para Operações de Crédito) (9.980) (10.783) (13.179) 32,1 22,2 Operações de Arrendamento Mercantil (79,9) (52,8) Op. de Arrendamento e Subarrendamento a Receber ,1 21,9 (Rendas a Apropriar de Arrend. Mercantil) (1.054) (1.518) (1.842) 74,7 21,3 (PCLD de Arrendamento Mercantil) (23) (44) (71) 209,9 63,3 Outros Créditos ,4 21,9 Créditos por Avais e Fianças Honrados ,2 40,6 Carteira de Câmbio ,8 22,6 Rendas a Receber ,4 32,5 Negociação e Intermediação de Valores ,5 20,9 Créditos Específicos ,8 3,0 Operações Especiais (95,2) 0,1 Crédito Tributário ,1 10,0 Ativo Atuarial ,6 289,1 Devedores por Depósitos em Garantia ,9 2,9 Diversos ,5 18,9 (Provisão para Outros Créditos) (896) (1.106) (1.360) 51,8 23,0 (Com Característica de Concessão de Crédito) (311) (360) (579) 86,2 60,6 (Sem Característica de Concessão de Crédito) (585) (746) (781) 33,5 4,8 Outros Valores e Bens (62,0) (74,3) Participações Societárias ,2 4,9 Outros Valores e Bens (0,7) (0,7) (Provisões para Desvalorizações) (152) (150) (155) 2,1 3,3 Despesas Antecipadas (64,3) (76,2) Permanente ,5 59,5 Investimentos ,6 (14,4) Imobilizado de Uso ,8 9,2 Imobilizado de Arrendamento ,3 40,7 Intangível Diferido (6,4) (8,4) 39 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

40 Tabela 25. Balanço Patrimonial Resumido Passivo R$ milhões Saldos Var. % Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 PASSIVO ,2 14,1 Circulante e Não Circulante ,2 14,5 Depósitos ,0 17,9 Depósitos à Vista ,4 21,0 Depósitos de Poupança ,9 4,3 Depósitos Interfinanceiros ,4 122,9 Depósitos a Prazo ,2 17,2 Outros Depósitos (48,0) (9,9) Captações no Mercado Aberto ,5 6,8 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ,4 373,1 Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior ,4 373,1 Relações Interfinanceiras ,0 (99,1) Relações Interdependências ,8 89,9 Obrigações por Empréstimos ,3 54,5 Empréstimos no Exterior ,3 54,5 Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais ,3 14,2 Tesouro Nacional ,4 6,4 BNDES ,2 19,1 Finame ,3 8,2 Outras Instituições ,8 33,5 Obrigações por Repasses do Exterior , ,3 Instrumentos Financeiros Derivativos ,3 184,6 Outras Obrigações ,2 6,0 Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados ,1 (91,5) Carteira de Câmbio ,1 1,1 Sociais e Estatutárias ,1 18,6 Fiscais e Previdenciárias ,1 21,5 Negociação e Intermediação de Valores ,0 (81,5) Fundos Financeiros e de Desenvolvimento ,1 7,9 Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida ,6 22,1 Operações Especiais (0,4) (0,1) FCO (Dívida Subordinada) ,6 4,8 Passivo Atuarial ,8 32,1 Diversas ,9 17,5 Resultados de Exercícios Futuros ,5 55,3 Patrimônio Líquido ,4 7,3 Capital ,3 0,6 (Capital a Realizar) Reservas de Capital ,0 0,1 Reservas de Reavaliação ,3 (1,1) Reservas de Lucros ,4 25,3 Ajuste ao Valor de Mercado -TVM e Derivativos 350 (33) 199 (43,2) - Lucros ou Prejuízos Acumulados (93,3) (Ações em Tesouraria) - - (31) - - Contas de Resultado Nota: Para fins de comparabilidade, em cumprimento da deliberação CVM nº 506, foram efetuadas reclassificações de saldos do Balanço Patrimonial a partir do segundo trimestre de 2007 (2T07, 3T07, 4T07 e 1T08) referente ao depósito judicial da ação de compensação integral dos prejuízos fiscais acumulados de Imposto de Renda e das bases negativas de Contribuição Social, visando a adequação aos procedimentos/classificações contábeis adotados em junho de 2008, originados da aplicação da Resolução CMN nº de O procedimento implica aumento de saldo em Devedores por Depósito em Garantia e Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias nos valores de R$ mil (2T07), R$ mil (3T07), R$ mil (4T07), e R$ mil (1T08) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

41 5.2 Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 26. Demonstração Resumida do Resultado Societário R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Receitas da Intermediação Financeira ,9 25, ,2 Operações de Crédito ,6 22, ,5 Operações de Arrendamento Mercantil ,1 151, ,0 Resultado de Op. Com TVM ,4 40, ,3 Resultado com Instrumentos Fin. Deriv. (10) (85) (1.053) , ,0 175 (1.283) - Resultado de Operações de Câmbio 26 (50) , ,2 Resultado das Aplicações Compulsórias ,2 (28,2) ,1 Despesa da Intermediação Financeira (6.160) (11.386) (17.259) 180,2 51,6 (25.119) (42.841) 70,6 Operações de Captação no Mercado (4.281) (7.045) (8.465) 97,7 20,1 (17.797) (25.550) 43,6 Operações de Empr., Cessões e Repasses (351) (2.973) (4.903) 1.295,9 64,9 (1.645) (8.685) 428,0 Provisão para Créd. Liquidação Duvidosa (1.528) (1.367) (3.892) 154,7 184,6 (5.677) (8.606) 51,6 Resultado Bruto da Intermediação Finan (64,0) (59,6) (18,1) Outras Receitas/Despesas Operacionais (2.350) (1.406) (7.881) (1.008) (87,2) Receitas de Prestação de Serviços (24,4) (1,5) (14,2) Rendas de Tarifas Bancárias , Despesas de Pessoal (2.343) (2.324) (2.365) 0,9 1,8 (9.161) (8.662) (5,4) Outras Despesas Administrativas (1.888) (1.976) (2.006) 6,3 1,5 (6.735) (7.465) 10,8 Outras Despesas Tributárias (537) (503) (781) 45,3 55,1 (2.064) (2.317) 12,3 Resultado de Particip. em Colig. Contr ,0 32, ,8 Outras Receitas Operacionais ,5 465, ,6 Outras Despesas Operacionais (1.261) (1.240) (2.703) 114,3 118,0 (5.000) (6.872) 37,4 Resultado Operacional ,8 91, ,8 Resultado Não Operacional (77,9) 175, (46,3) Resultado Antes da Tributação s/ Lucro ,8 91, ,0 Imposto de Renda e Contribuição Social (485) (83) (874) 80,3 954,1 (1.847) (1.626) (12,0) Participações Estatutárias no Lucro (157) (239) (378) 140,7 57,9 (649) (1.129) 73,9 Lucro Líquido ,0 57, , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

42 5.3 Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 27. Demonstração do Resultado com Realocações (R$ milhões) Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Receitas da Intermediação Financeira ,7 28, ,1 Operações de Crédito (4) (24) ,0 23, ,6 Operações de Arrendamento Mercantil ,1 151, ,0 Resultado de Operações com TVM (22) ,4 40, ,7 Resultado com Inst. Financeiros Derivativos (10) (85) (1.053) , ,0 175 (1.283) - Resultado de Operações de Câmbio 26 (50) , ,2 Resultado das Aplicações Compulsórias ,2 (28,2) ,1 Ganho(Perda) Cambial s/ PL Fin. no Ext. (1) (94) ,4 (574) Outros Rec. Op. com Caract. de Interm. (2) ,4 84, ,2 Hedge Fiscal (5) Despesa da Intermediação Financeira (4.632) (9.839) (13.368) 188,6 35,9 (19.168) (33.903) 76,9 Operações de Captação no Mercado (3) (4.281) (6.866) (8.465) 97,7 23,3 (17.523) (25.219) 43,9 Op. de Emp., Cessões e Repasses (351) (2.973) (4.903) 1.295,9 64,9 (1.645) (8.685) 428,0 Margem Financeira Bruta ,5 16, ,9 Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (6) (18) (1.497) (1.339) (2.240) 49,7 67,3 (5.378) (6.800) 26,5 Margem Financeira Líquida ,7 1, ,2 Rendas de Tarifas ,4 0, ,4 Receitas de Prestação de Serviços (24,4) (1,5) (14,2) Rendas de Tarifas Bancárias , Despesas Tributárias s/ Faturamento (5) (7) (495) (489) (589) 19,1 20,6 (1.911) (2.126) 11,2 Margem de Contribuição ,5 (0,1) ,8 Despesas Administrativas (3.708) (3.685) (4.165) 12,3 13,0 (13.448) (14.756) 9,7 Despesas de Pessoal (8) (9) (10) (1.936) (1.967) (2.236) 15,5 13,7 (7.077) (7.904) 11,7 Outras Despesas Administrativas (8) (15) (1.729) (1.704) (1.864) 7,8 9,4 (6.219) (6.794) 9,2 Outras Despesas Tributárias (7) (42) (15) (64) 51,0 337,1 (153) (58) (61,7) Resultado Comercial ,2 (15,6) ,0 Risco Legal (306) (155) (226) (26,2) 46,0 (993) (722) (27,3) Demandas Cíveis (8) (13) (16) (87) 4 (97) 11,6 - (317) (161) (49,1) Demandas Trabalhistas (8) (16) (219) (159) (129) (41,2) (18,7) (676) (560) (17,1) Outros Componentes do Resultado (140) (211) (197) 40,5 (6,9) (98) (810) 728,4 Res. de Part. em Colig. e Control. (1) (12) (22) (23) ,2 12, ,1 Res. De Outras Receitas/Despesas Operacionais (344) (475) (492) 43,3 3,6 (825) (1.865) 126,0 Outras Receitas Operacionais (2) (3) (4) (16) (19) ,3 29, ,6 Outras Despesas Operacionais (2) (6) (20) (1.054) (1.259) (1.510) 43,3 20,0 (3.569) (5.065) 41,9 Resultado Operacional ,8 (19,8) ,2 Resultado Não Operacional (21) (7,8) 175, ,3 Resultado Antes da Trib. s/ o Lucro ,2 (18,7) ,3 IR e Contribuição Social (5) (11) (14) (17) (522) (465) (408) (21,8) (12,2) (2.484) (1.953) (21,4) Benefício Fiscal de Juros sobre/ o Capital Próprio ,3 1, ,7 Participações Estatutárias no Lucro (157) (239) (195) 24,3 (18,5) (649) (946) 45,7 Resultado Recorrente ,1 (20,2) ,7 Itens Extraordinários (73) (170) (821) Cassi - Plano Assistencial (9) (90) (493) - - PAA - Plano de Estímulo ao Afastamento (10) (98) (915) - - Benefício Fiscal de Exclusões Permanentes (11) Alienação de Investimentos (Bov. Hold. & BMF) (21) Venda da Participação na VISA Internacional (22) Alienação de Investimentos (Telemar) (12) Reavaliação de Participações Consolidadas (23) Planos Econômicos (13) (71) (192) (44) (37,7) (77,0) (199) (372) 86,6 Cessão de créditos (24) Eficiência Tributária (14) Substituição da Base de Cartões (15) (54) - Passivos Contigentes (BESC) (16) - (360) (360) - Crédito Tributário (BESC) (17) Previ Reconhecimento de Ganho Atuariais (19) Cassi Reconhecimento de Perdas Atuariais (20) - - (1.259) (1.259) - PCLD Adicional (18) - - (1.594) (1.594) - Efeitos Fiscais e PLR sobre itens Extraordinários (25) (1.110) (930) - Lucro Líquido ,0 57, , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

43 5.3.1 Abertura das Realocações A seguir são demonstrados os ajustes realizados na Demonstração do Resultado para a obtenção da DRE com Realocações. Tais ajustes têm por objetivo: a) Segregar os itens extraordinários e apresentar o resultado recorrente do período; b) Alterar a disposição dos itens de receitas e despesas, para possibilitar um melhor entendimento do negócio e do desempenho da empresa; c) permitir que a Margem Financeira registrada no período reflita, efetivamente, o ganho de todos os ativos rentáveis, buscando informar ao mercado qual é o spread obtido pela divisão dessa Margem pelo Ativo, exceto o Permanente. Para isso foi necessário: Integrar, na Margem Financeira, as rendas com características de Intermediação Financeira contabilizadas em Outras Receitas Operacionais provenientes de ativos rentáveis registrados no grupamento de Outros Créditos do Balanço Patrimonial; Identificar, em item específico dentro da Margem Financeira, o Ganho (Perda) Cambial, no período, sobre os Ativos e Passivos Financeiros no Exterior (PL Financeiro); Manter na Margem Financeira, valores relativos a reajustes cambiais negativos, que foram contabilizados em Outras Receitas / Despesas Operacionais para evitar inversão de saldo de rubricas, cujas naturezas são de intermediação financeira; d) Identificar e anular os efeitos de operações de Hedge Fiscal, contratadas a partir do 4T08, sobre a Taxa Efetiva de Imposto e sobre a Margem Financeira. Em relação a essas operações cabe informar: A variação cambial incidente sobre os investimentos mantidos no exterior impacta o resultado do Banco do Brasil por meio da conta de equivalência patrimonial. Para minimizar os efeitos da oscilação do câmbio no resultado, o Banco busca nivelar suas posições de câmbio via operações no mercado financeiro ou com posições comerciais assumidas com clientes; De acordo com a legislação fiscal vigente, o resultado da equivalência patrimonial dos investimentos no exterior não sensibiliza as bases de cálculo dos tributos (IRPJ, CSLL, PIS/PASEP e COFINS), ao contrário do resultado gerado pelo hedge cambial, o que gerou ganhos de R$ 183 milhões no 3º trimestre de 2008, e poderia gerar perdas nos períodos seguintes caso o Real voltasse a se valorizar; Para reduzir as variações no resultado, o Banco decidiu assumir posição vendida em moeda estrangeira, considerando o valor necessário para a efetiva proteção, inclusive computando-se os efeitos fiscais, conforme art. 4º da Circular de ; A posição vendida é assumida por meio da contratação de hedge superior ao montante dos ativos a serem protegidos, em operação conhecida como Hedge Fiscal, ou overhedge. O valor do Hedge Fiscal é estabelecido de forma que o resultado final das operações de hedge, descontado do seu efeito sobre os impostos, seja igual ao impacto da oscilação do câmbio no resultado, o que aprimora a proteção e reduz a volatilidade do resultado; Realocações na Margem Financeira Bruta (1) O Ganho (Perda) Cambial sobre o PL Financeiro no Exterior é realocado do Resultado de Participações em Coligadas e Controladas para compor a Margem Financeira. Esse ajuste faz-se necessário para manter o equilíbrio e a coerência nas análises do spread, pois os ativos e passivos, anteriormente registrados no permanente, passam a figurar nos demais itens do Balanço após a consolidação. Sem a realocação, o spread fica indevidamente calculado. No 3T08 esta realocação foi de R$ 496 milhões e no 4T08 R$ 819 milhões. (2) As realocações de Outras Receitas / Despesas Operacionais para Outras Receitas Operacionais com Características de Intermediação Financeira, estão detalhadas abaixo: 43 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

44 Tabela 28. Realocações - Outras Receitas/Despesas Operacionais R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Rendas de Operações Especiais ,9 14, (2,0) Rendas de Créditos Específicos ,3 9, ,3 Resultado de Reajuste Cambial (1) (9) ,3 Receitas de Reajuste Cambial (100,0) (46,1) Despesas de Reajuste Cambial (238) (9) (1.730) (759) (56,1) Total ,4 84, ,2 (3) Realocação de Outras Receitas Operacionais para Operações de Captação no Mercado. Referente à reversão dos encargos de atualização dos depósitos de poupança registrados nos encerramentos dos semestres. Nos meses após o encerramento dos balanços, faz-se necessária essa realocação de forma a evidenciar corretamente a Margem Financeira Bruta. Dessa forma, esta realocação é realizada somente nos primeiro e terceiro trimestres do ano. Os encargos foram de R$ 151,8 no 1T08 e de R$ 180 milhões no 3T08. (4) Realocação de Outras Receitas Operacionais para Operações de Crédito correspondente ao montante das receitas de equalização de encargos sobre as operações de crédito. A partir de janeiro/2008 essas receitas passaram a ser contabilizadas em Outras Receitas Operacionais, sendo necessária sua realocação para o grupamento de Operações de Crédito para fins de comparabilidade. As receitas de equalização totalizaram R$ 296 milhões no 3T08 e R$ 494 milhões no 4T08. (5) Foram realizadas realocações para anular o efeito do Hedge Fiscal. No quarto trimestre de 2008, em função da desvalorização do real frente ao dólar, o Hedge Fiscal gerou despesas adicionais que impactaram a Margem Financeira Bruta em R$ 334 milhões, com contrapartida em redução de impostos. Para permitir melhor compreensão da margem, e conferir maior estabilidade à taxa efetiva de imposto, o impacto positivo nas Despesas Tributárias sobre o Faturamento (de R$ 36,3 milhões) e sobre o Imposto de Renda e Contribuição Social (no valor de R$ 298,1 milhões) foram realocados para a linha Hedge Fiscal, incluída entre as Receitas da Intermediação Financeira, na Margem Financeira Bruta. Realocações na Margem Financeira Líquida (6) A despesa com Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa contempla créditos sem característica de intermediação financeira, portanto, essa parte das despesas com PCLD é realocada para Outras Despesas Operacionais. No 3T08 esta realocação foi de R$ 28 milhões e no 4T08 foi de R$ 57 milhões. Realocações na Margem de Contribuição (7) Tendo em vista o modelo de Demonstração de Resultado adotado, são realocadas as Despesas Tributárias sobre o Faturamento para compor a Margem de Contribuição. No 3T08 essa realocação foi de R$ 489 milhões e no 4T08 de R$ 589 milhões. Realocações no Resultado Operacional (8) Foram segregadas as Despesas com Demandas Trabalhistas e Cíveis para grupo denominado Risco Legal. Esta medida visa facilitar a análise das despesas administrativas e dar maior transparência a esse tipo de risco. Os montantes realocados no 3T08 e 4T08 foram respectivamente: - Demandas trabalhistas: (R$ 159 milhões) e (R$ 129 milhões); - Demandas cíveis: (R$ 4 milhões) e (R$ 97 milhões) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

45 Itens Extraordinários (9) Reestruturação do plano de saúde administrado pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), implicou na contabilização extraordinária de R$ 59 milhões no 4T07, líquido de impostos. A reestruturação da Cassi, foi objeto de Fato Relevante divulgado em 03 de julho de (10) Plano de Afastamento Antecipado (PAA) para funcionários com mais de 50 anos de idade e com 15 anos de contribuição à Previ, que implicou na contabilização extraordinária de despesas de R$ 65 milhões no 4T07, líquido de impostos. O PAA foi objeto de Fato Relevante divulgado em 03 de julho de (11) O benefício fiscal de exclusões permanentes na base de cálculo dos impostos referentes a ganhos cambiais incorridos no 3T07, contribuiu para a redução da taxa média de imposto recorrente daquele trimestre e do exercício de O benefício fiscal gerou uma redução do imposto de R$ 141 milhões, que foi realocada como efeito extraordinário positivo do resultado. (12) Alienação de ações da Telemar Participações, pertencentes à Alutrens Participações, controlada pela Brasilcap Capitalização S.A. e pela Brasilveículos Companhia de Seguros S.A., empresas coligadas do BB Banco de Investimentos, subsidiária integral do Banco do Brasil, gerando resultado extraordinário positivo de R$ 142 milhões no 2T08. (13) Demandas cíveis de Planos Econômicos sobre os depósitos em poupança, gerando despesas extraordinárias no 4T08 no montante de R$ 29 milhões, líquido de impostos. Para fins de comparabilidade, foram apurados e tratados como itens extraordinários os montantes trimestrais dessas demandas nos exercícios de 2007 e 2008, a saber: 1T07 de R$ 11,2 milhões, 2T07 de R$ 26 milhões, 3T07 de R$ 91,1 milhões; 4T07 de R$ 71 milhões, 1T08 de R$ 82 milhões, 2T08 de R$ 54 milhões e 3T08 de R$ 192 milhões. (14) Eficiência tributária gerada pelo Banco em revisão periódica quanto ao tratamento da dedutibilidade das despesas tributárias utilizadas até então. Em face desta revisão foi possível obter uma eficiência tributária no 3T08 e 2T08 no valor de aproximadamente R$ 302 milhões e de R$ 110 milhões respectivamente. (15) Despesa de R$ 54 milhões no 2T08 proveniente da substituição da base de cartões de crédito com tarja magnética por cartões com chip. Ao final do 2T08 os cartões com chip representam 95,5% da base de cartões de crédito. (16) Despesas extraordinárias no 3T08 de R$ 238 milhões líquido de impostos, correspondente a reforço de provisões para Passivos Contingentes trabalhistas, cíveis e fiscais originários do BESC, visando adequá-los aos critérios de avaliação adotados pelo BB. Os valores brutos foram realocados das contas Outras Receitas Operacionais (R$ 79 milhões), Despesas de Pessoal (R$ 198 milhões), Outras Despesas Administrativas (R$ 83 milhões), e Imposto de Renda e Contribuição Social (R$ 122 milhões). (17) Crédito Tributário ativado no 3T08, no montante de R$ 194 milhões, oriundo de diferenças intertemporais e CSLL a compensar gerados no Besc/Bescri. Valores não ativados naquelas instituições por não haver expectativa de realização dentro dos prazos estabelecidos pelo BACEN. (18) Despesa Extraordinária incorrida no 4T08, correspondente a Provisão Adicional para Créditos de Liquidação Duvidosa no montante de R$ milhões, líquida de impostos. O reforço de provisão decorre de ajustes nos modelos estatísticos do Banco, em simulações de cenários de stress, caso venha a aumentar a volatilidade das taxas de inadimplência da carteira de crédito devido aos reflexos de um possível agravamento da crise econômica mundial. A partir da edição da Resolução CMN 3.674/08, as provisões excedentes passaram a compor o patrimônio de referência nível I, para fins de apuração do índice de capital. (19) Receita extraordinária de R$ milhões, líquida de impostos, referente a contabilização de parte dos ganhos atuariais não reconhecidos do Plano de Aposentadoria e Pensão dos 45 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

46 Funcionários do Banco do Brasil PREVI, em razão de revisão dos ativos e passivos atuariais realizada à luz da Resolução 26 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), de 29/09/2008. (20) Despesa de R$ 831 milhões, líquida de impostos, decorrente das perdas atuariais não reconhecidas do Plano de Assistência à Saúde CASSI. Tais despesas (itens 19 e 20) vinham sendo apuradas mensalmente, e somaram R$ 440 milhões antes de impostos em 2008, contabilizações que não serão mais realizadas a partir de (21) Alienação de investimentos do Banco na Bovespa e na BM&F no 4T07, gerando efeito extraordinário positivo de R$ 98 milhões naquele trimestre, líquido de impostos. (22) Alienação parcial de investimentos, correspondente a 56,1% das ações do conglomerado BB (Banco Múltiplo, Visanet e VisaVale) na empresa Visa Inc., gerando resultado extraordinário positivo de R$ 232,3 milhões no 1T08. O assunto foi objeto de comunicado ao mercado em de 31 de março de (23) A partir do primeiro trimestre de 2008 o Banco passou a consolidar de forma proporcional suas participações em diversas empresas. Em função da avaliação pelo Método de Equivalência Patrimonial de participações em empresas que não eram avaliadas dessa forma, foram apuradas receitas extraordinárias de R$ 241 milhões no 1T08. A consolidação das participações foi objeto de Fato Relevante divulgado em 29 de abril de (24) Cessão de créditos baixados à Ativos SA, gerando receitas extraordinárias no 1T08 no montante de R$ 67,3 milhões. (25) A partir do 4T08 a DRE com Realocações passa a segregar os efeitos de itens extraordinários do período sobre o pagamento de Participações no Lucros e Resultados (PLR), e a unificar os efeitos desses itens sobre os impostos (IR e CSLL). No 4T08 os itens extraordinários somaram R$ milhões, o que se refletiu em majoração de R$ milhões nos valores a pagar a título de PLR e Impostos. A tabela abaixo demonstra isoladamente o efeito de cada item extraordinário nos impostos e na PLR. Tabela 29. Efeitos Fiscais e PLR sobre Itens Extraordinários Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Cassi - Plano Assistencial (100,0) (100,0) (100,0) PAA - Plano de Estímulo ao Afastamento (100,0) (100,0) (100,0) Alienação de Investimentos (Bov. Hold. & BMF) (51) - - (100,0) (100,0) (51) - (100,0) Venda da Participação na VISA Internacional (73) - Planos Econômicos (37,7) (77,0) ,2 Substituição da Base de Cartões Passivos Contigentes (BESC) (100,0) Previ Reconhecimento de Ganho Atuariais - - (2.255) (2.255) - Cassi Reconhecimento de Perdas Atuariais PCLD Extra Total (1.110) (930) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

47 6 Análise Patrimonial 6.1 Composição Patrimonial O Banco do Brasil alcançou R$ milhões em ativos totais no trimestre, registrando expansão de 38,2% em 12 meses e de 14,1% em relação ao 3T08. Ressalte-se que todos os números constantes deste capítulo referem-se ao balanço patrimonial com a consolidação das empresas financeiras, na forma do COSIF O total de ativos em conceito mais amplo, com a consolidação proporcional das participações em empresas não financeiras, será evidenciado no Capítulo 10 Investimentos Estratégicos. Em relação ao trimestre anterior, o mix de Ativos (Rentáveis/Demais) e Passivos (Onerosos/Demais) manteve-se praticamente estável. Os Ativos Rentáveis médios apresentaram crescimento de 37,4% em 12 meses, e de 14,0% no trimestre. Os Demais Ativos apresentaram evolução ligeiramente superior no trimestre, de 14,4%, porém mais significativa na comparação anual, de 62,5%. Esses desempenhos se refletem na queda da participação dos Ativos Rentáveis em relação aos Ativos Totais, que fechou o trimestre em 79,9%. No trimestre foi mantida a tendência de aumento da participação relativa dos Passivos Onerosos, que passaram a representar 70,6% dos Passivos Totais, ante 70,4% no trimestre anterior. Ativos Rentáveis 1 vs. Passivos Onerosos 2 - % 18,6 17,0 17,2 17,5 17,7 20,1 20,0 20,1 30,3 29,7 29,6 32,1 28,4 30,1 29,6 29,4 81,4 83,0 82,8 82,5 82,3 79,9 80,0 79,9 69,7 70,3 70,4 67,9 71,6 69,9 70,4 70,6 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Ativos Rentáveis Passivos Onerosos Demais Ativos Demais Passivos Figura 12. Ativos Rentáveis vs. Passivos Onerosos 1 Disponibilidades em Moeda Estrangeira, TVM, Aplicações Financeiras, Operações de Crédito, Leasing, Depósito Compulsório Rentável e Outros Ativos Rentáveis. 2 Poupança, Depósitos Interfinanceiros, Depósitos a Prazo, Captações no Mercado Aberto, Obrigações por Empréstimos no Exterior, Obrigações por Repasse, Fundos Financeiros e de Desenvolvimento, Dívida Subordinada, Instrumento Híbridos de Capital e Dívida e Obrigações com TVM no exterior Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

48 6.2 Análise dos Ativos A evolução dos Ativos no trimestre decorreu principalmente do desempenho dos Ativos de Liquidez (exceto TVM) e das Operações de Crédito. Influenciados pelo crescimento consistente das Aplicações Interfinanceiras, os Ativos de Liquidez (exceto TVM) foram o grande destaque do trimestre, mantendo a trajetória apresentada no 3T08. Estes ativos apresentaram evolução de 124,8% em 12 meses e de 60,3% em relação ao trimestre anterior. Entre outros fatores, o estímulo à aquisição de carteiras de crédito pelo Banco Central foi fundamental para o avanço das Aplicações Interfinanceiras. Isso porque, além das carteiras de crédito efetivamente adquiridas, nos últimos trimestres foram realizados Depósitos Interfinanceiros em bancos de médio porte, garantidos por carteiras de crédito. Ao final do 4T08, esses depósitos somavam R$ 6,0 bilhões. A participação relativa dos Ativos de Liquidez em relação aos Ativos Totais alcançou 24,6% ao final do 4T08, ante 17,5% no 3T08 e 15,1% no 4T07. A alteração no mix de ativos do Banco se refletiu na redução da participação relativa de todos os demais itens. A participação das operações de crédito, que cresceram 8,7% no ano e mantiveram a trajetória de crescimento robusto apresentada em todo o ano, mostrou pequena retração no trimestre, retornando ao patamar observado até o 3T08. 14,5 16,4 15,9 15,1 19,2 14,7 17,5 24,6 22,8 21,1 21,1 20,5 17,4 17,5 16,4 14,4 37,3 36,7 36,8 37,8 37,2 41,0 39,5 37,6 2,7 4,0 3,9 3,8 3,5 3,5 3,3 3,2 22,7 21,8 22,3 22,8 22,7 23,3 23,3 20,1 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Demais Ativos Crédito Tributário Operações de Crédito e Leasing Títulos e Valores Mobiliários Ativos de Liquidez exceto TVM Figura 13. Composição dos Ativos Tabela 30. Composição dos Ativos R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Ativos Totais Ativos de Liquidez exceto TVM Títulos e Valores Mobiliários Operações de Crédito e Leasing Crédito Tributário Demais Ativos Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

49 6.3 Análise da Liquidez A liquidez do Banco do Brasil, apurada pela diferença entre os Ativos e Passivos de Liquidez, alcançou R$ milhões em dezembro de Esse montante representa crescimento de 61,7% em relação ao trimestre anterior e de 62,3% em relação a igual período do ano anterior. R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Figura 14. Saldo da Liquidez No 4T08 houve crescimento ante o trimestre anterior de 122,9% nos Depósitos Interfinanceiros e de 6,8% nas Captações no Mercado Aberto, contribuindo para a elevação de 14,8% dos Passivos de Liquidez. Em contrapartida, houve um crescimento mais que proporcional dos Ativos de Liquidez, que apresentaram evolução de 31,0% no trimestre, principalmente em razão do aumento de 67,9% das Aplicações Interfinanceiras. Tabela 31. Saldo da Liquidez R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Ativos de Liquidez (A) Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras TVM (exceto vincul. ao Bacen) Passivos de Liquidez (B) Depósitos Interfinanceiros Captações no Mercado Aberto Saldo da Liquidez (A-B) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

50 6.4 Carteira de Títulos A Carteira de Títulos apresentou relativa estabilidade no trimestre, registrando crescimento de 0,38% em relação ao 3T08. Os instrumentos financeiros derivativos apresentaram crescimento no trimestre, e aumentaram sua participação relativa na carteira para 3,1%. O crescimento desse item deveu-se às operações de Hedge Fiscal contratadas no período, conforme informado no capítulo (Abertura das Realocações). Tabela 32. Carteira de Títulos por Categoria R$ milhões Saldos Part. % Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Dez/07 Dez/08 Títulos e Valores Mobiliários ,0 100,0 Títulos Disponíveis p/ Negociação ,4 23,5 Títulos Disponíveis p/ Venda ,7 51,6 Títulos Mantidos até o Vencimento ,4 21,7 Instrumentos Financ. Derivativos ,5 3,1 No trimestre observa-se que houve um alongamento do perfil da carteira de títulos, com crescimento da participação relativa dos títulos com vencimento entre 5 a 10 anos e aqueles com vencimento superior a 10 anos. Tabela 33. Carteira de Títulos por Prazo - Valor de Mercado Até 1 ano 1 a 5 anos 5 a 10 anos Acima de 10 anos Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % Saldo Part. % R$ milhões Mar/ , , , , Jun/ , , , , Set/ , , , , Dez/ , , , , Mar/08* , , , , Jun/ , , , , Set/ , , , , Dez/ , , , , *O valor de mar/08 refere-se ao Consolidado Econômico-Financeiro Total 50 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

