IMAGEM E TEXTO: CRIAÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS EM SALA DE AULA

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1 1 IMAGEM E TEXTO: CRIAÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS EM SALA DE AULA Aline da Silva Ferreira (Mestranda em Educação/ Universidade Federal de Alagoas - UFAL (82) / / ORIENTADOR/CO-AUTOR: Eduardo Calil (Pós- Doutor/ Universidade Federal de Alagoas UFAL/ (82) / RESUMO: As histórias em quadrinhos (HQ) são valorizadas por livros didáticos (FERREIRA, 2007) e pesquisadores enfatizam sua influência no ensino (CALIL, 2008) devido a aspectos como a articulação entre elementos verbais e não-verbais. Todavia, praticamente inexistem trabalhos que investiguem de que modo alunos interagem com as imagens de uma HQ e como ocorre a criação de texto a partir delas, nosso ponto de reflexão. Assim, estamos analisando 144 manuscritos escolares produzidos por alunos do 2º ano do Ensino Fundamental a partir de propostas pertencentes ao projeto didático Gibi na Sala coordenado pelo profº Dr. Eduardo Calil. As HQ selecionadas para as propostas foram curtas e com supressão de todas as marcas lingüísticas e os alunos escreveram em díade o que faltava para que a história ficasse mais engraçada. Encontramos desde a descrição das imagens dos quadrinhos até diálogos entre personagens, caracterizando uma apropriação pelo aluno do gênero. PALAVRAS-CHAVE: história em quadrinhos, imagem e texto, criação. 1. Processo de criação com histórias em quadrinhos Os estudos sobre os processos de criação de texto em sala de aula, apesar de escassos, encontram em trabalhos recentes avanços significativos, a exemplo dos trabalhos de Calil (2008) e Felipeto (2008), voltados para a análise de histórias inventadas e poesia, gêneros fortemente presentes em práticas de textualização efetivadas nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Em se tratando das histórias em quadrinhos (HQ), estas são valorizadas por

2 2 livros didáticos de Língua Portuguesa (FERREIRA, 2007) e pesquisadores defenderem sua presença no ensino (VERGUEIRO, 2004; CARVALHO, 2006), entre outros aspectos devido a articulação entre elementos verbais e não-verbais. Entretanto, nota-se que apesar da aceitação das HQ enquanto objeto de leitura e valioso recurso no ensino elas ainda não foram de fato incorporadas ao elenco de textos com que a escola trabalha, nem alcançaram a devida atenção das pesquisas acadêmicas. (MENDONÇA, 2005, p. 195). De maneira que praticamente inexistem trabalhos que investiguem de que modo alunos interagem com as imagens de uma HQ e como ocorre a criação de texto a partir delas, foco de nossa investigação. No que diz respeito a questão historias em quadrinhos e ensino, Calil (2008) acredita que há uma relação entre a criança e as HQ, gênero capaz de exercer influência nos textos escritos nessa faixa etária. Em sua concepção, do lado de fora da escola, e com uma maior antecedência, um outro olhar sobre o universo infantil tem sido dado por uma literatura especializada que, alarga seus títulos, recursos e modos de aproximação com este público, a exemplo dos quadrinhos. A partir do cruzamento entre a escrita produzida em um momento inicial do processo de alfabetização e a literatura infantil hoje, Calil (2008) seguiu o percurso dos textos escritos por uma menina de seis anos identificando de que modo estes textos guardam relação com o universo letrado que envolve a criança em sua fase inicial de escrita. Segundo o autor a literatura infantil pode exercer efeitos sobre estes manuscritos, sem as restrições diretas impostas por um contexto escolar. Calil buscou conhecer algumas características dos quadrinhos visando interpretar a relação entre esse universo literário e o que aparece nos manuscritos; e notou a importância desses aspectos bem como a riqueza dos códigos, convenções e recursos utilizados nos quadrinhos. 2. Elementos das histórias em quadrinhos Observa-se que nas HQ há uma sobreposição de palavra e imagem, onde arte e literatura superpõem-se mutuamente (EISNER, 1989). Eisner e Carvalho (2006) acreditam que os quadrinhos criam uma linguagem ao empregar palavras repetitivas e símbolos que passam a ser reconhecíveis entre autores e leitores. Nessa linguagem, o texto funciona como uma extensão da imagem e a junção de símbolos, imagens e balões criam o enunciado. Assim,

