Palestra. Lei / IRPJ, PIS/PASEP, COFINS, RTT - Alterações (Nova DIPJ) Janeiro Elaborado por:

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1 Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) ramal 1529 (núcleo de relacionamento) web: Rua Rosa e Silva, 60 Higienópolis São Paulo SP Presidente: Claudio Avelino Mac-Knight Filippi Gestão Palestra Lei / IRPJ, PIS/PASEP, COFINS, RTT - Alterações (Nova DIPJ) A reprodução total ou parcial, bem como a reprodução de apostilas a partir desta obra intelectual, de qualquer forma ou por qualquer meio eletrônico ou mecânico, inclusive através de processos xerográficos, de fotocópias e de gravação, somente poderá ocorrer com a permissão expressa do seu Autor (Lei n. 9610) TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTA APOSTILA, DE QUALQUER FORMA OU POR QUALQUER MEIO. CÓDIGO PENAL BRASILEIRO ARTIGO 184. Elaborado por: Antonio Fernando Coelho Janeiro 2015 O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor (a).

2 Objetivo da palestra Atualizar os conhecimentos acerca das mudanças introduzidas na legislação tributária do IRPJ, CSL, PIS e COFINS em função da utilização dos princípios internacionais de contabilidade na apuração dos resultados contábeis tributáveis. Ou seja, vamos falar de CONTABILIDADE Primeiro, uma reflexão: Se hoje temos uma contabilidade tão evoluída considerando a aplicação dos IFRS s, eu pergunto: tínhamos então uma contabilidade ultrapassada, arcaica, pouco usual e sem resultados eficientes? 2

3 Contabilidade antes da harmonização com as práticas internacionais Contabilidade depois da harmonização com as práticas internacionais. Menor nível de exigência. Mais rigor para companhias abertas. Pouca aplicabilidade por parte dos contadores. Contabilidade avançada, mas pouco conhecida. Ética e transparência. Relatórios contábeis estruturados. Mais importância aos stakeholders. Contabilidade avançada e refinada. Leitura universal Normas Contábeis... antes 3

4 ...e mais umas oito...e mais umas oito 4

5 ...vai até o 46 mais o CPC PME Formas de apuração do IRPJ LUCRO PRESUMIDO LUCRO ARBITRADO LUCRO REAL Empresas cuja receita total seja superior a R$ ,00 anuais, entre outras regras É especialmente disso que vamos tratar. 5

6 Lei /2014 Capítulo I IRPJ e CSLL Capítulo II PIS e COFINS pouca coisa Capítulo III Outros pequenos assuntos Capítulo IV Da adoção inicial Capítulo V Instituições financeiras Capítulo VI Regime transitório de tributação Capítulo VII Opção pelos efeitos em 2014 Capítulo VIII e IX Tributação em bases universais Capítulo X Parcelamento Capítulo XI Disposições finais Capítulo I: IRPJ e CSLL Art. 2: Alterações no DL nº 1.598/77, no que tange:. Escrituração deve ser entregue através do SPED.. LALUR transcrito neste arquivo do SPED.. Multa por não entrega do LALUR escriturado no SPED ou por entregá-lo inexato.. Definições de Receita Bruta.. Os encargos de depreciação/exaustão/amortização de bens objeto de arrendamento mercantil não são dedutíveis no lucro real cuidado: arrendamento operacional ou financeiro?. Valor máximo para bens do ativo não circulante serem lançados integralmente no resultado: R$ 1.200,00. 6

7 Capítulo I: IRPJ e CSLL Art. 2: Alterações no DL nº 1.598/77, no que tange:. Juros pagos antecipadamente, os descontos de títulos de crédito, a correção monetária prefixada e o deságio concedido na colocação de debêntures ou títulos de crédito deverão ser apropriados pro rata tempore. Contas a receber Banco 5.000, ,00 Desconto ocorreu em 10/jan. R$ 200,00 / 30 * 20 = R$ 133,33 Ativo DRE Duplicata descontada Juros antecipados Despesa financeira 5.000,00 200,00 133,33 133,33 Capítulo I: IRPJ e CSLL Art. 2: Alterações no DL nº 1.598/77, no que tange:. Juros e outros encargos, associados a empréstimos contraídos, especificamente ou não, para financiar a aquisição, construção ou produção de bens classificados como estoques de longa maturação, propriedade para investimentos, ativo imobilizado ou ativo intangível, podem ser registrados como custo do ativo, desde que incorridos até o momento em que os referidos bens estejam prontos para seu uso ou venda. 7

