XVIII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica

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1 XVIII Seminári Nacinal de Distribuiçã de Energia Elétrica SENDI a 10 de utubr 7.2 Olinda - Pernambuc - Brasil Autmaçã na Distribuiçã: O Prcess de autmaçã ds equipaments de linha na rede CELPE. Hrmisdas Franc Adilsn Vieira Jsé Alexandre Paul Rzend CELPE CELPE CELPE CELPE PALAVRAS-CHAVE: Autmaçã da distribuiçã, Equipaments de linha, Distribuiçã, Religadr, Seccinalizadr. RESUMO O presente trabalh prpõe expr prcess de autmaçã ds equipaments na rede CELPE, mstrand tdas as etapas percrridas desde a esclha das lcalidades até a integraçã d equipament cm sistema supervisri SCADA (Supervisry Cntrl and Data Acquisitin) e, pr fim, uma analise d impact ns índices de cntinuidade (DEC/FEC) nas regiões cntempladas cm s equipaments, além ds benefícis as cnsumidres e a própria CELPE.. 1. INTRODUÇÃO Diante d aument da exigência ds cnsumidres de energia elétrica pela cntinuidade e, principalmente, pela qualidade n frneciment, unid cm a fiscalizaçã ds órgãs reguladres, se trna extremamente necessári à melhria ds indicadres de qualidade de energia. Devid a este fat as cncessinárias de energia buscam cada vez investir em atitudes para atender essa demanda da sciedade. A autmaçã das redes de distribuiçã é um exempl d esfrç das distribuidras para perar de maneira mais eficiente e cm mais agilidade sistema elétric visand ferecer para a ppulaçã um serviç de qualidade. Dentr desse cntext a CELPE Cmpanhia Energética de PE pssui uma área de cncessã de km² perand em 186 municípis. A rede CELPE é mnitrada pr um centr de cntrle integrad (COI), lcalizad n Recife e um sistema supervisri SCADA (Supervisry Cntrl And Data Acquisitin) que atualmente mnitra e cntrla 100% das suas subestações distribuídas a lng de td estad de Pernambuc, além ds 117 equipaments de linha (Chaves, Seccinalizadres e Religadres) existente na rede. O prcess de autmaçã das redes de distribuiçã cnta cm a participaçã de áreas de peraçã, prteçã, telecmunicações e autmaçã. 1/7

2 2. BREVE HISTÓRICO O prcess de autmaçã ns equipaments da rede CELPE cmeçu entre 2001 e 2002 quand fram adquirids religadres e seccinalizadres cmpatíveis cm sistema de autmaçã existente na empresa. As instalações desses equipaments fram definidas pelas áreas de peraçã, prteçã e telecmunições em pnts estratégics na regiã metrplitana d Recife, cm a finalidade de bter nã apenas um ganh na peraçã d sistema cm também na prteçã da rede. A grande parte ds equipaments existentes na rede nã estava preparada para serem inserids n cntext da autmaçã pr se tratarem de religadres e seccinalizadres eletrmecânics fabricads na década de 80. Em 2003, inici-se um prcess de atualizaçã de alguns religadres eletrmecânics cm a finalidade de se bter equipaments capazes de se cmunicar cm sistema de autmaçã. Em 2005 e 2007, fram adquirids cerca de 70 religadres de linha cmpatíveis cm sistema. Esses equipaments fram distribuíds a lg de td estad de Pernambuc. Frmand um parque atual de 117 equipaments autmatizads. 3. PROCESSO DE AUTOMAÇÃO. Atualmente, prcess de autmaçã ds equipaments de linha cnta cm a participaçã das áreas de prteçã, peraçã, telecmunicações e autmaçã e é cmpst pr 5 etapas. A figura 1 mstra flux d prcess. Viabilidade técnica e de Cmunicaçã Esclha ds pnts Definiçã ds Ajustes da prteçã Treinament Instalaçã ds equipaments e integraçã cm sistema supervisri Figura 1 Fluxgrama das etapas d prcess de autmaçã. 3.1 DESCRIÇÕES DAS ETAPAS DO PROCESSO As etapas desse prcess sã: 1º Etapa Esclha ds pnts. A principi é elabrand uma lista de pssíveis pnts para s equipaments levand em cnsideraçã s seguintes critéris: DEC/FEC É realizad um levantament da cntribuiçã de cada alimentadr para indicadres de cntinuidade frmand assim um ranking ds alimentadres mais crítics. 2/7

3 Sugestões de lcalidades pela Operaçã Sã analisadas sugestões para pssíveis pnts pela Equipe de perações. A experiência da equipe na peraçã d sistema é de fundamental imprtância para determinaçã s lcais que pssibilitem uma mair flexibilidade na rede. Critéris da Prteçã A equipe de estud da prteçã realiza um pré-analise levand em cnsideraçã s critéris de prteçã (Sensibilidade, Seletividade e Crdenaçã), determinand s alimentadres cm mair necessidade de equipaments de linha. Pssibilidade de cmunicaçã É Realizada uma cnsulta cm a equipe de telecmunicações e feita uma seleçã ds pnts que pssuem prvável cmunicaçã 2º Etapa Viabilidade técnica e de Cmunicaçã Essa etapa cnsiste na verificaçã n camp da viabilidade técnica ds pnts pré-definids e a pssibilidade de cmunicaçã daquele lcal. Nesta Analise, é pririzad pnts de fácil acess que pssibilitem uma açã rápida da equipe de camp em qualquer eventualidade de manutençã u peraçã d equipament. 3º Etapa Definiçã ds Ajustes da prteçã Cm s pnts definids pela equipe de camp, a unidade de estuds da prteçã define s ajustes (Unidades 50/51, Cld lad, InRush, nº. de religaments) de cada equipament. 4º Etapa Treinament. Sã realizads treinaments cm as equipes de eletricistas e cntrladres d centr de peraçã, deixand dessa frma tdas as pessas envlvidas cientes da utilizaçã d equipament. Figura 2 Treinament sbre a utilizaçã d equipament. 3/7

