O Ministério da Saúde e os. Crônicas

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1 O Ministério da Saúde e os Cuidados às Condições Crônicas

2 Contexto atual Mudanças sociais dos últimos 30 anos -características da vida contemporânea Transição demográfica, alimentar e epidemiológica Avanços e desafios do SUS Redes de Atenção à Saúde Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) Plano Nacional de Enfrentamento das DCNT ( )

3 Alguns dados interessantes...

4 Doenças Crônicas Dados epidemiológicos A taxa de mortalidade por DCNT apresentou uma tendência de redução de cerca de 20% entre 1996 e Reduções maiores nas doenças cerebrovasculares, isquêmicas e respiratórias crônicas. Entre as principais causas dessa redução: a expansão da atenção básica; a melhoria do acesso à atenção; a importante redução da prevalência de tabagismo no Brasil: em 1989, a prevalência de fumantes era de 34,8% (INAN, 1990); em 2010, o Vigitel observou uma prevalência de 14,8% (BRASIL, 2012).

5 Aumento das ações dos serviços especializados (consultas, procedimentos diagnósticos e terapêuticos) de média e alta complexidade com um incremento de 12,5% e 23,56%,respectivamente, em 2010 Ampliação da assistência farmacêutica com o programa Farmacia Popular do Brasil. A expansãodas coberturasporequipessaúdedafamíliaeagentes Comunitários está associada particularmente à redução de internações por diabetes, problemasrespiratóriosecirculatóriosemmulheres(126 mil hospitalizaçõesevitadas ) 2009) (Brasil 2012, Mendonça (Brasil 2012, Mendonça 2009)

6 DCNT necessitam Abordagem integral Macropolítica Ações regulatórias, Articulações intersetoriais e e promotoras de saúde Organização da rede de serviços; Micropolítica Linhas do cuidado, acesso a medicação / apoio diagnóstico Vinculação e responsabilização Produção da autonomia do usuário Plano Estratégico de enfrentamento das DCNT 2011/2022

7 Necessidades diferentes no cuidado das DCNT Adesão Mudança de hábitos Trabalho em equipe Coordenação do cuidado. O caminho necessário, para grande parte das pessoas com doenças crônicas, poroutrosserviços, ampliaa possibilidadede re-solicitaçãode exames, o riscode interaçãomedicamentosa, a faltade comunicaçãoentre osprofissionais, a nãoco-responsabilizaçãosobreo cuidadopelosdiversosserviços, o queaumentaa chance de erros e complicações e também eleva muito o custo deste paciente para o sistemade saúde e parao própriopacientee suafamília. (Schoen 2011, Bodenheimer 2008 e Hofmarcher 2007, Powell 2006)

8 Desafios do cuidado da pessoas com doenças crônicas

9 Desafios do cuidado da pessoas com doenças crônicas 1) REDES DE ATENÇÃO A SAÚDE (RAS) 2) MELHORIA DA QUALIDADE DO CUIDADO

10 Rede Cegonha Rede de Urgência e Emergência Álcool, Crack e Outras Drogas Rede da pessoa com Deficiência Rede deatenção as DCNT RAS - Prioritárias Qualificação/Educação Informação Regulação Promoção e Vigilância à Saúde ATENÇÃO BÁSICA

11 Rede de Atenção às Doenças Crônicas Primeira Rede temática coordenada pelo Departamento de Atenção Básica Prioridades: Reno cardiovasculares doença renal, diabetes e hipertensão Obesidade Câncer Doenças Respiratórias

12 Pontos de atenção Intersetorialidade Unidade Básica de Saúde Ambulatório de especialidade com equipes de referência para paciente crônico: Integração

13 Rede de Atenção às Doenças Crônicas- Modelo de Atenção

14 Rede de Atenção às Doenças Crônicas - Modelo de Atenção

15 Modelo de Atenção às Condições Crônicas Subpopulação com fatores de risco ligados aos comportamentos e estilos de vida População Geral Subpopulação com condição crônica muito complexa Subpopulação com condição complexa Subpopulação com condição crônica simples e/ou com fator de risco biopsicológico Nível 5: Gestão do Caso Nível 4: Gestão da Condição de Saúde Nível 3: Gestão da Condição de Saúde Nível 2: Intervenções de Prevenção das Condições Crônicas Nível 1: Intervenções de Promoção da Saúde Determinantes sociais individuais com condição de saúde e/ou fator de risco biopsicológico estabelecido Relação autocuidado e atenção profissional Determinantes sociais de saúde proximais Determinantes sociais de saúde intermediários Fonte: Mendes (2011)