51 6.5 Carteira de Crédito A carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional encerrou dezembro último com saldo de R$ bilhões, considerando os recursos livres e direcionados, crescimento de 31,1% em doze meses e de 6,5% contra setembro de A relação Crédito/PIB alcançou 41,3%, valor significativamente superior ao verificado em 2007 (34,2%). Apesar do crescimento verificado no saldo da carteira e na participação no PIB, notou-se queda nas concessões de crédito doméstico tanto para PF quanto para PJ, sobretudo a partir de novembro, além de que o desempenho de dezembro foi impulsionado pelo aumento das operações referenciadas em recursos direcionados, em especial pelos financiamentos do BNDES. Em relação à carteira de crédito do BB no País (R$ 209,7 bilhões), o desempenho no 4T08 novamente foi superior ao verificado no SFN, crescimento de 40,4% em doze meses e 10,8% sobre o 3T08. Já a Carteira Externa (R$ 15,1 bilhões no 4T08) cresceu 32,9% sobre o 4T07 e 17,2%, em relação ao trimestre anterior. Dessa forma, a carteira de crédito total do Banco do Brasil alcançou R$ 224,8 bilhões. Ressalte-se que no 4T08 intensificou-se no BB o processo de aquisições de carteiras de crédito de outras instituições financeiras, sobretudo em Crédito Consignado e Financiamento de Veículos. Excluindo-se esses valores, além dos montantes referentes às incorporações do Banco do Estado do Piauí (BEP) e do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), a carteira de crédito total chegaria ao total de R$ 220,1 bilhões, com taxas de crescimento de 37,1% em doze meses e 9,6% sobre set/08, valores superiores ao observado no SFN. A figura abaixo mostra a comparação entre as taxas de crescimento da carteira interna do BB, com e sem aquisições, e o SFN. 52,5% 48,4% 48,2% 40,4% 37,4% 40,0% 31,1% 22,8% 22,8% TOTAL 0,0% PF 0,0% PJ 0,0% AGRO SFN BB País BB País s/ aquisições* * Excluidos os saldos de BESC/BEP e aquisições de carteiras de outros bancos Figura 15. Taxas de crescimento da Carteira Interna BB vs. SFN No SFN, os empréstimos concedidos com recursos livres, correspondentes a 71,0% do total, somaram R$ 871,9 bilhões em dezembro, incremento de 31,9% em doze meses. Destaque para o desempenho de 39,1% nos empréstimos destinados a pessoas jurídicas, saldo de R$ 447,3 bilhões. Já os créditos destinados às pessoas físicas alcançaram R$ 394,6 bilhões, crescimento de 24,3% em doze meses. Já no BB, o crédito total para PF atingiu R$ milhões, entretanto, desconsideras as carteiras incorporadas do BEP, de R$ 122 milhões, do BESC de R$ 580 milhões, e carteiras de crédito adquiridas no mercado (R$ milhões em crédito consignado e R$ 744 milhões em crédito para veículos), esse total cai para R$ milhões, o que equivale ao crescimento de 40,0% em relação ao 4T07 e de 4,7% em relação ao 3T08, efetivando os mesmos ajustes nos períodos anteriores Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

52 Ao final do exercício de 2008, os negócios envolvendo aquisição de carteiras e operações interfinanceiras com garantias de carteira realizados pelo BB apresentavam saldo de R$ 9,8 bilhões. As aquisições de carteiras consignado e veículos no total de R$ 3,9 bilhões encontram-se registradas na carteira de crédito do BB. Além disso, há R$ 6,0 bilhões referentes a depósitos interfinanceiros garantidos por carteiras de crédito de outras instituições, registrado em Aplicações Interfinanceiras, evidenciados na tabela a seguir. Tabela 34. Carteiras adquiridas e Depósitos interfinanceiros com garantia de crédito R$ milhões Dez/08 Crédito Consignado Financiamento a Veículos 744 Interfinanceiros com Garantia em Crédito Total O crédito destinado às empresas teve crescimento de 48,4% em doze meses e de 13,9% sobre set/08, alcançando R$ milhões, desempenho superior ao SFN. A carteira de agronegócios apresentou crescimento de 22,8% em doze meses, com o total da carteira alcançando R$ milhões em dez/08. Na comparação trimestral, a taxa observada foi de 5,2%. Tabela 35. Carteira de Crédito R$ milhões Saldos Var. % Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 País ,4 10,8. Pessoa Física ,5 12,4. Pessoa Jurídica ,4 13,9 - MPE ,7 9,0 - Demais ,4 16,8. Agronegócios ,8 5,2 - Pessoa Física ,6 6,0 - Pessoa Jurídica ,7 3,3 Exterior ,9 17,2 Total ,9 11, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

53 6.5.1 Carteira de Crédito Pessoa Física Ao final de dezembro do ano passado, o crédito às pessoas físicas somou R$ milhões, incremento de 52,5% em doze meses e de 12,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, esses valores já consideram os R$ 713 milhões referente as carteiras PF do BESC e do BEP. O produto com maior participação na carteira PF é o crédito consignado (36,1%) seguido por cartão de crédito (15,5%) e financiamento de veículos (13,7%). Em relação ao crédito consignado, o BB é a instituição financeira líder em empréstimos, representando 22,4% do total de R$ milhões do SFN, posição de dez/08. Essas operações cresceram a taxas mais elevadas no BB, 21,2% sobre set/08 e 48,4% em doze meses, contra 3,5% e 21,8% respectivamente do SFN, entretanto, os valores incluem R$ milhões em aquisição de carteiras. Numa simulação, excluindo-se as aquisições, o crescimento foi de 26,5% em doze meses e 4,3% sobre setembro de 2008, ainda sim superior ao SFN. Percebe-se que tanto a carteira do BB, quanto o do SFN cresceram em ritmo menor no 4º trimestre. Foram contratados 510,9 mil operações de consignado no 4T08, com prazo médio de 36 meses e taxa média de 2,4%; já no mesmo trimestre de 2007 observou-se contratação de 555,8 mil operações com prazo médio de 33 meses e taxa média de 2,44%. Ao considerar as aquisições realizadas, as operações contratadas no 4T08 somaram mil, contra 708,3 mil no mesmo período de O decréscimo apresentado no CDC Salário, -2% no trimestre, decorre da concentração de vencimentos da linha de Antecipação de 13º Salário no 4T08. Desconsiderando-se esta linha de crédito, a carteira apresentou crescimento de 4,7% no trimestre. Com uma ampla base de correntistas e parcerias a carteira de crédito com Cartão de Crédito evoluiu 99,6% em doze meses, fechando o 4T08 com saldo de R$ milhões. Na comparação trimestral, o incremento foi de 15,6%, reflexo da própria sazonalidade do período de final de ano. Destaca-se a inclusão na carteira de crédito, a partir de 2008, das parcelas relativas às compras parceladas por decisão dos lojistas. A base de cartões de crédito do Banco aumentou 18,7% em 12 meses, passando de 20,2 milhões em dez/07 para 24,0 milhões em dez/08. Refletindo a estratégia do BB em aumentar a participação nos financiamento de veículos o saldo da carteira atingiu R$ bilhões, crescimento de 120,7% sobre dez/07 e 19,4% sobre set/08. Frisa-se que ao excluir o montante de R$ 744 milhões referente as aquisições de carteiras, o saldo seria de R$ bilhões e as taxas de crescimento passariam a ser 96,2% sobre dez/07 e 6,1% na comparação trimestral. Da carteira de financiamento a veículos existente em dez/08, R$ milhões foram provenientes das parcerias, o que representa 29,0% do total. Ainda, aproximadamente R$ 1.268,4 milhões referem-se a operações de leasing, o que corresponde a 18,9% dos veículos financiados. As operações de financiamento a veículos apresentavam, em dez/08, prazo médio de 44,5 meses, valor médio por contrato de R$ e taxa média de 1,63%, números semelhantes aos mensurados em set/08 que são de 44,6 meses, R$ e, 1,62%, respectivamente. Quanto às operações de leasing, em dez/08 o prazo médio apresentava-se em torno de 51,6 meses, com valor médio por contrato de R$ e taxa média de 1,55%; verifica-se redução sobre set/08 tanto no prazo médio quanto no valor médio das operações, que foram respectivamente 53,6 meses e R$ , contudo percebeu-se incremento na taxa média de 0,12 p.p, na mesma base de comparação. Quanto à carteira incorporada do Besc, o principal produto é o Crédito Consignado, com saldo de R$ 338,7 milhões no 4T08, com participação de 58,3% de toda a carteira da instituição. A taxa média dessas operações é de 2,15%. O Cheque Especial encerrou o 4T08 com saldo de R$ 33,6, milhões representando 5,8% do total da carteira PF do Besc Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

54 Tabela 36. Carteira de Crédito Pessoa Física R$ milhões Saldos Var. % Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 CDC ,0 15,0 Crédito Consignado ,4 21,2 Empréstimo Pessoal ,7 9,8 CDC Salário ,6 (2,0) Financiamento Imobiliário ,0 Financiamento a Veículos * 120,7 19,4 Cartão de Crédito ,6 15,6 Cheque Especial ,4 (9,2) Microcrédito (8,5) (4,4) Besc ,6 BEP Demais ,0 0,1 Total ,5 12,4 *Consta saldo de operações de Finame Pro-Caminhoneiro PF no valor de R$ 118,0 milhões. Crédito para a População de Menor Renda Visando ampliar o foco estratégico no segmento de Microcrédito, bem como maior sinergia na implementação das estratégias definidas para a população de Menor Renda, em maio/08, o Banco do Brasil S.A. aprovou a criação da Diretoria Menor Renda Diren, que reuniu, a partir de junho, em estrutura única, a atenção aos clientes com renda de até 1 Salário Mínimo. A nova Diretoria agregou o Banco Popular do Brasil-BPB, a Gerência de Desenvolvimento Regional Sustentável-DRS, a gestão da rede de correspondentes bancários do BB/BPB e as carteiras de crédito de clientes desse segmento. Ao final do quarto trimestre de 2008, o saldo da carteira de microcrédito era de R$ 511 milhões, totalizando 1,4 milhão de operações no ano de 2008, com valor médio de R$ 414,7. Neste trimestre, foram liberados R$ 141,9 milhões envolvendo a contratação de 298,8 mil operações Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

55 6.5.2 Carteira de Crédito Pessoa Jurídica No segmento de pessoas jurídicas, o BB encerrou dez/08 com saldo de R$ milhões, incremento de 48,4% em doze meses e 13,9% sobre set/08. Assim como na carteira PF, os valores referente às carteiras PJ do BESC foram destacados em linhas distintas. A tabela abaixo mostra a carteira de crédito PJ dividida em produtos. Tabela 37. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica R$ milhões Saldos Var. % Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Capital de Giro ,5 11,0 Investimento ,4 11,3 Recebíveis ,9 3,7 Conta Garantida ,7 6,4 ACC/ACE ,8 40,3 BNDES Exim ,9 44,6 Cartão de Crédito ,0 14,0 Cheque Especial ,6 (29,0) Besc (7,3) BEP , Demais ,1 19,4 Total ,4 13,9 As operações de capital de giro são as mais representativas, participação de 46,5% em dez/08 contra 39,8% em dez/07, com crescimento de 73,5% em doze meses e de 11,0% sobre set/07. O agravamento da crise financeira impulsiona as empresas na utilização de linhas de crédito com esse perfil. Quanto aos números sobre crédito para investimento, percebe-se que o impacto da crise financeira ainda é mínimo e as taxas de crescimento continuam crescentes ao longo do ano. Em dez/08 o montante atingiu R$ milhões, crescimento de 43,4% sobre igual período de 2007 e 11,3% na comparação trimestral. Essa linha de crédito representou 19,7% do total da carteira PJ. Em relação ao BESC, o produto com maior relevância é o Capital de Giro que representa 84,3% do total e saldo de 111,4 milhões no trimestre. Em seguida, tem-se Desconto de Duplicatas (R$ 12,5 milhões) representando 9,5% do total e Conta Garantida com saldo de R$ 8,2 milhões, ou 6,2% do total Crédito para Comércio Exterior - O saldo de R$ milhões dos empréstimos de ACC/ACE acarretou crescimento de 46,8% na comparação anual e de 40,3% na trimestral, entretanto, essas medidas estão sensibilizadas pelo comportamento cambial que se desvalorizou 22,1% no 4T08 (cotação do dólar comercial/venda em 31/12/08 de R$ 2,33700) sobre o 3T08 (cotação do dólar comercial/venda em 30/09/08 de R$ 1,91430). Excluindo o efeito cambial, o crescimento dos empréstimos de adiantamento de cãmbio do BB seria de 10,8% em comparação com o trimestre anterior. A tabela abaixo evidencia os detalhes sobre as operações de crédito para o comércio exterior. Destacase que apesar de queda no volume contratado e na quantidade de contratos, o volume médio por contrato foi significativamente superior ao trimestre imediatamente anterior e na comparação em doze meses o que gerou ganho de participação do BB frente ao mercado Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

56 A tabela abaixo apresenta detalhes sobre as operações de ACC/ACE: Tabela 38. ACC/ACE Volume Médio por Contrato Var. % ACC/ACE Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Volume Contratado (US$ milhões) (9,0) (11,5) Quantidade de Contratos (34,8) (28,9) Volume Médio por Contrato (US$ mil) ,4 24,4 Crédito para Micro e Pequenas Empresas - No atendimento às micro e pequenas empresas, o Banco do Brasil manteve-se como principal parceiro do segmento. Ao final do quarto trimestre de 2008, o BB possuía 1,80 milhão de contas correntes com 1,76 milhão de clientes micro e pequenas empresas, sendo 1,72 milhão de correntistas e 37,7 mil de não-correntistas. Cerca de 622 mil recebiam atendimento diferenciado prestado por gerentes de relacionamento especializados. O BB também vem ampliando sua participação junto ao segmento cooperativista de crédito, disponibilizando produtos e serviços adequados à necessidade deste mercado. Dentre os produtos, destaca-se o Serviço de Integração à Compe/SPB, por meio do qual as cooperativas de crédito têm acesso ao Sistema de Compensação de Cheques e Outros Papéis e ao Sistema de Liquidação de Pagamentos e Transferências (SPB). Esse serviço permitiu disponibilizar produtos bancários a cerca de 295,1 mil cooperados, vinculados a 320 cooperativas de crédito parceiras do BB, dada sua integração. Em dezembro de 2008, o BB atuava em 174 Arranjos Produtivos Locais (APL), prestando atendimento a 14,3 mil empreendimentos, aos quais foram disponibilizados R$ 1,32 bilhão, sendo R$ 1,04 bilhão em empréstimos para capital de giro e para financiar os investimentos. Ainda no quarto trimestre, foram destinados às empresas integrantes dos APL R$ 148,3 milhões em recursos para o comércio exterior e R$ 133,1 milhões para operações voltadas ao agronegócio. Em julho, foi lançado o BB Giro APL, linha de capital de giro direcionada exclusivamente para as micro e pequenas empresas participantes de APL. O produto oferece condições negociais especiais a essas empresas e tem por objetivo impulsionar o desenvolvimento sustentável do empreendedorismo e das comunidades locais. O saldo das operações para MPE, em dezembro de 2008, foi de R$ 34,9 bilhões, incremento de 41,74% em relação a dezembro de Somadas, as operações de Capital de Giro e de Financiamentos de Investimentos atingiram R$ 32,9 bilhões ao final do exercício de 2008, dos quais R$ 8,4 bilhões aplicados na indústria (25,6%), R$ 16,5 bilhões no comércio (50,1%) e R$ 8 bilhões no segmento de serviços (24,3%). Tabela 39. Produtos de Crédito de MPE R$ milhões Saldos Var. % Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Giro ,5 9,1 Investimento ,8 10,4 Comércio Exterior ,2 1,3 Total ,7 9,0 Foram destinados, posição de dez/08, R$ 23,6 bilhões para capital de giro, que representou crescimento de 39,5% em relação ao mesmo período de Dentre as linhas de crédito merecem destaque: a) o BB Giro Rápido visa suprir a necessidade de capital de giro do segmento de micro e pequenas empresas, sem exigências de garantias reais. No 4T08, essa linha de crédito atingiu o saldo de R$ 5,9 bilhões, representando 25,1% do bloco de capital de giro e crescimento anual de 20%; 56 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

57 b) o BB Giro Empresa Flex objetiva o suprimento de capital de giro e financiamento para aquisição de bens e serviços. Nessa linha de crédito, o cliente pode definir a forma de pagamento do empréstimo de acordo com fluxo de caixa da empresa. Lançada em junho de 2007, a linha de crédito alcançou o saldo de R$ 5,1 bilhões, apresentando crescimento de 240,9% em O investimento atingiu R$ 9,3 bilhões no 4T08, crescimento de 45,8% em relação ao mesmo período de Merecem destaque: a) o Proger Urbano Empresarial, principal linha de crédito de investimentos para as empresas do segmento MPE, que apresentou o saldo recorde de R$ 5,3 bilhões, incremento de 30,2% em relação ao 4T07; b) o Cartão BNDES, produto em que o BB é líder com 63% dos cartões emitidos, e que alcançou R$ 724,3 milhões em volume de transações em dezembro de 2008; c) Finame Empresarial, que apresentou saldo de R$ 889,5 milhões, incremento de 97,6% em relação ao 4T Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

58 6.5.3 Carteira de Crédito de Agronegócios O Agronegócio é um dos principais setores da economia brasileira, tendo fundamental importância para o crescimento do País. O Banco do Brasil, no seu papel de agente de políticas públicas, representa um elo entre o Governo e o produtor rural, atuando como o maior financiador do agronegócio brasileiro em todos os segmentos e etapas da cadeia produtiva, do pequeno produtor às grandes empresas agroindustriais. A figura abaixo demonstra tanto a importância da participação dos agronegócios no PIB brasileiro quanto a participação dos empregos gerados pelo agronegócio no mercado de trabalho brasileiro. 76,5% 23,5% 28,9% 71,1% 63,0% 37,0% % PIB - Demais Atividades % PIB - Agronegócios Pecuária Agricultura Demais Empregos Empregos Agronegócios Fonte: IPEA instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Figura 16. Participação do Agronegócio no PIB e no mercado de trabalho O saldo da balança comercial brasileira tem sido elevado pela contribuição positiva do agronegócio. A balança comercial desse setor gerou US$ 60,0 bilhões de superávit em US$ bilhões 60,0 25,8 24,8 34,1 33,7 38,4 44,8 42,7 46,1 49,7 40,0 24, Agronegócio Brasil Fonte: MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Figura 17. Balança Comercial (FOB) 58 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

59 As tabelas abaixo mostram o fluxo das exportações abertas pelos principais produtos e a participação brasileira no agronegócio internacional. Tabela 40. Exportações US$ milhões Complexo de Soja Carnes Couros, Produtos de Couro e Peleteria Complexo Sucroalcooleiro Produtos Florestais Café, Chá-mate e Especiarias Sucos de Frutas Fumo e seus Produtos Demais Produtos Total Fonte: MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tabela 41. Participação do Brasil no agronegócio mundial Produção Exportação % Comércio Mundial Café 1º 1º 27% Suco de Laranja 1º 1º 86% Carne Bovina 1º 1º 25% Cana de Açúcar 1º 1º 39% Complexo Soja 2º 2º 32% Carne de Frango 2º 1º 41% Milho 2º 2º 8% Carne Suína 3º 3º 11% Algodão 4º 4º 6% Fonte: USDA PSD Online A performance do setor no últimos anos deve-se à busca permanente de novas tecnologias e valorização dos serviços prestados pelos profissionais da área, sempre visando a rentabilidade e a continuidade dos empreendimentos. Na figura seguinte, visualiza-se a evolução da produção por área plantada, resultado de ganhos de produtividade. Producão (milhões ton) /95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/ Produtividade (ton/ha)-% Produção (milhões de ton.) Área (milhões de ha) Produtividade (ton./ha) - % Figura 18. Produção vs. Área Plantada 59 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

60 Agronegócios no BB Com relação à distribuição das operações de agronegócios por região do País, em dezembro de 2008, verifica-se uma maior concentração nas regiões Sul e Sudeste. Tabela 42. Carteira de Crédito de Agronegócios por região Região Participação - % Norte 2,8 Nordeste 6,2 Centro-Oeste 22,9 Sudeste 34,0 Sul 34,1 O crédito rural financia o custeio da produção e da comercialização de produtos agropecuários e estimula os investimentos rurais, incluindo armazenamento, beneficiamento e industrialização dos produtos agrícolas. Ainda, incentiva a introdução de métodos racionais no sistema de produção. A carteira rural do SFN alcançou R$ bilhões em dez/08, elevação de 19,3% em doze meses e de 3,8% sobre set/08. No BB, o saldo da carteira de agronegócios atingiu R$ milhões, expansão de 5,2% no trimestre e de 22,8% em relação a dez/07. Em dez/08, a carteira rural representou 30,4% da carteira doméstica do BB contra 34,7% em dez/07. O crescimento trimestral verificado já era esperado nesse período do ano, pois representa o inicio do plantio para nova safra, 2008/2009. As operações de custeio e comercialização, destinadas ao financiamento de bens e serviços para a produção agrícola e pecuária, responderam por 65,5% da Carteira de Agronegócios. As operações de investimento, destinadas à modernização da atividade produtiva, representaram 31,6% dessa carteira. Tabela 43. Carteira de Crédito de Agronegócios por Destinação R$ milhões Saldos Var. % Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Custeio ,8 11,5 Investimento ,1 (6,0) Comercialização ,5 7,5 Demais ,9 65,0 Total ,8 5,2 Os recursos disponibilizados pelo Banco são oriundos, principalmente, das seguintes fontes: poupança rural (MCR 6-4), depósitos à vista (MCR 6-2), Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste- FCO, Fundo de Amparo ao Trabalhador-FAT, Fundo de Defesa da Economia Cafeeira-Funcafé, BNDES/Finame e do Tesouro Nacional. Tabela 44. Carteira de Crédito de Agronegócios por linha de crédito R$ milhões Saldos Var. % Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Custeio Agropecuário ,4 9,6 Comerc. e Indus. de Prod. Agropec ,6 (1,6) Pronaf/Proger Rural ,1 8,1 FCO Rural ,1 18,1 BNDES/Finame Rural (10,8) (6,7) Demais ,2 0,3 Total ,8 5, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

61 O Proger Rural é um produto que oferece crédito fixo para custeio agrícola e pecuário, além de suporte financeiro para investimentos fixos e semi-fixos; e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Pronaf visa o financiamento ao custeio da atividade agrícola. Esses dois produtos totalizaram R$ milhões em dezembro de 2008, crescimento de 17,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 8,1% em relação ao trimestre anterior. O FCO Rural oferece suplemento financeiro para custeio e investimento para o produtor rural da região Centro-Oeste. As operações desse produto cresceram 36,1% nos últimos 12 meses totalizando R$ milhões em dezembro de Os produtos BNDES/Finame Rural têm como objetivo financiar os investimentos em modernização de máquinas e equipamentos destinados à produção rural. As operações com esses produtos totalizaram R$ A tabela a seguir detalha o saldo das operações de crédito destinadas ao agronegócio por item financiado: Tabela 45. Carteira de Crédito de Agronegócios por Item Financiado R$ milhões Var. % Itens Financiados Dez/07 Part. % Set/08 Part.% Dez/08 Part.% s/dez/07 s/set/08 Bovinocultura , , ,6 18,4 7,7 Soja , , ,3 86,1 32,8 Milho , , ,7 20,1 (1,5) Cana , , ,6 88,9 3,0 Máquinas e Implementos , , ,2 15,2 5,5 Café , , ,0 43,1 (0,7) Arroz 960 1, , ,9 28,5 3,3 Avicultura 674 1, , ,4 130,3 8,9 Fertilizantes e Defensivos 536 1, , ,7 (20,8) (8,4) Algodão 572 1, , ,0 9,2 (1,8) Mandioca 517 1, , ,9 6,1 2,5 Suinocultura 523 1, , ,8 (0,8) 6,4 Outros , , ,9 12,7 3,0 Total , , ,0 22,8 (1,8) Em sua atuação no financiamento do agronegócio brasileiro, o Banco do Brasil atinge todos os segmentos, desde o pequeno produtor às grandes empresas agroindustriais. A tabela a seguir revela essa atuação, mostrando que, enquanto o financiamento aos mini e pequenos produtores responde por 88,2% do total de contratos, as operações com os demais agentes apresentam 66,9% de participação no valor contratado. Tabela 46. Recursos Liberados na Safra 08/09 por Porte do Cliente R$ milhões Qtde. Contratos (unid) Qtde. Contratos - % Valor Contratado Valor Contratado - % Mini Produtor , ,1 Pequeno Produtor , ,0 Médio e Grande Produtor , ,3 Cooperativas Agropecuárias 436 0, ,6 Total , , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

62 Na figura abaixo, apresentamos a distribuição do saldo da Carteira de Crédito de Agronegócios por tipo de pessoa. Vale destacar o desempenho do segmento agroindustrial (PJ), cujo crescimento foi da ordem de 57,7% em doze meses, atingindo o volume de R$ 18,487 milhões: R$ bilhões 5,9 21,3 18,5 11,7 8,5 5,3 4,2 25,9 30,5 36,6 40,2 45, Pessoa Física Pessoa Jurídica Figura 19. Carteira de Crédito de Agronegócios por Tipo de Pessoa A seguir, é apresentada a Carteira de Crédito de Agronegócios por fonte de recursos: R$ milhões Depósitos à Vista Poupança FAT FCO BNDES/Finame Demais Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Figura 20. Carteira de Crédito de Agronegócios por Fonte de Recursos A principal fonte de recursos para a carteira de agronegócios continuou com a poupança que no 4T08 alcançou montante de R$ 31,8 milhões, contra R$ 18,7 no mesmo período de Destaca-se que esses recursos são responsáveis por 49,6% do total, contra 36,0% no 4T07 evolução de 70% no montante. Os recursos oriundos do FCO também tiveram crescimento (34%) em doze meses passando a representar 11,4% do total, contra 10,4% no 4T07. O Banco utiliza das fontes de recursos da Poupança-ouro, Depósitos a Vista, Fundo de Amparo ao Trabalhador-FAT, Tesouro Nacional, Fundo de Defesa da Economia Cafeeria-Funcafé e Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste FCO em financiamentos rurais com taxas reduzidas. Para tornar essa intermediação viável, o Tesouro Nacional ou o Fundo Constitucional paga ao Banco, na forma de equalização, a diferença entre o valor cobrado do tomador do crédito, os custos da captação, risco de crédito e custos administrativos e tributários. Adicionalmente, são estabelecidos fatores de ponderação para os financiamentos contratados com recursos de depósitos à vista e de poupança. O fator de ponderação é um multiplicador que ajuda no cumprimento das exigibilidades e possibilita o incremento de receitas, mediante liberação de recursos no caixa do Banco para a livre aplicação. A figura a seguir mostra o histórico do recebimento de receitas a título de equalização de taxas e fator de ponderação Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

63 R$ milhões T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Receitas de Equalização Fator de Ponderação Figura 21. Receitas de Equalização e Fator de Ponderação O crescimento de R$ 176 milhões observado nas receitas de equalização, incluindo fator de ponderação, é basicamente explicado pelo incremento no 4T08 de R$ 4,6 bilhões no saldo dos recursos equalizáveis do agronegócio, em função da antecipação de recursos realizada pelo BB para a safra 2008/09. Tabela 47. Recursos Equalizáveis da Carteira de Agronegócios R$ milhões Var. % Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Recursos Equalizáveis ,3 27,6 Custeio ,9 31,4 Investimento ,5 9,5 Comercialização ,2 185,3 Recursos Não- Equalizáveis ,3 (3,2) Total da Carteira Agronegócio ,7 5,2 O Banco possui mecanismos de mitigação do risco da carteira de custeio agrícola. Na safra 2008/2009, até dezembro/2008, 69,0% das operações de custeio foram contratadas com Seguro Agrícola ou com Proagro, no montante de R$ bilhões. Desse montante, R$ milhões foram amparados com seguro Agrícola do Proagro e R$ milhões junto à empresa Aliança do Brasil e às resseguradoras abaixo indicadas Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

64 O gráfico seguinte mostra percentualmente o incremento da utilização de seguro agrícola e proagro. Contratações Safra 08/09 3,8% 13,7% 10,8% 11,7% 13,0% 58,6% SAFRA 08/09 31,0% 69,0% 25,8% Resseguradoras % IRB 25 SCOR 15 SWISS RE 15 PARTNER RE 15 MUNICH RE 10 CATLIN 4 MAPFRE RE 3 HANNOVER 3 TOTAL 90 Custeio Agrícola sem mitigadores Custeio Agrícola com mitigadores CUSTEIO AGRICOLA CUSTEIO PECUARIO INVESTIMENTO CRÉDITO AGROINDUSTRIAL COMERCIALIZAÇÃO Figura 22. Seguro Agrícola e Proagro A figura baixo evidencia a evolução das operações contratadas com mitigadores de risco desde a safra 2006/07. Safra 2006/2007 Safra 2007/2008 Safra 2008/ % 42% 50% 50% 31% 69% Custeio Agrícola com mitigadores Custeio Agrícola sem mitigadores Figura 23. Evolução das operações contratadas com mitigadores de risco 64 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

65 O montante total previsto para a safra 2008/09, de R$ milhões, é 24,6% superior ao volume emprestado na safra 2007/08 (R$ milhões). Daquele total, 25,4% são referentes à agricultura familiar e 74,6% destinados ao empresariado. No segundo semestre de 2008, o BB emprestou 63,2% do total previsto para a safra atual, antecipando a liberação de recursos previstos originalmente para o primeiro semestre de 2009, diante da escassez de recursos que se apresentou em função da crise financeira internacional. Isso representou R$ milhões a mais de recursos liberados no 2º semestre de 2008 (safra 2008/09) sobre o 2º semestre de 2007 (safra 2007/08). Frisa-se também, que as novas contratações estão concentradas em fontes de recursos equalizáveis, conforme apresentado anteriormente. Na tabela seguinte é apresentado o Plano de Safra 2008/2009 previsto e realizado. Tabela 48. Plano de Safra 2008/2009 Finalidade do Crédito Safra 2008/2009 R$ milhões Previsto Realizado Empresarial Familiar Total Total % Realizado (jul a dez/08) Custeio ,9 Investimento ,2 Comercialização ,4 Total ,2 Detalhamos a seguir as quatro principais culturas do custeio agrícola, com o percentual de participação no custeio da safra 2008/2009 e a concentração por estado das lavouras dessas culturas Tabela 49. Custeio Perfil das Contratações Soja Milho Arroz Algodão 28,19% 21,53% 7,03% 1,16% PR 36,90% PR 28,35% RS 79,93% MT 22,90% RS 18,72% RS 24,87% SC 13,34% SP 20,06% GO 14,48% SC 20,14% MS 1,96% BA 19,65% MS 12,20% MG 11,74% PR 1,59% GO 10,13% 65 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

66 Apresentamos, a seguir, detalhamentos de preço e custo das culturas de milho e soja para a safra 2008/2009. A margem é representada pelo percentual das receitas líquido dos custos envolvidos em cada cultura. Margem - Soja Relação Preço Custo - Soja 0,73 60,0 55,7 0,62 % 50,0 40,0 30,0 30,6 37,7 37,2 45,9 R$/sc 0,51 0,42 0,44 20,0 10,0 0,35 0,26 0,28 0,27 0,40 0,0 2004/ / / / / / / / / /2009 Preço Custo % Margem - Milho 44,8 35,3 30,9 26,8 23,7 2004/ / / / /2009 R$/sc Relação Preço Custo - Milho 0,31 0,29 0,25 0,24 0,22 0,22 0,17 0,16 0,17 0, / / / / /2009 Preço Custo Figura 24. Relação Preço/Custo de soja e milho 66 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