3 3 na composição imagética dos quadrinhos estão elementos fundamentais, todavia, apresentaremos apenas alguns deles: quadro, balão, onomatopéia, metáfora visual e ícone. Quadro, também chamado de vinheta ou requadro, é a moldura da história (CARVALHO, 2006). É visto como elemento de contenção do leitor que tende a sempre ler o último quadrinho, sendo capaz de aumentar seu envolvimento com a narrativa (EISNER, 2001). Dentro do quadro estão os desenhos que compõem uma cena. No Ocidente os quadrinhos são lidos da esquerda para a direita e, a cada quadrinho, uma nova cena (ou momento congelado do tempo) é acrescentada, compondo uma historia seqüencial. O quadro pode ser utilizado como recurso narrativo, sua forma, tamanho e disposição influem na velocidade da leitura e ate da interpretação da história. Utilizar mais ou menos quadros em uma seqüência pode fazer a cena demorar mais ou menos. Ampliar um quadrinho, utilizar uma forma diferente do tradicional quadrado ou dispor a cena dentro dele em um ângulo diferente ou close, por exemplo, pode afetar a percepção de tempo do leitor. Acredita-se que os balões são um dos elementos de maior destaque na composição das HQ em função da dinamicidade que eles dão à leitura (BIBE-LUYTEN, 1985). Por ser um formato tão conhecido os italianos deram o nome de fumetti aos quadrinhos, um alusão ao molde de fumacinha do balão de pensamento (RAMOS, 2009). Há diferentes definições para o balão: É o elemento que indica o diálogo entre as personagens e introduz o discurso direto na seqüência narrativa (CAGNIN, 1975). É o recipiente do texto-diálogo proferido pelo emissor (EISNER, 2001). É uma convenção própria da história em quadrinhos que serve para integrar à vinheta o discurso ou o pensamento dos personagens (ACEVEDO, 1990). Em Carvalho (2006) a disposição de um balão dentro de um quadro indica quem se manifesta primeiro. Há diversos tipos de balão, os mais comuns são: 1) Fala: o traço é contínuo em volta das palavras, tem formato arredondado e há um rabicho (índice) que aponta para o personagem que está falando. 2) Pensamento: em forma de nuvenzinha, o rabicho são bolinhas que vão ate a cabeça de quem pensa. 3) Grito: o traço é mais recortado, tentando indicar visualmente o grito. 4) Sussurro: o traço é pontilhado. Onomatopéias, segundo Carvalho (2006), são palavras que representam sons. Apesar de haver onomatopéias mais tradicionais, autores criam onomatopéias diferentes de acordo com o que escutam. A título de exemplo temos: BLAM (barulho de coisa batendo); CRÁS (cosa quebrando); SOC, PUM, POF (soco); VRUUUUM (barulho de motor de carro); CHUAC (beijo); NHAC, NHAC (mastigação). As onomatopéias também são usadas como efeitos visuais nos quadrinhos. Assim, sua forma e sua cor podem indicar um movimento ou dar mais impacto a uma cena.

4 4 Metáfora visual é uma convenção gráfica que expressa o estado psíquico dos personagens mediante imagens de caráter metafórico (ACEVEDO, 1990). É uma figura de linguagem na qual se transporta para um objeto o sentido literal de uma palavra ou frase que designa um outro objeto semelhante, dando a essa palavra ou frase um sentido figurado (CARVALHO, 2006). Nos quadrinhos a metáfora pode indicar um sentimento ou acontecimento. Assim, a lâmpada elétrica pode representar que a personagem teve uma idéia brilhante; um personagem literalmente vê estrelas quando se machuca; seu coração salta pela boca quando ele está apaixonado ou ele pode falar cobras e lagartos ao falar mal de alguém, fazendo uso de desenhos de aspecto intrincado com espirais, asteriscos... Carvalho (2006) define o ícone como um signo, uma representação de uma coisa. Sua característica peculiar é que ele é uma imagem que tem alguma característica em comum com o que esta sendo representado. O mundo do quadrinho baseia-se em desenhos que buscam se parecer com o que representam. 3. Imagem, texto e seqüência narrativa nas histórias em quadrinhos Visto que em nosso trabalho, conforme salientado, estamos considerando o imbricamento entre imagem e texto próprio as HQ, desde cada quadrinho isoladamente até todos os quadrinhos em seqüência de uma única historinha, é proveitoso considerarmos as concepções de diferentes autores. Segundo Eisner (2001), visto que as HQ lidam com o que ele chama de tecnologia singular, escrever para quadrinhos é uma habilidade especial cujos requisitos não são comuns a outras formas de criação escrita: Quando palavra e imagem se misturam, formam um amálgama com a imagem e já não servem para descrever, mas para fornecer som, diálogos e textos de ligação (EISNER, 2001, p. 122). Nesse respeito, Vergueiro (2004) e Carvalho (2006) concordam com a presença das HQ no ensino, entre outras razões, pelo imbricamento entre imagem e texto, próprio ao gênero. Carvalho (2006) pontua a peculiaridade da narrativa das HQ, pois os autores narram nos quadrinhos mediante uma mistura ou sobreposição de imagens e palavras. Assim, para

