SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA ATUAL

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1 INFORME EPIDEMIOLÓGICO Nº 05/2015 SEMANA EPIDEMIOLÓGICA 50 (13 A 19/12/2015) MONITORAMENTO DOS CASOS DE MICROCEFALIAS NO BRASIL Este infrme d COES Micrcefalias visa dcumentar e divulgar infrmações atualizadas sbre a situaçã epidemilógica da micrcefalia n Brasil, cm fc na investigaçã e respsta à alteraçã d padrã de crrência desta dença n país. SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA ATUAL A distribuiçã ds cass ntificads à Secretaria de Vigilância em Saúde d Ministéri da Saúde (SVS/MS) até a semana epidemilógica (SE) 50/2015 encntra-se na Tabela 1, estratificada pr Unidade da Federaçã de residência. Até 19 de dezembr de 2015, fi ntificad à SVS/MS um ttal de cass suspeits de micrcefalia relacinada à infecçã pel vírus Zika, identificads em 618 municípis distribuíds em 20 Unidades da Federaçã. Entre ttal de cass, fram ntificads 40 óbits suspeits. Tabela 1 Distribuiçã ds cass suspeits de micrcefalia ntificads à SVS/MS até a semana epidemilógica 50, pr númer de municípis e Unidade da Federaçã de residência. Brasil, Unidade da Federaçã Cass suspeits de micrcefalia Ttal de municípis cm Óbits relacinada a vírus Zika cass ntificads suspeits (n) n % Regiã Centr-Oeste Distrit Federal ,40 1 Giás ,44 0 Mat Grss ,80 0 Mat Grss d Sul 2 3 0,11 0 Regiã Nrdeste Alagas ,10 0 Bahia ,74 10 Ceará ,57 1 Maranhã ,16 1 Paraíba ,42 5 Pernambuc ,06 3 Piauí ,83 1 Ri Grande d Nrte ,54 10 Sergipe ,89 5 Regiã Nrte Pará ,15 0 Tcantins ,08 0 Regiã Sul Ri Grande d Sul 1 1 0,04 0 Regiã Sudeste Espírit Sant ,65 0 Sã Paul 6 6 0,22 0 Minas Gerais ,87 1 Ri de Janeir ,95 2 Brasil Fnte: Ministéri da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde (atualizad em 19/12/2015). Dads sujeits a alteraçã. Nta: Óbits incluíds n ttal de cass. A Figura 1 mstra a distribuiçã espacial ds municípis cm cass suspeits de micrcefalia relacinada à infecçã pel vírus Zika, ntificads até a SE 50/2015. Página 1 de 5

2 Figura 1 Distribuiçã espacial ds municípis cm cass suspeits de micrcefalia ntificads até a semana epidemilógica 50. Brasil, Fnte: Ministéri da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde (atualizad em 19/12/2015). Dads sujeits a alteraçã. DADOS DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE NASCIDOS VIVOS (SINASC) N períd de 2000 a 2015, fram registrads n Sinasc nascids vivs cm micrcefalia, ds quais 784 (24%) fram ntificads em Este númer registrad em 2015 é quase cinc vezes mair que a média anual registrada n períd de 2000 a 2014 (aprximadamente 164 cass). O increment n númer de cass em 2015 crreu majritariamente na regiã Nrdeste d país, passand de uma média anual de 44 cass, entre 2000 e 2014, para 576 cass em As Unidades da Federaçã cm maires increments na prevalência de micrcefalia a nascer sã Pernambuc, Sergipe, Paraíba, Maranhã e Piauí, cm increments variand de 11,8 a 27,4 vezes a média registrada para períd de 2000 a Ressalta-se que s dads d Sinasc para s ans de 2014 e 2015 sã preliminares e, prtant, estã sujeits a alterações. DADOS DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO SOBRE MORTALIDADE (SIM) N períd de 2000 a 2015, fram registrads n SIM 184 óbits fetais cm micrcefalia, ds quais 7 crreram em N mesm períd, óbits nã fetais cm micrcefalia fram registrads, ds quais 42,6% crreram n primeir an de vida. Observa-se uma flutuaçã n númer de óbits registrads n períd, sem evidência de aument em 2015 (Figura 2). Ainda de 2000 a 2015, óbits infantis cm micrcefalia fram registrads n SIM, ds quais 63 crreram em Tais óbits crreram principalmente em crianças que nasceram cm baix pes (49%) e naquelas cujas mães tinham entre 20 e 29 ans (57%) e esclaridade inferir a 8 ans de estud (76%). Página 2 de 5