8 Capítulo I: IRPJ e CSLL Art. 2: Alterações no DL nº 1.598/77, no que tange: Custo de empréstimos - exemplo Antes Ativo Financiamento DRE - Despesa financeira , , , ,00 Depois: Ativo Financiamento DRE - Despesa financeira , , , ,00 Capítulo I: IRPJ e CSLL Art. 2: Alterações no DL nº 1.598/77, no que tange:. Desdobramento do custo de aquisição de investimentos, entre valor contábil e: (i) mais ou menos valia, ou (ii) goodwill. Suponha que uma empresa adquiriu 50% de participação em outra empresa pelo valor de R$ ,00 e o valor do Patrimônio Líquido da empresa investida seja de R$ ,00: Investimentos Mais valia , ,00 Banco ,00 PL $ x 50% 8

9 Capítulo I: IRPJ e CSLL Art. 2: Alterações no DL nº 1.598/77, no que tange:. Ajuste do saldo da conta investimentos com base no patrimônio líquido da investida, recebimento de dividendos diminui o saldo do investimento, e os ajustes decorrentes da Equity não causam efeito no lucro real nenhuma novidade! Investimentos Mais valia , , , , ,00 Banco DRE - Equity 5.000, , ,00 PL da investida no final do período aumentou para R$ Sendo assim, R$ X 50% = R$ Exclui no Lalur Capítulo I: IRPJ e CSLL Art. 2: Alterações no DL nº 1.598/77, no que tange:. Serão classificados como ganhos ou perdas de capital, e computados na determinação do lucro real, os resultados na alienação, inclusive por desapropriação, na baixa por perecimento, extinção, desgaste, obsolescência ou exaustão, ou na liquidação de bens do ativo não circulante, classificados como investimentos, imobilizado ou intangível nada mudou. Depreciação DRE Ativo imobilizado acumulada Baixa ativo imobilizado 5.000, , , , , , ,00 DRE Ganho de Banco Outras receitas capital 2.200, ,00 Receita 2.200,00 Vl residual 1.000, ,00 9

10 Art. 3º Isenção de IRPF para os condomínios residenciais, cujo rendimento tenha sido auferido:. De aluguel de áreas comuns. Multas pela não observância das regras do condomínio. Venda de ativos do condomínio A isenção é para rendimentos anuais de até R$ ,00, e desde que esse montante seja revertido para o condomínio para cobertura de despesas de custeio e extraordinárias, devidamente autorizadas em convenção condominial. Art. 4º á 6º - Ajuste a Valor Presente O valores reconhecidos no resultado, derivados de ajuste a valor presente de ativos e passivos de longo prazo, somente serão dedutíveis na apuração do lucro real quando o elemento correspondente da receita também for contabilizado, respeitando portanto o princípio da competência. Vamos a um exemplo: 10

11 Ex: empresa adquiriu matéria-prima para produção no valor de R$ ,00, para pagamento em 5 parcelas de R$ 7.000,00, sem entrada. A taxa de juros média do mercado é 1,8% a.m , , , , ,00 = 1,018^1 1,018^2 1,018^3 1,018^4 1,018^ , , , , ,00 = 1,0180 1,0363 1,0550 1,0740 1, , , , , ,64 = ,61 Estoque MP Juros a transcorrer Fornecedores , , ,00 Art. 4º á 6º - Ajuste a Valor Presente A pessoa jurídica que, até o ano-calendário anterior, houver sido tributada com base no lucro real deverá adicionar à base de cálculo do imposto de renda, correspondente ao primeiro período de apuração no qual houver optado pela tributação com base no lucro presumido ou for tributada com base no lucro arbitrado, os saldos dos valores cuja tributação havia diferido, independentemente da necessidade de controle no livro. Lucro Real - LALUR Lucro líquido Adição permanente Despesa não dedutível Exclusão temporária Depreciação incentivada Lucro real Lucro Presumido Receitas totais Presunção... 8% Base de cálculo Depreciação incentivada Base de cálculo total