5 5 entender a historia, o leitor de quadrinhos precisa utilizar suas habilidades interpretativas, tanto visuais, quanto verbais. Essa interação entre imagem e texto nos quadrinhos é vista por Quella-Guyot como algo pertinente: Longe de ser uma simples justaposição texto-imagem, a HQ oferece imbricações sábias e originais de funções muitas vezes inesperadas. A interferência de diversos códigos faz de quase todo desenho um conjunto de sentidos que só leitores acostumados conseguem deslindar sem dificuldades, conscientes que são de que nenhuma das linguagens é subsidiária com relação a outra. (1994, p. 65). Cirne (2000) descreve as HQ como uma narrativa gráfico-textual, impulsionada por sucessivos cortes que agenciam imagens desenhadas, pintadas ou rabiscadas. Além disso, mesmo valorizando a importância de um plano bem desenhado e enquadrado em cada quadrinho isoladamente, o autor reforça a idéia da necessidade de seqüência, coerência, ritmo e movimento entre todos os quadrinhos que compõem uma única HQ: A estesia dos comics não se limita ao quadro bem desenhado, cujo plano seja capaz de revelar um perfeito enquadramento. É necessário que haja uma dinâmica estrutural entre todos os quadros, criando movimento e ação formais [...] Não é a magia formal de um plano isolado, fora de seu contexto, que faz a força de uma história: é a relação crítica (o desencadeamento de estruturas) entre todos eles. (CIRNE, 1974, p. 35). Micheletti (2008) aponta uma característica marcante nos diálogos presentes nas HQ ao afirmar que as histórias em quadrinhos são, geralmente, enredos narrados por meio de discurso direto, além de apresentarem texto escrito e elementos visuais que se complementam entre si para que a história seja compreendida por seus leitores. Ao passo que Mcloud (2006) salienta que as HQ possuem uma gama de símbolos visuais e se baseia na idéia ilimitada de posicionar uma imagem após outra, entre um quadro e outro, para ilustrar a passagem do tempo, de modo que imagens inertes ganham vida na imaginação do leitor. Na concepção de Lins (2005) os textos, descritivos ou representativos de falas, contidos dentro dos balões, além de combinarem dados referentes à ação do curso, combinam, também, dados referentes a eventos passados, futuros e simultâneos a cena que está sendo vista. A função do texto é, sobretudo, indicar aquilo que a imagem não mostra, acrescentando elementos temporais e espaciais à compreensão, proporcionando à narrativa manter seu fio de

6 6 coerência sem dificuldade. Assim, imagens e textos se unem numa relação de complementaridade. Lins (2008) afirma também que a conversação espontânea presente nos quadrinhos mostra-se coerente na medida em que a relação semântica entre enunciados fica evidenciada, havendo assim continuidade tópica; o que não impede que haja rupturas ao longo da conversação que não necessariamente significam incoerência. Segundo Lins essas rupturas podem ser vistas como descontinuidades. Mendonça (2005) acredita que as semioses distintas, ou seja, a verbal e a não-verbal, exercem um importante papel na construção de sentido, tornando as HQ acessíveis para às crianças em fase de aquisição de escrita, que podem apoiar-se nos desenhos para produzir sentido. Segundo essa autora, a análise da constituição dos quadrinhos pode ser objeto de trabalho pedagógico nas escolas. Podem-se estudar, por exemplo, elementos icônicos como a forma e o contorno dos balões, o tamanho e o tipo das letras, a disposição do texto; relacionando tudo isso com a produção de sentido e com as peculiaridades do gênero constitui um rico material para o entendimento dos múltiplos usos da linguagem das HQ. Além de explicitar os elementos típicos, bem como as possibilidades de uso das HQ, Mendonça salienta existência da intertextualidade tipológica. Ou seja, a utilização da forma de um gênero para preencher a função de outro. Como exemplo nota-se a aplicação das HQ em propósitos didáticos como campanhas educativas. Nesse sentido, conforme esclarece a autora, os textos em campanhas educativas têm uma função comunicativa didática, mas a forma como é utilizada é de uma HQ e do mesmo modo, alguns anúncios publicitários comerciais podem usar HQ para atingir seus objetivos. Ainda nesse respeito, é cada vez mais comum a presença de histórias em quadrinhos em jornais, revistas, livros didáticos (FERREIRA, 2007), provas de vestibular e provas de concursos públicos. 4. Procedimentos Metodológicos A pesquisa contou com três procedimentos metodológicos distintos e, ao mesmo tempo, interligados para se efetuar. O primeiro deles foi a elaboração do projeto didático

