Academia da Saúde: um Espaço de Promoção da Saúde no Território

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1 SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA Academia da Saúde: um Espaço de Promoção da Saúde no Território HÊIDER AURÉLIO PINTO Diretor do Departamento de Atenção Básica/SAS/MS Rio de Janeiro, agosto de 2012

2 CONTEXTUALIZAÇÃO O Sistema Único de Saúde (SUS) éfruto da participação social na sua permanente construção, fruto de necessidades sociais em saúde no território brasileiro. Usuários e trabalhadores da saúde vêm desde 1988, instituição do SUS, construindo um sistema que tem buscado alinhar e adaptar-se às demandas e ao contexto social da relação saúde-doença e seus determinantes. Nesse sentido, o SUS, como política do estado brasileiro pela melhoria da qualidade de vida e pela afirmação do direito à vida e à saúde, dialoga com as reflexões e os movimentos no âmbito da promoção da saúde.

3 CONTEXTUALIZAÇÃO Diante do atual quadro epidemiológico e nutricional do país, o Governo Federal, por meio das Políticas Públicas (PNAB, PNPS, PNPIC, PNAN, dentre outras), direciona estratégias, no âmbito da Saúde e de outros setores, para assegurar ambientes propícios a estímulo de qualidade de vida e de hábitos saudáveis de alimentação e nutrição para todos.

4 CRIAÇÃO DO PROGRAMA É no contexto da promoção da saúde e no fomento a práticas democráticas e participativas no âmbito do SUS que surge o Programa Academia da Saúde. Portaria Nº 719/GM/MS, de 07 de abril de 2011 O Programa Academia da Saúde é um equipamento de saúde da atenção básica construído com infraestrutura, equipamento e profissionais qualificados para o desenvolvimento de práticas corporais, para a orientação de atividade física; promoção de ações de segurança alimentar e nutricional e de educação alimentar além de práticas artísticas e culturais (teatro, música, pintura e artesanato).

5 CRIAÇÃO DO PROGRAMA Seguindo os princípios do SUS, a organização e o planejamento das ações do Programa devem ser e estar articuladas com a equipe multiprofissional de Atenção Básica e com os usuários do sistema. O Programa busca, no território local, O Programa busca, no território local, construir políticas e espaços de promoção da saúde, reconhecendo o território e a comunidade como atores fundamentais na articulação e reconhecimento dos Determinantes Sociais da Saúde a partir da realidade local.

6 CRIAÇÃO DO PROGRAMA O Programa deverá atuar sob a coordenação da rede de Atenção Básica, em articulação com toda a rede de serviços de saúde, e deve estar vinculado a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) ou a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Intersetorialidade Unidade Básica de Saúde

7 NORMATIZAÇÃO DO PROGRAMA O funcionamento do Programa foi normatizado em duas portarias: Portaria nº 1.401/ GM/ MS, de 15 de Junho de estabelece os incentivos para construção dos polos de Academia da Saúde, espaços públicos construídos para a realização das atividades do Programa. Portaria nº 1.402/ GM/ MS, de 15 de junho de prevê os incentivos para custeio das ações de promoção da saúde do Programa.

8 NORMATIZAÇÃO DO PROGRAMA Portaria 1.401/GM/MS Incentivo para construção de polos - Para pleitear o incentivo de construção do polo o Município ou o Distrito Federal deverá cadastrar sua proposta no Sistema do Fundo Nacional de Saúde(FNS). - Uma vez aprovada a proposta e habilitada por portaria, a transferência dos incentivos será realizada pelo FNS diretamente ao Fundo Municipal de Saúde em 3 parcelas: 20%, 60% e 20%. - Para o cadastro da proposta deve-se apresentar: Dados do polo (modalidade, endereço, UBS/NASF a ser vinculada); Documento de cessão do espaço; Comunidade a ser beneficiada e nº habitantes a serem assistidos; Justificativa técnica com a relevância do Programa para o Município.

9 NORMATIZAÇÃO DO PROGRAMA Portaria 1.401/GM/MS Incentivo para construção de polos Modalidade Básica R$ ,00 (área de vivência e espaço externo composto de área multiuso com equipamentos para alongamento); Modalidade Intermediária R$ ,00 (depósito de materiais, área de vivência e espaço externo composto de área multiuso com equipamentos para alongamento); e Modalidade Ampliada R$ ,00 (estrutura de apoio, espaço externo composto de área multiuso, área de equipamentos para alongamento, e ambientação do espaço). Obs.: Os polos das modalidades básica e intermediária deverão ser construídas próximas e na área de abrangência da UBS de referência.