12 Art. 7º á 9º - Lucro presumido e arbitrado Na apuração do ganho de capital em aplicações financeiras, é vedado o cômputo de encargos financeiros de empréstimos passivos relacionados. Aplicação financeira Financiamento Bancos , , , , , , ,00 Aplicação financeira , , ,00 Ganho de capital maior, tributação maior Art. 7º á 9º - Lucro presumido e arbitrado Somente serão utilizadas para fins de cálculo dos Juros sobre Capital Próprio as seguintes contas do Patrimônio Líquido: I - capital social; II - reservas de capital; III - reservas de lucros; IV - ações em tesouraria; e V - prejuízos acumulados A base de cálculo da CSLL, no formato presumido ou lucro real mensal estimado, corresponderá a 12% (doze por cento) sobre a receita bruta, exceto serviços profissionais que será de 32%. No caso do IRPJ, corresponderá a 8%. 12

13 Imposto de Renda Contribuição Social 12% da receita bruta nas atividades comerciais, industriais, serviços hospitalares e de transporte; 32% para: a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de transporte; b) intermediação de negócios; c) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza. Mas depois dá uma olhadinha na IN 1515 Art. 10º - Ganhos de capital e outras receitas Os ganhos de capital, demais receitas e resultados positivos decorrentes de outras receitas não abrangidas pelo faturamento serão acrescidos à base de cálculo para efeito de incidência do Imposto de Renda; Para fins de ganho de capital considera-se o AVP; Ganhos com base na avaliação pelo valor justo não integram a base de cálculo do imposto, no momento da apuração. Trataremos disso mais a frente 13

14 Art. 11 Despesas pré-operacionais Serão dedutíveis para fins de imposto de renda somente quando: I - do início das operações ou da plena utilização das instalações; e II - do início das atividades das novas instalações, no caso de expansão de atividades industriais. Art. 12 Variação cambial dos saldos de AVP Não serão computadas na determinação do lucro real. Art. 13 Ganho na avaliação pelo valor justo Aumento do ativo ou redução no passivo só serão computados no lucro real desde que controlados/evidenciados em conta distinta. Do contrário, serão tributados imediatamente. Serão tributados a medida que o ativo ou passivo seja realizado, mediante venda, depreciação/exaustão/amortização ou baixa. O ganho não poderá acarretar redução de prejuízo fiscal do período, devendo ser considerado em período de apuração seguinte em que exista lucro real. Não se aplica ao reconhecimento inicial de ativos recebidos de doações. 14

15 Art. 13 Ganho na avaliação pelo valor justo Exemplo: determinado ativo com vida útil de 5 anos, cujo valor original era de R$ , foi avaliado por R$ pelo valor justo. Ativo imobilizado Ajuste pelo valor justo Passivo não circulante , ,00 166, ,00 Depreciação acumulada Depreciação VJ Ganho pelo valor justo 1.666,67 166,67 166,67 Despesa depreciação Despesa depreciação 1.666,67 166,67 Art. 14 e 15 Perda na avaliação pelo valor justo Redução do ativo ou aumento no passivo só serão computados no lucro real desde que controlados/evidenciados em conta distinta. Do contrário, serão considerados indedutíveis. Serão computados na apuração do lucro real a medida que o ativo ou passivo seja realizado, mediante venda, depreciação/ exaustão/amortização ou baixa. Se o valor justo for calculado com base em ativo ou passivo indedutível, o ajuste de avaliação patrimonial também será indedutível. 15

16 Art. 14 e 15 Perda na avaliação pelo valor justo Exemplo: determinado ativo cujo valor original era de R$ foi avaliado por R$ pelo valor justo. Ativo imobilizado Ajuste pelo valor justo Passivo não circulante , , ,00 166,67 Depreciação acumulada Depreciação VJ Perda pelo valor justo 1.666,67 166,67 166,67 Despesa depreciação Despesa depreciação 1.666,67 166,67 Art. 16 Valor justo Presumido para Real Empresa tributada pelo Presumido que passar para Lucro Real deverá incluir na tributação pelo Presumido os ganhos ou perdas apurados pela avaliação dos ativos pelo valor justo. Esses ganhos e perdas podem ser diferidos mediante os critérios estabelecidos sobre realização desses itens. É mais uma questão de contabilidade mercantil do que de tributação. 16