7 7 Gibi na Sala, o segundo momento se deu na efetivação das propostas de atividades e o terceiro momento corresponde à análise específica do corpus da pesquisa. O projeto didático Gibi na Sala, integrado ao grupo de pesquisa Manuscritos Escolares e Processos de Escritura (MEPE/CNPQ) e coordenado pelo professor Dr. Eduardo Calil, está voltado para alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental. Com o projeto pretendíamos oferecer condições adequadas que favorecessem os alunos no processo de criação e imersão nesse gênero textual bem como na reflexão sobre as propriedades da língua e do discurso a partir de um gênero específico. Para tanto, elegemos as HQ da Turma da Mônica, por se constituir através da relação imagem e texto e ter no humor seu atrativo central. Nesse sentido esse projeto tem como objetivo primordial fornecer situações de ensino-aprendizagem adequadas ao gênero, permitindo que eles se apresentem em sala de aula de modo intenso, sistemático e significativo (CALIL, 2006, p. 7). Visto que o projeto está sustentado no trabalho com leitura e interpretação e produção de texto foram elaboradas 60 propostas de atividades de leitura e 36 propostas de criação. Essas propostas tiveram objetivos distintos e em sua maioria foram pensadas para serem realizadas em duplas de alunos, visando auxiliar o aluno na estruturação desse gênero, mais principalmente, no processo de criação e autoria que possam ser desencadeados a partir delas. Na elaboração das propostas de atividades foi indispensável à leitura de, aproximadamente, 200 gibis da Turma da Mônica. Nas propostas de leitura e interpretação, após análise criteriosa de HQ da Turma da Mônica, selecionamos aquelas que favorecessem aspectos relacionados aos elementos constitutivos da linguagem desses gibis, tais como: à onomatopéia, à intertextualidade, ao uso de metáforas visuais e ao recurso da homonímia. Focalizaram-se as relações com conhecimentos mobilizados e as estratégias de leitura predominantes como a decodificação, a seleção, a antecipação, a inferência e a checagem (SOLÉ, 1998). Com isto, buscamos por em discussão a pertinência e adequação dessas propostas diante dos conhecimentos que os alunos desta modalidade de ensino possuem sobre a língua, sem descaracterizar as especificidades deste gênero textual. As propostas de criação foram elaboradas a partir de HQ originais da Turma da Mônica e estão sustentadas na seqüência de imagens dessas histórias, que deveriam ser curtas (de no máximo três páginas) e carregadas de humor. É relevante saber que a denominação HQ (imagens) originais é apropriada porque as HQ utilizadas nas propostas de produção de texto, que são nosso foco, foram modificadas Para que fosse possível a criação

8 8 textual nessas seqüências. De maneira que as HQ selecionadas tiveram suprimidos todos os elementos verbais, ou seja, o título e todas as marcas lingüísticas (tais como onomatopéias, interjeições, falas de personagens, balões). A coleta de dados se deu mediante a efetivação das propostas de atividades. A pesquisa teve como espaço de investigação uma turma de 2º ano do Ensino Fundamental, composta por 24 alunos 1, de uma escola da rede pública municipal de ensino, localizada na cidade de Maceió no período de outubro a dezembro de 2008 e foi dividida em três momentos simultâneos: leitura dos gibis pertencentes à gibiteca 2 que permaneceu na sala de aula, com uso a critério da professora; efetivação das propostas de atividades de leitura e interpretação, conduzidas pela professora e efetivação das propostas de criação. Devido ao curto período de permanência na escola foram aplicadas apenas as 12 3 primeiras atividades de leitura e as 12 primeiras atividades de criação. As atividades de leitura e a gestão da gibiteca ficaram a critério da professora, de forma que não foi possível sabermos com precisão como foi realizada cada atividade. Mas, acompanhamos todas as atividades de criação. Nessas, ora a professora conduzia, ora o coordenador do projeto. A primeira proposta de criação foi conduzida pelo coordenador do projeto e serviu de modelo para as demais propostas. Durante a consigna da atividade enfatizou-se que os alunos deveriam escrever, em díade, tudo que achavam que estava faltando para que a história ficasse mais engraçada. Vale salientar que todas as atividades de criação realizadas pelos alunos foram filmadas e a cada aplicação, uma dupla era escolhida e filmada por nós. Sendo que, em nosso trabalho, não estamos considerando o processo de criação em ato (as filmagens). O que está em foco atualmente é o produto (os manuscritos). Para analisar a relação imagem e texto presente nos manuscritos escolares coletados 4 estabelecemos algumas categorias relacionadas ao uso de elementos típicos dos quadrinhos tais como títulos, palavra fim ao final de cada historinha, metáforas visuais, ícones...além da 1 Antes de realizarmos esse estudo, buscamos a autorização da escola e dos pais das crianças através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido fornecido pelo Comitê de Ética desta universidade. 2 A gibiteca continha 40 gibis da Turma da Mônica. No total, durante a efetivação do projeto, disponibilizamos 2 gibitecas. 3 Dize-se 12 propostas, mas na verdade foram 11, pois uma delas foi realizada em 1ª e 2ª versão. 4 Os 144 manuscritos escolares coletados foram digitalizados e arquivados no banco de dados Práticas de textualização na escola. Esse banco dados, organizado pelo professor doutor Eduardo Calil desde 1996, contém mais de manuscritos pertencentes a diversos gêneros discursivos escritos por alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e coletados em escolas públicas e particulares de Maceió (AL), Rio Largo (AL) e São Paulo (SP). Além disso, contém, aproximadamente 100 filmagens de práticas de textualização, nas quais, os alunos, a partir de solicitações de professores, escrevem histórias, fábulas (narrativas ficcionais) ou criam poemas. Parte desse material, assim como a produção do grupo de pesquisa Manuscritos Escolares e Processos de Escritura pode ser encontrada no site