10 PROPOSTA DO POLO AMPLIADO

11 PROPOSTA DO POLO AMPLIADO Estrutura de Apoio Sala de vivência: atividades coletivas relacionadas as práticas corporais/ atividade física, artes (teatro, música e artesanato, automassagem e reuniões de grupos). Sala de acolhimento: procedimentos de avaliação e prescrições. Depósito: guarda de materiais. Sanitários: masculino e feminino adaptados para PCD. Foto meramente ilustrativa.

12 PROPOSTA DO POLO AMPLIADO Área livre Destinada às atividades coletivas. A sua estrutura é multiuso proporcionada por furos protegidos para encaixe e armação de tipos de redes utilizadas em jogos esportivos. Possui um dos lados preenchido com barras fixas para apoio a exercícios físicos. Foto meramente ilustrativa.

13 PROPOSTA DO POLO AMPLIADO Área de equipamentos Equipamentos distribuídos ao longo do espaço, próximos da área livre, destinados às atividade físicas individuais. * Foto meramente ilustrativa. * Foto meramente ilustrativa. * Foto meramente ilustrativa. Flexores de braços horizontais marinheiro Barras verticais para flexão de braços Pranchas para abdominais Espaldar

14 NORMATIZAÇÃO DO PROGRAMA Portaria 1.402/GM/MS Incentivo para custeio das ações de Promoção da Saúde nos polos Municípios com NASF: Recursos PAB variável R$ 3.000,00/mês/polo; Municípios sem NASF: Recursos PVVPS R$ ,00/ano/município; - Para recebimento do incentivo o município deverá: Cadastrar no CNES de 01 profissional de nível superior de 40 horas ou 02 de 20 horas, que será responsável pelas atividades do Programa. Constituir grupo de apoio à gestão formado por profissionais da Atenção Básica, representantes da comunidade e por profissionais de outras áreas do poder público envolvidos como Programa.

15 NORMATIZAÇÃO DO PROGRAMA Iniciativas preexistentes e similares Se tiver uma iniciativa preexistente à publicação da Portaria nº 719, de 07 de abril de 2011; Se essas iniciativas contemple as atividades previstas na Portaria nº 719/2011 e na Portaria nº 1.402/2011; Se desenvolve atividades em espaço(s) de livre acesso à população, especialmente construído(s), reformado(s) ou ampliado(s) para tal fim e articulado(s) com a UBS do território

16 NORMATIZAÇÃO DO PROGRAMA Para tanto o Município ou o Distrito Federal deverá: Inserir o Programa Academia da Saúde no Plano Municipal de Saúde; Constituir o Grupo de Apoio à Gestão do Pólo, conforme artigo 5º da portaria 719/ GM 2011; Cadastrar a estrutura designada como polo no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES); e Cadastrar SCNES pelo menos 1 (um) profissional de saúde de nível superior com carga horária de 40 horas semanais ou 2 (dois) profissionais de saúde de nível superior com carga horária mínima de 20 horas semanais cada, responsável(is) pelas atividades do Programa Academia da Saúde.

17 METAS PLANEJADAS Meta física: construção de 4000 polos de Academia da Saúde até 2014 e custeio das atividades de todos os polos até 2015 (PPA)

18 METAS ATINGIDAS REGIÃO EMENDAS PROGRAMA TOTAL NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTRO-OESTE TOTAL

19 METAS ATINGIDAS Custeio para apoiar as atividades dos polos preexistentes: Portaria GM/MS nº 3.110/2011 e 557/2012 sem NASF: 59 municípios e 65 polos; Portaria GM/MS nº 3.157/2011 e 367/2012 com NASF: 37 municípios e 90 polos.

20 PROXIMOS PASSOS Implantar as estruturas físicas; Ampliar e qualificar a abordagem da promoção da saúde na atenção básica; Potencializar as manifestações culturais locais e o conhecimento popular; Articular com outros equipamentos públicos (e da saúde) no território; Contribuir para ampliação e valorização da utilização deste espaço público, como proposta de inclusão social, enfrentamento das violências e melhoria das condições de saúde e qualidade de vida da população; Monitorar as ações realizadas no nível local.

21 PROXIMOS PASSOS Lançar o Manual de Orientações Técnicas para Implantação do Programa O manual tem por objetivo apoiar gestores estaduais e municipais na implementação do Programa. O manual demarca sistematicamente o Programa quanto a criação e disseminação de processos organizativos e metodológico que visam a educação e o enriquecimento político-cultural da população, visando a promoção de modos de vida saudáveis e conquista de cidadania. Previsão para circulação: segundo semestre de 2012

22 HÊIDER AURÉLIO PINTO Departamento de Atenção Básica Secretária de Atenção à Saúde Ministério da Saúde Site: 55 (61)

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