17 Art. 17 á 19 Valor justo: ganho ou perda de capital na subscrição de ações Decorre de integralização de capital com ativos não monetários, ou na emissão de ações. O valor do ajuste pelo valor justo não integra a base de cálculo do IR/CSLL, desde que o ajuste seja contabilizado em subconta distinta e devidamente discriminado. O ajuste será tributado:. Em razão da depreciação/amortização/exaustão. Na alienação. A razão de 1/60 avos no caso de bens não sujeitos a depreciação Ajuste pelo valor justo que não for contabilizado em subconta distinta é tributado integralmente, ou considerado não dedutível. Se a empresa estiver com prejuízo fiscal, o efeito aqui mencionado será válido só quando a empresa auferir lucro. Integralização de capital com bens do ativo imobilizado Ativo imobilizado Ajuste pelo valor justo Capital social , , ,00 Depreciação acumulada Depreciação VJ 1.666,67 166,67 Despesa depreciação Despesa depreciação 1.666,67 166,67 17

18 Art. 20 á 26 Incorporação, fusão e cisão Art. 20 e 21: mais ou menos-valia: O saldo existente na contabilidade referente à mais-valia ou menosvalia, decorrente da aquisição de participação societária entre partes não dependentes, poderá ser considerado como integrante do custo do bem ou direito que lhe deu causa e do cômputo da depreciação, amortização ou exaustão. Na hipótese de cisão, se o bem ou direito que deu causa a mais ou menos-valia não houver sido transferido para o patrimônio da sucessora, esta poderá, para efeitos de IR/CSLL deduzir a referida importância em quotas fixas mensais e no prazo mínimo de 5 (cinco) anos contados da data do evento. Art. 20 á 26 Incorporação, fusão e cisão Ativo Empresa A Passivo Ativo Empresa B Passivo Investimento Mais valia Imobilizado PL Empresa A Empresa B Ativo Passivo Ativo Passivo Imobilizado Investimento Mais valia Imobilizado PL

19 Art. 20 á 26 Incorporação, fusão e cisão Art. 22: A pessoa jurídica que absorver patrimônio de outra, em virtude de incorporação, fusão ou cisão, na qual detinha participação societária adquirida com ágio por rentabilidade futura (goodwill), poderá excluir para fins de apuração do lucro real dos períodos de apuração subsequentes o saldo do referido ágio, à razão de 1/60 avos mensais. (vide slide seguinte) Art. 23: Mesmos critérios no caso de compra vantajosa. Art. 26: Os ganhos decorrentes de avaliação com base no valor justo na sucedida não poderão ser considerados na sucessora como integrante do custo do bem ou direito para efeito de determinação de ganho ou perda de capital e do cômputo da depreciação. Na sucessora, esses ganhos ou perdas terão o mesmo tratamento tributário que teriam na sucedida. No geral: muito cuidado com o Laudo de Avaliação que fundamenta o processo de cisão, fusão ou incorporação. Art. 20 á 26 Incorporação, fusão e cisão Empresa A Empresa B Ativo Passivo Ativo Passivo Investimento Goodwill Intangível PL Empresa A Empresa B Ativo Passivo Ativo Passivo Intangível Exclusão Goodwill Intangível PL Lalur 19

20 Art. 27 Ganho por compra vantajosa O ganho decorrente do excesso do valor líquido dos ativos identificáveis adquiridos e dos passivos assumidos, mensurados pelo valor justo, em relação ao pagamento efetuado, será computado no lucro real no período de apuração relativo à data do evento e posteriores, à razão de 1/60 (um sessenta avos). Ativo adquirido Passivo adquirido Caixa , , ,00 Ganho DRE 166, ,00 166,67 Depreciação acumulada Despesa depreciação 2.777, ,78 Ex: vida útil 3 anos Art. 28 Tratamento tributário do Goodwill A amortização do ágio, fundamentado em goodwill, não será computado na determinação do lucro real. Investimento Ágio - goodwill , , ,00 Adição no Lalur DRE Caixa 2.000, ,00 Art. 29 Contratos de longo prazo: Não mudou nada, ou seja: (i) custos incorridos no período em relação ao custo total estimado, ou (ii) porcentagem executada em função do progresso físico. Regra diferente é tributada!! 20