67 6.6 Crédito Tributário Em 1998, o BB ingressou na justiça com pedido de compensação integral dos prejuízos fiscais acumulados de IR e das bases negativas de CS. Desde então, o BB passou a compensar integralmente prejuízos fiscais e bases negativas com o valor devido de IR e CS, realizando depósito integral do montante devido (70% do valor compensado). Em maio de 2007, os créditos tributários que haviam sido baixados desde o início da ação judicial foram reativados, no montante de R$ 4.913,2 milhões, em contrapartida com a reconstituição da provisão relativa à parcela de 70% do IR e CS, para os quais foram depositados valores em juízo. O saldo de Crédito Tributário (CT) atingiu R$ 16,3 bilhões em dezembro último, 9,1% superior a set/08. Na comparação anual, o crescimento do estoque de CT foi de 18,1%. Os créditos tributários provenientes de diferenças intertemporais representam 66,4% do estoque. As diferenças intertemporais decorrem do fato de a legislação tributária não permitir a inclusão de determinadas despesas na base de cálculo dos impostos no momento em que ocorrem (regime de competência), mas sim no momento em que são liquidadas financeiramente (regime de caixa). Somente a incorporação do Besc originou ativação de R$ 194,2 milhões em crédito tributário desta natureza. Tabela 50. Abertura do Crédito Tributário em milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Diferenças Intertemporais Contribuição Social a Compensar IR e CS Ação Judicial Demais* Total de Crédito Tributário IR/ Lair -% 28,0 33,4 28,3 28,8 26,8 25,7 18,6 20,1 * Inclui Prejuízos Fiscais e Bases Negativas e Marcação a Mercado, Créditos Tributários no Exterior e Pasep e Cofins A tabela acima demonstra a composição do crédito tributário em nível de Diferenças Intertemporais, de Contribuição Social a Compensar e IR/CS Ação Judicial. A relação IR/Lair encerrou dezembro em 20,1%, com pequena elevação em relação ao 3T08, mas com redução significativa em relação ao final de Ainda em relação aos aspectos tributários, é importante destacar a contratação de operação de Hedge Fiscal, a partir do 4T08. O Banco do Brasil contratou operações de hedge em montante superior ao dos investimentos mantidos no exterior (over hedge), com o objetivo de anular o efeito da variação cambial sobre o resultado, considerando os impactos fiscais dessas operações. Mais detalhes sobre o Hedge Fiscal e sobre os motivos que levaram o Banco do Brasil a contratá-lo podem ser consultados no capítulo (Abertura das Realocações). Durante o acumulado dos nove primeiros meses de 2008 observou-se a realização de créditos tributários no montante de R$ milhões, correspondente a 99,14% da respectiva projeção de utilização, a qual constava no estudo técnico elaborado em 31/12/2007 (R$ mil). Ainda de acordo com esse estudo, a expectativa de realização dos valores nominais de créditos tributários ativados, considerando a recomposição daqueles baixados ao longo da ação judicial (70%), está projetada para 6 anos e serão utilizados R$ milhões Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

68 6.7 Análise dos Passivos O volume de depósitos captados pelo Banco do Brasil manteve a trajetória de crescimento observada nos últimos trimestres e encerrou o 4T08 em R$ 271 bilhões, o que representa evolução de 44,0% na comparação anual e de 17,9% em relação ao 3T08. Assim como no trimestre anterior, o desempenho foi sustentado pelos depósitos à prazo, que apresentaram crescimento absoluto de R$ milhões, o que representa evolução percentual de 17,2%. As captações de mercado aberto voltaram a se destacar entre as fontes de financiamento utilizadas pelo Banco do Brasil, e apresentam crescimento tanto na comparação trimestral quanto anual, respectivamente de 6,8% e 26,5%. Tabela 51. Itens do Passivo R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Depósitos Depósitos à Vista Depósitos de Poupança Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Depósitos para Investimento Captações no Mercado Aberto Obrigações no Exterior Obrigações por Repasses no País Demais Passivos Patrimônio Líquido Passivo Total A tabela abaixo demonstra como o crescimento dos depósitos tem influenciado na disponibilidade de funding do Banco do Brasil. Os indicadores detalham como a carteira de crédito é lastreada, além de depósitos, por outras formas de captação, tais como repasses do BNDES, recursos de Fundos Financeiros e de desenvolvimento, captações no exterior, entre outros. Tabela 52. Fontes e Usos R$ milhões Saldos Var. % Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Funding Total ,8 33,6 Depósitos Totais ,0 17,9 Obrigações por Repasses no País ,3 14,2 Fundos Financeiros e de Desenvolvimento ,1 7,9 FCO (Dívida Subordinada) ,6 4,8 Captações no Exterior ,0 84,4 Compulsórios (32.278) (45.892) (20.882) (35,3) (54,5) Carteira de Crédito Líquida ,8 33,6 Carteira de Crédito ,9 11,2 Provisão para Risco de Crédito (10.313) (11.187) (13.829) 34,1 23,6 Disponibilidades ,6 168,0 Indicadores - % Carteira de Crédito Líquida / Depósitos Totais 79,9 83,0 77,8 Carteira de Crédito Líquida / Funding Total 78,9 85,3 70,6 Disponibilidade / Funding Total 21,1 14,7 29,4 1 Inclui Empréstimos no Exterior, Obrigações por TVM no Exterior, Obrigações por Repasses no Exterior e Instrumentos Híbridos de Capital e Divida 68 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

69 O índice Carteira de Crédito Líquida / Funding Total encerrou o 4T08 em 70,6%, ante 85,3% no trimestre anterior e 78,9% em comparação a igual período do ano anterior. As disponibilidades, medidas pela diferença entre o funding total e a carteira de crédito líquida, atingiram R$ 87,9 bilhões, ante R$ 32,8 bilhões no trimestre anterior e R$ 40,2 bilhões no 4T07. Ao final do trimestre, as disponibilidades representavam 29,4% do funding total do Banco. A redução da relação Crédito / Depósitos foi influenciada principalmente pela expansão nos Depósitos à Prazo, já evidenciadas no início deste capítulo. A expansão dos depósitos aconteceu em ritmo superior àquele observado na carteira de crédito. Ademais, as medidas editadas pelo CMN e pelo Banco Central colaboraram para a liberação de depósitos compulsórios recolhidos pelo Banco do Brasil, principalmente a partir do 4T08. A tabela abaixo relaciona os impactos das medidas editadas sobre os valores recolhidos pelo BB Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

70 Tabela 53. Liberação de Compulsório Medidas Recentes Mês Circular / Resolução (nº) Impacto na Liquidez - Valor (em R$) Setembro/08 Circular 3.405, de 24/09/ Circular 3.408, de 08/10/ Circular 3.408, de 08/10/ Observações Elevação do valor deduzível do compulsório adicional de R$ para R$ Elevação do valor deduzível do compulsório dos depósitos a prazo de R$ para R$ Redução da alíquota do compulsório adicional dos depósitos a prazo e depósitos à vista de 8% para 5% Outubro/08 Circular 3.410, de 13/10/ Circular 3.410, de 13/10/ Circular 3.625, de 30/10/ Elevação do valor deduzível do compulsório adicional de R$ para R$ Elevação do valor deduzível do compulsório dos depósitos a prazo de R$ para R$ Eleva a exigibilidade de aplicação em crédito rural de 65% para 70% e reduz a alíquota do compulsório de 20% para 15% Novembro/08 Circular 3.413, de 14/10/ Redução da alíquota do compulsório sobre os recursos à vista de 45% para 42% Dezembro/08* Circular 3.426, de 19/12/ Reduz a alíquota dos recursos à vista de 5% para 4% Circular 3.427, de 19/12/ Altera o cumprimento da exigibilidade: 60% em espécie 40% em TPF TOTAL *O impacto na liquidez relativo as circulares e ocorreu em janeiro de Por final, prestamos esclarecimentos em relação à circular 3.417, editada pelo Banco Central em 30/10/2008 e com reflexos a partir do 4T08. Tal medida determina que dos valores recolhidos ao Banco Central a título de compulsório sobre depósitos à prazo, 70% sejam depositados em espécie, sem remuneração. Sobre esse montante a ser recolhido em espécie, poderão ser deduzidos os valores aplicados na compra de carteiras de crédito de instituições financeiras de pequeno e médio porte. O Banco do Brasil já vinha adquirindo carteiras de outras instituições financeiras, e manteve esse movimento no 4T08, como forma de minimizar o impacto da circular, e evitar a necessidade de recolher depósitos compulsórios sem remuneração no Banco Central. O BB se destaca entre os bancos de grande porte, por possuir sistemas e metodologias desenvolvidos para a análise técnica das carteiras adquiridas, o que traz maior agilidade e segurança ao processo Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

71 6.8 Captações de Mercado As Captações de Mercado do Banco do Brasil atingiram R$ 362,6 bilhões em dezembro de 2008, incremento robusto de 14,9% sobre setembro deste ano e de 39,1% em doze meses. Os depósitos à prazo estão entre as principais fontes de captação do Banco do Brasil e sustentaram o crescimento das captações, tanto no trimestre como no ano. A partir do segundo semestre de 2008 o BB aumentou o foco estratégico em depósitos à prazo, especialmente por CDB. Como resultado desta estratégia, os Depósitos à Prazo apresentaram evolução de 17,2% no trimestre e de 74,5% em comparação ao 4T07. É importante frisar que, além do direcionamento estratégico, o agravamento da crise financeira internacional também beneficiou o Banco do Brasil nessa linha de negócios, dada a migração de depósitos de bancos pequenos e médios para instituições de reconhecida solidez. Outras importantes fontes de captação, os Depósitos Interfinanceiros e as Captações no Mercado Aberto também apresentaram crescimento expressivo no trimestre, respectivamente de 122,9% e 6,8%. A figura abaixo mostra a evolução das captações: R$ bilhões 51,3 43,0 52,0 45,8 52,7 55,0 5,1 6,3 14,1 86,0 128,1 150,1 72,3 85,6 91,4 260,6 315,7 362,6 Depósitos à Vista Depósitos de Poupança Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo e de Investimentos Captações no Mercado Aberto Total Dez/07 Set/08 Dez/08 Figura 25. Captações de Mercado 71 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

72 A seguir são apresentadas as participações de mercado do Banco do Brasil nas captações de mercado do Sistema Financeiro Nacional* R$ milhões 30,0 29,4 29,7 29, , ,9 31, ,0 20,0 20,1 19,6 19,9 19,8 20, Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Depósitos à Vista Participação de Mercado - % Depósitos de Poupança Participação de Mercado - % 16,6 16,5 16,6 17,2 17, , , ,5 20,2 20,2 19, , , , Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Depósitos a Prazo Participação de Mercado - % Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Captações de Mercado Participação de Mercado - % Figura 26. Participação de Mercado das Captações do BB *As informações de participação no Sistema Financeiro são provenientes do site 50 maiores bancos do Banco Central. A última posição nesse sistema até a divulgação desse relatório era de dez/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

73 6.8.1 Captações no Exterior Com a piora na liquidez internacional, as captações junto instituições financeiras externas, sobretudo operações compromissadas (Repo) e interbancárias, foram bastante afetadas. As operações interbancárias apresentaram retração de 10,3% sobre set/08, ainda que com crescimento de 16,2% em doze meses. Entretanto, a partir do 4T08, o Bacen passou a prover funding para o comércio exterior, com reflexos imediatos sobre as operações de Repo que cresceram 20,5% no trimestre e 34,7% em doze meses. O incremento nominal no trimestre foi de US$ 586 milhões. O BB é visto como Safe Harbor pelo mercado o que contribui para manter a captação no exterior. Assim, mesmo em meio à crise financeira e à escassez de crédito externa, as captações com as pessoas jurídicas cresceram fortemente no 4T08, tanto na comparação trimestral (33,7%), quanto em doze meses (61,5%) e, em relação ao total de captações, o desempenho foi de crescimento trimestral de 13,7% e de 35,6% em doze meses. Tabela 54. Captações no Exterior US$ milhões Produtos Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Interbancário Repo Pessoa Jurídica Special Pessoa Física Emissões TOTAL Em relação às Emissões Externas, não foi realizada nenhuma operação no 4T08. Entretanto, a emissão de setembro de 2008, no montante de US$ 200 milhões, sensibilizou o caixa externo apenas a partir de out/08, o que explica a elevação no saldo captado por emissões. Tabela 55. Emissões no Exterior Data de Emissão Volume em US$ milhões Prazo em anos Cupom (%) Frequência do Cupom Preço de Emissão Retorno p/ Investidor(%) Spread s/ Treasury Rating Programa L3M+0,60 Trimestral 100,00 5,013 *266 AAA/Aaa MT ,89 Trimestral 100,00 7, BBB/Baa1 MT ,26 Trimestral 100,00 7, BBB/Baa1 MT ,911 Trimestral 100,00 5, BBB+/Baa1 Visanet ,777 Trimestral 95,00 5, BBB+/Baa1 Visanet ,55 Trimestral 100,00 6, BBB/Baa1 MT ,5 Semestral 99,17 8, A2 Dív.Subor Perpétuo 7,95 Trimestral 100,00 7,950 Ba1 Perpetual Securities ,75 Semestral 100,00 9,750 Baa3 GMTN L3M+0,55 Trimestral 100,00 L3M+0,55 AAA/Aaa MT ,25 Trimestral 100,00 5,250 A-/A1 MT L3M+1,20 Trimestral 100,00 L3M+1,20 A-/A1 MT Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

74 7 Análise do Resultado 7.1 Margem Financeira Bruta Tabela 56. Margem Financeira Bruta R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Receitas da Intermediação Financeira ,7 28, ,1 Operações de Crédito ,0 23, ,6 Operações de Arrendamento Mercantil ,1 151, ,0 Resultado de Operações com TVM ,4 40, ,7 Resultado com Inst. Financeiros Derivativos (10) (85) (1.053) , ,0 175 (1.283) - Resultado de Operações de Câmbio 26 (50) , ,2 Resultado das Aplicações Compulsórias ,2 (28,2) ,1 Ganho(Perda) Cambial s/ PL Fin. no Ext. (94) ,4 (574) Outros Res. Op. com Caract. de Interm ,4 84, ,2 Hedge Fiscal Despesa da Intermediação Financeira (4.632) (9.839) (13.368) 188,6 35,9 (19.168) (33.903) 76,9 Operações de Captação no Mercado (4.281) (6.866) (8.465) 97,7 23,3 (17.523) (25.219) 43,9 Op. de Emp., Cessões e Repasses (351) (2.973) (4.903) 1.295,9 64,9 (1.645) (8.685) 428,0 Margem Financeira Bruta ,5 16, ,9 A Margem Financeira Bruta (MFB) representa o resultado do negócio de intermediação financeira antes das provisões para risco de crédito. No 4T08, a MFB foi de R$ milhões, crescimento de 26,5% em relação ao mesmo período de Na comparação com o 3T08, a margem cresceu 16,5%. Entre as Receitas da Intermediação Financeira, destacam-se as receitas com operações de crédito, com crescimento de 68,0% na comparação anual e de 23,5% no trimestre. Cabe destacar que as receitas com operações de crédito sofrem efeitos da variação cambial em função de operações de crédito que envolvem outras moedas. Caso apartássemos o efeito cambial proveniente das operações ao amparo da Resolução CMN 2.770, as receitas com operações de crédito cresceriam 49,5% no ano e 15,1% no trimestre, conforme demonstrado na tabela abaixo. É importante salientar que o efeito da variação cambial sobre as Receitas de Intermediação Financeira encontra contrapartida em outros componentes do resultado, como Despesas de Empréstimos, Cessões e Repasses e o Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos. Portanto, o efeito sobre a Margem Financeira Bruta é nulo. Tabela 57. Receitas de Operações de Crédito Líquidas de Efeito Cambial (Res ) R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t08 Receitas de Operações de Crédito + Leasing* ,0 24,3 Efeito Cambial em Op. de Crédito (Res ) (37) ,3 Rec. de Op. Créd. Líq. de Ef. Cambial (Res ) ,5 15,1 * Inclui o montante de Recuperação de Créditos baixados como prejuízo No período, destaca-se também o crescimento do Resultado de Operações com TVM. Essas receitas atingiram R$ milhões, com crescimento de 161,4% em doze meses e de 40,3% em comparação com o trimestre anterior. O crescimento dessas receitas será detalhado mais adiante neste capítulo. As Despesas da Intermediação Financeira cresceram 35,9% no quarto trimestre. O crescimento é explicado em parte pela variação cambial, anulando os efeitos sobre o aumento das Receitas da Intermediação Financeira. A evolução dessas despesas é explicada principalmente pelo aumento nas Obrigações por Empréstimos no Exterior e com Depósitos a prazo, instrumento de captação que 74 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

75 apresentou crescimento significativo nos últimos dois trimestres, como detalhado na Análise Patrimonial. As tabelas a seguir, evidenciam a formação da Margem Financeira Bruta a partir da evolução do spread e do crescimento do volume de aplicações. Como pode ser constatado, o spread apresentou retração na comparação entre 2008 e 2007, porém pequena recuperação no quarto trimestre. Os ganhos com volume seguem sustentando o crescimento da Margem Financeira Bruta, tanto no trimestre como na comparação anual. Tabela 58. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Trimestral 3T08 e 4T08 R$ milhões 3T08 4T08 Var. Abs. Volume: Ativos Rentáveis * Margem Financeira Bruta Spread - % ** 1,7455 1,7868 0,0414 Ganho/(Perda) com Volume Ganho/(Perda) com Taxa Ganho/(Perda) com Volume e Taxa 19 * Saldos Médios ** Margem Financeira Bruta / (Ativos Rentáveis) Tabela 59. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Anual 2007 e 2008 R$ milhões Var. Abs. Volume: Ativos Rentáveis * Margem Financeira Bruta Spread - % ** 7,6031 7,0585 (0,5446) Ganho/(Perda) com Volume Ganho/(Perda) com Taxa (1.490) Ganho/(Perda) com Volume e Taxa (370) * Saldos Médios ** Margem Financeira Bruta / (Ativos Rentáveis) 75 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

76 Spread A carteira de crédito, que proporciona os melhores spreads entre os ativos rentáveis, apresentou crescimento vigoroso no trimestre e em todo o ano de Em contrapartida, como já havia acontecido no 3T08, o crescimento da base de depósitos foi ainda mais expressivo. Por esse motivo, os passivos onerosos médios seguem se expandindo em ritmo superior ao dos ativos rentáveis médios, como pode ser atestado pela tabela abaixo. Mesmo com esse movimento, a recomposição das margens viabilizou a recuperação do spread do Banco, que encerrou o trimestre em 7,3%, ante 7,2% no 3T08. 8,1 8,0 7,5 7,8 7,2 7,3 7,2 7,3 7,6 7,1 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T MFB / (Ativos Rentáveis) - Anualizado Figura 27. Evolução do Spread Tabela 60. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro R$ milhões 4T07 3T08 4T Saldo médio total dos ativos geradores de receitas Saldo médio total dos passivos geradores de despesas Receita líquida de juros (1) Receitas de juros Despesas de juros (4.586) (9.760) (13.267) (18.993) (33.625) Demais componentes da Margem Financeira Bruta (2) Margem Financeira Bruta Passivos Onerosos / Ativos Rentáveis - % 84,9 87,6 88,6 85,0 87,5 Tx de juros sobre o sld médio dos ativos geradores de receitas (3) - % 14,1 18,8 21,5 14,0 16,3 Tx de juros sobre o sld médio dos passivos geradores despesas (4) - % 7,7 13,7 16,4 8,2 11,3 Margem de lucro líquida (5) - % 6,5 5,1 5,1 5,9 5,0 Margem líquida de juros (6) - % 7,3 6,3 6,4 7,1 6,4 Margem Financeira Bruta / Ativos Rentáveis - % 7,8 7,2 7,3 7,6 7,1 (1) Definida como receitas de juros menos despesas de juros. (2) Contém derivativos, contratos de assunção de dívidas, resultado de op. de câmbio, recup. de créd. baixados como prejuízo, empréstimos de ouro, fundo garant. de crédito, ganho/perda cambial no exterior e outras receitas com caract. de interm. financ. (3) Receita total de juros dividida pelo saldo médio dos ativos geradores de receitas. (4) Despesa total de juros total dividida pelo saldo médio dos passivos geradores de despesas. (5) Diferença entre a taxa média dos ativos geradores de receitas e a taxa média dos passivos geradores de despesas. (6) Receita líquida de juros dividida pelo saldo médio dos ativos geradores de receitas Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

77 7.2 Análise das Aplicações As Receitas com Operações de Crédito e Arrendamento Mercantil, desconsideradas as receitas de recuperação de créditos baixados como prejuízo, atingiram R$ milhões no 4T08, crescimento de 24,7% em relação ao 3T08, e de 72,7% em relação a igual período do ano anterior. Vale destacar que estas receitas sofreram os efeitos da variação cambial relativos às operações de crédito que envolvem outras moedas. A taxa de aplicação anualizada, desconsiderando-se a variação cambial, encerrou o trimestre em 20,6%, ante 19,7% no trimestre anterior. Tabela 61. Receitas de Operações de Crédito Líquidas de Efeito Cambial (Res ) R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t08 Operações de Crédito + Leasing Saldos Médios* ,3 10,4 Receitas de Operações de Crédito + Leasing ,7 24,7 Efeito Cambial em Op. de Crédito (Res ) (37) ,3 Rec. de Op. Créd. Líq. de Ef. Cambial (Res ) + Leasing ,9 15,0 Taxa Anualizada - % 18,5 19,7 20,6 - - * Não inclui o montante de Recuperação de Créditos baixados como prejuízo Spread por Carteira A figura a seguir mostra a evolução do spread do crédito por carteira. Nota-se no gráfico que os spreads de Pessoa Jurídica e Agronegócios seguem apresentando crescimento, com redução apenas nas operações com Pessoa Física. A carteira de pessoa física continua sendo a linha mais atrativa da carteira crédito em função do spread resultante. Contudo, com o crescimento de operações de menor risco e menor taxa, como crédito consignado e veículos, a carteira registra tendência de taxa de juros e spread decrescente. O crescimento consistente das operações de crédito com Pessoa Jurídica foi acompanhado por uma recuperação no spread desses negócios, que chegou a 7,3% no trimestre. Já o spread das operações de Agronegócios apresentou sensível crescimento no trimestre, alcançando 5,6% no 4T08, ante 5,2% no trimestre anterior. Como explicado no capítulo 6.5.3, esse desempenho é explicado basicamente pela alteração no mix da carteira de agronegócios, com aumento da participação relativa das operações com recursos equalizáveis, que cresceram R$ 4,6 bilhões em saldo e R$ 176 milhões em receitas. 28,9% 28,8% 27,7% 26,6% 24,1% 23,4% 22,0% 21,6% 7,3% 7,0% 7,2% 6,9% 6,9% 6,5% 6,6% 7,3% 7,0% 6,6% 6,6% 5,8% 5,0% 4,9% 5,2% 5,6% 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Pessoa Física Pessoa Jurídica Agronegócios Figura 28. Spread do Crédito por Carteira 77 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

78 O Resultado com Títulos e Valores Mobiliários (TVM) totalizou R$ milhões no 4T08, montante 161,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e 40,1% superior ao do trimestre anterior. O crescimento registrado no período decorreu de aumento em todas as principais fontes de receitas, com destaque para as Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, que englobam, entre outros negócios, operações interbancárias (CDI) com outras instituições financeiras, com garantia de carteiras de crédito. Tabela 62. Resultado com Títulos e Valores Mobiliários R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Res. Títulos e Valores Mobiliários ,4 40, ,7 Res. Títulos de Renda Fixa ,2 40, ,0 Reavaliação - Curva ,8 23, ,0 Resultado das Negociações (3) (30) (84) - Marcação a Mercado (139) ,5 (181) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ,0 49, ,6 Rendas no Exterior , Demais ,1 901, (41,7) A figura abaixo apresenta os principais indexadores da carteira de títulos do BB. 1,0% 0,0% 4,9% 23,9% 70,2% CDI/TMS Prefixado TR Dolar IGP-M IPCA Figura 29. Carteira de Títulos e Valores Mobiliários por Indexador (Banco Múltiplo) 78 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

79 Tabela 63. Saldo médios das contas do BP e infor. sobre tx de juros Ativos Rentáveis (trimestral) R$ milhões 3T08 4T08 Saldo Médio Juros Taxa Anual.(%) Saldo Médio Juros Taxa Anual.(%) Ativos Rentáveis Disponibilidades em Moeda Estrangeira , ,9 Títs. e Vlrs. Mobiliários + Aplic. Interfinanceiras s/hedge , ,4 Operações de Crédito + Leasing , ,5 Depósito Compulsório Rentável , ,6 Total , ,5 Ativos Não Rentáveis Créditos Tributários Demais Ativos Ativo Permanente Total ATIVO TOTAL Tabela 64. Saldo médios das contas do BP e infor. sobre tx de juros Ativos Rentáveis (anual) R$ milhões Saldo Médio Juros Taxa Anual.(%) Saldo Médio Juros Taxa Anual.(%) Ativos Rentáveis Disponibilidades em Moeda Estrangeira , ,0 Títs. e Vlrs. Mobiliários + Aplic. Interfinanceiras s/hedge , ,2 Operações de Crédito + Leasing , ,7 Depósito Compulsório Rentável , ,6 Total , ,3 Ativos Não Rentáveis Créditos Tributários Demais Ativos Ativo Permanente Total ATIVO TOTAL Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

80 7.3 Análise das Captações No 4T08, os Passivos Onerosos atingiram saldo médio de R$ milhões, crescimento de 15,1% no trimestre e de 39,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A taxa anualizada de captação, medida pela relação entre as Despesas de Intermediação Financeira e os Passivos Onerosos, ficou em 16,4% no 4T08. De maneira geral, no 4T08, o custo de captação dos principais instrumentos não sofreu grandes oscilações em relação ao trimestre imediatamente anterior. No entanto, a desvalorização cambial do período teve forte influência na linha de obrigações por Empréstimos no Exterior, como se pode observar na tabela abaixo. Além disso, as demais variações são decorrentes, principalmente das oscilações na taxa SELIC, e da elevação nas despesas de juros com Depósitos a prazo. Os Depósitos a prazo seguem aumentando sua participação em relação ao total de passivos onerosos. O aumento das captações nessa linha, assim como nas Captações no Mercado Aberto, contribui para a elevação da taxa anualizada de captação. No entanto, cabe destacar que o aumento na captação por fontes mais caras, apesar de contribuir para a elevação da taxa média, não deixa de constituir funding para negócios mais lucrativos, refletindo em melhores ganhos nominais na margem. Tabela 65. Saldos médios das contas do BP e infor. sobre tx de juros Pass. Onerosos (trimestral) R$ milhões 3T08 4T08 Saldo Médio Juros Taxa Anual.(%) Saldo Médio Juros Taxa Anual.(%) Passivos Onerosos Depósitos de Poupança (1.059) 8, (1.185) 9,1 Depósitos Interfinanceiros (96) 6, (137) 5,8 Depósitos a Prazo (3.079) 10, (4.183) 12,1 Captações no Mercado Aberto (2.520) 12, (2.731) 12,5 Obrigações por Empréstimos no Exterior (2.498) 667, (4.353) 1.279,8 Obrigações por Repasses (346) 7, (434) 8,1 Fundos Financeiros e de Desenv. + Dívida Subord (129) 3, (116) 3,4 Obrigações com T.V.M. no Exterior (32) 5, (127) 15,8 Total (9.760) 13, (13.267) 16,4 Demais Passivos Depósitos à Vista Outros Passivos Patrimônio Líquido Total PASSIVO TOTAL Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

81 Tabela 66. Saldos médios das contas do BP e infor. sobre tx de juros Pass. Onerosos (anual) R$ milhões Saldo Médio Juros Taxa Anual.(%) Saldo Médio Juros Taxa Anual.(%) Passivos Onerosos Depósitos de Poupança (2.964) 7, (3.868) 7,7 Depósitos Interfinanceiros (766) 15, (432) 6,4 Depósitos a Prazo (6.313) 7, (10.599) 9,5 Captações no Mercado Aberto (7.184) 10, (9.826) 10,7 Obrigações por Empréstimos no Exterior (157) 4, (6.915) 186,7 Obrigações por Repasses (1.043) 6, (1.282) 6,6 Fundos Financeiros e de Desenv. + Dívida Subord (446) 3, (487) 3,7 Obrigações com T.V.M. no Exterior (121) 5, (215) 9,1 Total (18.993) 8, (33.625) 11,3 Demais Passivos Depósitos à Vista Outros Passivos Patrimônio Líquido Total PASSIVO TOTAL Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

82 7.4 Análise Volume e Taxa O quadro a seguir apresenta a alocação das variações nas receitas e despesas de juros pela mudança no volume médio dos ativos rentáveis e dos passivos onerosos e pela variação da taxa média de juros sobre esses ativos e passivos, nos trimestres em análise. As variações no volume e na taxa de juros foram calculadas com base nas movimentações dos saldos médios durante o período e nas variações das taxas médias de juros sobre os ativos geradores de receitas e passivos geradores de despesas. A variação de taxa de juros foi calculada pela variação na taxa de juros no período multiplicada pela média dos ativos geradores de receitas ou pela média dos passivos geradores de despesas no primeiro período. A variação de volume foi computada como a diferença entre o volume de juros do período mais recente e o anterior. Entre os Ativos Rentáveis, observamos que, tanto na comparação trimestral como anual, o aumento das receitas com juros vem sendo explicado pelas Operações de Crédito e Leasing e pelas operações com Títulos e Valores Mobiliários e Aplicações Interfinanceiras. As receitas dessas operações vêm apresentando crescimento tanto em razão de aumento do volume como da taxa média. As operações de Depósitos a Prazo e Obrigações por Empréstimos no Exterior também vêm apresentando crescimento em termos de volume e taxa média, o que explica a evolução das despesas com juros que incidiram sobre os Passivos Onerosos. É importante frisar o impacto da variação cambial, que se reflete na Taxa Média tanto dos Ativos Rentáveis como dos Passivos Onerosos. Tabela 67. Aumento e Redução de jrs (rec.e desp.) devido às variações em Vol. e Taxa (trimestral) R$ milhões 4º Trimestre 2008/2007 4º Trimestre 2008/3º Trimestre 2008 Volume médio (1) Taxa média (2) Variação líquida (3) Volume médio (1) Taxa média (2) Variação líquida (3) Ativos Rentáveis Disponibilidades em Moeda Estrangeira Títs. e Vlrs. Mobiliários + Aplic. Interf. s/hedge Operações de Crédito + Leasing Depósito Compulsório Rentável (61) (148) (18) (166) Passivos Onerosos (3.758) (4.923) (8.681) (1.742) (1.764) (3.507) Depósitos de Poupança (196) (327) (523) (64) (62) (126) Depósitos Interfinanceiros (61) (53) 12 (41) Depósitos a Prazo (1.711) (887) (2.599) (784) (320) (1.104) Captações no Mercado Aberto (433) (479) (912) (181) (30) (211) Obrigações por Empréstimos no Exterior (1.853) (2.530) (4.383) (865) (990) (1.855) Obrigações por Repasses (95) (56) (151) (52) (35) (88) Fundos Financeiros e de Desenv. + Dívida Subord. (16) (2) (18) (5) Obrigações com T.V.M. no Exterior (61) (57) (118) (42) (53) (95) (1) Variação Líquida Taxa Média (2) ((Juros Período Atual / Saldo Período Atual) x Saldo Período Anterior) (Juros Período Anterior) (3) Juros Atual Juros do Período Anterior 82 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

83 Tabela 68. Aumento e Redução de jrs (rec.e desp.) devido às variações em Vol. e Taxa (anual) Volume médio (4) 2008 / 2007 Taxa média (5) R$ milhões Variação líquida (6) Ativos Rentáveis Disponibilidades em Moeda Estrangeira Títs. e Vlrs. Mobiliários + Aplic. Interf. s/hedge Operações de Crédito + Leasing Depósito Compulsório Rentável Passivos Onerosos (7.438) (7.194) (14.632) Depósitos de Poupança (674) (231) (904) Depósitos Interfinanceiros (109) Depósitos a Prazo (2.790) (1.496) (4.286) Captações no Mercado Aberto (2.154) (488) (2.642) Obrigações por Empréstimos no Exterior (685) (6.074) (6.759) Obrigações por Repasses (263) 23 (239) Fundos Financeiros e de Desenv. + Dívida Subord. (58) 16 (42) Obrigações com T.V.M. no Exterior (27) (67) (94) (4) Variação Líquida Taxa Média (5) ((Juros Período Atual / Saldo Período Atual) x Saldo Período Anterior) (Juros Período Anterior) (6) Juros Atual Juros do Período Anterior 83 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