16 Desafios e necessidades AB: Qualificação do cuidado / boa prática clínica Ampliar o acesso: medicação e exames Legitimação/ Responsabilização : coordenação da cuidado ordenação da rede Referências, integração com a rede Promover e apoiar o auto-cuidado Tabagismo: ampliar acesso ao tratamento Prontuário eletrônico integrado, em rede

17 Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de Saúde da Família como estratégia prioritária para reorganização da AB no país; Diversidade maior de Equipes de Saúde da Família Núcleos de apoio a saúde da Família (NASF); Consolidação do novo desenho de financiamento: Componente de Equidade Novo PAB Fixo Manutenção das modalidades das equipes e da CER Componente Indutor de Modelo (Estratégia de Saúde da Família) Componente de Qualidade (PMAQ) Componente de Qualificação da Infra Estrutura Programa de Requalificação Emendas Parlamentares e Populares

18 PROGRAMA DE REQUALIFICAÇÃO DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE Impacto na Melhoria das Condições de Trabalho, da Ambiência e Humanização Conceito de UBS que Acolhe e faz 1 Atendimento às Urgências UBS maior com mais Consultórios e espaço para Educação Banda Larga e Informatização de todas as UBS Conexão que facilite EAD e Telessaúde e Disponibilização de Softwares que qualifiquem a Atenção à Saúde

19 MELHORIA DA INFRAESTRURA E DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO NA AB o Todas as UBS do Brasil no Plano Nacional de Banda Larga PAC 2 o Pesado Investimento em Informatização das UBS o Educação à Distância e Telessaúde no espaço de trabalho o Implantação do Cartão Nacional de Saúde o Unificação dos Sistemas de Informação e SUS o Disponibilização de Softwares que qualifiquem o Cuidado: o o o o Gestão do Cuidado Análise devulnerabilidade Planejamento e Programação das Ações Gestão da Agenda

20 TELESSAÚDE - Redes Componente Informatização e Telessaúde Brasil Redes Projetos Intermunicipais utilizando Profissionais da Rede e desenvolvendo Expertise nos Serviços Implantação que inclui Informatização da Rede, Custeio da Conexão Banda Larga, Núcleos de Telessaúde e Capacitação das Equipes Projetos de acordo com o número de ESF contempladas, variando de 750 mil (pelo menos 80 ESF) a 3,5mi (pelo menos 900 ESF) Estados divididos em 5 Grupos conforme População e Número de Equipes -variando de 750 mil a 4,5 milhões 37 projetos 2036 municípios ESF 37 milhões de pessoas beneficiadas R$ 44 milhões em milhões

21 Diretrizes Portaria n. 1654, de 18 de julho de Envolver, mobilizar e responsabilizar o gestor federal, gestores estaduais, municipais e locais, equipes e usuáriosnumprocesso de mudança de cultura de gestão e qualificação da atenção básica Desenvolver cultura de negociação e contratualização Estimular a efetiva mudança do modelo de atenção, o desenvolvimento dos trabalhadores e a orientação dos serviços em função das necessidades e da satisfação dos usuários Ter caráter voluntário para a adesão tanto das equipes de atenção básica quanto dos gestores municipais, partindo do pressuposto de que o seu êxito depende da motivação e proatividade dos atores envolvidos

22 Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade PMAQ e no Censo das UBS Dimensões avaliadas na atenção às doenças crônicas Equipamentos / Materiais / Insumos Medicações Exames laboratoriais Cadastro de grupos prioritários Estratificação de risco Acompanhamento dos grupos prioritários Fluxos e referências para as doenças crônicas