21 Art. 30 Subvenções para investimentos Isenção ou redução de impostos, concedidas como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e as doações feitas pelo poder público não serão computadas na determinação do lucro real, desde que seja registrada em reserva de lucros e que sejam utilizadas para absorção de prejuízos ou aumento de Capital Social. Art. 31 Prêmio na emissão de debêntures O prêmio na emissão de debêntures não será computado lucro real, se: I - a titularidade do título não seja de sócio ou titular da empresa; e II - seja registrado em reserva de lucros específica, para ser utilizada: a) absorção de prejuízos, desde que já tenham sido totalmente absorvidas as demais Reservas de Lucros, com exceção da Reserva Legal; ou b) aumento do capital social. Art. 32 Teste de recuperabilidade A perda de impairment acontece quando o valor contábil é superior ao valor recuperável de um ativo de longa duração, ou grupo de ativos. Caso a empresa possua sinais internos e externos de que seus ativos estão registrados na contabilidade com valor acima do praticado no mercado, ou se a expectativa de benefício futuro a ser gerado pelo bem está abaixo da prevista, ela deve realizar testes para demonstrar esta diferença. O contribuinte poderá reconhecer na apuração do lucro real somente os valores contabilizados como redução ao valor recuperável de ativos que não tenham sido objeto de reversão, e somente quando ocorrer a alienação ou baixa do bem correspondente. 21

22 Art. 32 Teste de recuperabilidade DRE Ativo imobilizado Perda por impairment , , ,00 Adição no Lalur. Na baixa ou venda, exclui no Lalur No caso de alienação ou baixa de um ativo que compõe uma unidade geradora de caixa, o valor a ser reconhecido na apuração do lucro real deve ser proporcional à relação entre o valor contábil desse ativo e o total da unidade geradora de caixa à data em que foi realizado o teste de recuperabilidade. DRE Ativo imobilizado Perda por impairment , , ,60 R$ refere-se a unidade geradora de caixa. O ativo é de R$ O ativo representa 71,43% da unidade geradora. Art. 33 e 34 Pagamento baseado em ações O valor da remuneração dos serviços prestados por empregados ou similares, efetuada por meio de acordo com pagamento baseado em ações, deve ser adicionado ao lucro real no período de apuração em que o custo ou a despesa forem apropriados, e somente será dedutível depois do pagamento ou da transferência da propriedade definitiva das ações ou opções. Passivo Circulante DRE , , ,00 Dedutível Caixa ,00 Capital social ,00 22

23 Art. 35 e 36 Contratos de concessão No caso de contrato de concessão de serviços públicos em que a concessionária reconhece como receita o direito de exploração recebido do poder concedente, o resultado decorrente desse reconhecimento deverá ser computado no lucro real à medida que ocorrer a realização do respectivo ativo intangível, mediante amortização, alienação ou baixa. Vamos a um exemplo: o Governo Estadual concede a uma concessionária o direito de cobrar pedágios em um trecho de 50 km entre as cidades A e B. Em troca desse direito, a concessionária poderá cobrar R$ 5,00 de pedágio. As obras de construção da estrada correrão por conta da concessionária, e ao final de 10 anos a estrada, centros de apoio e demais benfeitorias ficarão para o Estado. Ativo intangível Caixa Construção da estrada, praça de pedágio, pontos de apoio, etc. Custos e despesas Receita de vendas Amortização em 120 meses. 23

24 Art. 37 á 39 Aquisição de participação societária em etapas No caso de aquisição de controle de outra empresa na qual já se detinha participação societária anterior, o ganho ou perda na avaliação da participação societária anterior pelo valor justo, poderá ser diferido(a) por ocasião da alienação ou baixa do investimento. A empresa deverá manter controle desses valores no Lalur. Investimentos Ajuste Valor Justo , ,00 a a 1.000,00 b ,00 Exclusão no Lalur Caixa ,00 b a avaliação da participação societária antes da aquisição do controle b aquisição do controle Art. 40 Depreciação exclusão no Lalur A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem. O Fisco publicará periodicamente o prazo de vida útil admissível, ficando assegurado ao contribuinte o direito de computar a quota efetivamente adequada às condições de depreciação dos seus bens, desde que faça a prova dessa adequação, quando adotar taxa diferente. Caso a quota de depreciação registrada na contabilidade do contribuinte seja menor do que aquela calculada com base nos parâmetros fiscais, a diferença poderá ser excluída do lucro líquido na apuração do lucro real. Essa exclusão virará adição quando o bem completar sua depreciação total (método semelhante a depreciação acelerada incentivada). 24