84 7.5 Provisão para Risco de Crédito Tabela 69. Margem Financeira Líquida R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Margem Financeira Bruta ,5 16, ,9 Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (1.497) (1.339) (2.240) 49,7 67,3 (5.378) (6.800) 26,5 Margem Financeira Líquida ,7 1, ,2 No fluxo trimestral, a PCLD registrou aumento de 49,7% em relação ao mesmo período do ano passado e 67,3% em relação ao trimestre anterior. Este comportamento das despesas com PCLD decorre do crescimento da carteira de crédito e de aprimoramentos de metodologias de análise de risco na direção de uma abordagem mais conservadora. A relação entre as despesas de provisões contra a carteira total média ambas acumuladas em 12 meses reduziu de 3,7% no 4T07 para 3,6% no 4T08. No 4T08, a relação entre as despesas de provisão trimestral contra a média da carteira de crédito no período apresentou-se inferior em linha com o observado ao mesmo período do ano anterior, ficando em 1%. Tabela 70. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito R$ milhões 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 (A) Despesas de PCLD Trimestral (1.431) (1.236) (1.216) (1.497) (1.534) (1.687) (1.339) (2.240) (B) Despesas de PCLD - 12 Meses (5.830) (5.309) (5.139) (5.380) (5.483) (5.934) (6.057) (6.800) (C) Carteira de Crédito (D) Média da Carteira - 3 Meses (E) Média da Carteira - 12 Meses Despesas sobre Carteira (A/D) - 1,0 0,9 0,8 1,0 0,9 0,9 0,7 1,0 Despesas sobre Carteira (B/E) - 4,8 4,1 3,7 3,7 3,6 3,6 3,3 3,6 4,8 4,1 3,7 3,7 3,6 3,6 3,5 3,6 1,0 0,9 0,8 1,0 0,9 0,9 0,7 1, T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 (A) Despesas de PCLD Trimestral Despesas sobre Carteira (A/D) - % Despesas sobre Carteira (B/E) - % Figura 30. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito 84 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

85 A figura a seguir detalha a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa, segregando as provisões mínimas exigidas pela Resolução CMN do total contabilizado. Nota-se um aumento no volume das provisões requeridas, que saíram de R$ milhões em setembro de 2008 para R$ milhões em dezembro, aumento de 15,4%, acima do crescimento da carteira de crédito, que evoluiu 11,2% no período. A elevação da PCLD decorre de ajuste realizado nas metodologias de classificação de risco das operações de crédito que consumiu R$ 628 milhões da Provisão Adicional. Retirado este ajuste a elevação da provisão no trimestre ficaria em 9,4%. O Total de Provisão (Requerida + Adicional) apresenta crescimento nos últimos 12 meses de 32,6%, inferior ao crescimento da carteira de 39,8%. Essa evolução é explicada pela utilização de parte da Provisão Adicional alocada à Carteira de Crédito (R$ 628 milhões), aliada à constituição no 4T08 de R$ milhões de provisão adicional. Provisão adicional constituída com base na revisão dos modelos estatísticos de perda esperada de crédito da carteira do Banco, em função da atual conjuntura econômica. R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Provisão Mínima Provisão Adicional Total de Provisão Figura 31. Abertura das Provisões As operações classificadas nos níveis de risco AA-C reduziram de 90,9%, em dezembro de 2007, para 90,7%, em dezembro de Tabela 71. Carteira de Crédito por Nível de Risco R$ milhões Dez/07 Set/08 Dez/08 Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % SFN* AA , , ,4 24,1 A , , ,0 40,1 B , , ,5 19,0 C , , ,9 9,0 D , , ,6 2,5 E , , ,3 1,0 F , , ,6 0,7 G , , ,6 0,6 H , , ,1 2,9 Total , , ,0 100,0 AA-C , , ,7 92,2 D-H , , ,3 7,8 *Dados prévios de dezembro/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

86 O índice da Carteira Líquida de Provisões exigidas sobre a Carteira Total (CLP/CT) expressa a avaliação global da carteira ponderada de acordo com a Resolução CMN 2.682/99. A figura abaixo revela que o Banco do Brasil tem mantido a qualidade da Carteira de Crédito, alinhado com o Sistema Financeiro Nacional. 94,6 94,6 94,6 94,6 94,6 94,4 94,6 94,8 94,6 93,8 93,8 94,0 94,2 94,5 94,6 94,8 94,9 94,7 Dez/06 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 BB SFN Figura 32. CLP/CT BB vs. SFN Na tabela seguinte, observa-se a melhora em 50 pontos base do índice de atraso da Carteira de Crédito quando comparados a dezembro de O volume em atraso de 15 dias da carteira totalizou R$ milhões, atingindo 4% no 4T08. O volume de atraso acima de 60 dias foi de 2,8%, abaixo do observado em dezembro de O volume de atraso acima de 90 dias foi de 2,4%, inferior aos 2,7% observado em dezembro de 2007 e aos 3,6% apresentados pelo Sistema Financeiro Nacional. O risco médio da carteira em dezembro de 2008 é de 5,4%, em linha com o observado em dezembro de 2007, apesar dos ajustes realizados nas metodologias de classificação de risco Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

87 Tabela 72. Índices de Atraso R$ milhões 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Carteira de Crédito Operações Vencidas Operações Vencidas/Carteira de Crédito 4,3 4,8 5,0 4,5 4,4 3,7 3,7 4,0 Operações Vencidas + 15 dias Operações Vencidas + 15 dias/carteira de Crédito 4,2 4,1 4,7 4,5 4,4 3,6 3,6 4,0 Operações Vencidas + 60 dias Operações Vencidas + 60 dias/carteira de Crédito 2,8 2,8 3,4 3,3 2,8 2,8 2,6 2,8 Operações Vencidas+90dias Operações Vencidas + 90dias/Carteira de Crédito 2,4 2,4 2,7 2,7 2,4 2,5 2,2 2,4 Baixa para Prejuízo Recuperação (346) (386) (302) (414) (422) (425) (400) (467) Saldo Perda Saldo Perda/Carteira de Crédito - anualizado 1,7 1,5 1,8 1,1 1,7 1,9 1,9 1,4 Provisão Provisão/Carteira de Crédito 6,5 6,5 6,4 6,4 6,2 5,9 5,5 6,1 Provisão/Operações Vencidas + 15dias-% 153,2 159,2 135,6 142,8 142,2 161,8 151,7 152,8 Provisão/Operações Vencidas + 60dias-% 232,4 229,7 187,4 196,1 217,9 209,8 213,8 218,2 Provisão/Operações Vencidas + 90dias-% 269,3 269,1 242,4 241,7 256,8 238,1 250,2 257,7 O gráfico seguinte mostra a relação entre a provisão requerida sobre a provisão das operações vencidas a mais de 90 dias do Banco e do SFN. Como pode ser observado, em comparação com o SFN, o Banco tem um nível de provisão mais que suficiente para cobrir as operações vencidas há mais de 90 dias. 204,5 169,2 230,6 177,2 219,8 171,4 234,1 227,7 169,9 175,7 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 90 Dias BB 90 Dias SFN Figura 33. PCLD requerida/op. Vencidas 90 dias BB x SFN 87 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

88 A elevação do risco médio da carteira (Provisão requerida / Carteira) em relação ao último trimestre é explicada pelo ajuste na metodologia de classificação de risco. Retirado os efeitos do ajuste na metodologia o risco médio ficaria em linha com o trimestre anterior. O risco médio da carteira de 5,4% em dezembro de 2008 manteve-se em linha com o observado em dezembro de 2007, conforme tabela seguinte: Tabela 73. Risco Médio da Carteira Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Risco Médio BB 5,4 5, 6 5,4 5,2 5,4 Risco Médio SFN 5,5 5,4 5,2 5,1 5, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

89 7.5.1 Carteira de Crédito de Varejo A Carteira de Crédito de Varejo cresceu 45,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e 12,6% em relação a setembro de Parcela do crescimento é explicada pelo incremento nas operações de CDC e Financiamento a Veículos, no segmento Pessoa Física, com incremento no período dez-07/dez- 08 de 43% e 120,7%, respectivamente. No segmento de Micro e Pequenas Empresas o crescimento é explicado pelo incremento na carteira de Giro e Investimento, aumento de 39,5% e 45,8, respectivamente. Outro fator que contribui para o crescimento da carteira no segmento pessoa física foram as aquisições de carteiras. Retirado o saldo das carteiras adquiridas, R$ milhões de crédito consignado e R$ 744 milhões de financiamento de veículos, o crescimento da carteira de Varejo fica em 40% entre dez/07 e dez/08. Tabela 74. Carteira de Crédito de Varejo por Nível de Risco R$ milhões Dez/07 Set/08 Dez/08 Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,6 A , , ,1 B , , ,8 C , , ,4 D , , ,4 E , , ,3 F , , ,8 G , , ,7 H , , ,9 Total , , ,0 AA-C , , ,9 D-H , , , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

90 O risco médio da carteira de varejo apresentou leve piora de risco de 50 postos base em relação à registrada em dezembro de A movimentação da PCLD da carteira de varejo encontra-se detalhada na tabela a seguir: Tabela 75. Movimentação da PCLD - Varejo R$ milhões 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Carteira de Crédito de Varejo Provisão Inicial Migração de Risco a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (471) (464) (626) (814) (864) 2 - Contratações Perdas (599) (671) (760) (779) (772) Total ( ): Outros Impactos* (48) (65) (36) 89 (259) Provisão Final** Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - R$ milhões a) Provisão Adicional*** b) Despesas de Provisão*** Provisão / Carteira - % 6,2 6,0 6,1 6,3 6,7 Fluxo da Provisão / Carteira - % 1,7 1,5 1,6 1,7 1,9 *Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos **Compras parceladas com cartão de crédito incluídas no 1T08: R$ 32 milhões *** No 2T08, houve utilização de provisão adicional. Acompanhamento por Safras Nos gráficos seguintes apresentamos o acompanhamento da carteira de crédito de pessoas físicas por Safras. Essa metodologia, conhecida no exterior por Vintage, proporciona um detalhamento maior e mais próximo da carteira do que os indicadores tradicionais. O acompanhamento por Safras permite que se acompanhe ao longo do tempo, como se comporta a inadimplência do conjunto de operações contratado em determinado período. No primeiro gráfico, por exemplo, o acompanhamento é realizado na visão trimestral. As linhas mostram como se comportou a inadimplência das operações contratadas em cada trimestre, nos períodos subsequentes. As linhas mais longas, portanto, referem-se ao período de acompanhamento mais antigo. No caso dos gráficos a seguir, consideramos inadimplência as operações vencidas há mais de 90 dias e, para apuração da carteira de Varejo a pessoas físicas, não constam desses gráficos as operações de Cheque Especial, Cartão de Crédito e Financiamento a Veículos. O acompanhamento demonstra como as operações contratadas mais recentemente apresentam uma curva de inadimplência mais favorável do que aquelas contratadas no início do acompanhamento. Esse resultado espelha o aperfeiçoamento constante nos modelos de análise, concessão e acompanhamento do crédito Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

91 Figura 34. Vintage trimestral O segundo gráfico traz o acompanhamento de safras na periodicidade anual, facilitando a visualização e a interpretação dos dados. Figura 35. Vintage anual 91 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

92 Neste trimestre adicionamos detalhamento da carteira de financiamento de veículos, segmentado pela origem de contratação da operação: Arena I operações contratadas no âmbito das agências do Banco; Arena II operações contratadas no âmbito de revendedoras de veículos conveniadas. No gráfico a seguir destacamos a carteira de financiamento de veículos contratados pelas agências do Banco: Figura 36. Vintage anual Carteira de Financiamento de Veículos Arena I Neste gráfico destacamos a carteira de financiamento de veículos contratadas por empresas de revenda de automóveis: Figura 37. Vintage anual Carteira de Financiamento de Veículos Arena II 92 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

93 7.5.2 Carteira de Crédito Comercial A carteira comercial apresentou crescimento de 9,2%, nos últimos três meses. Essa performance deveu-se, principalmente, ao incremento de operações com grandes grupos empresariais. O portfólio de pessoas jurídicas é fortemente influenciado pela contratação e liquidação de operações de valores expressivos com grandes clientes. A qualidade da carteira mantém-se em linha com o observado no 4T07. Ao final de dezembro de 2008, os níveis de risco AA a C mantiveram-se em 97,9% do total da Carteira. Tabela 76. Carteira de Crédito Comercial por Nível de Risco Dez/07 Set/08 Dez/08 R$ milhões Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,0 A , , ,4 B , , ,5 C , , ,0 D , , ,3 E , , ,2 F , , ,1 G , , ,1 H , , ,3 Total , , ,0 AA-C , , ,9 D-H , , ,1 Tabela 77. Movimentação da PCLD Comercial R$ milhões 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Carteira de Crédito Comercial Provisão Inicial Migração de Risco 30 (38) (2) a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (115) (127) (101) (93) (118) 2 - Contratações Perdas (23) (29) (30) (54) (63) Total ( ): Outros Impactos* (56) (13) (5) (14) (141) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - R$ milhões a) Provisão Adicional** b) Despesas de Provisão (63) Provisão / Carteira - % 1,1 1,0 1,0 0,9 1,0 Fluxo da Provisão / Carteira - % 0,1 0,1 0,2 0,2 0,3 *Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos ** Provisão Adicional alocada à Carteira de Crédito Comercial 93 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

94 7.5.3 Carteira de Crédito de Agronegócios A carteira de agronegócios teve crescimento de 22,8% (dez/07 dez/08) e 5,2% em relação ao trimestre anterior. Em dezembro de 2008, as operações classificadas nos níveis de risco AA-C representavam 86% da carteira, 20 pontos base inferior ao apresentado em dezembro de A relação entre as provisões requeridas (Resolução CMN 2.682/99) e o saldo de operações saiu de 7,2% no 3T08 para 7,5% no 4T08, em função de ajuste na metodologia de classificação de riscos que impactou a carteira do agronegócio em R$ 271 milhões. O fluxo de provisão no 4T08 foi inferior ao observado no 4T07, apesar do saldo da carteira ser superior em R$ milhões. Tabela 78. Carteira de Crédito de Agronegócios por Nível de Risco Dez/07 Set/08 Dez/08 R$ milhões Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,7 A , , ,7 B , , ,3 C , , ,2 D , , ,7 E , , ,2 F , , ,6 G , , ,1 H , , ,5 Total , , ,0 AA-C , , ,0 D-H , , ,0 A tabela, a seguir, detalha a movimentação da PCLD da Carteira de Agronegócios. Tabela 79. Movimentação da PCLD Agronegócios R$ milhões 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Carteira de Crédito de Agronegócios Provisão Inicial Migração de Risco (62) a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (731) (723) (78) (387) (309) 2 - Contratações Perdas (92) (140) (235) (395) (217) Total ( ): Outros Impactos* (24) (3) (1.090) (949) (1.745) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - R$ milhões a) Provisão Adicional** b) Despesas de Provisão (41) 391 Provisão / Carteira - % 7,1 7,9 7,6 7,2 7,5 Fluxo da Provisão / Carteira - % 0,9 1,6 0,6 (0,1) 0,6 *Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos ** Provisão Adicional alocada à Carteira de Crédito de Agronegócios 94 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

95 O risco médio da carteira está fortemente influenciado pelas operações das safras de 2005 a 2007 prorrogadas com saldo total de R$ milhões. Na tabela a seguir a carteira de crédito do agronegócio é segregada em operações não prorrogadas e prorrogadas. Tabela 80. Operações Prorrogadas e Não-Prorrogadas do Agronegócio Operações Não-Prorrogadas Risco Saldo PCLD Atraso_90 Operações Prorrogadas Atraso_90/ Saldo 2 Saldo PCLD Atraso_90 Atraso_90/ Saldo 2 AA A B C D E F G H Total ,3% ,8% (1) As operações em atraso no nível AA referem-se a crédito com risco de terceiros (2) No cálculo do índice não foi computado o atraso proveniente de operações em atraso com risco de terceiros Conforme tabela acima, verifica-se que as operações em atraso acima de 90 dias representam 1,3% da carteira total não-prorrogada. Se compararmos esse mesmo indicador com as operações prorrogadas, percebe-se um descolamento de apenas 50 pontos base. Na tabela seguinte apresentados os saldos, índice de inadimplência 90 dias e risco médio da carteira do agronegócio segmentada em carteira total, prorrogada e não prorrogada Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

96 Tabela 81. Índices da Carteira de Agronegócios 1T08 2T08 3T08 4T08 Carteira de Crédito Provisão Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias/carteira de Crédito - % 1,8 1,9 1,3 1,4 Provisão/Carteira do Crédito - % 7,8 7,6 7,2 7,5 Operações prorrogadas Provisão Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias/operações Prorrogadas - % 2,5 2,8 1,7 1,8 Provisão/Operações prorrogadas - % 15,4 15,9 15,5 18,0 Operações não prorrogadas Provisão Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias/operações não Prorrogadas - % 1,6 1,6 1,2 1,3 Provisão/Operações não prorrogadas - % 4,8 4,5 4,6 4,4 Operações prorrogadas sem risco de terceiros Provisão Provisão/Operações prorrogadas sem risco de terceiros - % 16,7 17,3 17,2 19,8 Operações não prorrogadas sem risco de terceiros Provisão Provisão/Operações não prorrogadas sem risco de terceiros - % 5,1 4,8 4,8 4,7 Simulação Operações não prorrogadas sem efeito arrasto das prorrogadas a - Com risco de terceiros b - Provisão Risco médio (b/a) 2,7 4,5 2,7 2,0 c - Sem risco de terceiros d - Provisão Risco médio (d/c) 2,9 4,8 2,9 2,1 O risco médio da carteira do agronegócio renegociada deve-se a questão regulamentar, uma vez que a Resolução CMN estabelece a manutenção do risco da operação renegociada no nível de risco observado à época da renegociação. Simulação realizada retirando o efeito arrasto provocado pelas operações prorrogadas sobre as demais operações do cliente não prorrogadas apresenta redução do risco médio no 4T08 de 4,4% para 2%. Parcela das operações que compõem a carteira do agronegócio são de risco de terceiros que representa o montante de R$ 4,1 bilhões. Desconsiderando-se essas operações o risco médio da carteira no 4T08 eleva-se de 4,4% para 4,7% (carteira não prorrogada) e de 2% para 2,1%( carteira não prorrogada sem efeito arrasto) respectivamente. Na figura a seguir a carteira do agronegócio é estratificada em operações prorrogadas e não prorrogadas, por destinação e respectivas participações Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

97 4T08* 22,0% Custeio 57,0% Investimento 28,6% Refinanciamento 14,4% Prorrogações: R$ 13,1 bilhões Risco Médio: 19,8% 78,0% Custeio 64,9% Investimento 28,8% S/ prorrogação: R$ 46,4 bilhões Carteira Com Prorrogação Carteira Sem Prorrogação Comercialização 6,3% Risco Médio: 4,4% Sem arrasto: 2,1% * Carteira do agronegócio excluídas as operações com risco de terceiros Figura 38. Carteira do Agronegócio estratificada 97 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

98 7.5.4 Carteira de Crédito para o Comércio Exterior A Carteira de Crédito para o Comércio Exterior registrou crescimento de 44,6% (dez/07 dez/08). Os créditos classificados nos níveis de risco AA a C passaram de 98,1% em dezembro de 2007 para 97,2% em dezembro de 2008, enquanto os classificados em D-H passaram de 1,9% para 2,8% no mesmo período. Tabela 82. Carteira de Crédito para o Comércio Exterior por Nível de Risco Dez/07 Set/08 Dez/08 R$ milhões Saldo Provisão Comp. Saldo Provisão Comp. Saldo Provisão Comp. AA , , ,7 A , , ,4 B , , ,3 C , , ,7 D , , ,6 E 7 2 0, , ,3 F 2 1 0, , ,2 G 9 6 0, , ,3 H , , ,4 Total , , ,0 AA-C , , ,2 D-H , , ,8 A tabela abaixo demonstra os efeitos do risco global da Carteira de Crédito para o Comércio Exterior sobre as provisões, cuja relação provisão x carteira reduziu-se de 1,5% no 4T07 para 0,8% no 4T08. Tabela 83. Movimentações da PCLD Comércio Exterior R$ milhões 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Carteira de Crédito para o Comércio Exterior Provisão Inicial Migração de Risco (22) (28) (21) (6) 115 a) Piora de Risco b) Melhora de Risco (54) (45) (45) (42) (17) 2 - Contratações Perdas (14) (23) (48) (30) (16) Total ( ): 12 (11) (34) Outros Impactos* (11) (6) 7 (172) (62) Provisão Final Provisão Exigida pela Res. CMN Fluxo da Provisão - R$ milhões a) Provisão Adicional** b) Despesa de Provisão (10) 30 Provisão / Carteira - % 1,5 1,5 1,2 1,1 0,8 Fluxo da Provisão / Carteira - % 0,1 0,1 0,2 0,2 0,2 *Amortização, liquidação, liberação de parcelas e débito de encargos ** Provisão Adicional alocada à Carteira de Crédito de Comércio Exterior 98 - Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

99 7.5.5 Carteira de Crédito no Exterior e Demais O perfil de risco da Carteira de Crédito do BB no Exterior é apresentado na tabela seguinte. Em junho de 2008, as operações classificadas nos níveis de risco entre AA e C participavam com 97,2% do total, 200 pontos base inferior ao trimestre anterior, e 90 pontos base inferior ao mesmo período de Tabela 84. Carteira de Crédito no Exterior por Nível de Risco Dez/07 Set/08 Dez/08 R$ milhões Saldo Provisão Comp. Saldo Provisão Comp. Saldo Provisão Comp. AA , , ,8 A , , ,0 B , , ,1 C , , ,2 D , , ,0 E 1 0 0, , ,0 F G ,1 H , , ,8 Total , , ,0 AA-C ,1 99, ,9 99, ,1 99,1 D-H ,7 1, ,9 0, ,2 0,9 A tabela abaixo demonstra a classificação por risco das demais operações de crédito não enquadradas nas carteiras de Varejo, Comercial, Agronegócios, Comércio Exterior e Exterior. O saldo refere-se em grande parte a carteira de recuperação de créditos. Tabela 85. Carteira Demais Dez/07 Set/08 Dez/08 R$ milhões Saldo Provisão Comp. Saldo Provisão Comp. Saldo Provisão Comp. AA 217-8, , ,2 A , , ,1 B , , ,0 C , , ,6 D , , ,3 E , , ,6 F , , ,7 G , , ,9 H , , ,5 Total , , ,0 AA-C , , ,0 D-H , , , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

100 7.6 Receita de Prestação de Serviços Tabela 86. Rendas de Tarifas R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Rendas de Tarifas ,3 0, ,4 Conta Corrente ,7 6, ,2 Operações de Crédito (35,7) (16,4) (17,4) Rendas de Cartão ,9 8, ,3 Administração de Fundos ,1 (9,9) ,7 Cobrança ,9 2, ,1 Interbancária (33,9) 3, (24,4) Arrecadações ,5 5, ,9 Serviços Prestados a Ligadas ,4 9, ,7 Serviços de Interesse Oficial ,3 (12,7) (61,7) Outros ,5 0, ,7 A alteração dos normativos relativos à cobrança de tarifas bancárias pelo Banco Central, em dezembro de 2007, determinou a criação de subtítulos contábeis específicos para contabilizar as Rendas de Tarifas Bancárias, detalhadas na Carta Circular 3.371, segregando-as das demais Receitas de Prestação de Serviços. As Rendas de Tarifas Bancárias, assim caracterizadas pelo Banco Central, somaram R$ 644,9 milhões no 4T08, valor 8,5% superior ao trimestre imediatamente anterior. No entanto, para efeitos de comparabilidade, e, no intuito de facilitar a leitura e entendimento dos números, a segregação determinada pelo Banco Central não foi adotada na tabela acima, que manteve a visão dos principais produtos e serviços que compõem a Receita de Prestação de Serviços do Banco. Destaca-se que em dez/08 houve ajustes nas tabelas de tarifas praticadas pelo BB. A Receita de Prestação de Serviços totalizou R$ milhões no 4T08, registrando crescimento de 0,6% em relação ao 3T07, e de 3,3% em ao mesmo período de No total do ano passado, o montante alcançou R$ milhões, crescimento de 6,4% sobre 2007, resultado dentro do guidance proposto (5% - 8%) para Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

101 7.6.1 Receitas com Tarifas de Conta Corrente No segundo trimestre do ano passado entrou em vigor a nova regulamentação do Banco Central que disciplina a cobrança de tarifas de pessoas físicas. As determinações do Banco Central afetaram diretamente as receitas com tarifas de Operações de Crédito e com tarifas de Conta Corrente. Em relação as Operações de Crédito, a vedação da cobrança de Tarifa de Abertura de Crédito (TAC), principal tarifa deste item, proporcionou a redução verificada ao longo de 2008, queda de 16,4% no trimestre e de 35,7% em doze meses. Quanto às tarifas de Conta Corrente, entre outros efeitos, a regulamentação extinguiu a cobrança de tarifas de manutenção de conta corrente e de processamento de cheques. No entanto, o impacto da regulamentação foi minimizado pelo crescimento da base de clientes e por alterações nos valores das próprias tarifas do BB que a partir de dezembro último foram reajustadas, assim, esse item encerrou o 4T08 com saldo de R$ 836 milhões, registrando crescimento de 8,7% em relação ao 4T07, e de 6,9% em relação ao 3T08. Esse item foi responsável por 31,2% de toda RPS, participação superior a verificada no mesmo período de 2007 de 29,7%. O Banco do Brasil encerrou o trimestre com mil contas correntes, crescimento de 0,9% em relação ao 3T08 e de 10,8% em comparação a igual período do ano anterior. A incorporação dos bancos BESC e BEP contribuiu com 700 mil contas no trimestre. Cabe destacar que o Banco do Brasil encerrou o 4T08 com uma base total de mil clientes. Esse número inclui, além dos correntistas, o total de poupadores, beneficiários do INSS e clientes de outros produtos (aqui incluídos os clientes não correntistas que consomem produtos e serviços por meio de parcerias). em milhares Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Pessoa Física Pessoa Jurídica Figura 39. Base de Contas Corrente Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

102 7.6.2 Administração de Recursos de Terceiros No quarto trimestre de 2008, o Banco do Brasil acumulou R$ 465 milhões em Tarifas pela Administração de Fundos de Investimento, crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período de As receitas com administração de fundos e carteiras administradas seguem aumentando sua participação no total arrecadado de RPS, saindo de 16,8% no 4T07 chegando a 17,4% neste. No ano de 2008 essa receita alcançou R$ milhões, montante 16,7% maior do que o verificado em 2007 (R$ 1.696). A BB Administração de Ativos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (BB DTVM), subsidiária integral do Banco do Brasil, aumentou a participação de mercado neste trimestre, segundo o ranking Anbid, saindo de 18,3% em dez/07 e alcançando 20,7%. Em relação ao saldo dos recursos administrados o crescimento foi de 11,9% em doze meses chegando a R$ 246,3 bilhões, distribuídos em fundos de investimento R$ 235,3 bilhões e R$ 11,1 bilhões em carteiras administradas. Em meio a crise financeira, os investidores buscam instituições mais seguras e movimentos Flight To Quality beneficiam o BB. R$ bilhões 19,1 19,1 18,1 18,3 19,3 19,4 19,8 20,7 193,1 208,9 206,9 220,1 241,3 245,9 246,3 241,5 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Recursos Administrados Participação de Mercado - % Figura 40. Administração de Recursos de Terceiros A tabela a seguir, evidencia os Fundos de Investimentos e Carteiras Administradas segmentados em clientes. Em relação aos investidores PF, a retração verificada pode ser explicada pela troca de carteira, pois em momentos de crise financeira, tanto CDB, quanto aplicações em poupança são preferidas por esse público. Somente no segmento de varejo houve incremento de R$ 10,5 bilhões em CDB em dez/08 sobre set/08. O principal cliente é o Investidor Institucional, participação de 41,6% do total do trimestre com montante de R$ 102,5 bilhões. O destaque foi o desempenho com clientes Governo, crescimento do montante de 22,6% no trimestre, montante de R$ 49,2 bilhões, e foi o cliente que mais cresceu em doze meses (50,7%). Tabela 87. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Clientes R$ milhões Var. % Dez/07 Part. % Set/08 Part. % Dez/08 Part.% s/dez/07 s/set/08 Investidor Institucional , , ,6 4,9 (3,5) Pessoa Física , , ,7 (4,7) (4,1) Governo , , ,0 50,7 22,6 Pessoa Jurídica , , ,6 22,1 (0,7) Investidor Estrangeiro , , ,0 37,8 20,9 Total , , ,0 19,1 2, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

103 Em relação a concentração dos recursos administrados, a diminuição de participação dos fundos de renda variável é compatível com o cenário econômico e montante administrado chegou a R$ 38,2 bilhões ou 15,5% do total, contra R$ 45,0 bilhões no mesmo período de 2007, o que representava 20,4% dos recursos administrados. Os fundos de renda fixa permanecem os mais representativos, 48,9% do total, com crescimento de 11,3% na comparação anual com montante alcançando R$ 120,5 milhões no trimestre. A tabela a seguir evidencia a concentração dos recursos administrados por tipo. Tabela 88. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Tipo R$ milhões Var. % Dez/07 Part. % Set/08 Part. % Dez/08 Part.% s/dez/07 s/set/08 Fundos de Investimentos , , ,5 12,2 2,1 Renda Fixa , , ,9 11,3 (5,4) Renda Variável , , ,5 (15,1) (11,9) Multimercado , , ,2 35,8 43,9 Outros , , ,9 34,9 11,4 Carteiras Administradas , , ,5 6,5 (0,9) Renda Fixa , , ,1 38,3 15,2 Renda Variável , , ,4 (30,0) (24,8) TOTAL , , ,0 11,9 2, Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

104 7.6.3 Cartões As rendas com cartões continuam com forte crescimento e registraram no 4T08 incremento de 31,9% em doze meses e de 8,0% sobre o 3T08, passando a representar 12,3% do total da RPS, contra 9,7% no mesmo trimestre de Na comparação anual, em 2008 o montante de receitas de tarifas de cartões alcançou R$ milhões, montante 36,3% maior do que em O banco vem se esforçando para melhorar os índices de ativação, retenção e consumo médio dos cartões, como consequência, o desempenho vem melhorando. As transações com cartões registraram aumento de 21,3% em doze meses e de 10,2% sobre 3T08. O crescimento mais robusto no último trimestre do ano já era esperado e faz parte da sazonalidade do período, com as compras natalinas. Foram realizadas mais transações com cartões de débito, total no trimestre de 144,9 milhões, incremento de 20,7% em doze meses e 15,8% sobre 3T08. Já os dados para cartões de crédito foram 132,1 milhões de operações, com taxas de crescimento de 21,9% na comparação anual e de 4,8% na trimestral. A base total de cartões, que compreende cartões de crédito, débito, além de cartões de parcerias e destinados a não correntistas, alcançou 76,6 milhões, quantidade 13,4% maior do que no 4T07 e 1,0% sobre o trimestre imediatamente anterior. Do total de cartões, 68,8% são de débitos e 31,2% de crédito. Os clientes do BB utilizaram mais os cartões de crédito, assim, a composição das transações é um pouco diferente: 47,7% das transações para cartões de crédito e 52,3% para os de débito. Os cartões emitidos por meio de parceiras seguem em crescimento e já somam 1,9 milhão provenientes de 27 parceiras firmadas, contra 1,1 milhão de plásticos no 4T07 e 24 parcerias. Em relação aos cartões Visa Vale, o BB encerrou o trimestre com 1,8 milhão de cartões em sua base, crescimento de 60,7% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O faturamento chegou a R$ 750 milhões, evolução de 26,9% em 12 meses. Acompanhando o crescimento tanto das transações, quanto da base total, o faturamento com cartões no 4T08 chegou a R$ 18,8 bilhões, montante 31,3% maior do que o verificado no mesmo período de 2007 e 14,1% superior ao 3T08. Cartões de Crédito (em milhões) Cartões de Débito (em milhões) 14,4 15,7 17,8 20,2 21,1 23,7 23,7 23,9 41,9 43,4 44,7 47,2 48,2 51,2 52,0 52,7 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Figura 41. Cartões de Crédito e de Débito Consequência dos bons indicadores evidenciados acima, o BB ganhou participação de mercado (market share) e passou de 15,7% em dez/07 para 17,1% em dezembro último, em termos de volume total de faturamento Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