9 9 coerência narrativa das imagens, ou seja, se os manuscritos evidenciam preocupação por parte dos alunos quanto a seqüência e coerência dos quadrinhos. 5. Análise dos manuscritos coletados As 12 propostas de criação, uma delas realizada em primeira e segunda versão, oferecidas durante dois meses aos 24 alunos de uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental deram origem a 144 manuscritos escolares coletados por nós. A quantidade de manuscritos criados variou de 10 a 19 por proposta. No intuito de compreendermos de que modo os alunos em processo de aquisição da escrita interagem com as HQ, considerando as relações próprias ao gênero, estabelecemos algumas categorias na análise dos manuscritos coletados. Essas categorias foram sistematizadas em quadros, gráficos e tabelas conforme se pode notar mais adiante Análise geral Ao realizarmos uma comparação entre os manuscritos é possível notar inúmeras diferenças e singularidades que se tornam gritantes especialmente se confrontarmos a primeira e a última coleta, ou seja, a proposta 001 em 1ª e 2ª versão. Começaremos pelo uso de títulos. De início os alunos pareciam não compreender a existência e a localização de títulos nas historinhas criadas, de forma que o espaço reservado para os títulos era preenchido com seus nomes, como se fosse um cabeçalho, situado ao final de cada proposta. Dos 144 manuscritos coletados, 125 possuem títulos, enquanto 19 não possuem, conforme evidenciado:

10 Manuscritos Ausência de título Presença de título v 001.2v Total Gráfico 2: Freqüência de títulos nos manuscritos coletados Como se pode ver, a titulação das propostas, antes considerada minimamente pelos alunos, aos poucos foi ganhando espaço, fazendo-se presente, por exemplo, nas cinco últimas propostas (009, 010, 012 e 001_2V) em 100% dos manuscritos. O número de metáforas visuais utilizadas pelos alunos foi mínimo e não houve grande aumento entre as primeiras e as últimas propostas. Nos 144 manuscritos, apenas 4 metáforas visuais foram encontradas, 3 delas na proposta 007 e a outra na 2ª versão da proposta 001. Conforme se pode notar: Manuscritos Metáforas Visuais v 001.2v Total Gráfico 3: Freqüência de metáforas visuais criadas pelos alunos nos manuscritos coletados 4 É bem verdade que o número de metáforas visuais utilizadas foi bastante inferior se comparado ao uso de outros elementos, próprios aos quadrinhos, como no caso dos títulos, por exemplo. Todavia, algo interessante a ser mencionado, embora não tenha sido sistematizado em tabelas, são os tipos de metáforas visuais que aparecem nos manuscritos. Com exceção de uma delas, encontrada em um dos manuscritos da proposta 001, as outras 3

11 11 metáforas, são de xingamento e aparecem no último dos 4 quadrinhos de uma historinha protagonizada pelo Cebolinha e o Louco, que é xingado pelo Cebolinha. Considerando que o ícone é um signo, uma representação de uma coisa (CARVALHO, 2006) achamos por bem sistematizar em tabelas a freqüência desse elemento nos manuscritos coletados. É interessante notar que o uso de ícones se deu de forma decrescente, pois, enquanto em uma mesma proposta (1ª versão da proposta 001), contendo 12 manuscritos, 3 ícones foram encontrados; nas propostas 009 e 010, contendo cada uma, respectivamente, 10 e 12 manuscritos, apenas 2 ícones foram encontrados: Manuscritos Ícones v 001.2v Total Gráfico 4: Freqüência de ícones nos manuscritos coletados A semelhança e repetição de alguns dos ícones encontrados em diferentes propostas foi outro aspecto interessante. Dos 4 ícones encontrados 2 deles correspondem ao desenho de uma caixa de presente, nos manuscritos da 1ª versão da proposta 001 e 3 deles correspondem ao desenho de um sol, sendo que, ambos pertencem a manuscritos de três diferentes propostas, são elas: 001_1ªv, 009 e 010. A palavra fim pouco foi utilizada pelos alunos. O interessante é que, diferente do que se poderia pensar o fim não apareceu em maior quantidade nos últimos manuscritos, pelo contrário, isso aconteceu apenas nas propostas 002 e 003. Pode-se notar que dos 144 manuscritos apenas 4 possuem fim, em contrapartida, 140 não possuem:

12 Manuscritos Ausência do fim Presença do fim v 001.2v Total 4 Gráfico 5: Freqüência da palavra fim nos manuscritos coletados Além disso, no que diz respeito a localização, embora esse dado não tenha sido sistematizado em uma tabela específica, o fim foi posto em locais distintos. Na proposta 002, uma das duplas, por exemplo, pôs fim dentro o antepenúltimo quadrinho na parte de cima. Enquanto as outras três duplas fizeram uso do último quadrinho para pôr a palavra fim, sendo que isso se deu: do lado de fora do quadrinho e acima, do lado de fora do quadrinho e ao lado e dentro do quadrinho, na parte superior e não ao final da história, na parte inferior. Feita a análise geral dos 144 manuscritos voltamo-nos a uma análise mais específica. Para tanto, selecionamos dois manuscritos, ambos referentes a proposta 001, sendo que um diz respeito a primeira versão da proposta e outro a segunda versão. As duplas permaneceram as mesmas entre as duas versões dessa proposta de modo que 5.2. Análise 1: Proposta 001 (1ª versão) Na proposta que será discutida, escolhemos o manuscrito criado pela dupla Ana Beatriz (7 anos) e Gian (7 anos). Os alunos estão escrevendo uma história referente a primeira versão da proposta 001. Resumidamente, esta história possui quatro personagens (a Mônica, a Magali, o Cebolinha e o Cascão) e em suas imagens pode-se ver a Mônica levando um presente para sua amiga Magali que é boicotado pelos meninos, cuja intenção é assustar a Mônica por meio de um rato que é posto por eles dentro da caixa. Mas, o que o Cebolinha e o Cascão não sabiam era que dentro da caixa havia um gato.

13 13 Vejamos esse manuscrito 5 para depois analisarmos alguns de seus elementos: Figura 14: HQ criada pela dupla Ana Beatriz e Gian (proposta 001/1ª versão). Figura 15: HQ criada pela dupla Ana Beatriz e Gain (proposta 001/1ª versão). Na primeira versão dessa proposta a dupla não utiliza título e nesse respeito vale salientar que, dos 12 manuscritos produzidos pelas duplas a partir da proposta 001, apenas 3 possuem titulo, 2 desses títulos encontram-se no local correto enquanto o outro, está inserido no verso da folha. A freqüência e a escolha dos títulos utilizados, não apenas pela dupla em questão, mas em todos os manuscritos coletados referentes a essa proposta, foram sistematizadas no seguinte quadro: 5 No intuito de uma melhor compreensão da escrita das crianças optamos por colocar legendas em cada manuscrito analisado.

14 14 Aluno (s) Título Ana Beatriz e Gian - Ana Paula e Daniela A MÔNICA Bianca e Keloany OS CURIOSOS Deyse e Mylena - Douglas e José - Eduardo e Isley - Fellipe e Juan PORQUE ELA LIGOU PARA OS MENINOS Jakswel e Sara - João Matheus e João Lucas Araújo - Joyci e Lisly - Lucas Nobre e Verônica - Maria Clarice e Nilton Melo - Quadro 1: Uso de títulos na 1ª versão da proposta 001 Pode-se notar também que a dupla não utiliza balões nem onomatopéias. Nesse respeito, notou-se que nos 12 manuscritos coletados não houve quadrinhos vazios, ou seja, todos os 8 quadrinhos presentes na historinha que fundamentou essa proposta foram utilizados pelos alunos. Foram três tipos de ocorrência: algumas duplas simplesmente não utilizaram balões ao longo de toda a historia, outras alternaram entre texto e texto dentro de balões, e apenas uma das duplas utilizou balões em todos os 8 quadrinhos que compõem a proposta. Esses dados também foram sistematizados em tabelas: TABELA 1 Freqüência da balões por quadrinho nos manuscritos criados na 1ª versão da proposta 001 Quadrinho sem balão/ apenas texto Quadrinho vazio Quadrinho com balão Aluno (s) Ana Beatriz e Gian Ana Paula e Daniela Bianca e Keloany Deyse e Mylena Douglas e José Eduardo e Isley Fellipe e Juan Jakswel e Sara João Matheus e João Lucas Araújo Joyci e Lisly Lucas Nobre e Verônica Maria Clarice e Nilton Melo Total Além disso, toda a escrita refere-se a uma descrição das imagens e encontra-se em discurso indireto:

15 15 TÍTULO: Não há título 1º QUADRINHO: esta levando a cacha de prezente para magali 2º QUADRINHO: estão bolando on pano 3º QUADRINHO: eles estão fazendo um plano para pega a cacha 4º QUADRINHO: o cebolinha está botando um rato na caicha 5º QUADRINHO: amarando o laço da caicha 6º QUADRINHO: dando a caixa para magali 7º QUADRINHO: pega a caixa 8º QUADRINHO: porque eles ficarão confuso proque eles botarão um rato e viro um gatinho Outros elementos que podem ser observados ainda são: o modo de falar elado do personagem Cebolinha, que não foi levado em consideração por nenhum das duplas bem como a ausência da palavra fim em todos os 12 manuscritos criados a partir dessa proposta: Aluno (s) Palavra fim Ana Beatriz e Gian Ana Paula e Daniela Bianca e Keloany Deyse e Mylena Douglas e José Eduardo e Isley Fellipe e Juan Jakswel e Sara João Matheus e João Lucas Araújo Joyci e Lisly Lucas Nobre e Verônica Maria Clarice e Nilton Melo Quadro 2: Uso de palavra fim na 1ª versão da proposta 001

16 16 Em se tratando do aspecto imagem e texto, que é o foco de nosso trabalho, pode-se notar que essa relação é considerada ao longo da escrita, tanto em cada quadrinho individualmente quanto nas imagens em seqüência. No primeiro quadrinho, em que a Mônica caminha segurando uma caixa de presente sob o olhar atento de seus dois amigos que estão escondidos por trás de um arbusto, o imbricamento entre imagem e texto está bem evidente. Observa-se que, logo no 1º quadrinho há uma antecipação do que acontecerá mais adiante, pois apesar de a Magali só aparecer na historinha no 6º quadrinho as crianças escreveram: esta levando a cacha de prezente para magali. E embora não haja balões nem qualquer apêndice ou indicativo de a quem se refere tal descrição, é bem provável que diga respeito a Mônica. No quadrinho seguinte (2º), em que a expressão do Cebolinha acompanhada de um recurso visual que aparece a cima do personagem parece indicar o surgimento de uma idéia ou plano, o imbricamento entre imagem e texto também pode ser visto na escrita utilizada pela dupla: estão bolando on pano. A relação ou o imbricamento entre as imagens e a escrita das crianças pode ser percebida em todos os demais quadrinhos. Na imagem em que o Cebolinha está dizendo algo para o Cascão, por exemplo: eles estão fazendo um plano para pega a cacha. Assim como, a articulação entre imagem e texto pode ser vista no 4º quadrinho, no momento em que se coloca o rato na caixa que a Mônica está segurando: o cebolinha está botando um rato na caicha. Apenas no quadrinho seguinte há uma quebra ou ruptura, pois a imagem evidencia a caixa sendo aberta e o rato sendo colocado dentro dela, todavia, na visão das crianças o laço está sendo amarrado: amarando o laço da caicha. No 6º quadrinho, quando a Mônica há apenas uma descrição da imagem: dando a caixa para a magali, ou seja, a Mônica dando o presente para a amiga sob o olhar atento dos meninos escondidos por trás do arbusto. No 7º quadrinho, onde o Cebolinha e o Cascão observam atentamente tudo o que está acontecendo entre as meninas, é como se a escrita evidenciasse uma continuação das imagens e das escritas anteriores e uma prévia da imagem seguinte. Entretanto parece haver uma quebra, pois a menos que a fala pega a caixa esteja se referindo as meninas é como se essa escrita fugisse da seqüência das imagens. Além disso, além da escrita a dupla se utilizou de um ícone, ou seja, desenhou uma caixa de presente.

17 17 Ao passo que, no último quadrinho é possível notar dois aspectos. Primeiro, apesar de a expressão dos personagens indicar surpresa, não há escrita para indicar essa sensação, apenas a fala: magali olha so mônica que fofo... O segundo aspecto diz respeito a compreensão do humor da história, pois apesar de a escrita ser uma descrição da imagem e não uma fala ou diálogo entre os personagens essa compreensão fica evidente: porque eles ficarão confuso proque eles botarão um rato e viro um gatinho. A ocorrência do imbricamento entre imagem e escrita em todos os quadrinhos presentes nesse manuscrito reforça a idéia de que mesmo que sendo importante um plano bem desenhado e enquadrado em cada quadrinho isoladamente, é necessária seqüência, coerência, ritmo e movimento entre todos os quadrinhos que compõem uma única HQ (CIRNE, 1974, p. 35) Análise 2: Proposta 001 (2ª versão) Inúmeros aspectos podem ser notados se compararmos a primeira e a segunda versão da proposta 001. Esses aspectos evidenciam uma significativa imersão das crianças nas histórias em quadrinhos. Vale mencionar que o manuscrito analisado a seguir foi criado pela mesma dupla escolhida na primeira versão: Ana Beatriz e Gian. Vejamos esse manuscrito para depois analisarmos alguns de seus elementos, considerando as diferenças entre as duas versões dessa proposta: Figura 1: HQ criada pela dupla Ana Beatriz e Gian (proposta 001/2ª versão).