25 Art. 41 e 42 Amortização do intangível A amortização de direitos classificados no ativo não circulante intangível é considerada dedutível na determinação do lucro real. Poderão ser excluídos, para fins de apuração do lucro real, os gastos com desenvolvimento de inovação tecnológica, quando registrados no ativo não circulante intangível, no período de apuração em que forem incorridos (Art. 17 da Lei /2005). Cuidado: Ao utilizar esse benefício, deverá adicionar ao lucro líquido o valor da realização (amortização) do ativo intangível, do contrário você estaria deduzindo duas vezes! Art. 43 Prejuízos não operacionais Os prejuízos decorrentes da alienação de bens e direitos do ativo imobilizado, investimento e intangível, mesmo que reclassificados para o ativo circulante com intenção de venda, poderão ser compensados, nos períodos de apuração subsequentes ao de sua apuração, somente com lucros de mesma natureza, observado o limite de 30%. Art. 44 Contratos de concessão lucro presumido No caso de contratos de concessão de serviços públicos, a receita reconhecida pela construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo intangível, não integrará a base de cálculo do imposto sobre a renda quando se tratar de lucro presumido ou arbitrado. 25

26 Art. 45 Custos estimados de desmontagens Os gastos de desmontagem e retirada de item do ativo imobilizado ou restauração do local em que está situado somente serão dedutíveis quando efetivamente incorridos. Sendo assim, provisões passivas não são dedutíveis. Art. 46 á 49 Arrendamento mercantil Não mudou praticamente nada. As contraprestações e as despesas financeiras podem ser computadas no lucro real. O que mudou foi a forma de contabilizar contratos de leasing; quando caracterizados como leasing financeiro, a operação, segundo o princípio da essência sobre a forma, deve ser registrada como compra financiada. Art. 50 e 51 Contribuição social sobre o lucro O artigo chama atenção para que os artigos 2º ao 8º, 10º ao 42º E 44º ao 49º da Lei sejam aplicados também na apuração da CSLL. Trata também da escrituração fiscal do livro que documenta a apuração da CSLL considerando os ajustes no lucro real. Ou seja, o que vale para o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, vale para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido 26

27 Capítulo II: PIS/PASEP e COFINS Art. 52 á 55 Faturamento Excluem-se da receita bruta para fins de apuração:. reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda que não representem ingresso de receitas, o resultado positivo de MEP, e dividendos computados como receita.. receita decorrente da venda de bens classificados no ativo não circulante que tenha sido computada como receita bruta.. contratos de concessão pública.. contratos com prazo de execução acima de 12 meses. Art. 52 á 55 Créditos de PIS/COFINS (não-cumulativo) Os valores de Ajuste a Valor Presente compõem o custo de aquisição da mercadoria para fins de apuração do crédito de PIS/COFINS. Os ganhos e perdas decorrentes da avaliação dos ativos ao Valor Justo não serão considerados para cálculo dos créditos de PIS/ COFINS. No caso de contrato de concessão de serviços públicos, a receita decorrente da construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo financeiro, integrará a base de cálculo do PIS/Cofins, à medida do efetivo recebimento. 27

28 Capítulo III, Art 58 á 63: Demais disposições Mudanças contábeis com base em leis comerciais posteriores a Lei serão regulamentadas por lei tributária. As referências a provisões alcançam as perdas estimadas no valor de ativos, inclusive as decorrentes de redução ao valor recuperável. Reservas de reavaliação aplicam-se somente aos saldos remanescentes em 31/12/2013 ou 31/12/2014, conforme o caso Demais ajustes adições e exclusões não tratados nesta Lei continuam sendo obrigatórios, segundo as normativas tributárias. Capítulo IV, Art 64 á 70 e VII: Adoção Inicial 1) A empresa pode optar pela aplicação da Lei á partir de 01/01/2014 (Art 75), no entanto deve ser aplicada a Neutralidade Tributária (*). 2) Para as operações ocorridas até 31 de dezembro de 2013 permanece a neutralidade tributária(*) estabelecida nos arts. 15 e 16 da Lei no RTT. A diferença positiva entre critérios antigos e novos, verificada em 31/12/2013 para os optantes conforme o art. 75, ou em 31/12/2014 para os não optantes, deve ser adicionada ao Lalur em janeiro do exercício seguinte, ou amortizada a medida de sua realização desde que a diferença esteja registrada em subconta. A diferença negativa não poderá ser excluída da apuração do lucro real. (vale para ativos e passivos) 28