105 R$ bilhões 9,1 7,5 6,7 6,3 6,6 5,2 5,1 5,5 6,0 6,4 6,8 7,6 7,8 8,2 9,0 9,7 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Cartão de crédito Cartão de débito Figura 42. Faturamento de Cartões O total de receitas obtidas com cartões chegou a R$ milhões, crescimento de 54,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No total de 2008 o montante chegou a R$ milhões, significativo crescimento de 54,3% sobre Tabela 89. Receitas Globais de Cartões R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 RPS - Cartões ,9 8, ,3 Rendas de Financiamento ,1 24, ,5 Rendas de Equivalência Visanet e Visa Vale (32,5) (35,8) ,1 Demais Rendas e Outros Serviços ,3 (0,8) ,3 Receitas Globais ,5 8, , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

106 7.6.4 Cobrança As Receitas com Cobrança atingiram R$ 272 milhões no 4T08, crescimento de 5,9% em doze meses e de 2,2% sobre o 3T08. Se compararmos 2008/2007, a variação foi de 9,1% com volume de tarifas no ano de R$ milhões. A participação dessas receitas no total das RPS chegou a 10,2% no 4T08, contra 9,9% no mesmo trimestre de Em relação ao volume total arrecadado com o serviço de cobrança, atingiu-se R$ 140,1 bilhões neste trimestre, crescimento de 26,7% em doze meses e 4,0% sobre o trimestre imediatamente anterior. Havia 482,3 milhões convênios ativos no período, sendo emitidos 127,7 milhões de boletos, dos quais 35,7 milhões foram liquidados no BB. R$ milhões T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Figura 43. Volume Arrecadado com a Cobrança BB Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

107 7.7 Despesas Administrativas Tabela 90. Resultado Comercial R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Margem de Contribuição ,5 (0,1) ,8 Despesas Administrativas (3.708) (3.685) (4.165) 12,3 13,0 (13.448) (14.756) 9,7 Despesas de Pessoal (1.936) (1.967) (2.236) 15,5 13,7 (7.077) (7.904) 11,7 Outras Despesas Administrativas (1.729) (1.704) (1.864) 7,8 9,4 (6.219) (6.794) 9,2 Outras Despesas Tributárias (42) (15) (64) 51,0 337,1 (153) (58) (61,7) Resultado Comercial ,2 (15,6) ,0 O Resultado Comercial expressa o ganho dos negócios do Banco após a dedução das despesas necessárias para a manutenção da atividade. Apesar de no 4T08, ter sido observado queda de 15,6% no resultado comercial do BB, no fluxo anual houve crescimento de 10,0% alcançando montante de R$ milhões. No resultado trimestral, a redução verificada é decorrente do crescimento das despesas, sobretudo das de pessoal, reflexo do reajuste salarial da classe bancária que tem data-base em setembro. Frisa-se que as incorporações do BESC e BEP acarretaram despesas da ordem de R$ 80,5 milhões no 4T08; apartado esse valor, as despesas administrativas encerraram 2008 com crescimento de 9,9%, em linha com o guidance do Banco (7%-10%). O gráfico abaixo mostra a evolução do resultado comercial com base no 1T07. Base 1T07 31,8% 23,6% 10,0% 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Margem Financeira Líquida Margem de Contribuição Resultado Comercial Figura 44. Evolução do Resultado Comercial Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

108 7.7.1 Despesas de Pessoal As despesas de Pessoal alcançaram R$ milhões no 4T08, crescimento de 15,5% em um ano e de 13,7% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual o montante chegou a R$ 7.904, crescimento de 11,7% sobre Ressalte-se que neste trimestre houve despesas de pessoal referentes às incorporações de BESC e BEP no valor de R$ 49,1 milhões. Tabela 91. Despesas de Pessoal R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Despesas de Pessoal (1.936) (1.967) (2.236) 15,5 13,7 (7.077) (7.904) 11,7 Proventos (1.047) (919) (1.251) 19,6 36,2 (3.607) (4.015) 11,3 Benefícios (255) (266) (369) 44,5 38,6 (921) (1.197) 29,9 Encargos Sociais (422) (357) (378) (10,4) 5,9 (1.357) (1.372) 1,1 Treinamento (28) (20) (29) 3,5 45,5 (73) (74) 1,4 Honorários de Diretores e Conselheiros (4) (5) (5) 20,1 0,4 (14) (17) 25,4 Provisões Administrativas de Pessoal (180) (401) (204) 13,3 (49,0) (1.106) (1.228) 11,1 A data-base para o acordo coletivo da classe bancária tem vencimento em setembro, assim, o último trimestre do ano reflete os gastos com reajuste salarial. O reajuste médio nos proventos dos funcionários foi de 8,9% em Cabe destacar que no 4T08 havia uma maior quantidade média de funcionários: 825 em relação à quantidade apresentada no 3T08 e sobre o mesmo período de Ao final do 4T08, o Banco do Brasil contava com colaboradores, quadro de pessoal 6,6% superior ao de dezembro de 2007 e 2,1% maior que setembro de Ressalte-se que essa elevação está influenciada pela incorporação dos bancos BESC e BEP, que adicionou funcionários a base do BB. Importante salientar que parte do contingente de funcionários oriundos do BESC aderiu ao Plano de Demissão Incentivada - PDI que pode ser exercido até Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Total Funcionários Estagiários Figura 45. Evolução do Quadro de Pessoal Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

109 Abaixo são apresentados alguns índices de produtividade do BB. Ativos por Colaborador R$ mil Clientes por Colaborador Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Colaboradores / (Agências + PAA + PAB) 17,2 16,6 16,6 16,7 17,0 17,1 17,3 15,8 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Figura 46. Índices de Produtividade Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

110 7.7.2 Outras Despesas Administrativas As Outras Despesas Administrativas atingiram R$ milhões no quarto trimestre, crescimento de 9,4% em relação ao 3T08 e de 7,8% em comparação ao 4T07. No ano o montante chegou a R$ 6.794, variação 9,2% superior a Ressalte-se que no 4T08, houve gastos de R$ 31,4 milhões relativos às incorporações de BESC e BEP. Apartando-se esse valor do montante total, as outras despesas administrativas ficariam em R$ 1.833, com crescimento de 7,6% sobre o 3T08 e de 6,0% sobre o 4T07. Tabela 92. Outras Despesas Administrativas R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Outras Despesas Administrativas (1.729) (1.704) (1.864) 7,8 9,4 (6.219) (6.794) 9,2 Comunicação e Processamento de Dados (414) (429) (418) 1,1 (2,5) (1.572) (1.709) 8,7 Amortização e Depreciação (184) (201) (208) 13,1 3,7 (730) (792) 8,5 Serv. de Vigilância, Segurança e Transporte (282) (291) (272) (3,2) (6,4) (970) (1.065) 9,8 Imóveis e Bens de Uso (213) (215) (244) 14,5 13,1 (808) (884) 9,3 Marketing e Relações Públicas (134) (88) (159) 18,7 80,3 (415) (415) 0,1 Serviços de Terceiros (231) (216) (282) 22,0 30,6 (700) (972) 39,0 Demais Despesas Administrativas (273) (263) (281) 3,2 6,9 (1.023) (957) (6,5) As despesas com Marketing e Relações Públicas cresceram R$ 71 milhões no trimestre, refletindo a sazonalidade de período de final de ano, meses em que os gastos com campanhas publicitárias são concentrados. Na comparação do fluxo anual, o saldo de 2008 foi R$ 31 milhões maior do que o verificado em 2007, crescimento de 18,7%. Em relação a linha de Serviços de Terceiros, que teve variação de 30,6% sobre o 3T08, as principais influências foram: projetos para expansão do BB na área de mercado de capitais e consultorias externas (R$ 31,7 milhões); serviços de digitalização de extratos, sobretudo de poupança, no valor de R$ 6,5 milhões; e gastos com trabalhadores temporários (R$ 6,5 milhões), principalmente visando atender a demanda por serviços motivados pela contratação da safra 2008/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

111 7.7.3 Rede de Distribuição Com abrangência nacional e presença em municípios do País, que corresponde a 62% dos municípios brasileiros, além de agências localizadas em 23 países, o Banco do Brasil possui a maior rede de agências no Brasil. Ao final de 2008 a rede de atendimento do Banco compreendia pontos (expansão de 667 pontos em relação ao 4T07) e é classificada conforme quadro abaixo. Ressalte-se que 439 pontos de atendimento foram oriundos da rede do BESC, sendo 252 agências, 167 PAB, 19 PAE e 1 PAP. Tabela 93. Rede de Distribuição Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Agência PAA PAB PAE SAA PAP Total* A rede de distribuição do Banco está dividida em 5 tipos de pontos de atendimento, além das agências: PAA Posto Avançado de Atendimento: é um ponto de atendimento destinado a municípios desassistidos de serviços bancários. Possui estrutura reduzida de funcionários e atendimento eletrônico; PAB Posto de Atendimento Bancário: localizado nas dependências internas das empresas ou órgãos públicos. Conta com a presença de um funcionário e de atendimento eletrônico; PAE Posto de Atendimento Eletrônico: a estrutura de atendimento é exclusivamente eletrônica; SAA Sala de Auto-Atendimento: estrutura de atendimento exclusivamente eletrônica instalada na área principal das agências; e PAP Posto de Arrecadação e Pagamentos: localizado, principalmente, em órgãos públicos (prefeituras) para efetuar recebimentos e pagamentos. O atendimento é realizado por funcionários e terminais de auto-atendimento. Norte Varejo 235 Atacado 2 Governo 7 Alta Renda 2 Centro-Oeste Varejo 386 Atacado 5 Governo 5 Alta Renda 10 Sul Varejo Atacado 22 Governo 3 Alta Renda 9 5,7% 9,4% 25,1% 23,5% 36,4% Nordeste Varejo 993 Atacado 7 Governo 9 Alta Renda 10 Sudeste Varejo Atacado 48 Governo 5 Alta Renda 46 Figura 47. Distribuição da Rede de Agências Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

112 Para prestar um atendimento de excelência e elevar o nível de satisfação dos clientes, o BB segmenta sua base de acordo com cada perfil e relacionamento, desenvolvendo estratégias para os segmentos específicos. No atendimento à pessoa física, destaque para os correspondentes bancários que prestam atendimento aos clientes do Banco do Brasil sem utilizar infra-estrutura do Banco, gerando economia de custo. O Banco do Brasil, no 4T08, contou com correspondentes bancários, acréscimo de correspondentes sobre o 4T07, e responsáveis por mais de 14,5 milhões de transações em todo o Brasil. Em 2008 foram realizados 53,2 milhões de transações, contra 44,8 milhões em Considerando a rede do Banco Popular, o número de correspondentes bancários no 4T08 é adicionado em 3.316, contra no mesmo período de Em relação ao mercado Atacado, a rede de atendimento é constituída por 81 agências, das quais 15 são Corporate e 66 Empresariais, que atendem 40 mil clientes. A maior parte da rede está localizada nas regiões Sudeste (55%) e Sul (27%), regiões com maior concentração de grandes empresas. O atendimento é segmentado em função do faturamento anual conforme tabela a seguir: Tabela 94. Agências do Pilar Atacado Indústria Comércio Serviço Corporate Acima de R$ 90 milhões Acima de R$ 150 milhões Acima de R$ 150 milhões Empresarial De R$ 10 a R$ 90 milhões De R$ 10 a R$ 150 milhões De R$ 10 a R$ 150 milhões Já o mercado Governo, formado por órgãos da administração direta, autarquias, fundações e empresas públicas, conta com 29 agências especializadas e com foco negocial voltado tanto para o relacionamento com o Governo Federal quanto para as esferas Estaduais e Municipais, abrangendo os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. A estratégia de atuação nesse mercado tem garantido soluções adequadas às especificidades de cada um dos nichos de seu segmento, atuando de modo a gerar valor pela solução em novos produtos e desburocratização de processos, como o exclusivo serviço de licitação eletrônica. No exterior a rede do Banco do Brasil conta com 42 pontos de atendimento (14 agências, 11 subagências, 12 escritórios de representação e 5 subsidiárias) em 23 países. Em complemento a essa estrutura, o BB mantém acordo com outras instituições financeiras fora do Brasil para atendimento de seus clientes e, ao final de dezembro último, havia bancos atuando como correspondentes bancários do Banco do Brasil em 142 países. Tabela 95. Rede de Distribuição no Exterior Agências Subagências Escritórios de Representação Subsidiárias Assunção Cascais Caracas Banco do Brasil AG Buenos Aires Cidade do Leste Cidade do México Banco do Brasil Securities LLC Frankfurt Gifu Dubai BB Leasing Company Ltd. Grand Cayman Gunma Hong Kong BB Securities Ltd. La Paz Hamamatsu Lima BAMB Brazilian American Merchant Bank Lisboa Ibaraki Montevidéu (*) Londres Nagano Luanda Madri Nagóia Panamá Miami Parque das Nações Roma Milão Porto Seul Nova Iorque Santa Cruz de La Sierra Washington Paris Xangai Santiago Tóquio (*) Dependência em processo de instalação Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

113 7.7.4 Canais Automatizados A rede de auto-atendimento do Banco do Brasil constitui-se em diferencial estratégico oferecendo diversos serviços ao cliente BB, além de apoiar a instituição na estratégia de controle de custos. Em dezembro de 2008, a rede, com terminais no Brasil e no exterior, contava com terminais, o maior complexo de Terminais de Auto-Atendimento (TAAs) da América Latina Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Figura 48. Terminais de Auto-Atendimento A importância dos Terminais de Auto Atendimento TAA nas transações do BB pode ser verificada nos números abaixo, que representam o percentual de operações bancárias realizadas nos TAAs no trimestre: - 95,6% dos saques; - 80,9% dos talonários entregues; - 73,6% dos depósitos; e - 64,3% dos recebimentos de títulos e convênios. A participação das transações automatizadas no total de transações realizadas pelos clientes do BB atingiu 91,1% em dezembro de ,6 89,9 90,7 91,3 90,5 90,5 91,1 90,1 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Figura 49. Transações no Canais Automatizados / Total de Transações Além dos caixas das agências e dos TAAs, o Banco do Brasil oferece várias outras opções de acesso aos serviços bancários, tais como: Internet, Gerenciador Financeiro (internet banking para pessoas jurídicas), POS (máquinas de cartões de crédito e débito dos estabelecimentos comerciais), telefone, fax e mobile banking (wap). No final do período, o BB contava com 0,7 milhões de clientes aptos a utilizar o serviço de mobile banking e 8,6 milhões de clientes que utilizavam o canal internet, o que mantêm a liderança do BB em internet banking Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

114 O Banco do Brasil, em parceria com a Visa, é o único banco a operar com a tecnologia Visa Mobile Pay na América Latina, que permite que os clientes do BB realizem o pagamento de suas compras usando o celular. Essa tecnologia, aliada aos serviços de mobile banking já oferecidos, confirma o vanguardismo do Banco em tecnologias bancárias. A figura abaixo mostra a distribuição dos canais de atendimento que o BB dispõe. 2,3 4,0 4,1 4,4 5,6 5,9 5,8 6,1 7,5 7,8 8,1 9,9 9,2 8,5 8,7 10,9 10,4 10,1 9,3 8,7 9,5 9,5 9,9 8,9 18,3 18,3 18,0 18,1 19,3 19,0 20,2 19,3 14,2 13,8 14,1 13,3 16,0 14,4 14,9 14,3 45,7 45,9 46,4 45,6 40,50 42,7 40,6 40,6 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 TAA Internet PF Internet PJ Caixa POS COBAN e Outros Figura 50. Modalidades de Atendimento Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

115 7.7.5 Produtividade - Índices de Cobertura Os Índices de Cobertura expressam a capacidade de cobertura dos custos fixos apenas com as Receitas de Prestação de Serviços (RPS). O índice de cobertura das despesas de pessoal atingiu 113,2% no 4T08, contra 120,2% no 4T07 e 125,1% no 3T08. O decréscimo observado no índice deste trimestre decorre do aumento de despesas de pessoal que foram influenciadas sobretudo pelo reajuste salarial concedido e pela elevação da quantidade média do quadro de funcionários, tanto na comparação trimestral (825), quanto em doze meses (4.325). No ano, este indicador chegou a 124,5 em 2008 contra 127,7 em Já o índice de cobertura das despesas administrativas passou de 65,2% no 4T07 para 61,9% no 4T08. RPS / Despesas de Pessoal 133,4 127,4 131,2 120,2 135,2 126,9 125,1 127,7 113,2 124,5 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T RPS / Despesas Administrativas 73,4 68,9 70,4 65,2 73,7 69,6 69,5 61,9 69,3 68,3 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T Figura 51. Índices de Cobertura Sem Ítens Extraordinários Ressalte-se que no Em relação aos demais itens não houve alterações. Tabela 96. Índices de Cobertura R$ milhões 1T07 2T07*** 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Receitas de Prestação de Serviços Despesas Administrativas Despesas de Pessoal RPS/Despesas de Pessoal* 133,4 127,4 108,3 110,5 135,2 126,9 125,1 113,2 RPS/ Despesas Administrativas** 73,2 68,9 63,2 61,2 73,7 69,6 69,5 61,9 * No cálculo desse índice estão incluídas as Demandas Trabalhistas. ** No cálculo desse índice está incluído o Risco Legal (Demandas Cíveis e Trabalhistas) *** No cálculo das Despesas de Pessoal do 2T07 foram inclusos os valores referentes à Suspensão das Contribuições Previ Plano I e o PAA Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

116 Apesar da ampliação da rede de atendimento, necessária para fazer face ao incremento constante na sua base de clientes, o BB tem mantido a sua estrutura de custos compatível com a geração de negócios, conforme verificado nas figuras abaixo: Carteira de Crédito / Pontos de Atendimento RPS / Pontos de Atendimento 157,1 160,7 164,2 169,3 167,6 171,5 172,3 167,7 9,3 9,6 9,9 10,5 11,3 12,4 13,1 14,1 15,1 15,2 15,2 15,3 15,3 15,4 15,4 16,0 15,1 15,2 15,2 15,3 15,3 15,4 15,4 16,0 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Pontos de Atendimento Cart. de Créd. / Pontos de Atend. R$ milhões Pontos de Atendimento RPS / Pontos de Atendimento - R$ mil Despesa de Pessoal por Funcionário - R$ mil Clientes / (Agência + PAA + PAB) 20,3 21,6 22,0 23,7 21,2 22,9 23,0 25, Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Figura 52. Indicadores de Produtividade R$ milhões Receitas de Prestação de Serviços Margem Financeira Bruta Despesas Administrativas Figura 53. Negócios vs. Despesas Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

117 7.8 Valor Agregado Líquido A tabela do Valor Agregado Líquido demonstra como é formado o resultado do Banco do Brasil a partir da geração de valor de todos os negócios do Banco e, em seguida, detalha a distribuição desses recursos. Nessa visão, é utilizada a Margem Financeira Bruta, que engloba as Receitas e Despesas da Intermediação Financeira, sem a Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa. Tabela 97. Valor Agregado Líquido R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/3t s/2007 Margem Financeira Bruta ,5 16, ,9 Rendas de Produtos Não Financeiros ,2 (0,0) ,4 Tarifas de Conta Corrente ,7 6, ,2 Receitas de Administração de Fundos ,1 (9,9) ,7 Operações de Crédito (35,7) (16,4) (19,3) Cobrança ,9 2, ,1 Arrecadações ,5 5, ,9 Rendas de Cartão ,9 8, ,3 Seguridade ,8 (22,8) ,4 Outros ,8 20, ,5 Seguridade Corretagem ,9 119, ,3 Seguridade Resultado ,2 (14,9) ,8 Outros RPS (25,8) (22,7) (10,1) Res. de Part. em Coligadas e Controladas ,0 67, ,6 Outras Receitas Operacionais ,3 29, ,6 Resultado Não Operacional (7,8) 175, ,8 Valor Agregado ,4 13, ,8 Distrib. do Valor Agregado (exceto acionistas) (7.812) (7.801) (8.016) 2,6 2,8 (29.254) (30.249) 3,4 Despesas Operacionais e com Risco (2.551) (2.598) (3.751) 47,0 44,4 (8.947) (11.865) 32,6 Prov. para Créditos de Liquidação Duvidosa (1.497) (1.339) (2.240) 49,7 67,3 (5.380) (6.800) 26,4 Outras Despesas Operacionais (1.054) (1.259) (1.510) 43,3 20,0 (3.567) (5.065) 42,0 Despesas de Pessoal (2.312) (2.365) (2.560) 10,7 8,3 (8.402) (9.410) 12,0 Despesas de Pessoal (2.155) (2.126) (2.365) 9,7 11,3 (7.753) (8.464) 9,2 Participações Estatutárias no Lucro (157) (239) (195) 24,3 (18,5) (649) (946) 45,7 Despesas Administrativas (1.816) (1.700) (1.962) 8,0 15,4 (6.735) (6.955) 3,3 Despesas Tributárias (1.059) (968) (1.062) 0,2 9,7 (4.480) (4.136) (7,7) Despesas Tributárias s/ Faturamento (495) (489) (589) 19,1 20,6 (1.911) (2.126) 11,2 Outras Despesas Tributárias (42) (15) (64) 51,0 337,1 (153) (58) (61,7) Imposto de Renda e Contribuição Social (522) (465) (408) (21,8) (12,2) (2.416) (1.953) (19,2) Itens Extraordinários (73) (170) (690) Valor Agregado aos Acionistas ,0 57, , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

118 8 Gestão de Riscos 8.1 Gestão dos Riscos Riscos de Mercado Introdução O BB utiliza metodologias estatísticas e de simulação para mensurar os riscos de mercado e liquidez das suas posições. Dentre elas, destacam-se: Valor em Risco (VaR); Sensibilidades (mudança paralela e torção das curvas de fatores de risco); Teste de Estresse. O Valor em Risco (VaR) é uma medida da perda máxima esperada em valores monetários, sob condições normais de mercado, em um horizonte de tempo determinado, dado um intervalo de confiança. No BB, o VaR é medido pela metodologia de simulação histórica, com intervalo de confiança de 95%, para o horizonte temporal de investimento de 1 (um) dia. A metodologia de Simulação Histórica utiliza as variações observadas nas taxas de juros, índices de mercado, taxas de câmbio, ações e commodities. Essa metodologia passa por processo de backtesting, que consiste na comparação da distribuição dos valores calculados com os resultados financeiros efetivamente ocorridos. Com vistas a determinar a sensibilidade do capital do Banco aos impactos de movimentos extremos de mercado são realizados testes de cenários de estresse. Estes cenários são construídos a partir de choques de mercado, sendo baseados em momentos históricos significativos ou cenários econômicofinanceiros projetados. A construção dos cenários de estresse é de responsabilidade da Comissão de Cenários, sob coordenação da área econômica do Banco. Políticas A Política de Risco de Mercado e Liquidez e a Política de Utilização de Instrumentos Financeiros Derivativos, aprovadas pelo Conselho de Administração, compõem os documentos estratégicos relativos à gestão de risco de mercado e liquidez da instituição. Esses documentos visam estabelecer as diretrizes a serem seguidas nas decisões dos negócios da empresa que envolvem avaliação de risco de mercado e liquidez, tratando tanto de aspectos quantitativos, como métrica utilizada e parâmetro de referência para risco de taxa de juros, quanto aspectos qualitativos, como política de hedge, abrangência da gestão e segregação de funções. Estrutura Conforme a Resolução CMN 3.464, de , as instituições financeiras devem implementar estrutura para gerenciamento do risco de mercado segregada das unidades de negociação e da unidade executora da atividade de auditoria interna e compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e a dimensão da exposição a risco de mercado da instituição. O Banco dispõe de estrutura para gerenciamento do risco de mercado, representada pela Diretoria de Gestão de Riscos (DIRIS), que esta compatível com as características das operações do Banco e completamente segregada das unidades de negociação e da unidade de Auditoria Interna Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

119 Entre as responsabilidades da DIRIS no gerenciamento de risco de mercado e liquidez destacam-se a proposição de políticas, diretrizes, metodologias e limites de risco de mercado, bem como a identificação, avaliação, monitoramento e controle do risco de mercado e liquidez do Conglomerado Financeiro, a identificação e acompanhamento do risco de mercado e liquidez das demais empresas integrantes do Consolidado Econômico-Financeiro. Exposição Cambial O Banco do Brasil adota a política de exposição em moedas estrangeiras de forma a não gerar exigência de capital para sua cobertura. Porém, recentes normativos editados pelo Banco Central podem implicar consumo de capital relativo a essa exposição sem a existência de descasamento cambial no balanço consolidado da Empresa. Apresentamos, abaixo, o demonstrativo dos ativos, passivos e derivativos referenciados em moedas estrangeiras, em 31/12/2008: Tabela 98. Balanço em moedas estrangeiras R$ mil R$ mil ATIVO PASSIVO Circulante e Realizável a Longo Prazo Circulante e Exigível a Longo Prazo Disponibilidades Depósitos Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Depósitos à Vista Títulos e Valores Mobiliários Depósitos de Poupança - Relações Interfinanceiras - Depósitos Interfinanceiros Relações Interdependências - Depósitos a Prazo Operações de Crédito/Arrendamento Mercantil Captações no Mercado Aberto Outros Ativos Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Permanente Relações Interfinanceiras - Investimentos Relações Interdependências Imobilizado de Uso Obrigações por Empréstimos/Repasses Imobilizado de Arrendamento - Instrumentos Financeiros Derivativos Diferido Outras Obrigações DEMAIS POSIÇÕES ATIVAS E PASSIVAS Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido - Off Balance Off Balance - ATIVOS TOTAIS PASSIVOS TOTAIS VALOR LÍQUIDO A exposição cambial do Banco do Brasil, calculada conforme a Circular Bacen 3.367, de 12 de setembro de 2007, foi de R$ 647,6 milhões, para a data de 31 de dezembro de Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

120 O gráfico a seguir evidencia o comportamento da exposição cambial do Banco do Brasil em relação ao Patrimônio de Referência (PR), trimestralmente, desde março/2007: Evolução da Exposição Cambial em % do PR 5,00% 4,00% 3,00% 2,00% 1,00% 0,19% 1,77% 0,26% 2,37% 0,22% 3,41% 0,33% 2,83% 3,30% 2,01% 1,04% 0,34% 0,28% 0,20% 1,26% 1,23% 1,21% 0,18% 1,97% 0,00% mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Exposição % Cesta de Moedas Exposição % Outras Moedas Compensação País/Exterior "Parcela G" Figura 54. Evolução da Exposição Cambial Balanço por Indexador O Banco do Brasil gerencia suas exposições de forma consolidada, analisando os impactos de diversos cenários e realizados testes de estresse. Apresentamos a seguir a composição dos ativos e passivos do BB, no País, detalhada por indexador: R$ bilhões Ativo Passivo 234,5 112,2 Prefixado CDI/TMS/FACP IRP/TBF/TR INDICE DE PREÇO TJLP US$/OURO Sem Indexador Ativo: Crédito Tributário; Permanente Passivo: PL; Prov. Administrativa; Float. 108,3 46,5 9,9 26,9 47,4 20,6 29,0 128,2 92,1 4,4 26,8 50,9 36,4 72,0 Figura 55. Composição dos ativos e passivos do BB no País Total R$ 523,1 bi Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

121 O gráfico a seguir evidencia os descasamentos líquidos por indexadores do Banco do Brasil no País: 23,38% R$ bilhões ,3 1,04% 5,4 0,03% 0,2-3,5-0,66% -15,8-3,02% -19,9-3,81% -43,0-45,6-8,23% -8,73% PREFIXADO INDICE DE PREÇO TJLP US$/outras S/INDEX CDI/TMS/FACP PL/outros IRP/TBF/TR Figura 56. Posição Líquida Carteiras BB Consolidado O Banco do Brasil consolidado é formado pelas posições ativas e passivas, compostas por operações comerciais e de tesouraria, inclusive instrumentos financeiros derivativos, registradas no balanço consolidado do Conglomerado BB. A figura a seguir apresenta análise em Box-Plot do Valor em Risco (VaR) do Consolidado BB, desde o primeiro trimestre de 2007: T T T T T T T T 2008 Figura 57. VaR do Consolidado BB Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

122 Conforme esperado, a elevação dos padrões de volatilidade dos retornos dos fatores de riscos de mercado refletiram-se em aumento do VaR observado durante o último trimestre. A tabela seguinte discrimina o VaR mínimo médio e máximo do BB Consolidado, observado nos seguintes períodos: Tabela 99. VaR do BB Consolidado R$ mil Período Mínimo Média Máximo Jan a Dez/ Jan a Dez/ BB Rede Externa O consolidado da Rede Externa é formado pelas posições ativas e passivas, compostas por operações comerciais, financeiras, com derivativos e títulos, registradas nos balanços das dependências do Banco do Brasil localizadas no exterior. A figura abaixo apresenta análise em Box-Plot do VaR do Consolidado da Rede Externa, apurado desde o primeiro trimestre de 2007: US$ mil T T T T T T T T 2008 Figura 58. VaR do Consolidado da Rede Externa A tabela a seguir discrimina o VaR mínimo, médio e máximo da Rede Externa, observado nos seguintes períodos: Tabela 100. VaR da Rede Externa US$ mil Período Mínimo Média Máximo Jan a Dez/ Jan a Dez/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

123 BB Carteira Trading Para efeito de gestão, o Banco do Brasil segrega as operações de trading das demais, estabelecendo estratégias e limites próprios. As carteiras a seguir demonstradas, Trading Internacional e Doméstica, são subconjuntos da Carteira de Negociação (Circular Bacen 3.354), apresentando maior apetite ao risco e agressividade no que se refere à busca por resultados. A figura abaixo apresenta análise em Box-Plot do VaR da carteira Trading Internacional, desde o primeiro trimestre de US$ mil T T T T T T T T 2008 Figura 59. VaR da carteira Trading Internacional A tabela abaixo discrimina o VaR médio, mínimo e máximo da carteira de Trading Internacional, observado nos períodos indicados: Tabela 101. VaR da carteira de Trading Internacional US$ mil Período Mínimo Média Máximo Jan a Dez/ Jan a Dez/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

124 A figura abaixo apresenta análise em Box-Plot do VaR da carteira de Trading Doméstico desde o primeiro trimestre de R$ mil T T T T T T T T 2008 Figura 60. VaR da carteira Trading Doméstico Conforme esperado, a elevação dos padrões de volatilidade dos retornos dos fatores de riscos de mercado refletiram-se em aumento do VaR observado durante o último trimestre. A tabela abaixo discrimina o VaR mínimo, médio e máximo da carteira de Trading Doméstico, nos seguintes períodos: Tabela 102. VaR da carteira de Trading Doméstico R$ mil Período Mínimo Média Máximo Jan a Dez/ Jan a Dez/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

125 Demonstrativo do Perfil de Repactuação das Taxas de Juros Apresentamos, a seguir, tabela contendo o estoque de operações do Banco sujeitas às variações nas taxas de juros, segregadas por fator de risco e alocados por prazo de repactuação: Tabela 103. Perfil de Repactuação das Taxas de Juros Ativos R$ Milhões < 1 Mo 1 > 3 Mo 3 > 6 Mo 6 > 12 Mo 1 > 3 Yrs > 3 Yrs Total Prefixado CDI/TMS Inflação TR/IRP TJLP US$/ME Total - Ativos que redem juros Passivos Prefixado CDI/TMS Inflação TR/IRP TJLP US$/ME Total-Passivos que pagam juros Gap Gap Acumulado Gap Acumulado como % Ativos (que rendem juros) 8,5% -1,4% 2,3% 7,3% 12,8% 17,1% 12,6% Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