3 Númer de óbits nã fetais COES - MICROCEFALIAS Ressalta-se que s dads d SIM para s ans de 2014 e 2015 sã preliminares e, prtant, estã sujeits a alterações. Figura 2 Distribuiçã d númer de óbits nã fetais cm micrcefalia registrads n Sistema de Infrmaçã sbre Mrtalidade. Brasil, de 2000 a Nrte Nrdeste Sudeste Sul Centr-este Brasil Fnte: Sistema de Infrmaçã sbre Mrtalidade (SIM). DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DO VÍRUS ZIKA O Ministéri da Saúde capacitu 11 Labratóris Centrais (LACENs) para realizar diagnóstic labratrial d vírus Zika, nas seguintes Unidades da Federaçã: Alagas, Amaznas, Bahia, Distrit Federal, Giás, Pará, Paraná, Pernambuc, Ri de Janeir, Ri Grande d Nrte e Sergipe. O repasse da tecnlgia está send feit pels Labratóris de Referência Nacinal (sentinela) da Ficruz, lcalizads n Ri de Janeir, Paraná, Pernambuc, Pará (Institut Evandr Chagas) e Sã Paul (Institut Adlf Lutz) (Figura 3). Os labratóris sentinela sã unidades labratriais de excelência técnica altamente especializada, na esclha da metdlgia a ser utilizada e na capacitaçã ds utrs labratóris. Atualmente, s labratóris sentinelas realizam, em média, 80 exames mensalmente em td país. N entant, devid a aument de cass de micrcefalia em decrrência d vírus Zika, essas unidades passarã a usar 100% da sua atual capacidade instalada. Está prgramada a capacitaçã em técnica de bilgia mlecular (RT- PCR em temp real) para s demais labratóris centrais. Independente da cnfirmaçã das amstras para vírus Zika, é imprtante que s prfissinais de saúde se mantenham atents frente as cass suspeits nas unidades de saúde e adtem as recmendações d prtcl de vigilância vigente. Página 3 de 5

4 Figura 3 Distribuiçã ds Labratóris de Referência Nacinal e das Unidades da Federaçã cm Labratóris Centrais capacitads para realizaçã de exames labratriais para detecçã d vírus Zika. Brasil, Fnte: Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministéri da Saúde. PROTOCOLO PARA IMPLANTAÇÃO DE UNIDADES SENTINELA PARA O VÍRUS ZIKA O Prtcl para implantaçã de unidades sentinelas para Zika vírus (dispnível n endereç eletrônic prevê a definiçã de unidades sentinela para detectar a circulaçã e autctnia d vírus Zika n país, bem cm a implantaçã d prtcl de vigilância sindrômica e flux labratrial para diagnóstic d vírus Zika a partir ds cass que atendem a definiçã de cas suspeit. Sã cnsiderads cm elegíveis s pacientes atendids nas unidades sentinelas, que atendem a definiçã de cas suspeit de Febre pel vírus Zika a seguir. Pacientes que apresentem exantema máculpapular prurigins, acmpanhad de pel mens DOIS ds seguintes sinais e sintmas: Febre OU Hiperemia cnjuntival sem secreçã e prurid OU Pliartralgia OU Edema periarticular. Os cass que atenderem a definiçã de cas devem ser registrads utilizand frmulári d FrmSUS. Esta ficha também pde ser dispnibilizada impressa para as unidades sentinelas elegíveis e, psterirmente, digitada pelas vigilâncias epidemilógicas municipal u estadual. O Ministéri da Saúde recmenda que essa digitaçã seja realizada diariamente u semanalmente. Tds s cass atendids nas unidades de saúde sentinela que atenderem a definiçã de cass suspeit para vírus Zika devem ser registrads n FrmSUS, mas nã serã cletadas amstras de sangue de tds eles. A unidade sentinela deverá fazer uma amstragem ds seus cass suspeits para enviar quantitativ de amstras estabelecid para cada Unidade da Federaçã. Página 4 de 5

5 Ressalta-se que smente s cass cnfirmads para febre d vírus Zika devem ser ntificads n Sistema de Infrmaçã de Agravs de Ntificaçã (Sinan), utilizand-se CID A Outras febres virais especificadas transmitidas pr msquits. COMUNICAÇÃO COM A POPULAÇÃO Cm frma de mbilizar a sciedade e garantir que a ppulaçã tenha infrmações cnfiáveis e atualizadas, fi desenvlvid um Plan de Cmunicaçã. Estã previstas intervenções em espaçs públics, estandes em events, prduçã de peças gráficas cm encartes educativs, flders, filipetas, gibis. Está em elabraçã uma campanha publicitária vltada a gestantes e mulheres em idade fértil, de frma a manter a ppulaçã infrmada de riscs e meis de prevençã da dença. Serã desenvlvidas ações nas redes sciais, semináris nline, além da criaçã de htsite específic para a infrmaçã da sciedade, prfissinais de saúde e gestres. Cmunidades e líderes religiss serã cnvidads para parcerias em mutirões de mbilizaçã. Caravanas ns estads cm mair registr da dença também serã realizadas para mbilizar gestres, líderes cmunitáris, imprensa e a sciedade. O Bletim Epidemilógic cntinua send publicad regularmente, para cnsulta e registr históric. Tds s materiais estã dispníveis n endereç eletrônic Página 5 de 5

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