29 Capítulo VI, Art 72 á 74: Regime de tributação transitório Os lucros ou dividendos apurados entre 01/01/2008 á 31/12/2013 pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, em valores superiores aos apurados com observância dos métodos e critérios contábeis vigentes em 31/12/2007, não ficarão sujeitos à incidência do IRRF, nem integrarão a base de cálculo do IRPJ e da CSLL do beneficiário. No período 01/01/2008 á 31/12/2013 todas as contas do Patrimônio Líquido poderão ser utilizadas para cálculo do JCP, exceto as de Ajuste de Avaliação Patrimonial. Já para o ano de 2014, vide slide anterior. Para os anos-calendário de 2008 a 2014, o contribuinte poderá avaliar o investimento pelo valor de patrimônio líquido da coligada ou controlada. Optando pelo MEP em 2014, vide slide anterior. Capítulo VIII e IX: Tributação em bases universais O sistema de tributação em bases universais significa a tributação de todos os rendimentos e ganhos de capital, independentemente de onde foram gerados, não importando se sua geração ocorreu no país ou no exterior. Representa a ampliação da imposição tributária da legislação de um país sobre fatos que venham a ocorrer em qualquer parte do mundo. Como existem fronteiras, o sujeito passivo da obrigação será obrigatoriamente uma pessoa residente, ou onde seu domicílio tributário seja alcançado localmente alcançado por sua legislação. Assim, a legislação do Imposto de Renda brasileiro busca tributar também os lucros de coligadas e controladas de forma global, sobre a matriz brasileira, descontados os eventuais tributos pagos no país de origem, no exterior. Os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior por contribuintes aqui sediados, desde 1º /01/1996, por força do artigo 25, da Lei nº 9.249/1995, já são tributados no Brasil pela legislação denominada Preços de Transferência ou "Transfer Pricing". Para fins de determinação do lucro real, e da base de cálculo da CSLL ocorre a tributação por meio da adição dos resultados auferidos a esse título no exterior ao lucro líquido aqui auferido. 29

30 Capítulo VIII e IX: Tributação em bases universais Art 76: A pessoa jurídica controladora domiciliada no Brasil, deverá registrar em subcontas da conta de investimentos em controlada direta no exterior, de forma individualizada, o resultado contábil na variação do valor do investimento equivalente aos lucros ou prejuízos auferidos pela própria controlada no Brasil ou no exterior, observada a proporção de sua participação em cada controlada, direta ou indireta. Art. 77: A parcela do ajuste do valor do investimento em controlada, direta ou indireta, domiciliada no exterior equivalente aos lucros por ela auferidos antes do imposto sobre a renda, excetuando a variação cambial, deverá ser computada na determinação do lucro real e na base de cálculo da CSLL da pessoa jurídica controladora domiciliada no Brasil. 2 o O prejuízo acumulado da controlada, direta ou indireta, domiciliada no exterior referente aos anos-calendário anteriores à produção de efeitos desta Lei poderá ser compensado com os lucros futuros da mesma pessoa jurídica no exterior que lhes deu origem, desde que os estoques de prejuízos sejam informados na forma e prazo estabelecidos pela RFB. Capítulo VIII e IX: Tributação em bases universais Art. 81: Os lucros auferidos por coligada domiciliada no exterior serão computados na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL da empresa brasileira, desde que se verifique o seguinte, cumulativamente, relativas à investida: I - não esteja sujeita a regime de subtributação (*); II - não esteja localizada em país ou dependência com tributação favorecida, ou não seja beneficiária de regime fiscal privilegiado (*) aquele que tributa os lucros da pessoa jurídica domiciliada no exterior a alíquota nominal inferior a 20%. Art. 83: Equipara-se à condição de controladora a pessoa jurídica domiciliada no Brasil que detenha participação em coligada no exterior e que, em conjunto com pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no Brasil ou no exterior, consideradas a ela vinculadas, possua mais de 50% do capital votante da coligada no exterior. 30