126 8.1.2 Risco de Liquidez O Banco do Brasil mantém níveis de liquidez adequados aos compromissos da Instituição assumidos no Brasil e no exterior, resultado da sua ampla e diversificada base de depositantes e da qualidade dos seus ativos, da capilaridade da sua rede de dependências externas e de acesso ao mercado de capitais internacional. O rigoroso controle do risco de liquidez está em consonância com a Política de Risco de Mercado e Liquidez estabelecida para o Conglomerado, atendendo às exigências da supervisão bancária nacional e dos demais países onde o Banco opera. Os instrumentos de gestão adotados no Conglomerado são: Projeções de Liquidez de Curto, Médio e Longo Prazo. Limites de Risco. Plano de Contingência de Liquidez. As projeções de Liquidez de Curto, Médio e Longo Prazos permitem a avaliação do efeito do descasamento entre captações e aplicações, com o objetivo de identificar situações que possam comprometer a liquidez da instituição e levam em consideração o planejamento orçamentário da instituição, bem como condições de mercado. A Reserva de Liquidez, monitorada diariamente, é o limite de risco utilizado na gestão de liquidez de curto prazo das áreas doméstica e internacional, materializando-se em nível mínimo de ativos de alta liquidez a ser mantido pelo Banco, compatível com a exposição ao risco decorrente das características das suas operações e das condições de mercado. Esta reserva é utilizada como parâmetro para identificar uma situação de crise de liquidez e acionar do Plano de Contingência de Liquidez. jan/08 fev/08 mar/08 abr/08 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 out/08 nov/08 dez/08 Liquidez Média Reserva de Liquidez Figura 61. Reserva de Liquidez Tesouraria Nacional Anualmente, o Comitê de Risco Global (CRG) estabelece um limite mínimo para o Indicador de Disponibilidade de Recursos Livres (DRL), com objetivo de administrar a estrutura da liquidez da área doméstica. Este indicador, utilizado no planejamento e na execução do orçamento da instituição, visa assegurar equilíbrio entre captação e aplicação de recursos da carteira comercial e garantir o financiamento da liquidez com recursos estruturais. O limite do DRL, monitorado mensalmente, orienta a execução do orçamento de acordo com as metas de captações e aplicações comerciais e com o processo de gestão da liquidez fixado pelo Conselho de Administração Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

127 jan/08 fev/08 mar/08 abr/08 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 out/08 nov/08 dez/08 DRL Mensal Limite Anual Figura 62. Indicador DRL A ocorrência de extrapolação do limite do DRL no segundo trimestre, decorrente da estratégia de direcionamento do excesso de liquidez para operações comerciais, resultou, conforme estabelecido pelo CRG, na implementação de plano de recomposição da liquidez estrutural a partir de junho, cujos reflexos positivos na liquidez interna do Banco podem ser observados na figura demonstrada acima. jan/08 fev/08 mar/08 abr/08 mai/08 jun/08 jul/08 ago/08 set/08 out/08 nov/08 dez/08 Liquidez Média Limite Figura 63. Reserva de Liquidez Rede Externa No Plano de Contingência de Liquidez, estão definidas as ações e medidas a serem adotadas em crise de liquidez. O referido Plano é acionado quando o valor observado ou a projeção da Liquidez indicar níveis inferiores à Reserva de Liquidez predefinida Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

128 8.1.3 Risco de Crédito Gestão do Risco de Crédito No intuito de atender às exigências de Basiléia II e alinhado às melhores práticas de gestão de riscos, o BB desenvolveu metodologia própria para apuração dos componentes de risco: Frequência Esperada de Inadimplência (FEI), Perda Dada a Inadimplência (PDI), exposição a risco de crédito, que são insumos para a mensuração do Capital Econômico (CE) e da Perda Esperada (PE). O modelo interno para mensuração do VaR de crédito tem fundamentação teórica baseada em abordagem atuarial, hoje muito difundida na indústria bancária. O VaR da carteira de crédito está associado a uma distribuição de perda agregada para um determinado nível de confiança. A média desta distribuição é a Perda Esperada, que representa quanto o Banco espera perder em média num determinado período de tempo, cuja proteção é realizada por meio de provisão. Já o Capital Econômico, que está associado à Perda Inesperada, é determinado pela diferença entre o VaR e a PE. Para esta parcela, o Banco protege-se alocando capital para cobertura de riscos. Nível de Confiança (%) Frequênica % PE Capital Econômico VaR Perdas - $ Figura 64. Mensuração e instrumentos de gestão A distribuição de perda agregada é gerada utilizando como entrada de dados os seguintes componentes de risco: FEI, PDI e exposição sujeita a risco de crédito. Com relação a estes componentes de risco, o Banco vem trabalhando no aprimoramento de sua modelagem. A mensuração do VaR de Crédito fornece subsídios para a avaliação de risco e retorno da carteira de crédito do Banco, assim como para o processo de estabelecimento de limites para a carteira de crédito. Sua avaliação tem auxiliado no processo decisório do Banco, trazendo informações históricas e permitindo analisar a tendência do comportamento do risco. Além disso, sua utilização tem sido de grande valia na disseminação da cultura de gestão do risco de crédito no Banco Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

129 No tocante à avaliação do retorno, os valores de PE e CE servem como insumos para o cálculo do Retorno Ajustado ao Risco (RAROC). A utilização do RAROC tem por finalidade subsidiar importantes processos decisórios no Banco. Seu acompanhamento na perspectiva histórica para os portfólios analisados tem permitido que a avaliação de risco e retorno esteja presente nas decisões da Instituição. O Banco desenvolveu sistemática de controle de concentração do risco de crédito, analisando a interrelação entre os diversos setores econômicos que compõem a carteira de crédito pessoa jurídica. Esse modelo avalia a concentração a partir do risco de crédito dos tomadores Índice de Herfindhal. Além do uso de técnicas para identificação e quantificação da concentração, o BB monitora e controla a concentração do risco de crédito em termos de risco/exposição como importante instrumento para subsidiar decisões acerca de definição de limites de exposição a risco. O BB dispõe de instrumentos gerenciais de avaliação do risco de crédito, com destaque para: VaR e RAROC utilizados na avaliação do segmento Pessoa Jurídica, na visão de setores da economia, como subsídio à decisão de definição de limites macrossetoriais. Índice de Qualidade da Carteira indicador qualitativo e quantitativo da carteira. O conceito de inadimplência segue os preceitos definidos pela Resolução CMN 2.682/99. Índices de Inadimplência de 15 e 90 dias correspondem à divisão do saldo em atraso há mais de 15 e 90 dias, respectivamente, pelo saldo da carteira. Orçamento de risco de crédito - corresponde à projeção da PCLD para compor o orçamento anual do BB. Relatórios de gestão do risco de crédito acompanhamento sistemático e projeções para a carteira de crédito sob diversas visões Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

130 Concentração A Carteira de Crédito ampliada do BB, formada pela carteira de crédito no País e no Exterior, garantias prestadas e TVM privados totalizou R$ milhões em dezembro de Dessa carteira, 23,9% das operações estão concentradas nos 100 maiores tomadores contra 22,7% em setembro de 2008, conforme tabela abaixo: Tabela 104. Concentração da Carteira de Crédito nos 100 Maiores Tomadores R$ milhões Período 1º Cliente Saldo 2º ao 20º Saldo 21º ao 100º Saldo 100 maiores Saldo Mar/07 2, , , , Jun/07 1, , , , Set/07 1, , , , Dez/07 1, , , , Mar/08 2, , , , Jun/08 2, , , , Set/08 2, , , , Dez/08 2, , , , Período Carteira Garantias TVM Total Mar/ Jun/ Set/ Dez/ Mar/ Jun/ Set/ Dez/ A relação entre a exposição do maior cliente tomador de crédito em relação ao Patrimônio de Referência - PR encerrou dezembro de 2008 em 12,6%, conforme pode ser observado na tabela abaixo: Tabela 105. Concentração da Carteira de Crédito dos 100 Maiores Tomadores em relação ao PR R$ milhões Período 1º Cliente Saldo 2º ao 20º Saldo 21º ao 100º Saldo 100 maiores Saldo Mar/07 12, , , , Jun/07 6, , , , Set/07 7, , , , Dez/07 7, , , , Mar/08 11, , , , Jun/08 13, , , , Set/08 13, , , , Dez/08 12, , , , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

131 A carteira de crédito ampliada para Pessoa Jurídica totalizou R$ milhões em dezembro/2008, crescimento de 50,1% com relação ao mesmo período de A maior concentração está em operações contratadas com empresas do macrossetor Metalurgia e Siderurgia, 10,0% da carteira ampliada PJ, crescimento de 36,6% nos últimos 12 meses. Na tabela a seguir é demonstrada a distribuição da Carteira de Crédito pelos Macrossetores Econômicos: Tabela 106. Concentração da Carteira de Crédito por Macrossetor R$ milhões Var.% Macrossetor Dez/07 Part.% Set/08 Part.% Dez/08 Part.% s/dez/07 s/set/08 Alimentos de Origem Animal , , ,8 90,7 6,6 Alimentos de Origem Vegetal , , ,7 44,0 6,9 Automotivo , , ,2 45,2 24,1 Bebidas , , ,1 69,7 4,5 Comércio Atacadista e Ind. Diversas , , ,7 34,7 15,4 Comércio Varejista , , ,8 56,8 10,4 Construção Civil , , ,4 50,5 11,9 Couro e Calçados , , ,2 16,8 10,7 Demais Atividades , , ,6 48,9 16,8 Eletroeletrônico , , ,9 31,3 15,4 Energia Elétrica , , ,2 18,9 5,2 Insumos Agrícolas , , ,4 50,1 27,9 Madeireiro e Moveleiro , , ,9 19,1 5,9 Metalurgia e Siderurgia , , ,0 36,6 8,9 Papel e Celulose , , ,8 36,0 13,7 Petroleiro , , ,9 80,3 6,7 Químico , , ,9 27,4 11,6 Serviços , , ,7 43,4 18,2 Telecomunicações , , ,1 233,0 5,0 Têxtil e Confecções , , ,8 27,3 8,4 Transportes , , ,9 65,2 30,0 Total , , ,0 50,1 11,7 Carteira de Crédito Interna Carteira de Crédito Externa Garantias TVM Total Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

132 8.1.4 Risco Operacional Introdução O Bacen vem divulgando diversos normativos com o propósito de regulamentar Basiléia II no Brasil. Publicou a Resolução CMN 3.380, que dispõe sobre a implementação de estrutura para gerenciamento do risco operacional. No Banco, a estrutura é composta pelas Diretorias de Gestão de Riscos, Controles Internos e Gestão da Segurança. Estabeleceu, também, cronograma para implementação de Basiléia II, conforme Comunicado , que prevê a utilização de modelos avançados a partir de O Banco vem desenvolvendo ações visando a adoção de modelos internos para risco operacional que permita uma gestão mais apurada e atenda aos requisitos estabelecidos pelo Regulador. Na página da Internet do BB, encontram-se, com maior detalhamento, informações acerca da Estrutura de Gerenciamento e Processo de Gestão do Risco Operacional. Indicadores-Chave de Risco (ICR) O ICR é uma ferramenta de apoio à gestão do risco operacional. Constitui-se de uma ou mais variáveis combinadas e relacionadas entre si que integra(m) um processo operacional, com comportamento esperado segundo regras predefinidas, e cuja variação indica maior ou menor exposição ao risco operacional. No BB são utilizados com o objetivo de identificação de pontos de fragilidade associados aos processos operacionais críticos; ajuste do capital alocado para risco operacional; e redução de perdas operacionais. Limites de Exposição a Perdas Operacionais Para garantir efetividade à gestão do risco operacional, o Banco do Brasil utiliza-se de limites de exposição a perdas operacionais, os quais visam estabelecer níveis aceitáveis de perdas operacionais e são acompanhados mensalmente pelo Comitê de Risco Global e Subcomitê de Risco Operacional. Neste sentido, o BB instituiu o Limite Global de Perdas Operacionais, a fim de possibilitar a gestão das perdas operacionais a partir de níveis de tolerância estatisticamente preestabelecidos e possibilitar a identificação de fragilidades associadas a processos que possam gerar perdas expressivas. A tabela a seguir apresenta o acompanhamento das perdas operacionais do BB, realizada por categorias de eventos de perda, em termos percentuais. Tabela 107. Acompanhamento das Perdas Operacionais Categoria de Evento de Perda 1T08 2T08 3T08 4T08 Problemas Trabalhistas 41,9% 44,4% 46,2% 40,4% Fraudes e Roubos Externos 17,3% 16,5% 11,7% 11,0% Falhas em Processos 14,1% 18,4% 11,6% 11,6% Falhas em Negócios 21,4% 15,6% 24,3% 32,2% Danos ao Patrimônio Físico 5,2% 5,0% 3,5% 3,4% Fraudes Internas 0,1% 0,1% 2,6% 1,4% Falhas de Sistemas 0,1% 0,0% 0,1% 0,0% Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

133 O Banco define também, limites específicos no sentido de implementar ações de mitigação e reduzir o nível de exposição. Destacam-se o limite para as dependências externas e o limite para os canais de auto-atendimento. Este último, além de priorizar ações de redução de perdas, permite avaliar a efetividade das ferramentas técnicas de segurança implementadas. Os seguintes canais possuem limites definidos e revisados periodicamente: TAA, POS, Internet Pessoa Física, Saques no Exterior, CABB, Celular, Lotéricos, Banco 24h, TAA (CEF) e Gerenciador Financeiro 3. 3 TAA: Terminais de Auto-atendimento; POS: Terminal de débito lojista; CABB: Central de Atendimento Banco do Brasil; Lotéricos: saques realizados nas casas lotéricas; TAA (CEF): Terminais da CEF compartilhados com o BB Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

134 8.2 Estrutura de Capital Patrimônio Líquido O Banco do Brasil encerrou o ano de 2008 com R$ milhões de Patrimônio Líquido, valor 23,4% superior ao mesmo período do ano passado e 7,3% superior a setembro de O crescimento do PL nos últimos 12 meses deveu-se, em grande, parte à incorporação de Resultado. Tabela 108. Patrimônio Líquido R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Patrimônio Líquido Capital Reservas MTM - TVM e Derivativos (33) 199 (Ações em Tesouraria) (31) Contas de Resultado Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

135 8.2.2 Capital Regulatório A implementação das regras de Basiléia II no Brasil, especialmente com relação à exigência de capital, trouxe diversas modificações na forma de mensurar o capital para suportar os riscos inerentes às atividades bancárias. O cronograma de implementação de Basiléia II no Brasil foi oficializado pelo Bacen por meio do Comunicado nº , de , e posteriormente ajustado pelo Comunicado nº , de Essa agenda foi construída em fases, prevendo no primeiro momento, quanto à exigência de capital, a utilização de abordagem padronizada (definida pelo Bacen), e no final, a utilização de modelos avançados. Para disciplinar a transição de Basiléia I para Basiléia II (abordagem padronizada), o Bacen publicou diversas normas sobre requerimento de capital (Pilar I), processo de supervisão e transparência das informações (Pilares II e III). Patrimônio de Referência (PR) Em , o CMN aprovou alterações nas regras de definição do PR das instituições financeiras por meio da Resolução nº 3.444, revogando a Resolução do CMN nº 2.837, de Na mesma data, foi editada pelo Bacen a Circular n 3.343/20 07, que dispõe sobre os procedimentos a serem adotados na solicitação de enquadramento de instrumentos de captação no Nível I e Nível II do PR. O PR é constituído pelo somatório das parcelas Nível I 4 e Nível II 5, deduzidos os saldos dos ativos representados pelos seguintes instrumentos de captação emitidos pela instituição financeira: ações, instrumento híbridos de capital e dívida, instrumentos de dívida subordinada e demais instrumentos financeiros descritos na Resolução Bacen n.º 3.444/07, art. 12 e art. 13, 3º. Segundo a Resolução CMN n.º 3.444/07, para fins de composição do PR, o valor das ações preferenciais emitidas com cláusula de resgate com prazo original inferior a dez anos, acrescido do valor dos instrumentos de dívida subordinada (DS), fica limitado a 50% do PR Nível I (art. 14, inciso III). Já o montante de instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD) limita-se ao valor do PR Nível I, deduzido o montante de DS existente e sua margem de emissão remanescente (art. 14, inciso I). Em dez/08, a margem disponível de IHCD para compor o PR era de R$ 14,4 bilhões, ao passo que para emissão de DS a mesma era de R$ 3,9 bilhões. Patrimônio de Referência Exigido (PRE) A Resolução CMN 3.490, de , instituiu o conceito de Patrimônio de Referência Exigido (PRE), em substituição ao conceito de Patrimônio Líquido Exigido (PLE), revogando o anexo IV da Resolução CMN 2.099/1994, e demais normas sobre o assunto. O PRE passou a ser composto das seis parcelas a seguir: PRE = PEPR + PCAM + PJUR + PCOM + PACS + POPR Onde: PEPR - parcela referente às exposições ponderadas pelo FPR a elas atribuído; PCAM - parcela referente ao risco das exposições em ouro, em moeda estrangeira e em operações sujeitas à variação cambial; PJUR - parcela referente ao risco das operações sujeitas à Variação de taxas de juros e classificadas na carteira de negociação, na forma da Resolução nº 3.464, de , onde n = número das diferentes parcelas relativas ao risco das operações sujeitas à Variação de taxas de juros e classificadas na carteira de negociação; 4 Nível I = é apurado pela soma dos valores correspondentes ao patrimônio líquido, aos saldos das contas de resultado credoras e ao depósito em conta vinculada para suprir deficiência de capital, excluídos os itens citados na Resolução Bacen 3.444/07, art. 1º, 1º, incisos I a VI. 5 Nível II = compreende a soma dos valores correspondentes às reservas de reavaliação, às reservas para contingências e às reservas especiais de lucros relativas a dividendos obrigatórios não distribuídos, acrescida dos valores correspondentes à instrumentos híbridos de capital e dívida, instrumentos de dívida subordinada e demais itens descritos na Resolução Bacen 3.444/07, art. 1º, 2º, incisos I e II Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

136 PCOM - parcela referente ao risco das operações sujeitas à Variação do preço das mercadorias (commodities); PACS - parcela referente ao risco das operações sujeitas à Variação do preço de ações e classificadas na carteira de negociação, na forma da Resolução nº 3.464, de ; POPR - parcela referente ao risco operacional. As revisões no Patrimônio de Referência (PR) foram incorporadas pelo BB em julho do ano passado. Quanto ao Patrimônio de Referência Exigido (PRE), a norma passou a ser exigida a partir de As informações a seguir estão de acordo com a regulamentação em vigor Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

137 Desempenho O Banco do Brasil encerrou o quarto trimestre de 2008 com Patrimônio de Referência 26,4% superior ao observado em dezembro de 2007 e 22,6% superior a setembro de 2008, atingindo R$ milhões. Tabela 109. Índice de Basiléia Conglomerado Financeiro R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Patrimônio de Referência - PR Nível I Capital Social Aumento de Capital Lucros ou Prejuízos Acumulados Reservas de Capital Reservas de Lucros Reservas de Reavaliação (7) Ajuste ao Valor de Mercado -TVM e Deriv (33) 199 Ações em Tesouraria (31) Contas de Resultado Créd. Trib. Excl. nível I do PR Res.3059 (33) (1.199) (1.199) (18) (22) (3.743) (3.702) (22) Ativos Diferidos (15) (70) (113) (200) (239) (287) (335) (509) Ajustes da Marcação a Mercado (4) (23) (14) (88) (29) Adicional de Provisão ao Mínimo requerido pela Res Bacen Nível II Dívida Subordinada Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida Inst. de Cap. Emit. por IF com FPR de 100% (11) (11) (13) (14) (8) (5) Reservas de Reavaliação Ajustes da Marcação a Mercado (104) (134) (126) 29 PLE/PRE Risco de Crédito (1) Exigência sobre APR Exigência sobre Swap Risco de Mercado (2) Exigência sobre Exposição Cambial Exigência s/ Exposição a Taxa de Juros Risco Operacional (3) Excesso / Insuficiência de PR Coeficiente K - % 17,2 15,9 15,7 15,6 15,3 13,1 13,6 15,6 (1) Referente a parcela PEPR, conforme circular de 12/09/2007. (2) Referente às parcelas PCAM, PJUR, PCOM e PACS, Circulares a 3.364/2007, 3.366/2007, 3.368/2007 e 3.389/2008. (3) Referente à parcela POPR, conforme circular 3.383, de 30/04/2008. O PRE do BB atingiu o montante de R$ 31,2 bilhões em dezembro, aumento de 6,9% em relação a setembro. Maior parte da exigência foi ocasionada pela parcela de risco de crédito (PEPR), reflexo principalmente do crescimento das operações de crédito. A tabela a seguir apresenta as principais contas que formaram a parcela PEPR no terceiro e quarto trimestres de 2008, considerando o Conglomerado Financeiro: Tabela 110. Principais contas da parcela PEPR (Conglomerado Financeiro) R$ milhões Set/08 Dez/08 Var. % Operações de Crédito ,9 Outros direitos (ouro, adiantamentos ao FGPC, outros adiantamentos ,8 Créditos tributários (20,1) Aplicações interfinanceiras de liquidez ,9 Adiantamentos concedidos pela instituição ,9 Demais (9,9) TOTAL , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

138 Para risco operacional, o BB optou pela utilização da Abordagem Padronizada Alternativa, com exigência de 20% do valor apurado (R$ 401 milhões), de acordo com a Circular nº Esse percentual subirá para 50% em jan/2009, em seguida para 80% em jul/2009, atingindo 100% a partir de jan/2010. No 2º semestre de 2008 o percentual de capital alocado, por linha de negócio, corresponde a: Tabela 111. Capital alocado para risco operacional por linha de negócio Linha de Negócio Valor (R$ mil) Valor (R$ milhões) Administração de Ativos ,85 15 Comercial , Varejo ,44 55 Finanças Corporativas 2.336,05 2 Negociação e Vendas , Pagamentos e Liquidações ,21 74 Serviços de Agente Financeiro ,34 11 Corretagem de Varejo 748,17 1 TOTAL , Em relação a risco de mercado, apresentamos na tabela a seguir, o Patrimônio de Referência Exigido em dezembro de 2008, por fator de risco. Tabela 112. PRE para risco de mercado por fator de risco Fatores de Risco R$ milhões Dez/08 PRE Câmbio - PRE Taxa de Juros 81,6 PRE Commodities 18,4 PRE Ações 19,0 PRE Risco de Mercado 119,0 O Coeficiente K apresentou evolução de 13,6% no trimestre anterior para 15,6% no 4T08. Esse índice é superior aos 11% exigidos pelo Banco Central e permite ao BB a alavancagem de até R$ milhões em ativos de crédito, considerando a ponderação de 100%. Figura 65. Índice de Basiléia Conglomerado Financeiro 17,2 5,5 15,9 15,7 15,6 15,3 5,3 5,2 4,9 4,7 13,1 13,6 4,4 4,5 15,6 4,6 11,6 10,6 10,5 10,7 10,6 8,7 9,0 11,0 Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Nível I Nível II Abaixo apresentamos uma série histórica do índice K do Banco do Brasil também na visão Consolidado Econômico Financeiro. A tabela detalha a evolução do índice nos últimos trimestres, a partir do 1T08. Esclarecemos que as deduções apontadas na tabela referem-se a investimentos de controladas/coligadas em CDB s subordinados (dívidas subordinadas de outros bancos), conforme determina a Resolução CMN Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

139 Tabela 113. Índice de Basiléia Consolidado Econômico Financeiro Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Nível I 10,2 8,4 8,8 10,9 Nível II 4,5 4,3 4,4 4,3 Outras Deduções - (0,2) (0,2) - Coeficiente K - % 14,7 12,5 13,0 15,2 A resolução CMN 3.059/02 determinou, a partir de , a alocação adicional de capital sobre a parcela do estoque de créditos tributários, cujo consumo excedesse a 5 anos na data do balanço. Segundo o normativo, 40% do saldo remanescente devem ser reduzidos do capital nível I em 2005, 60% em 2006 e assim sucessivamente até atingir 100% em No último trimestre de 2008, dois grupos de normativos geraram impactos significativos na indústria bancária brasileira. O primeiro grupo é formado por normativos que geraram elevação da liquidez no sistema tanto em moeda nacional quanto em moeda estrangeira. Fazem parte desse grupo as Circulares 3426 e 3427, que tratam da redução do depósito compulsório, e as Resoluções 3622, 3624 e 3633, que objetivavam gerar maior liquidez em dólares. O segundo grupo reúne normativos que permitiram maior alavancagem aos bancos pela elevação do Patrimônio de Referência (PR). Fazem parte a Resolução 3655 e a Circular 3425, que alterou os critérios de ponderação e dedução do PR dos créditos tributários, e a Resolução 3674, que permitiu que provisões de crédito excedentes fossem somadas ao PR. Os efeitos no Banco do Brasil dos normativos do segundo grupo podem ser observados na tabela a seguir. Tabela 114. Mutações do Índice de Basiléia R$ milhões Patrimônio de Referência Patrimônio Efeito no Índice Líquido Exigido de Basiléia Efeito na Alavancagem Lucro do período deduzido o JCP pago , Aumento da Dívida Subordinada 520-0, Outras Variações no PR , Créd. Trib. Excl. nível I do PR Res , Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida 207-0, Aumento da Exigência do Risco de Mercado 17 (0,0) (155) Aumento da Exigência do Risco de Crédito (0,9) (18.298) Aumento da Exigência do Risco Operacional Movimentação no trimestre , Saldo em Set/ , Saldo em Dez/ , Variação Líquida Trimestral , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

140 A partir da tabela acima, é possível verificar os fatores determinantes para o crescimento de 200 pontos base no Coeficiente K, no trimestre, e o aumento da margem para alavancagem em R$ milhões. Destacamos, entre os fatores que mais contribuíram para a recuperação do índice, a incorporação de lucros no valor de R$ milhões e R$ milhões referentes à incorporação de Créditos Tributários oriundos de diferenças intertemporais ao Patrimônio de Referência após a divulgação da Circular 3.425/Bacen de Impactos futuros no Índice de Basiléia A aquisição de participações no Banco Votorantim S.A. (BV) e na Nossa Caixa S.A. (NC) terão impacto no índice de Basiléia do Banco no 1.º semestre/09. O efeito isolado da aquisição de 71,25% da NC no índice do Conglomerado Financeiro (4040) é estimado em -0,9 p.p., ao passo que o efeito da aquisição de 50% do BV é estimado em -1,6 p.p. O impacto conjunto da aquisição de participação no BV e NC é projetado em cerca de -2,1 p.p. Índice de Imobilização No último trimestre houve decréscimo no Índice de Imobilização de 16,9% para 14,6% pelo crescimento do Patrimônio de Referência Ajustado superior ao do Permanente. Com o atual nível de imobilização, o BB pode aumentar em até R$ 15,6 bilhões o seu Imobilizado, sem ocasionar o desenquadramento do limite máximo de 50% do Patrimônio de Referência. Tabela 115. Índice de Imobilização R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 Patrimônio Líquido Dívidas Subordinadas Exigíveis a Capital Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida Demais (48) (1.272) (1.325) (230) (275) (4.044) (4.045) Patrimônio de Referência Ajustado (A) Permanente Títulos de Renda Variável De Bolsas e Cetip (6) (2) (2) (0) (0) (0) (1) (0) Imobilizado de Arrendamento (1.272) (1.320) (1.385) (1.455) (1.613) (2.271) (2.876) (4.078) Perdas em Arrendamento a Amortizar (33) (41) (45) (52) (55) (58) (117) (55) Ativos Diferidos (Resolução CMN 3.444) - (70) (113) (200) (239) (287) (335) (509) Direitos Adq. Fls. Pgto. até 30/06/09 (Res Bacen) - (70) (113) (200) (239) (287) (335) (3.921) Total de Imobilizações (B) Índice de Imobilizações (B/A) - % 14,2 14,2 13,4 13,2 15,3 16,3 16,9 14,6 Margem (Excesso) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

141 8.2.3 Capital Econômico O Banco do Brasil utiliza em seus processos internos de gestão de riscos o conceito de capital econômico. As tabelas abaixo apresentam a exigência de capital total e por setor econômico. Tabela 116. Capital Econômico Capital Econômico Modelo Interno 1T08 2T08 3T08 4T08 Exigência sobre Risco de Crédito Exigência sobre Risco de Mercado (1) Exigência sobre Risco Operacional (2) TOTAL (1)Trading Book. A partir do 4T08 contempla Trading Book, câmbio e commodities. (2)Calculado por meio de metodologia paramétrica e não-paramétrica (bookstrap). Apresentamos a seguir a exigência de capital econômico para risco de crédito detalhada por macrossetores e por natureza da pessoa. Tabela 117. Distribuição do Capital Econômico na Carteira de Crédito R$ milhões Dez/07 Part. % Dez/08 Part. % PESSOA FÍSICA , ,6 PESSOA JURÍDICA , ,4 Agronegócio de Origem Animal 84 2,2 83 1,7 Agronegócio de Origem Vegetal 190 4, ,4 Automotivo 68 1, ,5 Bebidas 10 0,2 12 0,2 Comércio Atacadista e Ind. Diversas 28 0,7 37 0,8 Comércio Varejista 67 1,7 88 1,8 Construção Civil 69 1,8 91 1,9 Couro e Calçados 24 0,6 28 0,6 Eletroeletrônico 49 1,3 74 1,5 Energia Elétrica 59 1,5 55 1,2 Insumos Agrícolas 53 1,4 49 1,0 Madeireiro e Moveleiro 42 1,1 49 1,0 Metalurgia e Siderurgia 55 1,4 72 1,5 Papel e Celulose 35 0,9 31 0,6 Petroleiro 53 1,4 72 1,5 Químico 45 1,2 58 1,2 Serviços 164 4, ,8 Telecomunicações 10 0,3 25 0,5 Têxteis e Confecções 69 1,8 94 1,9 Transportes 47 1, ,1 Demais Atividades 57 1,5 27 0,6 TOTAL , , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

142 A seguir, apresentamos a exigência de capital econômico para risco operacional, por categoria de eventos de perda operacional: Tabela 118. Distribuição do Capital Econômico na Carteira de Crédito Categorias de Eventos de Perda R$ milhões Falhas nos Negócios 499 Danos ao Patrimônio Físico 57 Falhas de Sistemas 3 Falhas em Processos 63 Fraudes e Roubos Externos 64 Fraudes Internas 50 Problemas Trabalhistas 599 TOTAL Por fim, apresentamos a exigência de capital econômico para risco de mercado, por fator de risco: Tabela 119. VaR por fator de risco R$ milhões Fatores de Risco Dez/08 Taxa Pré-fixada de Juros 255,0 Cupom de Moedas Estrangeiras 17,3 Cupom de Índice de Preços 0,4 Variação Cambial 139,4 Commodities 2,0 PRE Risco de Mercado* 414,1 *Carteira de Negociação + Variação Cambial + Commodities Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

143 9 Desempenho Socioambiental Apresentação A partir deste trimestre, apresentamos destaques de nossa política de responsabilidade socioambiental (RSA), em bases trimestrais, com o propósito de permitir o acompanhamento de nossas atividades, bem como de evidenciar a geração de valor dessas iniciativas para o acionista. A escolha da divulgação dessas informações em periodicidade trimestral baseia-se no compromisso da empresa com a geração de valores sociais e ambientais e no entendimento de que esses dados são tão importantes para o desempenho da empresa quanto as informações econômico-financeiras, merecendo tratamento semelhante ao já dispensado a elas. Além disso, busca atender a um universo cada vez maior de investidores que consideram aspectos socioambientais e de governança corporativa em suas decisões de investimento. Em iniciativa pioneira, as informações relativas às práticas de RSA escolhidas para compor o Relatório Análise do Desempenho foram identificadas a partir de sua relevância para os negócios da Empresa, do retorno tangível para o acionista e de pesquisas de mercado com fundos de pensão e autoridades no tema. Também foi utilizado como critério na estruturação deste relato a seleção de quais dados justificam acompanhamento trimestral de sua evolução (os demais indicadores são tradicionalmente reportados no Relatório Anual). Como o restante do relatório, esse conjunto de informações encontrase em constante revisão e acompanhamento, com vistas a melhor adequar seu reporte à necessidade de analistas e acionistas, público-alvo desta publicação. Inicialmente, para facilitar a identificação desse novo conteúdo, optou-se por destacar essas informações em um novo capítulo, intitulado Desempenho Socioambiental. Este capítulo está segmentado em quatro grandes blocos, que agrupam os novos indicadores de RSA e informações que já vinham sendo divulgadas pelo Banco por temas afins: Relações com Funcionários, Ecoeficiência, Negócios com Ênfase Socioambiental e Reconhecimento do Mercado Investidor Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