4 5º Etapa Instalaçã ds equipaments e integraçã cm sistema Supervisóri Nesta etapa final d prcess de autmaçã sã realizads: Os testes finais de cmunicaçã; A CELPE ptu pr usar, n seu prcess de cmunicaçã, rádi u a fibra ótica, dependend das distâncias e infra-estrutura dispnível em cada situaçã. Atualmente, a grande mairia ds equipaments se cmunica através de Rádi. A figura 3 mstra prcess de cmunicaçã entre equipament na rede e PCOM (Prcessadr de Cmunicaçã) mais próxim: Figura 3 Cmunicaçã entre equipament de linha e PCOM. O equipament instalad n camp faz a cmunicaçã cm a ERB (Estaçã Radi Base) mais próxima atrás de um Rádi instalad n interir da unidade de cntrle. Na ERB, As infrmações repassadas pel Equipament sã transmitidas para PCOM mais próxim. Durante s testes finais é verificad esse repasse de infrmações. A mntagem da base de dads d sistema SCADA, específica para equipament; As infrmações riundas das ERB s chegam n PCOM pel canal serial da mxa (númer máxim de prta serial sã 16). Entã pdems ter n máxim 16 ERB s. O PCOM é equipament respnsável em envia as infrmações para rede SCADA, através de um rteadr. O PCOM usa uma prta RJ-45 (Ethernet) e pssui um IP fix na rede SCADA. O servidr de cmunicaçã mnitra canal d PCOM ds equipaments de linha, através de um aplicativ chamad de sppcm.exe. O servidr de históric tem instalad sftware ActinView nde estã a base ds pnts ds equipaments supervisinads. Nesta base sã registrads s events de cada equipament de linha e repassar para as estações clientes. As infrmações sã registradas em banc de dads SQL SERVER. Figura 4 Cmunicaçã cm as ERB s 4/7

5 As figuras 5,6 e 7 mstram alguns exempls de IHM de pnts supervisinads: Figura 5 Tela IHM n SCADA d FORM6 Figura 6 Tela IHM n SCADA d KF/KFE Figura 7 Tela IHM n SCADA d NULEC 5/7

6 Os parâmetrs de prteçã sã inserids n equipament; Os parâmetrs de prteçã definids pela equipe de estuds sã inserids n equipament. Figura 8 Ficha de Ajustes para Religadr de Linha Instalaçã física d equipament n camp. Na figura 9, tems um exempl de equipament instalad n camp. Parte ativa d Equipament Unidade de Cntrle Figura 9 Religadr instalad na rede. 6/7

7 4. BENEFICIOS DO PROCESSO Cm a autmaçã ds equipaments da distribuiçã, verificams uma queda significativa, ns últims ans, ns índices de FEC. Essa Reduçã em alguns cass chega a trn de 80% (cm cnsta na Tabela 1). Pdems afirmar que tal diminuiçã ns índices fi btida nã apenas cm esse prcess, mas também da açã de cnservaçã das unidades executivas respnsáveis pela manutençã das redes. FEC SE ALIM ACV 01C4 25,13 4,79 4,45 10,18 4,81 ACV 01C6 34,22 4,26 5,39 12,26 5,76 AGL 01Y3 33,45 6,95 4,33 14,19 15,22 ARR 01C4 18,86 9,13 9,03 14,11 17,71 BCO 01F4 9,39 1,72 7,03 10,19 1,56 BLJ 01V6 25,73 0,57 11,22 5,43 8,20 BRA 01S2 34,48 15,02 5,43 8,21 7,47 BRJ 01C1 30,48 3,19 8,30 8,16 15,01 BVA 01C3 25,10 0,41 7,42 5,08 2,10 BVA 01C4 9,13 2,43 2,08 5,00 1,65 BVA 01C6 7,41 0,37 6,41 6,37 2,36 BVA 01C8 5,15 0,89 1,62 9,63 3,82 CAX 01P2 7,27 2,18 10,18 6,92 3,45 CBB 01C5 41,97 12,85 10,82 10,34 18,12 CMG 01C2 52,71 5,70 13,65 8,52 13,34 Tabela 1 FEC em alguns alimentadres após autmaçã ds equipaments da distribuiçã. Cm a autmaçã na distribuiçã, é pssível perar s equipaments pel Centr de Operaçã, ganhand cm iss rapidez e agilidade. Adquirind, desta frma, um mair cntrle d equipament, tend em vista que é pssível bter, em temp real, dads relevantes (registrs de events, grandezas analgias e perações) para tmadas de decisões. CONCLUSÕES Smente cm a integraçã das equipes envlvidas (peraçã, prteçã, telecmunicações e autmaçã), prcess de autmaçã ds equipaments de redes pde bter um resultad satisfatóri. É Imprtante salientar que tal prcess pssui um cust elevad e é de extrema imprtância que s critéris definids sejam seguids cm a finalidade de buscar mair ganh pssível na autmaçã de cada equipament. 7/7

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