31 Capítulo VIII e IX: Tributação em bases universais Art. 85: Para fins de apuração do IRPJ e da CSLL devida pela controladora no Brasil, poderá ser deduzida da parcela do lucro da pessoa jurídica controlada domiciliada no exterior, a parcela do lucro oriunda de participações destas em pessoas jurídicas controladas ou coligadas domiciliadas no Brasil. Art. 87: A pessoa jurídica poderá deduzir, na proporção de sua participação, o imposto sobre a renda pago no exterior pela controlada. Art. 88: A pessoa jurídica coligada domiciliada no Brasil poderá deduzir do imposto sobre a renda ou da CSLL devidos o imposto sobre a renda retido na fonte no exterior incidente sobre os dividendos que tenham sido computados na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL. Capítulo X: Do Parcelamento Especial O prazo pela opção ao parcelamento é até o último dia útil do segundo mês subse- Quente ao da publicação da Lei , ou seja, 31 de julho de Prazo: 180 parcelas Os percentuais de redução serão aplicados sobre o valor do débito atualizado à época do depósito e somente incidirão sobre o valor das multas de mora e de ofício, das multas isoladas, dos juros de mora e do encargo legal efetivamente depositados. A pessoa jurídica que, após a transformação dos depósitos em pagamento definitivo, possuir débitos não liquidados pelo depósito, poderá obter as reduções para pagamento à vista e liquidar os juros relativos a esses débitos com a utilização de montantes de prejuízo fiscal ou de base de cálculo negativa da CSLL, desde que pague à vista os débitos remanescentes. 31

32 Capítulo XI: Disposições finais Art. 96: A pessoa jurídica poderá optar pela aplicação da tributação em bases universais para o ano-calendário de 2014; a opção será irretratável. Art. 97: Ficam isentos de IR os rendimentos, inclusive ganhos de capital, pagos, creditados, entregues ou remetidos a beneficiário residente ou domiciliado no exterior, produzidos por fundos de investimentos, cujos cotistas sejam exclusivamente investidores estrangeiros. Essa isenção se dá desde que o fundo invista em depósitos a vista, ou em ativos isentos de IR ou tributados a alíquota zero. Art. 100: registro público de bens arrolados em dívidas com o Fisco. Art. 102: crédito presumido de IPI de empreendimentos instalados nas áreas da SUDAM e SUDENE; aproveitamento até 31/12/2020 (posições 8702 e 8704) Art. 103: base de cálculo reduzida e alíquotas diferenciadas de PIS e COFINS na venda de máquinas e implementos agrícolas classificados em diversos códigos da TIPI. Capítulo XI: Disposições finais Art. 109: As pessoas jurídicas que se encontrem inativas desde o ano-calendário de 2009 ou que estejam em regime de liquidação ordinária, judicial ou extrajudicial, ou em regime de falência, poderão apurar o IRPJ e a CSLL relativos ao ganho de capital resultante da alienação de bens ou direitos, ou qualquer ato que enseje a realização de ganho de capital, sem a aplicação do limite de 30%, desde que o produto da venda seja utilizado para pagar débitos de qualquer natureza com a União. Art. 113: Cooperativas Art. 117/118: Revogações correspondentes às alterações promovidas pela Lei Art. 119: Esta lei entra em vigor em 01/01/2015, exceto:. Isenção do IR para condomínios. Tributação dos dividendos e JCP e pela opção a partir de 01/01/2014. Parcelamento e as próprias disposições finais, que valem a partir da publicação desta Lei, ou seja, 13/05/

33 Dica Instrução Normativa nº 1.515, de 24 de novembro de Dispõe sobre a determinação e o pagamento do imposto sobre a renda e da contribuição social sobre o lucro líquido das pessoas jurídicas, disciplina o tratamento tributário da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins no que se refere às alterações introduzidas pela Lei nº , de 13 de maio de 2014, e dá outras providências Referências bibliográficas Acesso em Acesso em Acesso em Acesso em Acesso em pdf Acesso em

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