144 9.1 Relações com Funcionários Este bloco reúne as principais ações voltadas para a sustentabilidade do negócio, no que tange aos investimentos em pessoas realizados pelo Banco do Brasil. As informações e indicadores disponibilizados mostram não apenas a formação e os investimentos em treinamentos, mas também a geração de valor para os funcionários Características do Quadro de Pessoal A forma como o Banco do Brasil se relaciona com seus funcionários influi diretamente nos indicadores deste bloco, assim como no índice de rotatividade que será apresentado mais adiante. A empresa investe na criação de um vínculo com seus colaboradores, de forma que seus profissionais se sintam encorajados a construir carreira na instituição. As pessoas que ingressam tendem a passar grande parte de sua vida profissional no Banco, o que colabora para a baixa rotatividade e faz com a estratificação do quadro de pessoal por idade e tempo na empresa evolua de forma relativamente linear, sem oscilações abruptas. A distribuição relativa do quadro de pessoal por idade manteve-se praticamente estável no 4T08, em relação ao trimestre anterior, registrando ligeira evolução nas faixas de funcionários com idade superior a 45 anos e entre 26 e 35 anos de idade. Em contrapartida, houve pequena redução dos funcionários entre 36 e 45 anos e entre aqueles com até 25 anos. 4T07 3T08 4T08 24,8% 9,1% 25,8% 9,3% 26,4% 8,9% 33,6% 34,0% 34,3% 32,5% 30,9% 30,4% Até 25 anos de 26 à 35 anos de 36 à 45 anos acima de 45 anos Figura 66. Composição do Quadro de Funcionários por Idade Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

145 A respeito da composição do quadro de funcionários por tempo de banco, cabe destacar que 41% têm até 5 anos de trabalho na instituição. No entanto, verifica-se que a faixa que registra a maior evolução é daqueles funcionários com mais de 25 anos de trabalho no Banco, crescimento de 2,0 pontos percentuais em um trimestre. Importante destacar, na comparação anual, que embora haja um envelhecimento natural do quadro, em 2008 foram contratados novos funcionários, o que contribui para a manutenção da participação dos funcionários com até 5 anos de casa em 41%. 4T07 3T08 4T08 11% 12% 14% 14% 41% 16% 41% 15% 41% 11% 5% 7% 4% 5% 4% 18% 20% 21% Até 5 anos de 6 a 10 anos de 11 a 15 anos de 16 a 20 anos de 21 a 25 anos acima de 25 anos Figura 67. Composição do Quadro de Funcionários por Tempo de Banco Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

146 9.1.2 Educação e Desenvolvimento Profissional Ao longo dos últimos anos, o Banco do Brasil tem desenvolvido diversas ações para estimular o aperfeiçoamento acadêmico de seus colaboradores. Essas ações incluem a concessão de bolsas de estudos, o estabelecimento de parcerias para disponibilizar soluções de educação à distância, e o estímulo aos estudos por meio do sistema de encarreiramento interno. A tabela abaixo demonstra a evolução da quantidade de bolsas de estudos concedidas, e a sua relação com o quadro de funcionários do mesmo período. O decréscimo apresentado nas bolsas de pós-graduação, MBA, Mestrado e Doutorado, em comparação ao mesmo período do ano anterior, explica-se porque, entre 2006 e 2007 foram formadas as primeiras turmas do MBA à distância disponibilizado pelo Banco, com ampla adesão dos funcionários, o que aumentou de forma significativa a base de comparação. Além disso, o Banco está organizando a abertura de novas turmas de MBA nessa modalidade. Cabe destacar que, para disponibilizar o MBA à distância, foram firmadas parcerias com instituições de ensino de primeira linha, como Fundação Getúlio Vargas e UNB Universidade de Brasília. Tabela 120. Evolução da quantidade de bolsas de estudos concedidas 4T07 3T08 4T08 Bolsas de Graduação Bolsas de Pós Graduação, MBA, Mestrado e Doutorado Bolsas de Idiomas Total de Bolsas Concedidas Qtde. de funcionários no período (*) Bolsas de Graduação por Funcionário 14,3% 11,9% 11,5% Bolsas de Pós Graduação, MBA, Mestrado e Doutorado por Funcionário 5,0% 3,1% 3,0% Bolsas de Idiomas por Funcionário 0,4% 0,4% 0,3% Total de Bolsas por Funcionário 14,3% 11,9% 11,5% * Quantidade de funcionários não inclui estagiários e funcionários recém incorporados dos bancos BESC e BEP. Em decorrência dos investimentos e estímulos à formação, a quantidade de funcionários com curso de graduação, especialização, mestrado ou doutorado mantém a tendência de aumento apresentada nos trimestres anteriores. 4T07 3T08 4T08 18,5% 0,6% 19,9% 0,5% 20,6% 0,5% 35,4% 33,5% 33,0% 45,5% 46,1% 45,9% Ensino Fundamental Ensino Superior Ensino Médio Especialização, Mestrado e Doutorado Figura 68. Composição do Quadro de Funcionários por Nível Educacional Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

147 Além das ações de estímulo à formação acadêmica, o Banco do Brasil tem se empenhado em prover outros treinamentos aos funcionários. Esses treinamentos, internos e externos, são mais direcionados, focados nas características que cada profissional necessita para exercer suas funções no Banco. A tabela abaixo demonstra os investimentos realizados e a quantidade de horas de treinamento. Destaque também para a obtenção da Certificação Legal em Investimentos Financeiros. O Banco do Brasil é a instituição que possui a maior quantidade de funcionários certificados pela Anbid/Andima. Atualmente, 45% do corpo funcional já se encontram certificados por alguma dessas associações. Tabela 121. Treinamento de Funcionários Fluxo 12 meses 4T07 3T08 4T08 Horas de Treinamento Quantidade média de Funcionários (*) Horas de treinamento por funcionários 46,46 64,97 86,62 Funcionários com Certificação Anbid - CPA Funcionários com Certificação Anbid - CPA Total Funcionários com certificações / Total (%) 40,6 46,7 44,8 * Quantidade de funcionários não inclui estagiários e funcionários recém incorporados dos bancos BESC e BEP Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

148 9.1.3 Geração de Valor aos Funcionários As Despesas de Pessoal, em suas diversas verbas, representam importante indicador do valor adicionado pelo Banco aos funcionários. A figura abaixo mostra a evolução dessas despesas em termos absolutos e em relação ao valor médio por funcionário. Observa-se que o crescimento nas despesas médias mensais por funcionário reflete em grande parte o reajuste salarial concedido à categoria em setembro de O reajuste médio concedido foi de 8,9%. Além disso, houve aumento na quantidade média de funcionários, de 825 em relação à quantidade apresentada no 3T08 e sobre o mesmo período de Tabela 122. Despesa Média Mensal por Funcionário (DRE Realocada) 4T07 3T08 4T08 Despesa de Pessoal (realocada) R$ , , ,79 Quantidade de funcionários no período (*) Despesa Média Mensal por Funcionário R$ , , ,74 * Quantidade de funcionários não inclui estagiários e funcionários recém incorporados dos bancos BESC e BEP. Como forma de proporcionar melhores retornos financeiros aos colaboradores, e ao mesmo tempo reforçar o compromisso de todos na organização com a geração de resultados consistentes, o Banco do Brasil tem trabalhado para aprimorar constantemente o programa de Participação nos Lucros e Resultados PLR. No 4T08 o valor médio aprovisionado para distribuição para cada funcionário cresceu 128,9% em relação ao mesmo período do ano anterior em função de uma maior lucratividade obtida na operação. Tabela 123. Despesas com Participação nos Lucros 4T07 3T08 4T08 PLR Aprovisionada no trimestre R$ , , ,94 Quantidade de funcionários no período (*) PLR Média por Funcionário R$ 1.918, , ,94 * Quantidade de funcionários não inclui estagiários e funcionários recém incorporados dos bancos BESC e BEP Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

149 9.1.4 Rotatividade do Quadro de Funcionários O índice de rotatividade do quadro apresentou crescimento significativo em 2007, principalmente em razão do Plano de Aposentadoria Antecipada implementado naquele ano. A partir de então, o indicador vem mostrando tendência de queda. Como evidenciado na tabela abaixo, a redução do índice acumulado em 2008 decorre tanto do aumento na quantidade média de colaboradores, como da redução dos desligamentos no período. Tabela 124. Rotatividade de Funcionários 4T07 3T08 4T08 Índice de Rotatividade de Funcionários* 1,19 0,78 0,77 Nr. Funcionários do Trimestre Anterior Nr. Funcionários do Trimestre Desligamentos no Período * Proporção de desligamentos em relação à média de funcionários do período ** O conceito de desligamentos inclui demissões, aposentadorias, aposentadorias antecipadas, falecimentos e afastamentos por solicitação do funcionário *** Quantidade de funcionários não inclui estagiários e funcionários recém incorporados dos bancos BESC e BEP Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

150 9.2 Ecoeficiência A divulgação de informações sobre ecoeficiência demonstra o esforço da empresa na utilização eficiente de recursos materiais e de energia, com reflexos não apenas na redução do impacto sobre o meio ambiente, mas também no controle de despesas administrativas e na mitigação de riscos. Para estruturação dos indicadores, procuramos relacionar os itens que estão sendo evidenciados (ex: consumo de água e papel) com denominadores que expliquem sua oscilação. Por exemplo, o consumo de água nos edifícios sede do BB visa principalmente atender às necessidades dos colaboradores, por isso relacionamos o consumo à quantidade média de funcionários do período. No mesmo sentido, o consumo de papel guarda coerência com a base de contas correntes Consumo Anual de Água nos Edifícios Sede Inicialmente cabe informar que o indicador abaixo refere-se ao consumo de água nos edifícios sede do Banco do Brasil. Posteriormente divulgaremos também o consumo nas demais dependências. Os edifícios Sede I, II e III, localizados em Brasília (DF), centralizam a maior parte do quadro da Direção Geral do Banco do Brasil, além de órgãos de apoio. Ao final do 4T08, funcionários estavam alocados nesses edifícios. A tabela abaixo detalha o consumo de água em termos absolutos e o consumo médio em relação à quantidade de funcionários lotados naqueles edifícios. Nos últimos dois anos não houve investimentos vultosos em reformas de sistemas hidráulicos relevantes ou troca de torneiras, o consumo mais racional da água foi conquistado por meio de uma gestão mais próxima junto à administração predial dos edifícios para evitar desperdícios. O consumo total apresentou redução de 8,9% em 2008 em comparação a Já a redução do consumo médio por funcionário foi ainda mais significativa, de 17,4%. Tabela 125. Consumo de Água 4T07 3T08 4T08 Consumo de Água Ed. Sede (m³) Funcionários Ed. Sede I, II e III (média) Consumo de Água por Funcionários (em m 3 )* 28,1 24,3 23,2 * Indicador calculado com base em informações acumuladas em 12 meses Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

151 9.2.2 Papel Branco - Consumo Anual O Banco do Brasil tem implementado diversas medidas para reduzir o consumo de papel. Os sistemas corporativos foram adequados para imprimir preferencialmente em dupla face, houve campanhas de conscientização junto aos funcionários e, cada vez mais, há um direcionamento para que os clientes façam uso de canais automatizados que não envolvam o uso de papel. O consumo apresentou redução de 3,8% em termos absolutos, na comparação com o mesmo período de Como a redução do consumo aconteceu em um cenário de crescimento da base de contas correntes, o consumo por cliente apresentou queda de 12,7% em Tabela 126. Consumo de Papel 4T07 3T08 4T08 Consumo de Papel (ton) Clientes Base de Contas Correntes (média) Consumo por cliente (em g)* 133,5 120,0 116,5 * Indicador calculado com base em informações acumuladas em 12 meses Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

152 9.2.3 Transações Automatizadas sem uso de papel Como informado no item anterior, o Banco do Brasil tem investido em novos canais para processamento de transações e realização de negócios com seus clientes. Há um direcionamento cada vez maior para todos os canais que não envolvam impressão e, portanto, não consomem papel. Entre esses canais destacamos a Internet, a Central de Atendimento e o Mobile Banking. Como destacado no gráfico abaixo, a utilização desses canais apresentou evolução consistente ao longo de 2008, saltando de 35,0% no 4T07 para 38,6% no 4T08. Quanto à ligeira retração apresentada na comparação com o 3T08, trata-se de movimento sazonal, já que no período de férias, e festas de fim de ano, há um aumento na utilização do canal POS (que consome papel na efetivação das transações), o que resulta na redução da participação relativa dos demais canais. 37,8% 38,3% 39,8% 38,6% 35,5% 35,2% 35,3% 35,0% 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Figura 69. Transações automatizadas sem uso de papel Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

153 9.2.4 Consumo de Toner O consumo de toner é outro potencial gerador de resíduos relacionados à impressão de documentos. O Banco do Brasil, mesmo utilizando 100% de cartuchos recondicionados, vem primando pela redução do consumo deste tipo de material. A figura abaixo, evidencia a evolução do consumo desse recurso ao longo dos últimos trimestres T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Figura 70. Consumo de unidades de toner Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

154 9.3 Negócios com ênfase Socioambiental O Banco do Brasil vem atuando em diversas frentes para tornar seu negócio mais sustentável, com o objetivo de gerar retornos cada vez mais consistentes aos acionistas, sem perder de vista o interesse dos demais stakeholders, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da sociedade e para a preservação do meio ambiente. Entre essas frentes, ganha destaque na empresa o desenvolvimento de abordagens negociais e de produtos e serviços que apoiem diretamente o desenvolvimento sustentável do País. O objetivo deste bloco é evidenciar os principais números dessas iniciativas Desenvolvimento Regional Sustentável O DRS - Desenvolvimento Regional Sustentável é uma estratégia negocial do Banco do Brasil que busca impulsionar o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras onde o BB está presente, por meio da mobilização de agentes econômicos, sociais e políticos, para apoio a atividades produtivas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas. Na operacionalização do DRS são oferecidas linhas de crédito tradicionais do Banco do Brasil, sejam elas operações de microcrédito, repasse de recursos (como o Proger), ou outras linhas de recursos livres destinadas a Pessoas Físicas. O DRS gera resultados para o Banco tanto sob o ponto de vista social como econômico: proporciona a abertura de novas contas correntes e a expansão da carteira de crédito. A tabela abaixo demonstra os principais resultados desta iniciativa. O crédito programado e o total de negócios realizados avançaram no 4T08 76,4% e 554,7% respectivamente, quando comparados a igual período do ano anterior. Cabe destacar que a quantidade de famílias atendidas já totaliza mil, ante 725 mil ao final de Um importante indicador de que os números devem continuar avançando é a quantidade de Planos de Negócio em fase de implementação, que saíram de no 4T07 para ao final de Tabela 127. Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) 4T07 3T08 4T08 DRS - Negócios realizados (R$ milhões) DRS - Crédito programado (R$ milhões) Planos de Negócio em implementação DRS - Famílias Atendidas Contas Correntes abertas em comunidades beneficiadas pelo DRS (*) (*) Posição Acumulada. Acompanhamento iniciado a partir de Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

155 9.3.2 Microcrédito O Microcrédito é caracterizado por operações de empréstimo de baixo valor, normalmente direcionadas ao público de baixa renda, que não tem acesso às linhas de crédito convencionais. A lei /03 regulamenta a concessão de crédito à população de menor renda e dispõe sobre o direcionamento dos recursos correspondentes a 2% dos depósitos à vista captados pelas instituições financeiras para operações de microcrédito, a uma taxa de até 2% ao mês. O Banco do Brasil é um dos principais agentes do mercado de microfinanças no país. Inicialmente a entrada neste segmento se deu por meio de uma subsidiária integral, o Banco Popular do Brasil (BPB). No entanto, para aperfeiçoar o modelo de negócios, foi criada em 2008 a Diretoria de Menor Renda. Os canais de distribuição das linhas de crédito são a rede de agências do Banco do Brasil e a rede de correspondentes bancários (do próprio BB e aqueles vinculados anteriormente ao Banco Popular do Brasil). A carteira de operações de microcrédito encerrou o 4T08 com R$ 511 milhões, redução de 4,6% em relação ao trimestre anterior, e de 8,5% em comparação ao mesmo período de O desempenho explica-se porque o modelo de atuação neste mercado está sendo reformulado, para aprimorar as metodologias de concessão e gerenciamento de crédito e possibilitar novo crescimento no futuro. Tabela 128. Operações de Microcrédito 4T07 3T08 4T08 Microcrédito Carteira (R$ mil) Microcrédito Produtivo Orientado Carteira (R$ mil) Contratações no Período (R$ mil) Quantidade de Contratos em Carteira Entre as operações de microcrédito, o Banco do Brasil está direcionando os esforços para o Microcrédito Produtivo Orientado. Neste programa o atendimento é realizado por meio de parcerias com Instituições de Microfinanças (IMF), que possuem expertise na análise de crédito de microempreendedores e contam com apoio dos agentes de crédito para análise, aplicação, acompanhamento e orientação dos pequenos negócios. Embora o saldo da carteira ainda não seja significativo, sua evolução foi de 195,2% em relação ao saldo do último trimestre de Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

156 9.3.3 Agricultura Familiar - Pronaf O Banco do Brasil é o maior financiador da Agricultura Familiar no país. O PRONAF possibilita ao Banco prospectar novos negócios e gerar novas fontes de receita, ao mesmo tempo em que cumpre o papel social de apoiar a geração de renda na zona rural. A carteira do PRONAF encerrou o 4T08 em R$ milhões, o que representa crescimento de 17,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A comparação com o trimestre anterior, apesar do crescimento de 8,1%, fica prejudicada, dada a sazonalidade que caracteriza a contratação de operações de crédito no agronegócio T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Figura 71. Carteira de PRONAF/Proger Rural (R$ milhões) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

157 9.3.4 Crédito com RSA - Outros Programas Além dos programas já apresentados, o Banco do Brasil apoia o segmento de alimentos orgânicos (BB Produção Orgânica) e a produção florestal (BB Florestal). A tabela abaixo apresenta a evolução do saldo aplicado nesses programas. Tanto o BB Florestal quanto o BB Produção Orgânica apresentaram crescimento nas comparações anual e com o trimestre anterior. Destaque para a carteira do BB Florestal, que atingiu R$ 217 milhões no 4T08, crescimento de 45% em 12 meses. Tabela 129. Crédito com RSA - Outros Programas 4T07 3T08 4T08 BB Florestal (R$ milhões) 150,3 193,6 217,2 BB Produção Orgânica (R$ milhões) 3,3 4,9 8,0 TOTAL 153,6 198,5 225,2 Na concessão de crédito às empresas são observados, além dos critérios e normas definidos pelo Banco e pelas autoridades financeiras, o cumprimento de requisitos sociais e ambientais como os contidos nos Princípios do Equador e no Pacto Global, regras que o Banco voluntariamente aderiu. O BB também verifica se os proponentes do crédito estão incluídos na relação do Ministério do Trabalho e Emprego que identifica empresas que submetem seus empregados a formas degradantes de trabalho ou trabalho escravo. Nesse sentido, em 2008, o BB analisou 05 projetos à luz dos Princípios do Equador (projetos acima de US$ 10 milhões), no montante de R$ 369,5 bilhões, que equivalem a 0,4% da carteira de crédito às empresas. Os projetos financiados, que são dos setores de infra-estrutura e energia elétrica, levam em conta o risco de impacto socioambiental (alto, médio ou baixo) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

158 9.3.5 Outros Negócios com Atributos Socioambientais O Banco do Brasil oferece a seus clientes duas alternativas de fundos de investimentos que adotam critérios de RSA. A carteira do BB Ações ISE é composta por empresas que evidenciam as questões sociais e ambientais em suas práticas administrativas e negociais. Já o BB DI Social 200 destina 50% de sua taxa de administração para o Programa Fome Zero. Essas alternativas visam atender a uma gama crescente de investidores que utilizam critérios sociais e ambientais para definir seu portfólio de investimentos. A tabela abaixo detalha a evolução dos recursos administrados nesses dois fundos. Tabela 130. Fundos de Investimento com critério RSA 4T07 3T08 4T08 BB Ações ISE R$ milhões 36,3 25,4 17,6 BB DI Social 200 R$ milhões 45,1 36,8 34,9 Além disso, em outubro de 2008 o Banco do Brasil tornou-se assessor econômico e financeiro do Fundo Brasil Sustentabilidade FIP. Trata-se de fundo de investimento em participações constituído pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e gerido pela Latour Capital do Brasil Ltda. Esse fundo tem como foco o investimento em empreendimentos ou projetos que aliam atrativo mercadológico e financeiro com potencial de redução ou sequestro de emissões de gases efeito estufa, no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, criado pelo Protocolo de Quioto. O fundo encontra-se em fase de captação junto a grandes investidores qualificados na Europa e Ásia e, também, no Brasil Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

159 9.3.6 Relacionamento de Longo Prazo Qualidade do Atendimento A qualidade do atendimento está relacionada à capacidade da empresa de retenção, fidelização e rentabilização de clientes. A tabela abaixo mostra a participação das reclamações registradas pelos clientes do Banco do Brasil no Bacen sobre o total de reclamações do Sistema Financeiro. Ressalta-se que os dados referem-se aos bancos que possuem mais de 1 milhão de clientes em suas bases. Em dez/08, 11 instituições participaram desta avaliação, sendo que o BB não constou no ranking do Bacen composto pelos 5 bancos com maior quantidade de reclamações. A participação do BB no total de reclamações apresentou sensível redução no trimestre, assim como o índice que pondera as reclamações em relação à base de clientes. Tabela 131. Reclamações registradas no Banco Central 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Reclamações do BB registradas no Bacen Reclamações totais registradas no Bacen Base de Clientes * Reclamações / Base de Clientes** 2,6 2,3 2,9 2,7 1,5 Reclamações BB / Total Bacen 10,95% 17,17% 15,76% 13,00% 8,86% * Considerada base total de clientes exceto BESC e BEP ** ((Número de reclamações) / (número de clientes)) x Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

160 9.4 Reconhecimento do Mercado Investidor Além de ter participação representativa no Ibovespa, o BB participa nos seguintes índices da bolsa paulista: o Índice de Ações com Tag Along Diferenciado - ITAG; o Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada - IGC; e, o Índice de Sustentabilidade Empresarial - ISE. O ITAG tem por objetivo medir o desempenho dos papéis de empresas que ofereçam melhores condições aos acionistas minoritários, no caso de alienação do controle. A carteira é composta pelas ações que concedem tag along superior a 80% aos acionistas minoritários detentores de ações ordinárias. Como participante do Novo Mercado (NM) da BOVESPA, grau mais elevado de nível de Governança Corporativa da bolsa, o Banco do Brasil concede 100% de tag along aos acionistas minoritários. O IGC tem por objetivo mensurar o comportamento das ações de empresas que apresentem bons níveis de governança corporativa e aquelas listadas no Novo Mercado ou nos níveis 1 e 2 de governança corporativa da BM&FBOVESPA. Já o ISE reflete o desempenho das ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial. Ressalta-se que o BB faz parte deste importante indicador desde sua criação, em O gráfico abaixo ilustra a participação percentual do BB nesses indicadores. 3,2 3,1 3,7 3,5 3,1 3,4 3,3 3,8 3,2 3,1 2,2 1, ISE ITAG IGC Para ITAG/IGC: 1 1T08; 2 2T08; 3 3T08; 4 4T08 Para ISE: 1 Dez05 a Nov06; 2 Dez06 a Nov07; 3 Dez07 a Nov08; 4 Dez08 a Nov09 Fonte: Bovespa Figura 72. Participação BBAS3 no ISE, ITAG e IGC Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

161 10 Investimentos Estratégicos 10.1 Informações Desde o 1T08, as empresas não financeiras do ramo segurador, de previdência, de capitalização e outras atividades passam a compor as demonstrações consolidadas do Banco do Brasil. Tabela 132. Participação no capital das empresas Particip. Total R$ mil Valor Contábil Valor Contábil Atividade Ramo Financeiro - País BB Gestão de Recursos - Distrib de Tít. e Val. Mobiliários S.A. Administração de Ativos 100% BB Banco de Investimento S.A. Banco de Investimento 100% BB Banco Popular do Brasil S.A. Bancária 100% BB Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Arrendamento 100% BESC Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Arrendamento 99% BESC Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Administração de Ativos 99,62% BESC Financeira S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos Crédito e Financiamento 99,58% Ramo Financeiro Exterior Banco do Brasil Ag. Viena Bancária 100% BB Leasing Company Ltd. Arrendamento 100% BB Securities LLc. Administração de Ativos 100% BB Securities Ltd. Administração de Ativos 100% Brasilian American Merchant Bank BAMB Bancária 100% Ramo Segurador, de Previdência e de Capitalização Brasilveículos Companhia de Seguros Seguradora 70,00% Cia. de Seguros Aliança do Brasil Seguradora 100% Brasilcap Capitalizações S.A. Capitalização 49,99% Brasilprev Seguros e Previdência S.A. Seguradora/Previdência 49,99% Brasilsaúde Companhia de Seguros Seguradora/Saúde 49,92% Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação SBCE Seguradora 12,09% Outras Atividades Ativos S.A. Aquisição de Créditos 100% BB Administradora de Cartões de Crédito S.A. Prestação de Serviços 100% BB Administradora de Consórcios S.A. Consórcios 100% BB Corretora de Seguros e Administradora de Bens S.A. Corretora 100% BB Tur Viagens e Turismo Ltda. Turismo 100% - - Cobra Tecnologia S.A. Informática 99,39% - - Cia. Brasileira de Soluções e Serviços CBSS Visavale Prestação de Serviços 40,35% Cia. Brasileira de Meios de Pagamento CBMP Visanet Prestação de Serviços 31,63% Kepler Weber S.A. Indústria 17,67% Neoenergia S.A. Energia 11,99% Companhia Brasileira de Securitização Cibrasec Aquisição de Créditos 9,09% Tecnologia Bancária S.A. Tecban Prestação de Serviços 8,96% BB Money Transfers, Inc Prestação de Serviços 100% BB USA Holding Company, Inc Holding 100% Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

162 10.2 Demonstrações Contábeis Resumidas Balanço Patrimonial Tabela 133. Balanço Patrimonial Resumido Consolidado Financeiro Consolidado Não Financeiro R$ mil Consolidado Econômico- Financeiro Dez/08 Dez/08 Dez/08 Dez/07 Var. % Circulante e Não Circulante ,9 Disponibilidades ,4 Aplicações interfinanceiras de Liquidez ,5 Títulos e Valores Mobiliários e Instr. Financ. Derivativos ,1 Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil ,6 Outros Créditos ,6 Permanente ,6 Investimentos ,5 Imobilizado de Uso e de Arrendamento (25,4) Intangível Diferido (7,3) Ativo Total ,5 Circulante e Não Circulante ,5 Depósitos ,1 Obrigações por Empréstimos e por Repasses do País ,9 Outras Obrigações ,2 Resultado de Exercícios Futuros (100,0) Participações Minoritárias nas Controladas (104) (376) (72,3) Patrimônio Líquido ,4 Passivo Total , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

163 DRE Societária Tabela 134. Demonstração do Resultado Societária Consolidado Financeiro Consolidado Não Financeiro Consolidado Econômico- Financeiro R$ mil Var. % Receitas da Intermediação Financeira ,0 Despesas da Intermediação Financeira ( ) ( ) ( ) ( ) 69,0 Result. Bruto da Intermediação Financ (17,3) Outras Receitas/Despesas Operacionais ( ) ( ) ( ) (85,4) Resultado Operacional ,8 Resultado Não Operacional ,8 Resultado Antes da Tributação ,6 Imposto de Renda e Contribuição Social ( ) ( ) ( ) ( ) (2,9) Participações no Lucro ( ) (5.135) ( ) ( ) 74,1 Participações Minoritárias no Lucro (2) (82,3) Lucro Líquido , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

164 DRE Realocada Tabela 135. Demonstração do Resultado Realocada Consolidado Financeiro Consolidado Econômico- Financeiro R$ milhões 4T08 4T08 Var. % Receitas da Intermediação Financeira ,6 Resultado Financeiro das Op. Com Seguros Despesa da Intermediação Financeira (13.368) (13.335) (0,2) Margem Financeira Bruta ,2 Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (2.240) (2.240) 0,0 Rendas de Tarifas ,2 Despesas Administrativas (4.165) (4.515) 8,4 Despesas de Pessoal (2.236) (2.301) 2,9 Outras Despesas Administrativas (1.864) (2.043) 9,6 Demais Receitas e Despesas (743) (774) 4,2 Res. Oper. c/ Seguros, Prev. e Capitalização Resultado Antes da Trib. s/ o Lucro ,8 Imposto de Renda e Contribuição Social (408) (557) 36,5 Participações Estatutárias no Lucro (195) (198) 1,5 Resultado Recorrente Itens Extraordinários Lucro Líquido Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

165 Índices de Produtividade Neste capítulo aborda-se os índices de produtividade com dados oriundos dos documentos contábeis, partindo-se da DRE Societária e excluindo os eventos extraordinários do período. Tabela 136. Índice de Eficiência Consolidado Financeiro 4T08 R$ milhões Consolidado Econômico- Financeiro 4T08 A) Despesas Administrativas (4.327) (4.571) Despesas de Pessoal* (2.365) (2.430) Outras Despesas Administrativas** (1.962) (2.140) B) Receitas Operacionais Resultado Bruto da Interm. Financeira Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa Rendas com Tarifas Res. de Part. em Coligadas e Controladas Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais (1.444) (1.702) Índice de Eficiência (A/B) - % 45,7 47,4 *Incluem Demandas Trabalhistas **Incluem Demandas Cíveis O índice de eficiência, representado pela razão das Despesas Administrativas (incluindo o Risco Legal) pelas Receitas Operacionais encerrou o trimestre em 54,3%, quando calculado com base no Consolidado Econômico-Financeiro, com ligeira melhora em relação ao índice de 55,0% calculado com base na consolidação apenas das empresas financeiras. Tabela 137. Índice de Cobertura Consolidado Financeiro 4T08 R$ milhões Consolidado Econômico- Financeiro 4T08 Rendas de Tarifas Despesas Administrativas* (4.327) (4.571) Despesas de Pessoal** (2.365) (2.430) RPS/Despesas de Pessoal - % 113,2 125,8 RPS/ Despesas Administrativas - % 61,9 66,9 *É igual a soma de Despesas de Pessoal e Outras Despesas Administrativas **Incluem Demandas Trabalhistas O índice de cobertura expressa a capacidade de cobertura dos custos fixos com as Receitas de Prestação de Serviços (RPS). Esse índice é obtido pela razão entre as Receitas com Prestação de Serviços e as Despesas Administrativas. Esse índice encerrou o trimestre em 69,9% Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

166 10.3 Seguros, Previdência e Capitalização O Banco do Brasil mantém, por meio da subsidiária integral BB Banco de Investimentos, participações em empresas nos ramos de seguros, previdência e capitalização, o que permite disponibilizar a seus clientes um amplo portfólio de produtos não-bancários. A tabela abaixo detalha a participação mantida e o ramo de atuação de cada uma dessas companhias. Tabela 138. Empresas de Seguros, Previdência e Capitalização Empresa Part. Ramo Parcerias BrasilVeículos Cia de Seguros 70,00 Auto Sul América Seguros Cia. De Seguros Aliança do Brasil S.A. 100,00 Vida e Ramos Elem. - Brasilprev 49,99 Previdência Privada Principal Financial Group e Sebrae Brasilcap 49,99 Capitalização Icatu Hartford, Sul América e Aliança da Bahia Brasilsaúde 49,92 Saúde Sul América Seguros Resultado das Empresas Para facilitar o entendimento e melhorar a transparência do negócio de seguros, previdência e capitalização, apresentamos neste capítulo a Demonstração do Resultado por Ramo de Atuação. Premiações e Destaques As empresas receberam premiações pelo empenho na busca por excelência no atendimento ao cliente e em suas atividades operacionais Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

