CURIOSIDADE É UMA COCEIRA QUE DÁ NAS IDÉIAS

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2 PAUTA DO ENCONTRO Início : 13hs30 1. Parte teórica Oficina elaboração de mapas conceituais e infográficos ( processo) Socialização dos resultados ( produto) Avaliação geral da proposta de trabalho 10

3 CURIOSIDADE É UMA COCEIRA QUE DÁ NAS IDÉIAS Os gregos diziam que a cabeça começa a pensar quando os olhos ficam estupidificados diante de um objeto. Pensamos para decifrar enigmas da visão. Rubem Alves

4 Imagens e Sensações Todos os homens têm, por natureza, um desejo de conhecer: uma prova disso é o prazer das sensações, pois, fora até de sua utilidade, elas nos agradam por si mesmas e, mais que todas as outras, as visuais... (Aristóteles)

5 Será possível aprender sem que os olhos estejam fascinados pelo objeto misterioso que os desafia? ( R. Alves)

6 CAIXA DE FERRAMENTAS Ler e Interpretar textos Identificar diferentes pontos de vista. Elaborar sínteses. Elaborar mapas conceituais. Construir argumentações consistentes.

7 CAIXA DE BRINQUEDOS Charges Fotografias Pinturas Filmes Computador Internet Artes plásticas Teatro jogos

8 APRENDER : ESPERIÊNCIA AFETIVA Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim affetare, quer dizer ir atrás. O afeto é o movimento da alma em busca do objeto de sua fome. É o eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.( R. Alves, 2004)

9 AS LINGUAGENS Em todas as áreas, em especial nas humanas, os alunos são instigados quase que exclusivamente ao texto. Num mundo imerso na imagem e dominado por sons e cores, tornamos o texto central na sala de aula. Devemos estar atentos ao uso de imagens, música, sensorialidades variadas. O texto é muito importante, nunca deve ser abandonado. Porém, se o objetivo é fazer pensar, o texto é apenas um instrumento deste objetivo maior. Há pessoas que pensam e nunca leram Camões e há quem saiba Os Lusíadas de cor e não pense...lembre-se de que há outros instrumentos. A sedução das imagens deve ser uma alavanca a nosso favor, nunca contra. Usar filmes, propagandas, caricaturas, desenhos, mapas: tudo pode servir ao único grande objetivo da escola: ajudar a ler o mundo, não apenas a ler letras.( Karnal, Leandro. 2000)

10 O TEXTO O texto, é a unidade de análise afetada pelas condições de produção e é também o lugar da relação com a representação da linguagem: som, letra, espaço, dimensão direcionada, tamanho. Mas é também e sobretudo, espaço significante: lugar do jogo de sentidos, de trabalho da linguagem, de funcionamento da discursividade.como todo objeto simbólico, ele é objeto de interpretação.(...) ( Orlandi, 2003) Tipos de textos PISA : 1. Textos Contínuos: Narração, exposição, Descrição, Argumentação, Instrução, Documento ou registro, hipertexto. 2. Textos não contínuos: esquemas e gráficos, tabelas e matrizes, diagramas, mapas, formulários, planilhas de informação, anúncio se propagandas, vales, certificados.

11 O DISCURSO (...) a palavra discurso, etimologicamente, tem em si a idéia de curso, de percurso, de correr por, de movimento. O discurso assim é a palavra em movimento, prática de linguagem: com o estudo do discurso observa-se o homem falando(...). (...) Na análise do discurso, procura-se compreender a língua fazendo sentido, enquanto trabalho simbólico, parte do trabalho social geral, constitutivo do homem e da sua história(...) ( Orlandi, 2003) Homem ser único em sua capacidade de significar e significar-se.

12 ANÁLISE DO DISCURSO LINGUAGEM COMO MEDIAÇÃO Homem realidade social e natural. Permanência e continuidade Deslocamento e transformação do que? Do homem e da realidade em que vive. O trabalho simbólico do discurso está na base da produção da existência humana. ( Orlandi, 2003)

13 OBJETO A análise do Discurso não trabalha com a língua enquanto um sistema abstrato, mas com a língua no mundo, com maneiras de significar, com homens falando, considerando a produção de sentidos enquanto parte de suas vidas, seja enquanto sujeitos seja enquanto membros de uma determinada forma de sociedade. (..) a Análise do Discurso critica a prática das Ciências Sociais e a da Lingüística, refletindo sobre a maneira como a linguagem está materializada na ideologia e como a ideologia se manifesta na língua. (...) Não há discurso sem sujeito a não há sujeito sem ideologia: o indivíduo é interpelado em sujeito pela ideologia e é assim que a língua faz sentido(...) ( Orlandi 2003)

14 MAPA CONCEITUAL Mapa conceitual é uma técnica de análise que pode ser utilizada para ilustrar a estrutura conceitual de uma determinada fonte de conhecimentos. A sua forma varia de acordo com a rede de conceitos a serem abordados, assim como, com as possibilidades de se estabelecer relações entre conceitos. Portanto devemos considerá-los como um diagrama hierárquico de conceitos e da rede de relações entre os mesmos.

15 MAPA CONCEITUAL Os mapas conceituais fundamentam-se na teoria de aprendizagem do psicólogo cognitivista norte americano David Ausubel. Para ele a aprendizagem significativa ocorre a partir do armazenamento de informações que, agrupadas na estrutura mental do indivíduo, podem ser utilizadas no futuro, por meio da organização e integração dos conteúdos ancorados em conceitos subsunçores relevantes já existentes na estrutura cognitiva do aluno. O autor entende que a aprendizagem significativa se verifica quando o banco de informações armazenadas na mente do aluno se revela em novas descobertas e novas recepções.

16 TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DE MAPA CONCEITUAL a) Ler o texto e grifar as palavras desconhecidas buscando no dicionário o seu significado. b) Grifar as palavras-chave apresentadas nos textos e que correspondem aos conceitos. Dispô-las aleatoriamente no espaço destinado à construção do mapa. c) escolher os conceitos que se relacionam entre si. d) Definir frases que sirvam de conectores entre os conceitos escolhidos. e) Repetir os procedimentos até que todos os conceitos separados estejam interligados de forma significativa.

17 INFOGRÁFICOS Infográficos são quadros informativos que misturam texto e ilustração para transmitir uma informação visualmente. Em vez de contar, o infográfico mostra a notícia como ela é, com detalhes mais relevantes e forte apelo visual. Os infográficos são grande atrativo para a leitura de matérias jornalísticas. Facilitam a compreensão do texto e oferecem uma noção mais rápida e clara dos sujeitos, do tempo e do espaço da notícia.

18 TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DE INFOGRÁFICOS 1. Coleta de dados relevantes sobre o assunto 2. Coleta de iconografias. 3. Produção de pequenos textos relacionados ao tema. 4. Utilização de mapas e gráficos relacionados ao tema. 5. Estabelecer relações entre dados obtidos, textos síntese e ilustrações.

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21 BIBLIOGRAFIA ALVES, Rubem O Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender. Campinas: Fundação Educar, ORLANDI, P.Eni Análise de Discurso Princípios & Procedimentos, Campinas: Pontes, 2003 BARTHES, Roland A Morte do Autor, in O Rumor da Língua, São Paulo: Brasiliense, 1988 PÊCHEUX, Michel O Discurso, Campinas:Pontes, 2002 FOUCAULT, Michel A Arqueologia do Saber, Rio de Janeiro: Forense Universitária, OLSON, David R. O Mundo no Papel, São Paulo : Ática, 1997 PISA Estrutura de Avaliação Pisa São Paulo: Moderna, 2004.

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