18 18 Figura 1: HQ criada pela dupla Ana Beatriz e Gian (proposta 001/2ª versão). De início pode-se notar a utilização de título por parte da dupla. Enquanto na 1ª versão não houve título, na segunda optou-se por a turma do cebolinha : No caso das demais duplas, se na 1ª versão só 3 títulos foram criados, na 2ª versão todos os manuscritos apresentaram título: Aluno (s) Título 1ª Versão 01/10/2008 2ª Versão 12/12/2008 Ana Beatriz e Gian - A TURMA DO CEBOLINHA Ana Paula e Daniela A MÔNICA A MÔNICA VAI E TENHO O PRESENTE A MAGALI Bianca e Keloany OS CURIOSOS MÔNICA E A SURPRESA CURIOSA Deyse e Mylena - A MÔNICA Douglas e José - A TURMA DA MÔNICA E DO CEBOLINHA Eduardo e Isley - O PRESENTE DE MAGALI Fellipe e Juan PORQUE ELA LIGOU PARA ARMADILHA PARA COMER OS MENINOS Jakswel e Sara - CEBOLINHA E CASCÃO FICAM CHATEADOS E MÔNICA LEVA UM PRESENTE João Lucas Ananias 6 - O GATINHO DA MAGALI João Matheus e João - A MÔNICA Lucas Araújo Joyci e Lisly - O PRESENTE DA MÔNICA SURPRESA PARA MAGALI Lucas Nobre e Verônica - O ANIVERSÁRIO DA MAGALI Maria Clarice e Nilton Melo - A MÔNICA FOI DA UM PRESENTE PARA A MAGALI Quadro 3: Uso de títulos na 1ª e na 2ª versão da proposta O aluno não se fez presente durante a 1ª versão da proposta, isso aconteceu apenas na 2ª.

19 19 É possível notar também que a dupla utilizou balões em todos os quadrinhos, assim como várias onomatopéias. Nesse respeito, notou-se que nos 13 manuscritos coletados nenhum quadrinho apresentou apenas o texto sem o balão e foram encontrados apenas 4 quadrinhos vazios, enquanto todos os demais possuíam balões. TABELA 2 Freqüência da balões por quadrinho nos manuscritos criados na 2ª versão da proposta 001 Quadrinho sem balão/ apenas texto Quadrinho vazio Quadrinho com balão Aluno (s) Ana Beatriz e Gian Ana Paula e Daniela Bianca e Keloany Deyse e Mylena Douglas e José Eduardo e Isley Fellipe e Juan Jakswel e Sara João Lucas Ananias João Matheus e João Lucas Araújo Joyci e Lisly Lucas Nobre e Verônica Maria Clarice e Nilton Melo TOTAL Quanto ao uso do fim não houve diferença entre as duas versões da proposta, pois ambas não apresentaram o fim : Aluno (s) Palavra fim 1ª Versão 01/10/2008 2ª Versão 12/12/2008 Ana Beatriz e Gian Ana Paula e Daniela Bianca e Keloany Deyse e Mylena Douglas e José Eduardo e Isley Fellipe e Juan Jakswel e Sara João Lucas Ananias 8 - João Matheus e João 7 O aluno não se fez presente durante a 1ª versão da proposta, isso aconteceu apenas na 2ª. 8 O aluno não se fez presente durante a 1ª versão da proposta, isso aconteceu apenas na 2ª.

20 20 Lucas Araújo Joyci e Lisly Lucas Nobre e Verônica Maria Clarice e Nilton Melo Quadro 4: Uso de títulos na 1ª e na 2ª versão da proposta 001 Além disso, toda a escrita, que antes se encontrava compreendia uma descrição de imagem, passou a ser utilizada em discurso direto: TÍTULO: a turma do cebolilha 1º QUADRINHO: e as caixa eo vouleva paramagali 2º QUADRINHO: eu tenho um plano 3º QUADRINHO: nos vamos bota um rato e 4º QUADRINHO: e agora la la la la la 5º QUADRINHO: la la la 6º QUADRINHO: e agola magali tro um presene para voce 7º QUADRINHO: o meu puano ual 8º QUADRINHO: o chi qui taú magali Assim, a escrita presente no manuscrito evidencia algumas especificidades das HQ, por exemplo, os diálogos criados pela dupla, narrados por meio de discurso direto, paralelos a

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