167 Demonstração do Resultado por Ramo de Atuação Tabela 139. Demonstração do Resultado por Ramo de Atuação 2008 Seguros Vida e Auto Saúde Outros Total Previdência Privada Capitalização R$ mil Consolidado Receitas de Seguros, Previdência e Capitalização Prêmios Retidos de Seguros Receitas com Planos de Previdência Receitas com Títulos de Capitalização Variação das Provisões Técnicas (96.288) (2.232) (81.620) ( ) ( ) ( ) ( ) Seguros (96.288) (2.232) (81.620) ( ) - - ( ) Previdência Aberta ( ) - ( ) Capitalização ( ) ( ) Despesas com Benefícios e Resgates ( ) - ( ) Prêmios Ganhos Sinistros Retidos ( ) ( ) ( ) ( ) - - ( ) Despesas de Comercialização ( ) (8.920) ( ) ( ) (66.673) ( ) ( ) Seguros ( ) (8.920) ( ) ( ) - - ( ) Previdência Aberta (66.673) - (66.673) Capitalização ( ) ( ) Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (74.730) (8.578) ( ) ( ) (18.121) Despesas Administrativas ( ) (15.471) (87.221) ( ) ( ) (51.837) ( ) Despesas com Tributos (24.484) (796) (56.696) (81.976) (1.503) (11.402) (94.881) Resultado Financeiro Receitas Financeiras Despesas Financeiras (10.706) (1.202) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Resultado Operacional Resultado Patrimonial Resultado Não Operacional (0) (54) Resultado antes da Tributação sobre o Lucro Imposto de Renda e Contribuição Social (28.869) (2.778) ( ) ( ) ( ) (41.609) ( ) Participações no Lucro (3.276) (1.289) (6.975) (11.541) (4.685) (4.024) (20.250) Lucro/ (Prejuízo) Líquido Seguros Auto Saúde Vida e Outros Total Previdência Privada Capitalização Consolidado Resultado da Equivalência Patrimonial Receitas de Prestação de Serviços - Corretagem Receitas de Prestação de Serviços - Tarifas BB Rec. de Prest. de Serv. - Taxa de Adm. Fundos Valor Agregado de Seguridade Valor Agregado de Seguridade (em R$ mil) Figura 73. Valor agregado de seguridade Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

168 Índice Combinado O Índice Combinado expressa o percentual Prêmios Ganhos que é consumido pelas despesas operacionais com o negócio de seguros (sinistros retidos, despesas de comercialização e despesas administrativas). O Índice Combinado Consolidado registrou melhora e encerrou o trimestre em 77,3%, ante 79,5% no 3T08. Consolidado Auto 89,9 92,0 88,9 11,1 10,4 10,9 32,0 31,2 28,0 84,0 11,1 28,0 23,4 78,7 80,7 79,5 77,3 9,2 8,3 8,1 8,6 23,0 23,2 22,7 84,8 12,5 12,7 89,7 91,0 87,9 89,0 90,5 11,7 12,6 13,3 11,6 11,3 13,4 12,0 12,5 12,3 11,6 87,5 11,2 11,8 92,6 13,2 12,1 46,8 50,4 50,0 44,9 46,1 49,4 48,3 46,0 59,6 64,6 66,4 62,2 65,1 67,7 64,5 67,3 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 85,4 12,2 5,5 67,6 96,6 11,6 5,5 79,5 Saúde 97,9 91,7 93,2 92,2 87,3 86,9 12,8 11,8 8,8 8,0 10,7 10,1 5,2 5,8 5,9 5,3 5,7 5,8 71,0 73,0 71,1 75,5 78,9 84,0 88,8 88,2 87,7 10,1 9,4 9,7 42,5 40,8 40,9 36,2 38,0 37,0 Vida e Outros 80,6 72,8 9,5 71,1 72,4 65,1 7,6 6,0 5,9 5,6 40,8 32,4 32,6 33,1 31,6 30,3 31,1 34,2 33,3 28,0 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Despesas Administrativas / Prêmios Ganhos - % Despesas de Comercialização / Prêmios Ganhos - % Sinistros Retidos / Prêmios Ganhos - % Figura 74. Índice Combinado Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

169 Brasilveículos A participação de mercado da Brasilveículos cresceu e atingiu 6,53%, o que proporcionou a conquista de uma posição no ranking SUSEP (nov/2008), alcançando o 6º lugar. Esse desempenho refletiu o recorde de apólices mensais emitidas, com mais de 100 mil propostas e faturamento acima de R$ 1 bilhão em prêmios retidos no ano de 2008, 20,8% superior a Quanto às novas regras de Capital Mínimo Requerido, que passaram a vigorar em 1º de janeiro de 2008, a empresa está em conformidade e apresenta índice de suficiência de 1,21 vezes o Patrimônio Líquido. Tabela 140. Dados da Brasilveículos Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/4t08 Prêmios Retidos ,9 (2,6) Sinistros Retidos ( ) ( ) ( ) 21,8 6,8 Lucro Líquido (59,9) (48,2) Rentabilidade s/ PL médio - % 7,7 5,2 3,3 (57,1) (36,5) R$ mil Var. % R$ mil Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Frota mil ,0 3,9 Volume da Carteira Administrada ,0 5,9 Índice de Retenção da Carteira 79,11 75,37 79,46 0,4 5,4 Premiações e Destaques Durante o ano, lançou 3 novas modalidades do BB Seguro Auto (Flex, para Mulheres e para Caminhoneiros), criou a possibilidade de pagamento das faturas com cartão de crédito e lançou o portal WAP BB Seguro Auto. Foi premiada pelo Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente, com o Selo SAC Amigo do Cliente e pela Pró-Teste maior Associação de Consumidores da América Latina como a melhor entre as 14 maiores seguradoras do Brasil nos critérios: preço, tempo de indenização, assistência 24 horas e abrangência territorial. Foi ganhadora na categoria melhor produto, com o BB Seguro Auto Econômico, do Prêmio SegNews Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

170 Brasilsaúde A Brasilsaúde comercializa o Seguro-Saúde e Seguro Odontológico, nas modalidades Coletivo Empresarial e Coletivo por Adesão, tendo como público alvo o segmento empresarial. A Companhia se apóia na estratégia de comercialização de seus produtos por intermédio de corretores independentes, para clientes indicados pela BB Corretora de Administração e Serviços. Contando com essa estratégia, a Brasilsaúde alcançou R$ 170 milhões em prêmios retidos em 2008, aumento de 28,2% em relação a Tabela 141. Dados da Brasilsaúde Var. %. 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/4t08 Prêmios Retidos ,9 7,6 Sinistros Retidos (24.679) (35.000) (40.274) 63,2 15,1 Lucro Líquido (92,7) (91,5) Rentabilidade s/ PL médio ( % 3,4 2,8 0,2 (94,1) (92,9) R$ mil Var. %. R$ mil Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Quantidade de Vidas Seguradas ,0 1,6 Volume da Carteira Administrada ,7 2,1 Premiações e Destaques A partir de julho de 2008, a Companhia passou a ser classificada como operadora de Grande Porte, segundo os critérios adotados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

171 Aliança do Brasil Com 48,9% de participação de mercado nos seguros rurais, é a primeira no ranking desse segmento. As vendas do Seguro Ouro Agrícola - Safra 2007/2008 foram recordes, atingindo R$ 192,9 milhões em prêmios. No ramo vida, a empresa também alcançou recorde histórico de vendas R$ 1,06 bilhão, superando as vendas de 2005, 2006 e Como consequência, a Aliança apurou até dezembro R$ 1,53 bilhão em prêmios retidos e lucro líquido 47,8% maior que no mesmo período de 2007, alcançando R$ 247,9 milhões. A sinistralidade acumulada do período diminuiu de 35,4% para 31,6%. Quanto às novas regras de Capital Mínimo Requerido, que passaram a vigorar em 1º de janeiro de 2008, a empresa está em conformidade e apresenta índice de suficiência de 1,13 vezes o Patrimônio Líquido. Tabela 142. Dados da Aliança do Brasil Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/4t08 Prêmios Retidos ,8 24,1 Sinistros Retidos (96.503) ( ) ( ) 11,0 (7,1) Lucro Líquido ,4 (28,5) Rentabilidade s/ PL médio - % 9,6 21,4 16,6 72,9 (22,4) R$ mil Var. % R$ mil Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Vidas Seguradas - mil (17,8) (18,1) Volume da Carteira Administrada ,7 6,0 Premiações e Destaques Em 2008, a empresa promoveu campanha de divulgação dos Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, para tornar o mundo mais solidário e justo até Essa campanha, Oito Jeitos de Mudar o Mundo, resultou no prêmio Marketing Best. Outro reconhecimento obtido pela Aliança do Brasil em 2008 foi o prêmio Top de Marketing ADVB, com a campanha Companhia de Seguros Aliança do Brasil dá o exemplo e lança campanha de solidarismo Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

172 Brasilcap A Brasilcap manteve a liderança no mercado de capitalização pelo 12º ano consecutivo, com participação de mercado de 23,2% em arrecadação e 22,5% em reservas, acumuladas até novembro de A empresa se destacou, em outubro de 2008, ao distribuir em premiações mais de R$ 10 milhões em um mesmo sorteio. Em dezembro, a empresa alcançou a marca de R$ 538,1 milhões em arrecadação no trimestre. Tabela 143. Dados da Brasilcap Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/4t08 Arrecadação (5,8) 7,8 Lucro Líquido (1,5) (5,0) Rentabilidade s/ PL médio - % 10,1 10,0 12,6 24,8 26,0 R$ mil R$ mil Var. % Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Quantidade de Títulos - mil ,3 0,6 Volume da Carteira Administrada ,6 7,3 Quantidade de Títulos Premiados mil 11,4 10,4 9,1 (20,2) (12,5) Montante de Prêmios Distribuídos ,4 44,3 Reservas Técnicas ,3 5,7 Premiações e Destaques Em 2008, a Brasilcap foi classificada entre as 10 melhores empresas do Estado do Rio de Janeiro e entre as 20 melhores empresas para a mulher trabalhar no prêmio brasileiro Great Place to Work. Recebeu, ainda, a premiação do Marketing Best pelo lançamento do produto Ourocap 200 Anos, que fez alusão à comemoração dos 200 Anos do Banco do Brasil. Inovando o mercado de capitalização, em novembro de 2008, a empresa lançou o primeiro título de capitalização com renda variável Ourocap Flex, permitindo ganhos financeiros que vão além da atualização monetária Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

173 Brasilprev A Brasilprev é a empresa de previdência complementar do Banco do Brasil em associação com o Principal Financial Group e o Sebrae. Possui um completo portfólio de produtos, segmentados de acordo com o perfil de seus clientes potenciais, nas modalidades PGBL e VGBL, atendendo ao público Individual e Menor. Líder em captação líquida (volume total de contribuições deduzidos os resgates) no ano de 2008, 28,4% posição de novembro, Fenaprevi, obteve o melhor índice de retenção de clientes do mercado de previdência privada aberta. Em 2008, atingiu o seu recorde histórico em arrecadação, alcançando um montante de R$ 4,04 bilhões. Tal desempenho garantiu a 3ª posição no mercado de previdência privada aberta, com participação de 12,79% em arrecadação e 13,75% em reservas, conforme ranking da Fenaprevi (base novembro). A Brasilprev continua mantendo a liderança em reservas no segmento Menor, alcançando a participação de 50,6% do mercado, de acordo com a Fenaprevi (posição em novembro de 2008). Tabela 144. Dados da Brasilprev Var. % 4T07 3T08 4T08 s/4t07 s/4t08 Arrecadação ,8 9,1 Lucro Líquido ,0 18,0 Rentabilidade s/ PL médio - % 9,9 12,0 13,2 33,3 10,0 R$ mil R$ mil Var. % Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Índice de Resgates 8,30 8,33 8,53 2,8 2,4 Participantes Ativos - mil ,0 6,7 Volume da Carteira Administrada ,2 6,9 Reservas Técnicas ,3 6,8 Premiações e Destaques A Brasilprev conquistou, em outubro de 2008, o prêmio As Mais Admiradas da Revista Carta Capital, no segmento de previdência privada, em pesquisa realizada com mais de executivos de 600 empresas de 47 diferentes setores. Foi eleita pela Conjuntura Econômica como um dos Melhores Grupos Seguradores do Brasil e como a empresa "Mais Rentável sobre o Patrimônio Líquido Médio" na categoria de Previdência Privada Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

174 10.4 Aquisições, Incorporações e Parcerias Estratégicas Este capítulo reúne os principais destaques das transações efetivadas pelo Banco do Brasil no 4T08, bem como aquelas que se encontram em andamento, conforme fatos relevantes divulgados ao mercado Transações do Período No trimestre o BB comunicou o mercado da conclusão das negociações para incorporação do Sistema BESC e do Banco do Estado do Piauí. Sistema BESC Em 30/09/2008, com a realização da Assembléia Geral dos Acionistas do BB, foi aprovada a incorporação do Sistema BESC, composto pelas empresas BESCRI Besc Crédito Imobiliário S.A. e pelo BESC Banco do Estado de Santa Catarina (este último controla as empresas BESCREDI, BESCVAL e BESC Leasing). Posteriormente, em 29/01/2009, a operação foi aprovada pelo Bacen. A transação ocorreu por meio de troca de ações, respeitadas as seguintes relações de troca: Uma ação de emissão do BB para 12,1 ações ON do BESC; Uma ação de emissão do BB para 12,1 ações PNA do BESC Uma ação de emissão do BB para 12,1 ações do BESC; Uma ação de emissão do BB por para 1.592,3 ações ON da BESCRI. Os valores de reembolso para os acionistas dissidentes foram de R$ 2,45 por ação do BESC e R$ 0,02 por ação do BESCRI. A tabela abaixo apresenta os principais destaques relacionados ao sistema BESC. Tabela 145. Sistema BESC R$ milhões Dez/08 Indicadores Financeiros R$ milhões Ativo Total* Carteira de Crédito** 744 Pessoa Física 580 Pessoa Jurídica 164 Patrimônio Líquido* 492 Depósitos* Indicadores Operacionais Recursos de Terceiros R$ milhões Contas Correntes** - unidade Indicadores Estruturais unidade Agências** 252 Funcionários** * Sistema BESC/BESCRI com posição de 30/09/08 ** Posição de Dez/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

175 Banco do Estado do Piauí BEP Por realização de Assembléia Geral dos Acionistas do BB, foi aprovada, em 28/11/2008, a incorporação do BEP. Essa operação ainda aguarda aprovação por parte dos órgãos regulatórios brasileiros. A transação foi efetivada por meio da emissão de ações ordinárias nominativa do BB correspondentes ao valor econômico do BEP de R$ 81,7 milhões, respeitada a relação de troca de uma ação de emissão do BB para 4, ações ON do BEP. Tabela 146. Banco do Estado do Piauí R$ mil Dez/08 Indicadores Financeiros R$ milhões Ativo Total* Carteira de Crédito** Pessoa Física 122 Pessoa Jurídica 48 Depósitos Indicadores Operacionais unidade Contas Correntes ** Indicadores Estruturais unidade Agências** 7 Funcionários** 174 * Posição de 28/11/2008 ** Posição de Dez/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

176 Negócios em Curso Apesar de não terem sido efetivados no 4T08, este bloco apresenta transações anunciadas pelo Banco referentes a negócios que estão em andamento, com conclusão prevista para o início de 2009, e que deverão contribuir para o resultado do Banco neste exercício. Foram anunciadas as transações envolvendo a aquisição do controle acionário da Nossa Caixa e a parceria estratégica com o Banco Votorantim. Banco Nossa Caixa A Assembléia Geral de Acionistas do BB aprovou, em 23/12/2009, a aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa. O contrato de Compra e Venda de Ações foi celebrado com o Governo do Estado de São Paulo em 19/12/2008. Em 19/01/2009 foi protocolizado na Comissão de Valores Mobiliários CVM pedido de registro de Oferta Pública de Aquisição de Ações do Banco Nossa Caixa. O preço definido para a aquisição é de R$ 70,63 por ação. O valor total do negócio, incluindo a negociação da parcela do capital detida pelos acionistas minoritários, alcançou R$ milhões, a ser pago em 18 parcelas mensais corrigidas pela Taxa Média Selic TMS. A operação de aquisição permitirá ao BB a potencial captura de sinergias, entre as quais cabe destacar: Expansão da Carteira de Crédito e redução da inadimplência, por meio da oferta de uma cesta mais completa de produtos e serviços, além de melhoria no processo de análise e gestão de crédito (credit scoring); Ampliação dos serviços com melhor rentabilização da base de clientes da Nossa Caixa com o modelo de negócios e portfólio de produtos do BB; Melhoria da eficiência de receitas, custos e ganhos de escala, a partir da implantação do modelo operacional do BB; Redução do pagamento de impostos dada a amortização do ágio após incorporação. A tabela seguinte evidencia os principais números do Banco Nossa Caixa. Destaque para as captações, das quais 79,0% são depósitos de poupança e depósitos judiciais, que possuem baixo custo financeiro. Tabela 147. Banco Nossa Caixa R$ milhões Dez/08 Indicadores Financeiros R$ milhões Ativo Total Carteira de Crédito* Pessoa Física Consignado Crédito Imobiliário 668 Pessoa Jurídica Patrimônio Líquido Depósitos Poupança Depósitos Judiciais Indicadores Operacionais Recursos de Terceiros R$ milhões Contas Correntes ** - unidade Indicadores Estruturais unidade Agências** 559 Funcionários** * Posição de 28/11/2008 ** Posição de Dez/ Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

177 Banco Votorantim A parceria estratégica anunciada entre o Banco Votorantim (BV) e o BB foi firmada em 09/01/2009, conforme fato relevante divulgado ao mercado na mesma data. A operação envolve a aquisição, pelo BB, de R$ ações ordinárias do BV pelo preço de R$ 3 bilhões, além de subscrição, também pelo BB, de novas ações preferenciais emitidas pelo Banco Votorantim no valor de R$ 1,2 bilhão. O Banco do Brasil passará a deter 50% do capital total e aproximadamente 50% do capital votante do Banco Votorantim. O modelo de negócios e a equipe de colaboradores serão mantidos, e o conselho de administração será paritário, com a indicação de três membros por cada sócio, e a presidência do conselho de administração alternada entre os dois sócios. A parceria apresenta forte racional estratégico, pois permitirá ao Banco do Brasil: Aumentar a capacidade de originação de ativos na competitiva indústria do financiamento ao consumo; Acesso a canais de distribuição alternativos bem desenvolvidos concessionárias, parceiros e lojas da BV Financeira; Modelo de sucesso na promoção de vendas com atuação nacional no mercado de financiamento a veículos; Fortalecimento da atuação do BB no mercado de capitais (Votorantim Corretora) e no segmento Corporate. As tabelas abaixo ilustram os principais destaques da operação do Banco Votorantim. Tabela 148. Banco Votorantim Destaques do Resultado R$ milhões Fluxo Trimestral Var. % Fluxo Anual Var. % 3T08 4T08 s/3t s/2007 Receitas da Intermediação Financeira , ,6 Operações de Crédito , ,2 Operações de Arrendamento Mercantil , ,7 Resultado de TVM (4,1) ,0 Despesas da Intermediação Financeira (3.253) (3.683) 13,2 (5.405) (9.731) 80,0 Operações de Captação no Mercado (2.252) (2.402) 6,7 (4.529) (6.830) 50,8 Operações de Arrendamento Mercantil (94) (157) 67,2 (23) (295) 1.203,2 Provisão para Créditos (247) (183) (25,7) (544) (830) 52,8 Outras Receitas/Despesas Operacionais (339) (340) 0,4 (1.447) (1.739) 20,1 Receitas de Prestação de Serviços (28,7) (0,5) Despesas de Pessoal (127) (114) (10,8) (310) (427) 37,9 Despesas Administrativas (234) (235) 0,2 (639) (846) 32,4 Lucro Líquido (25,5) (22,5) Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

178 Tabela 149. Destaques Patrimoniais R$ milhões Var. % R$ milhões Dez/07 Set/08 Dez/08 s/dez/07 s/set/08 Ativos ,9 (11,7) TVM ,4 8,5 Carteira de Crédito ,7 (0,1) Pessoa Física ,9 (5,1) Consignado (26,0) (31,0) Veículos ,1 (5,1) Leasing ,0 32,5 Demais ,3 0,1 Pessoa Jurídica ,6 5,6 Depósitos Totais ,7 (19,2) À Vista (68,7) (24,4) A Prazo ,7 (34,8) Captação no Mercado Aberto (28,9) (26,1) Patrimônio Líquido ,0 (1,4) Tabela 150. Carteira de Crédito por Nível de Risco R$ milhões Dez/07 Set/08 Dez/08 Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % Saldo Provisão Comp. % AA , , ,5 A , , ,5 B , , ,0 C , , ,1 D , , ,9 E , , ,4 F , , ,3 G , , ,2 H , , ,0 Total , , ,0 Prov. Compl Prov. Total AA-C , , ,1 D-H , , , Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

179 Tabela 151. Carteira de Crédito Indicadores de Atraso Dez/07 R$ mil Dez/08 Carteira de Crédito Operações Vencidas Operações Vencidas / Carteira de Crédito 6,5 6,2 Operações Vencidas + 90 dias Operações Vencidas + 90 dias / Carteira de Crédito 2,5 1,8 Baixa para Prejuízo ( ) ( ) Recuperação Saldo Perda ( ) ( ) Saldo Perda / Carteira de Crédito - anualizado 1,3 1,3 Provisão ( ) ( ) Provisão / Carteira de Crédito 2,1 2,0 Provisão / Operações Vencidas + 90 dias 85,2 113,0 Despesas PCLD / Carteira de Crédito média (12 meses) 2,6 2,5 Tabela 152. Carteira de Veículos Dez/07 Set/08 Dez/08 Taxa Média por Safra (a.m.) 2,2 1,8 2,2 Prazo médio por safra Duration 17,8 18,6 18,4 Taxa média da Carteira (a.a.) 28,6 26,2 26,6 Veículos Usados / Carteira de Veículos - % 90,0 Idade Média dos veículos (anos) 6,5 Valor Financiado / Valor do Bem - média - % 60,0 Tabela 153. Destaques Operacionais e Estruturais Dez/08 Clientes Recursos Administrados Colaboradores* Quantidade de Filiais 117 *Inclui empregados, estatutários e estagiários Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

180 11 Série de Demonstrações Contábeis 11.1 Balanço Patrimonial Resumido Tabela 154. Balanço Patrimonial Ativo - Série R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 ATIVO Circulante e Realizável a Longo Prazo Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações no Mercado Aberto Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários Títulos Disponíveis para Negociação Títulos Disponíveis para Venda Títulos Mantidos até o Vencimento Instrumentos Financeiros Derivativos Relações Interfinanceiras Depósitos no Banco Central Compuls. s/ Dep. à Vista e Rec. Livres Compulsórios s/poupança Demais Relações Interdependências Operações de Crédito Setor Público Setor Privado ( Prov. p/ Créditos de Liquid. Duvidosa) (8.868) (9.104) (9.341) (9.980) (10.322) (10.773) (10.783) (13.179) Operações de Arrendamento Mercantil Op. de Arr. e Subarrend. a Receber Setor Público Setor Privado (Rendas a Apropriar de Arrend. Mercantil) (1.011) (1.024) (1.047) (1.054) (1.095) (1.320) (1.518) (1.842) (PCLD de Arrendamento Mercantil) (23) (22) (23) (23) (25) (36) (44) (71) Outros Créditos Créditos por Avais e Fianças Honrados Carteira de Câmbio Rendas a Receber Negociação e Intermediação de Valores Créditos Específicos Operações Especiais Crédito Tributário Ativo Atuarial Devedores por Depósitos em Garantia Diversos (Prov. p/ Outros Créd. De Liq. Duvidosa) (3.904) (856) (856) (896) (1.003) (1.069) (1.106) (1.360) (C/ Caract. de Concessão de Crédito) (242) (315) (300) (311) (347) (357) (360) (579) (S/ Caract. de Concessão de Crédito) (3.662) (541) (556) (585) (656) (713) (746) (781) Outros Valores e Bens Participações Societárias Outros Valores e Bens (Provisões para Desvalorizações) (153) (148) (152) (152) (150) (147) (150) (155) Despesas Antecipadas Permanente Investimentos Partic. em Coligadas e Controladas Outros Investimentos (Provisão para Perdas) (73) (71) (65) (64) (57) (52) (56) (58) Imobilizado de Uso Imóveis de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciações Acumuladas) (3.772) (3.870) (3.985) (4.100) (4.210) (4.321) (4.520) (4.573) Imobilizado de Arrendamento Bens Arrendados (Depreciações Acumuladas) (358) (387) (415) (430) (456) (465) (462) (448) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) (2) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) (754) (802) (852) (904) (959) (1.004) (1.091) (1.149) *Série recomposta a partir de junho de 2007, ref. à aplicação da Resolução CMN nº 3.535, de Detalhamento na seção Apresentação Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

181 Tabela 155. Balanço Patrimonial Passivo - Série R$ milhões Mar/07 Jun/07 Set/07 Dez/07 Mar/08 Jun/08 Set/08 Dez/08 PASSIVO Circulante e Exigível a Longo Prazo Depósitos Depósitos à Vista Depósitos de Poupança Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Depósitos para Investimento Captações no Mercado Aberto Carteira Própria Carteira de Terceiros Carteira de Livre Movimentação Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Obrigações por TVM no Exterior Relações Interfinanceiras Recebimentos e Pagamentos a Liquidar Correspondentes Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Transferências Internas de Recursos Obrigações por Empréstimos Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Inst. Oficiais Tesouro Nacional BNDES FINAME Outras Instituições Obrigações por Repasses do Exterior Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Cobrança e Arrec. de Trib. e Assemelhados Carteira de Câmbio Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Negociação e Intermediação de Valores Fundos Financeiros e de Desenvolvimento Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida Operações Especiais FCO (Dívida Subordinada) Passivo Atuarial Diversas Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital (Capital a Realizar) Reservas de Capital Reservas de Reavaliação Reservas de Lucros Ajuste ao Valor de Mercado -TVM e Derivat (33) 199 Lucros ou Prejuízos Acumulados (Ações em Tesouraria) (31) Contas de Resultado *Série recomposta a partir de junho de 2007, ref. à aplicação da Resolução CMN nº 3.535, de Detalhamento na seção Apresentação Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

182 11.2 Demonstração Resumida do Resultado Societário Tabela 156. Demonstração Resumida do Resultado Societário - Série R$ milhões 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Receitas da Intermediação Financeira Operações de Crédito Operações de Arrendamento Mercantil Resultado de Operações com TVM Resultado com Inst. Finan. Derivativos (149) (10) (449) 303 (85) (1.053) Resultado de Operações de Câmbio (111) (50) 503 Resultado das Aplicações Compulsórias Despesa da Intermediação Financeira (6.418) (6.105) (6.483) (6.160) (7.237) (6.958) (11.386) (17.259) Operações de Captação no Mercado (4.388) (4.416) (4.753) (4.281) (4.914) (5.125) (7.045) (8.465) Op. de Emp., Cessões e Repasses (410) (393) (498) (351) (720) (88) (2.973) (4.903) Prov. para Créditos de Liquidação Duvidosa (1.621) (1.296) (1.232) (1.528) (1.603) (1.744) (1.367) (3.892) Resultado Bruto da Interm. Financeira Outras Receitas/Despesas Operacionais (1.192) (2.297) (2.062) (2.350) (739) (1.569) (1.406) Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Despesas de Pessoal (1.859) (2.513) (2.449) (2.343) (1.899) (2.074) (2.324) (2.365) Outras Despesas Administrativas (1.467) (1.647) (1.736) (1.888) (1.665) (1.819) (1.976) (2.006) Outras Despesas Tributárias (489) (525) (513) (537) (509) (524) (503) (781) Res. de Part. em Coligadas e Controladas 36 (63) Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais (915) (1.561) (1.274) (1.261) (1.144) (1.784) (1.240) (2.703) Resultado Operacional Resultado Não Operacional Resultado Antes da Trib. s/ o Lucro Imposto de Renda e Contribuição Social (539) (530) (293) (485) (309) (361) (83) (874) Participações Estatutárias no Lucro (180) (137) (175) (157) (300) (212) (239) (378) Lucro Líquido Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

183 11.3 Demonstração do Resultado com Realocações Tabela 157. Demonstração do Resultado com Realocações - Série R$ milhões 1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 Receitas da Intermediação Financeira Operações de Crédito Operações de Arrendamento Mercantil Resultado de Operações com TVM Resultado com Inst. Financeiros Derivativos (149) (10) (449) 303 (85) (1.053) Resultado de Operações de Câmbio (111) (50) 503 Resultado das Aplicações Compulsórias Ganho(Perda) Cambial s/ PL Fin. no Ext. (154) (223) (100) (94) 27 (294) Outros Res. Op. com Caract. de Interm Hedge Fiscal Despesa da Intermediação Financeira (4.664) (4.809) (5.111) (4.632) (5.482) (5.213) (9.839) (13.368) Operações de Captação no Mercado (4.254) (4.416) (4.613) (4.281) (4.762) (5.125) (6.866) (8.465) Op. de Emp., Cessões e Repasses (410) (393) (498) (351) (720) (88) (2.973) (4.903) Margem Financeira Bruta Prov. p/ Créd. de Liquidação Duvidosa (1.431) (1.236) (1.216) (1.497) (1.534) (1.687) (1.339) (2.240) Margem Financeira Líquida Rendas de Tarifas Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Despesas Tributárias s/ Faturamento (451) (489) (476) (495) (488) (511) (489) (589) Margem de Contribuição Despesas Administrativas (3.110) (3.268) (3.368) (3.708) (3.372) (3.582) (3.685) (4.165) Despesas de Pessoal (1.672) (1.713) (1.759) (1.936) (1.768) (1.933) (1.967) (2.236) Outras Despesas Administrativas (1.401) (1.519) (1.572) (1.729) (1.590) (1.636) (1.704) (1.864) Outras Despesas Tributárias (37) (36) (37) (42) (14) (13) (15) (64) Resultado Comercial Risco Legal (165) (303) (219) (306) (125) (215) (155) (226) Demandas Cíveis (55) (102) (73) (87) 6 (74) 4 (97) Demandas Trabalhistas (111) (201) (146) (219) (132) (141) (159) (129) Outros Componentes do Resultado (21) 0 48 (140) (143) (257) (211) (197) Res. de Part. em Coligadas e Controladas Res. De Outras Receitas/Despesas Operacionais (211) (160) (100) (344) (411) (486) (475) (492) Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais (833) (887) (805) (1.054) (1.162) (1.133) (1.259) (1.510) Resultado Operacional Resultado Não Operacional Resultado Antes da Trib. s/ o Lucro Imposto de Renda e Contribuição Social (569) (743) (650) (522) (572) (507) (465) (408) Benefício Fiscal de JCP Participações Estatutárias no Lucro (180) (137) (175) (157) (300) (212) (239) (195) Resultado Recorrente Itens Extraordinários (58) (413) (278) (73) (170) Previ - Suspensão das contribuições - Plano I (76) Cassi - Plano Assistencial - - (403) (90) PAA - Plano de Estímulo ao Afastamento - (676) (141) (98) Benefício Fiscal de Exclusões Permanentes Alienação de Investimentos (Bov. Hold. e BM&F) Venda da Participação na VISA Internacional Alienação de Investimentos (Telemar) Reavaliação de Participações Consolidadas Planos Econômicos (11) (26) (91) (71) (82) (54) (192) (44) Cessão de créditos Eficiência Tributária Substituição da Base de Cartões (54) - - Passivos Contigentes (BESC) (360) - Crédito Tributário (BESC) Previ - Reconhecimento de Ganhos Atuariais Cassi - Reconhecimento de Perdas Atuariais (1.259) PCLD Adiicional (1.594) Efeitos Fiscais e PLR sobre itens Extraordinários (45) (1.110) Lucro Líquido Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

184 Vice-presidência de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores Vice-presidente Aldo Luiz Mendes Gerente de Relações com Investidores Marco Geovanne Tobias da Silva Gerente Executivo Gilberto Lourenço da Aparecida Gerentes de Divisão Gisele Campana Rodrigues Eduardo Amaral Pilenghi Analistas Bruno Santos Garcia Carla Sarkis Teixeira Daniel Henrique Sousa Diniz Domingos Pereira dos Santos Neto Glauco Ribeiro Barbirato Tavares Joabel Martins de Oliveira Joaquim Camilo de Castro Karen de Rezende Machado Kimie Fueta Pellizzaro Leonardo Resende Nader Marcelo de Campos e Silva Marcone Edson de Vasconcelos Formiga Filho Mariana Reschke da Cunha Banco do Brasil - Análise do Desempenho 4º Trimestre/2008

185 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EXERCÍCIO 2008 Todo seu

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