23 Modelo de Cuidado as pessoas com doenças crônicas Processo de trabalho das equipes de atenção básica

24 - A gestão do cuidado baseada na população O PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO O CADASTRAMENTO DAS FAMÍLIAS A CLASSIFICAÇÃO DAS FAMÍLIAS POR RISCOS SÓCIO-SANITÁRIOS A VINCULAÇÃO DA POPULAÇÃO ÀS EQUIPES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE A IDENTIFICAÇÃO DAS SUBPOPULAÇÕES COM FATORES DE RISCO A IDENTIFICAÇÃO DAS SUBPOPULAÇÕES COM CONDIÇÕES DE SAÚDE ESTABELECIDAS POR GRAUS DE RISCO A IDENTIFICAÇÃO DAS SUBPOPULAÇÕES COM CONDIÇÕES DE SAÚDE MUITO COMPLEXA FONTE: MENDES (2009) OPAS (2011)

25 Acesso e ser a fonte regular de atenção Propiciar outras estratégias de comunicação com pacientes: telefone, , redes sociais (UBS) Ofertar novas formas de encontro entre profissionais e usuários, para além das consultas, focando o autocuidado Implantação do acolhimento a demanda espontânea nas UBS Construir planos de cuidado ao longo do tempo

26 Ter estratégias e mecanismos de integração e comunicação com outros profissionais e com outros pontos da rede Apoio Matricial e Institucional; Gestão Compartilhada e a Co-gestão; Prontuário eletrônico integrado Reunião com outros serviços / Parcerias Troca com experiências exitosas Estratégias de comunicação efetivas com outros pontos da rede: telefone, s, sistemas informatizados... (Relação personalizada) Avaliação contínua da qualidade das referências e contra-referências Educação permanente compartilhada/ conjunta Telessaúde segunda opinião formativa e apoio diagnóstico

27 Coordenar a atenção (trabalhar com listas de espera, gestão da clínica/ do cuidado, sistema informatizado de referência e contra referência, trajetória do usuário na rede de atenção) Diretrizes clínicas Projeto terapêutico singular Tecnologias de micro-gestão: gestão de patologia, gestão de casos, auditorias clínicas, lista de espera, estratificação de risco, etc.

28 Ser resolutiva Introdução de novas tecnologias em APS que ampliem a resolutividade, Introdução de pactuação para gestão por resultado, contratos Internos de Gestão; Cuidado individualizado, centrado na pessoa Avaliação contínua da qualidade, Longitudinalidade Fixação dos Profissionais de Saúde na ESF/AB Sistema de Informação indicadores de utilização de serviços e de saúde- e SUS

29 Articulação com programas e equipamentos PSE - Componente I (avaliação das condições de saúde) - Componente II (Promoção da Saúde) Academia da Saúde: Atendimento Domiciliar: agrega tecnologias/ trabalhadores para o cuidado Ex. Pacientes crônicos tem a tendência a ter reincidências de internações por complicações e se beneficiariam com o cuidado de AD; pacientes com feridas crônicas (diabético), pacientes pós AVC. Rede Viver sem limite Rede de Urgência e Emergência

30 Agendas intersetoriais Acordos com a Indústria de Alimentos Redução do sal, gordura e açucar Tabagismo Lei /2011 ( ambientes livres / taxação) Regulamentação da ANVISA - aditivos Parceria com as Escolas Particulares para lanche saudável Serviços para apoio do auto cuidado: site e telefone (ativo e passivo)

31 Publicações para equipes de AB Revisão dos Cadernos HAS, DM, Obesidade e Prevenção Cardiovascular Curso auto instrucional que abordará o tema do auto cuidado com os profissionais de saúde Guia de implantação do academia da saúde EAD sobre HAS, DM, Obesidade e Prevenção Cardiovascular Manual sobre organização do processo de trabalho para cuidado de crônicos (MCC),

32 Necessidades da Atenção Especializada Avançar na Organização dos serviços e no Processo de Trabalho Regionalização, com definição de referências e vinculação Equipe multidisciplinar com trabalho em equipe Gestão de casos complexos Apoio matricial Telessaúde teleconsultorias/telediagnóstico Regulação compartilhada Ampliar oferta de exames necessários para resolutividade da AB Financiamento do custeio dos centros especializados por contratualização de metas de qualidade da atenção/ resultados Parâmetros de programação de assistência e de procedimentos/intervenções nos pontos de atenção

33 Departamento de Atenção Básica Secretaria de Atenção à Saúde Ministério da Saúde Tel. (61) OBRIGADO!

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